Carros Bibliotecas

Ônibus-biblioteca leva sonhos e conhecimento para o extremo sul de São Paulo

Iniciativa, da líder comunitária Sônia Estela, conhecida no movimento sindical como Fumaça, e do coletivo Perifeminas, teve a ajuda e a solidariedade de dirigentes e funcionários do Sindicato e de moradores da região da Barragem

Leonardo Guandeline

Foto: Seeb-SP

Um convite ao conhecimento e a um mundo onde ainda é possível sonhar, mesmo com toda a ignorância dominante e as sucessivas tentativas de censura por parte de alguns governantes às artes. Na Barragem, periferia no extremo sul de São Paulo, a líder comunitária Sônia Estela, conhecida no movimento sindical como Fumaça, materializou, ao lado das irmãs Sidneia e Silvani, do coletivo Perifeminas, um sonho: o de democratizar no bairro, um dos mais pobres da capital paulista, o acesso à leitura.

Com a ajuda de moradores da região, a pracinha da Rua Dois agora tem uma biblioteca comunitária funcionando em um antigo ônibus revitalizado em esquema de mutirão. No entorno, vasos de flores feitos com pneus, ao lado de placas com alguns dizeres como “amizade”, “afeto” e “solidariedade”, embelezam a praça.

Dentro do veículo, porém, um novo colorido, o dos livros, reluz nos olhos principalmente dos mais novos. As obras, cerca de 400 neste primeiro momento, foram doadas em sua maioria por dirigentes e funcionários do Sindicato, em uma corrente de solidariedade, amor e socialização do conhecimento.

“Doar um livro é um gesto de amor. É um ato transformador, tanto para quem o faz quanto para os que recebem. Além do acesso ao conhecimento, a literatura nos permite sonhar, argumentar, contestar, mudar e revolucionar”, enfatiza Sônia Estela.

Além das doações de livros, a líder comunitária destaca o voluntariado dos vizinhos. “Foi uma corrente de amor ao próximo, de solidariedade, de esforço conjunto e de ajuda mútua. É uma melhoria para as pessoas, para a região, para o nosso crescimento enquanto ser humano. Diferentemente do “voluntariado” praticado por alguns bancos, como o do Santander, este tem um caráter social, de transformação, humanidade, entrega”, acrescenta.

No próximo dia 29, outro projeto parceiro do Sindicato, o CineB Solar, este sustentável e de democratização do acesso ao cinema nacional, estará na pracinha da Barragem exibindo o filme “Selvagem”, de Diego da Costa. Os convites para a sessão ao ar livre podem ser retirados com Silvani, no próprio ônibus-biblioteca.

Para que a biblioteca da Barragem continue a levar histórias e conhecimento para a região, toda a ajuda é bem-vinda. Bancários interessados em doar livros em bom estado podem fazê-lo diretamente a um dirigente do Sindicato (veja aqui os endereços e contatos das regionais) ou pessoalmente na Sede da entidade, na Rua São Bento, 413 (Edifício Martinelli), Centro.

“Aqui os livros censurados pelo governo de Rondônia; principalmente os escritos por Machado de Assis, Mário de Andrade, Nelson Rodrigues e Rubem Fonseca; são bem-vindos”, salienta Sônia Estela.

 Fonte: Spbancarios

Taboão da Serra recebe o BiblioSesc na praça do Poupatempo na terça-feira, dia 20

Embu das Artes e Embu-Guaçu também receberão a biblioteca itinerante. Confira as datas. O projeto de incentivo à leitura oferece gratuitamente o empréstimo e consulta de livros, jornais e revistas

Hélio Melo | Sesc
 Unidade móvel do Sesc dá acesso gratuito a livros e revistas – HÉLIO MELO | SESC

O caminhão do BiblioSesc todos os meses visita as cidades de Taboão da Serra, Embu das Artes e Embu-Guaçu. O projeto de incentivo à leitura oferece gratuitamente o empréstimo e consulta de livros, jornais e revistas.

Em Taboão da Serra o caminhão estará na praça do Poupatempo, no Pq. São Joaquim, dia 20, terça-feira, das 10h às 15h30. Embu das Artes receberá a biblioteca itinerante dia 27 e Embu-Guaçu, dias 15 e 29.

Dentro do caminhão tem mais de 4 mil títulos com foco em literatura nacional, estrangeira, juvenil, infantil entre outros, que podem ser emprestados mediante cadastro prévio, que pode ser realizado mediante apresentação de RG e comprovante de endereço. Toda semana o acervo é trocado.

O caminhão atende ao maior projeto de bibliotecas móveis do país, o BiblioSesc, e é equipado com ar-condicionado, computador, estantes e prateleiras. O veículo possui acervo de aproximadamente 3,5 mil revistas e livros que atendem a todos: gibis, contos de fadas, literatura brasileira e estrangeira, biografias, livros para vestibulares e concursos e jornais estão acessíveis ao público.

O serviço faz parte do projeto do Serviço Social do Comércio (Sesc), e existe há mais de 10 anos. O caminhão circula pelos bairros de São Paulo. Esse mês Embu das Artes receberá a biblioteca móvel, dia 30, no Centro Cultural Pq. Pirajuçara.

Serviço

BiblioSesc na Praça Ivan Braga de Oliveira
Quando: Quinta-feira, dias 15 e 29 de agosto, das 10h às 15h30
Onde: Praça Ivan Braga de Oliveira, s/n – Centro – Embu-Guaçu
Quanto: Evento gratuito
Para fazer cadastro: Levar RG e comprovante de endereço

BiblioSesc na Praça do Poupatempo
Quando: Terça-feira, dia 20 de agosto, das 10h às 15h30
Endereço: Praça do Poupatempo. Estrada Kizaemon Takeuti, 2425, Pq. São Joaquim
Quanto: Evento gratuito
Para fazer cadastro: Levar RG e comprovante de endereço

BiblioSesc no Centro Cultural Parque Pirajuçara
Quando: Terça-feira, dia 27 de agosto, das 10h às 15h30
Onde: Centro Cultural Pq. Pirajuçara. Avenida Aimará, s/n, Pq. Pirajuçara – Embu das Artes
Quanto: Evento gratuito
Para fazer cadastro: Levar RG e comprovante de endereço

Fonte: O Taboanense

Biblioteca móvel é aposta para democratizar leitura

Nario Barbosa/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Serviço itinerante de empréstimo de livros agrada população; três cidades têm projetos do tipo

Texto por Matheus Angioleto

Permitir mergulho em um mundo completamente novo, sair da zona de conforto e democratizar o acesso à leitura. Esta é a proposta de projetos de bibliotecas descentralizadas. Embora ainda tímida na região, presente em apenas três cidades – Santo André, São Bernardo e Mauá –, a ação tem o apoio da população, carente de atividades socioculturais.

Exemplo disso pode ser observado na Praça do Relógio, no Centro de Mauá, na semana passada. O espaço, tradicionalmente movimentado, ganhou ainda mais visitantes devido à presença de ônibus adaptado para armazenar acervo de 3.000 livros. Trata-se de projeto realizado pela Prefeitura em parceria com o Sesc (Serviço Social do Comércio) para incentivar a leitura. A cada 15 dias, o veículo estaciona em dois locais – sendo o outro na UBS (Unidade Básica de Saúde) Paranavaí – para oferecer gratuitamente o empréstimo e a consulta de livros, jornais e revistas.

E a iniciativa vem dando certo. A manicure Juliete Antuono de Oliveira, 21 anos, foi alertada pelos filhos, curiosos para visitar o espaço, sobre a presença do ônibus na Praça do Relógio. Após cadastro rápido, feito mediante apresentação de comprovante de residência e RG, a mãe dos pequenos Cristopher, 7, João Pedro, 5, e Júlia, 1, aprovou a medida. “A iniciativa incentiva as crianças a ler, tira elas das ruas e traz cultura. Mostro livros para eles em casa e esse local é bom, porque eles gostam bastante (de livros)”, diz.

Amante da política, da história e da leitura, o técnico de manutenção aposentado Arnaldo de Souza Nascimento, 82, fez questão de visitar a biblioteca itinerante. “Os jovens precisam saber o que aconteceu no passado e não ficar apenas no computador, por isso é preciso ler. Há muitos meninos que não sabem nem quem descobriu o Brasil. Prefiro política e história, porque temos que saber o que acontece em nosso território”, afirma.

O bibliotecário do Sesc André Carlos da Silva, 36, tem expectativas positivas sobre a ação. “Temos público que já conhecemos e o projeto não tem data específica para acabar. Alguns (moradores) vêm conhecer e voltam depois com o comprovante de residência <CF51>(para o cadastro). A ideia é essa e a gente fica muito contente porque aparecem cada vez mais pessoas”, relata.
Em São Bernardo, o programa Espalhando a Leitura disponibiliza livros em UBSs (Unidades Básicas de Saúde). Com isso, o cidadão pode levar o exemplar para casa e, posteriormente, devolver em qualquer unidade de Saúde. “As Caixas Bibliotecas são pequenos acervos, com cerca de 200 livros e HQs destinados ao empréstimo em pontos distantes das bibliotecas públicas municipais, como no Núcleo Santa Cruz (pós-Balsa)”, diz a administração. Outra opção são as salas de leitura instaladas no Parque São Bernardo e Jardim Silvina, que funcionam como bibliotecas públicas.

Santo André conta com projeto oferecido pela Biblioteca Nair Lacerda, que transfere acervo de 100 livros e revistas a instituições da cidade. A cada 90 dias as obras são trocadas. Para 2018, a meta é ampliar o serviço com acervo de gibis, DVDs, audiolivros e obras em Braille. “Passaremos a atuar em parceria com organizações e associações, creches, asilos, albergues, associações comunitárias, culturais diversas e outras. Com a Pequena Biblioteca Viva serão levados não apenas acervo, mas também ações de mediação de leitura, como contação de histórias, debates, rodas de conversa etc”, ressalta o paço.

A Prefeitura de São Caetano afirmou que conta com as bibliotecas Paul Harris (no Centro) e Dona Ester Mesquita (bairro Boa Vista). Os equipamentos oferecem serviços gratuitos de pesquisa e cultura para alunos da rede de ensino e para a população da cidade. Há ainda a Banca do Saber, no Bosque do Povo (bairro São José).

Ribeirão Pires diz atender mensalmente 2.000 moradores na Biblioteca Municipal, que tem acervo de 49,2 mil títulos. A exemplo da biblioteca itinerante, uma caixa percorre salas de aula de unidades escolares para que alunos levem os exemplares para casa.

Fonte: Diário do Grande ABC

Sesc São Caetano incentiva a leitura com novos pontos do “BiblioSesc”

(Foto: Divulgação)

O Sesc São Caetano oferece a partir de março, intervenções artísticas e novos pontos de atendimento do “BiblioSesc”, programa de incentivo à leitura gratuito, com empréstimo e consulta de livros, jornais e revistas, através da biblioteca itinerante que funciona em um caminhão. Além dos habituais pontos de São Caetano, Diadema e Mauá, atenderá  no Centro para Crianças e Adolescentes Zumbi dos Palmares em São Paulo, na Fábrica Integrada Educacional e Cultural e no Campo Distrital Maria Célia de Souza, ambos em Mauá.

Com atividades que integram as ações de fomento à leitura do Sesc São Paulo, programou para os dias 14/03, no CEU das Artes, e 28/03, no Campo Distrital Maria Célia de Souza, a partir das 12h, a intervenção artística “Nas abas do meu cordel”, com a Cia. Da Matilde, que traz a  proposta de aproximar do público a cultura brasileira. Os artistas  se misturaram a plateia com instrumentos musicais, cantando cantigas e historias rimadas. Qualquer pessoa pode participar.

Para se cadastrar e retirar livros, basta apresentar documento de identidade e comprovante de residência, menores de 12 anos mediante autorização dos pais. Cada leitor pode retirar até dois livros simultaneamente, pelo período de 15 dias, quando o Bibliosesc volta à região para realizar devoluções e novos empréstimos.

CRONOGRAMA DE ATENDIMENTOS:
FIEC Fábrica Integrada Educacional e Cultural – 6 e 20/3 Novo ponto
FASCS Fundação das Artes de São Caetano do Sul – 7 e 21/3
CEU DAS ARTES Centro de Artes e Esportes Unificados  – 8 e 22/3
PARANAVAÍ UBS Jardim Paranavaí – 13 e 27/3
CAMPO DISTRITAL Campo Distrital Maria Célia de Souza – 14 e 28/3 Novo Ponto
CARDEAL ARCOVERDE – 1, 15 e 29/3
CCA ZUMBI DOS PALMARES – 2 e 16/3 Novo Ponto
UNIDADE SESC São Caetano – 
3, 5, 9, 10, 12, 17, 19, 23, 24, 26 e 31/3

ENDEREÇOS:

FIEC – Fábrica Integrada Educacional e Cultural
Av. Brasil 1490. Parque das Américas – Mauá

FASCS – Fundação das Artes de São Caetano
R. Visconde de Inhaúma, 730. Nova Gerty – São Caetano

CEU DAS ARTES – Centro de Artes e Esportes Unificados
Av. Afonso Monteiro da Cruz, 254. Jardim União – Diadema

PARANAVAÍ – UBS Jardim Paranavaí
R. Rolândia, 252 esq. c/ R. Luiz Polizel. Jd. Paranavaí – Mauá

CAMPO DISTRITAL – Campo Distrital Maria Célia de Souza
Av. José Ricardo Nalle, s/ nº. Vila Mercedes – Mauá

CARDEAL ARCOVERDE
Pça. Cardeal Arcoverde. Centro – São Caetano

CCA ZUMBI DOS PALMARES – Centro para Crianças e Adolescentes Zumbi dos Palmares
R. Santa Maria Madalena, 21/ 41. Vila Califórnia – São Paulo

Sesc São Caetano
R. Piauí, 554 – Santa Paula.  São Caetano

SERVIÇO:
Sesc São Caetano
rua Piauí -554 Santa Paula – São Caetano
Classificação: Livre
Ingressos: grátis
Telefone para informações: (11) 4223-8800
Para informações sobre outras programações acesse o portal sescsp.org.br/saocaetano
Horário de atendimento/bilheteria do Sesc São Caetano – De segunda a sexta, 9:00 às 21:30,sábados e feriados, das 9h às 17h30.

Fonte: Repórter Diário

Primeira biblioteca móvel da Nigéria aproxima crianças da literatura

Projeto da professora Funmi Ilori conta com quase dois mil livros

Projeto foi criado com financiamento de iniciativa de desenvolvimento do governo nacional | Foto: Stefan Heunis / AFP / CP

Funmi Ilori já teve o sonho de criar a maior biblioteca da África. Agora ela dirige vans repletas de livros por áreas pobres da Nigéria para ajudar as crianças a descobrir o amor pela leitura. “Os leitores são o quê?” ela pergunta a cerca de 15 jovens, sentados em pequenas mesas de plástico em uma sala de aula adaptada em um dos veículos. “Líderes!”, eles gritam de volta, em uníssono. Uma das “iRead Mobile Libraries” estacionou recentemente na escola Bethel, no distrito da classe trabalhadora de Ifako, no coração de Lagos.

Dentro do local, a professora Ruth Aderibigbe comenta que seus alunos, cerca de 200, só têm acesso a publicações de teor didático. “Livros custam muito dinheiro”, diz. Quando o projeto apareceu na escola há dois anos com sua ampla seleção, desde obras de colorir para crianças até romances infantis, além de alguns para adultos, ela o recebeu com os braços abertos. “As crianças envolvidas no programa agora falam e melhoram seu inglês”, analisa. Dentro da van, um garoto de 10 anos segurava uma cópia de “Meio Sol Amarelo”, o bestseller internacional da autora nigeriana Chimamanda Ngozi Adichie. O livro claramente foi bem lido: sua espinha mal segurou as páginas.

Chimananda recentemente se envolveu em controvérsia depois que uma jornalista francesa perguntou durante uma entrevista se havia alguma livraria na Nigéria. “Eu acho que reflete muito mal sobre os franceses que você tem que me fazer essa pergunta”, ela respondeu, analisando que o questionamento era um exemplo da visão racista e colonial da África. Ilori está ciente disso e entende por que a questão ofenderia. Mas ela vê um problema mais amplo e quer se dedicar a tentar resolvê-lo.

“As bibliotecas públicas são funcionais na Nigéria, bem, pelo menos em Lagos. Mas não muitas pessoas maximizam o uso delas”, elucida. “Precisamos atrair novos leitores desde uma idade jovem. Nas comunidades rurais, há crianças que nunca seguraram um livro. Eu defendo as bibliotecas comunitárias em todo o mundo. Assim como as igrejas estão surgindo, as bibliotecas deveriam estar surgindo”.

Ilori é uma antiga professora primária que iniciou um negócio de empréstimos de livros em 2003. “Eu carregava as obras em uma cesta e ia de porta em porta”, recorda. As peças poderiam ser emprestadas por apenas algumas centenas de naira, mas sua experiência levou-a a perceber que poucos adultos no agitado centro econômico da Nigéria tinham o luxo de ter tempo para ler.

Dez anos depois de iniciar essa esquema, ela criou a ideia da biblioteca móvel e solicitou o financiamento de uma iniciativa de desenvolvimento do governo da Nigéria. O pedido foi bem sucedido e ela conseguiu 10 milhões de naira, que, com a taxa de câmbio no momento, era o equivalente a cerca de 60 mil euros. Com isso, ela comprou uma van e um microônibus.

Livros africanos

Agora, graças a doações e patrocinadores, ela conseguiu 13 voluntários, comprar 1.900 livros e quatro vans. Ela visita de quatro a seis escolas todos os dias, organizando oficinas de leitura à noite e finais de semana temáticos para crianças fora da escola, em áreas de favelas com a ajuda de voluntários. Os veículos funcionam como bibliotecas reais: as crianças escolhem o que querem levar para casa para ler e devolvem na semana seguinte junto a uma “revisão” obrigatória sobre o que se trata.

Sade escolhe sua história de aventura favorita, mesmo que já conheça isso de cor. “A leitura é o meu hobby. Os livros me dão ideias e me ajudam a conhecer melhor”, diz ela. Adinga prefere a “Bioenergy Insight”, uma revista sobre energia renovável que ele encontrou nas prateleiras. “Você tem certeza de que vai ler isso?” pergunta um dos voluntários. O jovem faz uma careta e guarda o periódioco, eventualmente escolhendo um livro de quadrinhos. Depois, as crianças da escola, vestidas com uniformes brancos e verdes, com uma gravata para os meninos, voltam à sala de aula.

Abaixados sob seus braços estão livros como “Toy Story” ou “Cachinhos Dourados e os Três Ursos”. Apesar os esforços, Ilori diz que ainda falta alguma coisa. “Precisamos de mais livros infantis africanos”, lamenta. Como Chimamanda disse em uma entrevista publicada a The Atlantic em fevereiro de 2017, os livros que ela leu quando criança “e acho que isso é verdade para muitas outras crianças jovens em países que antes eram colonizados, não refletiam minha realidade”.

Students from the Bethel Nursery and Primary school sit and read books in the I-Read mobile library on January 30, 2018, in Lagos.
The ‘mobile library’ project was launched, in 2013, by Funmi Ilori. Today, she has thirteen employees, 1,900 books and four vans. She visits four to six schools each day, and organizes reading workshops with volunteers on evenings and weekends in the slums for out-of-school children. / AFP PHOTO / STEFAN HEUNIS

Fonte: Correio do Povo

Biblioteca itinerante chega a Cotia na próxima quinta-feira (1º)

Nos dias 1º e 15 de fevereiro, a Secretaria de Cultura, em parceria com o Sesc, dá largada ao projeto carreta do BiblioSesc, uma biblioteca itinerante que ficará estacionada na Praça da Matriz, das 10h às 15h. O projeto se repetirá por todos os meses de 2018, sempre a cada quinze dias.

A iniciativa permitirá que a população de Cotia possa emprestar dois livros e uma revista a cada quinzena e, se o tempo não for o suficiente para terminar a leitura, será possível fazer a renovação do empréstimo.

Para emprestar o acervo do BiblioSesc será preciso fazer um cadastro, basta levar um comprovante de endereço e documento com foto.

O projeto conta com 56 bibliotecas volantes que carregam cerca de 3.000 mil obras, entre clássicos da literatura nacional e estrangeira, biografias, gibis, ficção, aventuras, jornais, revistas, livros didáticos, para vestibulares e concursos, entre outros. Encurtando cada vez mais o caminho entre o leitor e a literatura.

Queremos proporcionar o acesso à leitura para todos, muitas vezes é o único contato que a pessoa terá com livros. Pretendemos levar escolas e realizar atividades culturais agregadas à biblioteca”, disse Gilmar de Almeida, secretário adjunto da pasta e responsável pelo departamento de Cultura.

Serviço
BiblioSesc
Data: 1 e 15 de fevereiro (quintas-feiras)
Local: Praça da Matriz – Centro
Horário: 10h às 15h
Entrada gratuita – livre para todas as idades

Fonte: Jornal Cotia Agora

Pernacoteca – A Encantadora Biblioteca Sobre Pernas

Foto: Yuri de Francco

Pernacoteca é uma biblioteca sobre pernas que viaja o mundo convidando as pessoas a conhecer melhor o universo dos livros. Criada com o objetivo de atingir pessoas de todas as idades e fazer novos leitores com uma abordagem que pode se apresentar em forma de poesia, narração de histórias, teatro de animação e outras formas literárias.

Para abrir os trabalhos do Bibliosesc em 2018, projeto de incentivo à leitura que oferece gratuitamente o empréstimo e consulta de livros, jornais e revistas em uma biblioteca móvel, a Pernacoteca fará uma intervenção literária contando histórias, apresentando os livros, autores e autoras, animando e despertando o público para o prazer e encanto que a leitura proporciona.

Datas, horários e locais: 

30/01/2018, das 12h30 às 13h30 – Externo – Poupa Tempo Taboão da Serra
31/01/2018, das 14h às 15h – CCA Raio de Sol
01/02/2018, das 12h30 às 13h30 – Praça da Matriz, em Cotia
06/02/2018, das 12h30 às 13h30 – Centro Cultural Parque Pirajussara, em Embu das Artes
07/02/2018, das 14h às 15h – CCA Jardim Comercial
08/02/2018, das 12h30 às 13h30 – Praça Ivan Braga de Oliveira, em Embu-Guaçu

Fonte: SESC SP

Literatura dia e noite

Marcele Tonelli

Bauru oferece boas opções de contato com a literatura em vários bairros, seja por meio de grupos literários itinerantes ou de espaços nas bibliotecas municipais

Grupo Cevadas Literárias.
Valdemir Mesquita, Arthur Monteiro Jr., Sinuhe LP, Cris Dezeiro, Ana Maria Machado, Meriza Alcides, MAria Cristina Oliveira, Mariana Alcarria, Fernanda Garcia, Rafaela Farias, Mônica Paes, Nathália Silva, Bruno Emanuel, José Renato Garrete e Patrícia Lima.
Foto de: Aceituno Jr.

Arte de compor escritos em prosa ou versos, a literatura é capaz de desenvolver nos leitores posição reflexiva e ativa diante da realidade. Mais restrita ao ambiente acadêmico antigamente, ela se popularizou por completo. Em Bauru, a literatura está presente não só nas escolas e bibliotecas e durante o dia, mas também em rodas de conversa e saraus à noite. Até na mesa do bar ela tem sido o assunto principal de um clube de leitura recém-formado. Nesta e nas próximas páginas, o JC traz exemplos de boas e gratuitas opções de contato com este universo na cidade.

CEVADAS LITERÁRIAS

Sarau Versos no Canto: Silvia Barduzzi (em memória), Maria José Ursolini, Lázaro Carneiro, Mariluci Pimentel, Mariangela Seabra, Edilaine Dantas, Jessica Mariah; atrás: Rosana Maria Souza e Reginaldo Furtado
Crédito: Divulgação

É no anoitecer que o trio composto por Patrícia Lima, 31 anos, formada em Letras, Bruno Emmanuel Sanches, 33 anos, formado em Ciências Sociais, e o psicólogo José Renato Garrote Teodoro, 39 anos, entra em ação. Desde maio do ano passado, eles coordenam um clube de leitura em Bauru, o Cevadas Literárias.

Como o próprio nome já indica, a informalidade é a regra da casa. Uma vez por mês, eles organizam encontros em diferentes bares da cidade para debater obras nacionais e estrangeiras. “É como um tipo de resistência ao academicismo. Queremos aproximar a literatura das pessoas, de uma forma humanizada, independentemente do que sejam e de onde elas estejam. E o ambiente do bar ajuda a quebrar essa formalidade”, explica Patrícia.

‘É SÓ CHEGAR’

Mesmo sem ler a obra indicada é possível participar do encontro. “Nada é obrigatório aqui, é só chegar”, diz Bruno, acrescentando que a ideia surgiu da paixão pela literatura e do desejo em levá-la para a noite boêmia bauruense. “Não realizamos saraus, como os clubes literários”, diferencia.

Expressão Poética: Joelma Marino, Eric Schmitt, Ana Maria Barbosa Machado, Daniel Rodrigo Mello, Regina Ramos, Criz Deziró e Mariluci Genovez
Crédito: Malavolta Jr./JC Imagens

Na última terça-feira, o Cevadas Literárias realizou seu 7.º encontro, o primeiro deste ano, no Bar da Rosa, na região da Vila Universitária. A obra em pauta foi “Capitães de Areia”, de Jorge Amado. Cerca de 20 pessoas, entre jovens e adultos, participaram.

Outros títulos como “Azul Corvo”, de Adriana Lisboa e “O Grande Sertão: Veredas”, de João Guimarães Rosa, já foram temas. As obras são escolhidas por meio de enquetes criadas na página do “Cevadas Literárias” no Facebook. É por lá, também, que o trio divulga as datas das reuniões. O próximo será 20 de fevereiro e a obra será “O Aleph”, de Jorge Luis Borges, às 20h, no Bar da Rosa.

Clubes literários têm atividades a todo vapor

Grupo Cevadas Literárias.
Na foto: Cris Dezeiro, Ana Maria Machado, Valdemir Mesquita, Mônica Paes, Fernanda Garcia, Mariana Alcarria, Nathália Silva, Bruno Emanuel, José Renato Garrete, Patricia Lima, Arthur Monteiro Jr. e Sinuhe LP.
Crédito: Aceituno Jr.

Além do Cevadas, outros dois grupos abertos são responsáveis por difundir a literatura por Bauru nos últimos anos: o Sarau Versos no Canto e o Expressão Poética. Formado há 5 anos, o Sarau Versos no Canto, coordenado, atualmente, por Maria José Ursolini, reúne talentos do mundo arte que ainda não possuem renome e que desejam compartilhar aquilo que produzem. Mensalmente, o grupo se apresenta no Teatro Municipal, bares noturnos, clubes, escolas e em pontos públicos de Bauru.

De sertanejo raiz ao sarau inclusivo, o grupo resgata os saraus comuns no século 19 com um toque de modernidade. “Uma novidade é o uso do realejo, um instrumento musical à manivela, marco antigo da cultura literária”, comenta Ursolini.

A 1.ª apresentação prevista para 2018 será em 16 março, às 20h, no Teatro Municipal. Para participar ou para mais informações ligue: (14) 98139- 0815 (Maria José).

EXPRESSÃO POÉTICA

Com início em 1999, o Expressão Poética também tem como objetivo difundir a literatura, além de divulgar poesias. Em sua trajetória, o grupo já se apresentou em saraus no Sesc, em projetos universitários, em bares noturnos, escolas públicas e particulares e até em uma sorveteria em Bauru.

Para o 1.º semestre de 2018, está prevista uma oficina de formação para reciclagem das produções e dos escritores. “Em maio, teremos o Festival Internacional Palabra En El Mundo em Bauru”, projeta Ana Maria Barbosa Machado, atual coordenadora.

A primeira apresentação do ano será em 24 de fevereiro, às 15h, no Bosque da Comunidade. Para participar do grupo ou para mais informações (14) 99664- 5143 (Ana Maria).

ABLetras em clima de jubileu de prata 

Membros da ABLetras durante posse da diretoria, presidida por Rosa Leda, em 2016
Crédito: Divulgação

Em 8 de julho, a Academia Bauruense de Letras (ABLetras) completa 25 anos. No mesmo mês ocorre a posse do novo presidente da entidade Eron Veríssimo Gimenes, que assume o cargo ocupado até então por Rosa Leda Gabrielli.

A entidade aceita a participação apenas de escritores, que têm as publicações submetidas à avaliação. Os eventos promovidos pela ABLetras, contudo, são abertos. Às terças-feiras, das 9h às 11h, na Estação Ferroviária, ocorre a Oficina da Palavra, que objetiva ensinar pessoas a como refinar textos. Sempre ao último sábado do mês, a entidade também promove palestras e apresentações musicais no local.

No Geisel, biblioteca vira ponto de encontro 

Biblioteca Ramal conta com mais de 100 sócios entre crianças, adultos e idosos, que frequentam as atividades do local quase diariamente

“Graças ao esforço da Neli, essa é uma biblioteca viva”, diz Patrícia Nakano
Crédito: Malavolta Jr.

Das sete bibliotecas ramais de Bauru, a do Núcleo Geisel é a que mais tem chamado a atenção nos últimos anos. Isso porque o local, de tão ativo, acabou se tornando ponto de encontro para crianças, jovens, adultos e idosos moradores tanto do Geisel quanto das imediações. Com mais de 100 sócios cadastrados, a unidade, coordenada pela agente cultural Neli Maria Fonseca Viotto, 50 anos, é frequentada diariamente por dezenas de pessoas, das 8h às 17h, e oferece um leque de atividades para o público.

Há quatro anos à frente dos trabalhos por lá, Neli, única funcionária do local, não para um minuto, seja em períodos escolares ou férias. Além da rotina de empréstimos e devoluções da biblioteca, que possui mais de 3 mil exemplares, ela atua ainda como contadora de histórias, professora nas oficinas de artesanatos, além de cuidar das crianças que frequentam a unidade, da qual também é responsável pela limpeza.

Acervo da Biblioteca Ramal do Geisel conta com mais de 3 mil exemplares; Neli Viotto cuida da rotina de empréstimos e devoluções e de todas as outras atividades realizadas no local
Crédito: Fotos: Malavolta Jr.

“Até chá da tarde ela faz e oferece para todos. Graças ao esforço da Neli, essa é uma biblioteca viva. E, por isso, está sempre lotada”, comenta Patrícia Nakano, 43 anos,moradora do Jardim Carolina. “Meus filhos sempre estão por aqui e isso é um alívio para mim, porque esse ambiente, além de cultural, é mágico”, acrescenta.

Marco Aurélio Octaviano, chefe da divisão de bibliotecas do município confirma. “A Neli tem um perfil diferenciado e tornou o lugar uma referência. Estamos tentando, através de cursos, cativar e motivar funcionários das outras bibliotecas também.”

‘LUGAR PREFERIDO’

Decorada de forma lúdica com bonecos e desenhos artesanais, a Biblioteca Ramal do Geisel abriga sala de leitura, de contação de histórias, brinquedoteca, de curso de teatro e espaços com oficina de fuxico e até de pintura e crochê. É um local que mexe com o imaginário de qualquer pessoa.

“Aqui é o meu lugar preferido, eu leio, brinco, faço novos amigos”, comenta Guilherme Souza Junior, de 11 anos. “Venho para cá quase todos os dias nas férias. Este lugar nos dá outras opções de diversão, que não ficar o dia todo no celular ou computador. Adoro me vestir e fazer shows para as crianças”, acrescenta Mariana Arques, de 11 anos.

Neli Viotto, agente cultural da Biblioteca Ramal do Geisel, cuida da rotina de empréstimos e devoluções da biblioteca e de todas as outras atividades realizadas no local

‘SEGUNDA CASA’

Além das atividades culturais, recreativas e educacionais com os frequentadores assíduos, a unidade tem parceria com duas escolas no bairro.

“Brinco que aqui é minha segunda casa e eles são os meus filhos. Amo esse lugar, a semana passa voando. Será triste quando me aposentar no ano que vem”, finaliza Neli.

“Meus filhos sempre estão por aqui e isso é um alívio para mim, porque esse ambiente, além de cultural, é mágico”, disse Patrícia Nakano, moradora do Jardim Carolina.

Aulas de pintura e crochê 

Rebeca Yohana Souza, Cleuza Maria André e Rafaela Letícia de Souza durante a oficina de fuxico, que acontece na Biblioteca Ramal Geisel durante a semana
Crédito: Malavolta Jr.

Mais do que espaço de desenvolvimento da leitura, escrita e imaginação, a Biblioteca Ramal Geisel também é local de aprender crochê, produção de bonecas de fuxico e pintura em tecido.

Todas as terças-feiras e quartas-feiras, das 14h às 17h, dezenas de mulheres se reúnem no quintal do imóvel para ensinar e aprimorar técnicas na confecção de peças artesanais.

“Trocamos experiências, jogamos conversa fora e comemoramos as aniversariantes do mês com festinha e tudo”, comenta Margarida Freitas, 57 anos, que frequenta o espaço há oito anos para aulas de crochê.

“As aulas de pintura e esse ambiente repleto de crianças me ajudaram a sair da depressão. É muito bonito o trabalho feito aqui, com certeza, tira muitas crianças da rua”, cita Cleusa Maria André, de 70 anos, que há três anos frequenta as aulas de pintura.

Quer participar?

As aulas de crochê e bonecas de fuxico acontecem de terça-feira, das 14h às 17h. As aulas de pintura ocorrem de quarta-feira, no mesmo horário. 

Brechó solidário

Além de todas as atividades durante a semana, a Biblioteca Ramal do Geisel abre todo segundo sábado do mês, das 9h às 15h, para brechós solidários. Neste dia, o local recebe e oferece doações de roupas e livros. E a brinquedoteca permanece aberta durante o evento.

Cidade tem acervo com 62 mil títulos 

A literatura nacional mais emprestada é “Vidas Secas”, seguida por títulos esttrangeiros do escritor Nicholas Sparks

Diretor da divisão de bibliotecas municipais, Marco Aurélio Octaviano mostra as obras literárias mais emprestadas na cidade atualmente
Crédito: Malavolta Jr.

A divisão de bibliotecas municipais possui, atualmente, um acervo de 62.463 títulos e 82.191 exemplares, distribuídos entre a Biblioteca Central Rodrigues de Abreu e as sete Ramais, que são as existentes em alguns bairros da cidade. Mais movimentada de todas, a unidade central, que fica lotada no Teatro Municipal, registra 1,2 mil empréstimos de livros por mês, sendo que o título mais queridinho dos leitores, curiosamente, é o “Vidas Secas”, de Graciliano Ramos. Na sequência, aparecem os títulos estrangeiros, responsáveis por 60% do total de empréstimos. As obras do escritor Nicholas Sparks, por exemplo “O melhor de mim”, são as preferidas.

“Temos vários livros exemplares, mesmo assim é difícil o dia em que eles não estão emprestados”, detalha Marco Aurélio Octaviano, diretor da divisão de bibliotecas municipais.

Mais movimentada de todas, a Biblioteca Rodrigues de Abreu, que fica lotada no Teatro Municipal, registra 1,2 mil empréstimos de livros por mês
Crédito: Malavolta Jr.

30% JOVENS

Atualmente, 30% do público que frequenta a biblioteca Central é formado por jovens e o restante se divide entre adultos, idosos e crianças.

“A tecnologia diminuiu a procura por enciclopédias físicas nos últimos anos, mas, por outro lado, aumentou a busca por títulos da literatura”, ressalta Marco.

Há dois anos, a ala infantil foi reformada, ainda assim registra menor frequência do que a Biblioteca Ramal do Geisel. Também na unidade Central, a Gibiteca, que possui sozinha 15 mil exemplares, foi uma das repartições mais frequentadas por lá, mas permanece inativa há 3 anos por problemas decorrentes da infestação de cupins.

Ala infantil da Biblioteca Central Rodrigues de Abreu, no Teatro Municipal, espaço foi reformado há dois anos; Gibiteca segue desativada
Crédito: Malavalta Jr.

“Ela foi reformada recentemente, e parte equipamentos e mobiliários já foi adquirida, mas ainda faltam pinturas e lâmpadas”, frisa Marco.

OUTROS PROJETOS

Além das unidades fixas, a Secretaria Municipal de Cultura oferece durante todo o ano atividades como contação de histórias e oficinas lúdicas aos alunos da rede municipal, estadual e privada. A pasta disponibiliza um servidor que vai diretamente às escolas para realizar essas atividades com as crianças.

E O BIBLIÔNIBUS?

Antigamente, Bauru contava com um Bibliônibus, uma espécie de biblioteca itinerante, que percorria bairros da cidade e estacionava em eventos como forma de ampliar o acesso à literatura. Em 2007, o veículo foi reformulado e voltou à ativa com 1,2 mil livros e quase 2 mil sócios cadastrados, mas em 2010 o projeto acabou desativado. “Temos a ideia de montar uma banca volante de trocas de livros, mas é apenas uma proposta por enquanto”, finaliza Marco.

SERVIÇO

Qualquer cidadão pode emprestar livros nas bibliotecas municipais. O máximo é de 4 livros por 20 dias, sendo possível renovar a permanência por mais 15 dias.

Fonte: Jornal da Cidade

Ônibus vai levar teatro e biblioteca aos bairros de Franca

Reportagem de Marcella Murari

O diretor da divisão de Cultura, Elson Boni: “Queremos incentivar o hábito da leitura”
Foto de: William Borges/Comércio da Franca

Conhecimento ao alcance de todos”. É com essa proposta que as secretarias de Cultura e Educação de Franca estão desenvolvendo um projeto inédito e que percorrerá diversos bairros e escolas da cidade. Em um ônibus, será possível se deparar com uma biblioteca, oficinas e muita arte. Tudo de forma gratuita.

De acordo com o diretor de Cultura, Elson Boni, o ‘ônibus itinerante’ vem para incentivar o hábito de leitura da população e fomentar as mais variadas formas de arte. “Teremos apresentações artísticas, como espetáculos teatrais, música, e muita dança. Além disso, será montada uma biblioteca dentro do ônibus e os entusiastas poderão ter acesso a isso”, disse.

A intenção, com o coletivo itinerante, é de levar, às portas de escolas da cidade, e também a outros pontos de Franca, oficinas, contações de histórias e atividades variadas. Tudo contará com o respaldo de professores e funcionários das áreas responsáveis e outras parcerias com companhias e artistas da cidade que também podem compor a ideia do ônibus.

Embora o projeto ainda não tenha data exata de início, nem o valor que será investido, a expectativa é para o segundo semestre deste ano. Segundo o secretário de Educação, Edgar Ajax, a iniciativa, feita através da parceria entre as divisões do governo, vem como oportunidade de aproximar a comunidade com a educação e a cultura. “Com isso tudo, também difundiremos a história de Franca e de suas personalidades, resgatando, assim, a memória da cidade”, ressaltou o secretário.

Fonte: GCN