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Bibliotecas Nacionais

Lives da BN | “Personagens da BN: Ramiz Galvão, o Bibliotecário Perfeito”

“Amai sempre a Bibliotheca Nacional; alimentai sempre o fogo sagrado do patriotismo mais decidido, e eu, levita arrastado d’estes altares, applaudirei com effusão os vossos triumphos, porque serão sempre os meus”. Carta de despedida de Ramiz Galvão aos funcionários da Biblioteca Nacional. Rio, 24 de julho de 1882 (dois dias depois de ter sido exonerado do cargo).

Quem já visitou o belo prédio em que atualmente está situada a Biblioteca Nacional talvez tenha reparado que na entrada de uma de suas principais salas, conhecida por todos como “Obras Gerais”, há uma placa informando que aquele espaço tem outro nome: chama-se Sala Ramiz Galvão.

Mas quem foi Ramiz Galvão? Por que este homem foi objeto desta homenagem? A placa se refere a um enérgico diretor que presidiu a instituição entre 1870 e 1882 e tem como um de seus principais méritos ter lançado as bases para se definir o que deveria ser uma biblioteca nacional.

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Ana Carolina Carvalho de Almeida Nascimento desenvolve o projeto de pesquisa “Uma história da literatura de cordel no Rio de Janeiro contada pelos periódicos guardados na Biblioteca Nacional”

A pesquisa “Uma história da literatura de cordel no Rio de Janeiro contada pelos periódicos guardados na Biblioteca Nacional”, em desenvolvimento pela bolsista Ana Carolina Carvalho de Almeida Nascimento, explora um conjunto de artigos publicados em jornais do Rio de Janeiro que tratam da presença da literatura de cordel na cidade.

Ana Carolina Carvalho de Almeida Nascimento, pesquisadora e bolsista do Programa de Apoio à Pesquisa da Biblioteca Nacional.

No final do ano de 2018, a Literatura de Cordel foi reconhecida pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) como Patrimônio Cultural Brasileiro. O reconhecimento é resultado de um longo processo de articulação, que envolveu poetas de cordel e suas entidades representativas, pesquisadores acadêmicos e instituições de guarda de acervos.

A Fundação Biblioteca Nacional guarda em seu acervo folhetos de cordel que começaram a ser organizados como uma coleção no ano de 1985, a partir da atuação do pesquisador Bráulio do Nascimento, especialista em romances e contos populares, e então assessor da Diretoria da Biblioteca. No ano de 2012, a seção de Depósito Legal da Biblioteca realizou uma campanha de captação de folhetos para a atualização do acervo, que segue em curso. Para os poetas de cordel, a Biblioteca Nacional, a partir do registro de autoria, é um importante espaço de referência para a construção das suas identidades como autores.

Mas além dos folhetos, a instituição guarda na seção de Publicações Seriadas um acervo precioso para a história e documentação da literatura de cordel, e que não foi devidamente explorado e divulgado: os artigos publicados nos mais diversos jornais e revistas do país que trataram, ao longo das décadas, desta forma expressiva sob múltiplas interpretações.

Acesse a matéria completa publicada pela Biblioteca Nacional e saiba mais sobre o novo site da Biblioteca Apostólica Vaticana

Estão abertas as inscrições para o Prêmio Literário Biblioteca Nacional 2020

No dia 22 de julho, a Fundação Biblioteca Nacional abriu inscrições para o seu Prêmio Literário, edição 2020. As inscrições permanecem abertas até 04 de setembro e devem ser feitas exclusivamente no endereço http://premioliterario.bn.gov.br/

Prêmio Literário 2020

Concedido anualmente, desde 1995, o Prêmio Literário da Fundação Biblioteca Nacional tem por objetivo reconhecer a qualidade intelectual das obras publicadas no período de 1º de maio de 2019 a 30 de abril de 2020, no Brasil, em língua portuguesa. Em 2020, o Prêmio prevê oito categorias distintas: poesia, romance, conto, ensaio literário, ensaio social, tradução, literatura infantil e literatura juvenil. Cada um dos premiados recebe quantia de R$ 30.000,00 (trinta mil reais).

Acesse a matéria completa publicada pela Biblioteca Nacional e saiba mais Prêmio Literário da Fundação Biblioteca Nacional

A cultura do índio no acervo de Obras raras da Biblioteca Nacional

Em 1940, no México, acontece o primeiro Congresso Indigenista Interamericano que propôs aos países da América Latina a data de 19 de abril para comemorar o Dia do Índio. Após publicação do Decreto-lei nº5.540, de 2 de junho de 1943, assinado pelo então Presidente Getúlio Vargas, a celebração ocorre pela primeira vez no Brasil em 1944, através de solenidades, festividades e atividades educativas que promovem a divulgação da cultura indígena.

Na imagem, vê-se a figura do Capitão Manuel Arepquembe, chefe dos índios Coroados (Kaingang) do aldeamento de São Pedro de Alcântara.Na imagem, vê-se a figura do Capitão Manuel Arepquembe, chefe dos índios Coroados (Kaingang) do aldeamento de São Pedro de Alcântara.

Segundo a FUNAI (Fundação Nacional do Índio), o desdobramento da lei abrange as políticas de “proteção territorial e de conservação da biodiversidade das terras indígenas por meio da execução de planos anuais de gestão ambiental, do acompanhamento de processos de licenciamento ambiental e ações coordenadas de fiscalização e monitoramento”.  A questão da terra e a luta pela preservação e legitimidade constitui uma das maiores chagas carregadas pelos povos originários.  Os efeitos da colonização na América portuguesa são sentidos até hoje, principalmente no que diz respeito à dizimação de etnias múltiplas e às tentativas de homogeneização de suas matrizes identitárias. No entanto, a história nos conta que as relações entre colonos e indígenas também foram marcadas por negociações e movimentos de resistência.

Na imagem vê-se a figura do Capitão Manuel Arepquembe, chefe dos índios Coroados (Kaingang) do aldeamento de São Pedro de Alcântara. Oriundo da região dos sertões de Guarapava, Manuel Arepquembe permanecera no aldeamento de São Jeronimo na província do Paraná até 1868, quando se mudou para o aldeamento de São Pedro de Alcântara. O aldeamento contava com cerca de 10.000 indígenas e configurava como núcleo central da operação dos missionários, pois fazia a ligação das províncias de São Paulo ao Paraná. A região também confluía o trânsito e a permanência de diferentes grupos indígenas, com destaque aos Kaingang e Guaranis- Kaiowá.  As ordenações religiosas instaladas na região sul do país resultavam do Decreto instaurado por D. Pedro II que autorizava a vinda de missionários da Ordem Menor dos Capuchinhos da Itália para administrar e organizar os aldeamentos indígenas.

Com objetivo de empregar indígenas, concedendo soldos, trabalho na lavoura e manufatura em pequenas empresas de destilaria, pólvora etc., a ideia consistia em facilitar a apropriação de terras por parte de missionários e colonos. Ao passo que a empresa missionária avançava, os aldeamentos eram tomados pela prática da colonização militar. A titulação de indígenas a postos militares era tida como contrapartida estratégica para a dominação de suas terras. Não à toa é concedida à Manuel Arepquembe a alcunha de Capitão dos Coroados.

Durante a estada do cacique e capitão Manuel no aldeamento de São Jeronimo, Frei Luís de Cemitille, diretor daquela missão relatava a dificuldade em catequisar o cacique, que não fazia o sinal da cruz e mantinha relação providencial com o aldeamento no intuito de ter acesso às provisões, especialmente armas e ferramentas.  O clima de tensão e expectativas revelava as práticas de negociação entre os missionários e os indígenas, indicando o grau de civilidade a que deixavam submeter. Os ritos católicos concorriam com algumas garantias, de propriedade, inclusive. Relações monogâmicas eram ponto de desacordo, a exemplo da preferência do cacique Manuel em manter suas quatro mulheres, sinal de poder e força conforme a estrutura social dos Kaingang.

Em 1872, o frei Timóteo de Castelnuovo relatava a homenagem que os Coroados renderam à Manuel Arepquembe, assassinado durante uma emboscada em Botucatu, província de São Paulo. Na ocasião, o cacique retornava de viagem da casa do Barão de Antonina, após acerto sobre nova empreitada de ampliação do aldeamento de São Pedro de Alcântara com apoio dos Coroados. O ritual funerário típico daquele grupo fora executado conforme suas tradições. O relato do frei demonstrava o ato como manifesto de preservação de suas origens, mas ao mesmo tempo revelava a incompreensão do clérigo ao avaliar a conduta insubordinada e não condizente com princípios de civilidade.

O desenho aquarelado de autoria do alemão Franz Keller computa como mais um dos testemunhos, entre os membros das famosas expedições cientificas, realizadas ao longo do século XIX no Brasil. Ainda que sob uma visão eurocêntrica, etnólogos, naturalistas e artistas revelavam pelas telas e relatos de viagem, preciosos registros sobre a organização das tribos indígenas. Mas, eram através dos documentos administrativos, produzidos pelas ordens missionárias quanto ao empreendimento e organização dos aldeamentos que percebemos os entraves e as formas de resistências dos grupos indígenas para preservação de sua cultura e rendição de suas terras.

(Tatiane Cova)

Na divisão de Obras Raras da Biblioteca Nacional, encontram-se algumas obras referentes ao índio e sua cultura:

ANCHIETA, José de, Santo, 1534-1597. Arte de grammatica da lingoa mais usada na Costa do Brasil. Feito pelo padre Joseph de Anchieta… Em Coimbra [Portugal]: Per Antonio de Mariz, 1595. [2], 58 f.: brasão; 16 cm (4to).

É a primeira gramática missionária portuguesa sobre as línguas indígenas faladas no Brasil que se publicou no século XVI (em língua tupi). Este trabalho, valioso por si só, é extremamente raro.

Entre os romances indianistas, se destaca Iracema: a lenda do Ceará, de José de Alencar e a Confederação dos Tamoyos, de Domingos José Gonçalves de Magalhães.

Com o subtítulo Lenda do Ceará, Iracema é um dos livros mais republicados da literatura brasileira. Sua primeira edição é de 1865 e a segunda, revista, de 1870. Nos cem anos seguintes, serão feitas, só no Brasil, 113 edições, confirmando a percepção de Machado de Assis que, num texto de primeira hora, reconheceu a novidade e importância da obra, afirmando que o futuro a teria por obra-prima. Merecem especial atenção, nesse livro, o trabalho de linguagem centrado na comparação da personagem título com elementos da natureza brasileira, a profusão de notas nas quais se desenvolve uma das ideias centrais do romance: a utilização poética dos nomes indígenas. Notável ainda o fato de a narrativa estar envolvida por uma carta do autor, na qual ele apresenta a obra como parte de um projeto de construção da literatura nacional. Excepcional interesse oferece também o pós-escrito, em que Alencar rebate críticas e discute questões ligadas à elaboração de uma língua literária nacional. (Resumo elaborado por Paulo Franchetti, biblioteca Brasiliana Mindlin). Iracema faz parte da tríade dos romances indianistas, juntamente com O Guarani e Ubirajara.

.“A Confederação dos Tamoyos” é uma obra importante porque, além de seu caráter histórico e de expor um evento pouco abordado na literatura brasileira, revela ainda a importância dos índios na história do Brasil. O livro é rico em descrições sobre os costumes dos índios do século XVI, muitos dos quais em concordância com os relatos expostos na Carta de Pero Vaz de Caminha, como: o uso de penas e pinturas no corpo para ornamento, a igualdade entre os indígenas de uma tribo, a não prática da propriedade privada e o detalhamento das aldeias onde habitavam (Stéfanie Rigamonti Blog. Dica de livro/resenha: A Confederação dos Tamoios – Gonçalves de Magalhães.

Fonte: Biblioteca Nacional

Biblioteca Nacional busca salvação na internet durante período de quarentena

Instituição tem uma equipe para garimpar material no acervo e disponibilizar nas redes sociais

Texto por Fábio Zanini

Há 70 anos, a nascente tradição carioca de tomar mate gelado na praia ganhava um grande impulso com uma entrevista do então técnico da seleção brasileira, Flávio Costa, ao Anuário Esportivo Brasileiro.

É conhecida sua ação como hidrante, sobremodo preciosa no futebol, em que, não raro após a peleja, certos jogadores apresentam perda de dois até três quilos”, declarou Costa, num golpe de marketing para as empresas produtoras da erva no sul do país, que buscavam emplacar o hábito na então capital da República.

No momento em que a população do Rio de Janeiro está privada do esporte e do consumo da bebida na areia, o acesso a esse tipo de material histórico pode oferecer um pequeno alento.

É essa a aposta da Biblioteca Nacional, que passou a fazer uma curadoria de seu acervo digital nas redes sociais desde o início da quarentena provocada pelo combate ao coronavírus.

Com 2 milhões dos 8 milhões de itens de seu acervo disponíveis na internet, a instituição montou uma equipe para garimpar material de interesse e exibi-lo em textos com linguagem informal postados em suas contas no TwitterFacebook e Instagram.

Temos um tesouro da memória bibliográfica e iconográfica brasileira, que precisa ser acessado pelo público em geral, não apenas por pesquisadores”, diz o presidente da Biblioteca, Rafael Nogueira.

No material disponível há jornais, revistas, fotografias, gravuras e documentos em geral. Todo ele está aberto online, mas o acesso acaba muitas vezes ficando restrito a estudiosos.

A ideias é que as redes sociais sejam a porta da entrada para esse acervo, com publicações que levam diretamente aos documentos no site da Biblioteca.

Começamos em janeiro com três posts por semana. Depois pedi um por dia, e atualmente temos de dois a três diários”, afirma Nogueira.

Os funcionários do corpo técnico da Biblioteca vasculham material da instituição, identificam itens com potencial de leitura e escrevem textos em linguagem informal. Uma equipe de cinco pessoas adapta para as redes sociais.

Material histórico que tenha relação com fatos do momento têm prioridade.

Veio daí a ideia de falar sobre o futebol e o mate, aproveitando o momento em que o cidadão carioca está saudosista de elementos tão importantes de sua rotina.

Na Sexta-Feira Santa, o tema escolhido, obviamente, foi a Páscoa, com um dos links postados levando para uma página da revista infantil O Tico-Tico, de 1913.

Uma ilustração de página inteira da publicação, que circulou do começo do século passado até a década de 1970, trata dos “ovos de Paschoa” (termo usado na imagem postada) e de como eram vistos por diferentes gerações na época.

Aos pequeninos, ovos de assucar e chocolate, que eles comem com prazer”, diz a revista, que complementa: “Vovó e vovô recebem saborosos ovos frescos, que tratam de comer pela manhã, no alegre almoço de domingo de Paschoa”.

Inevitavelmente, material relacionado a outras crises de saúde pública tem ganhado destaque, como no caso da chamada Revolta da Vacina, contra medidas saneadoras conduzidas pelo médico Oswaldo Cruz.

Um dos itens exibidos pelas redes sociais da Biblioteca Nacional é um exemplar da revista Ilustrada “O Malho”, de 1904.

Numa página, uma imensa caricatura mostra Cruz sentado numa charrete puxada por dois porcos, com chicote numa mão e uma enorme seringa na outra. No bagageiro, a figura de um homem inerte, representando “Zé Povo”.

Segundo o presidente do órgão, a audiência da Biblioteca Nacional digital já cresceu com a inovação. Foram 7,9 milhões de acessos em março, contra 6,85 milhões em fevereiro, um aumento de 15%.

O projeto, pensando primeiro para o período da crise, deve se tornar permanente. “A consulta digital ao acervo é importante também para preservar ao máximo o material físico, que é muito frágil”, afirma o Nogueira.

Com cerca de 600 servidores, dos quais 300 são efetivos e 300 terceirizados, a biblioteca está fechada durante a crise do novo coronavírus, apenas com serviços de segurança, manutenção e proteção contra incêndios funcionando.

O comando da instituição por enquanto foi preservado, em meio ao processo da troca de titular da Secretaria Especial da Cultura, agora a cargo da atriz Regina Duarte.

Professor de história conservador, Nogueira é ligado a Olavo de Carvalho, mas tem procurado se manter afastado do tiroteio entre o filósofo e a nova secretária. Carvalho reclamou publicamente do fato de Regina ter nomeado alguns assessores com passado esquerdista.

Esperançoso de seguir no cargo, ele já planeja duas exposições físicas para o pós-isolamento.

Uma prevista para julho, sobre Dona Maria 1ª, que fugiu com a família real de Portugal para o Rio de Janeiro em 1808 e será caracterizada como “a primeira rainha do Brasil”, e não “a rainha louca”, como passou para a história. Outra, em setembro, celebrará os 250 anos do nascimento do compositor alemão Ludwig van Beethoven.

Fonte: Folha de São Paulo

Biblioteca faz campanha nas redes sociais para estimular o hábito da leitura

Nova identidade visual e comunicação interativa são as estratégias da BNB para atrair o público na internet

AGÊNCIA BRASÍLIA *
A BNB investe em campanha para estimular as pessoas a lerem mais | Foto: Paulo H Carvalho / Agência Brasília
Compartilhar dicas de livros com conhecidos e desconhecidos como forma de estimular o hábito da leitura entre os brasileiros é a proposta do projeto “O que você está lendo?”, que a Biblioteca Nacional de Brasília (BNB) lança no sábado (4).

A estratégia é parte de uma série de ações promovidas pelos espaços culturais da Secretaria de Cultura e Economia Criativa (Secec) com o objetivo de aproximar as pessoas das atividades culturais durante o isolamento social combater a pandemia do novo coronavírus.

A ideia surgiu a partir de estudos que indicam o consumo de arte como protagonista na manutenção da saúde mental neste período de quarentena. Nesse sentido, a internet desponta como um canal essencial para trazer arte, cultura e lazer para dentro de casa.

O projeto da BNB convida cidadãos do DF a contribuir com uma indicação de leitura, estimulando assim uma atividade que, segundo pesquisa dos próprios servidores, faz parte do hábito de poucos brasileiros. A dica de estreia ficará a cargo do secretário de Cultura e Economia Criativa, Bartolomeu Rodrigues, que se define como um ávido leitor.

Maior interação

Desde 12 de março – Dia do Bibliotecário –, as redes sociais da BNB (Instagram e Facebook) ampliaram a interação com usuários e seguidores, com publicações diárias de conteúdos nos quais se incluem dados estatísticos e curiosidades sobre o perfil do leitor brasileiro que provocam a reflexão do internauta sobre seus hábitos de leitura. O objetivo é conscientizar o leitor, sobretudo o mais jovem, do poder de transformação que a leitura pode proporcionar.

A diretora da Biblioteca Nacional de Brasília, Sharlene Araújo, destaca que essas ações aumentam, no público, a sensação de pertencimento ao espaço da biblioteca. Ela aponta que as bibliotecas públicas vêm passando por mudanças substanciais nos últimos dez anos, principalmente por conta de novos formatos digitais de consumo de informação, como smartphones, livros eletrônicos e audiolivros.

“Para centros de informação que sempre se basearam em formato impresso de informação confiável e relevante como diferencial competitivo, é uma desafio diário se adaptar a essa nova realidade”, avalia.

“Mudar a abordagem no conteúdo”, ressalta a diretora, “nos coloca numa posição de instituição que pode informar o cidadão não somente com eventos que promovemos, mas também com informações importantes que permeiam nossas atividades de fomentadores da leitura, como forma de transformar  a vida as pessoas.”

Com informações da Secec

Fonte: AGÊNCIA BRASÍLIA

A Biblioteca Nacional de Israel documenta o impacto do coronavírus nas comunidades judaicas

A Biblioteca Nacional de Israel criou um arquivo para documentar o impacto do coronavírus nas comunidades judaicas em todo o mundo.

O arquivo Comunidade Judaica COVID-19 será composto de “itens efêmeros” – materiais geralmente não destinados à preservação a longo prazo. Esses itens geralmente ajudam os estudiosos a entender a vida cotidiana e as tendências sociais, afirmou a biblioteca em comunicado.

“Como instituição dinâmica da memória nacional para o Estado de Israel e o povo judeu em todo o mundo, consideramos um papel muito natural e crítico coletar e preservar materiais relacionados a como o coronavírus está afetando a vida e a prática judaicas”, disse Yoel Finkelman, curador da Coleção Judaica Haim e Hanna Salomon da biblioteca.

A biblioteca está solicitando contribuições de materiais que documentam o impacto do vírus, incluindo e-mails sobre serviços de sinagoga on-line, apelos para ajudar membros isolados da comunidade e anúncios sobre decisões inovadoras nas leis judaicas. Os materiais podem ser enviados por e-mail para ephemera@nli.org.il.

Fonte: Menorah Brasil

La BNE trabaja en la recolección de información en Internet sobre el Coronavirus

La Biblioteca Nacional de España está guardando la información que se está generando estos días en Internet relacionada con el Coronavirus. Se están recolectando sitios web de organismos públicos, noticias de medios de comunicación, hashtags y redes sociales, entre otros. Hasta el momento, se han seleccionado casi 200 sitios web pero el número aumenta cada día.

El Archivo de la Web Española es un proyecto de la BNE y de los centros de conservación de las comunidades autónomas que consiste en la recolección y conservación de la información que se genera en Internet. Los sitios web se archivan gracias a un software que navega por los sitios web que se seleccionan previamente y guarda la información que encuentra (imágenes, texto, audio, vídeo…). Cuando se accede a lo archivado, los sitios web se muestran como en la web viva, con la misma estructura y apariencia, y es posible navegar por ellos, como se haría en Internet. Por limitaciones de la Ley de Propiedad Intelectual, el acceso a estos contenidos recolectados solo puede hacerse desde la sede de la BNE y las bibliotecas autonómicas. Desde la web se puede consultar si un sitio en concreto ha sido archivado, cuándo y cuántas veces, aquí: http://www.dl-e.es/openwayback/wayback/

La BNE comenzó a seleccionar sitios web a mediados de febrero relacionados con el origen y propagación del virus, con los esfuerzos de contención y sobre aspectos médico-científicos, sociales, económicos y políticos; después de que el IIPC (Consorcio Internacional para la Preservación de Internet) solicitara la colaboración de todas las instituciones que forman parte del Consorcio para llevar a cabo una recolección internacional.

Sin embargo, y dado el avance de la pandemia en nuestro país, la BNE decidió crear una colección de evento propia, con el fin de hacer una selección más exhaustiva y amplia de sitios web. Desde la semana pasada, tanto la BNE, como los responsables del proyecto en las bibliotecas autonómicas, trabajan intensamente en la búsqueda y recolección de toda la información que se publica en Internet relacionada con este tema.

Además en las colecciones de Prensa Diaria, Organismos Públicos y Política Nacional también se recoge información sobre la situación de la pandemia en España.

Fonte: Biblioteca Nacional da Espanha

A maior biblioteca da Turquia será totalmente adaptada para pessoas com deficiência

O edifício tem capacidade para 5.000 pessoas, estará aberto ao público 24 horas e terá 4 milhões de livros impressos.

A maior biblioteca da Turquia será totalmente adaptada para pessoas com deficiência

AA – A maior biblioteca da Turquia, inaugurada quinta-feira na capital, Ankara, terá 4 milhões de livros impressos e oferecerá serviços totalmente adaptados para pessoas com deficiência, desde o estacionamento até o interior da biblioteca.

O projeto da Biblioteca Nacional foi liderado pelo presidente turco Recep Tayyip Erdogan e foi realizado através de intensos esforços nos quais contribuíram os principais intelectuais, bibliotecários, ONGs e grupos turcos que representam os menos favorecidos.

“Turkcell (principal operadora de telefonia móvel da Turquia) preparou uma sala de tecnologia para usuários com deficiência visual. Além disso, o trabalho está sendo feito em outra sala de tecnologia da Turk Telecom (operadora de telefonia móvel) para usuários com deficiência visual e auditiva”, disse à Agência Anadolu Ayhan Tuglu, chefe do departamento de bibliotecas presidenciais.

” Nossa biblioteca é adaptado para pessoas com deficiência desde a primeira entrada para o interior da biblioteca. Carros para transporte de pessoas com deficiência estarão disponíveis. Um usuário de cadeira de rodas pode chegar facilmente à biblioteca”, disse Tuglu.

” A maior biblioteca da Turquia era a Biblioteca. National, que foi construída em 45.000 m2 (de terreno). A nova biblioteca tem 125.000 m2”, acrescentou Tuglu.

Milhões de livros impressos

A biblioteca é a maior da Turquia não apenas em termos de capacidade física, mas também em número de livros.

“Possui 4 milhões de livros impressos, mais de 120 milhões de edições eletrônicas e 550.000 livros eletrônicos e coleções raras”, disse Tuglu, que acrescentou que o arquivo de áudio da emissora nacional TRT, que tem 1,2 milhão de áudios , também estará disponível para os usuários.

Nas prateleiras, que se alinhadas cobririam cerca de 201 km, existem livros publicados em 134 idiomas diferentes e 120 milhões de artigos e relatórios.

Localizada dentro do complexo presidencial, a biblioteca tem capacidade para 5.000 pessoas e estará aberta ao público 24 horas por dia.

Tuglu disse que a nova biblioteca está decorada com motivos tradicionais seljúcidas, otomanos e contemporâneos.

Com suas ricas coleções de livros e serviços para visitantes, espera-se que a biblioteca se torne um centro de pesquisa de renome mundial.

Biblioteca infantil e juvenil

A Biblioteca Infantil Nasreddin Hodja estará disponível para visitantes de 5 a 10 anos, e aqueles de 10 a 15 anos poderão usar a Biblioteca da Juventude. Haverá também mini-bibliotecas separadas, focadas em multimídia, livros raros e pesquisa.

Os visitantes terão a oportunidade de aprender sobre a história clássica turca, graças aos departamentos sobre a história de Seljuks e Anatólia.

Sala Cihannuma

A biblioteca também possui uma sala especial chamada Cihannuma (atlas mundial). Existem 16 colunas na sala que representam os estados turcos que foram fundados ao longo da história.

O lounge está pronto para os visitantes com uma coleção de 200.000 livros em uma área de 3.500 m2.

Além disso, citações do Alcorão, o livro sagrado dos muçulmanos, sobre a importância da leitura e da escrita estão escritas na cúpula da sala.

Em colaboração com o Ministério das Relações Exteriores, dezenas de livros de todos os países onde a Turquia tem uma missão diplomática foram levados para a biblioteca. Esses livros estarão disponíveis na Biblioteca Mundial, localizada dentro do Cihannuma Hall.

Embaixadores e representantes de países como Uzbequistão, Chile, China, França e Bielorrússia visitaram pessoalmente o complexo presidencial e gentilmente doaram livros que mais tarde foram adicionados ao arquivo da biblioteca.

Em particular, o presidente francês Emmanuel Macron nomeou um enviado especial e disse que as bibliotecas nacionais turcas e francesas poderiam colaborar no campo da literatura.

A biblioteca também é projetada para ser um centro educacional ao longo da vida, onde visitantes, crianças ou adultos, podem receber cursos sobre inteligência artificial, segurança cibernética, realidade aumentada e codificação (AA)

Fonte: TRT

A fundação da Real Biblioteca no Brasil

Implementada com a transferência da Família Portuguesa para o Brasil, a Biblioteca Real do Brasil, hoje Biblioteca Nacional, localiza-se no Rio de Janeiro.

Com a mudança da Família Real Portuguesa para o Brasil, o país passou a compor parte do Reino Unido, juntamente com Portugal e Algarves. Essa condição fez com que a nação deixasse de ser uma colônia.

A implementação da Biblioteca Real no Brasil aconteceu depois da transferência da corte portuguesa para o território brasileiro, em 1808.

Sendo ela, uma das transformações promovidas pelo príncipe regente D. João em busca do desenvolvimento.

Instalação da Real Biblioteca

Tida como uma dependência da Casa Real e um patrimônio do rei, o seu estabelecimento não se deu por um ato formal de instituição. No entanto, a sua primeira referência na legislação ocorreu mediante o decreto de 27 de junho de 1810.

Esse sugeria lhe instalar dentro do Hospital da Ordem Terceira do Carmo,  em conjunto com o Gabinete de Instrumentos de Física e Matemática, vindo de Lisboa.

Assim, o marco oficial da sua instalação é o decreto de 27 de outubro de 1810, revogando o de 27 de junho.

Ele implementava a Biblioteca Real no espaço das catacumbas dos religiosos do Carmo, aliado à Real Capela.

A criação do acervo

A propagação do papel e a invenção da imprensa elevaram a relevância das bibliotecas em todo o território europeu, além de ter impulsionado a criação de bibliotecas reais em muitos países.

Todavia, a história da biblioteca transferida para o Brasil teve início no reinado de d. José I (1570-1777).

A coleção inicial é fruto do pouco que sobrou da destruição ocorrida no terremoto em Lisboa, no ano de 1755. Aos poucos, o acervo foi se reconstituindo. Isso com a compra de acervos privados, materiais doados e o recolhimento de conjuntos deixados nos mosteiros ou abdicados pelos jesuítas, depois de sua expulsão, em 1759.

As coleções se dividiam em duas categorias: livraria real e a do infantado. A livraria real era restrita aos monarcas, enquanto a do infantado era destinada à formação dos seus filhos.

Na ocasião, constitui-se a Real Biblioteca Pública da Corte, estando acessível ao público em 1797. Porém, com a transferência da corte, parte de suas coleções foram mandadas para o Brasil.

A Imprensa Régia

D. João possuía como intuito, ao trazer os primeiros instrumentos de impressão para o Brasil, a criação da Impressão Régia (Imprensa Régia). Com isso, seria popularizado a cultura e o comércio do livro.

Por meio da impressão régia houve a impressão do primeiro livro no Brasil – Marília de Dirceu, de Tomás Antônio Gonzaga. Ademais, D. João mandou trazer os 60 mil volumes disponíveis na Biblioteca Real Portuguesa.

Desse modo, precisou de três viagens de navios para trazer todos eles.

Retorno para Portugal

Em 1821, ao D. João e sua corte retornarem para Portugal, parte dos documentos e livros foram levados de volta à Europa. Entretanto, ainda assim boa parte ficou no acervo da biblioteca no Rio de Janeiro.

No ano de 1822, a Biblioteca Real levou o nome de Biblioteca Imperial e Pública.

Já no período da República, foi batizada como Biblioteca Nacional, ganhando  uma nova sede: Avenida Rio Branco, 219, no centro do Rio de Janeiro, na Praça Cinelândia.

A inauguração da nova sede se deu na data 29 de outubro de 1910, cem anos depois depois do decreto da Real Biblioteca por D. João.

Fonte: Escola Educação

Mudança no ISBN: Biblioteca Nacional questiona capacidade da CBL

Estadão Conteúdo

Depois do anúncio feito na quarta-feira, 18, pela Agência Internacional do ISBN, de que a Câmara Brasileira do Livro assumiria a emissão do ISBN no Brasil em março de 2020, a Fundação Biblioteca Nacional lamentou a não renovação de seu contrato, vigente há 41 anos. Ela fazia esse serviço por meio da Fundação Miguel de Cervantes de Apoio à Pesquisa e à Leitura da Biblioteca Nacional, com sede na própria Biblioteca Nacional. O ISBN é o código que identifica um livro (título, autor, país, editora, formato). Custa R$ 22 para fazer um.

Em nota, afirmou que a interrupção da parceria da Biblioteca Nacional com a Fundação Miguel de Cervantes acarretará a descontinuidade do apoio para a realização de projetos culturais. “São recursos extras ao orçamento, que foram até hoje importantes à instituição.” Mais adiante na mesma nota, disse que o calendário será mantido – que estão buscando parcerias, mas que o orçamento anual para essas ações está garantido. Ainda segundo a nota, os valores arrecadados anualmente com o serviço são da ordem de R$ 4 milhões.

A Fundação Biblioteca Nacional questiona a capacidade da CBL, entidade privada que reúne editoras, livrarias e distribuidoras, de realizar o serviço, o risco para a qualidade do atendimento e o aumento no preço. “Não há garantia da excelência operacional da prestação do serviço por terceiros tecnicamente desconhecidos, já que nenhuma outra instituição ou empresa operou antes o ISBN no Brasil”, diz.

Quem vai prestar esse serviço para a CBL, como a Fundação Miguel de Cervantes fazia para a Biblioteca Nacional, será a Metabooks, uma empresa alemã ligada à Feira do Livro de Frankfurt que já está presente no Brasil, depois de firmar uma parceria com a própria Câmara Brasileira do Livro, com sua plataforma de gerenciamento de metadados. Na Alemanha, ela é a responsável pela emissão do ISBN, além de oferecer o mesmo serviço de metadados.

Sobre a qualidade do serviço que vem sendo oferecido pela Biblioteca Nacional, o mercado diz que anda tudo bem. Mas anos atrás, por causa de uma greve de servidores, os editores tiveram que esperar cerca de 60 dias pelo ISBN – coisa que, às vezes, leva horas para emitir.

A mudança foi anunciada agora, mas já vem sendo tratada há muito tempo. A CBL afirma que manifestou seu interesse à Agência Internacional de ISBN em setembro de 2018. Desde o início do ano, a Biblioteca Nacional, que tem um novo presidente, Rafael Nogueira, desde o dia 6, sabia do risco de não ter o contrato renovado e vinha tentando contornar a situação. Também em nota, a CBL garantiu que o preço será mantido para todos os usuários do serviço, associados ou não à entidade e que está “focada em desenvolver e implantar uma solução que ofereça as melhores soluções e serviços relacionados ao ISBN”.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Fonte: ISTO É

ISBN passa a ser de responsabilidade da CBL: boa notícia para o mercado editorial

PUBLISHNEWS, FELIPE LINDOSO

Felipe Lindoso resgata a história do ISBN para analisar a mudança da operação do ISBN, que deve acontecer em março próximo

A Câmara Brasileira do Livro (CBL) anunciou recentemente a assinatura de convênio com a Fundação Biblioteca Nacional e a Agência Internacional do ISBN, para assumir o papel de Agência Nacional do ISBN – International Standard Boook Number, o identificador unívoco de cada edição comercial de livros.

O que deveria ser visto e entendido como um aperfeiçoamento do processo de comercialização de livros – pois é disso que trata o ISBN – foi entendido por alguns como uma “perda financeira” para a FBN, que teria abdicado de uma fonte importante de renda para seu funcionamento.

Devo dizer que há anos, quando trabalhei na CBL (entre o final dos anos 1980 e 2002), sempre defendi e busquei achar modo de que a CBL (ou o SNEL, ou uma associação entre as duas entidades) passasse a ser a Agência Nacional do ISBN, o que sempre foi recusado, inclusive com a justificativa dos ganhos financeiros que a emissão do registro proporcionava.

A questão de fundo, porém, nunca foi exatamente essa. A posição dos então dirigentes da FBN se encorava, no meu entender, em um equívoco básico. Percebiam o ISBN como um instrumento anexo à catalogação e ao depósito legal. Ou seja, como informação bibliográfica. Como responsáveis legais pela publicação do catálogo bibliográfico – o que não é feito há décadas, aliás – e pelo depósito legal, consideravam o ISBN, no fundo, como um suplemento para suprir as deficiências na execução dessas duas funções. Infelizmente existem editoras (de vários portes, aliás) que não cumprem a exigência do Depósito Legal, e ainda assim, pelo que transpira, a catalogação dos livros recebidos esteve muitas vezes em descompasso com os livros amontoados sem catalogação e registro. Do mesmo modo, o repasse de informações sobre o acervo bibliográfico para instituições internacionais esteve quase sempre em atraso.

Um dos fatos que testemunhei foi o atraso no envio de informações sobre obras traduzidas para o português, que deveriam ser anualmente enviadas à Unesco, para consolidação do Index Translationum. Em 2015, quando estive em Paris para o Salon du Livre e pretendia visitar a Unesco, verifiquei que o envio de informações pela BN estava atrasado vários anos, e pedi que atualizassem os dados, o que fizeram. Infelizmente a Unesco, em crise financeira, descontinuou esse projeto que ocupava três pessoas e era um inestimável mapa do movimento internacional de traduções.

Mas esses são detalhes.

Para chegar às raízes do ISBN, vale um pouco de história, inclusive de como a BN virou Agência Brasileira do ISBN.

Há décadas se constatava um problema radicado basicamente no comércio de livros. A identificação unívoca de uma determinada edição se tornava cada vez problemática. Cada editora, importadora, distribuidora e livraria usava códigos próprios, totalmente arbitrários, para identificar os livros em seus estoques ou de sua edição.

Em 1965, um grupo de livreiros e distribuidores da Grã-Bretanha, liderados pela rede WHSmith encomendou a elaboração de um sistema comum. O professor de estatística Gordon Foster bolou então um sistema de nove dígitos, o SBN – Standard Book Number que, no ano seguinte, evoluiu para ISBN por iniciativa do editor, importador e distribuidor David Whitaker, o “pai do ISBN”.

No ano seguinte a R.R. Bowker, dos EUA, adotou o sistema. Em 1970, a International Standard Organization (ISO), também adotou o sistema e organizou a Agência Internacional do ISBN (assumida pela Alemanha), que passou a atribuir os prefixos para as Agências Nacionais. Em 2007 o ISBN passou a ter 13 dígitos para se adaptar à estrutura do código de barras da AEAN.

A difusão do ISBN, impulsionada pelos mercados do EUA e da Grã-Bretanha, se expandiu de forma rápida pela Europa, mas demorou muito a ser adotada nos demais continentes. No final dos anos 1970, o Centro Regional para o Livro na América Latina e Caribe (Cerlalc), órgão da Unesco, tomou a iniciativa da difusão e usou como tática convencer as bibliotecas nacionais dos respectivos países a se tornarem Agências Nacionais.

Foi assim que, de iniciativa nascida e destinada ao âmbito da comercialização de livros o ISBN acabou parando nas mãos da BN no Brasil e em outras bibliotecas nacionais dos países da região.

O ISBN, como identificador das edições comerciais é atribuído a cada edição e variação de um título (salvo reimpressões). Assim, edições de capa dura, capa mole, livros de bolso, edições eletrônicas, etc, recebem diferentes ISBNs.

Entram os metadados

Os livros têm outras informações que facilitam sua identificação, como o título, o nome do autor e os dados da catalogação feitos pelas bibliotecas nacionais. Mas o conceito de metadado, que se desenvolve com mais vigor a partir da ampliação do comércio eletrônico, sistematiza e amplia os processos de identificação e busca dos livros em um número que cresce geometricamente, inclusive com o surgimento e crescimento das auto publicações. É o caso dos códigos Bisac e os padrões de identificação estabelecidos com o Onix e, mais recentemente, com o Thema.

A integração desses dados – que dependem, aliás, dos editores entenderem sua importância e desenvolverem identificadores amplos e corretos – sempre foi e continua sendo um empreendimento diretamente vinculado ao comércio de livros. Preso dentro de uma estrutura burocrática como a da Biblioteca Nacional, sempre foi difícil ter a agilidade necessária para que essas informações prestem serviços a editores, livreiros e, em última instância, aos leitores.

Isso tudo tem custo, e não é pequeno. Dizer que a BN perdeu “x” milhões de reais é uma falácia. Aliás, muito comum quando se fala em orçamentos e gastos de órgãos públicos. O “bolso” da entrada é considerado e se esquecem dos vários “bolsos” de saída, que vão desde os salários até os sistemas, passando pelas atualizações tecnológicas, protocolos de integração, etc. Dizer que a BN até hoje não tem sistemas que permitam o diálogo da catalogação com outras bibliotecas, nacionais e universitárias, que possibilitem sistemas de catalogação cooperativa é uma boa síntese do problema.

Por isso mesmo, a transferência das responsabilidades do ISBN para a CBL e para o braço operacional Metabooks é uma excelente notícia para editores, livreiros, distribuidores e leitores e também para a BN, que deixa de estar obrigada a uma tarefa que não era a sua. Esperemos que cumpram essa expectativa. E que, em algum momento, a administração pública proporcione não apenas à Biblioteca Nacional como aos demais órgãos da cultura em nosso país os recursos para que cumpram com as respectivas missões. O que, diante da política de desmonte, terraplanismo, ignorância e obscurantismo que estamos sofrendo, vai depender de muito esforço de todos os setores culturais.

Fonte: PUBLISHNEWS

CÂMARA BRASILEIRA DO LIVRO É A NOVA RESPONSÁVEL PELO ISBN NO BRASIL

Em nota oficial, a Agência Internacional do ISBN comunicou que a Câmara Brasileira do Livro passa a realizar os serviços de ISBN no Brasil a partir de 1º de março de 2020. Confira aqui o comunicado na íntegra.

A Fundação Biblioteca Nacional (https://www.bn.gov.br) e seu parceiro, Fundação Miguel de Cervantes,  (https://fundacaomigueldecervantes.org.br/), continuarão com os serviços atuais até 28 de fevereiro de 2020.

A Fundação Biblioteca Nacional, a Fundação Miguel de Cervantes e a Câmara Brasileira do Livro estão trabalhando para garantir a continuidade dos serviços, incluindo o histórico, prestados durante o período de transição.

Até 28 de fevereiro de 2020, toda solicitação de ISBN será realizada por:

Agência Brasileira do ISBN
Fundação Miguel de Cervantes
Rua México, 45 – 5º andar – Edifício Lumex
Centro
Rio de Janeiro – RJ
CEP 20031-144
Tel: (55 21) 2524 0276, (55 21) 2262 9724
Email: isbn@bn.gov.br
URL: http://www.isbn.bn.br

A partir de 1º de março de 2020, toda solicitação de ISBN deverá ser encaminhada para:

Câmara Brasileira do Livro
Rua Cristiano Viana, 91
São Paulo – SP
CEP 05411-000
Tel. (55 11) 3069-1300
E-mail: sac@isbn.org.br
URL: http://www.isbn.org.br (site em construção)

“MUDANÇA NA PRESIDÊNCIA DA BIBLIOTECA NACIONAL TEM SIDO FEITA DE FORMA DESRESPEITOSA”

Helena Severo, atual presidente da instituição, disse ter tomado conhecimento de sua substituição através da imprensa, sem qualquer comunicação dos órgãos competentes, como manda o protocolo

Biblioteca Nacional recupera mais uma obra furtada de seu acervo

Itaú Cultural já devolveu outras 12 aquisições feitas após roubo de Laessio Oliveira, há 14 anos

Bibliotecas Nacionales: el desafío digital

Ernesto Carlín

ecarlin@editoraperu.com.pe

Responsables de Bibliotecas Nacionales de Iberoamérica resaltaron la necesidad de conservar los libros en papel, pero a la vez la de ofrecer el acervo documental por medio de internet.

La era digital presenta un gran reto para los patrimonios bibliográficos. Así lo estimaron los responsables de 15 países en la asamblea de la Asociación de Bibliotecas Nacionales de Iberoamérica (Abinia), que se desarrolló esta semana.

El director técnico de la Biblioteca de España, José Luis Bueren Gómez-Acebo, comentó, por ejemplo, que tienen obras que se remontan al siglo XI. Declaró al Diario Oficial El Peruano que desde el 2008 se comparte en internet parte de la colección de su país. Sin embargo, por la dimensión que tiene, ello requiere una fuerte inversión de tiempo y dinero.

Obsoleto y actual

El funcionario explicó que se ha digitalizado alrededor de 200,000 títulos pertenecientes a su institución. “Las obras más representativas de nuestras letras están allí”, afirmó.

Sin embargo, mencionó que el libro físico aún tiene ventajas sobre sus pares digitales. Por ejemplo, consideró que es más cómodo para leer y las personas crean vínculos afectivos con ellos como objetos. “Se les puede tocar, oler”, añadió.

Por su parte, la responsable de la Biblioteca Nacional de Panamá, María Magela Brenes, indicó que el patrimonio documental se puede digitalizar, pero es importante conservar el papel.Puso como ejemplo que varios libros digitalizados hace unos años ahora no se pueden consultar por las actualizaciones de los programas informáticos.

Otro caso que señaló es el de los microfilmes. Los aparatos que se usaban para su lectura antes permitían su impresión directa. Sin embargo, en la actualidad ya no se comercia ese tipo de herramienta, lo que obliga a que primero se digitalice antes de imprimir.

Datos

1823  es el año del documento más antiguo que se conserva en la Biblioteca de Panamá.

5ª Jornada de Pesquisadores da Fundação Biblioteca Nacional

Programa de Apoio à Pesquisa
Grupos de Pesquisa
Jornada de Pesquisadores da Fundação Biblioteca Nacional
Data:
26/08/2019 a 28/08/2019
Período e horários:
13h15 – 17h45
Nos próximos dias 26, 27 e 28 de agosto, o Auditório Machado de Assis vai sediar a 5ª Jornada de Pesquisadores da FBN

A Jornada de Pesquisadores é um evento anual organizado pela Fundação Biblioteca Nacional, no qual pesquisadores da instituição e pesquisadores convidados apresentam os resultados dos estudos que utilizam o acervo da instituição como fonte de investigação.

Em 2019, a Jornada contará com a apresentação de 16 pesquisas em desenvolvimento e também com duas mesas temáticas especiais: no dia 26, os grupos de pesquisa certificados pela FBN se apresentarão na mesa 2 e,  no dia 28, a mesa 6 terá como tema as revistas cientificas digitais.

O evento é aberto ao público e serão emitidos certificados aos espectadores.

 

PROGRAMAÇÃO

DIA 26 DE AGOSTO DE 2019

13h15h às 13h30

Abertura

  •  Maria Eduarda C. M. Marques. Diretora-Executiva da Fundação Biblioteca Nacional

 

13h30 às 15h30

Mesa 1

Mediadora: Luciana Grings. Doutora em Memória Social (Unirio); Coordenadora de Serviços Bibliográficos da FBN)

O corporativismo bifronte: representação de interesses e regulamentação profissional no Governo Vargas (1930-1945)

  • Marco Aurélio Vannucchi. Professor da Escola de Ciências Sociais da Fundação Getúlio Vargas (CPDOC-FGV); Programa de Apoio à Pesquisa 2018

Os Guarani nos Manuscritos da Coleção de Angelis

  • Rafael Fernandes Mendes Júnior. Doutor em Antropologia Social (UFRJ); Programa de Apoio à Pesquisa 2018

O tour da Bahia: o manuscrito de Boniface Bellons e a literatura de viagens europeia do início do século XIX

  • Frederico Tavares de Mello Abdalla. Doutor em História das Ciências (FIOCRUZ); Programa de Apoio à Pesquisa 2018

Por que as Histórias em Quadrinhos de terror apavoram a sociedade?

  • Raquel Ferreira. Doutora em História (UFF). Coordenadora do projeto História em Quadrinhos e Literatura um olhar sobre a coleção da EBAL  (FBN/FAPERJ); Coordenadoria de Publicações Seriadas/FBN e Evelyn Marques (Centro Universitário Celso Lisboa/FAPERJ)

 

15h45 às 17h45

Mesa 2

Mediador: Fábio Lima.  Mestre em Ciências Sociais (UERJ); Coordenador do Programa de Apoio à Tradução, Centro de Cooperação e Difusão /FBN

Grupo de Pesquisa de Crítica Textual da Fundação Biblioteca Nacional

  • Maria Olívia de Quadros Saraiva. Doutora em Letras: Estudos linguísticos (UFMG); Ex-bolsista Pesquisadora Doutora Residente da FBN (PNAP-R), atualmente Professora de Língua e Literatura Gregas da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

Grupo de Pesquisa Linguagem e discursos da História.

  • Luiz Barros Montez. Doutor em Língua e Literatura Alemã (USP) e Professor da Faculdade de Letras da UFRJ.

Grupo de Pesquisa Periódicos & Literatura

  • Irineu E. Jones Corrêa. Doutor em Letras (UFRJ); Centro de Pesquisa e Editoração/FBN

Projeto de Cooperação entre o Núcleo de Documentação em Línguas Clássicas da UFRJ e Plano Nacional de Recuperação de Obras Raras da FBN.

  • Rosângela Rocha Von Helde e Silvia Fernandes Pereira. Bibliotecárias – Plano Nacional de Recuperação de Obras Raras – PLANOR/FBN

 

DIA 27 DE AGOSTO DE 2019

13h20 às 15h20

Mesa 3

Mediadora: Katia Jane de Souza Machado. Doutora em História Cultural e Literatura e Comunicação, Universidade Carlos III de Madrid; Centro de Cooperação e Difusão /FBN

Ao encontro da cor: primeiros impressos coloridos brasileiros de caráter lúdico (1880-1945)

  • Helena de Barros.  Doutora em Design (ESDI/UERJ), professora adjunta de Design, ESDI/UERJ; Programa de Apoio à Pesquisa 2018

Primórdios de uma Sinologia Imperial: A primeira missão brasileira à China (1881)

  • André Bueno. Prof. Adjunto de História Oriental da UERJ; Programa de Apoio à Pesquisa 2018

O romance de formação feminino no Brasil: de 1930 a 1950

  • Juliana Santos. Doutora em Letras – Literatura Brasileira (UFRGS); Programa de Apoio à Pesquisa 2018

O Conde de Linhares e a economia política na Era das Revoluções: Brasil, Portugal e Inglaterra, c. 1795-c. 1808.

  • Thiago Alves Dias. Doutor em História Econômica (USP); Programa de Apoio à Pesquisa 2018

 

15h30 às 17h30

Mesa 4

Mediador: Bruno Thebaldi. Doutor em Comunicação (PUC-Rio); Centro de Cooperação e Difusão /FBN

A planta da cidade de S. Sebastião do Rio de Janeiro em 1812 na coleção cartográfica da Biblioteca Nacional.

  • Ivo Fernandes Lattuca Junior, Jorge Ricardo Cardoso de Carvalho Raposo da Câmara, Maria Dulce de Faria, Uilton dos Santos Oliveira. Divisão de Cartografia, CAE/ CCSL/ FBN

“Fitas em chammas”: cinema, imprensa e sensacionalismo na Belle Époque carioca

  • Pedro Vinicius Asterito Lapera. Doutor em Comunicação (UFF); Centro de Pesquisa e Editoração/FBN

Episódios contemporâneos de censura e internet

  • Allan Santos. Doutorando da Escola de Comunicação (UFRJ); Seção de Manuscritos/CAE/CCSL/FBN

Imaginário da literatura portuguesa sobre a imigração no Brasil dos séculos XIX e XX

  • Mario Luis Grangeia. Doutor e mestre em Sociologia (UFRJ); Programa de Apoio à Pesquisa, 2017

 

DIA 28 DE AGOSTO DE 2019

13h20 às 15h20

Mesa 5

Mediadora: Luciane Simões Medeiros. Historiadora e arquivista; Chefe da Divisão de Manuscritos, CCSL/FBN

Acervo republicano na Biblioteca Nacional: as crônicas de Coelho Netto n’O Commercio de São Paulo

  • Christianne Theodoro de Jesus. Mestre em História (Cpdoc/FGV), historiadora; Centro de Pesquisa e Editoração/FBN

A instalação das primeiras fábricas de papel do Brasil no século XIX

  • Thais Helena de Almeida. Doutora em Memória Social (UNIRIO); Laboratório de Restauração/ FBN e  Ozana Hannesch. Doutoranda em Conservação e Restauro de Bens Culturais na Universidade Católica Portuguesa – Porto, Portugal. Laboratório de Conservação e Restauração de Papel. Museu da Astronomia e Ciências Afins (MAST).

Algumas questões sobre o “Livro de Horas dito de Dom Fernando” (MS 50,1,1) – estudo interdisciplinar sobre um manuscrito iluminado da Biblioteca Nacional

  • Isamara Lara de Carvalho. Mestre em Conservação e Restauro – Universidade Nova de Lisboa; Laboratório de Restauração/FBN

Planejamento na Administração Pública federal: estudo exploratório na Fundação Biblioteca Nacional

  • Renata Elias da Rocha. Periódicos, CCSL/FBN

 

15h30 às 17h30

Mesa 6

Mediador: Jorge Teles. Doutor em Educação (UFF); Centro de Pesquisa e Editoração/FBN

Gestão de conteúdos eletrônicos

  • Cláudio José Silva Ribeiro. Professor Adjunto da PPGB/Unirio . Doutor em Ciência da Informação pelo convênio Universidade Federal Fluminense/MCT-IBICT, mestre em Ciência da Informação pela UFRJ/MCT-IBICT e MBA em Gestão do Conhecimento pela COPPE/UFRJ-Dataprev

Revista eletrônica Mana: Estudos de Antropologia Social – Museu Nacional – UFRJ

  • Rafael Fernandes Mendes Júnior (Revista Mana Estudos de Antropologia Social)

Revista eletrônica Acervo – Arquivo Nacional

  • Flora Matela Lobosco  (Revista Acervo)

Revista eletrônica História, Ciências, Saúde – Manguinhos – Fundação Oswaldo Cruz

  • Roberta Cardoso Cerqueira (Revista História, Ciências, Saúde – Manguinhos)

Informações complementares: Evento aberto ao público

Local: AUDITÓRIO MACHADO DE ASSIS
Rua México s/nRio de Janeiro, RJ20031-144

Mais informações: https://www.bn.gov.br/acontece/eventos/2019/08/5a-jornada-pesquisadores-fundacao-biblioteca-nacional

La Biblioteca Nacional quiere custodiar los videojuegos

La institución propone una reforma de la norma que regula el depósito legal para que contemple los nuevos formatos de creación digital

Madrid
Ana Santos, directora de la Biblioteca Nacional.
Ana Santos, directora de la Biblioteca Nacional. JAIME VILLANUEVA

Las instituciones del ayer pugnan por dar su espacio a la cultura de hoy. La Biblioteca Nacional de España (BNE), creada hace más de tres siglos para albergar el conocimiento (impreso), está adaptándose a marchas forzadas a la actual realidad tecnológica. El nuevo paso que pretende dar aspira a incorporar a su legado la conservación de videojuegos o sitios web, como figura en la propuesta que la directora de la institución, Ana Santos, ha enviado a Javier García Fernández, subsecretario en funciones del Ministerio de Cultura y Deporte. También plantea incluir la regulación de la conservación de carteles de propaganda electoral y marcapáginas, entre otros formatos, a partir de la reforma de la ley de depósito legal de 2011.

Además, la nueva ley renunciará al almacenamiento de las antiguas microformas (también pasatiempos, crucigramas, sudokus y sopas de letras). “Los videojuegos serán bien de interés cultural [BIC] en el futuro, porque tienen un valor cultural importantísimo como creación artística”, afirma Ana Santos, directora de la BNE.

De momento, la institución no puede conservarlos porque la ley de depósito legal obliga a entregar copias a la BNE solo a los editores españoles y en España se editan pocos, aunque la mano de obra sea española. Pero apunta que están en conversaciones con la Asociación Española de Videojuegos para encontrar la manera de no perder ese patrimonio. “Aunque quizá ahora no les demos mucho valor, son nuevos materiales que debemos conservar”, comenta la directora. Cuando Santos tuvo noticias de la intención del Ministerio de Cultura de reformar la ley de patrimonio histórico de 1985, movilizó a los suyos para desarrollar un borrador que incluyese capítulos dedicados al patrimonio bibliográfico más específicos y amplios. En ellos se refundirán las leyes que en estas tres décadas han surgido para hacer frente a las nuevas necesidades. Fundamentalmente la del depósito legal electrónico, de 2015. “Debemos adaptar la ley del 85 a la realidad actual, es decir, a los distintos tipos de colecciones patrimoniales que recibe la BNE, incluido el patrimonio digital”, cuenta la directora, que señala el interés por adaptar las leyes y seguir trabajando para el futuro, conservando el presente.

Santos lamenta los escasos medios que tiene la institución para conservar el conocimiento digital, pero se felicita por el rendimiento que ha dado la creación de especialistas llamados “conservadores web”, repartidos por toda la geografía española. Son los responsables de determinar el interés. Seleccionan y comunican a la BNE lo que quieren guardar. “Estos equipos ayudan a dar coherencia a las colecciones, porque definen qué es lo que interesa conservar”, indica la directora.

Esta es una parte esencial de la nueva redacción de la ley para la conservación de este patrimonio: las comunidades autónomas serán las que decidan qué sitios web y qué recursos capturarán y depositarán para ser conservados y difundidos. La BNE ya no tendrá exclusividad en la inspección y conservación del depósito legal, con lo que ahorra en recursos y da margen de actuación a otros centros. El criterio es “lograr la mejor representatividad del mundo de Internet”.

CREATIVIDAD EN ALZA CONSTANTE

En 2018, la cosecha de ingresos por depósito legal en la BNE fue notable. El incremento en todas las modalidades es el reflejo de una actividad creativa incesante: 127.843 ejemplares de libros (un 17,14% más); 5.556 ejemplares de audiovisuales (un 44,2% más); 27.010 partituras (un 150,8% más); 6.501 registros sonoros (un 61,6% más). Es muy llamativo el número de documentos ingresados por donación: de 60.216, en 2017, a 256.388, en 2018 (un 325,8% más). También crecieron los usuarios en las salas y las visitas a la BNE: 96.954 personas. Curiosamente, los préstamos en sala caen de los 199.066 a 190.460. Y no cesan de crecer los documentos digitales descargados en la Biblioteca Digital Hispánica: de 4,9 millones en 2014 han pasado a 6,2 millones en 2018 (un crecimiento del 27,5%).

También apuntan novedades en la conservación de libros si se aceptan los cambios en la ley. Además de dos ejemplares de las primeras ediciones de cada título publicado en España, el editor depositaría en el servidor de la BNE igualmente el ejemplar digital.

Estos títulos digitales estarán a disposición del público. La Biblioteca Nacional de España “podrá facilitar la consulta de las publicaciones en soporte digital a través de las bibliotecas regionales de las distintas comunidades autónomas utilizando medios seguros de acceso”, dice el nuevo texto del artículo 10.

En la propuesta para la nueva redacción de la ley de depósito legal se plantea, para el apartado 2 del artículo 9 relacionado con el cine, que la Filmoteca Española reciba los originales de cada producción, “en versión original, de toda película cinematográfica, documental o de ficción”, realizada por un productor con domicilio en España. Es una medida consensuada con la directora del Instituto de la Cinematografía y de las Artes Audiovisuales (ICAA), Beatriz Navas. “Tienen que estar en una institución pública”, sostiene Ana Santos.

De hecho, el pasado diciembre el grupo Unidas Podemos registró una proposición no de ley con medidas para evitar la desaparición del patrimonio cinematográfico. Propuso al Gobierno la creación del bien de interés cultural audiovisual (BICA) y una ampliación y desarrollo del capítulo dedicado al cine en la ley de patrimonio histórico, porque “la ley carece de una figura de protección específica para la correcta salvaguarda del cine”, aseguraban desde el grupo político.

CRONOLOGÍA DE TRES SIGLOS DE MEMORIA

Una ley de 2011. El depósito legal es la obligación de entregar ejemplares de las publicaciones de todo tipo, reproducidas en cualquier soporte, en la BNE (o en la red de bibliotecas que colaboran con la institución). La actual ley ya incorporó un primer acercamiento a las nuevas formas de edición debidas a la incorporación de tecnologías y a la llegada de Internet.

Los sitios web, regulados en 2015. Un nuevo real decreto consideró por primera vez objeto de depósito legal los sitios web y las publicaciones en línea. La norma consideraba que son objeto de depósito legal todo tipo de sitios web y las publicaciones en ellos contenidas, siempre que contengan patrimonio bibliográfico, sonoro, visual, audiovisual o digital de las culturas de España.

La recolección digital. Los encargados de determinar qué sitios web y qué recursos son los que se almacenan son la Biblioteca Nacional de España, que es el centro de conservación de ámbito estatal, y los centros de conservación de las comunidades autónomas.

El precedente del depósito legal. Fundada por Felipe V a finales de 1711, no abrió sus puertas hasta marzo de 1712 como Real Biblioteca Pública. Según explica en su página web, por un privilegio real, precedente del actual depósito legal, los impresores debían depositar un ejemplar de los libros impresos en España. En 1836, la institución dejó de ser propiedad de la Corona y pasó a depender del Ministerio de la Gobernación. Fue entonces cuando recibió por primera vez el nombre de Biblioteca Nacional.

Tres siglos de custodia. La Biblioteca Nacional custodia más de 34 millones de contenidos producidos en España desde comienzos del siglo XVIII. El material es de muy diverso tipo, aunque alrededor de la mitad son libros.

Casi medio millón de ingresos. En 2018 entraron en la institución, por depósito legal, 454.886 ejemplares, una cifra mayor que la del año anterior, que rondaron los 410.000.

Fonte: EL PAÍS

Biblioteca Nacional homenageia Monteiro Lobato com exposição

Monteiro Lobato: escritor, editor, tradutor e criador de alguns dos mais importantes personagens da literatura infantil e juvenil brasileira; Biblioteca Nacional (BN): guardiã da cultura, oitava maior biblioteca do mundo. Para celebrar essa “parceria”, no ano em que a obra de Lobato cai em domínio público, será aberta, no dia 17 de abril, a exposição “Monteiro Lobato: o homem, os livros”, com material do acervo da Instituição, guardado há muitos anos e pouco mostrado ao público – alguns até inéditos. A data da abertura é emblemática: um dia antes da data de seu nascimento, não por acaso celebrado como o Dia Nacional do Livro Infantil.

Identidade visual da exposição Monteiro Lobato - o homem, os livros.Identidade visual da exposição Monteiro Lobato - o homem, os livros.
 

A curadoria é da bibliotecária Ana Merege, uma entusiasta da obra do escritor, e de Veronica Lessa, coordenadora de Difusão Cultural da BN.

“Ao pesquisar sobre Lobato, vemos que sua contribuição à literatura brasileira foi muito além das fronteiras do Sítio do Pica-pau Amarelo. É o que procuramos mostrar nesta exposição, chamando atenção para o trabalho dele como editor e tradutor, cuja iniciativa deu grande impulso ao mercado do livro no Brasil. Ao mesmo tempo, buscamos contemplar os vários artistas que contribuíram para enriquecer suas obras”, explica Merege.

Para Helena Severo, presidente da BN, Monteiro Lobato figura na constelação dos grandes intelectuais brasileiros do século XX. “Sua obra infantil, embora datada, ainda permanece no imaginário de várias gerações de brasileiros. Além de reunir edições históricas dos livros de Lobato, a exposição traz também algumas de suas correspondências com grandes nomes da cultura brasileira de seu tempo. Mais do que homenagear, a proposta da exposição busca resgatar a memória literária de Monteiro Lobato através da disponibilização do vasto acervo da Biblioteca Nacional.”

A exposição ficará em dois ambientes no terceiro andar do prédio sede, na Avenida Rio Branco: o Salão de Obras Raras e o corredor do terceiro andar. Dentro do salão, um painel fará a cronologia da vida e obra de Lobato e duas vitrines mostrarão os trabalhos mais conhecidos do escritor, todos originais, sob um olhar diferenciado, através dos desenhos dos ilustradores dos livros, como Voltolino, Belmonte, Andre Le Blanc e Jean-Gabriel Villin, entre outros.

Outra vitrine mostrará os livros escritos para adultos, incluindo a primeira edição de Urupês, de 1918, a edição de 1970 de O Presidente Negro, seu único romance, coletâneas de crônicas e artigos e obras adaptadas, traduzidas e adaptadas por ele. Entre os destaques, estão um exemplar da primeira edição de Vida e Morte de M.J. Gonzaga de Sá, de Lima Barreto, e cartas trocadas entre os dois autores – Monteiro Lobato era o editor de Lima Barreto.

Além das obras originais, na varanda estarão expostos os estudos e os desenhos do ilustrador Rui de Oliveira para a primeira adaptação das histórias de Lobato para a televisão, a série O Sítio do Pica-pau Amarelo.

O autor

José Bento Monteiro Lobato nasceu em Taubaté, São Paulo, em 1882. Homem de grande diversidade e talento, foi considerado gênio e pioneiro da literatura infantil e juvenil. Contudo, sua vocação era mesmo para as artes: pintura, fotografia e o mundo das letras. Suas publicações tiveram como propósito ser um instrumento de luta contra o atraso cultural e a miséria do Brasil. Em 1919, mudou-se para o Rio de Janeiro e criou o Sítio do Pica-Pau Amarelo, que o celebrizou. Em 1920, lança O Narizinho Arrebitado, leitura adotada nas escolas. Traz para a infância um rico universo de folclore, cultura popular e muita fantasia. Publica Reinações de Narizinho, Caçadas de Pedrinho e O Pica-Pau Amarelo. Os Trabalhos de Hércules concluem uma saga de 39 histórias e quase um milhão de exemplares vendidos. Suas obras foram traduzidas para diversos idiomas, tais como francês, inglês, italiano, alemão, espanhol, japonês e árabe.

Faleceu em 4 de julho de 1948, pobre, doente e desgostoso, aos 66 anos de idade. O cortejo do seu velório foi acompanhado por 10 mil pessoas cantando o Hino Nacional.

Serviço

Monteiro Lobato: o homem, os livros

Abertura: 17 de abril
Exposição: 18 de abril a 18 de julho

Fundação Biblioteca Nacional
Avenida Rio Branco, 217, Rio de Janeiro/RJ

Fonte: www.bn.gov.br

Biblioteca Nacional disponibilizará obras infanto-juvenis

Produções de Monteiro Lobato serão ponto de partida, a partir de exposição sobre o autor, que será aberta ao público em 18 de abril

O primeiro livro publicado pelo escritor Monteiro Lobato será disponibilizado digitalmente pela Fundação Biblioteca Nacional (Ilustração: Reprodução)

A Biblioteca Nacional (BN) terá três novas coleções Brasilianas em formato digital. O órgão, vinculado ao Ministério da Cidadania, está trabalhando para disponibilizar ao público obras de literatura infantil e juvenil, a partir das produções de Monteiro Lobato; obras musicais, a partir de partituras impressas; e obras cartográficas.

O anúncio foi feito pela presidente da instituição, Helena Severo, ao secretário especial da Cultura do Ministério da Cidadania, Henrique Medeiros Pires, em visita ao centro memorial, na última sexta-feira (15). A visita foi a primeira de uma série que o gestor pretende fazer ao centro memorial. “Temos um grande desafio em relação à preservação e valorização das instituições de memória no Brasil”, destacou.

No encontro, Henrique Pires conheceu, em detalhe, os projetos da instituição e anunciou que será criado o Prêmio Monteiro Lobato de estímulo à criação literária infanto-juvenil. Das futuras coleções, a de literatura infantil e juvenil tem a primeira ação traçada a partir da pesquisa para a abertura da exposição Monteiro Lobato: o homem, os livros, que será aberta ao público no dia 18 de abril, data de nascimento do escritor.

A mostra terá cerca de 50 itens entre livros originais e cartas trocadas entre o homenageado e o escritor Lima Barreto. “Monteiro Lobato era editor de Lima. Essa, aliás, é uma faceta que as pessoas não conhecem. Ele, por exemplo, fomentou o mercado do livro no Brasil, sobretudo, na distribuição, criando mais de 2 mil pontos de vendas”, conta Ana Merege, que divide a curadoria da mostra com Verônica Lessa.

Mágicos ilustradores

A exposição terá como ênfase a relação entre Monteiro Lobato e os ilustradores dos livros, a exemplo de Voltolino, Wiese, Villin, J. U. Campos, Belmonte, Nino, Rodolpho, Lamo, Le Blanc e Avgvstvs. O escritor escolhia diretamente cada um deles, já que era editor da própria obra. “Queremos abrir essas páginas e mostrar ao público como era a arte de cada um desses artistas”, adianta Merege.

Curadora de Divisão de Manuscritos, Ana Merege conta que a Brasiliana de literatura infantil e juvenil nasce dessa organização expositiva, quando vai digitalizar e disponibilizar digitalmente o primeiro livro publicado do escritor: A menina do narizinho arrebitado (1920), obra da Editora Revista do Brasil e ilustrada por Voltolino, pseudônimo do artista João Paulo Lemmo Lemmi, que colaborou com o jornal O Malho e outros periódicos.

As duas Brasilianas de música e de cartografia ainda não estão em fase de produção. As bibliotecas digitais Brasiliana Fotográfica e Brasiliana Iconográfica contam com 7 mil documentos e média de 500 mil acessos por mês.

Assessoria de Comunicação

Secretaria Especial da Cultura

Ministério da Cidadania

Fonte: Ministério da Cidadania/Secretaria Especial da Cultura

 

La Biblioteca Británica saca a la luz sus libros prohibidos

La institución ha subido a Internet 2.500 volúmenes, la mayoría de ellos considerados en su época como “demasiado obscenos”

La Biblioteca Británica saca a la luz sus libros prohibidos
Imagen del interior de la Biblioteca Británica (Biblioteca Británica)
Texto por Lara Gómes Ruiz

Desde tiempos ancestrales, la incomodidad se ha traducido en muchas ocasiones con la censura. Son incontables el número de veces en que el poder ha retirado de la circulación libros que molestaban, ya fueran porque alentaban un pensamiento que se salía de la norma o porque se extralimitaran en lo que la moral ética marcaba en ese momento. Sin embargo, por mucho que se prohibieran determinados relatos, son varias las personas e instituciones que optaron por guardarlos bajo llave hasta que la sociedad evolucionara y comprendiera el valor que en realidad tenían.

A lo largo de los siglos y ante el temor de que acabaran quemados, el Museo Británico ha hecho de guardián de muchos de estos volúmenes. Además de guardarlos bajo llave, los ordenó por temáticas, de tal modo que, los que tenían contenido erótico –que eran la gran mayoría –, entraron a formar parte de la colección ‘Private case’ (Caso Privado).Entre los libros publicados se encuentra la que está considerada la primera novela pornográfica escrita en lengua inglesa

En 1973, estas obras –datadas entre los siglos XVII y XX – fueron transferidas a la Biblioteca Británica. Ha sido precisamente esta institución quien recientemente ha anunciado la digitalización de todas ellas. Nada menos que 2.500 obras que en pocos días ya han encontrado en Internet su zona de confort. Así, los más curiosos descubrirán que la ficción erótica gay existe desde hace tiempo con libros como Teleny o la inversa de la Medalla. También podrán leer el diario de un caballero de la Inglaterra victoriana que recopiló sus hazañas sexuales y extraer sus peculiares consejos.

La saga de libros publicada en 1740 The Merryland, que describe a la mujer como “una tierra que debe ser arada”, también se encuentra en la colección. Una definición que se debe contextualizar en el momento en la que fue escrita. Pero si un volumen llama especialmente la atención ese no es otro que Fanny Hill: Memorias de una cortesana (1748). Escrita por John Cleland mientras estaba en prisión, está considerada la primera novela pornográfica escrita en lengua inglesa.

 Amor y Cohetes@UnEteronef

 John Cleland. Fanny Hill. Memorias de una cortesana.
 Ver los otros Tweets de Amor y Cohetes
 Además de interesantes lecturas, la Biblioteca Británica también ha digitalizado Harris’s Lists of Covent-Garden Ladies, una especie de páginas amarillas de las trabajadoras sexuales que ejercían en Londres y que se actualizó anualmente entre los años 1757 y 1795. Cada página contenía una imagen de la prostituta en cuestión y una definición con la que se realzaban sus atributos.

“La importancia de estos libros siempre ha sido conocida, pero las leyes de obscenidad y el peligro de robo impedían que se les dieran libre acceso. Parte del material también entró en la colección mediante depósito legal – la Biblioteca Británica tiene la obligación de conservar todo el material de depósito legal”, cuenta a La Vanguardia Maddy Smith, curadora de colecciones de patrimonio impreso de la entidad.

Ilustración del directorio de prostitutas de Covent-Garden

Ilustración del directorio de prostitutas de Covent-Garden (Biblioteca Británica)

Pero, ¿por qué ahora? Smith explica a La Vanguardia que se trata de una cuestión de “practicidad, conservación y libertad”. “Queremos proteger estos libros raros y frágiles de la decadencia natural, los daños accidentales y la mutilación. Los historiadores podrán acceder a esta fascinante colección que habla de sexo y sexualidad sin necesidad de tocarlos físicamente, pues el paso del tiempo ha hecho mella en muchos de ellos. No obstante, los investigadores podrán ahora encontrar en su lugar sustitutos digitales de alta calidad”.

Cuentan desde la Biblioteca Británica, que en su día llegaron a formar parte de esta serie, considerada en la época como “inmoral”, hasta 4.000 ejemplares. No obstante, conforme avanzaba la sociedad, “el concepto de obscenidad variaba, por lo que muchos de estos libros se liberaban y llegaban por fin a las bibliotecas. Hoy, decimos orgullosos, que ya circulan con total libertad por la red”.

La importancia de estos libros siempre ha sido conocida, pero las leyes de obscenidad y el peligro de robo impedían que se les dieran libre acceso”

Fonte: LA VANGUARDIA

Guia de Coleções da Divisão de Manuscritos da Biblioteca Nacional está disponível em formato digital

A Divisão de Manuscritos e o Centro de Pesquisa e Editoração da Biblioteca Nacional disponibilizaram para a consulta neste mês de fevereiro o Guia de Coleções da Divisão de Manuscritos da Biblioteca Nacional em formato digital, disponível para download no portal da Biblioteca Nacional. Desde 2014, a Coordenadoria de Editoração vem publicando o Boletim do Plano Nacional de Preservação de Obras Raras/PLANOR em formato digital, também disponível neste site.

Guia de Coleções da Divisão de Manuscritos da Biblioteca Nacional está disponível em formato digital

Guia de Coleções da Divisão de Manuscritos da Biblioteca Nacional está disponível em formato digital

Ferramenta valiosa de pesquisa, com informações sobre proveniência, conteúdo, dimensão, localização no acervo, acesso aos documentos das coleções custodiadas pela Divisão de Manuscritos, entre outras, o Guia abrange, até o momento, 225 coleções.

As coleções provêm de fundos públicos – como as coleções do Conselho Ultramarino, da Casa dos Cantos/Arquivo Público Mineiro e da Casa Real Portuguesa – e privados – como as coleções Frei José Mariano da Conceição Veloso, José Bonifácio, Mário Pedrosa e Percival Farquhar. Novas coleções serão incluídas à medida que forem sendo tratadas pelos técnicos da Divisão de Manuscritos.

O Guia de Coleções foi organizado e revisado tecnicamente pela bibliotecária Eliane Perez, que o concluiu em 2018. Sua confecção iniciou-se, no entanto, na década de 1990 por iniciativa do então chefe da Divisão de Manuscritos, Waldir da Cunha. O trabalho teve continuidade sob a coordenação das chefes da Divisão de Manuscritos, Carmen Moreno (1995-2003), Vera Faillace (2003-2015) e Luciane Medeiros (a partir de 2015).

As coleções, como informa Eliane Perez na apresentação, estão ordenadas alfabeticamente pelo título (nome do titular da coleção ou da instituição da qual provém); parte delas é ilustrada com reproduções de peças. A capa homenageia o historiador Capistrano de Abreu, que foi funcionário da Biblioteca Nacional, onde preparou a publicação de importantes manuscritos, como o da História do Brasil, de Frei Vicente do Salvador.

A consulta no Guia pode ser feita mediante acesso à Relação das Coleções e um clique no nome da coleção procurada. O clique na margem de cada página da descrição das coleções leva o pesquisador de volta à Relação das Coleções.

CONTEÚDO RELACIONADO

Tesoros literarios del pasado: los valiosos 173 incunables de la Biblioteca Nacional de México

Portada - Silvia Salgado con un libro de coro conventual del año 1713. (Fotografía: La Gran Época/Fernando Velázquez (UNAM))

Tesoros literarios del pasado: los valiosos 173 incunables de la Biblioteca Nacional de México

En la historia de México, distintos sucesos relevantes ocurrieron en el siglo XV, y entre los más importantes resulta necesario destacar el hecho de haber sido el primer país de América en poseer una imprenta, lo que dio origen a una nueva ilustración que influyó notablemente en el desarrollo de la cultura mexicana.

Todo ello provocó que también se convirtiese en uno de los primeros países del Nuevo Mundo en contar con las primeras y más relevantes bibliotecas de América. Actualmente destaca en él la  Biblioteca Nacional de México (BNM) , perteneciente a la Universidad Nacional Autónoma de México (UNAM) , por albergar un acervo cultural formado por más de 1.250.000 piezas. Entre tan valiosos documentos destacan 173 libros incunables –fechados entre 1469 y 1500–, además de varios volúmenes ilustrados a mano y con letras de oro. También cuenta con la obra mecanografiada Los murmullos –titulada después como ‘Pedro Páramo’– , con anotaciones de puño y letra de su autor, Juan Rulfo, así como con diversas colecciones de bibliotecas conventuales.

Su cúmulo se divide en dos secciones: la moderna, que reúne ejemplares del siglo XX al XXI, y los fondos reservados –tanto de la biblioteca como de la hemeroteca– que pueden tener libros modernos, y también incunables. Los incunables –del latín ‘incunabula’, en la cuna– son “hijos de la primera imprenta”. Entre ellos se pueden encontrar obras como  La Divina Comedia  (Venecia 1493), de Dante Alighieri . Provienen principalmente de bibliotecas novohispanas y de conventos, pues hay que recordar que la Biblioteca Nacional es producto de las Leyes de Reforma y la desamortización de bienes”, explica la doctora y coordinadora de la BNM, Silvia Salgado Ruelas .

Incunable de La Divina Comedia (año 1493) que alberga la Biblioteca Nacional de México. (Fotografía: La Gran Época/Fernando Velázquez (UNAM))
Incunable de La Divina Comedia (año 1493) que alberga la Biblioteca Nacional de México. ( Fotografía: La Gran Época/Fernando Velázquez (UNAM) )

En la Sala Mexicana , un recinto que contiene grandes tesoros mexicanos, se coleccionan impresos realizados en el país desde el año 1554 hasta 1821. Además, quienes acudan a la BNM también podrán acceder a la Colección de José María Lafragua , al archivo de Carlos Pellicer , a la biblioteca personal de Boris Rosen –pareja de Raquel Tibol –, a las obras que conformaron el acervo de la Antigua Catedral de México o a la colección hemerográfica mexicana, que abarca desde 1772 hasta el presente.

Lo que la biblioteca reúne no se va a encontrar, como colección, en ningún otro lado. Conservamos ejemplares únicos, tanto mexicanos como extranjeros, colecciones de personajes e instituciones que muestran la historia y formación cultural e intelectual de esta nación”, añadió la profesora Salgado .

Cómo se creó la BNM

Inicialmente, la Biblioteca Nacional fue establecida en el templo de San Agustín, ubicado en el Centro histórico de la Ciudad de México, por decreto del presidente Benito Juárez en el año 1867. En 1929, cuando la UNAM logró su autonomía, se puso a su cargo la Biblioteca Nacional, y de esta manera se convirtió en la primera de la historia en estar a cargo de una Universidad: generalmente las Bibliotecas Nacionales se encuentran al resguardo de secretarías o de ministerios de Educación y Cultura.

Libro de horas (origen parisino – año 1450). (Fotografía: La Gran Época/Fernando Velázquez (UNAM))
Libro de horas (origen parisino – año 1450). ( Fotografía: La Gran Época/Fernando Velázquez (UNAM) )

En 1944, debido al crecimiento de los periódicos y las hemerotecas, cuyo desarrollo siempre es más acelerado que el de una biblioteca, ésta salió del Antiguo Templo de San Agustín y fue trasladada al Antiguo Templo de San Pedro y San Pablo, aunque no existiese un decreto oficial de creación. Hubo que esperar hasta 1979 para volver a reunir a la BNM y la Hemeroteca Nacional en el edificio que actualmente ocupan, en la Ciudad Universitaria. Luego, en 1992, se instaló una construcción adicional donde se albergan los fondos antiguos o reservados de ambas.

No hemos terminado de hacer el inventario pues traemos un rezago histórico, pero aproximadamente tenemos 1.250.000 piezas, además de dos millones de imágenes de la biblioteca y más de siete millones más de la hemeroteca. De ese tamaño es la riqueza de la BNM”, concluyó finalmente la experta Silvia Salgado.

Imagen de portada: Silvia Salgado con un libro de coro conventual del año 1713. ( Fotografía: La Gran Época/Fernando Velázquez (UNAM) )

Autor: La Gran Época .

Este artículo fue publicado originalmente en La Gran Época y ha sido publicado de nuevo en www.ancient-origins.es con permiso.

Fonte: Ancient-Origins.es

BN Digital oferece acesso gratuito a 2,1 milhões de documentos

Mapas, imagens, documentos, fotos, manuscritos, livros, jornais, revistas e arquivos sonoros produzidos desde 1400 podem ser acessados de forma rápida e prática no site da instituição

A BN Digital conta com mais de 2 milhões de itens digitalizados, entre mapas, imagens, documentos, fotos, manuscritos, livros, jornais, revistas e arquivos sonoros (Foto: Ronaldo Caldas/Ascom)

A Fundação Biblioteca Nacional (FBN), vinculada ao Ministério da Cidadania, é responsável pela guarda de parte significativa da memória do Brasil. São mapas, imagens, documentos, fotos, manuscritos, livros, jornais, revistas e arquivos sonoros que vão do século XV até os dias atuais. Para democratizar o acesso a toda essa riqueza, a instituição investe na digitalização do acervo. Já são mais de 2 milhões de itens disponíveis on-line no portal BN Digital, com acesso gratuito.

Tudo que está na biblioteca digital é de livre acesso aos pesquisadores e à população em geral. Não é necessário cadastro. É só entrar lá, fazer a busca e encontrar o que quer”, destaca o coordenador de projetos da BN Digital, Vinicius Martins. A maior parte é composta por periódicos (livros e revistas). Parte deles já está em domínio público, ou seja, para o uso, não é necessário o pagamento de direitos autorais.

Na BN Digital, há coleções completas de revistas que marcaram época, como O Cruzeiro e Manchete, e jornais como o Jornal do Brasil, cuja versão impressa parou de circular em 2010. Nesses casos, as obras foram cedidas por seus titulares e ainda há algum tipo de restrição de uso. O próprio site informa o usuário sobre a questão.

Vinicius Martins explica que as Bibliotecas Nacionais, como é o caso da FBN, têm o papel de “preservar e dar acesso ao patrimônio bibliográfico e à memória nacional”. No entanto, até o início do ano 2000, quem precisasse ou quisesse ter acesso a algum material teria de ir pessoalmente à sede da BN, no centro do Rio de Janeiro. “Em um país de dimensões continentais como o Brasil, isso era um limitador. Com o advento da internet, se viu na Biblioteca a possibilidade de construir uma ferramenta capaz de dar conta desta questão do acesso de forma mais ampla, mais geral”, afirma.

A utilização da BN Digital vem crescendo ano a ano. Em 2018, foram contabilizados 20.483.646 de acessos. Em 2017, foram 20,1 milhões de acessos; em 2016, 15,6 milhões; em 2015, 11.543.019 e, em 2014, 6.039.063. No ano passado, as páginas visualizadas em cada acesso também passaram a ser contabilizadas: foram 53 milhões.

Acesso praticamente todos os dias”

“Eu uso direto [a BN Digital] há uns três anos. Acesso praticamente todos os dias. Se eu fosse fazer [a pesquisa] no acervo físico, não daria conta, porque eu teria que procurar muito”, conta Luiza (Foto: Acervo pessoal)

Uma das pessoas que contribui para essas estatísticas é a historiadora Luiza Amador, que mora em Belém. Doutoranda da Universidade Federal do Pará, ela precisa pesquisar periódicos antigos para produzir sua tese, na qual retratará a prostituição na capital paraense durante a “Belle Époque”, de 1890 a 1920. “Eu fiz toda a minha pesquisa acessando jornais daqui do Pará. É muito legal porque você joga na busca a palavra ‘prostituição’ e ele varre tudo que tem de prostituição e te dá direto a notícia”, conta a pesquisadora.

A partir dos documentos que conseguiu na BN Digital, Luiza já registrou, no primeiro capítulo de seu trabalho, o trajeto dos promotores das prostitutas que vinham do exterior até o Norte do Brasil. “Eu uso direto [a BN Digital] há uns três anos. Acesso praticamente todos os dias. Se eu fosse fazer no acervo físico, não daria conta, porque eu teria que procurar muito”, avalia. “Era como se fosse procurar uma agulha no palheiro. É muito difícil de fazer essas conexões e, on-line, eu consegui. Joguei o nome do indivíduo e aí foi varrendo. Isso foi muito importante para a minha pesquisa”, ressaltou.

BN Digital por dentro

Inaugurada em 2006, a BN Digital foi ao ar com cerca de 3 mil itens. Hoje, uma equipe de 29 profissionais atua no tratamento, na curadoria e na divulgação do acervo a ser disponibilizado. Cada item leva em média de 15 a 30 dias para sair “da gaveta onde está guardado até estar disponível para o público na internet”.

Cada item é digitalizado com três tipos de qualidade: altíssima (que fica no acervo da BN), média (disponibilizada para publicações impressas) e baixa (apenas para visualização na internet).

Profissional da Biblioteca Nacional utiliza equipamento especial para captura de gravura (Foto: FBN)

Para serem digitalizados, os documentos passam por uma curadoria, que usa como critérios a raridade; o fato de serem peças únicas; se o material está em domínio público; e se os temas estão entre os de maior procura pelo público, como genealogia, futebol e questões do cotidiano.

Ao longo dos anos, parcerias com instituições públicas e privadas, como o Instituto Moreira Salles, a Fundação Casa de Rui Barbosa e o Departamento do Patrimônio Histórico da Marinha, aumentaram e qualificaram o acervo.

Vinicius Martins conta que, com a aproximação dos 200 anos da Independência do Brasil, os técnicos da FBN já estão buscando materiais relacionados ao assunto. “A curadoria é uma construção coletiva. A gente tenta sempre colocar disponível conjuntos integrais porque o documento solto, às vezes, não faz sentido para a pesquisa, e ficamos sensível ao que os usuários querem”, afirma.

Assessoria de Comunicação
Secretaria Especial da Cultura
Ministério da Cidadania
Com informações da Fundação Biblioteca Nacional

Fonte: Secretaria Especial Cultura

Biblioteca Nacional do Kuwait recebe 300 livros brasileiros

As obras pertenciam à coleção da embaixada do Brasil no Kuwait e foram doadas pelo embaixador Norton Rapesta para marcar os 50 anos das relações diplomáticas entre os dois países.

Da Redação

São Paulo – Para celebrar os 50 anos das relações diplomáticas entre o Brasil e o Kuwait, a embaixada brasileira no país do Golfo presenteou a Biblioteca Nacional do Kuwait (NLK, na sigla em inglês) com 302 livros de autores brasileiros em português, espanhol e inglês. Os gêneros incluem história do Brasil e mundial, economia, relações internacionais, geografia, literatura, turismo, tradições e cultura brasileira.

Os livros pertenciam à coleção da embaixada e foram doados em uma solenidade nesta quarta-feira (19), na Biblioteca Nacional, com a presença do embaixador brasileiro no Kuwait, Norton Rapesta (na foto, à esq.), e do diretor geral da Biblioteca Nacional do país, Kamel Sulaiman Al-Abduljalil (na foto, 2º da esq. p/ dir.), que elogiou a iniciativa, segundo nota enviada à ANBA pela conselheira Cláudia Assaf, responsável pelos setores Cultural, de Imprensa e de Promoção Comercial da representação diplomática brasileira. De acordo com o comunicado, Al-Abduljalil ressaltou a importância dos livros para qualquer sociedade como forma de aprender sobre a história e a cultura de outras sociedades e, assim, desenvolver a tolerância perante diferentes nações.

Durante o evento, Rapesta fez uma palestra falando curiosidades sobre o Brasil, com informações sobre história, literatura, turismo, dados de comércio e exportações para o Kuwait, investimentos, e a multiplicidade de origens do povo brasileiro, destacando a influência da cultura árabe na formação da identidade brasileira, que influencia em costumes gastronômicos, na língua portuguesa, entre outros aspectos.

O embaixador do Brasil afirmou que “embora os dois países tenham desenvolvido excelentes relações diplomático-comerciais e profunda amizade, ambos ainda têm o potencial de elevar essas relações a um novo patamar”.

Também esteve presente o embaixador kuwaitiano Faisal Rashed Al-Ghais, que chefiou a embaixada do Kuwait no Brasil de 1986 a 1992. Al-Ghais fala português fluentemente, pois aprendeu quando viveu em Brasília, e no evento manifestou sua admiração pelo País e afirmou ser parcialmente brasileiro por ter se identificado com a sociedade brasileira. Ele destacou ainda o apoio dado pelo governo e pelo povo brasileiro ao Kuwait durante a invasão do seu país pelo Iraque, em 1991.

O diretor-geral Al-Abduljalil manifestou ao embaixador Rapesta o interesse em desenvolver parcerias entre a Biblioteca Nacional do Kuwait e a entidade brasileira homóloga – a Biblioteca Nacional do Brasil, no Rio de Janeiro – para aprofundar o conhecimento mútuo das duas sociedades por meio dos livros.

Al-Abduljalil convidou pesquisadores e o público em geral a visitarem a Biblioteca especialmente durante esta semana, quando os livros brasileiros ficarão em exposição na entrada da NLK por sete dias.

Brasiliana Fotográfica publica o texto “Novos acervos: Museu Histórico Nacional”

A Brasiliana Fotográfica apresenta a seus leitores seu nono parceiro, o Museu Histórico Nacional (MHN), com o artigo “Os salesianos, os Bororos e a banda de crianças indígenas que mudou a história”, da historiadora da instituição, Maria Isabel Ribeiro Lenzi, e com a disponibilização das imagens do álbum “Missão em Mato Grosso”que pertence à Coleção Miguel Calmon, ministro da Viação e Obras Públicas no governo do presidente Afonso Pena.

Grupo tirado no dia 15 de novembro de 1907, 1907. Mato Grosso / Acervo Museu Histórico Nacional.

O álbum “Missão em Mato Grosso”, de 1908, retrata os trabalhos dos salesianos e das irmãs de Nossa Senhora Auxiliadora com os índios Bororos. São 69 fotografias do início do século XX que documentam o trabalho de educação desenvolvido pelos missionários pelo qual ensinavam música, português, matemática, prática agrícola e ciências, além de promoverem a evangelização. Infelizmente, a autoria das fotografias é desconhecida.

Leia o texto completo na Brasiliana Fotográfica

Fonte: Biblioteca Nacional

Biblioteca Nacional procura donos de manuscritos, publicações e documentos roubados

Material foi recuperado pela Polícia Federal, mas só 20% têm carimbo de procedência

Paula Autran

Maria José, Carla Rossana e Mônica mostram parte dos 861 itens recuperados pela PF e entregues à Biblioteca Nacional Foto: Gabriel de Paiva / Agência O Globo

RIO – Alvo de um grande roubo em 2004 — quando 1.200 obras de seu acervo desapareceram —, a Biblioteca Nacional acaba de receber um lote de 861 itens apreendidos pela Polícia Federal. São manuscritos, publicações, documentos, cartas, selos, telegramas, fotos encontrados pela PF ao investigar quadrilhas que roubam patrimônio histórico.

O material nada tem a ver com o caso da Biblioteca, cuja maioria das peças furtadas segue sumida. Descobertas pela Delemaph, a delegacia especializada em investigar crimes contra meio ambiente e patrimônio histórico, as peças estavam acumulando poeira há cinco anos porque não se sabe a quem pertencem. Agora, por determinação do juiz Gabriel Borges Knapp, da 4ª Vara Criminal Federal, o lote foi entregue à BN, onde funcionários trabalham na tentativa de identificar os donos.

Temos uma parceria profícua com a PF, e somos reconhecidos como uma instituição guardiã da memória brasileira — diz a presidente da Fundação Biblioteca Nacional, Helena Severo.

Após uma quarentena para que os itens fossem higienizados, começa agora a catalogação. Mas só 20% do que foi apreendido têm carimbos que identificam a origem.

Cadernos das Ordens do Dia do Barão de Caxias, de 1842: documentos da Guerra do Paraguai Foto: Gabriel de Paiva / Agência O Globo

Os 861 itens foram fotografados e guardados ao lado de descrições como “190 cartas manuscritas em árabe”, “seis fotos cartão cabinet (que funcionavam como cartões de visita)”, “18 fotografias relativas à ferrovia (Botucatu, 1907)”, “documento de 1606 (data a lápis)” e “documento de 1584 (possivelmente um testamento)”. Entre bilhetes, certidões, telegramas e selos, há preciosidades como cartas do século XIX demarcando limites do Império do Brasil.

Os manuscritos por si só são importantes porque são únicos. Há alguns do século XVI. Um bem importante é o “Caderno das Ordens do Dia do Barão de Caxias”, de 1842, que guarda documentos da Guerra do Paraguai considerados memórias do mundo — conta Maria José da Silva Fernandes, coordenadora-geral de Coleções e Serviços ao Leitor. — A Biblioteca já havia sido designada como fiel depositária de material, mas de algo como este é a primeira vez.

O próximo passo é procurar as instituições que aparecem nos carimbos para combinar a devolução.

Já fizemos isso antes. Mas, para devolver qualquer material, temos que pedir autorização do juiz — explica ela, ponderando que muitas peças não poderão ser identificadas e devolvidas porque não têm marcas de propriedade. — Fica o alerta para as instituições sobre a importância de marcar seus documentos.

Após grandes roubos nos últimos 15 anos, as instituições brasileiras passaram a buscar novas formas de proteger seus acervos. Nesta semana, a própria Biblioteca abrigou a II Jornada da Federação Internacional de Associações e Instituições Bibliotecárias (Ifla), para discutir “o tráfico ilícito do patrimônio bibliográfico na América Latina e Caribe”.

Dinheiro descoberto, deposita-se; droga, queima-se. Mas e as obras de arte que ficam na delegacia? — questiona o delegado Paulo Telles, da Delemaph. — Sem colaboração das instituições públicas para fazer a perícia, identificar e dar destinação a elas, muitas ficariam se estragando no nosso depósito.

O delegado diz que tem tentado obter autorizações judiciais para que um especialista acompanhe as diligências.

Se vou à casa de um colecionador que participa de receptação sem alguém qualificado para identificar as obras, recupero três, quatro livros, quando poderia resgatar dez, 50.

Uma das das 18 fotografias relativas à construção da ferrovia de Botucatu, em São Paulo, em 1907: missa campal Foto: Gabriel de Paiva / Agência O Globo

Fonte: O Globo

Maior instituição de memória do País, Biblioteca Nacional completa 208 anos

Por: Da Redação, com Ministério da Cultura
Com a fachada restaurada, Biblioteca Nacional completa 208 anos no dia 29 de outubro de 2018. Foto: Clara Angeleas (Ascom/MinC)

Instituído pela Lei nº 5.191 de 1966, o Dia Nacional do Livro é comemorado, anualmente, no dia 29 de outubro, em homenagem à data na qual a Fundação Biblioteca Nacional (FBN) foi fundada oficialmente. Entidade vinculada ao Ministério da Cultura, a Biblioteca Nacional completa, nesta segunda-feira (29), 208 anos.

“A Biblioteca Nacional é uma instituição de extrema relevância para a cultura brasileira e para a disseminação da leitura em nosso país. Ela merece os parabéns de toda sociedade brasileira por seus 208 anos. Registro também o trabalho de seus servidores, que são a alma desta instituição”, afirma o ministro da Cultura, Sérgio Sá Leitão.

Considerada pela UNESCO como uma das 10 maiores bibliotecas nacionais do mundo, é também a maior biblioteca da América Latina. “A Biblioteca Nacional é a grande instituição de memória do Brasil: documental, iconográfica, bibliográfica. Ela é a grande referência da memória nacional e é uma instituição com 208 anos. Ela tem como origem o acervo que foi trazido de Portugal para o Brasil por D. João VI, quando ele chegou aqui. Uma parte considerável do acervo da Real Biblioteca de Portugal veio para o Brasil e compõe o núcleo original do acervo da Biblioteca Nacional, que vem crescendo ao longo dos anos”, explica a presidente da BN, Helena Severo.

“Hoje, nós temos 9,2 milhões de itens neste acervo, dos quais 2,5 milhões já estão disponibilizados em plataforma digital. Nós temos este grande programa de digitalização do acervo da Biblioteca Nacional que é a BN Digital. A gente tem trabalhado nos últimos 10 anos no sentido de disponibilizar o acervo da biblioteca para um número maior de pessoas através da digitalização”, detalha Severo.

Servidora desde 1990 da BN, a presidente atua há mais de 30 anos no setor cultural e, desde meados de 2016 está à frente da instituição. Em sua gestão, tem se dedicado a revelar ao grande público as preciosidades que compõe o acervo da BN.

“Ao longo dos últimos dois anos priorizamos a realização de exposições temporárias com itens do acervo da Biblioteca Nacional, porque nós entendemos que isso é uma forma de revelar uma parte deste acervo fantástico. Uma delas foi no começo deste ano com uma parte do acervo do Imperador D. Pedro II, que ele deu o nome da imperatriz D. Tereza Cristina”, aponta.

“Fizemos uma outra exposição importante também referente aos 500 anos da reforma protestante, Luterana, que foi com o acervo da própria BN. No setor de obras raras, por exemplo, nós temos três bíblias contemporâneas de Lutero, que são grandes preciosidades. Uma delas esteve exposta. No início de dezembro, estaremos abrindo uma grande exposição sobre os 200 anos da Independência do Brasil. É o primeiro grande evento referente a este assunto que vai ser comemorado ao longo deste período de 2019 a 2022”, completa.

Para Helena Severo, o formato digital permite o maior alcance das obras literárias. “O livro em papel e o livro digitalizado vão conviver para sempre. São plataformas que não se excluem. Na questão da ampliação do acesso, na democratização do acesso, as plataformas digitais têm um alcance maior, mas o livro em papel vai continuar existindo”, defende. “A BN, inclusive, é detentora do instituto do Depósito Legal. Cada exemplar publicado no Brasil, pelo menos duas cópias devem ser recolhidas à Biblioteca Nacional. Então, isso nos garante um controle da produção nacional”.

Políticas para o setor
Para incentivar a disseminação da produção literária nacional, a BN promove editais de incentivo à pesquisa, tradução e publicação de livros de autores nacionais em diferentes idiomas e países.

Dentro da estrutura do Ministério da Cultura, o Departamento de Livro, Leitura, Literatura e Bibliotecas também complementa essa função promovendo políticas e editais para esses setores. O Departamento abriga ainda o Sistema Nacional de Bibliotecas Públicas (SNBP), que atua em articulação e parceria com 27 Sistemas Estaduais de Bibliotecas Públicas, por meio de ações, programas e projetos no sentido de incentivar a criação de Sistemas Municipais de Bibliotecas para o fortalecimento e ampliação das bibliotecas brasileiras e seus serviços.

O MinC lançou este ano o Programa Leitura Gera Futuro, composto por quatro editais. Um deles trata do estímulo à publicação de livros com temática relacionada aos 200 anos da Independência do Brasil. Outro irá selecionar obras literárias inéditas sobre os 100 Anos da Semana de Arte Moderna de 1922. Um terceiro prevê a criação do conceito de Bibliotecas Digitais em bibliotecas públicas estaduais, municipais ou do Distrito Federal, onde 19 propostas de secretárias de cultura foram selecionadas.

O quarto edital é de apoio financeiro a entidades para a realização de feiras e ações literárias existentes no País. Foram selecionados 10 projetos no valor total de R$ 125 mil; quatro projetos no valor total de R$ 250 mil e três projetos no valor total de R$ 500 mil, incluindo a contrapartida de 20% exigida pelo Fundo Nacional da Cultura.

Em julho deste ano foi sancionada a Lei 13.696, que institui a Política Nacional de Leitura e Escrita (PNLE), responsável por estabelecer diretrizes que devem contribuir para a universalização do direito ao acesso ao livro, à leitura, à escrita, à literatura e às bibliotecas. Para o próximo governo, caberá ao MinC, em ato conjunto com o Ministério da Educação, propor a regulamentação desta lei.

Fonte: PortalR3

Fundação Biblioteca Nacional abre edital para coedição de livros

A Fundação Biblioteca Nacional (FBN), entidade vinculada ao Ministério da Cultura (MinC), abriu nesta quarta-feira (10) inscrições para edital que busca estabelecer parcerias com editoras, por meio de coedições de livros e pesquisas sem ônus para fundação. O objetivo é apoiar obras inéditas ou reedição de títulos esgotados ou fora de catálogo, de modo a promover publicações em forma de livro impresso ou digital. A ideia é divulgar e valorizar produções de relevância para a cultura brasileira, promovendo o acesso ao patrimônio bibliográfico, iconográfico, sonoro e digital que a BN possui e recomenda.

Podem participar do edital instituições públicas ou privadas sem fins lucrativos e organizações da sociedade civil que tenham entre suas finalidades a realização de projetos culturais e/ou a edição de livros.

Cada proposta inscrita será avaliada, inicialmente, pelo Centro de Pesquisa e Editoração da FBN, quanto ao atendimento das exigências do edital – aquelas que atenderem plenamente às exigências desta chamada pública serão encaminhadas para avaliação ao Comitê Editorial instituído pela FBN.

Acesso Rápido 

Leia o edital para coedições de livros 

Modelos de coedição

Há quatro modelos disponíveis de coedição. O primeiro é feito a partir de obras prontas, cujo direito autoral é da editora. Nesse caso, as obras serão reimpressas com o selo e as normas de publicação da BN. Neste modelo, a obra ganha a chancela de uma instituição bicentenária e parte do que é impresso pode ser vendido nas lojas física e virtual da BN.

O segundo formato é quando a BN tem os direitos autorias do material que será publicado. No caso, a editora tem interesse em publicar algo que tem no acervo ou que esteja sob a responsabilidade da BN. Exemplos disso são artigos científicos e pesquisas realizadas a partir de material da BN. Quando os autores conseguem editoras para publicar esses trabalhos, elas podem se associar à BN, que autoriza a publicação e, depois, recebe parte das obras impressas ou digitais, em contrapartida.

No terceiro formato, a BN ajuda a completar uma obra inacabada, sem custo nenhum, seja cedendo o uso de fotos, cartas, mapas, informações ou no apoio para obtenção de dados, contatos, etc. A fundação dá o aval institucional e permite uso dos direitos do nome e da imagem. Parte da tiragem vai para a BN para ser distribuída gratuitamente ou vendida em seus canais próprios de comercialização.

O quarto modelo serve em casos que uma editora queira publicar um livro raro ou de difícil acesso que somente a BN tem. Assim, a BN faz o projeto editorial, crítica sobre o material e dá referências. A editora imprime a obra e como contrapartida dá parte dos exemplares para BN. Tal ação permite levar novamente ao acesso público obras que não estão mais em circulação e são de relevância para a cultura brasileira.

Inscrições

Por ser edital permanente, não há data limite para o envio da inscrição, que deve ser feita exclusivamente por via postal, juntamente com os anexos preenchidos, para o endereço: Fundação Biblioteca Nacional Centro de Pesquisa e Editoração Avenida Rio Branco, 219 – Centro, Rio de Janeiro, RJ – Brasil CEP: 20.040-008, com o título EDITAL COEDIÇÃO SEM ÔNUS.

A relação das propostas inabilitadas será publicada no site da FBN, com a indicação dos motivos que levaram à inabilitação. Caberá recurso da eventual inabilitação até três dias após a sua divulgação. O recurso deverá ser encaminhado pelo e-mail editoracao@bn.gov.br para o Centro de Pesquisa e Editoração/Coordenadoria de Editoração da fundação.

Para esclarecimento de dúvidas a respeito do edital, o interessado poderá encaminhar e-mail para editoracao@bn.gov.br ou entrar em contato pelos telefones (21) 3095-3836 e (21) 3095-3806.

Assessoria de Comunicação

Ministério da Cultura

Fonte: Ministério da Cultura

Exemplar raro de dicionário japonês é encontrado no Brasil

Publicado em 1603 pela Companhia de Jesus em Nagasaki, Japão, o “Vocabvlario da Lingoa de Iapam” é um dicionário bilíngue no sentido japonês-português muito raro, só encontrado na Europa

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O professor Jun kShirai, da Shinshu University, do Japão, atualmente é professor visitante do Programa de Pós-Graduação em Língua, Literatura e Cultura Japonesa da FFLCH USP. (Foto: acervo pessoal dos pesquisadores)

Pesquisadores da FFLCH descobriram um raríssimo dicionário de japonês-português do início do século XVII em pesquisas na Biblioteca Nacional, no Rio de Janeiro. A professora Eliza Atsuko Tashiro Perez, do Programa de Pós-Graduação em Língua, Literatura e Cultura Japonesa da FFLCH USP, e o professor Jun kShirai, da Shinshu University, do Japão, e atualmente professor visitante no mesmo Programa, descobriram a existência do Vocabvlario da Lingoa de Iapam no último dia 17 de setembro e, um exame mais detalhado da materialidade do dicionário foi feito em 1º de outubro.

Publicado em 1603 pela Companhia de Jesus em Nagasaki, Japão, o Vocabvlario da Lingoa de Iapam é um dicionário bilíngue no sentido japonês-português muito raro, do qual só se conhece a existência na Europa – na Bodleian Library de Oxford, na Bibliothèque Nationale de France e na Biblioteca Pública e Arquivo Distrital de Évora.

A obra faz parte do chamado Kirishitan-ban (em tradução literal, Publicações Cristãs), que consiste de um conjunto de livros sacros, linguísticos e literários produzidos pelos missionários jesuítas no Japão e impressos pela prensa – de tipos metálicos móveis – levada da Europa.

Durante cerca de 20 anos (de fins do século XVI ao início do XVII), foram publicados aproximadamente 40 itens bibliográficos nessa prensa, muitos dos quais, destruídos pelo governo militar japonês devido à proibição da profissão da fé católica, e posterior expulsão dos missionários cristãos do arquipélago.

Os poucos volumes que restam atualmente estão preservados em bibliotecas e museus de diversos países, entre os quais, as instituições citadas acima. A descoberta do Vocabvlario da Lingoa de Iapam na Biblioteca Nacional é um fato que possui importante significado por ser a primeira no continente americano, e notadamente por ser no Brasil.

Vocabvlario da Lingoa de Iapam é fruto de acurada observação e estudo da língua japonesa feita pelos missionários da Companhia de Jesus, no qual as palavras e expressões japonesas possuem equivalentes e explicações em português. Trata-se de um dicionário volumoso com mais de 32.000 palavras-entrada, sem igual no Japão, e referência até hoje para se conhecer a língua, cultura e história do país da época.

Sem a parte chamada Svpplemento deste Vocabvlario impresso no mesmo Collegio da Cõpanhia de Jesv com a sobredita licença, & aprovação, impresso em 1604, o exemplar da Biblioteca Nacional se assemelha ao da Bibliothèque Nationale de France.

Com informações da professora Eliza Atsuko Tashiro

Fonte: FFLCH/USP

Conheça a Biblioteca Nacional em uma visita guiada 0800

Visita orientada na Biblioteca Nacional acontece de segunda a sexta. E você não paga nada!

Qualquer um pode conhecer a história da instituição que abriga um acervo de aproximadamente 9 milhões de peças!

Já parou para pensar que muita gente só conhece museus e outros lugares históricos quando estão no exterior? Então bora mudar isso e conhecer o nosso Brasilzão! No Rio, a Biblioteca Nacional, a mais antiga instituição cultural brasileira, com mais de 200 anos de história, promove visitas guiadas gratuitas de segunda a sexta-feiradas 10h às 17h.

Qualquer um pode participar! É só ligar para (21) 2220-9484 e se inscrever em um dos horários.

Biblioteca Nacional
Crédito: @bibliotecanacional.br/FacebookVisita orientada na Biblioteca Nacional acontece de segunda a sexta. E você não paga nada!
Responsável pela execução da política governamental de captação, guarda, preservação e difusão da produção intelectual do país, a Biblioteca Nacional abriga um acervo de aproximadamente 9 milhões de itens, entre eles obras raras como o exemplar da primeira edição de “Os Lusíadas” (1572) e a “Bíblia de Mogúncia” (1462), além da coleção Teresa Cristina Maria, com mais de 100 mil peças doadas por Dom Pedro II. Não é à toa que é considerada a maior da América Latina e a sétima maior do mundo!

O imponente prédio histórico, inaugurado em 1910 e restaurado em 2018, impressiona logo de cara, ao subir as escadarias. A arquitetura, as amplas claraboias em vitral colorido, a ornamentação elegante… Tudo é encantador!

Biblioteca Nacional
Crédito: Karen FidelesBiblioteca Nacional abriga mais de 9 milhões de livros, documentos, jornais, entre outros

A visita começa no saguão, onde o guia conta um pouco da história da Biblioteca Nacional. Durante cerca de uma hora, o público conhece espaços como a sala dos Atlas, Dicionários, Enciclopédias, Guias e Manuais; a Sala de Iconografia, com aquarelas, gravuras e projetos arquitetônicos; o Salão de Obras Gerais, que abriga livros de português, matemática, idiomas e publicações para concursos; e a Sala de Manuscritos. A sala de leitura onde Carlos Drummond de Andrade passou muitos dos seus dias também entra no roteiro.

Enquanto mostra os ambientes, o guia vai dando informações históricas sobre eles e o seu acervo. O visitante não tem acesso ao interior de nenhum setor. Os espaços são protegidos por vidros, de onde são passadas as informações. Só pesquisadores podem entrar para consultar o acervo, depois de registrados.

Nos corredores, no Salão de Obras Raras e no Espaço Cultural Eliseu Visconti é possível ainda conferir exposições temáticas, que reúnem peças de diversas coleções. Rolé cultural imperdível na Cidade Maravilhosa!

  • Fica a dica: leve uma moeda de R$ 1 para colocar no guarda-volumes porque não é permitido fazer a visita com bolsa!

Fonte: Catraca Livre

Bibliotecas apostam em Instagram, YouTube e exposição

Ferramentas digitais trazem novas oportunidades para a divulgação do acervo

Texto por G.LAB

Junção de arte, história e tecnologia estimula várias perguntas (Foto: Thinkstock)

Sempre imaginei o paraíso como um tipo de biblioteca”, disse o escritor argentino Jorge Luís Borges em um de seus poemas. Quem, como Borges, ama esse tipo de ambiente deve estar ansioso para a abertura da exposição “A Biblioteca À Noite”, que chega a São Paulo no dia 3 de outubro, após passar por Canadá, França e Rússia.

A instalação tira seu nome de um livro homônimo, escrito pelo argentino Alberto Maguel, bibliófilo e discípulo de Borges. A obra traz 15 ensaios, nos quais se configura um passeio por bibliotecas antigas e modernas. Inspirado nesses textos, o dramaturgo canadense Robert Lepage desenvolveu essa exposição, em que os visitantes percorrem, por meio da realidade virtual, um roteiro com dez bibliotecas reais ou imaginárias. A instalação será exibida no Sesc Avenida Paulista até 10 de fevereiro.

Essa junção de arte, história e tecnologia estimula várias perguntas. Entre elas: como as bibliotecas estão ocupando o ambiente digital hoje, aproveitando as novas ferramentas para atrair e encantar leitores de todo o mundo? Confira a seguir três iniciativas nesse sentido, desenvolvidas pela New York Public Library, pela Biblioteca Nacional de España e pela British Library.

Clássicos no Instagram

A New York Public Library divulgou, em agosto, seu Instanovel – um projeto que disponibiliza obras clássicas por meio do Stories, na conta da biblioteca no Instagram (@nypl). O famoso romance “Alice no País das Maravilhas”, de Lewis Carroll, foi a primeira obra a ser divulgada no novo formato, acompanhado por ilustrações e animações do artista Magoz (@magoz). Em seguida, serão disponibilizados o conto “O Papel de Parede Amarelo”, de Charlotte Perkins Gilman, e o romance “A Metamorfose”, de Franz Kafka.  A meta é transformar a conta da biblioteca, no Instagram, numa prateleira virtual.

O Papel de Parede Amarelo” foi um dos precursores da literatura feminista nos Estados Unidos. A história gira em torno de uma mulher que é confinada pelo marido. Médico, ele a diagnosticou como deprimida e histérica, e a mantém presa e isolada, com a justificativa de que assim ela pode se recuperar. Publicado em 1891, o conto foi redescoberto na década de 1970 por teóricas feministas. Na versão para o Instagram, contará com ilustrações de Buck (@buck_design). Já “A Metamorfose”, de Kafka, dispensa maiores apresentações – mesmo quem não leu a obra provavelmente já ouviu falar do drama do caixeiro viajante Gregor Samsa, que um belo dia acorda metamorfoseado em inseto.  A ilustração do livro ficou a cargo de César Pelizer (@cezarpelizer).

O Instanovel se soma a uma série de outras estratégias adotadas pela New York Public Library para ampliar o alcance de seu acervo. A biblioteca já oferece, por exemplo, um catálogo de obras em braile, assim como audiolivros para download.

Receitas históricas no YouTube

Chefs, historiadores, arqueólogos, filólogos e outros pesquisadores se uniram para apresentar, em vídeos, receitas antiquíssimas da culinária espanhola, usando como base documentos históricos. O ChefBNE é uma série documental composta por 12 episódios, feita pela Biblioteca Nacional Espanhola, que disponibilizou o material em seu canal do YouTube.

Narrados em espanhol, com legendas em inglês, os vídeos contam como foi a chegada do chocolate à Espanha, assim como surgimento dos sorvetes e a influência da cultura árabe e judaica…

As histórias são ricas em detalhes saborosos. Por exemplo: sabia que, quando entraram em contato com o tomate (proveniente da América), os espanhóis não sabiam que se tratava de uma planta comestível? Os tomates eram cultivados com fins decorativos! Só no meio do século 18 aparecem as primeiras receitas com o ingrediente – curiosamente, a de molho de tomate aparece em um livro sobre confeitaria.

Exposição digital sobre Harry Potter

E, por falar em exposição, a British Library inaugurou no ano passado uma exposição para celebrar os 20 anos do primeiro romance da série Harry Potter – escritos por J. K. Howling, esses livros fizeram tanto sucesso que chegaram a mudar o status de obras com foco no público infanto-juvenil no mercado editorial. E essa mostra foi acompanhada por uma versão digital, desenvolvida em parceria com o Google.

A exposição ficou em cartaz em Londres até março deste ano, quando foi transferida para Nova York. Mas sua versão online continua ao alcance de qualquer um de nós, à distância de um clique, ajudando a divulgar não apenas informações sobre Harry Potter, mas também sobre outras peças que compõem o acervo da instituição.

Ao apresentar manuscritos, entrevistas e vídeos sobre os personagens da série, os curadores também chamam a atenção para vários documentos e objetos históricos relacionados a magia e seres míticos. Com mais de 200 milhões de itens, a coleção da British Library conta até com varinha de forma de serpente e bola de cristal. Entre os livros selecionados pelos curadores para a mostra, está um do século 17, chamado “A Chave do Conhecimento”, que trazia instruções para quem quisesse se tornar invisível. Outro, o “Old Egyptian Fortune-Teller’s Last Legacy”, publicado em Londres em 1775, ensinava estratégias para prever o futuro, por meio da leitura das linhas da mão e até levando em conta a localização de verrugas pelo corpo. Para entrar no clima, que tal tentar prever como será a biblioteca do futuro?

Fonte: Época Negócios

Biblioteca Nacional renovará seu sistema de prevenção contra incêndios

Responsável por abrigar documentos e livros históricos do Brasil, instituição está sem alvará de funcionamento do Corpo de Bombeiros há dois anos

FACHADA DA BIBLIOTECA NACIONAL (FOTO: WIKIMEDIA COMMONS)

A tragédia que destruiu o Museu Nacional fez despertar a urgência das instituições culturais brasileiras a preservar seu patrimônio. Nesta semana, a Biblioteca Nacional afirmou que iniciará o processo para abrir uma licitação de R$ 6 milhões para renovar suas instalações elétricas. Os responsáveis por administrar a instituição também afirmam que realizarão investimentos de R$ 400 mil para atualizar o sistema de prevenção contra incêndios e regularizar sua situação diante do Corpo de Bombeiros: a biblioteca está sem um alvará definitivo há pelo menos dois anos.

Localizado na Avenida Rio Branco, no centro do Rio de Janeiro, a Biblioteca Nacional é responsável por guardar tesouros da História. No seu acervo há cerca de 25 mil fotografias que pertenciam à coleção do imperador D. Pedro II, além de manuscritos gregos do século 9,  livros europeus dos séculos 15 e 16 e o primeiro jornal impresso do planeta, de 1601. 

Após o incêndio do Museu Nacional, circularam notícias nas redes sociais de que livros raros e documentos históricos, como a Lei Áurea, foram destruídos. As informações, entretanto, são falsas: impressa em 1462, a Bíblia de Mogúncia faz parte do acervo da Biblioteca Nacional e foi produzida por ex-sócios de Johanes Gutenberg, o inventor da prensa mecânica que deu início à publicação em massa de livros. Já o pergaminho original da Lei Áurea, assinado pela princesa Isabel em 13 de maio de 1888 e que extinguiu a escravidão no Brasil, está guardado no Arquivo Nacional.

Tanto a Biblioteca Nacional quanto o Arquivo Nacional, no entanto, apresentam problemas decorrentes das restrições no orçamento. Um sistema de climatização da biblioteca que deveria ter sua instalação iniciada em 2013 não foi concluído. A falta de recursos efetivos para o combate de incêndios preocupa, já que a infraestrutura do prédio data do início do século 20 e as instalações elétricas ainda não foram devidamente atualizadas. Em junho deste ano, uma nova fachada da Biblioteca Nacional foi inaugurada após 18 meses de obras: durante quatro anos, a frente do prédio ficou coberta por tapumes.

SEDE DO ARQUIVO NACIONAL (FOTO: WIKIMEDIA COMMONS )

Localizada na Praça da República, no centro do Rio de Janeiro, a sede do Arquivo Nacional também enfrenta dificuldades estruturais por conta do corte de investimentos. Após o incêndio que destruiu o Museu Nacional, a Associação dos Servidores do Arquivo Nacional emitiu uma nota afirmando que a instituição possui sistema de combate de incêndio ineficiente. “Durante o Carnaval de 2017, a Equipe de Engenharia do Arquivo Nacional detectou a falência do sistema de hidrantes do ‘Bloco F’ que abriga quase toda a documentação da instituição — apontando ‘ELEVADÍSSIMO GRAU DE RISCO QUE PESSOAS (funcionários e terceirizados) E ACERVO ESTÃO EXPOSTOS'”, afirmou a nota.

Fonte: Revista Galileu

Solidariedade ao Museu Nacional e medidas de proteção do acervo da Biblioteca Nacional

O corpo técnico e a direção da Biblioteca Nacional prestam sua solidariedade às comunidades de Educação, Cultura e Ciência do Brasil pela perda irreparável do patrimônio do Museu Nacional, na Quinta da Boa Vista, no Rio de Janeiro.
Junho de 2018 - Fachada da Biblioteca Nacional após remoção dos tapumes e lona.
Junho de 2018 – Fachada da Biblioteca Nacional após remoção dos tapumes e lona.

A preservação da memória nacional tem inestimável valor para a formação e identidade de um povo. Grande parte das instituições brasileiras de cultura tem relevância que ultrapassa as fronteiras nacionais, por abrigar obras e coleções de incalculável valor para a Humanidade.

Por esse motivo, a Biblioteca Nacional, instituição bicentenária que abriga tesouros bibliográficos do Brasil e do Mundo, ciente de seu papel e responsabilidade pela guarda de parte significativa da memória do País, traz a público as medidas de proteção de seu acervo já em vigor, bem como aquelas que integram planejamento futuro de melhorias.

Atualmente, a casa possui 260 extintores em funcionamento; 15 hidrantes internos; 1 hidrante de passeio (próprio para que sejam acopladas mangueiras de incêndio); 12 brigadistas que se revezam em plantão durante 24 horas, contando com três profissionais sempre disponíveis por dia; sistema de detecção de fumaça e alarme de incêndio (revisto recentemente); sinalização de rota de fuga; e central de monitoramento de segurança.

Com o objetivo de complementar e estender as providências de segurança em vigor, a Biblioteca Nacional aprovou recentemente junto ao Corpo de Bombeiros projeto para a complementação do sistema existente que envolve iluminação de emergência; reforma da casa de máquinas; complementação da rota de fuga e sinalizações; e plano de Gerenciamento de risco.

Fonte: Biblioteca Nacional

Biblioteca Nacional recebe enciclopédia iconográfica chinesa em 20 volumes, inédita na América Latina

A Biblioteca Nacional abriu as portas nesta segunda-feira, 6 de agosto, para uma comitiva do Templo Budista da Ordem Fo Guan Shan, liderado pelo Reverendo Mestre Huei-Kai, Vice-Abade do Monastério Fo Guan Shan, em Taiwan.
6 de agosto de 2018 - Equipe da Biblioteca Nacional recebe monges do Templo Fo Guang Shan.
6 de agosto de 2018 – Equipe da Biblioteca Nacional recebe monges do Templo Fo Guang Shan.

Recebido por Liana Amadeo, chefe do Centro de Processamento e Preservação, por Mônica Carneiro Alves, coordenadora de Acervo Especial e por Diana Ramos, chefe do Acervo de Iconografia, o grupo entregou os 20 volumes da Encyclopedia of Budhist Arts [Enciclopédia de Artes Budistas].

A Biblioteca Nacional (BN) e a UFRJ são as únicas instituições culturais da América Latina a receber a obra, cuidadosamente preparada ao longo de vários anos por Hsing Yün, fundador da Fo Guang Shan, e por uma ampla equipe de colaboradores. Ao todo, a obra levou 20 anos para ser completada, desde os processos iniciais de pesquisa e levantamento de informações. A obra foi concebida com o apoio de acadêmicos, estudantes e religiosos espalhados por diversos países que reuniram um rico material iconográfico relacionado à religião em diversos países do mundo.

Liana Amadeo presenteou os visitantes com o livro Memória do Mundo, que reúne informações sobre as coleções e acervos da Biblioteca Nacional nominados com o prêmio Memória do Mundo; com o catálogo da exposição Dante poeta de toda a vida; e com O livro de horas de Dom Fernando, bela obra em edição fac-similar, editado pela Imprensa Oficial e pela Fundação Biblioteca Nacional em 2009.

Ao final do encontro, a equipe da Biblioteca Nacional apresentou uma série de belas gravuras chinesas do século XIX pertencentes ao acervo da instituição, com ilustrações de modelos arquitetônicos e artísticos para templos budistas.

A comitiva presente à Biblioteca Nacional contou com as presenças de:

  • Reverendo Mestre Huei-Kai – Vice-Abade do Monastério Fo Guan Shan em Taiwan; Professor da Instituto de Graduação de Estudos Religiosos; Colunista da Revista Merit Times.
  • Mestra Miao Yen, Abadessa Geral do Templo Fo Guang Shan na América do Sul e Abadessa do Templo Zu Lai FGS em Cotia, São Paulo.
  • Mestra Miao You – Monja Administradora Geral do Templo Zu Lai em Cotia, SP, responsável pelo Centro de Traduções no Templo Zu Lai; coordenadora do Grupo de Jovens e Filhos de Buda do Templo Zu Lai.
  • Mestra Miao Wei é Mestra Administradora (sem o geral) do Templo no Rio.
6 de agosto de 2018 – Liana Amadeo presenteia o Reverendo Mestre Huei-Kai – Vice-Abade do Monastério Fo Guan Shan em Taiwan com o O livro de horas de Dom Fernando.
6 de agosto de 2018 – Equipe da Biblioteca Nacional recebe os 20 exemplares da Enciclopédia de Artes Budistas.
6 de agosto de 2018 – O Reverendo Mestre Huei-Kai – Vice-Abade do Monastério Fo Guan Shan em Taiwan inspeciona gravuras chinesas do acervo da Biblioteca Nacional contendo ilustrações de modelos arquitetônicos e artísticos para templos budistas.

Parceria disponibiliza toda a coleção da revista Ciência e Cultura em formato digital

A revista teve seu primeiro número publicado em 1949, ano seguinte ao da criação da SBPC. Com a digitalização, as 456 edições e suplementos da revista podem ser consultados no site da Hemeroteca Digital da Fundação Biblioteca Nacional

Uma parceria da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) com a Hemeroteca Digital Brasileira, da Biblioteca Nacional, viabilizou a digitalização de toda a coleção da revista Ciência e Cultura. A revista teve seu primeiro número publicado em 1949, ano seguinte ao da criação da SBPC. Desde 2002, quando a revista passou a ser produzida no Laboratório de Estudos Avançados em Jornalismo, Labjor Unicamp, além da versão impressa, a Ciência e Cultura conta com uma versão digital no portal Scielo. Os números anteriores a 2002, no entanto, eram de difícil acesso. Com a digitalização, as 456 edições e suplementos da revista podem ser consultados no site: http://bndigital.bn.gov.br/hemeroteca-digital/.

A revista é um marco para a institucionalização da ciência no País. De acordo com Carlos Vogt, editor chefe da revista, trata-se de “uma das publicações mais antigas e importantes para a grande virada que a ciência brasileira conhece a partir dos anos 1950”. Hoje a revista busca contribuir para o debate dos grandes temas científicos da atualidade e atrair a atenção, principalmente das novas gerações de pesquisadores, para uma reflexão continuada e sistemática sobre tais temas. De periodicidade trimestral, seu espaço editorial é dividido em quatro áreas: Núcleo temático, no qual são publicados artigos com diferentes enfoques sobre um tema específico; Artigos&ensaios, focados em temas da atualidade científica; Notícias, que fornece uma visão abrangente do que vai pelo mundo no universo da ciência e da cultura; e Expressões culturais, com artigos, críticas, reportagens sobre tendências em literatura, teatro, cinema, artes plásticas, música, televisão, novas mídias, etc.

De acordo com Vinícius Martins, coordenador da Hemeroteca Digital Brasileira, o processo de digitalização levou cerca de cinco meses, entre o levantamento dos números, digitalização e processamento das imagens para o reconhecimento do texto. “Digitalizamos a totalidade da coleção, todos os números e suplementos – são 456 edições, com cerca de 68 mil páginas”, disse. Boa parte dos números impressos já estava na Biblioteca Nacional. “Complementamos os que faltavam em nossa coleção com as edições pertencentes ao acervo do Centro de Memória da SBPC”, explicou Martins, sobre o trabalho do Centro de Memória Amélia Império Hamburger (CMAIH), inaugurado em 2017, na sede da SBPC, em São Paulo.

A Hemeroteca Digital Brasileira é um portal de periódicos nacionais. O acesso pela internet permite aos usuários consultar jornais, revistas e diversas publicações seriadas de qualquer lugar. “Uma das motivações para a criação da hemeroteca foi criar um repositório para periódicos científicos”, contou o físico Ildeu de Castro Moreira, atual presidente da SBPC e que foi um dos idealizadores desse projeto quando estava à frente do Departamento de Popularização e Difusão da C&T, do então Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, entre 2004-2013. A viabilização do projeto contou com o financiamento do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC), por meio da Financiadora de Estudos e Projetos, (Finep) e do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), que investiram recursos para aquisição das máquinas e desenvolvimento das ferramentas de busca. “Ainda há muitas coleções de periódicos de associações científicas disponíveis apenas na versão impressa. A Hemeroteca pode ajudar a disseminar esse conhecimento para um número maior de pessoas, além de contribuir para construir uma memória da ciência brasileira”, complementou.

A digitalização da Ciência e Cultura confirma esse papel, já que boa parte da história da instituição está documentada justamente nas páginas da revista. “É uma forma de recuperar e preservar a história da instituição”, disse Áurea Gil, historiadora da SBPC, que coordena o Centro de Memória Amélia Império Hamburger, da SBPC.

A consulta da revista Ciência e Cultura na Hemeroteca Digital pode ser feita por título, período, edição, local de publicação e palavra, acessando este link. “A busca por palavras é possível devido à utilização da tecnologia de Reconhecimento Ótico de Caracteres (Optical Character Recognition – OCR), que proporciona aos pesquisadores maior alcance na pesquisa textual em periódicos. Todo o texto reconhecível é indexado e pode ser recuperado”, explicou Martins. Outra vantagem do portal é que o usuário pode também imprimir em casa as páginas desejadas.

Acesse e consulte todo o acervo: http://bndigital.bn.gov.br/hemeroteca-digital/

Texto por Patricia Mariuzzo

Fonte: Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência

Biblioteca Nacional é a maior da América Latina e sétima maior do mundo

A Biblioteca Nacional, na avenida Rio Branco, no centro do Rio, é um berço da cultura e da literatura brasileira. A beleza do prédio histórico, que tem mais de 100 anos, surpreende com sua arquitetura neoclássica. Inaugurada em 1910, o local abriga a mais rica coleção bibliográfica e documental da América Latina, com mais de 10 milhões de itens catalogados.

Texto por Balanço Geral RJ

Fonte: R7

Carta de Cristóvão Colombo furtada de biblioteca é devolvida

Carta, que data do século 15, foi roubada da Biblioteca Nacional da Catalunha, em Barcelona, no início dos anos 2000

© Pixabay

Mais de 500 anos depois, que incluíram um roubo, duas vendas e sete anos de investigação, uma cópia manuscrita de uma carta de Cristóvão Colombo sobre as descobertas na América retornou à Espanha nesta quarta (6). A carta, que data do século 15, foi roubada da Biblioteca Nacional da Catalunha, em Barcelona, no início dos anos 2000. Era uma cópia feita à mão do original de 1493, em que Colombo descreve “as gentes e as terras das Índias” aos reis da Espanha, que financiaram a viagem.

Uma pista sobre o roubo chegou ao Departamento de Segurança Doméstica dos Estados Unidos em 2011, que iniciou uma investigação. Segundo o governo americano, a carta foi roubada junto com dezenas de outros manuscritos da biblioteca, que foram substituídos por falsificações.

“Tenho o prazer de ser capaz de retornar esta peça de valor inestimável a seus donos de direito”, disse a vice-diretora interina da Divisão de Investigações do Departamento, Alysa D. Erichs.

Agentes do governo americano contataram a Biblioteca da Catalunha e examinaram a carta em posse da instituição, concluindo que era uma “cópia da cópia”, e não o artefato original. Descobriu-se, então, que a carta foi vendida duas vezes: em 2005, por dois livreiros italianos, e em 2011, por 900 mil euros –ou cerca de R$ 4 milhões.

O então proprietário da carta, cuja identidade não foi revelada, concordou em oferecer o documento para análise. Em março de 2014, enfim, uma análise de especialistas determinou que aquela era “acima de qualquer dúvida” a carta original.

Exames posteriores ainda indicaram que foram usados agentes químicos para remover o carimbo da Biblioteca da Catalunha do manuscrito. Especialistas ainda fizeram testes adicionais de imagem e químicos que determinaram o uso de um agente químico para clarear a tinta do carimbo da Biblioteca Nacional da Catalunha e para alterar as condições da fibra do papel.

É a segunda cópia da carta de Colombo devolvida pelo governo dos EUA: em maio de 2016, uma outra cópia foi descoberta e entregue a uma biblioteca na Itália. Desde 2005, o governo americano entregou, por meio do Departamento de Segurança Doméstica, mais de 11 mil relíquias históricas a mais de 30 países, incluindo manuscritos, objetos de famílias reais e fósseis. Com informações da Folhapress.

Fonte: Mundo ao Minuto

Após 18 meses de obras, Biblioteca Nacional será reinaugurada

Foram 18 meses de obras que deixaram a icônica fachada da Biblioteca Nacional escondida por lonas e tapumes, na mais abrangente restauração já realizada desde a construção do prédio de cinco andares, há 108 anos. A nova sede de um acervo de 9 milhões de exemplares será inaugurada em 18 de junho, recuperando a dignidade da sétima maior biblioteca do mundo e a maior da América Latina. Segundo o responsável técnico pela obra, o arquiteto Luiz Antonio Lopes de Souza, “a fachada estava em processo de deterioração muito preocupante. Utilizamos um material técnico de excelência em termos de restauro”.

Acima, os panos restantes na fachada

As obras foram feitas pela empresa Concrejato e consumiram R$ 10,7 milhões, recursos provenientes do Fundo Nacional da Cultura, por meio do PAC das Cidades Históricas, sob a fiscalização do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), que tombou o imóvel em 1973. Pela primeira vez, todas as 285 janelas, incluindo as partes de madeira e ferragens originais, foram criteriosamente recuperadas, bem como os vidros com monogramas contendo as iniciais da Biblioteca Nacional, “com uma técnica que não se usa mais, de jateamento de areia”, completa Lopes de Souza. As argamassas e os elementos decorativos da fachada também foram recuperados, no processo dividido em 21 panos, com cerca de 15m cada um. “A obra passou de pano em pano, até chegar ao trecho frontal, de frente para a Avenida Rio Branco”, detalha o arquiteto.

Uma pérola descoberta durante o processo surgiu após a restauração das três principais portas de acesso ao imóvel, pintadas de preto. “Descobrimos que elas são de bronze, fabricadas na Inglaterra. Agora, recuperaram o bronze natural”, exulta o arquiteto. O projeto original, com estrutura metálica, de Francisco Marcelino de Souza Aguiar, representou um marco tecnológico para a época, com a típica arquitetura eclética do final do século 19 do prédio e sua fachada que mistura vários estilos.

Durante as obras, foi feita a aplicação de películas com filtros UV nos vidros, que vão contribuir para a proteção do acervo contra o excesso de luminosidade e deixar o ambiente interno mais confortável. Um estudo cromático revelou a cor original da fachada, amarelada, reproduzida com uma pintura à base de pigmento mineral. E para restaurar o cobre da cúpula — o telhado é coberto por telhas francesas e quatro claraboias de vidro iluminam os vãos internos —, a ferrugem foi removida com o cuidado de manter a pátina original, que protege a superfície da ação do tempo. Todos os elementos de cobre perdidos foram reintegrados ao conjunto.

O desafio durante a reforma foi manter a biblioteca em funcionamento. Foram detectados alguns conflitos entre funcionários, visitantes e os 120 operários que executaram o projeto. “Foram desenvolvidas várias ideias para não atrapalhar os serviços dentro do prédio nem os visitantes. Foi um esforço de todos os servidores, operários e frequentadores para que a obra acontecesse concomitante ao funcionamento da instituição”, explica Helena Severo, presidente da Biblioteca. Outra solução foi criar visitas guiadas para os operários poderem compreender a importância do imóvel, processo iniciado em julho de 2017, repetido por dez vezes.

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LINHA DO TEMPO

1808 Chegada do acervo inicial 

Início do itinerário da Real Biblioteca no Brasil, com a chegada de D. João VI e sua Corte ao Rio de Janeiro.

1822 Biblioteca ganha novo nome 

A Real Biblioteca passa a ser denominada Biblioteca Imperial e Pública.

1822 Início do que hoje é a Lei do Depósito Legal

Por determinação do governo imperial, a biblioteca passa a receber um exemplar de todas as obras, folhas periódicas e volantes impressos na Tipografia Nacional, fato precursor do que hoje é a Lei do Depósito Legal.

1876 Nome definitivo 

A instituição passa a se chamar, definitivamente, Biblioteca Nacional, depois de ser denominada de Real Biblioteca e Biblioteca Imperial e Pública.

1885 Luz elétrica na biblioteca

A iluminação a gás da biblioteca é substituída pela luz elétrica.

1891 Doação do imperador 

Pedro II Com a Proclamação da República, D. Pedro II retorna a Portugal e, antes de partir, doa um conjunto de aproximadamente 100 mil obras, que pede que seja denominado “Collecção D. Thereza Christina Maria”, em homenagem à imperatriz, sua esposa. É a maior doação já recebida, e sua chegada demandou reformas e criação de novos espaços no prédio

1905 Início da construção do prédio atual

É lançada a pedra fundamental do atual prédio da Biblioteca Nacional, localizado na majestosa Avenida Central, hoje Avenida Rio Branco.

1909 Instalação de telefone 

É instalada a rede telefônica, com 18 aparelhos e um centro de 30 linhas para a rede interna da biblioteca.

1910 Novo prédio na Avenida Central 

É inaugurado o novo prédio da Biblioteca Nacional, exatamente 100 anos depois da fundação e instalação da instituição na Rua Direita. Projetado pelo construtor, engenheiro e general Francisco Marcelino de Souza Aguiar, o edifício tem capacidade para um milhão e meio de livros impressos e todo o acervo de manuscritos, estampas etc.

1946 Serviço especial de obras raras 

Pelo Decreto-Lei nº 8 679 é criada a Divisão de Obras Raras e Publicações.

1981 Integração à Fundação Nacional Pró-Memória 

A Biblioteca Nacional passa a ter administração indireta e a fazer parte da Fundação Nacional Pró-Memória.

1983 Criação do PLANOR 

É criado o Plano Nacional de Restauração de Obras Raras.

2006 BNDigital 

Criação da Biblioteca Nacional Digital (BNDigital), que integra todas as coleções digitalizadas.

Texto por Celina Côrtes

Fonte: Jornal do Brasil

Acervo da Biblioteca Nacional Digital tem jornais antigos; acesse

Acervo digital da Biblioteca Nacional conta com pesquisas em jornais antigos

A Biblioteca Nacional (BN) disponibiliza gratuitamente na web parte do acervo em formato digital. Com obras literárias e jornais antigos, a coletânea tem títulos em domínio público e produções autorizadas pelos autores. O site funciona como ferramenta de pesquisa para historiadores, estudantes, jornalistas e outros profissionais que precisam de registros antigos ou livros clássicos e pode ser acessado em computadores com WindowsmacOS e Linux.

A Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional é uma seção para periódicos e revistas que permite pesquisas por termos específicos. Com a ferramenta de busca é possível consultar edições antigas que contenham essas palavras-chave. O uso não-comercial dos registros oferecidos pela memória BN é gratuito. No entanto, a utilização para fins comerciais devem passar por autorizações e tarifas definidas pelo órgão.

Tutorial mostra como acessar, fazer pesquisas e navegar em jornais antigos no acervo digital da Biblioteca Nacional (Foto: Reprodução/Eduardo Manhães)

Confira no tutorial abaixo como pesquisar por edições de jornais antigos no acervo digital da Biblioteca Nacional.

Passo 1. Acesse o site da Biblioteca Nacional Digital (http://bndigital.bn.gov.br/) para consultar o acervo. Neste exemplo, utilizaremos o catálogo “Hemeroteca Digital”, com edições antigas de jornais do Brasil;

Acesse o catálogo hemeroteca digital da Biblioteca Nacional pelo computador (Foto: Reprodução/Marvin Costa)

Passo 2. Digite o nome do jornal desejado e toque no resultado correspondente oferecido pelo site;

Defina o jornal a ser pesquisado no acervo digital da Biblioteca Nacional (Foto: Reprodução/Marvin Costa)

Passo 3. Defina o período da busca e o termo que deseja encontrar em edições do jornal. Em seguida, clique em “Pesquisar”;

Inicie uma pesquisa por termo em um jornal no catálogo digital da Biblioteca Nacional (Foto: Reprodução/Marvin Costa)

Passo 4. Em seguida, você será redirecionado para a página de resultados de pesquisa. O termo utilizado na busca aparecerá marcado em verde. Para verificar outros resultados, clique nas setas ao lado da opção “Ocorrências”;

Tela de resultado de pesquisa do site com o acerco digital da Biblioteca Nacional (Foto: Reprodução/Marvin Costa)

Passo 5. Além de ler os títulos do acervo, é possível compartilhar nas redes sociais e no e-mail a partir do leitor. Assim como em uma plataforma de livros digitais, a visualização permite ampliar ou reduzir o texto, usar o modo de tela cheia, tela preenchida pela largura, tela preenchida pela altura, modo tamanho original, página dupla e múltiplas páginas. As opções estão destacadas abaixo.

Opções para compartilhar e ferramentas de visualização da ferramenta de textos do acervo digital da Biblioteca Nacional (Foto: Reprodução/Marvin Costa

Use a dica para aproveitar o acervo de jornais em pesquisas sobre fatos antigos do país com a hemeroteca da Biblioteca Nacional.

Texto por Marvin Costa

Fonte: TechTudo

Como as bibliotecas estão se transformando digitalmente?

Tecnologias eletrônicas facilitam e ampliam consulta, reserva e retirada de livros. É a chance para ler mais!

Antes de dormir, um livro: as linhas nos levam a outros conhecimentos, mundos, vidas, emoções… Você é desses? Está sempre com um livro no metrô ou no ônibus, enquanto faz um lanche? Aproveita o intervalo para ir à biblioteca mais próxima e buscar o título reservado antecipadamente pela internet? No século 21, é ótimo ver a transformação digital fomentando o hábito essencialmente humano da leitura. Bibliotecas modernas, públicas e sem custo disponibilizam de forma online o seu acervo, garantindo reserva e empréstimo muito ágeis. Impossível ficar sem ler!

Pouca leitura, poucos espaços

Brasileiros não são grandes leitores, e o fato se insere em um cenário de problemas na alfabetização, educação continuada e renda. Mais da metade da população brasileira se considera leitora, porém são lidos apenas 4,96 livros/ano per capita.

O consolo é a melhoria na última década. Segundo a pesquisa Retratos da Leitura, do Instituto Pró-Livro, houve crescimento de 17% no número de leitores no Brasil entre 2011 e 2015. Isso significou cerca de 15 milhões de pessoas a mais lendo no país.

A análise é detalhadíssima, repleta de dados interessantes. Mostra também que 66% da população não frequentam bibliotecas de acesso público. E isso embora 55% saibam de sua existência e até as conheçam. Curiosidade: dois terços dos que costumam ir a bibliotecas públicas não são estudantes.

Vale ressaltar que, no Brasil, há cerca de 7.200 bibliotecas cadastradas no Ministério da Cultura. É pouco, pois significa uma biblioteca pública para cada 30 mil habitantes, em média. Na República Tcheca, que tem o melhor índice do mundo, a proporção é de 1 para cada 1.970 habitantes.

No Brasil, apesar de baixa, a taxa de leitura da população vem aumentando. Imagem: Shutterstock

Grandes bibliotecas são automatizadas

Como contraponto positivo, pode-se observar que grandes bibliotecas brasileiras incorporam constantemente os avanços da tecnologia eletrônica. Fichas bibliográficas formam bases de dados e a busca de títulos é facilmente realizada em consulta ao catálogo digital. Sistemas de gerenciamento (Pergamum e Sophia, entre outros), permitem consulta, empréstimo e reserva com cliques na tela do smartphone.

As melhores possuem WiFi e salas com tomadas para dispositivos eletrônicos. O livro em papel prossegue dominando, mas cercado pelas maravilhas do progresso.

Opções com livros ao alcance de todos

Onde você se enquadra nos índices de leitura? Para não engordar os negativos, nem ficar sem ler por causa do preço dos livros, trazemos abaixo opções de bibliotecas.

Há as abertas ao público em geral, outras atendem a nichos amplos, como dos trabalhadores em agências bancárias. Existem também as instaladas em instituições de ensino superior, com empréstimos aos estudantes. Mas mesmo essas permitem pesquisas e leituras em seus ambientes a quem não é aluno.  

Biblioteca de São Paulo

Mora na capital paulista e gosta de literatura? Então, esta é para você! Inaugurada em 2010, a Biblioteca de São Paulo (BSP) funciona onde antes ficava o presídio Carandiru, na Zona Norte. Trabalha com a promoção do conhecimento e da cultura por meio da leitura. Além do acervo de 44 mil títulos de literatura brasileira e internacional, oferece cursos, oficinas e debates. Um agito só, até nos finais de semana!

A Biblioteca de São Paulo possui mais de 44 mil títulos. Há cabines de leitura infantojuvenis no piso térreo. Imagem: Divulgação / Governo de São Paulo

Na BSP, você consulta os títulos disponíveis pela internet. Também online, é possível renovar os empréstimos de livros, desde que eles não estejam reservados. Muito simples! Os sócios (eles são quase 28 mil!) podem sugerir a compra de itens que faltam nas prateleiras. As compras são semanais e a atualização do acervo recebe notas positivas. Na Feira do Livro de Londres 2018, foi uma das três finalistas no prêmio internacional do Prêmio Biblioteca do Ano. A distinção analisou acervo e inovação digital.

Biblioteca Nacional

Localizada no centro do Rio de Janeiro, a Biblioteca Nacional é hoje a maior de toda a América Latina. Junto com a chegada da Família Real ao Brasil, em 1808, vieram 60 mil títulos, originando a Real Biblioteca, seu primeiro nome. Hoje, são 9 milhões de itens (livros, manuscritos, documentos, jornais e fotografias), que a colocam entre as maiores do planeta.

Está em obras de restauração de sua fachada, a serem concluídas ainda em 2018. Mas prossegue funcionando, com apenas alguns setores para pesquisa de documentos impedidos para consulta.  

A Biblioteca Nacional, no Rio de Janeiro, destaca-se por seus recursos de acessibilidade. Imagem: Reprodução / Biblioteca Nacional

A BN possui o projeto Biblioteca Acessível, para portadores de deficiência visual e idosos. Além de técnicos especializados, conta com:

  • Ampliadores de textos eletrônicos;

  • Leitores de livros autônomos em Braille;

  • Folheadores automáticos de livros;

  • Teclados e mouses especiais;

  • Impressoras Braille;

  • Programas para leitura de textos que fazem reconhecimento de voz.

Bibliotecas do Banco do Brasil

Quem trabalha no Banco do Brasil usufrui da rede composta pelas bibliotecas Gepes (Brasília), CCBB (RJ), além de oito setoriais. As de Brasília e Rio são consideradas modelo, modernas e bem equipadas. Os funcionários do BB de todo o país e seus dependentes podem solicitar livros por meio do Portal UniBB e os materiais chegam aos usuários via malote, nas agências do banco. As comunidades em geral podem consultar os livros nos locais. Juntas, as bibliotecas somam mais de 330 mil volumes e 178 mil títulos.

Sistema Estadual de Bibliotecas Públicas da Bahia

Mantidas pela Fundação Pedro Calmon, sete bibliotecas públicas em Salvador e uma em Itaparicaformam o complexo. A mais importante é a Biblioteca Central, em Salvador, também conhecida como Biblioteca de Barris, nome do bairro onde se localiza. A pesquisa sobre os títulos do acervo de todas é disponibilizado online.

Bibliotecas da PUCRS, Unisinos e Feevale

No Rio Grande do Sul, bibliotecas de universidades privadas são destaque, com livros sobre tudo, inclusive literatura:

  • PUCRS – Pontifícia Universidade Católica do RS, em Porto Alegre

  • Unisinos – Universidade do Vale do Rio dos Sinos, em São Leopoldo e Porto Alegre

  • Feevale – Federação de Estabelecimentos de Ensino Superior, em Novo Hamburgo

Nas três, o empréstimo e devolução dos livros acontecem sem nenhuma intervenção do bibliotecário ou atendente. O serviço é feito por máquinas com tecnologia RFID (identificação por rádio frequência), que reconhecem o livro quando passado no terminal. Sem filas e esperas por atendimento. Muito ágil mesmo! Inovações como essas igualmente beneficiam funcionários de bibliotecas, liberando-os de ações repetitivas, como a de manusear volume por volume para inventário.

E aí, vamos ler mais?

Fonte: Vivo Tech

A cartografia do Brasil nas coleções da Biblioteca Nacional (1700-1822)

A cartografia Cartografia do Brasil nas colecções da Biblioteca Nacional foi um projecto de levantamento e descrição da cartografia manuscrita e impressa relativa ao Brasil, existente nas colecções das Áreas de Cartografia, Iconografia e Divisão de Reservados da Biblioteca Nacional. O projecto, da responsabilidade da Comissão Nacional para as Comemorações dos Descobrimentos Portugueses e da Biblioteca Nacional, foi desenvolvido ao longo de dois anos (1998-2000) no âmbito das comemorações dos 500 anos da descoberta do Brasil.

O objectivo principal do projecto foi conhecer e divulgar a documentação cartográfica existente nas colecções da Biblioteca Nacional. Foram objecto de levantamento sistemático os documentos cartográficos, manuscritos e impressos, das colecções de Reservados, de Cartografia e de Iconografia. O período cronológico abrangido situou-se entre 1700 e 1822. A partir de 1700, pelo facto do século XVIII ser, por excelência, o tempo do Brasil na História da Cartografia Portuguesa; até 1822 porque a data da independência do território constitui, por si só, um marco cronológico com repercussões na responsabilidade e origem da cartografia oficial posterior . 

Do levantamento realizado foram identificados e seleccionados trezentos e setenta e nove mapas, que deram origem a trezentas e trinta e três descrições bibliográficas, uma vez que alguns mapas se encontram subordinados a um título comum e, por essa razão, foram descritos em segundo nível. São mapas de autores portugueses e estrangeiros, incluindo reedições e variantes do mesmo mapa. Trata-se de um conjunto de mapas avulsos e de mapas oriundos de diferentes tipos de publicações, tais como livros de viagens, histórias gerais, atlas ou, ainda, mapas soltos ou conjuntos de mapas, que foram retirados das obras em que foram originalmente publicados. Foram contemplados os mapas desde a escala da planta de edifício até à escala da inserção do Brasil na América do Sul. 

Este Projecto contou com a coordenação científica do Professor João Carlos Garcia, da Faculdade de Letras da Universidade do Porto e com a colaboração de especialistas de diferentes áreas do saber, designadamente com uma equipa de investigadores e bolseiros da Comissão Nacional para os Descobrimentos Portugueses das áreas de História da Cartografia, História do Brasil e Geografia Histórica; na Biblioteca Nacional, contou com a coordenação biblioteconómica da responsável da Área de Cartografia e envolveu uma equipa de funcionários, de diferentes áreas, entre os quais, os Bibliotecários que têm a seu cargo as colecções estudadas.

Procurou-se, assim, que a comunidade científica pudesse contar com uma obra de referência que disponibilizasse toda a informação resultante do estudo das colecções analisadas, informação essa que foi disponiblizada, de uma forma organizada e sistemática, de acordo com as normas internacionais em vigor, ISBD-CM (International Standard Bibliographic Description for Cartographic Materials).

Os resultados deste projecto consubstanciaram-se nas seguintes publicações e eventos: 

Este catálogo tem por base um levantamento sistemático realizado nas colecções especiais da Biblioteca Nacional (Reservados, Iconografia e Cartografia). Foram identificados e seleccionados 379 mapas, que deram origem a 333 descrições bibliográficas, uma vez que alguns mapas se encontram subordinados a um título comum e, por essa razão, foram descritos em segundo nível. São mapas de autores portugueses e estrangeiros, incluindo reedições e variantes do mesmo mapa. Trata-se de um conjunto de mapas avulsos e de mapas oriundos de diferentes tipos de publicações, tais como livros de viagens, histórias gerais, atlas ou, ainda, mapas soltos ou conjuntos de mapas, que foram retirados das obras em que foram originalmente publicados. Foram contemplados os mapas desde a escala da planta de edifício até à escala da inserção do Brasil na América do Sul.

Acesse a página do projeto A cartografia Cartografia do Brasil nas colecções da Biblioteca Nacional”

A Cartografia do Brasil nas Colecções da Biblioteca Nacional (1700-1822) | Exposição

No caso do Brasil, o processo ideológico de identificacão do território de colonização portuguesa com a “Nova Lusitania” está indissociavelmente ligado à sua crescente importancia política e económica, que se verificou ao longo dos séculos XVII e XVIII, processo esse que ocorreu paralelo às sucessivas tentativas de atribuição de identidade e a construção do sentimento de unidade espacial, manifestando-se no pensamento político, na produção historiográfica, geográfica e cartográfica. 

A exposição A Nova Lusitânia, que esteve patente na Biblioteca Nacional entre 23 de Novembro de 2000 e 21 Fevereiro de 2001, foi um dos resultados mais relevantes do projecto de inventariação da cartografia setecentista do Brasil, tendo permitido divulgar a qualidade e a diversidade dos mapas que se guardam na Biblioteca Nacional a um público mais vasto. 

De um universo de mais de trezentos mapas foram seleccionados cerca de oitenta de entre os mais representativos, na sua maioria mapas impressos, mas também alguns manuscritos. Foram, assim, expostos quer mapas avulsos, quer mapas insertos em atlas ou outras obras, como descrições geográficas, livros de viagens, relatos de embaixadores, de militares ou de viajantes, de grande e de pequena escala, e de dimensões diferentes, que incluem desde pequenos mapas, que servem de ilustrações de livros, aos grandes mapas parietais da América do Sul. 

Os mapas seleccionados foram organizados em cinco núcleos, em que procurámos reconstituir dentro da Biblioteca Nacional outras tantas bibliotecas setecentistas, onde cada um dos mapas, ou dos volumes que os contêm, poderiam ter estado antes de chegar até nós. 

Guião: http://livrariaonline.bnportugal.pt/Issue.aspx?i=22194

Gravuras (D. 118 R e C.C. 1690 A): adquirir fac-símiles das duas gravuras em http://livrariaonline.bnportugal.pt/Issue.aspx?i=22195; consultar cópia digital dos dois documentos originais em: http://purl.pt/881 e http://purl.pt/898.

Publicação baseada no texto de Paulo Roberto Almeida

Fonte: Diplomatizzando

Lançamentos de duas obras sobre a Biblioteca Nacional marcaram o Dia do Bibliotecário na instituição

A Fundação Biblioteca Nacional lançou no dia 12 de março, em comemoração ao Dia do Bibliotecário, os livros O bibliotecário perfeito: o historiador Ramiz Galvão na Biblioteca Nacional e A Biblioteca Nacional na crônica da cidade, ambos sobre a história da instituição. Em mesa-redonda organizada pelo Centro de Pesquisa e Editoração, os autores Ana Paula Sampaio Caldeira, Iuri Lapa e Lia Jordão falaram sobre suas obras, e a bibliotecária Luciana Grings, coordenadora de Serviços Bibliográficos, fez uma reflexão sobre a instituição e a profissão de bibliotecário.

O bibliotecário perfeito: o historiador Ramiz Galvão na Biblioteca Nacional

O primeiro livro, escrito por Ana Paula Sampaio Caldeira e coeditado com a Editora Universitária da Pontifícia Universidade

12 de março de 2018 – Mesa no Dia do Bibliotecário com Iuri Lapa, Lia Jordão, Marcus Venício Toledo, Ana Paula Caldeira e Luciana Grings.

Católica do Rio Grande do Sul, graças ao Edital de Parceria e Coedições da Biblioteca Nacional, traça uma espécie de perfil daquele que pode ser considerado o mais importante diretor da Biblioteca Nacional no século XIX.

Ramiz Galvão foi um grande bibliotecário. Mais do que isso até, ele foi um articulador, um mediador cultural, da mesma geração de gente importante, como Joaquim Nabuco, Silvio Romero, Euclides da Cunha e tantos outros, tendo tido papel destacado em instituições como o Colégio Pedro II, o Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro, a Academia Brasileira de Letras e a Biblioteca Nacional, que ele dirigiu de 1870 a 1882”, explicou Ana Paula.

Na Biblioteca Nacional, em particular, para cuja direção foi nomeado aos 24 anos de idade, Benjamim Franklin de Ramiz Galvão estabeleceu uma série de padrões, técnicas e procedimentos biblioteconômicos numa época em que a ciência da organização de acervos não estava plenamente estruturada. Foi durante sua gestão, como lembra a autora, que a Biblioteca Nacional deu passos decisivos rumo a sua modernização: ele reformou o prédio sede da Rua do Passeio e introduziu a iluminação à gás, aprovou um novo estatuto, que incluía as novas seções de imprensa e cartas geográficas e de manuscritos e estampas, promoveu o primeiro concurso público, organizou a monumental Exposição de História do Brasil, deu início à publicação dos Anais da Biblioteca Nacional, a mais antiga e simbólica publicação da instituição, entre outras iniciativas.

De que maneira um estudo centrado nos anos 70 e 80 do século XIX pode nos ajudar a entender a Biblioteca de maneira mais ampla?”, indagou a historiadora. “Eu quero falar sobre a memória desse personagem, o Ramiz Galvão, um homem dedicado aos registros históricos, um nome de peso no Instituto Histórico Brasileiro. No entanto, por mais que tenha sido um historiador importante, entre os historiadores não é um nome muito conhecido. Ramiz era uma figura discreta. A gente esbarra com o nome dele aqui e ali, mas as pessoas não param para entender melhor sua importância e papel”.

A Biblioteca Nacional foi uma espécie de divisor de águas entre o anonimato e o reconhecimento público de Ramiz Galvão. Se essa passagem foi importante para sua biografia, também o foi para a própria Biblioteca Nacional. Ramiz Galvão definiu o que era fundamental para a instituição, tendo transformado a Biblioteca Nacional, por excelência, em um lugar para a construção da memória nacional. As mudanças que ele promoveu colocaram a casa em pé de igualdade com padrões de atuação de instituições similares em plano internacional.

Na República, segundo Ana Paula, o barão de Ramiz Galvão atuou fortemente em projetos ligados à educação – há muitas imagens dele perto de Getúlio Vargas – e teve uma velhice muito atuante. Morreu aos 92 anos, em 1938. Com tanto para contar, a própria Ana Paula indica: “eu precisei fazer um recorte, justamente em torno desse período em que Ramiz esteve à frente da Biblioteca Nacional”.

O interesse de Ana Paula pela trajetória de Ramiz Galvão começou em 2008, quando ela ganhou uma bolsa do Programa de Apoio à Pesquisa da Biblioteca Nacional para desenvolver o projeto “A Biblioteca Nacional nos tempos de Ramiz Galvão (1870-1882)”. Logo depois, a pesquisa prosseguiu com tese de doutorado no Programa de Pós-Graduação em História Política no CPDOC, defendida em 2015 e distinguida com menção honrosa pelo Prêmio Sandra Jathay Pesavento e 2º lugar no Prêmio Manoel Luiz Salgado Guimarães.

A Biblioteca Nacional na crônica da cidade

O livro A Biblioteca Nacional na crônica da cidade é o primeiro de uma série de dois volumes, fruto de anos de trabalho de pesquisa dos historiadores Iuri Lapa e Lia Jordão no acervo da instituição, com destaque para a coleção de periódicos. Durante o processo de preparação da obra, a Hemeroteca Digital se revelou uma grande aliada dos dois pesquisadores, ajudando-os a encontrar uma série de referências e citações sobre a Biblioteca Nacional. Segundo Iuri Lapa, eles tiveram contato com um rico material que não teria sido descoberto sem o uso da poderosa ferramenta de busca da Hemeroteca Digital. A abundância de referências obrigou a equipe a fazer uma espécie de curadoria, selecionando o material mais relevante a partir de milhares de documentos.

O pesquisador explicou também o processo de construção da obra: “nós não seguimos um roteiro linear e não tivemos a pretensão de esgotar o tema. Começamos com a chegada da Biblioteca Nacional ao Brasil no século XIX, e fechamos em torno de 1960, quando ficou decidido que a instituição permaneceria no Rio de Janeiro – a transferência da Biblioteca Nacional para Brasília foi cogitada oficialmente na esteira da mudança da capital”.

Um aspecto que transparece ao longo do livro é a ligação muito próxima da Biblioteca Nacional com a cidade do Rio de Janeiro: “ninguém expôs tão bem a relação entre essa dinâmica da Biblioteca com a cidade quanto Carlos Drummond de Andrade, para quem ‘a Biblioteca é um pouco da alma do Rio’”. Drummond era frequentador assíduo da Biblioteca, e tinha uma mesa praticamente cativa na Divisão de Obras Gerais da casa.

Outro autor destacado na publicação é Rubem Braga, outro importante cronista da cidade, que fez tantos registros interessantes. “Reproduzimos o texto Borboleta Amarela, crônica de Rubem Braga, em que o personagem persegue uma borboleta em torno da Biblioteca Nacional”, explica Lia Jordão.

Os pesquisadores reuniram também textos de Olavo Bilac, que cita um rapaz que lia Júlio Verne nas dependências da Biblioteca; de Lima Barreto, com seu personagem Policarpo Quaresma, leitor dos Anais da Biblioteca Nacional, e com o protagonista do famoso conto O homem que falava javanês, que decide aprender um novo idioma estudando na Biblioteca Nacional. Aliás, Lima Barreto foi um importante crítico do novo prédio da Biblioteca Nacional, inaugurado em 1910. Segundo ele, a imponência da edificação a tornava pouco acolhedora, com certa ‘empáfia’ que, em sua visão, acabaria por afugentar os leitores.

Um aspecto particularmente tocante para os pesquisadores foi o contato com Ferreira Gullar para autorizar o uso de uma de suas crônicas: “tratamos diretamente com ele duas semanas antes de falecer”, relembra Iuri Lapa.

Outro viés da pesquisa realizada por Iuri Lapa e Lia Jordão está relacionada à busca de referências curiosas sobre os leitores da casa e seus hábitos peculiares, reclamações e comentários. Algumas pessoas chegavam ao cúmulo de marcar encontros comerciais na instituição, com mensagens como “Vende-se automóvel, tratar na mesa 80 da Biblioteca Nacional”.

Fechamento

Ao final do encontro, a bibliotecária e coordenadora de Serviços Bibliográficos da BN, Luciana Grings, fez um fechamento em homenagem aos bibliotecários, homenageados do dia. Aproveitando as discussões em torno de Ramiz Galvão, Luciana saudou sua atuação pioneira para a formação de instituições de memória no Brasil, nem sempre devidamente valorizadas: “mesmo sem saber, ele era um intelectual pleiteando o reconhecimento do patrimônio – do patrimônio intelectual, do patrimônio bibliográfico, enfim, do patrimônio nacional”.

12 de março de 2018 – Lia Jordão e Iuri Lapa autografam sua obra ‘A Biblioteca Nacional na crônica da cidade’ nos jardins da Biblioteca Nacional.

Fonte: Biblioteca Nacional

Acervo de escritor de Cabo Verde é entregue à Biblioteca Nacional do país

Mesa diretora do evento

Cerca de dois mil livros do autor cabo-verdiano Luís Romano Madeira de Melo foram repatriados a Cabo Verde. O acervo foi transportado da cidade de Natal (RN) ao país pela Fragata “Independência”, da Marinha do Brasil. A cerimônia para a entrega dos livros aconteceu no dia 15 de fevereiro, a bordo da “Independência”, no porto de Praia, em Cabo Verde. O acervo foi entregue para a Biblioteca Nacional do país africano.

A cerimônia de devolução foi presidida pelo Ministro da Cultura e das Indústrias Criativas de Cabo Verde, Abraão Vicente, e contou com a presença do Embaixador do Brasil no país, José Carlos de Araújo Leitão; da curadora da Biblioteca nacional de Cabo Verde, Fátima Fernandes; e da Professora Doutora Simone Caputo Gomes.

De acordo com o ministro Abraão Vicente, o regresso da biblioteca de Luís Romano ao país é o cumprimento de uma missão e um “momento histórico” para a literatura, artes e cultura do arquipélago. “Luís Romano é um corpo enorme estendido entre as ilhas de Cabo Verde e Brasil”, afirmou o ministro. Na ocasião, a Marinha do Brasil (MB) foi condecorada com o 2.º Grau da Medalha de Mérito Cultural, e Luís Romano, a título póstumo, com o 1.º Grau da medalha. O Comandante da Fragata “Independência”, Capitão de Fragata Marcelo Lancelotti, foi o representante da MB na imposição.

O evento motivou a inclusão do Porto de Praia, em Cabo Verde, para a realização de escala logística da Fragata “Independência”, no deslocamento para a cidade de Beirute, para a realização da operação “Líbano XIII”, a partir de março de 2018.

O escritor

Luís Romano de Madeira Melo foi um poeta, romancista e folclorista cabo-verdiano, que viveu exilado muitos anos no Brasil, radicado na cidade de Natal (RN). Deixou uma vasta obra, com destaque para o romance “Famintos” (1962), seu livro mais conhecido e referência da literatura cabo-verdiana. O acervo foi deixado a cargo da Professora Doutora Simone Caputo Gomes, da Universidade de São Paulo, após o falecimento do escritor em Natal, onde estava exilado desde a década de 1960.

Entrega da medalha pelo Ministro da Cultura e Indústrias Criativas de Cabo Verde ao Comandante da Fragata “Independência”

Fonte: Marinha do Brasil

Escrito há 1000 anos, o manuscrito ilustrado de ervas medicinais é disponibilizado online

Apesar de a medicina ocidental ter se especializado na criação de fármacos produzidos a partir de processos complexos, houve um tempo em que todos os tratamentos eram feitos com compostos naturais, especialmente ervas e outros alimentos. E um dos guias mais antigos que se conhece sobre essas práticas acaba de ser disponibilizado na internet.

A Biblioteca Britânica é a detentora da única edição do guia, um manuscrito que, acredita-se, foi escrito no século XI e em inglês antigo, também conhecido como anglo-saxão, uma forma primitiva do idioma inglês que conhecemos hoje. O livro é repleto de ilustrações das substâncias que, segundo os autores, podiam resolver dezenas de problemas.

Alcachofras cozidas em vinho eram usadas para acabar com o mau odor corporal, por exemplo, enquanto dores no peito eram combatidas com raiz de alcaçuz. Cada artigo inclui uma ilustração, o nome da erva ou animal em diferentes línguas antigas, descrições dos problemas que cada substância pode tratar e instruções para encontra-los e prepara-los.

Alison Hudson, pesquisadora da Biblioteca Britânica responsável pelo projeto de digitalização, diz que não se sabe com certeza como o guia era utilizado ou por quem ele foi escrito, mas o estilo da produção faz com que historiadores a associem aos monastérios de Winchester e Canterbury.

guia está disponível online para acesso gratuito aqui, e, ainda que o inglês antigo dificulte a compreensão, é interessante para entender como os antigos europeus faziam para enfrentar problemas que até hoje a medicina não conseguiu resolver. Sem falar nas ilustrações incríveis, claro.

Fonte: Revista Prosa Verso e Arte