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Bibliotecas Especializadas

2020 e covid-19: Breve reflexão á biblioteconomia e as bibliotecas jurídicas

(Imagem: Arte Migalhas)

“Na teoria, não há diferença entre teoria e prática. Mas, na prática tem” – Jan L.A van de Snepscheut

Texto por Jéssica Melissa Poquini

O ano de 2020 e a pandemia do Coronavírus trouxeram oportunidade de reflexão para os profissionais atuantes em bibliotecas jurídicas e ao mundo da Biblioteconomia em geral.

Procedimentos, condutas, métodos de trabalho, sistemas de gerenciamento de acervo, padronização e assuntos discutidos de forma morna tornaram-se objeto de fóruns, eventos on-line e grupos de estudos.

Alguns temas merecem ser lembrados e analisados com maior ênfase em 2021:

  • Política de indexação e controle de vocabulários controlados – Procedimento que deve ser seguido com padrões muito bem estabelecidos. Neste ponto, algumas mudanças de cenário estão ocorrendo de forma lenta, principalmente no quesito desenvolvimento de sistemas de gerenciamento de acervo. Não descarto aqui a importância do trabalho cotidiano e exaustivo do bibliotecário na tentativa de controlar o vocabulário de sua unidade de informação. Ferramentas como ontologias e web semântica precisam ser objeto de desenvolvimento constante por parte das principais empresas de software de bibliotecas. Sabemos tratar-se de um esforço multidisciplinar, equipe formada por profissionais diversos e alto investimento tecnológico. Todavia, gerenciamento de acervos inclui semânticas específicas.
  • Política de padronização descritiva de arquivos eletrônicos – Escritórios que possuem sistemas de gerenciamento de arquivos eletrônicos com permissão de acesso a todos os colaboradores devem estabelecer política de padronização a ser seguida por todos os níveis hierárquicos. Para ressaltar a importância deste procedimento, é necessário, sempre que oportuno, reforçar a divulgação de manuais e cartilhas aos colaboradores com as diretrizes descritivas de padronização, lembrando sua aplicação na prática; arquivos descritos com o mínimo de informações facilitam a recuperação e filtragem da informação.
  • Plataformas e livros digitais –   Assunto que tomou força com o cenário atual.  Tema que deve ser melhor trabalhado em várias esferas. O mercado editorial precisa investir mais em títulos digitais, plataformas especializadas em determinada ciência, sempre com respeito aos direitos autorais. Em bibliotecas jurídicas o assunto precisa ser discutido internamente. Frequentemente usuários questionam sobre determinado título estar disponível integralmente nas bases de dados da biblioteca. Estamos falando de respeito aos direitos autorais, e não ao fato da unidade de informação estar ou não adaptada às mudanças tecnológicas. Trata-se de um esforço em conjunto, bibliotecários com a missão de sempre estarem atentos às ferramentas que melhor atendam a organização e as lideranças da organização, assim como em melhor compreender os impactos legais e de responsabilidade.

A tão esperada mudança tecnológica que muitos almejam – e tantos outros temem – é um tema que não pode ser ignorado; está aí, mas não se trata somente da inércia profissional do bibliotecário ou dos produtos disponíveis no mercado. Escritórios especializados requerem ferramentas especializadas, esforço e mão de obra pensante especializadas. Enquanto os mercados jurídico e biblioteconômico tecnológico não se atentarem a este ponto, pouco avançaremos no que realmente é importante e oportuno mudar.

Que 2020 traga reflexão acerca das práticas adotadas e 2021 a oportunidade de discussão para melhorias, aprimoramento e revisão de procedimentos, condutas e métodos de trabalho, em um esforço coletivo.

Fonte: Migalhas

Saúde estadual organiza produção técnica e científica para publicação na Biblioteca Virtual

A fim de tornar pública a produção técnica e científica da Saúde estadual na BVS (Biblioteca Virtual em Saúde), a Secretaria de Estado da Saúde (SES), através da Fundação Estadual de Saúde (Funesa), aderiu ao projeto de Cooperação Técnica entre o Conselho Nacional de Secretarias de Saúde (Conass) e a Biblioteca Regional de Medicina (Bireme), centro especializado da Organização Pan-Americana da Saúde/Organização Mundial da Saúde (OPAS/OMS), que possibilita o registro de produções técnicas e científicas das Secretarias Estaduais da Saúde de todo o Brasil.

No âmbito da Escola de Saúde Pública de Sergipe (ESP/SE), a Funesa é a referência para coletar, analisar, processar e cadastrar o material produzido pelas instituições na Plataforma da BVS. Entre os documentos necessários estão: publicações periódicas; monografias, trabalhos apresentados em eventos científicos (seminários, conferências, reuniões, congressos); manuais e guias; tese e dissertação; relatórios técnico-científicos; estatísticas; material educativo; filmes, gravações em vídeo e registros sonoros não musicais.

De acordo com a analista educacional da Funesa, Paloma Sant’Anna, essa iniciativa é de extrema importância para o SUS e, principalmente para o SUS Sergipe. “Antes não tínhamos essa oportunidade de dar visibilidade aos materiais produzidos por técnicos e profissionais de saúde do estado. A partir de agora, todo material técnico e científico que for produzido dentro do estado poderá ser disponibilizado na BVS, o que torna as produções científicas acessíveis a um infinito número de pessoas”, explica.

O material recebe um tratamento técnico, sendo catalogado e indexado utilizando descritores da saúde. “Isso ajuda a disseminar a informação produzida e facilita o acesso, à medida que também passa a ser recuperado dentro do catálogo de busca da BVS. O resumo em língua nacional é produzido pela bibliotecária da Fundação e recebe tradução em outras línguas, já que a base de dados é feita em português, inglês, francês e espanhol”, informa Paloma, que acrescenta o projeto contribui significativamente para o avanço do SUS Sergipe. “A partir da divulgação de resultados e dados de pesquisas técnicas e científicas produzidas em nosso estado, poderemos avançar na qualificação de nossas políticas públicas, consolidando e fortalecendo cada vez mais o SUS em Sergipe”.

Leia a matéria completa publicada pelo Aqui Acontece

Biblioteca Apostólica do Vaticano dedica ‘Agenda de 2021’ à ‘mulher e os livros’

Agenda enfatiza a mulher como construtora e guardiã das bibliotecas no tempo

Maria com o livro no colo no quadro ‘Anunciação’, de Fra Angelico (Wikimedia/ Web Gallery of Art)

“Não é possível fazer a história da Biblioteca dos Papas sem iluminar o contributo das mulheres”, escreve o cardeal português José Tolentino Mendonça, bibliotecário da Santa Sé, na apresentação da nova Agenda 2021 da Biblioteca Apostólica Vaticana, dedicada ao tema “A mulher e os livros. A mulher como construtora e guardiã das bibliotecas no tempo”.

“Mulheres escritoras, mulheres artistas, mulheres teólogas, mulheres protagonistas da vida da Igreja, mulheres mecenas, mulheres criadoras, mulheres de ciência e de cultura. E tudo é hoje assim. Basta pensar que mais da metade da comunidade de trabalho que faz funcionar a Biblioteca Apostólica do Vaticano é constituída por mulheres”, acrescenta o primeiro diretor do Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura, em Portugal.

A agenda desvela ainda a “presença da mulher nos tesouros literários e iconográficos da Biblioteca Apostólica do Vaticano”, escreve o cardeal num texto de apresentação da nova edição publicado no jornal L’Osservatore Romano.

No artigo, aponta a página do Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura, o biblista recorda o comentário de Santo Ambrósio à narrativa bíblica da anunciação: “resultou útil a Maria, no seu colóquio com o arcanjo, ter lido antecipadamente o profeta Isaías, em particular o passo em que se diz que uma virgem dará à luz um filho”. Estas palavras, acrescenta, ofereceram “ao imaginário artístico ocidental aquele que se tornaria depois um dos elementos mais curiosos e constantes na representação do mistério da encarnação: a presença de um livro entre as mãos da Mãe de Cristo”.

Leia a matéria completa publicada pelo Dom Total

Biblioteca oferece bibliografia antirracista para celebrar Dia da Consciência Negra

A Biblioteca do Senado lançou um boletim de bibliografias selecionadas em comemoração ao Dia da Consciência Negra. Chamado de “Branquitude e Antirracismo: Alianças Possíveis”, a lista traz diversos títulos que incentivam a reflexão sobre o racismo no Brasil e promovem o debate sobre as relações raciais e o papel dos indivíduos na luta antirracista. Entre os livros selecionados estão: Não basta não ser racista, sejamos antirracistas, de Robin Diangelo; Tecendo redes antirracistas: Áfricas, Brasis, Portugal, de Anderson Ribeiro Oliva e O povo brasileiro, de Darcy Ribeiro. As obras selecionadas estão disponíveis no site da Rede Virtual de Bibliotecas (RVBI). A reportagem é de Lara Kinue.

Fonte: Agência Senado

Biblioteca Mário Quintana, em Santos, comemora Dia da Consciência Negra

Sarau será realizado remotamente via Google Meet

Empréstimo de livros, por enquanto, não está sendo feito
Foto: Divulgação/PMS

Para comemorar o Dia da Consciência Negra (20 de novembro), a Biblioteca Mário Quintana, da Secretaria de Educação (Seduc), realizará nesta quinta-feira (19), às 19h, o Sarau na Quinta, com o tema Mama África, no modo remoto, via Google Meet (meet.google.com/zrn-aayg-axd).

“A proposta do Sarau deste mês é dar relevância às escritoras negras brasileiras que nos brindam com seu talento em maravilhosas obras.  Ao ler essas mulheres negras que furaram o cerco, encontramos espelhos que permitem reconhecimento pelas histórias, pelos escritos e pelas vivências. E nos traz esperança de um futuro mais igualitário, pois essa perspectiva é vislumbrada e atestada nos poemas e prosas dessas brilhantes autoras”, explicou a chefe da seção de biblioteconomia da Seduc, Cristina Zinezi.

O encontro contemplará as obras das escritoras Conceição Evaristo, Miriam Alves, Esmeralda Ribeiro, Geni Guimarães, Carolina Maria de Jesus, Jarid Arraes, Mel Duarte, Kiussan de Oliveira e Michelle Souza. A última é ex-aluna da rede municipal e escreveu o livro ‘Avoa’, publicação que contou com o apoio da Prefeitura, investimento da iniciativa privada e edição da Realejo Livros.

O Sarau de dezembro será no dia 17, com o tema ‘Da minha janela vejo o futuro’ e em breve será divulgado o endereço de acesso.

Biblioteca Mário Quintana – Situado no Centro Darcy Ribeiro (Rua São Paulo, 40A), o espaço, sede da Seção de Biblioteconomia da Seduc, é especializado na área da Educação e ainda concentra diversificado acervo literário. Neste período de pandemia, não estão sendo feitos empréstimos.

Fonte: Diário do Litoral

Suécia abre primeira biblioteca de livros censurados do mundo, inclusive os de Paulo Coelho

O acervo inclui os livros do autor brasileiro Paulo Coelho, que em 2011 saíram de circulação no Irã quando o regime cassou a licença da editora iraniana que detinha os direitos das obras.

Nas prateleiras da biblioteca Dawit.Isaak, estão exemplares de obras que são ou já foram censuradas ou queimadas em diferentes países, escritas por autores que enfrentaram a prisão, a censura ou o exílio — Foto: Divulgação

A nova Biblioteca Dawitt Isaak, especializada em livros censurados no mundo, foi inaugurada no complexo do Arquivo Geral da cidade de Malmö, no sul da Suécia. O nome é uma homenagem ao jornalista e autor Dawit Isaak, que desde 2001 é mantido preso sem julgamento na Eritréia por ter publicado críticas ao regime. Nascido no país africano, Isaak tem cidadania sueca e em 2003 foi homenageado com o Prêmio Liberdade de Expressão, concedido pela organização Repórteres Sem Fronteiras na Suécia.

Nas prateleiras da biblioteca, estão exemplares de obras que são ou já foram censuradas ou queimadas em diferentes países, escritas por autores que enfrentaram a prisão, a censura ou o exílio. O acervo reúne ainda músicas e peças teatrais proibidas, e ampla literatura sobre liberdade de expressão, censura e democracia.

“A censura não é algo que pertence à história. Autores ainda são ameaçados, ainda que as razões para tal variem de país para país em diferentes períodos. E ainda é difícil ter acesso a literatura contemporânea proibida ou censurada em diversos países. Nesse sentido, a biblioteca cumpre um importante papel”, disse à RFI Emelie Wieslander, diretora da biblioteca e chefe do departamento de Documentação e Liberdade de Expressão do Arquivo Geral de Malmö.

A nova biblioteca abriga tanto obras antigas como contemporâneas. Algumas são famosas pelo fato de seus autores terem sido ameaçados ou perseguidos – um exemplo é o livro Versos Satânicos, do anglo-indiano Salman Rushdie. A obra foi considerada ofensiva ao profeta Maomé por lideranças islâmicas, e em 1989 Rushdie foi condenado à morte pelo então líder religioso do Irã, o aiatolá Khomeini.

Outros exemplos são menos conhecidos: O Touro Ferdinando, do americano Munro Leaf, foi proibido pelo regime de Franco na Espanha por ter sido considerado “propaganda pacifista”, e na Alemanha de Adolf Hitler todos os exemplares foram queimados. “A cidade de Malmö tem forte tradição de trabalhar pela liberdade artística, e oferece por exemplo refúgio para autores e artistas em situação de risco”, destaca a diretora da biblioteca.

Lei o texto completo publicado pelo G1

Clube de leitura do Memorial da América Latina discute obra de João do Rio

Terceiro encontro do Ler a América Latina acontece dia 14 de novembro

Terceiro encontro do Ler a América Latina acontece dia 14 de novembro (Foto: Divulgação)

O Memorial da América Latina promove, no dia 14 de novembro, o terceiro encontro do clube de leitura Ler a América Latina, iniciativa de fomento e valorização da literatura latino-americana do Cbeal (Centro Brasileiro de Estudos da América Latina).

O próximo encontro será sobre o conto “O bebê de tarlatana rosa”, do escritor brasileiro João do Rio, pseudônimo literário de Paulo Barreto. Publicada na coletânea Dentro da Noite, em 1910, a história narra o encontro entre Heitor e uma misteriosa figura mascarada durante o carnaval carioca.

Com o objetivo de fomentar a leitura e a discussão sobre a literatura latino-americana, o clube acontece uma vez por mês, aos sábados, com curadoria da equipe da Biblioteca Latino-Americana, todos realizados por meio da plataforma Zoom, sempre das 10h às 11h30.

Os contos selecionados para o projeto ficam disponíveis gratuitamente para download. Neste ciclo de 2020, com o tema Literatura Fantástica, já foram realizados encontros sobre “A chinela turca”, de Machado de Assis, e “A casa tomada”, de Julio Cortázer. Em dezembro, a atividade será sobre Horacio Quiroga.

Leia a matéria completa publicada pelo A Cidade ON Campinas

STF E CNJ FIRMAM ACORDO PARA COMPARTILHAMENTO DE INFORMAÇÕES BIBLIOGRÁFICAS

STF e CNJ firmam acordo para compartilhamento de informações bibliográficas

Supremo Tribunal Federal (STF) e o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) firmaram, nesta segunda-feira (19), um termo de cooperação técnica para o intercâmbio de informações, conhecimentos específicos e base de dados com o objetivo de estruturar a biblioteca digital do CNJ. A cooperação técnico-científica entre as instituições possibilitará, também, o acesso dos servidores do Conselho ao acervo físico da biblioteca do Supremo e ao empréstimo de obras.

O secretário-geral do Tribunal, Pedro Felipe de Oliveira Santos, afirmou que, como funcionam sob a mesma gestão do ministro Luiz Fux, o Supremo e o CNJ precisam atuar em colaboração, unir esforços, economizar custos e atuar em sinergia em todos os aspectos possíveis. Ele anunciou que este é o primeiro de diversos termos de cooperação que serão assinados entre Supremo e CNJ para compartilhar recursos materiais, conhecimento e informações.

O secretário-geral do STF informou que, com a criação da Secretaria de Altos Estudos, Pesquisa e Gestão da Informação o Supremo tem desenvolvido um conjunto de ações e iniciativas para compartilhar e difundir conhecimento e informações da instituição. “Vamos sempre trabalhar de forma sinérgica, compartilhada, para que possamos potencializar essa difusão”, disse Pedro Santos.

Leia a matéria completa publicada pelo Jusdecisum

Biblioteca mais antiga do Brasil tem acervo on-line

O Mosteiro de São Bento, em Salvador, é também conhecido como Arquiabadia de São Sebastião da Bahia. Fundado no século XVII em cima da aldeia indígena do Cacique Ipuru, aldeia que sofreu uma invasão dos padres jesuítas que chegaram à Bahia em 29 de Março de 1559. Com eles veio também Tomé de Souza, o primeiro governador-geral.

Assim, anos mais tarde, em 1575, desembarca na cidade o frei beneditino Pedro de São Bento Ferraz, com o objetivo de fundar o Mosteiro. Desse modo, atualmente, lá se encontra a biblioteca mais antiga do Brasil.

Acervo do Mosteiro

Inaugurada em 1582, a Biblioteca do Mosteiro de São Bento da Bahia, reúne uma enorme coleção de obras e registros raros dos séculos XVI, XVII, XVIII e XIX. Nesse sentido, entre as peças há livros, partituras, testamentos e documentos como os escritos completos de Luiz de Camões e o compêndio de cartas do Padre Antônio Vieira.

Além disso, os volumes contêm também registros em variadas línguas e áreas de conhecimento. Assim, a biblioteca é uma uma das mais antigas e importantes do país.

O acervo passou por ampliação e atualização durante todo século XX, com pesquisas e periódicos importantes. Por isso, hoje a biblioteca é especializada em Filosofia, Teologia e História. Além do trabalho dos monges, o Mosteiro conta com a ajuda de voluntários e doadores de obras e equipamentos técnicos.

Leia a matéria completa publicada pelo Notícias Concursos

A Cinemateca Brasileira na visão do bibliotecário Renato Noviello e da Comissão de Fiscalização do CRB-8

Texto da Comissão de Fiscalização do CRB-8

A Comissão de Fiscalização do CRB-8 reuniu-se por videoconferência com Renato Noviello, bibliotecário responsável pela biblioteca da instituição até a entrega das chaves no início de agosto, para inteirar-se da situação da instituição, em especial da situação da biblioteca e do bibliotecário, e definir ações que fossem as mais eficazes.

Nas reuniões o bibliotecário esclareceu vários detalhes da situação e contextualizou os últimos eventos. Fundada em 1956, um dos equipamentos de memória do país, detentora de acervos que registram e preservam a produção audiovisual brasileira, a Cinemateca Brasileira, vive seu momento mais crítico em 2020. Conheça um pouco dessa história na Linha do Tempo da Cinemateca, elaborada pelo bibliotecário.

É bastante comum os bibliotecários tornarem-se grandes conhecedores da memória institucional pelo trabalho de registro e suporte à pesquisa, constituindo ricas fontes de informação e potencialmente produtores de informação da própria instituição e da área de conhecimento em que atuam. Veja os exemplos nos depoimentos a seguir.

A Bibliotecária Fiscal Ruth Nunes, resgatou ações da fiscalização anteriores junto à Cinemateca desde 2013:

“Em 21/08/2013 a fiscalização do CRB-8 realizou visita de rotina junto à Biblioteca ‘Paulo Emílio Salles Gomes’ da Cinemateca Brasileira, constatando no Auto de visita que a mesma contava com Profissional habilitado Bacharel em Biblioteconomia, conforme exigência da legislação.

Entre outros pontos observados, a Comissão de Fiscalização encaminhou ofício em 23-/08/2013, considerando importante a realização de concurso público, devido a aposentadoria do bibliotecário concursado junto ao Ministério da Cultura em 2011 sendo e que não ocorreu a substituição efetiva (por concurso) da vaga deixada pelo profissional. Dessa forma, foram solicitados os préstimos da diretoria da Cinemateca, à época, para a realização de Concurso Público para provimento do cargo vago, bem como para ampliação do quadro de bibliotecários visando à manutenção da qualidade dos serviços prestados.

Devido a problemática envolvendo a instituição, a solicitação não foi atendida, sendo, porém, mantida a presença de profissional habilitado frente à Biblioteca durante todo esse período, conforme constatamos em 2016 e 2019 até o momento.” Ruth Nunes, Bibliotecária Fiscal, CRB-8/5308.

Atendendo ao convite da Comissão, o bibliotecário compartilhou um pouco da sua experiência junto à biblioteca da Cinemateca:

Renato Noviello, CRB-8 SP-010426/O

“A Cinemateca Brasileira abriga o maior acervo audiovisual da América do Sul e conta com uma das maiores equipes especializadas do mundo em seu corpo técnico. A infraestrutura de primeira linha, fruto de grandes investimentos ao longo de décadas e muita disposição política, além de abrigar laboratórios, depósitos, câmaras especiais e salas de cinema, conta também com um espaço pouco conhecido: a Biblioteca Paulo Emílio Sales Gomes. Parte do Centro de Documentação e Pesquisa, o local reúne um acervo bibliográfico especializado sobre o audiovisual brasileiro e assuntos relacionados, como cinema mundial, televisão, vídeo, fotografia, políticas culturais, entre outros. São aproximadamente 70 mil itens, entre livros, periódicos, recortes de jornais, catálogos, produção acadêmica, folhetos, roteiros, storyboards, argumentos e filmes em DVD, VHS e Blu-ray para livre acesso.

Seus profissionais executam um trabalho permanente de desenvolvimento de coleções e incorporam ao acervo quase 700 itens de diversas espécies a cada ano, sob técnicas de catalogação, descrição e indexação, além de realizarem uma constante conservação preventiva e corretiva do catálogo.

Anualmente, a Biblioteca recebe cerca de 900 usuários, além de visitas monitoradas de estudantes de todos os níveis e demais interessados. O atendimento a esses consulentes não só oferece um serviço de referência a todo o universo bibliográfico e audiovisual presente na Biblioteca, como também o uso computadores com acesso à internet e conexão wi-fi. Os trabalhadores seguem o código de ética profissional do bibliotecário, contribuindo para o incessante desenvolvimento da sociedade e executando uma constante atuação para que o local permaneça aberto a todos, não restrito a profissionais do cinema e pesquisadores.

O acervo da Biblioteca Paulo Emílio Sales Gomes é um bem público que complementa a formação do indivíduo como cidadão, promove e estimula o pensamento crítico no que tange a arte cinematográfica, democratiza o acesso à cinematografia nacional e estimula toda uma produção acadêmica e audiovisual não só brasileira, como do mundo inteiro. A preservação e organização desse bem público, como também o acesso a ele, só existem mediante o trabalho de bibliotecários, historiadores, arquivistas, documentalistas e demais profissionais da informação e da memória.

As bases da biblioteca podem ser consultadas através do link: http://bases.cinemateca.gov.br/cgi-bin/wxis.exe/iah/?IsisScript=iah/iah.xis&base=CATALOGO&lang=p ” Renato Noviello, CRB-8 SP-010426/O

Veja também

Cinemateca Brasileira, linha do tempo da sua fundação até agosto de 2020

Nota do CRB-8 sobre a Cinemateca

Abaixo-assinado Cinemateca Brasileira pede socorro

Em situação de abandono, Cinemateca espera atitude da União (Debate CEDEM UNESP)

Memória audiovisual em risco

Notas sobre uma demolição. O caso da Cinemateca Brasileira. Associação Brasileira de Documentaristas e Curta-Metragistas – São Paulo (ABD-SP)

Relatório de Gestão Roquette Pinto 2019 

O sequestro da nossa memória audiovisual 

Sobre a Fiscalização do CRB-8

Para saber mais sobre a Fiscalização

Para denúncias

Outros artigos da Comissão de Fiscalização:

Casos resolvidos com sucesso na 18ª Gestão: a atuação da Fiscal Ruth Nunes, 28/07/2020

Conselhos discutem os dez anos da Lei 12.244/10 em série de lives, 11/06/2020

Mostre seu trabalho no Mural de Serviços, 12/05/2020

Sistema de Bibliotecas Públicas do Município de Sertãozinho: um caso de sucesso de fiscalização de concursos, 12/05/2020

Fiscalização do CRB-8 em ritmo acelerado de teletrabalho, 25/04/2020

Cinemateca Brasileira, linha do tempo da sua fundação até agosto de 2020

Texto por Renato Noviello, bibliotecário, CRB-8 SP-010426/O

Anos 1940    

São criados os clubes de cinema de São Paulo que dariam origem à Cinemateca Brasileira. Paulo Emílio Sales Gomes liderava um grupo de intelectuais ligado à causa.

Anos 1950

Em 1956, ocorre a oficialização da instituição como Cinemateca.

Anos 1960    

Em 1962, surge a Sociedade Amigos da Cinemateca (SAC), associação civil sem fins lucrativos, que prevê em seus estatutos “apoiar e fomentar o funcionamento da Cinemateca de forma a contribuir para a defesa, conservação e promoção de seu acervo cinematográfico e audiovisual”.

Anos 1980    

Em 1984, a Cinemateca Brasileira renunciou à sua condição de fundação privada para ser incorporada ao governo federal, com encargos que diziam respeito à manutenção da autonomia administrativa da instituição e sua permanência em São Paulo.

Anos 1990    

Em 1995, a Cinemateca fixa-se no bairro da Vila Clementino, em imóvel cedido pela prefeitura de São Paulo, local que antigamente funcionou como matadouro da cidade. Ao longo das décadas seguintes, foram realizados grandes investimentos públicos e privados para a instalação de uma estrutura de primeira linha. Os três principais eixos da instituição (preservação, difusão e documentação e pesquisa) passam a se concentrar ali, e a Cinemateca começa então a operar sob um conceito moderno.

2008 a 2013 

A Cinemateca Brasileira vive o seu melhor período: graças a recursos investidos pelo antigo Ministério da Cultura, em parceria com a SAC (que passou à condição de OSCIP – Organização da Sociedade Civil de Interesse Público), a instituição abriga, em 2012, o terceiro laboratório mais produtivo do mundo. O dado vem da Fiaf (Federação Internacional de Arquivos de Filmes). O feito colocou a Cinemateca Brasileira atrás apenas da Biblioteca do Congresso de Washington e da Universidade da Califórnia, nos EUA. Nesse período, o corpo técnico da Cinemateca chegou a contar com cerca de 130 trabalhadores.

2013

A então ministra da Cultura, Marta Suplicy, exonera Carlos Magalhães, que dirigia a Cinemateca. Uma auditoria interrompeu os repasses financeiros à SAC. A instituição foi sendo enfraquecida: com quadro técnico reduzido, teve laboratórios de preservação e restauração paralisados, entre outros problemas. A SAC passou três anos justificando despesas, nenhum desvio foi apurado e apenas irregularidades administrativas foram apontadas.

2016

Em fevereiro, ocorre o quarto incêndio da história da Cinemateca, resultando na perda de 1.003 rolos de filmes, referentes a 731 títulos, dos quais 270 eram originais sem cópias. O episódio, que aconteceu pouco antes da chegada de técnicos recém-contratados para analisar as condições desses materiais, deixou claro que o patrimônio audiovisual é incapaz de sobreviver à falta de cuidados constantes.

2016 a 2017 

O antigo Minc, através da Secretaria do Audiovisual, assina contrato com Associação de Comunicação Educativa Roquette Pinto (Acerp), organização social qualificada pelo Ministério da Educação, para execução de um projeto para a Cinemateca.

2018

Em março, a Acerp passa a gerir integralmente a Cinemateca Brasileira após a assinatura do Contrato de Gestão, com validade de três anos. É o final do processo que transferia a administração da Cinemateca do modelo direto (governo federal) para o indireto (organização social).

2019

Em dezembro, o Ministério da Educação, então sob o comando de Abraham Weintraub, encerra o contrato do governo federal com a Acerp, empresa que também é responsável pela TV Escola. Tem início a pior crise da história da Cinemateca Brasileira.

2020

Janeiro

A Acerp continua administrando a Cinemateca na expectativa de celebração de novo contrato de gestão, que nunca viria a ser formalizado.

Março

No início da pandemia de covid-19, a Cinemateca Brasileira fecha seu espaço público    conforme as determinações das autoridades sanitárias.

Abril

A Acerp, sem dinheiro, começa a enfrentar dificuldades para pagar por serviços essenciais para a Cinemateca, como contas de energia elétrica e serviços de refrigeração. Os 62 funcionários e prestadores de serviços diretos deixam de receber seus vencimentos.

Maio

Diante da crise tornada pública, entidades nacionais e internacionais, intelectuais, artistas e a sociedade civil se mobilizam em defesa da Cinemateca Brasileira.

Junho

A maioria dos funcionários da Cinemateca inicia greve. Paralisações parciais foram feitas, e, depois, por tempo indeterminado.

O ministro do turismo, Álvaro Antônio, e secretário Especial da Cultura, Mário Frias, visitam a instituição e se reúnem com representantes da Acerp. Há expectativa de restabelecimento de contrato e de novos repasses financeiros à Acerp, que nunca aconteceram.

Julho

O Ministério Público Federal de São Paulo (MPF-SP) entra com uma Ação Civil Pública contra a União após o abandono da Cinemateca. A Justiça Federal negou liminar a favor da instituição.

Agosto

A Secretaria da Cultura de Mário Frias exige que a Acerp “entregue as chaves” da Cinemateca Brasileira ao governo federal. No dia 07, o governo vai até a instituição para receber as chaves e realizar uma vistoria técnica. A ação acontece sob escolta da Polícia Federal.

A visita, acompanhada por funcionários, técnicos federais, representantes da Associação Brasileira de Preservação Audiovisual e da Associação Paulista de Cineastas, entre outras autoridades, resulta na informação de que contratos emergenciais estão sendo executados para preservação do espaço e do acervo, e na promessa de que haverá a abertura um edital para que uma nova OS passe a administrar a Cinemateca Brasileira, processo que deve durar no mínimo três ou quatro meses.

A Acerp anuncia a demissão dos 41 celetistas que ainda estavam ligados à organização. Eles perdem qualquer acesso à instituição.

O acervo, por sua vez, segue sem os devidos cuidados. A SAC se coloca à disposição para executar trabalhos emergenciais e espera resposta.

Até o final de agosto, contudo, nenhum edital para a escolha da nova OS foi publicado, e apenas os seguintes serviços tiveram processos de contratação iniciados: luz, água, controle de pragas, manutenção predial, manutenção de elevadores, climatização, brigadistas e vigilância. A Cinemateca Brasileira segue com serviços paralisados, sem funcionários e com seu acervo em risco.

Referências

A CINEMATECA – História. Disponível em: http://cinemateca.org.br/historia/. Acesso em:  28 ago. 2020

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE CINEMATOGRAFIA. Nota Sobre A Sociedade Amigos Da Cinemateca (SAC). Disponível em: https://abcine.org.br/site/nota-sobre-a-sociedade-amigos-da-cinemateca-sac/. Acesso em:  28 ago. 2020

BRASIL. Ministério do Turismo. Coordenação-Geral de Gestão e Articulação. Despacho nº 0615394/2020/CGGA/DPA/SAV/SECULT. Sistema Eletrônico e Informações – SEI!: Ministério do Turismo. Disponível em: https://sei.turismo.gov.br/sei/modulos/pesquisa/md_pesq_documento_consulta_externa.php?PnRYD2dDR6z5PpZNBS_aIGlfb-IjcvUww5WNEWhfDEoLApmYoPJ45a5N6dFsLfphLOBExiLmKt6gvWRaFq7xqSaEomrUdxU3gCYDj-NulUY9EPxZX3vqwvZjkWE-xwIt. Acesso em:  28 ago. 2020

BRASIL. Ministério do Turismo. SEI Pesquisa processual : processo: 72031.008398/2020-28. Sistema Eletrônico e Informações – SEI!: Ministério do Turismo. Disponível em: https://sei.turismo.gov.br/sei/modulos/pesquisa/md_pesq_processo_exibir.php?yJ9R6PdrO1QJ7gQX3nV2TPZLy3vcKTG1G1jHT1QoD8vD35Llwj8n1TTG944PJjG_peeKfZA4PJ-QHZdsUkIb5dzMY8Thoslj-4kzZhrGbANWuv7NxivU8W1kLGMuK2st . Acesso em:  28 ago. 2020. Página de visualização e de acesso dos documentos integrantes do processo.

GRAGNANI, Juliana. Cinemateca, para onde Bolsonaro quer enviar Regina Duarte, teve 113 mil DVDs danificados em enchente neste ano. BBC News Brasil, 21 maio 2020. Disponível em: https://www.bbc.com/portuguese/brasil-52762444. Acesso em:  28 ago. 2020

PRADO, Luiz. Cinemateca precisa ter autonomia política e ser gerida por técnicos: É o que defendem professores da USP que foram ouvidos pelo “Jornal da USP” sobre a crise na instituição. Jornal da USP, São Paulo, 28 ago. 2020. Disponível em:https://jornal.usp.br/cultura/cinemateca-precisa-ter-autonomia-politica-e-ser-gerida-por-tecnicos/. Acesso em:  28 ago. 2020

Veja também

A Cinemateca Brasileira na visão do bibliotecário Renato Noviello e da Comissão de Fiscalização do CRB-8

As histórias do continente africano em destaque

Texto por Marco Antônio Reis

As histórias do continente africano em destaque

1ª parte

2ª parte

Autores e Livros tem edição especial abordando a literatura produzida por escritores negros. Um dos assuntos é o acervo da Biblioteca do Senado dedicado a autores que discutem a inserção dos negros na sociedade, mas também há espaço para obras de valor literário, como os livros de Maria Firmina dos Reis e de Conceição Evaristo.

Na entrevista da semana, a conversa é com Avani Souza, que lançou ‘A África recontada para crianças’, uma verdadeira viagem pela cultura dos países africanos de língua portuguesa. E no Encantos de Versos, Marluci Ribeiro apresenta quatro poetas negros que precisam ter a obra lida sempre.

Autores no programa

Achille Mbembe, Angela Davis, Maria Firmina dos Reis, Conceição Evaristo, Machado de Assis, Avani Souza, Adão Ventura, Oliveira Silveira, José Alberto e Carlos de Assumpção.

Fonte: Senado Federal

Memorial da América Latina lança clube de leitura online sobre literatura latino-americana

Com quatro encontros, projeto Ler a América Latina tem início no dia 19 de setembro, com o conto “A chinela turca”, de Machado de Assis

O Memorial da América Latina lança, no dia 19 de setembro, uma nova atividade online: o clube de leitura Ler a América Latina. Neste primeiro módulo estão previstos debates sobre Machado de Assis, Julio Cortázar, João Rio e Horacio Quiroga.

Com o objetivo de fomentar a leitura e a discussão sobre a literatura latino-americana, o clube terá quatro encontros, aos sábados, com curadoria da equipe da Biblioteca Latino-Americana, todos realizados por meio da plataforma Google Meet, sempre das 10h  às 11h30. Todos os contos selecionados para o projeto estarão disponíveis para download.

O tema do primeiro encontro é Literatura Fantástica, em que será discutido o conto “A chinela turca”, de Machado de Assis. Publicado pela primeira vez no jornal A Época, em 1875, foi incluído na coletânea Papéis Avulsos, em 1882. O conto apresenta a história do bacharel Duarte que, ao se preparar para ir a um baile com Cecília, recebe a visita do major Lopo Alves, disposto a ler para ele um livro de 180 páginas.

A mediação do debate fica por conta do colaborador da Biblioteca Latino-americana, Eduardo Martins de Azevedo Vilalon.

O link para acessar a plataforma será enviado por e-mail 15 minutos antes do encontro. Haverá emissão de certificado (frequência mínima de 75%). As inscrições devem ser feitas por formulário online, no link https://forms.gle/VeyAdBnNQ61bfXjP6

A atividade também está comprometida com a Agenda 2030 da Organização das Nações Unidas (ONU), que prevê 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), estando relacionada ao Objetivo 4: ““Assegurar a educação inclusiva, equitativa e de qualidade, e promover oportunidades de aprendizagem ao longo da vida para todos” (https://nacoesunidas.org/pos2015/agenda2030/).

Confira a programação completa

19 de setembro

“A chinela turca”, Machado de Assis

17 de outubro

“A casa tomada”, Julio Cortázar

 14 de novembro

“O bebê de tarlatana rosa”, João do Rio

12 de dezembro

“O travesseiro de pena”, Horacio Quiroga

Serviço:

Clube de Leitura Ler a América Latina

Dias 19/09, 17/10, 14/11 e 12/12

Das 10h às 11h30

Plataforma: Google Meet (o link será enviado 15 minutos antes do encontro)

Inscrições: https://forms.gle/VeyAdBnNQ61bfXjP6

Certificados: frequência mínima de 75% do total de encontros do ciclo

Fonte: Memorial da América Latina

Biblioteca de Manguinhos completa 120 anos buscando novas estratégias em prol do conhecimento

Texto por Assessoria de Comunicação do Icict/Fiocruz

Fachada do prédio atual da biblioteca (Foto: Raul Santana/Banco de Imagens Fiocruz)

A biblioteca mais antiga da Fundação Oswaldo Cruz nasceu quase que concomitantemente à própria instituição: os primeiros livros chegaram ao espaço da antiga Fazenda Manguinhos em agosto de 1900. Nos 120 anos seguintes, a Biblioteca de Manguinhos cresceu e tornou-se referência como acervo em ciências biomédicas. Passou por inúmeros desafios e transformações – como, por exemplo, as mudanças nas formas de divulgação científica. Ou o impacto das tecnologias digitais. E, agora, a epidemia do novo coronavírus.

Hoje, ocupa grande parte do Pavilhão Haity Moussatché, no campus central da Fiocruz, onde também funciona o Instituto de Comunicação e Informação em Saúde (Icict), responsável por sua coordenação. Ao mesmo tempo, sua Seção de Obras Raras prossegue instalada no Castelo Mourisco, resguardando milhares de volumes que ajudam a contar a história da saúde e da ciência no Brasil. A biblioteca completa seus 120 anos de vida em meio à pandemia, o que fez com que seu espaço físico tenha permanecido fechado ao público nos últimos meses. Apesar disso, não parou de funcionar. Sua equipe prossegue fazendo atendimentos online. Orientando usuários: pesquisadores, estudantes, cientistas. Oferecendo treinamentos a distância. E, claro, preservando seus acervos. Além disso, tem buscado formas de garantir o acesso à ciência em tempos de crise sanitária.

A história e os desafios da biblioteca mais antiga da Fiocruz foram lembradas no seminário online Biblioteca de Manguinhos – 120 anos: o papel da biblioteca especializada na comunicação e divulgação científica, realizado no dia 7 de agosto. Na abertura, a presidente da Fiocruz, Nísia Trindade Lima, anunciou em primeira mão que a insituição receberá financiamento para a digitalização de seu acervo raro e especial. “Os pesquisadores desde o início do século passado sabiam que o conhecimento não podia se restringir aos laboratórios. A memória e o acesso são fundamentais. Por isso apresentamos um projeto e o Ministério da Saúde irá apoiar a digitalização do acervo de obras raras. Um trabalho que será fundamental para que possamos cada vez mais oferecer condições de consulta aos pesquisadores e à população, não só do Brasil, mas de todo o mundo”, comemorou.

Desafios

Também participaram a vice-presidente de Educação, Informação e Comunicação da Fiocruz, Cristiani Machado, e o diretor do Icict, Rodrigo Murtinho. Nas palavras da vice-presidente, a maior riqueza da biblioteca está na integração entre seu acervo e sua equipe de profissionais. “São várias áreas dentro do campo da saúde, biologia, psicologia, medicina tropical, entre outras, servindo a pesquisadores e docentes de todo o país. Há grande preocupação [da equipe] com a conservação cuidadosa do acervo e com a ampliação do acesso”, observa. Já Murtinho ressaltou que o dia de celebração acontece em um momento complexo para o país. “Estamos diante do maior desafio sanitário da nossa geração, e a Fiocruz vem batalhando dia a dia, apoiando a sociedade no enfrentamento à pandemia. A Biblioteca de Maguinhos tem, desde os tempos de Oswaldo Cruz, uma trajetória marcada pelo desenvolvimento tecnológico e pelo domínio das tecnologias de informação e comunicação, sempre dando grande importância à produção, à comunicação e à divulgação do conhecimento. Nesses 120 anos, ela vem se reinventando, adaptando-se às diferentes fases e desafios, com um trabalho dedicado que envolve a construção das bibliotecas virtuais em saúde, a alimentação cotidiana do repositório Arca, a montagem e o apoio às estratégias de busca para pesquisadores e estudantes, além do desafio de construir uma Ciência Aberta”, declarou.

Detalhe do salão de leitura do Setor de Obras Raras A. Overmeer (Foto: arquivo/Banco de Imagens Fiocruz)

“É uma história que se inicia junto com a da própria instituição. Ouso dizer que somos um dos primeiros embriões da Fiocruz. A biblioteca, aliás, não surgiu como uma estrutura arquitetônica, com livros organizados nas estantes, como é tradicional”, narrou Igor Falce, coordenador da biblioteca. “Nossa história começa quando os primeiros livros foram trazidos da Europa, em 1900, e armazenados ainda em barracões. Nossa memória está na própria gênese e constituição do patrimônio bibliográfico da Fiocruz. Isso se reflete no desenvolvimento científico da instituição. A Biblioteca de Manguinhos sempre foi muito valiosa como fonte de informação para os pesquisadores. E por trás de tudo isso, estão profissionais que se dedicaram e se dedicam a esse trabalho de promover o acesso à informação.” Igor moderou o debateao lado da bibliotecária Tarcila Peruzzo, da Seção de Obras Raras. O evento online teve a participação de Rita de Cássia do Vale Caribé, professora da Universidade de Brasília, que falou sobre o conceito de comunicação científica e o papel das bibliotecas especializadas.

Diante da pandemia, a biblioteca não está fazendo atendimentos presenciais. “Tivemos que nos reinventar e nos adaptar. Peço a vocês, que nos ouvem, que sigam nossos perfis nas redes sociais. Temos buscado aproveitar as potencialidades dessas formas de comunicação, desenvolvendo o atendimento virtual e remoto. Também disponibilizamos recentemente treinamentos online em base científica, abertos ao público, e tivemos uma grande procura”, acrescentou Igor, citando os perfis no Facebook e no Instagram.

Atualmente, a Biblioteca de Manguinhos reúne um acervo de cerca de 1 milhão de volumes, incluindo 7.725 títulos de periódicos científicos da área biomédica, dos quais 887 títulos são correntes, 156 mil volumes de monografias, entre livros científicos, dissertações e teses, anais de congressos etc. Possui ainda acesso às principais bases de dados na área de Ciências da Saúde, uma videoteca com cerca de 1.425 títulos e obras raras, estas com cerca de 70 mil volumes. Aos 120 anos, alia o olhar para o futuro e o passado, aliando a utilização das mais avançadas tecnologias e a democratização do acesso ao usuário com as condições necessárias de preservação e divulgação do acervo das obras raras da Fiocruz.

Fonte: Instituto de Comunicação e Informação Científica e Tecnológica em Saúde (Icict/Fiocruz)

Bicentenário da Independência: Senado assinará acordo com Biblioteca Oliveira Lima

Texto por Comunicação Interna

O senador Randolfe Rodrigues participará da cerimônia, que está marcada para as 19h de segunda-feira
Leopoldo Silva/Agência Senado

O Senado assinará nesta segunda-feira (17) um protocolo de cooperação entre a Comissão Especial Curadora do Bicentenário, responsável por organizar as comemorações dos 200 anos da Independência do Brasil, e a Biblioteca Oliveira Lima, da Universidade Católica da América, situada em Washington. A cerimônia, que será on-line, está marcada para as 19h e será transmitido pelo canal da TV Senado no YouTube.

Já confirmaram presença o senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), que é o coordenador da Comissão Curadora; Ilana Trombka, diretora-geral do Senado; Aaron Dominguez, da Universidade Católica da América; Nathalia Henrich, diretora da Biblioteca Oliveira Lima; e Esther Bemerguy, vice-presidente do Conselho Editorial do Senado (Cedit) e secretária da Comissão Especial Curadora do Bicentenário.

A Biblioteca Oliveira Lima contém um conjunto de livros, manuscritos, brochuras, mapas, fotografias e obras de arte sobre a história e a cultura de Portugal e do Brasil. A coleção original era a biblioteca pessoal do diplomata, historiador e jornalista brasileiro Manoel de Oliveira Lima (1867–1928).

Instituída em 2019 por iniciativa do senador Randolfe Rodrigues, a Comissão Especial Curadora do Bicentenário tem por objetivo viabilizar as comemorações em torno do tema “O Senado Federal e os 200 anos da Independência do Brasil”. Estão previstas, entre outras atividades, a edição de livros e a realização de seminários e exposições.

Fonte: Agência Senado

Memória audiovisual em risco

Crise na Cinemateca Brasileira ameaça o maior acervo da América Latina

Fachada da Cinemateca, na Vila Clementino, em São Paulo
Léo Ramos Chaves

Texto por Rubem Barros

O filme Cabra marcado para morrer, lançado em 1984 por Eduardo Coutinho (1933-2014), quase não foi concluído. Interrompida pelo golpe militar de 1964, a produção original sobreviveu graças à engenhosidade do diretor que, entre outros estratagemas, conseguiu manter latas com rolos do filme escondidas sob a cama de um general, o pai do cineasta David Neves (1938-1994), seu amigo, e alterou o nome da produção para não levantar suspeitas ao depositá-la no Museu de Arte Moderna (MAM) do Rio de Janeiro. Retomado na virada dos anos 1980, recebeu mais de uma dezena de prêmios, entre eles o de melhor documentário no Festival de Havana, em Cuba, e o Golfinho de Ouro, na primeira edição do Festival Internacional de Cinema de Tróia, em Setúbal, Portugal. Em 2011, a restauração da película desafiou os técnicos da Cinemateca Brasileira por sua complexidade: parte do material tinha sido produzida em 16 mm (milímetros), parte em 35 mm, alguns trechos eram coloridos e outros em preto e branco. Depois de pronta, um maravilhado Coutinho brincou que nunca havia visto aquele filme antes.

Assim como Cabra, a Cinemateca recuperou A hora e a vez de Augusto Matraga (1966), de Roberto Santos (1928-1987), e filmes de Glauber Rocha (1939-1981). Limite (1931), o clássico de Mário Peixoto (1908-1992), foi restaurado pela segunda vez em 2000, sob a supervisão de Saulo Pereira de Melo, e permanece guardado nos galpões da Vila Clementino, em São Paulo. Essas obras e o acervo de 30 mil títulos, 245 mil rolos de filmes e 1 milhão de documentos estão sob risco, em razão da crise institucional provocada pela interrupção dos repasses do governo federal à Associação de Comunicação Educativa Roquette Pinto (Acerp), organização social encarregada da gestão da Cinemateca. Também estão guardadas ali as fitas e os filmes remanescentes dos arquivos da TV Tupi (1950-1980).

Formalmente sob a responsabilidade da Secretaria do Audiovisual, vinculada ao Ministério do Turismo, em 2018 a gestão da Cinemateca foi entregue à Acerp em aditivo contratual a compromisso original da associação, de realização da programação do canal TV Escola, do Ministério da Educação (MEC), mas no final de 2019 o contrato terminou e não foi renovado. Sem o compromisso original, o aditivo perdeu seu valor, entendeu o governo federal, que já devia metade da verba a ser destinada à Cinemateca, além do orçamento para o ano de 2020. Resultado: desde abril, os funcionários da instituição estão sem receber salários e cresce o risco de corte de energia elétrica, o que pode acarretar a interrupção do sistema de ar condicionado, provocando a deterioração dos filmes em acetato. Sem a inspeção e o monitoramento realizados por técnicos, os materiais em nitrato de celulose podem entrar em autocombustão. Para continuar existindo, a Cinemateca precisa de, no mínimo, R$ 13 milhões anuais. Para o cumprimento de sua missão institucional são necessários entre R$ 25 milhões e 30 milhões por ano.

“A pesquisa cinematográfica e o avanço do conhecimento nessa área não são possíveis sem uma cinemateca”, alerta Ismail Xavier, professor do Programa de Pós-graduação de Meios e Processos Audiovisuais, da Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo (ECA-USP). “No mundo inteiro, são as cinematecas que viabilizam as pesquisas sobre a história do cinema”, diz ele, que em seu mestrado e doutorado trabalhou arquivos fílmicos e bibliográficos da instituição. O ministro do Turismo, Marcelo Álvaro Antônio, reuniu-se com representantes da Acerp na Cinemateca em 23 de junho. Depois do encontro, Antônio defendeu vida nova para a instituição: “Podem ter certeza de que, com o novo secretário de Cultura, faremos de tudo para resgatar e resolver o impasse dessa instituição tão importante para o Brasil e para o mundo”.

Leia a matéria completa publicada no site Revista Pesquisa FAPESP.

Biblioteca Vaticana com novo site: mais ágil e intuitivo

Biblioteca Vaticana

“Somos os bibliotecários do Papa porque a biblioteca é sua e foi aberta por sua vontade há muitos séculos. Queremos estar ao serviço de nossos visitantes com um instrumento moderno e atualizado. O objetivo do novo site é ser um lugar de acolhida, colaboração e abertura”. Palavras do Prefeito da Biblioteca Apostólica Vaticana Cesare Pasini

Texto por Fabio Colagrande – Vatican News

No endereço vaticanlibrary.va está on-line o novo site da Biblioteca do Vaticano, uma renovação visível aos leitores desde 16 de julho passado, mas em preparação há algum tempo, e caracterizado por um novo layout e um acesso mais fácil a todos os conteúdos e serviços que o enriquecem. Os procedimentos para solicitar reproduções de manuscritos e outros materiais armazenados na Biblioteca foram simplificados e tornaram-se mais intuitivos. Como pode ser visto nos sites mais recentes, a técnica de criação de conteúdo on-line é estática (textos, links de hipertexto, imagens), mas acima de tudo dinâmica: o site permite interagir com outros sistemas de informação conectados. Como os motores de busca de catálogos e biblioteca digital, consulta do catálogo editorial, gerenciamento do twitter visto da web, e-commerce. A operação de restyling é particularmente apropriada neste período pandêmico, quando as regras de segurança sanitária dificultam o acesso físico dos estudiosos. O Prefeito da Biblioteca do Vaticano, Monsenhor Cesare Pasini, confirma isso em nossa entrevista:

Ouça e compartilhe!

Mons. Pasini: A gráfica evolui rapidamente neste tipo de comunicação digital, por isso já há algum tempo estávamos conscientes de que precisávamos atualizá-la com algo mais ágil e mais intuitivo. Também havia novas modalidades, novas ferramentas que deviam que ser inseridas e o site renovado oferece estes novos serviços muito dinâmicos. Por um lado, é um site estático – há textos para ler e imagens para ver – mas há pesquisas que podem ser feitas e tudo isso exigia uma inovação como a que fizemos.

Em primeiro plano, na home-page, pode-se explorar os catálogos e a biblioteca digital. Não é uma escolha aleatória…

Mons. Pasini: Os que entram no site por este caminho, querem também conhecer, ver e consultar, assim como fazer anotações. Portanto este deve ser o primeiro serviço que encontram, devem ser as primeiras coisas belas que veem, para despertar curiosidade sobre o tema e fazer pesquisas. Podem ser vistas medalhas, moedas, gravuras, manuscritos. Assim poderá saber o que se encontra na Biblioteca ou talvez encontre algo que procurava para um estudo particular, assim como pode se interessar com essas mil culturas, mil idiomas que temos na biblioteca em nossos tesouros, idiomas da história mundial.

Acesse a matéria completa publicada pelo Vatican News e saiba mais sobre o novo site da Biblioteca Apostólica Vaticana

«El bibliotecario en muchas ocasiones se convierte en un auténtico detective»: Entrevista a Beatriz Belinda Yúfera, jefa de sección de materiales especiales de la Biblioteca Regional Joaquín Leguina

Texto por Beatriz Belinda Yúfera Rodríguez

Entrevistamos a Belinda Yúfera Rodríguez, jefa de la Sección de Materiales Especiales de la Biblioteca Regional Joaquín Leguina de Madrid, con motivo de la exposición “Carteles Vinfer: colección Fernández Ardavín” que nos muestra un recorrido por la cartelería de la primera mitad del siglo XX.

(Archivoz) Estimada Belinda, muchas gracias por dedicarnos este tiempo para hablarnos de la exposición y de tu experiencia profesional en el sector. ¿Cómo llegaste a la Biblioteca Regional? ¿Cómo ha evolucionado durante los últimos años?

(BYR) Después de más de diez años en Bibliotecas Públicas, la decisión de incorporarme al equipo de la Biblioteca Regional de Madrid (BRM), cambió mi trayectoria profesional en cuanto objetivos, ya que llevar la sección de Materiales Especiales implicó el priorizar el trabajo técnico y la especialización frente a las líneas prioritarias de una biblioteca pública.  Indudablemente, mis inicios en la Biblioteca Nacional de España me permitieron hacer frente a la amplitud de documentos y su variedad. He aprendido mucho desde luego y sigo aprendiendo ya que desde el principio quise afrontar todos los materiales que tenía a mi cargo. La variedad de conocimientos es indudable, el material patrimonial con el fondo moderno comparten nuestro trabajo.  Así, por ejemplo, tenemos documentos sonoros y audiovisuales que entran por Depósito Legal, frente a una compra patrimonial gráfica y cartográfica de siglos pasados. Sin olvidar, las donaciones que cada vez están adquiriendo mucho significado. Gracias al personal que componemos la sección podemos hacer el esfuerzo de conseguir ofrecer al público un extenso conjunto, permitiendo su consulta presencial y digital.   La evolución es indudable y creo que hemos conseguido dar a la sección una entidad propia que la caracteriza.

(Archivoz) Tras 13 años en la Biblioteca Joaquín Leguina, sería interesante que nos cuentes, brevemente, qué tipo de fondos se engloban bajo el concepto “materiales especiales” y cómo son los usuarios que se acercan a investigar sobre la cultura madrileña.

(BYR) Como indicaba anteriormente, la sección cuenta con material sonoro y audiovisual, así como música impresa y manuscrita.  También con cartografía y documentos gráficos que se pueden dividir en grabados, dibujos, cartelería, fotografía, tarjetas postales, ephemera que abarca multitud de documentación, por ejemplo, facturas, pequeñas estampas, cromos, programas de todo tipo de actividades culturales, entre otros ejemplos.  Hay que destacar, la inclusión documental de colecciones personales.  He hablado del Depósito Legal, la BRM recibe todo lo editado en la Comunidad Autónoma, esto significa recibir los materiales descritos no solo a través de compra y donación, sino mediante lo que se publica en nuestra región.  El incremento documental constante en nuestra sección es muy significativo.

Leia a íntegra da notícia no site da Archivoz

Consórcio BDJur oferece tutorial para tour virtual no portal de bibliotecas

O Consórcio BDJur – rede de bibliotecas digitais jurídicas – ganhou um novo recurso para facilitar as pesquisas na plataforma. Fruto de parceria entre a Biblioteca do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Ministro Oscar Saraiva e a Coordenadoria de TV e Rádio do tribunal, o tutorial do consórcio permite um tour virtual no portal, apresentando as bibliotecas digitais participantes, os tipos de conteúdos disponíveis e as opções de pesquisa e acesso aos documentos.

Gerenciado pela Biblioteca do STJ, o Consórcio BDJur reúne, além da biblioteca digital do próprio órgão, acervos de outros órgãos do Poder Judiciário, das esferas federal e estadual – com destaque para a participação do Tribunal Superior Eleitoral e do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios –, e os acervos da Câmara dos Deputados e do Senado Federal.

Veja a matéria completa publicada pelo Superior Tribunal de Justiça e acesse o tutorial

Raffaella Vincenti, la primera mujer de la historia en dirigir la Biblioteca Apostólica Vaticana

Francisco, el actual Papa de la Iglesia católica, ha nombrado como Jefa de Oficina de la Biblioteca Apostólica Vaticana a la Ilma. Sra. Raffaella Vincenti, la cual ocupaba el cargo Secretaria de dicha biblioteca. Este nombramiento convierte a la experta en Biblioteconomía en la primera mujer de la historia en dirigir la Biblioteca Apostólica Vaticana desde su creación en 1448.

El Santo Padre ha nombrado Jefa de Oficina de la Biblioteca Apostólica Vaticana a la Ilma. Sra. Raffaella Vincenti, Secretaria de dicha Biblioteca Apostólica Vaticana [Oficina de Prensa de la Santa Sede: Renuncias y nombramientos, 12.06.2020].

Raffaella Vincenti, la cual sustituye al anterior archivero y bibliotecario José Tolentino Cardinal de Mendonça, obtuvo el título postdoctoral en informática para archivos y bibliotecas en la Escuela Especial para Archivistas y Bibliotecarios de la Universidad de Roma «La Sapienza» con la tesis La web de la biblioteca, de sitio de consulta a portal de servicios: una propuesta para la red URBS. Es profesora en la Escuela Vaticana de Biblioteconomía dependiente de la Biblioteca Vaticana, estando a cargo de la asignatura Bibliografía y referencia.

Conheça mais sobre a Biblioteca Apostólica Vaticana lendo a matéria completa feita pelo Julian Marquina

Bibliotecas do Senado e da Câmara destacam presença feminina em seus acervos digitais

Stella Vaz (no alto) e Judite Martins participaram do Parlabiblio, iniciativa das bibliotecas do Senado e da Câmara Fonte: Agência Senado

As bibliotecas do Senado e da Câmara promoveram na quarta-feira (1º) um debate sobre a produção feminina presente no acervo digital das duas Casas. O evento, que ocorreu por meio de uma “live” transmitida pela internet, faz parte do Parlabiblio, iniciativa das duas bibliotecas para apresentar seus serviços e acervos digitais, além de incentivar a leitura e a discussão de temas relevantes.

Participaram do encontro de quarta-feira as bibliotecárias Stella Vaz, do Senado, e Judite Martins, da Câmara. O encontro foi transmitido pelos perfis das duas bibliotecas no Instagram: @biblioteca.senado e @biblioteca.camara. Essas lives estão armazenadas no IGTV dos dois canais e podem ser vistas a qualquer momento.

Durante o debate, as duas profissionais fizeram uma análise histórica, com base nas obras apresentadas, sobre a produção feminina e a atuação das mulheres na conquista de direitos civis, políticos e sociais. Elas também discutiram a importância dessas escritoras, que, ressaltaram, foram responsáveis por conquistas como o direito das mulheres de votar e serem votadas.

Stella Vaz apresentou algumas das obras da coleção Escritoras do Brasil, com destaque para os livros Mármores, de Francisca Júlia da Silva; A Mulher Moderna, de Josefina Álvares; e Opúsculo Humanitário, de Nísia Floresta. Ela apresentou ainda estudos da Consultoria Legislativa do Senado e bibliografias sobre autoras negras e masculinidades. Todos esses títulos estão disponíveis na biblioteca digital do Senado.

O encontro, segundo Stella, trouxe conscientização sobre a trajetória histórica da pauta feminina na busca da conquista de direitos e sobre o quanto ainda falta conquistar.

Durante séculos as mulheres foram silenciadas, e hoje nós temos essa abertura para tentar resgatar a história delas, oferecendo essas obras em nossos acervos digitais. Mas ainda há um grande caminho a ser percorrido — disse Stella.

Judite Martins também mencionou alguma das obras disponíveis no acervo digital da Câmara, como os livros O Voto Feminino no Brasil e Bertha Lutz, ambos de autoria de Teresa Cristina de Novaes Marques. As obras integram a série Perfil Parlamentar (73), das Edições Câmara.

Para Judite, essas duas obras são de grande relevância, pois na primeira (O Voto Feminino no Brasil) a autora traça uma linha do tempo dos principais eventos que levaram à aquisição do direito da mulher de votar e ser votada. A outra (Bertha Lutz) traz a biografia, com a atuação parlamentar e a trajetória política, de uma das mais destacadas lideranças do movimento feminista na primeira metade do século XX.

Nossa atuação aqui não visa apenas condenar nem desprezar a produção masculina, mas dar destaque à produção feminina, fazendo uma análise histórica de como as mulheres adquiriram o direto de fala na sociedade. Trazer essa temática é uma forma de reduzir as desigualdades históricas. Hoje há muitas deputadas, senadoras e servidoras públicas, e estamos aqui para representar essa temática. Tem muita mulher produzindo no Parlamento e isso se reflete nas bibliotecas digitais — observou Judite.

Fonte: Agência Senado

Bibliotecas do Senado e da Câmara debatem em live produção literária feminina

Stella Maria Vaz (na foto), bibliotecária do Senado, e Judite Martins, bibliotecária da Câmara, abordarão conteúdos e obras das bibliotecas digitais das duas Casas que tratam de temas relacionados à mulher e à produção literária e acadêmica feminina
Osmar Arouck/Biblioteca do Senado

As bibliotecas do Senado Federal e da Câmara dos Deputados promovem mais uma live para apresentar ao público serviços, produtos e acervos on-line disponíveis nas duas Casas legislativas. Desta vez, as bibliotecárias Stella Maria Vaz, do Senado, e Judite Martins, da Câmara, abordarão conteúdos e obras das bibliotecas digitais que tratam de temas relacionados à mulher e à produção literária e acadêmica feminina. A transmissão pode ser acompanhada no Instagram pelos canais @biblioteca.senado e @biblioteca.camara, nesta quarta-feira (1º), às 17h.

A Parlabiblio, explicou Stella Vaz, é uma iniciativa das duas Casas que surgiu para reforçar a atuação das respectivas bibliotecas nas redes, em meio às mudanças comportamentais promovidas pelo distanciamento social (devido à pandemia de coronavírus). Segundo a servidora, a live de quarta-feira, além de trazer ao conhecimento do público o acervo de autoras femininas presentes nas bibliotecas das duas Casas, pretende ainda promover a fala, a escuta, o protagonismo e o empoderamento feminino.

— Além de ser uma oportunidade de contato positivo do cidadão com o Parlamento, o qual está atento às necessidades sociais e aberto ao diálogo, isso reforça o papel das bibliotecas como espaço fomentador de leitura, cultura e reflexão, democratizando o acesso à informação e estimulando o pleno exercício da cidadania — ressaltou Stella, ao reforçar a importância do trabalho neste momento em que as bibliotecas permanecem fechadas ao público por causa do isolamento social.

Fonte: Agência Senado

Biblioteca do STJ mantém serviços para o público durante a pandemia

​​A quarentena provocada pelo novo coronavírus dificultou o acesso a um insumo essencial para o mundo jurídico: informação. A Biblioteca Ministro Oscar Saraiva continua desempenhando papel fundamental no apoio à prestação jurisdicional do Superior Tribunal de Justiça (STJ), além de auxiliar outras cortes, magistrados e operadores do direito em geral, pesquisadores e estudantes.

Segundo a coordenadora da biblioteca, Rosa Maria de Abreu, a pesquisa de doutrina e legislação é essencial para o trabalho dos julgadores, e os investimentos feitos em conteúdo digital e divulgação on-line se mostraram ainda mais úteis e eficientes neste momento de pandemia.

Com o fechamento de muitas bibliotecas jurídicas e universitárias, a biblioteca do STJ – que também está com o atendimento presencial suspenso – tem sido demandada por usuários de todo o país. Em grande parte, os pedidos vêm de magistrados de outros órgãos e de estudantes de pós-graduação interessados em acessar documentos específicos.

Diversidade de servi​​​ços

A quantidade de acessos à Biblioteca Digital Jurídica do STJ (BDJur) cresceu também por conta da solução de problemas na indexação de suas informações no buscador Google. Com a resolução do problema e o início da quarentena, o número médio de consultas mensais na BDJur passou de 230 mil para mais de 430 mil.

Para Rosa Maria de Abreu, o trabalho da biblioteca assumiu maior relevo na pandemia, pois o acesso ao acervo digital se tornou uma necessidade.

Entre os serviços oferecidos pela biblioteca está a Estante Virtual de Periódicos, que disponibiliza acesso a artigos de mais de cem revistas jurídicas, a e-books e outros conteúdos digitais, por meio de diversas bases de dados jurídicas contratadas – como HeinOnline, Proview, Revista dos Tribunais, Biblioteca Digital Saraiva, BID Forum e outras.

Os usuários podem encontrar também mídias de eventos e palestras que aconteceram no STJ, algumas abertas ao público em geral. Outro serviço mantido durante a pandemia é a publicação da série Bibliografias Selecionadas, que traz fontes de informação – como legislação e textos doutrinários – sobre temas diversos.

A Biblioteca Ministro Oscar Saraiva atende pelos e-mails atendimento.biblioteca@stj.jus.br e pesquisa.biblioteca@stj.jus.br, e também pelo telefone (61) 3319-9054.

Fonte: STJ

Bibliotecas do Senado e da Câmara promovem ‘live’ para divulgar acervos digitais

Texto por Comunicação Interna

Biblioteca do Senado está fechada fisicamente desde o início da pandemia. Evento on-line em parceria com a Biblioteca da Câmara possibilita que usuários continuem acessando o acervo pela internet
Roque de Sá/Agência Senado

As bibliotecas do Senado Federal e da Câmara dos Deputados promoveram a primeira live da iniciativa Parlabiblio, que pretende apresentar ao público os serviços e produtos on-line disponíveis nas duas Casas legislativas. O evento reuniu, na quarta-feira (10), os bibliotecários Osmar Arouck, do Senado, e Raphael Cavalcante, da Câmara, para discutir os acervos virtuais disponíveis ao público.

Conforme Arouck, desde o início do isolamento social houve um crescimento de 97% na média mensal de 100 mil acessos da Biblioteca do Senado. Ele acredita que a variedade de itens à disposição das pessoas atraiu atenção para os meios digitais e a tendência é, mesmo após o fim da pandemia do novo coronavírus, isso se manter, avalia.

— Temos publicações digitalizadas por não mais terem direito autoral que impeçam essa transição, mas existem títulos com edições nossas que temos direito de veicular em meio digital apesar de serem recentes. Então há riqueza do que podemos divulgar a nossos usuários. A biblioteca está fechada fisicamente, mas muito ativa no papel que pode desempenhar, particularmente em relação ao Parlamento brasileiro — explicou o bibliotecário.Raphael Cavalcante afirmou que, no caso da Câmara dos Deputados, os campeões de procura são a Constituição Federal e o Regimento Interno da Casa, consultado não apenas pelos parlamentares e seus assessores, mas por estudantes de concursos públicos. Ele destaca, contudo, que o acervo digital conta com cerca de 600 obras consideradas raras e também valiosas para pesquisadores.

— É um material rico e com acesso possível nesses tempos de isolamento social preventivo. Outro volume muito acessado é o Prazer de Ler, da editora da Câmara, que disponibiliza clássicos da literatura em domínio público. Esse tipo de produto tem bastante procura — diz o servidor.

O conteúdo e as lives podem ser acompanhadas pelos canais @biblioteca.senado e @biblioteca.camara, no Instagram. O material ficará armazenado no IGTV dos perfis para ser consultado a qualquer momento.

Fonte: Agência Senado

Papa nomeia mulheres para Biblioteca Apostólica Vaticana e para Autoridade de Informação Financeira

Biblioteca foi criada há mais de 500 anos e possuiu mais de 80 mil manuscritos. Já a Autoridade de Informação Financeira é instituição da Santa Sé que atua na luta contra a lavagem de dinheiro e o financiamento do terrorismo.

Papa Francisco em imagem de arquivo — Foto: Reprodução/AP

O Papa Francisco nomeou nesta sexta-feira (12) duas mulheres para funções de liderança no Vaticano para a chefia da Biblioteca Apostólica Vaticana e para Autoridade de Informação Financeira (AIF).

Drª. Raffaella Vincenti assumirá a chefia da Biblioteca Apostólica Vaticana, onde já atuava como secretária. A biblioteca foi criada há mais de 500 anos e possuiu mais de 80 mil manuscritos.

Antonella Sciarrone Alibrandi, de 55 anos, assumirá a Autoridade de Informação Financeira, que é instituição da Santa Sé que atua na luta contra a lavagem de dinheiro e o financiamento do terrorismo. Atualmente, ele ocupa cargo de pró-reitora vigária da Universidade Católica do Sagrado Coração, na Itália.

Autoridade de Informação Financeira faz parte do Grupo Egmont, que atualmente reúne as unidades de informações financeiras de 152 países e jurisdições. Nesse fórum, os países trocam de informações e tratam de boas práticas de colaboração internacional.

Em julho de 2019, o Papa Francisco nomeou uma brasileira, Cristiane Murray, para atuar como sua vice-porta-voz.

Fonte: G1

Série de Webnários – Fortalecimento das Redes de Informação em Saúde

A Organização Pan-Americana da Saúde/Organização Mundial da Saúde (OPAS/OMS), por meio da sua Representação no Brasil (OPAS Brasil) e do Centro Latino-Americano e do Caribe de Informação em Ciências da Saúde (BIREME), e a Coordenação Geral de Documentação e Informação, Sub-Secretaria de Assuntos Administrativos da Secretaria Executiva do Ministério da Saúde (CGDI/SAA/SE/MS) coordenam uma série de webinários que tem o objetivo de fortalecer as redes de informação em saúde, articular e promover a cooperação e participação das Redes Biblioteca Virtual em Saúde (BVS) e Bibliotecas do Sistema Único de Saúde (BiblioSUS).

A seguir os seis webinários que já estão programados, com temáticas de interesse geral para toda a Rede Brasileira de Informação em Ciências da Saúde e público em geral.

Use a #redesBVSBibliosus para divulgar os eventos. Participe!

Póximos Eventos Data Prevista
A importância do controle bibliográfico na área da saúde: ampliar a visibilidade e o acesso 29/junho/ 2020
O papel da Rede como disseminador e intermediário do conhecimento científico em saúde 27/agosto/2020
Informação científica sobre COVID-19: o papel dos preprints 02/setembro/2020
Ética na publicação científica 16/setembro/2020
Avaliação da ciência – índices de impacto 30/setembro/2020

Webinar 2 – A importância do controle bibliográfico na área da saúde: ampliar a visibilidade e o acesso!

Apresentar as bases de dados bibliográficas, em especial a ColecionaSUS e LILACS, mostrar indicadores e números que mostrem a importância de realizar o controle bibliográfico e apresentar a metodologia e sistemas que possibilitam alcançar o controle bibliográfico, buscar identificar necessidades de capacitação da Rede, e apresentar as atividades de capacitação que são oferecidas.

Data prevista: 29 de junho de 2020 – 10h00 (horário de Brasília)

Palestrantes: a confirmar

Webinar 3 – O papel da Rede como disseminador e intermediário do conhecimento científico em saúde

Apresentar os recursos e fontes de informação da BVS como um todo, os serviços Minha BVS e eBlueInfo, além de outros recursos da interface de busca da BVS. É importante reforçar a importância da BVS Brasil e as instâncias temáticas brasileiras. Também identificar necessidades de capacitação da Rede para o acesso e uso da informação disponível na BVS. Nesta oportunidade promover o Curso de autoaprendizagem sobre acesso e uso da BVS, que está em processo de atualização.

Data prevista: 27 de agosto de 2020 – 10h00 (horário de Brasília)

Palestrantes: a confirmar

Webinar 4 – Informação científica sobre COVID-19: o papel dos preprints

Este webinar tem por objetivo apoiar na identificação de fontes fidedignas e discutir o papel dos preprints – repositórios de artigos científicos que não passaram por avaliação por pares – na evolução e disseminação da informação científica entre especialistas e para a sociedade.

Data prevista: 02 de setembro de 2020 – 10h00 (horário de Brasília)

Palestrante: LilianDra. Lilian N. Calò

Comunicação Científica em Saúde

BIREME/OPAS/OMS

Lattes

Webinar 5 – Ética na publicação científica

A redação de artigos científicos e relatórios técnicos obedece a uma linguagem universal, independentemente do idioma e a regras estritas, que permite que os experimentos sejam repetidos em qualquer parte e os resultados sejam verificados. Princípios éticos na atribuição de autoria, na manipulação de dados de pacientes com confidencialidade, na redação dos artigos e a identificação de periódicos fidedignos para publicar norteiam a comunicação científica e serão apresentados e discutidos neste webinar.

Data prevista: 16 de setembro de 2020 – 10h00 (horário de Brasília)

Palestrante: LilianDra. Lilian N. Calò

Comunicação Científica em Saúde

BIREME/OPAS/OMS

Lattes

Webinar 6 – Avaliação da ciência: índices de impacto

Os resultados de pesquisa são comunicados à comunidade científica e à sociedade em periódicos científicos, livros, anais de congressos, manuais técnicos e outras formas. Sua avaliação é necessária como indicador de qualidade da pesquisa e se traduz em concessão de recursos para pesquisa, avaliação de programas de pós-graduação, progressão na carreira e outros indicadores.

Data prevista: 30 de setembro de 2020 – 10h00 (horário de Brasília)

Palestrante: LilianDra. Lilian N. Calò

Comunicação Científica em Saúde

BIREME/OPAS/OMS

Lattes

Fonte: Portal da Rede BVS

A infodemia e a desinformação em escritórios de advocacia em tempos de covid-19

Texto por Marcos Rogerio Gonçalves

Cabe às áreas de conhecimentos dos escritórios de advocacia (e empresariais) fazer a análise acurada dos conteúdos de informação e conhecimento, delineando todas as averiguações em suas minudências, para que possa chegar ao seu advogado, uma informação rigorosa e assertiva.

Infodemia é um termo cunhado e usado pela Organização Mundial da Saúde (OMS), muito em voga nos dias atuais, associado diretamente à pandemia do novo coronavírus (covid-19) e tem relação intrínseca com outros fenômenos, entre eles o fenômeno da desinformação.

Sendo o mundo jurídico ávido por novos conhecimentos, o advogado não se dissocia da informação, pois é esta o principal insumo do seu conhecimento. São, informação e conhecimento, palavras que não se distanciam da atuação do advogado, mas que podem trazer desinformação, se não forem imbuídas de valor (conhecimento de valor).

A infodemia pode ser definida em três aspectos básicos se dentro de um contexto específico. Assim, é (I) o excesso de informações sobre um determinado assunto que, pelo volume extremamente elevado, tem o poder de direcionar profissionais menos experientes a incorrer em desafortunadas decisões sobre um tema e, em decorrência, distorcer a verdade a ser seguida, e até as políticas que podem ser adotadas para combater conteúdos falsos (e.g.).

Ainda, conforme (II) a autoria, mesmo que seja incialmente de uma fonte primária, rapidamente pode perder sua essência, quando replicada no vasto mundo das redes sociais e da rede mundial de computadores (WWW), bem como quando distribuída nos diversos aplicativos de mensagens instantâneas, o que proporciona o fato das informações vagas, imprecisas e tendenciosas, dificultando o discernimento entre o que é verdadeiro e o falso (as Fake News).

Por último (III) tem relação direta com a autoridade da informação e, neste sentido, é o lado das versões (ou da guerra de versões). É a amalgama que se mostra, e tem forte ralação com a vertente das tendências e do seu uso, para criar outras notícias, para direcionar o leitor, ou usuário final, a pensar de tal maneira, de tal modo, e que, se não houver meios (filtros) pelos quais possa o usuário se distanciar e diferenciar o que é uma informação correta de uma falsa, muitos problemas podem advir da interpretação errada.

O impacto direto nas relações empresariais ocasionado por uma tomada de decisão equivocada, pode ser devastador para a vida profissional do advogado, o que pode ocorrer se ele for abastecido de informações com baixo valor, que contenham vícios. Então, o aconselhamento, passa a ser de “verdades-falsas”. As informações necessitam de um crivo antes de serem usadas, de ser tomada a decisão essencial à manutenção dos negócios. Esse é o uso-fim para os advogados, para sempre estar bem informados, serem os senhores da verdade para o seu cliente.

Os sistemas de informação e de apoio ao advogado não podem, jamais, passar adiante uma orientação com ruídos na comunicação, pelo contrário, devem o conhecimento comunicado ser emoldurados, amparados de cuidados a fim de não se desviarem do seu fim: trazer clareza e elucidar.

Torna-se primordial, assim, que os advogados não sejam tolhidos pela enxurrada de conhecimento resultante da mescla entre notícias falsas com as verdadeiras, que acarretam, certamente, em desinformação. Esta, que entendemos como o que vem sendo a principal fonte geradora de pânico, a essência da tomada de decisão equivocada, precipitada, e a causadora de danos irreparáveis.

Sabidamente, não se pode negar que conforme a velocidade que os boatos circulam, não é possível impor rigor de averiguar sua veracidade. Isso ocorre, por vezes, porque quem dissemina informações falsas, o faz eivado de maledicência, com fito a causar prejuízo, o faz nas sombras.

No sentido contrário, informações divulgadas de forma segura são cercadas por cuidados de checagens e amparadas no fundamento de opiniões diversas, por vezes, de notórias personalidades, em fontes reconhecidas pela boa governança e seriedade com a informação.

Fazendo um paralelo, com a realidade do mundo da advocacia, imaginemos um cenário no qual o excesso de informações geradas por fontes primárias e que são replicadas dentro das redes sociais, dos aplicativos de mensagens e de vários sites e blogs, acabam sendo alteradas e se tornam pouco confiáveis, pelo simples fato de que, em diversos casos, o emissor da informação republicada não é um especialista no assunto. Ou seja, o peso da autoridade varia de acordo com o conhecimento que tem sobre o assunto da discussão. Assim, quais são as fontes e como as classificamos como confiáveis, dentro de um sistema de informação para advogados, em tese?

(I) A fonte primária ou original, são os órgãos governamentais, estes relacionados nas 3 esperas da federação: são os ministérios, secretarias; os órgãos do Poder Judiciário, como os Tribunais; os órgãos do Poder Legislativo: as casas legislativas. Além, também, conceituam-se nesse rol os Institutos de Pesquisas, Associações e Organizações do Terceiro Setor;

(II) Fontes secundária têm intima relação com as fontes primárias, mas aqui podemos dizer que são o resultado, o documento (gravado ou transcrito) que se relaciona diretamente à fonte primária, que motiva (ou é o resultado) a discussão sobre determinado tema, assunto e que ensejou análises e novos documentos e/ou interpretações de terceiros;

(III) Fontes terciárias por sua vez, são aquelas que geralmente chegam aos usuários de forma mais facilmente legível, que têm nos termos utilizados os contornos interpretativos de linguagem mais popular e que se tem mais facilidade de propagação, em escala muito mais ampla, assim alcançando outras camadas da sociedade que não teriam, de outro modo, como acessar e interpretar as fontes primárias e secundárias.

Cabe às áreas de conhecimentos dos escritórios de advocacia (e empresariais) fazer a análise acurada dos conteúdos de informação e conhecimento, delineando todas as averiguações em suas minudências, para que possa chegar ao seu advogado – destino do seu trabalho – uma informação rigorosa e assertiva, preservando a integridade primária em sua essência. E, para que esse serviço de disseminação ocorra dentro de um contexto de normalidade, é necessário seguir alguns passos: conferir se a informação é mesmo da fonte original e se se mantém íntegra, e a própria confiabilidade de fonte original. Também, averiguar se a informação faz sentido (quando foi emitida, quem o fez e o contexto geral dela no momento da sua divulgação), pode ser o início. Entretanto, o esforço nesse sentido só será possível se o exercício diário do aprendizado for constante e ininterrupto.

Fonte: Migalhas

Bibliotecas do Senado e da Câmara apresentam seus serviços pelo Instagram

Texto por Comunicação Interna

Biblioteca do Senado: mudanças de comportamento por conta da pandemia de covid-19 levaram instituição a buscar alternativas de oferecer acervo, produtos e serviços virtualmente
Roque de Sá/Agência Senado
Fonte: Agência Senado

“Um passeio pelas bibliotecas digitais da Câmara e do Senado” é o tema da transmissão ao vivo (live) que acontece na próxima quarta-feira (10), às 18h, patrocinada pelas bibliotecas das duas instituições. A iniciativa, chamada de Parlabiblio, promoverá a partir de agora eventos pela internet para apresentar à população os serviços, produtos e acervos disponíveis nas duas Casas Legislativas. As lives poderão ser acompanhadas pelos canais @biblioteca.senado  e @biblioteca.camara, no Instagram.

Esses eventos virtuais foram a forma que as bibliotecas encontraram para oferecer alternativas ao público diante das mudanças comportamentais provocadas pela pandemia da covid-19.

— A biblioteca é um organismo em constante desenvolvimento e que tem a capacidade de adaptar-se para promover acesso aos recursos informacionais nas atuais condições [de pandemia]. É um momento muito particular em que a biblioteca se sente chamada a contribuir nas ações para minimizar essa situação de desgaste e desconforto que o isolamento social causa na maioria da população — observa o bibliotecário Osmar Arouck, do Senado.

Além de apresentar o acervo, a iniciativa deve promover debates e leituras mediadas para seu público virtual.

Fonte: Agência Senado

Bibliotecária do TCMSP participa de webinar sobre Catalogação em tempos de pandemia

Na quarta-feira, 2 de junho, o Grupo de Trabalho em Catalogação realizou o webinar sobre “Catalogação em tempos de pandemia: a prática catalogadora sob a perspectiva de diferentes realidades”, no qual o Tribunal de Contas do Município de São Paulo (TCMSP) foi representado pela servidora Denise Mancera Salgado, que é bibliotecária na Biblioteca da Escola de Gestão e Contas Públicas do TCMSP.

Em sua intervenção, Denise Salgado falou sobre os desafios enfrentados durante a migração de um sistema de trabalho realizado presencialmente no Tribunal para um sistema de teletrabalho, mesmo que este trabalho já estivesse sendo realizado totalmente on-line desde 2019. Ainda havia, no entanto, uma questão de infraestrutura de informática a ser resolvido.

Sobre a necessidade de sistematização da grande quantidade de informações sobre a Covid-19, Denise conta: “Catalogação é a organização da informação. Quando a gente tem uma quantidade de informação muito grande, e o usuário final terá um produto muito mais assertivo quanto mais organizada estiver essa informação. Assim percebemos a importância que o bibliotecário tem”.

A conversa girou em torno do dia a dia dos catalogadores durante o período de pandemia, suas principais dificuldades e as soluções encontradas. Também participaram da conversa Raquel Oliveira, Coordenadora Geral do Sistema Municipal de Bibliotecas de São Paulo; Rafaela Araújo, bibliotecária da Universidade Federal do Ceará, e Marcelly Chrisostimo, produtora de conteúdo sobre biblioteca escolar, leitura e meditação de leitura para o site Mocinha da Biblio.

Clique aqui e confira o webinar na íntegra.

FonteEscola de Contas – TCM/SP

Las recomendaciones de REBIUN para la reapertura de las bibliotecas universitarias y científicas

La Red de Bibliotecas Universitarias Españolas (REBIUN) ha creado y publicado un documento con una serie de recomendaciones para la reapertura de las bibliotecas universitarias y científicas. El objetivo de estas recomendaciones es servir como un documento base de referencia y guía para que las bibliotecas puedan desarrollar e implementar sus propios planes de vuelta a la presencialidad. Comentar que en dicho documento se especifican detalladamente todos y cada uno de los elementos y servicios a tener en cuenta para hacer una reapertura segura para las personas, además de los medios para seguir ofreciendo el servicio vía online.

Desde la puesta en marcha por parte de las autoridades gubernamentales de las medidas que progresivamente se han adoptado para evitar la propagación del virus COVID-19, la Universidad ha modificado su funcionamiento, servicios y procedimientos con el objetivo de no interrumpir la docencia y mantener su actividad académica por medios telemáticos. Se plantean ahora unas recomendaciones dirigidas de forma específica a las bibliotecas que forman parte de la red con el objetivo de que sean un documento base que pueda servir de referencia y guía a las bibliotecas para desarrollar e implementar sus propios planes de vuelta a la presencialidad.

Entre los principios generales de las «Recomendaciones REBIUN para un protocolo sobre reapertura de las bibliotecas universitarias y científicas» cabe destacar el desarrollo de medidas que garanticen la seguridad de los trabajadores y de los usuarios, la necesidad del distanciamiento social y la buena conducta de los usuarios para contener la pandemia, la evaluación y revisión continua de las medidas con el objetivo de adaptarlas,  y el inicio de la actividad presencial de las bibliotecas universitarias condicionado a la presencialidad de la comunidad universitaria en el campus.

Antes de compartir los puntos más destacados de esta propuesta de protocolo de actuación para la reapertura de las bibliotecas universitarias y científicas, y que bien resumen desde REBIUN, comentar que es un excelente trabajo. Quizás de los más extensos y detallados de todos los que he visto hasta ahora. Y, cómo no, agradecer la mención que me hacen en dicho documento por el post que escribí a principios de abril: 7 medidas a tener en cuenta para crear un protocolo de actuación ante la apertura de las bibliotecas.

  1. Preparación inicial de las bibliotecas universitarias y científicas

Del personal

  • Valoración en cada momento del grado de presencialidad estrictamente necesario en relación a los servicios y tareas a desarrollar.
  • Posponer la vuelta a la presencialidad del personal en situación de riesgo.
  • Adopción de medidas organizativas: teletrabajo, redistribución de tareas y establecimiento de turnos.
  • Información y participación del personal en la elaboración de los planes de reapertura de las bibliotecas universitarias y científicas.
  • Información de las medidas y normas de higiene, así como de procedimientos a seguir que garanticen el establecimiento de un entorno de trabajo seguro.
  • Organizar la entrada/salida al trabajo de forma escalonada.

De las instalaciones

  • Zonas de trabajo individualizadas o bien separadas con mamparas y manteniendo la distancia social especialmente en los mostradores de préstamo.
  • Zonas internas de trabajo (despachos): en general se evitará la presencia de más de una persona por despacho, cuando esto no sea posible, se mantendrá una distancia de, al menos, 2 metros por persona.
  • Individualizar el espacio de trabajo: mobiliarios, sillas, etc. Si no es posible individualizar equipos, al menos teclado y ratón.
  • Ventilación de espacios preferentemente de forma natural.
  • Establecimiento de circuitos de entrada y salida y de circulación por los edificios (escaleras de subida y bajada, circulación por la izquierda, derecha, etc.)
  • Refuerzo de la desinfección de las instalaciones y superficies de trabajo, así como las de uso por parte de los usuarios una vez que llegue el momento de apertura de las salas.

De los procesos

  • Potenciar el teletrabajo en aquellas unidades en las que no sea imprescindible una presencialidad: adquisiciones, catalogación, circulación.
  • Ordenación de salas y depósitos: colocación de fondos desinfectados realizando la tarea de forma individual y con mascarilla y guantes.
  • Concentración de procesos que forman parte de un mismo flujo de trabajo para que participen el mínimo número de personas posible.
  • Evitar reuniones presenciales y reparto de documentos impresos para las mismas.
  • Suprimir reuniones informales en zona de café y/o descanso.
  • Se evitará el desplazamiento del personal dentro de las instalaciones, o entre unas áreas de trabajo y otras y evitar el uso de ascensores.
  1. Puesta en marcha de los servicios en las bibliotecas universitarias y científicas

Medidas en las que prevalece el distanciamiento social con los usuarios y desinfección de equipamiento

  • Marcado de los puestos de lectura.
  • Control de aforo y circuitos de circulación de personas.
  • Restricción de acceso a zonas en las que no sea posible controlar distanciamiento social (salas de trabajo).
  • Formación de forma virtual.
  • Medidas de desinfección e higiene de los puestos de lectura.
  • Uso de mamparas en zonas de atención a usuarios y atención directa con guantes y mascarilla.
  • Señalización de puntos de espera manteniendo distanciamiento social.
  • Restricción de acceso (mediante señalización) a las zonas de libre acceso a los fondos bibliográficos.
  • Establecimiento de sistemas de préstamo previa petición (al menos en las primeras fases).
  • Retirada de equipamiento informático de uso público y restablecimiento progresivo según la evolución.
  • Disponibilidad de gel hidroalcohólico para manipular las máquinas de autopréstamo, llegado el caso.

Servicio de préstamo

Devolución de documentos

  • Contemplar acciones progresivas para la devolución de materiales, evitando la presencia masiva en las bibliotecas (al menos 15 días de plazo a partir de la fecha de vencimiento final de devolución).
  • Mediante datos estadísticos de préstamo, planificar las devoluciones estableciendo días o franjas concretas.
  • Reflejar en los sistemas de gestión a efectos informativos el estado de “ejemplar en cuarentena”.
  • Eliminar las sanciones a aquellos usuarios que les venció el préstamo unos días antes del cierre.
  • Aplicación del periodo de cuarentena a ordenadores, periféricos, DVDs…
  • Evitar el contacto bibliotecario-usuario en el momento de la devolución.
  • Facilitar la devolución de materiales a estudiantes Erasmus o residentes en otras localidades

Cuarentena de materiales

  • Establecer un circuito propio para los materiales que pasen a estar en cuarentena.
  • Habilitar un espacio físico diferenciado para materiales en cuarentena (libros, paquetería…).
  • Habilitar un protocolo de desinfección para materiales que lo permitan (materiales con superficies plásticas).
  • Establecer un período de 10 días para la cuarentena de materiales.
  • Manipulación del fondo de forma segura (guantes, mascarilla).
  • Identificar la fecha de depósito en cuarentena y ubicar el fondo en entorno seguro cerrado (bolsas de plástico, cajas de cartón o estanterías específicas para ello).
  • El uso de máquinas para la desinfección de fondo bibliográfico daña los materiales. Dada su inversión, se recomienda su uso si se van a incorporar como un procedimiento habitual del tratamiento documental más allá de este período concreto.
  • Los documentos que ingresan en la biblioteca vía adquisiciones tienen que pasar por el circuito establecido para la cuarentena.

Reestablecimiento del servicio de préstamo

  • Incorporar para el préstamo materiales disponibles en libre acceso con garantías de desinfección.
  • Ajustar los tiempos establecidos para las reservas incorporando los 10 días establecidos para la cuarentena.
  • Evitar préstamo de libros en papel cuando exista en la biblioteca versión electrónica.
  • Solicitar a los docentes que incluyan en sus bibliografías recomendadas títulos disponibles en versión electrónica.
  • Establecer un servicio de préstamo con cita previa (fase inicial) o bien controlar las aglomeraciones.
  • Fijar un punto de entrega y recogida único en la biblioteca de los materiales en préstamo para evitar el contacto físico.
  • Ampliar los plazos de préstamo para los periodos de corta duración.
  • Aminorar las sanciones.
  • Para personas con factor de riesgo y movilidad reducida, establecer un servicio de préstamo por mensajería.
  • Disponer de gel hidroalcohólico en la zona de máquinas de autopréstamo cuando se estime su restablecimiento.
  1. Información y sensibilización

Objetivo. Generar confianza para todos: la biblioteca un espacio seguro. Implicación de todos para hacer de la biblioteca un espacio seguro.

Información a los usuarios

  • Sobre medidas higiénicas y sanitarias para el correcto uso de los servicios y expuesta en zonas de entrada y de paso obligado.
  • Sobre el aforo, limitación y nuevas formas de uso de los servicios disponibles.
  • Señalética para el distanciamiento social, puestos de lectura a emplear, zonas o servicios restringidos.

Información al personal

  • Medidas adoptadas para garantizar la seguridad.
  • Nuevos procedimientos implementados para un entorno seguro.
  • Participación en el plan de reanudación de los servicios de biblioteca.

Medios

  • Imagen de campaña, eslogan y señalética diferenciada.
  • Soporte impreso y redes sociales, página web.
  • Canalizando dudas, sugerencias, etc… por parte de los usuarios.
  1. La biblioteca digital. Servicios y contenidos digitales
  • Priorizar la adquisición de contenido electrónico sobre papel, especialmente en bibliografía recomendada, así como las plataformas de préstamo electrónico.
  • Desarrollar servicios de digitalización conforme a lo establecido en la legislación en materia de derechos de autor.
  • Dirigir consultas y trámites con la biblioteca a un entorno digital (chat, pregunte al bibliotecario, formularios…)
  • Consolidar la oferta de cursos de formación on-line, incorporando nuevas herramientas que permitan una mayor interacción con los usuarios (videoconferencia, agregación de archivos…)
  • Producir nuevos materiales formativos y guías de contenidos dirigidos a los alumnos.
  • Impulsar el papel de la biblioteca en el desarrollo de la Ciencia abierta (repositorio institucional).
Imagen superior cortesía de Shutterstock

Fonte: Julián Marquina

Jurisprudência em Teses e Bibliografias Selecionadas tratam de gratuidade da Justiça

A Secretaria de Jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça (STJ) divulgou a edição 148 de Jurisprudência em Teses, cujo tema é Gratuidade da Justiça I. Entre as teses disponibilizadas, a equipe responsável pelo produto destacou duas.

A primeira dispõe que o direito à gratuidade para pessoa jurídica em regime de liquidação extrajudicial ou de falência depende da demonstração de sua impossibilidade de arcar com os encargos processuais.

A segunda estabelece que o beneficiário da assistência judiciária gratuita tem direito à elaboração de cálculos pela contadoria judicial, independentemente de sua complexidade.

O tema gratuidade da Justiça também foi abordado na nova edição de Bibliografias Selecionadas. Na publicação – sob responsabilidade da Secretaria de Documentação do STJ –, é possível acessar documentos de doutrina, legislação e jurisprudência sobre o assunto, editadas entre 2017 e 2020.

Sobre os prod​​​utos

A ferramenta Jurisprudência em Teses, lançada em maio de 2014, apresenta diversos entendimentos do STJ sobre temas específicos, escolhidos de acordo com sua relevância no âmbito jurídico.

Cada edição reúne teses identificadas pela Secretaria de Jurisprudência após cuidadosa pesquisa nos precedentes do tribunal. Abaixo de cada uma delas, o usuário pode conferir os precedentes mais recentes sobre o tema, selecionados até a data especificada no documento.

Para visualizar a página, clique em Jurisprudência > Jurisprudência em Teses, na barra superior do site.

O periódico Bibliografias Selecionadas é publicado pela Biblioteca Ministro Oscar Saraiva e traz referências de livros, artigos de jornais e revistas, legislação, notícias de portais especializados e outras mídias sobre temas relevantes para o STJ e para a sociedade, muitos deles com texto integral. Cada edição é dedicada a um tema específico.

Acesse a lista de bibliografias já publicadas.

Fonte: STJ

História da tipografia franciscana em Jerusalém em mostra online

Capela da Ascensão no Monte das Oliveiras, Jerusalém (AFP or licensors)

O objetivo da iniciativa é de apresentar alguns dos textos que fizeram parte da biblioteca da oficina franciscana de tipografia, agora conservados no fundo “Franciscan Printing Press” da Biblioteca Geral de Custódia da Terra Santa em Jerusalém.

“A pequena biblioteca do tipógrafo. Livros, prontuários e manuais das prateleiras da tipografia franciscana de Jerusalém” é a mostra digital disponível na Biblioteca da Custódia da Terra Santa, desde terça-feira, 19.

Em exibição, manuais e prontuários que serviam ao trabalho da Franciscan Printing Press, criada em 1847 pelos Frades Franciscanos Menores da Custódia.

Trata-se de obras indispensáveis ​​para os monges-tipógrafos, que diariamente se deparavam com problemas técnicos e gráficos, como a manutenção das máquinas ou mesmo a dificuldade em encontrar caracteres.

O itinerário da exposição, relata a Custódia da Terra Santa, está dividido em sete seções: após uma introdução histórica e um texto de Steinberg, que descreve os eventos de difusão da imprensa, é possível admirar manuais tipográficos, textos sobre impressoras, esboços e amostras, livros sobre gráfica e encadernação.

Organizada por Pierfilippo Saviotti, a exposição faz parte do projeto “Livros Pontes de Paz” do Centro de Pesquisa Europeu “Livro-Editora-Biblioteca” e da Universidade Católica do Sagrado Coração de Milão, em colaboração com a ONG Pro Terra Sancta e a Biblioteca Geral de Custódia da Terra Santa.

O objetivo da iniciativa é de apresentar alguns dos textos que fizeram parte da biblioteca da oficina franciscana de tipografia, agora conservados no fundo “Franciscan Printing Press” da Biblioteca Geral de Custódia da Terra Santa em Jerusalém.

A tipografia franciscana nasceu oficialmente em 14 de julho de 1864, graças ao apoio do padre Sebastian Frötschner e fr. Barnaba Rufinatscha, enviados pelo Comissariado da Terra Santa de Viena. Eram os tempos do Império Otomano e os franciscanos tinham necessidade de uma gráfica própria para difundir sem nenhum tipo de dificuldade gramáticas ou catequeses dirigidas ao povo local, em um contexto não cristão.

A “tipografia dos PP. Franciscanos” tinha sede no Convento de São Salvador, mudando posteriormente seu nome para” Franciscan Printing Press” e mudando-se para a Betfage, onde está localizada até hoje. Outra sede, a “Edições Terra Santa” está localizado em Milão. (TC)

Fonte: Vatican News

Conselho de Biblioteconomia certifica biblioteca do Museu

Alguns livros que fazem parte do acervo da biblioteca do Museu do Folclore – Foto: Divulgação – Foto: PMSJC

Avelino Israel Fundação Cultural Cassiano Ricardo

A biblioteca do Museu do Folclore de São José dos Campos, denominada ‘Maria Amália Corrêa Giffoni, passou a ser uma das mais de quatro mil bibliotecas certificadas pelo Conselho Regional de Biblioteconomia (CRB) da 8ª região (São Paulo), a partir deste mês. Especializada em folclore e cultura popular, a biblioteca é mantida pelo Centro de Estudos da Cultura Popular (CECP) e Fundação Cultural Cassiano Ricardo (FCCR).

Com a certificação, a biblioteca vê reforçada sua importância para o meio acadêmico local e regional, principalmente como fonte de pesquisa, em razão da sua especialidade e por estar ligada diretamente a um museu da mesma área de atuação. “O fato de a biblioteca do Museu do Folclore estar cadastrada no CRB dá a ela um status mais profissional”, destaca Cíntia Cássia Soares, bibliotecária responsável na unidade.

O registro da biblioteca junto ao CRB também atende a um aspecto legal, de acordo com a sua Comissão de Fiscalização Profissional. O artigo 29 da Lei Federal 9674/98 dispõe que o exercício da função de bibliotecário é privativo de profissionais formados e inscritos no conselho regional da respectiva jurisdição. O CRB da 8ª região integra o Conselho Federal de Biblioteconomia (CFB), que agrega 14 conselhos regionais.

Modernização

A biblioteca também passará por uma modernização do seu acervo, do mobiliário e da sua estrutura de informática, com recursos da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Governo Estadual, por meio do Programa de Ação Cultural (Proac). “Entre outras ações, serão adquiridos novos livros e 93 vídeos de registros de manifestações folclóricas serão editados para posterior divulgação na internet”, explica Cíntia Soares.

O acervo da biblioteca conta, hoje, com mais de dois mil livros especializados, hemeroteca, CDs e discos em vinil de ritmos populares, periódicos e vídeos de manifestações folclóricas da região. Entre seus títulos é possível encontrar todas as 25 edições da Coleção Cadernos de Folclore, publicação conjunta do CECP e Fundação Cultural para divulgação de pesquisas na área da cultura popular.

“O projeto aprovado junto à Secretaria de Cultura ainda prevê a implantação de audioguias (em português, inglês e espanhol) e vídeo narrado em Libras sobra a exposição de longa duração do museu, visando facilitar o atendimento de pessoas com deficiência auditiva e visual”, explica a gestora do museu, Francine Maia.

Museu do Folclore de SJC Av. Olivo Gomes, 100 – Santana (Parque da Cidade) (12) 3924-7318 – www.museudofolclore.org

Fonte: SJC.SP.GOV

O acesso à informação nos tempos da pandemia

Texto por Jéssica Melissa Poquini

Trabalhar remotamente traz uma série de desafios que vão além da abrupta mudança de cultura que as empresas, instituições públicas e até Poder Judiciário enfrentam.

“Pode ser difícil encontrar agulha no palheiro. Mas não descalço.” – Millôr Fernandes.

Vivemos um contexto que mudará paradigmas em diversos setores mundiais. A pandemia da Covid-19 trouxe reflexos e vivências que muitas empresas, de vários ramos da economia não estavam preparadas. Impactou diretamente a atividade econômica, obrigando-as a adotar o trabalho remoto, a fim de reduzir a disseminação do vírus e zelar pela saúde dos colaboradores.

Trabalhar remotamente traz uma série de desafios que vão além da abrupta mudança de cultura que as empresas, instituições públicas e até Poder Judiciário enfrentam.

Para bibliotecas, arquivos jurídicos e demais unidades de informação, a mudança traz também oportunidade de reflexões acerca dos processos cotidianos para os bibliotecários e, principalmente, para os usuários, foco do presente texto.

Nas bibliotecas virtuais, na maioria das vezes o acesso a diversos títulos é limitado, seja pela falta da publicação em formato eletrônico (algumas editoras não disponibilizam seus títulos em formato digital), seja por serem exigidos direitos autorais, ou, ainda, pela ausência de um bibliotecário.

Encontrar soluções alternativas é essencial para atender a demanda do usuário. Para tanto, o profissional deve ter conhecimento de diversas fontes confiáveis para poder apresenta-las como alternativa: periódicos especializados, rede de contato para solicitar apoio e uma boa seleção de títulos eletrônicos para suprir demandas importantes. A digitalização do acervo bibliográfico é fundamental. Mesmo que o documento digitalizado não substitua o original, permitirá o acesso à distância e a correta identificação da fonte.

Adicionalmente, torna-se ainda mais importante a organização eficiente do sistema de gerenciamento de documentos. Sem isso, procurar as informações é como procurar uma agulha no palheiro. Documentos digitalizados e organizados com padrões estabelecidos dão autonomia para o usuário localizar a informação. Para facilitar a localização dos documentos eletrônicos no sistema, devem ser observados, em especial, os seguintes aspectos:

  • Todos os documentos devem ser salvos com a nomenclatura padrão do escritório. Deve ser estabelecida uma política de padronização ou, em sua ausência, é importante estabelecer padrões mínimos a serem seguidos por todos, com ampla divulgação, por cartilhas ou treinamentos internos.

  • Muitos documentos em formato de imagem não possuem a ferramenta de OCR (reconhecimento de texto) o que impede a recuperação por pesquisa textual (por conteúdo). Por isso, esses devem ser arquivados com uma descrição mínima feita pelo usuário.

  • Os sistemas de gerenciamento de acervo possuem diversos campos e conectores para buscas que, combinados, podem “refinar” e “filtrar” resultados mais precisos. Neste ponto, o acesso a manuais de pesquisa é de grande valia;

  • Todos os documentos devem ser salvos na rede e não na área de trabalho.

Assim como os livros possuem sua padronização de localização, os documentos eletrônicos também devem seguir normas de registro e arquivamento. É preciso um trabalho interdisciplinar em conjunto com os diversos setores do escritório ou da empresa, para a maximização dos resultados: os profissionais de tecnologia da informação, para adotar ferramentas capazes de fazer reconhecimento de texto; os colaboradores comprometidos em seguir à risca a política de padronização imposta e profissionais do arquivo e/ou biblioteca, para orientar e implementar os padrões.

Com todos os colaboradores envolvidos e dedicados no processo de gerenciamento do acervo, quem sabe a informação deixe de ser uma agulha no palheiro.

______________

*Jéssica Melissa Poquini é bibliotecária na Dias de Souza Advogados Associados. Bacharel em Biblioteconomia e Ciência da Informação pela FESPSP e pós-graduada em Gestão de Projetos Culturais pela USP.

Fonte: Migalhas

Bibliotecas dos TRTS lançam plataforma sobre a Covid-19 e seus reflexos no direito do trabalho

Foto: Freepik

A Biblioteca Ministro Carvalho Júnior do Tribunal Regional do Trabalho da 1ª Região (TRT/RJ), em conjunto com as demais bibliotecas dos TRTs, lançaram, nesta segunda-feira (4/5), a plataforma “COVID –19 e os reflexos no Direito do Trabalho“.

A iniciativa foi a de gerar uma base de dados colaborativa com a curadoria dos bibliotecários da Justiça do Trabalho. A reunião de informações confiáveis e atualizadas sobre os aspectos da pandemia da covid-19 relacionados ao Direito do Trabalho pode auxiliar na pesquisa e ser útil diretamente para magistrados, servidores e profissionais da área do Direito, que mais do que nunca precisam se manter alinhados às mudanças que estão ocorrendo no contexto jurídico.

Na plataforma, que é de acesso livre, irão constar de forma compilada, em um único documento (planilha), legislação, artigos, podcasts, e-books, webinar, lives, infográficos e demais conteúdos em que especialistas se debruçam sobre os impactos da pandemia nas relações de trabalho e no Direito Processual do Trabalho. Não serão incluídas notícias sobre decisões e jurisprudência.

Os conteúdos de acesso livre e restrito estão sinalizados. No caso de material restrito, o usuário pode entrar em contato com a biblioteca responsável, se for do seu interesse. “Com essa iniciativa, as bibliotecas dos TRTs pretendem dar sua contribuição não somente para o meio jurídico, mas para a sociedade em geral”, observa Lúcia Otero de Carvalho, gestora da Coordenadoria de Gestão de Acervos Bibliográficos (CBIB) do TRT/RJ.

Fonte: GIDJRJ

El papel de las bibliotecas de ciencias de la salud en medio de la crisis sanitaria COVID-19

Hoy la Biblioteca del Hospital universitario de Fuenlabrada ha tenido la oportunidad de participar, junto a otras bibliotecas de toda España (bibliotecas hospitalarias, colegiales, virtuales centrales) en una charla convocada por Ebsco Information Services (proveedor, en nuestro caso, de recursos como CINAHL, Enfermería al Día, IMAIOS, varias revistas…). Las principales conclusiones se podrían resumir en la necesidad de reaccionar ante los nuevos retos con soluciones que hasta ahora se habían ido retrasando, aunque estaban ahí en muchas ocasiones:

  • teletrabajo como opción cierta y eficiente

  • formación online a nuestros usuarios

  • aumentar la cooperación (como ha demostrado el éxito de la iniciativa #AyudaBiblioteca), superando barreras territoriales/administrativas

  • incrementar nuestro papel como filtro en la selección de recursos de información de calidad

  • reestructuración y readaptación de los espacios físicos

  • abrirnos a nuevos horizontes (lucha contra los bulos, atender a las demandas de información sanitaria por la población general…)

  • desarrollo del OpenAccess, imparable después de cómo se ha visto que ha facilitado el avance de las investigaciones sobre la COVID19

  • nuevos modelos de publicación y de la cadena de revisión y validación por pares ¿repositorios y técnicos sanitarios como alternativa?

  • Se puede ver ya el vídeo completo, aviso, es largo 🙂

Fonte: Biblioteca HFLR

Introdução ao projeto “Bibliotecas em memoriais”

Olá! esse é o primeiro vídeo do canal Bibliotecas em Memoriais.

Esse canal é uma das redes sociais do projeto “Bibliotecas em lugares de memória e o trabalho da AGGB: avanços, desafios e propostas para bibliotecas e centros de documentação no Brasil”, hospedado pela Biblioteca do Zentrum für Antisemitismusforschung (ZFA) da Universidade Técnica de Berlim, e financiado pela Fundação Alexander von Humboldt (AvH).

Nesse vídeo eu te conto um pouco do que eu estou produzindo aqui em Berlim, e também como eu pretendo ter…mais gente nessa rede!

Se você se interessou pela minha proposta e quer saber dos próximos passos, me segue aqui e nas demais redes sociais do projeto. Até mais!

Email: memorial.libraries@gmail.com

Blog: https://bibliotecasemmemoriais.wordpr…

Twitter: @memorial_libraries

Linkedin: https://www.linkedin.com/in/frauo/

Fonte: Bibliotecas em Memoriais

Tesouro da Biblioteca do mosteiro de Santa Escolástica digitalizado

Manuscrito da Divina Comédia

Mais de duzentos incunábulos, os livros impressos com tipos ou carácteres móveis das prensas mecânicas, da Biblioteca de Santa Escolástica em Subiaco, serão digitalizados. As obras são dos séculos XV e XVI

Texto por Vatican News

Os incunábulos, livros impressos com tipos ou caracteres móveis das prensas mecânicas, da Biblioteca de Santa Escolástica em Subiaco, serão digitalizados. Parte da catalogação dos 206 incunábulos, impressos entre a metade do século XV e o ano de 1500, pertenciam aos monges beneditinos de Subiaco. O projeto é coordenado e dirigido pela Biblioteca Nacional Central de Roma, em colaboração com o Consórcio Europeu de Bibliotecas e o Mosteiro Beneditino e será financiado pela Fundação Polonsky.

A iniciativa, organizada em módulos, concentra-se em pequenas coleções públicas, privadas e eclesiásticas, espalhadas pelo território italiano que conservam acervos de extraordinária preciosidade e raridade e requerem particular atenção para sua tutela, conservação e utilização.

Onze bibliotecas de mosteiros no projeto

Além do Mosteiro de Santa Escolástica a fase inicial do projeto contará com a participação das abadias de Santa Justina, Praglia, Montecassino, Farfa, S. Nilo em Grottaferrata, Casamari, a Certosa de Trisulti, a Abadia de Cava dei Tirreni e o Oratório dei Gerolamini de Nápoles. São as 11 bibliotecas anexadas aos monumentos nacionais que foram retidas no final do século XIX pelo Estado Italiano depois da lei de confisco e que agora pertencem ao Ministério dos Bens Culturais e Turismo.

Leitura obrigatória para os monges

No site do Mosteiro de Santa Escolástica, lê-se que desde a redação da “Regra” de São Bento, foi imposto aos monges “a leitura tanto privada quanto comunitária, principalmente em particulares momentos do ano litúrgico. Portanto era necessário um lugar para conservá-los, mas em Santa Escolásticas não ficou nenhum sinal desta prática”. No final de 1100, o abade João V, amante da cultura, criou um “Scriptorium” na estrutura, para o qual chamou miniaturistas de grande fama de mosteiros italianos e estrangeiros.

Entre as várias comissões recorda-se a do “Sacramentarium Sublacense”, hoje conservado junto da Biblioteca Vallicelliana de Roma. No final de 1300 a biblioteca de Santa Escolástica contava com 10 mil livros, muitos dos quais foram perdidos com o passar dos séculos. Em 1465 sob iniciativa de dois clérigos o Mosteiro tornou-se sede da primeira tipografia italiana e aqui em 29 de outubro foi impresso o primeiro livro italiano no chamado “estilo Subiaco”.

No século XIX os livros foram confiscados pelo Estado Italiano e, como outros bens do mosteiro, colocados em leilão. Depois Santa Escolástica tornou-se um Monumento nacional. Hoje é Biblioteca Estatal e conta com 100 mil livros, 3780 pergaminhos, 15 mil documentos do ano de 1500 em diante, 440 códigos manuscritos e mais de 200 incunábulos, dos quais apenas 3 impressos em Subiaco.

Os promotores da iniciativa

Quem são os promotores do projeto? O Consortium of European Research Libraries, é uma entidade de pesquisa para a criação de instrumentos para o estudo de livros antigos impressos e manuscritos, enquanto que a Fundação Polonski dedica-se em investir em programas filantrópicos com objetivos de conservação, valorização e livre utilização das heranças históricas e dos patrimônios culturais e ao democrático acesso ao conhecimento e ao saber. O projeto de digitalização dos incunábulos das bibliotecas monásticas na Itália foi encaminhado em 2018.

Fonte: Vatican News

Biblioteca do Senado atualiza guia de fontes primárias sobre novo coronavírus

Bases de dados incluem provedores privados de informação científica
Pedro França/Agência Senado
Fonte: Agência Senado

A Biblioteca do Senado atualizou o guia de fontes primárias de informação sobre o coronavírus com novas bases nacionais e internacionais de conteúdo científico e acadêmico, num total de 19 novos itens. Entre as mais recentes fontes de pesquisa incluídas no guia estão os sites da Associação Médica Brasileira, da National Library of Medicine (EUA) e da plataforma Especialistas e Pesquisas-Coronavírus, desenvolvidas especialmente para tratar do tema pelo Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia. Segundo o bibliotecário Osmar Arouck, do Serviço de Pesquisa Parlamentar (Sepesp), o documento,  disponível aqui,  já teve mais de 2.400 visualizações.  

Osmar relatou que, em consequência da pandemia, muitos provedores privados de informação científica abriram o acesso de suas bases, o que permitiu tornar público esse conteúdo e incluí-lo no material desenvolvido pela Biblioteca do Senado. Ele ressalta que o Sepesp tem mantido uma rotina diária de identificação de fontes confiáveis de informação sobre a covid-19 focada em duas linhas principais: informações sobre a doença e ações para o enfrentamento da pandemia. Esse trabalho, informou o servidor, tem a função de conservar o caráter de atualidade e integridade que a própria demanda desse tipo de informação exige.

A nossa Biblioteca está atuando na busca, sistematização e disseminação de informação de qualidade para que as decisões tomadas no Senado sejam realizadas com base em conhecimento seguro e atual. Deste modo, nos sentimos associados às ações que beneficiam a população brasileira e podemos oferecer à nação um serviço público de qualidade — disse Osmar.

A coordenadora da Biblioteca, Patrícia Coelho, reforça a necessidade da atualização do guia e diz que a ideia é incluir outros conteúdos sempre que uma nova base de pesquisa estiver disponível.

A importância dessa atualização é colocar à disposição dos parlamentares e do público em geral novas fontes de informação confiáveis — informou a coordenadora.

Patrícia afirmou ainda que a Biblioteca está à disposição para realizar pesquisas bibliográficas sobre o novo coronavírus e outros assuntos. O atendimento está sendo feito pelo e-mail biblioteca@senado.leg.br.

O guia de informações primárias e outros documentos de interesse amplo estão disponíveis na Biblioteca Digital do Senado Federal.

Fonte: Agência Senado

Consórcio BDJur oferece novos conteúdos

​O Consórcio BDJur – rede de bibliotecas digitais jurídicas – teve o seu acervo ampliado, com a disponibilização de conteúdos da Biblioteca Digital do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Agora, ao pesquisar no Consórcio BDJur, é possível ter acesso a artigos, periódicos, trabalhos acadêmicos, livros e outras publicações disponíveis na Biblioteca Digital do TSE – como a obra “Evolução do sistema eleitoral brasileiro”, de Manoel Rodrigues Ferreira, publicada pelo TSE em 2005.

Gerenciado pela Biblioteca Ministro Oscar Saraiva, do STJ, o Consórcio BDJur passa a reunir acervos digitais de dez importantes repositórios jurídicos, das seguintes instituições: STJ, CJF, TSE, Senado Federal, Câmara dos Deputados, Tribunal Regional Federal da 2ª Região, Tribunal Regional do Trabalho da 1ª Região, Tribunal Regional do Trabalho da 3ª Região, Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios e Tribunal de Justiça do Ceará.

Atualmente, são mais de 120 mil documentos, número que cresce a cada dia. O consórcio oferece a possibilidade de realização de buscas simultâneas em todos os acervos digitais integrados ao sistema, o que permite encontrar as informações desejadas com mais agilidade.

Acesse o Consórcio BDJur a partir do Acesso Rápido, na parte inferior da homepage do site do STJ, no item Biblioteca. Ou vá diretamente clicando aqui.

Mais informações podem ser obtidas no telefone (61) 3319-9880.

Fonte: STJ

Biblioteca do Senado abre ao público bases de estudos sobre o novo coronavírus

 

— Com essa iniciativa, a Biblioteca do Senado permite que se tenha acesso a essas informações mais rapidamente — ressaltou ela.

Daliane destacou que isso é importante em um contexto de proliferação de fake news, no qual é comum haver dúvidas no momento de identificar quais informações são confiáveis e seguras. Ela acrescentou que a lista oferecida será atualizada sempre que uma nova base estiver disponível.

Coordenadora da Biblioteca do Senado, Patricia Coelho relata que a ideia surgiu a partir dos vários pedidos de pesquisa sobre o novo coronavírus. Patricia observou que, apesar de haver muitos sites e sistemas de monitoramento da doença, as pessoas encontram dificuldades para encontrá-los.

— Nós procuramos agrupar as fontes que estão dispersas. Mas essa não é uma lista exaustiva, pois a cada dia surgem novas fontes. E há muita informação que não é confiável. Nós reunimos fontes do Brasil e de outros países, além de artigos científicos, em bases de dados confiáveis. São fontes primárias, originais — explicou.

De acordo com Patricia, a Biblioteca do Senado está à disposição para realizar outras pesquisas bibliográficas sobre o novo coronavírus. O atendimento é feito pelo e-mail .

Fonte: Agência Senado

No Dia Nacional da Biblioteca, recebemos o compartilhamento de um acervo digital com mais de 4 mil obras

CARD_acervo digital e biblioteca ESA

Em um espaço preenchido pelo silêncio, também se percebe os traços de esforço e dedicação que lotam as prateleiras e acompanham as horas de estudos e pesquisas da advocacia, eis a biblioteca da Escola Superior de Advocacia da OAB/RS (ESA/RS), situada no espaço do OAB/RS Cubo (Rua Manoelito de Ornellas, 55 – Porto Alegre/RS). Nesta quinta-feira (09), se comemora o Dia Nacional da Biblioteca. Segundo o Decreto nº 84.631 de 1980, se instituiu no país a Semana nacional do Livro e da Biblioteca, bem como o Dia do Bibliotecário. Por este motivo, o dia 9 de abril é conhecido como o Dia da Biblioteca.

Sendo constantemente atualizada, a biblioteca da ESA/RS conta, atualmente, com um acervo com mais de 10 mil títulos. Através de seu projeto ESA Cultural, a Escola também promove o lançamento de livros escritos pela advocacia gaúcha. O evento de lançamento costuma ser marcado por um debate sobre uma obra e uma sessão de autógrafo com seu autor.

“O aperfeiçoamento contínuo é essencial em nossa profissão, o dia a dia de advogadas e advogados depende de muito conhecimento e embasamento em suas referências para atendermos nossos clientes. Requer atenção e muito comprometimento”, afirma o presidente da OAB/RS, Ricardo Breier.

Breier ainda destaca a atenção da Ordem gaúcha com a qualificação e atualização da advocacia: “Através de nossa Escola Superior de Advocacia, promovemos cursos de aperfeiçoamento, idiomas e especializações, com temas atualizados e profissionais renomados, e com nossa biblioteca não poderia ser diferente. A OAB/RS está sempre de portas abertas à advocacia e à cidadania, e acreditamos que proporcionar ferramentas ao estudo é uma forma de dispor de recursos para aprimorar e auxiliar o trabalho do advogado em seu cotidiano”, assevera.

“Desde pequena sou uma amante dos livros, quando me perguntavam o que eu queria de presente, pedia livros”, conta a diretora-geral da ESA/RS, Rosângela Herzer dos Santos.

Rosângela ressalta que a biblioteca da ESA/RS está localizada em um lugar muito destacado e harmonioso, um grande convite a colegas advogados e advogadas para fazerem uso dela. “Nosso acervo contém mais de 10 mil obras, e sempre estamos em busca de deixá-la o mais atualizada possível. Para mim, é uma satisfação termos este espaço, contribuindo, através de nossa biblioteca, com o desenvolvimento intelectual e proliferação do conhecimento. Além disso, a nossa biblioteca também tem a função de preservar a nossa cultura, contando a relevância da advocacia”.

Leitor assíduo e colecionador de obras de grandes autores em diversas áreas, o vice-diretor da ESA/RS, Darci Guimarães Ribeiro, ressalta que a data é uma de suas preferidas e brinca que costuma dizer que nas bibliotecas, ou ao menos na sua biblioteca, costumam residir seus professores e amigos mudos: “Dentro de uma biblioteca, há a capacidade de nos fazer rir, chorar, viajar, aprender, tudo isso sem sair de casa ou do escritório. Por isso, essa data é importante, para que possamos refletir que hoje só somos, e chegamos a este estágio civilizatório, graças aos livros. Monteiro Lobato dizia que “um país se faz com homens e livros”, acredito muito na força do livro, a única capaz, para mim, de transformar uma realidade, uma biblioteca é tudo o que uma pessoa precisa para ser feliz”.

Usuário frequente na biblioteca, o advogado Eduardo Waschburger, conta um pouco da experiência com o espaço, que começou antes mesmo de estar no OAB/RS Cubo: “Frequento a biblioteca há muitos anos, desde antes de ser no prédio no Cubo, quando eu ainda era estagiário de Direito. Sempre fui muito bem atendido e assessorado para localizar os materiais que precisava, e aqui também agradeço a ajuda que na época recebia, através do atendimento bibliotecário da Bernadete Moro. Atualmente, costumo ir à biblioteca pelo menos duas vezes ao mês, buscando materiais sobre Direito civil, família e sucessões e processo civil”.

A advogada Luciana de Souza Mazur, ressalta sua satisfação com a variedade e atualização das obras, além do bom atendimento que sempre recebeu: “Frequento a biblioteca desde quando ficava no endereço da Av. Andradas, enquanto era estagiária. Sempre fui muito bem atendida, também se precisava encontrar alguma matéria especial, sempre me alcançaram o livro mais atualizado possível sobre o tema, e isso é algo que gosto muito na biblioteca, a variedade de livros. Atuo mais com Direito civil e de família, mas quando surge a necessidade de atualização sobre outras áreas, é o primeiro lugar ao qual recorro. Realmente, costumo recomendar a biblioteca da ESA/RS aos colegas”.

Vice-diretor da ESA/RS compartilha acervo digital com a biblioteca

O vice-diretor da ESA/RS Darci Guimarães Ribeiro, ao longo de anos, através de incontáveis pesquisas, acumulou um acervo digital com mais de 4 mil obras, em áreas como Direito, Filosofia e Sociologia. Aproveitando a data comemorativa, Darci compartilhou todo o seu acervo com a biblioteca da ESA/RS, estando, a partir de hoje, disponível para a leitura da advocacia clicando aqui.

A diretora-geral da ESA/RS, Rosângela Herzer dos Santos, destaca e agradece em nome de toda a diretoria da Escola: “O acervo que recebemos do diretor e professor Darci vem para abrilhantar ainda mais a nossa biblioteca, que passa a contar com ainda mais obras de grande significância, e está a disposição de todos que queiram fazer uso dela”.

“Alimento esse acervo há cerca de 20 anos, tenho por hábito, à noite e nos finais de semana, ir atrás de obras que me interessam. Sempre que estou lendo uma obra, e ela me indica outra obra, seja de Direito, Literatura ou Filosofia, vou atrás até encontrá-la. As bibliotecas, hoje, disponibilizam quase tudo o que possamos imaginar”, conta o vice-diretor.

Darci afirma que seria difícil destacar, em seu acervo, o título de obras principais, e ressalta: “Tenho obras como a dos fundamentos do cristianismo, feitas por um autor chamado Filón de Alejandría, que condensam cinco volumes. No acervo, também  obras clássicas como de Direito administrativo, escrita por Sabino Cassese, que são dois volumes de 5 mil páginas, cada volume. Sobre Direito inglês, por exemplo, existem as obras completas do Edward Coke e do autor William Blackstone. Sobre Direito romano,  o Corpus Iuris Civilis, umas das edições melhores de 1889 espanhola, que é uma obra maravilhosa. Várias obras de Filosofia e Filosofia jurídica, escritas por autores como Cícero, Adam Smith, David Hume, Friedrich Nietzsche, Edmund Husserl, e vários outros autores. Seria muito difícil destacar uma única obra, depende da necessidade que a pessoa possui no determinado momento, então se torna a obra mais importante”.

Texto: Niége Moreira
Arte: Carlos Piveta
Assessoria de Comunicação OAB/RS
(51) 3287.1867/1821

Fonte: OAB/RS

Biblioteca Blanche Knopf, no Recife, amplia digitalização de seu raro acervo de humanidades

Texto por Emannuel Bento

Biblioteca no Edifício Dirceu Pessoa, em Apipucos, após reforma e ampliação. (Foto: Fundaj/Divulgação)

No porão de um chalé centenário na Avenida Rui Barbosa, um pequeno acervo levantado pelo historiador José Antônio Gonsalves de Mello, diretor do Instituto Joaquim Nabuco de Pesquisas Sociais (primeiro nome da Fundação Joaquim Nabuco), dava início a uma das coleções de ciências sociais e humanidades mais ricas do Brasil. A Biblioteca Blanche Knopf, com 65 anos de história e atualmente localizada no campus Apipucos da Fundaj, na Zona Norte do Recife, conta com mais de 130 mil volumes, entre livros, obras raras, fascículos e periódicos. Recentemente, a instituição tem se preparado para intensificar o processo de digitalização dessa coleção, com o objetivo de democratizar e preservar ainda o patrimônio. Parte das obras ser acessadas pode ser acessada pelo link fundaj.gov.br/index.php/biblioteca.

Entre os destaques da Blanche Knopf, é possível encontrar o acervo da revista A Pilhéria, sobre o comportamento recifense na década de 1920, e os álbuns Artístico commercial e industrial do estado de Pernambuco (1925), de Manuel Rodrigues Folgueira, ou Pernambuco e seus arrabaldes (1951), de Gilberto Ferrez. Os visitantes ainda podem conhecer quatro mil cordéis e 340 títulos de histórias em quadrinhos.

Até que um volume considerável seja digitalizado, existe um processo árduo de trabalho realizado por profissionais especializados, além do suporte dos bibliotecários. Hoje, 9 de abril, quando é comemorado o Dia da Biblioteca, vale conhecer o processo e resgatar um pouco da história do equipamento.

Para manusear as obras raras é preciso usar luvas e máscara, disponibilizadas pela equipe. (Foto: Gabriel Melo/Esp. DP)

“As pessoas que visitam a biblioteca podem ter acesso às obras mais antigas usando máscaras e luvas, mas nós estamos pensando há algum tempo que não adianta ter um material excelente se muitas pessoas não têm acesso”, diz Nadja Tenório, coordenadora da Blanche Knopf há cinco anos. “Um novo projeto de digitalização já foi aprovado, mas estamos aguardando o fim da pandemia para dar início, provavelmente em junho. É um trabalho longo pela extensão do material, que precisa ser escaneado sem danificar as obras. É preciso levar em conta o tipo do papel e o ano de produção da obra. Quase como fotografar página a página, frente e verso. Um trabalho demorado, mas necessário.”

A digitalização vai começar pelas obras mais raras, cerca de 15 mil volumes. “Temos como critérios o assunto abordado, tendo em vista os mais pesquisados pelos usuários. As obras que já se encontram em domínio público poderão ser consultadas a partir do site da Fundaj, de qualquer lugar do mundo. Já as que a reprodução é vedada pelos direitos autorais, poderão ser consultadas digitalmente pelos usuários in loco na biblioteca.”

De acordo com a bibliotecária aposentada Lúcia Gaspar, coordenadora da Blanche Knopf entre 1991 a 2002, o equipamento foi uma das primeiras bibliotecas do Brasil a disponibilizar um catálogo online de suas coleções, ainda em 1997. “Aquilo que você tinha escondido no acervo passou a ficar disponível para o mundo todo. Com isso, recebíamos muitos pesquisadores estrangeiros que procuraram pelo livro com o número para pegar na estante. Eles olhavam do país em que estavam e vinham direto na fonte”, diz Gaspar, que recorda também do lançamento da Pesquisa Escolar Online, em 2002. Foi um site de compilações de textos didáticos de temas do Norte e Nordeste, como fatos históricos, folclore e personalidades. Algumas compilações contaram com tradução em espanhol e inglês.

Da trágica enchente à grande coleção

 

Primeiro prédio da Biblioteca, na Avenida Rui Barbosa. (Foto: Fundaj/Divulgação)

Após o início através da coleção de José Antônio Gonsalves de Mello, o acervo começou a crescer quando a Fundação Joaquim Nabuco selou parcerias com organizações estrangeiras, visando aumentar o fluxo de cópias de folhetos e artigos de periódicos. Essa coleção só passou a ser considerada uma biblioteca em 1954, quando se mudou para Casa Forte, na sede do Instituto Joaquim Nabuco. O geógrafo e poeta Mauro Mota, um dos grandes intelectuais do Recife no século 20, assumiu como diretor do espaço. De acordo com um texto informativo da Fundaj, nessa época a biblioteca já recebia a visita de pesquisadores importantes, a exemplo do médico norte-americano Robert Briggs Watson (1903-1978).

Em 1975, uma enchente causada pela cheia do Rio Capibaribe, que marcou a história do Recife, danificou 90% do acervo da biblioteca. Foi esse episódio que estimulou a mudança do equipamento para o bairro de Apipucos, um local mais alto e com menos probabilidade de ser atingido pelas cheias do rio. No ano seguinte, a biblioteca recebeu uma doação generosa do editor norte-americano Alfred A. Knopf, que ficou tocado pela perda. Por isso, o espaço passou a se chamar Blanche Knopf, esposa do intelectual e especialista em edição de livros.

A biblioteca depois da cheia de 1975. (Foto: Fundaj/Divulgação)

Desde então, o acervo cresceu, agregando bibliotecas particulares de Joaquim Nabuco, Mauro Motta, Sylvio Rabello, Mário Souto Maior, Tadeu Rocha, José de Paiva Crespo e, a mais recente, a de Maximiano Campos. Além dos destaques citados no começo da reportagem, ainda existem obras raras como registros originais da Invasão Holandesa, datados do século 17, ou o livro Escrituras de escravos (1880), de Ernesto Augusto da Silva Freire. Por conta da conservação, esses tipos de volumes só podem ser consultados no espaço que, após a normalização do cotidiano, deve continuar preservando a memória de Pernambuco e do Nordeste.

Fonte: Diario de Pernambuco

Monitoramento dos casos de coronavírus no Brasil e no mundo

A pandemia causada pelo novo coronavírus tem assolado o Brasil e o mundo nos últimos meses. Várias plataformas têm se dedicado ao monitoramento de novos casos, óbitos e curas. Agregando informações que devem orientar políticas públicas de combate à pandemia. A Biblioteca da Câmara apresenta algumas dessas plataformas.

O Covid-19 Visualizer, mantido por estudantes da Carnegie Mellon University, nos Estados Unidos, traz atualizações acerca da evolução da pandemia no mundo.
https://www.covidvisualizer.com/

O Painel Coronavírus apresenta dados consolidados pelo Ministério da Saúde, com dados do Brasil, estado por estado. https://covid.saude.gov.br/

O Painel Coronavírus Brasil, da Rede CoVida, é uma iniciativa conjunta do Centro de Integração de Dados e Conhecimentos para Saúde (Cidacs/Fiocruz Bahia) e a Universidade Federal da Bahia, que reúne colaboradores de diversas instituições científicas de forma solidária. Traz dados de todo o Brasil. http://covid19br.org/

A Universidade Federal de Viçosa também lançou uma plataforma sobre a pandemia do Covid-19 no Brasil, relatando casos município a município. https://labs.wesleycota.com/sarscov2/br/

Fonte: Biblioteca da Câmara dos Deputados

Biblioteca do Senado lança guia de fontes oficias sobre a covid-19

Como parte das ações do Congresso para enfrentar a crise do coronavírus, a Biblioteca do Senado lançou um guia de fontes nacionais e internacionais sobre a covid-19. A iniciativa é uma forma de ajudar a combater a disseminação de mensagens falsas sobre o assunto e divulgar informações seguras para a população que precisa se proteger e saber agir em caso de suspeita. A Biblioteca Digital do Senado pode ser acessada nesse link: senado.leg.br/biblioteca.

Fonte: Agência Senado

BDJur lança formulário para avaliação do serviço pelos usuários

​A Biblioteca Digital Jurídica – BDJur disponibilizou para seus usuários um novo canal de comunicação: o formulário Avalie a BDJur, que pode ser acessado na página inicial da biblioteca digital.

Pelo novo formulário, o usuário pode informar sobre dificuldades de navegação e avaliar os conteúdos, além de enviar sugestões e críticas.

A partir dessa interação permanente com os usuários, a equipe gestora da BDJur vai recolher opiniões para implementar melhorias no sistema.

Outras informações podem ser obtidas com a Seção de Biblioteca Digital, da Biblioteca Ministro Oscar Saraiva, no telefone (61) 3319-9880.

Fonte: STJ

Biblioteca Geral do Judiciário atende solicitações de pesquisa de forma remota

Serviços e acesso a plataformas jurídicas continuam disponíveis para servidores e magistrados

Prazo para devolução de livros emprestados foi ampliado.
Prazo para devolução de livros emprestados foi ampliado. Arte: Dicom

Servidores e magistrados da Justiça alagoana, que desempenham  suas funções por teletrabalho desde o último dia 20, podem  continuar a solicitar os serviços da Biblioteca Geral do Poder Judiciário. Os servidores do espaço seguem atendendo, também de forma remota, solicitações de pesquisas e levantamentos bibliográficos. O resultado da pesquisa, contendo referências disponíveis no acervo impresso e digital, além dos arquivos com texto completo, é enviado em até 24 horas, por e-mail. Clique aqui para acessar o formulário para solicitação de pesquisa.

As plataformas jurídicas Fórum Conhecimento Jurídico, RT online, vLex e Biblioteca Digital Proview seguem ativas, com acesso via Intrajus. O espaço físico da biblioteca, localizado na Escola Superior da Magistratura (Esmal), está fechado temporariamente conforme determinação da Presidência do TJAL e da Corregedoria-Geral da Justiça por meio do ato normativo conjunto nº 4/2020. A medida segue resolução do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

Por esse motivo, o prazo para devolução de livros emprestados foi estendido até enquanto durarem as medidas de distanciamento social para controle da disseminação do Coronavírus. Para mais informações, entre em contato pelo e-mail bibliotecageral@gmail.com ou por meio de ofício para a servidora Mirian Ferreira Alves, diretora da biblioteca.

Carolina Amâncio – Esmal TJAL
imprensa@tjal.jus.br – (82) 2126-5378

Fonte: ESMAL

 

Butantan fecha museus e biblioteca por tempo indeterminado

(Foto: Divulgação)

O Instituto Butantan, maior centro de pesquisas biomédicas do mundo, decidiu fechar por tempo indeterminado seus três museus – Biológico, Histórico e de Microbiologia – e a biblioteca da instituição, a partir deste sábado, 14 de março. As atividades nesses espaços estão suspensas.

Essa é uma medida de prevenção ao coronavírus (covid-19), atendendo a orientação do Governo do Estado de São Paulo para que as pessoas evitem aglomerações. O parque do Butantan permanecerá aberto para visitação. Mais informações em www.butantan.gov.br.

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Fonte: Repórter Diário

BIBLIEx gerencia projeto que abriga as bases de dados referentes à gestão de informação no Exército

O ano de 2020 marcou a chegada à Biblioteca do Exército (BIBLIEx) do Portfólio de Apoio à Gestão do Conhecimento EB Conhecer e da Rede de Bibliotecas Integradas do Exército (Rede BIE), oriundos da Diretoria do Patrimônio Histórico e Cultural do Exército (DPHCEx).

O EB Conhecer é um conjunto de plataformas digitais, livres e colaborativas, que abriga as bases de dados referentes à gestão de informação no Exército Brasileiro. Criado pelo Comando do Exército em 2019, tem como um dos seus objetivos aumentar a visibilidade das publicações da instituição e o acesso a elas, de forma aberta, em conformidade com a Lei nº 12.527, de 18 de novembro de 2011 (Lei de Acesso à Informação).

O EB Conhecer agrega as produções intelectuais, as publicações de periódicos, os produtos de eventos temáticos de interesse da Força Terrestre, o patrimônio histórico e cultural e os conceitos doutrinários, visando armazenar, organizar, gerenciar, preservar, recuperar e difundir, em formato digital,  o acervo produzido no âmbito do Exército e passível de integração com o meio civil.

O sistema está organizado em aplicativos com funções específicas para a gestão do conhecimento no âmbito do Exército Brasileiro, são eles: a Biblioteca Digital do Exército (BDEx), o Portal de Periódicos do Exército (EB Revistas), o Portal de Eventos do Exército (EB Eventos), o Acervo do Patrimônio Histórico e Cultural (EB Acervo), a Enciclopédia Colaborativa de Doutrina (Wikidout) e o Metabuscador (EBusca).

A intenção, ao criar o Portfólio, foi modernizar os meios de difusão dos trabalhos científicos do Exército com plataformas digitais open source (código aberto) que tiveram custo zero e, dessa forma, otimizaram a utilização de recursos humanos, materiais, financeiros e tecnológicos, contribuindo para facilitar a pesquisa dos discentes e docentes das escolas do Sistema de Educação e Cultura do Exército (SECEx) e do público em geral.

A Rede BIE foi criada em 2012 com a finalidade de proporcionar a cooperação dos serviços técnicos entre as bibliotecas integrantes, prover o compartilhamento de informações (militares e especializadas) e facilitar para os usuários dessas bibliotecas o acesso às informações e aos seus acervos.

Atualmente, essa rede reúne 37 bibliotecas, na sua maioria em estabelecimentos de ensino do Exército Brasileiro, e dispõe de um acervo de 430.000 títulos. Além disso, utiliza o Sistema Pergamum, desenvolvido pela Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUC/PR), como software gerenciador e integra a Rede de Bibliotecas do Ministério da Defesa (REBIMD).

A vinda do EB Conhecer e da Rede BIE para a BIBLIEx veio agregar uma nova dimensão às atividades desenvolvidas pela Casa do Barão de Loreto: o gerenciamento de um sistema integrado de softwares que dará significativo suporte para a criação de conteúdos acadêmicos e irá permitir o acesso a informações essenciais para a produção científica dos integrantes dos estabelecimentos de ensino do Exército Brasileiro e do público em geral de maneira simples e ágil.

Com efeito, o Exército Brasileiro realiza, desde 2019, um grande esforço no sentido de divulgar esses novos recursos tecnológicos aos integrantes da Força Terrestre. Para isso, foram realizadas apresentações do EB Conhecer/Rede BIE em inúmeras escolas do SEDEx, bem como a participação do gerente do Portfólio em eventos da ciência da informação na Universidade de Barcelona, Espanha, onde também foi apresentado o EB Conhecer.

A participação de um militar do Exército Brasileiro em eventos no exterior e a apresentação do Portfólio de Apoio à Gestão do Conhecimento, como uma nova ferramenta à disposição dos integrantes da Força Terrestre e do público de maneira geral, tiveram por finalidade criar laços de comunicação entre o Exército e o meio acadêmico internacional e, dessa forma, projetar o nome da instituição e do Brasil no continente europeu.

Desse modo, a iniciativa de transferir o EB Conhecer e a Rede BIE para a BIBLIEx fortalece a aspiração do Exército Brasileiro de manter-se na vanguarda da gestão do conhecimento. A vinda da Biblioteca Digital do Exército e das demais plataformas dará à Casa do Barão de Loreto melhores condições de participar no aperfeiçoamento dos processos de pesquisa nas escolas da Força Terrestre, contribuindo para a busca da excelência do ensino, do nível médio ao superior, desde a formação até os altos estudos.

Fonte: DefesaNet

Michelle muda de ideia e não quer mais sala com banheiro privativo na biblioteca do Planalto

A biblioteca presidencial sendo desmontada para montagem de gabinete de Michelle Bolsonaro (Montagem)

Após a repercussão negativa da mudança, a primeira-dama resolveu voltar atrás

Após a repercussão negativa, a primeira-dama Michelle Bolsonaro resolveu desistir da nova sala e pediu uma outra para abrigar a equipe do programa Pátria Voluntária, coordenado por ela.

A tradicional biblioteca da Presidência da República, localizada no anexo I do Palácio, estava sendo preparada para receber a equipe do programa Pátria Voluntária, coordenado por Michelle.

Ela se reuniu com o ministro da Secretaria-Geral, Jorge Oliveira, responsável pela biblioteca, e pediu que sua equipe fosse alocada em outro espaço.

O valor gasto com a reforma não foi informado pela assessoria da Presidência da República, que em julho do ano passado gastou R$ 328,8 mil em dinheiro público na montagem e decoração de um gabinete para a primeira-dama no bloco A da Esplanada dos Ministérios.

De acordo com assessores do Planalto, um novo local está sendo providenciado para abrigar a primeira-dama e sua equipe. Entre as áreas mais cotadas está do Programa de Parcerias de Investimentos, o PPI, que migrou para o Ministério da Economia.

Com isso, a biblioteca deve voltar a ter seu tamanho original.‌

Com informações da coluna de Bela Megale

Fonte: Revista Fórum

Conselho de Biblioteconomia aciona CGU para impedir Michelle Bolsonaro de ocupar Biblioteca da Presidência

Conselho Federal de Biblioteconomia acionou a CGU sobre a responsabilidade resultante do risco da perda ou danos causados ao acervo da Biblioteca da Presidência da República, que está tendo seu espaço reduzido para abrigar uma sala, destinada a receber a primeira-dama, Michelle Bolsonaro, e a equipe do programa Pátria Voluntária

Bolsonaro desmonta biblioteca do Planalto.Bolsonaro desmonta biblioteca do Planalto. (Foto: Divulgação)

247 – O Conselho Federal de Biblioteconomia irá questionar junto à Controladoria-Geral da União (CGU) sobre a responsabilidade resultante do risco da perda ou danos ao acervo da Biblioteca da Presidência da República, que contabiliza mais de 42 mil itens e 3 mil discursos de presidentes que datam desde o início da República. O local está tendo seu espaço reduzido para abrigar uma sala, que terá até banheiro privativo, destinadaa   receber a primeira-dama, Michelle Bolsonaro, ea equipe do programa Pátria Voluntária.

Segundo a coluna da jornalista Samanta Sallum, a primeira reação veio do Conselho Regional da 1ª Região que ressaltou os riscos aos documentos e registros históricos da Biblioteca da Presidência da República empilhados indevidamente nos corredores do Palácio do Planalto. Logo em seguida, o Conselho Federal também questionou o fato por meio de um ofício à CGU.

“Sem se preocuparem com essa instituição centenária, responsável pela memória de todos os Presidentes do nosso país, com um acervo atualizadíssimo de mais de 33 mil volumes, decidiram reduzir o espaço pela metade, deixando o acervo fechado e eliminando todos os espaços de convivência, estudo e leitura que estavam acessíveis para a população”, destaca o texto. Para o biblioteconomista e presidente do Conselho, Fábio Lima Cordeiro, “o prejuízo para a memória do país já se sabe, será alto.

Fonte: Brasil 247

Conselho protesta contra ocupação da Biblioteca da Presidência por Michelle

O Conselho Federal de Biblioteconomia vai cobrar da Controladoria-Geral da União (CGU) de quem será a responsabilidade pelo risco de dano e perda do acervo da Biblioteca da Presidência da República, com 42 mil itens e 3 mil discursos presidenciais.

A primeira reação veio do Conselho Regional da 1ª Região, que afirmou que estão em grave risco documentos e registros históricos da Biblioteca da Presidência da República.

O órgão reagiu em protesto à redução do espaço e ao fato de muitos livros estarem empilhados indevidamente nos corredores do Planalto.  Foram desalojados por causa de uma obra para abrigar o novo escritório de trabalho da primeira-dama, Michelle Bolsonaro.

“Sem se preocuparem com essa instituição centenária, responsável pela memória de todos os Presidentes do nosso país, com um acervo atualizadíssimo de mais de 33 mil volumes, decidiram reduzir o espaço pela metade, deixando o acervo fechado e eliminando todos os espaços de convivência, estudo e leitura que estavam acessíveis para a população”, critica a direção do Conselho.

O espaço será reformado para abrigar os assessores do Programa Pátria Voluntária, da primeira-dama — antes eles ocupavam um gabinete recém-reformado no Ministério da Cidadania —, que custou mais de 300 mil reais de recursos públicos.  Mas a estrutura vai ser agora transferida ao Planalto para que a primeira -dama trabalhe mais perto do presidente.

Não se sabe ainda o valor dos gastos para a reforma do espaço no Anexo I do Palácio do Planalto. “Mas o prejuízo para a memória do país já se sabe, será alto”, afirma o presidente do Conselho, o biblioteconomista Fábio Lima Cordeiro.

O órgão ressalta que  “as bibliotecas presidenciais em todos os países atuam como entidades que visam preservar a memória e o legado do tempo de um presidente em exercício. Estão abertas ao público e disponibilizam os registros de um governo a pesquisadores, historiadores e a qualquer pessoa interessada em saber como aquele governo funcionou, independentemente de qualquer questão partidária ou ideológica”.

A Biblioteca da Presidência da República do Brasil reúne e documenta registros governamentais e históricos, discursos e fotos oficiais dos ex-presidentes brasileiros.

Banana e besteira

Diante da polêmica, o presidente Bolsonaro afirmou que a imprensa  “se preocupa com besteira” “e que nenhum livro será jogado fora com as mudanças na biblioteca”.

“Nenhum livro vai embora, vai ficar tudo lá. A primeira-dama faz um trabalho de graça para o Brasil todo. Em vez de vocês elogiarem, vocês criticam. Tenha santa paciência”, retrucou.

Bolsonaro repetiu o gesto de dar uma banana à imprensa ao falar sobre o assunto. “A biblioteca teve uma pequena diminuição, então, estão descendo a lenha porque vai diminuir, em vez de elogiar a primeira-dama”, completou. “Quem age dessa maneira merece outra banana.”

Fonte: Congresso em Foco

Biblioteca da Presidência passa por obra para abrigar equipe da primeira-dama e perde espaço

Por TV Globo — Brasília

Biblioteca da Presidência perde espaço para receber equipe coordenada pela primeira-dama

A tradicional biblioteca da Presidência da República, em Brasília, está perdendo espaço para receber a equipe coordenada pela primeira-dama, Michelle Bolsonaro.

A biblioteca fica em um prédio anexo ao Palácio do Planalto, ao lado da vice-presidência. Reportagem publicada na edição de “O Globo” na internet mostra que o espaço será reduzido pela metade.

Segundo a reportagem, essa é a segunda vez que o governo federal banca uma reforma para abrigar Michelle Bolsonaro e sua equipe na Esplanada. Há sete meses, foram gastos R$ 330 mil em obras no Ministério da Cidadania para adaptar salas para a primeira-dama e servidoras do Pátria Voluntária.

O Programa Nacional de Incentivo ao Voluntariado – o Pátria Voluntária – foi criado em julho. Tem por objetivo promover, valorizar e integrar o trabalho voluntário no país. Era ligado ao Ministério da Cidadania, mas em dezembro passou para a Casa Civil. Por isso, a transferência para o Palácio do Planalto.

A biblioteca da Presidência foi criada no governo do presidente Wenceslau Brás, entre 1914 e 1918, quando a sede do governo ainda era no Rio de Janeiro. Com a construção de Brasília, primeiro foi instalada no prédio principal do Planalto, mas em 1979 foi transferida para o anexo.

Tem um acervo de 42 mil itens – três mil discursos de presidentes da República, obras de direito, economia e administração. É aberta ao público de segunda a sexta-feira.

O presidente do Conselho Regional de Biblioteconomia, Fabio Cordeito, conta que esteve na biblioteca. E que viu o andamento das obras. Ele disse que conversou com servidores e foi informado que o acervo está acomodado no novo espaço. Mas a área disponível ao público terá de ser reduzida. Para Fabio Cordeiro, a preocupação é com o futuro da biblioteca.

“O risco de diminuir de tamanho é porque uma biblioteca é um organismo em crescimento, então ela tem que ter espaço para garantir que os acervos futuros caibam nesse espaço físico. Então, a medida que os governos forem passando, novas políticas vão sendo criadas, políticas precisam ser preservadas para a história do país e para memória institucional de todo o governo”, disse.

Em nota, a Secretaria- Geral da Presidência informou que “a biblioteca da Presidência da República, inclusive em razão de sua relevância institucional, vem passando por um permanente processo de modernização”, e que “no que se refere às recentes alterações do espaço físico destinado à biblioteca da Presidência da República, é importante registrar, primeiramente, que 100% do acervo físico será preservado, em condições técnicas adequadas.”

“Ainda a esse respeito”, diz a nota, “cabe esclarecer que havia em torno de 40% de espaço não utilizado nas estantes da biblioteca, de forma que, mesmo com as alterações promovidas, ainda restará margem para ampliação do acervo.”

A Secretaria informou também que “por outro lado, essas mudanças também visam otimizar os espaços físicos da Presidência, permitindo que outras atividades relevantes possam ser desempenhadas pelos seus servidores.”

A reação do presidente Bolsonaro destoou do tom sóbrio da nota da Secretaria-Geral da Presidência da República.

Depois de afirmar que a primeira-dama fará trabalho gratuito em prol dos deficientes, fez um gesto agressivo contra os repórteres.

“Estão descendo a lenha que a biblioteca vai diminuir. Em vez de elogiar a primeira-dama, ficam criticando”, disse. “Quem age dessa maneira merece outra banana”, afirmou o presidente.

Leia a íntegra da nota da Secretaria-Geral da Presidência:

“A Biblioteca da Presidência da República, inclusive em razão de sua relevância institucional, vem passando por um permanente processo de modernização.

Nesse sentido, ressalta-se que os acervos presidenciais, como discursos e fotografias, já se encontram em formato digital, acessível pela página biblioteca.presidencia.gov.br, contendo todo material histórico presidencial.

Essa digitalização do acervo de ex-presidentes da República foi a primeira etapa, já concluída e institucionalizada, do processo de modernização institucional. Na sequência, pretende-se, em parceria com a Imprensa Nacional (IN), concluir a digitalização de todos os diários oficiais já circulados, o que ensejaria, em um segundo momento, a possibilidade de deslocamento do respectivo acervo da PR para compor o Museu da IN.

No que se refere às recentes alterações do espaço físico destinado à Biblioteca da Presidência da República, é importante registrar, primeiramente, que 100% do acervo físico será preservado, em condições técnicas adequadas.

Ainda a esse respeito, cabe esclarecer que havia em torno de 40% de espaço não utilizado nas estantes da Biblioteca, de forma que , mesmo com as alterações promovidas, ainda restará margem para ampliação do acervo.

Ademais, havia mais de 100 m2 destinados à área administrativa da biblioteca, que agora será ajustado à real necessidade dessas atividades.

A intenção da Administração da PR é seguir modernizando a Biblioteca, inclusive com a inserção de novas tecnologias que permitam maior acesso da população e dos servidores.

Por outro lado, essas mudanças também visam otimizar os espaços físicos da PR, permitindo que outras atividades relevantes possam ser desempenhadas pelos seus servidores.”

Fonte: G1

Conselho de Biblioteconomia critica redução da biblioteca da Presidência da República

A tradicional biblioteca, criada no governo do presidente Wenceslau Brás, entre 1914 e 1918, está perdendo espaço para receber a equipe coordenada pela primeira-dama, Michelle Bolsonaro

Quadrinhos infantis ganham exposição em São Paulo

Texto por Marcelo Naranjo

Associação dos Quadrinhistas e Caricaturistas do Estado de São Paulo – AQC-ESP comemora o Dia do Quadrinho Nacional com a exposição Quadrinhos Infantis Brasileiros, na Biblioteca Latino-Americana Victor Civita do Memorial da América Latina, dos dias 30 de janeiro até 10 de fevereiro de 2020.

A abertura oficial será no dia 1º de fevereiro, sábado, das 10h às 14h.

Um bate-papo com autores de quadrinhos infantis acontece no local, às 11h, com a presença dos artistas Cesar Sandoval (Turma do Arrepio e Trapalhões), Marco Cortez (Senninha), Denise Ortega (roteirista do Sitio do Pica-pau amarelo e Menino Maluquinho), Régis Rocha (Herói) e Jal (MSP).

Exposição 150+1 ano de Quadrinhos Brasileiros em 150 tiras, realizada em 2019 celebrando os 150 anos de Nhô Quim de Ângelo Agostini – a primeira história em Quadrinhos do Brasil – será agora realizada na Biblioteca Pública Municipal Professor Ernesto Manoel Zink, em Campinas, de 30 de janeiro a 29 de fevereiro.

A entrega do 36º Troféu Ângelo Agostini acontece no dia 13 de Junho de 2020, com exposições, palestras, bate-papo, feira de quadrinhos e a entrega do troféu aos melhores de 2019, também na Biblioteca Latino-Americana Victor Civita do Memorial da América Latina. A programação será divulgada próxima do evento.

Fonte: UNIVERSO HQ

Bibliotecários: atuação profissional, tecnologias da informação em transformações quebrando paradigmas

Texto por Luis Miranda Soares*

O Congresso INFORMATIONSHOW 2019 realizou sua 10ª edição comemorando 10 anos com um evento de grande importância dentro da sociedade, e suas Instituições de seguimento público ou privado na gestão da informação e no processo de digitalização de conteúdo com qualidade, para que seja recuperado e disseminado o conhecimento com eficiência e eficácia.

Um encontro de diversos profissionais com a possibilidade de atualizar-se sobre gestão da informação e seus efeitos, parceria e troca de experiências sobre as mais recentes novidades e tecnologias para o gerenciamento de informações corporativas.

Evento especializado com palestrantes qualificados e capacitados, sendo os seguintes temas abordados nas palestras:

  • INFORMATION AND DATA MANAGEMENT- de onde veio e para onde vai nos próximos 10 anos;

  • O futuro da automação através de casos reais;

  • A Gestão da Informação alavancando a Transformação Digital;

  • Intelligent Automation – A fusão entre Inteligência Artificial e Robotics;

  • Cyber Criminals – O Perigo Mora ao Lado;

  • Transformação digital do Governo;

  • RPA integrado com Inteligência Artificial, Chatbot e URA;

  • Desafios e benefícios de se utilizar ferramentas inteligentes de RPA no mundo corporativo;

  • Máquinas X Humanos: Defina Humanos.

Com objetivo de explicar as funcionalidades das tecnologias de ECM, Big Data, Analytics, RPA, Inteligência Artificial, Blockchain, Machine Learning, Computação Cognitiva, e demais no processo da gestão da informação que é composto de etapas importantes e necessárias para um bom projeto em qualquer área corporativa, onde a informação é considerada o petróleo “capital”.

Quais as novidades podem ser aplicadas na área jurídica?

Dentro as novidades que foram apresentadas, podemos aplicar a digitalização e indexação de documentação centralizada na gestão da informação, aplicando a LGPD – Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais. Sendo necessário que ocorra uma mudança de cultura dentro nas Instituições jurídicas do Brasil de forma processual, respeitando as diferenças de cada profissional e sua importância.

As demais tecnologias apresentadas no Congresso INFORMATIONSHOW devem ser avaliadas com critérios para serem implantadas em qualquer Instituição de acordo a necessidade existente.

O que as informações obtidas agregam para sua atividade no escritório?

Vai agregar na gestão de dados, com a obtenção de informações de confiança por meio de processos. Tratamento do dado agregando a outros dados, se transformando em informação inteligente utilizando-se das novas tecnologias para gerenciamento das informações, que proporciona um relacionamento de sucesso com o cliente.

O que o evento agregou para sua vida profissional?

Sempre contribui de forma direta e indireta visto que a tecnologia e suas transformações são constantes e rápidas, e se faz necessário à atualização para realizar um bom trabalho, e oferecer o que tem de melhor no mercado, que cada vez é competitivo.

Agrega um amplo networking com diversos profissionais que trabalham com a gestão, tratamento, digitalização/captura da informação com visões amplas sobre o assunto em diversos seguimentos do mercado dentro da sociedade.

Saber como utilizar as tecnologias de ECM, Big Data, Analytics, RPA, Inteligência Artificial, Blockchain, Machine Learning, Computação Cognitiva na gestão e gerenciamento da informação.

O evento faz com que os profissionais sejam cada vez mais capacitados em atuar com que tem de melhor no mercado sobre gestão da informação e os meios tecnológicos para desenvolver esse trabalho com qualidade e total atualização.

O que o evento agregou para sua vida pessoal?

Experiências novas que flui conhecimento e bons relacionamentos que contribui no modo de pensar, agir e contribuir para o meu desenvolvimento dentro da sociedade. Refletir sobre a importância das tecnologias na vida do ser humano, e saber que a existência da diversidade dos meios tecnológicos se deve ao ser humano pela sua curiosidade em querer saber mais, em buscar mais, em não desistir diante das dificuldades. E acima de tudo respeitar a individualidade de cada etapa do desenvolvimento que a sociedade passar e os indivíduos nela inseridos.

Curiosidades

Impressão em 3D, de órgãos humanos como objetivo de agilizar, reduzir o prazo espera nos processos de transplantes.

AI – Inteligência artificial, que pode ser aplicado em diversos setores de uma empresa como exemplo o RH otimizando os processos, que desenvolve mecanismos e dispositivos tecnológicos que possam simular o raciocínio humano.

A criptomoeda que se utiliza da tecnologia de blockchain e da criptografia para assegurar a validade das transações e a criação de novas unidades da moeda. Dentro outras que foram mencionadas no decorrer do evento nas palestras e nas horas de interação nos cafés entrem os participantes.

*Graduado em Ciência da Informação FJT-BA, Biblioteconomia UNIFAI-SP, Assistente de Conservação-Restauro e Conservação Preventiva SENAI-SP e Pósgraduado em Gestão de Documentos e Informações Faculdade UNYLEYA-SP, membro do Grupo de Informação Jurídica de São Paulo – GIDJ/SP. Bibliotecário/Coordenador há 7 anos no Escritório Manesco, Ramires, Perez, Azevedo Marques – Sociedade de Advogados, consultor em gestão da informação/ arquivo digital e organização de Unidade de Informações.

Biblioteca da Alesp disponibiliza 15 mil títulos para consulta

Texto por Inês Jordana

Biblioteca da Alesp. Foto:Bruna Sampaio
Biblioteca da Alesp. Foto: Bruna Sampaio
Biblioteca da Alesp. Foto: Bruna Sampaio
É indiscutível a importância da leitura no desenvolvimento de uma sociedade. O hábito da leitura, além de ser uma forma de acesso à cultura e ao conhecimento, também pode ser relacionado ao lazer, ao entretenimento e à compreensão da realidade. Em 7 de janeiro é comemorado o dia do leitor, data criada pelo jornalista Demócrito Rocha, em 1928, com o intuito de homenagear o jornal diário cearense intitulado: “O povo”, conhecido por divulgar um movimento modernista literário da época.

A biblioteca da Assembleia Legislativa de São Paulo oferece ao público um acervo com mais de 15 mil títulos na área jurídica e legislativa em um espaço que garante acessibilidade para todas as pessoas.

Para se cadastrar é necessário portar o RG ou um documento oficial com foto e um comprovante de endereço atualizado. O cadastramento permite a cada visitante o empréstimo de três livros pelo período de 15 dias.

O setor ainda oferece espaço próprio para estudantes com acesso livre a computadores destinados a pesquisas e leituras disponíveis de segunda a sexta-feira das 10h às 19h, no Palácio 9 de Julho.

Serviço

Biblioteca Alesp

Empréstimo de livros: máximo de três livros por pessoa – Período: 15 dias

Cadastramento: RG, ou documento oficial com foto e um comprovante de endereço atualizado.

Endereço: Palácio 9 de Julho –

Sala 3041 (3ª andar)

Horário: das 10h às 19h

de segunda a sexta-feira

Telefone: 3886-6580

Rádio Senado disponibiliza podcasts com debates sobre obras literárias

 

Os debates sobre obras literárias do projeto Roda de Leitura, realizado mensalmente pela Biblioteca do Senado, agora estão disponíveis em podcasts produzidos pela Rádio Senado.

A Roda de Leitura é realizada sempre na última quinta-feira de cada mês, no saguão da Biblioteca Acadêmico Luiz Viana Filho, aberta a todos os que têm interesse em participar. Um convidado esmiúça a obra e a carreira de um autor específico, abrindo espaço para conversa com os demais presentes. Participam especialistas, consultores legislativos e demais servidores do Senado para conversar sobre publicações existentes no acervo.

A proposta, segundo Patrícia Coelho, coordenadora da Biblioteca, é oferecer novas possibilidades de interpretação para escritores e suas obras. Com os podcasts, mais pessoas poderão ter acesso ao projeto.

— A nossa intenção com o podcast é ampliar o acesso do programa a toda a população e não ficar restrito apenas a pessoas que têm condições de vir à biblioteca — ressaltou Patrícia.

Perenidade

A profundidade dos debates da Roda de Leitura chamou a atenção do jornalista Marco Antônio Reis, apresentador do Autores e Livros, programa semanal da Rádio Senado dedicado à literatura. Ele propôs então que, além da divulgação normal do evento, o conteúdo original dos debates fosse gravado na íntegra e transformado em podcast.

— A ideia é fazer com que esse conteúdo não se perca, até por se tratar de um debate de alto nível, travado por pessoas que entendem muito do assunto — acentuou Marco Antônio.

Os debates do Roda de Leitura são veiculados como episódios extras dos podcasts do programa Autores e Livros. Além deles, a Rádio Senado disponibiliza uma série de produtos nesse novo formato, desde junho.

Como acessar

Para ouvir o podcast do Roda de Leitura basta acessar os principais agregadores de conteúdo de áudio pela internet (Spotify, Deezer), e pesquisar pelo termo “autores e livros”.

Até agora duas edições do projeto foram ao ar. A primeira, “Moacyr Scliar — vida e obra”, com 63 minutos de duração, foi realizada originalmente em 26 de setembro. A conversa contou com a participação do senador Confúcio Moura (MDB-RO) e foi conduzida pelo servidor Osmar Farouck, chefe do Serviço de Pesquisa Parlamentar da Biblioteca.

A segunda edição em podcast é “O serviço público na obra de Machado e Tchekhov”, com 65 minutos, promovida em 31 de outubro e tendo à frente o consultor legislativo Luciano Póvoa.

Fonte: Agência Senado

Biblioteca do Senado destaca 15 autoras neste Mês da Consciência Negra

Lista foi produzida pela biblioteca do Senado Federal para incentivar a leitura de escritoras negras

Texto por Deborah Fortuna

A autora nigeriana Chimamanda Ngozi Adichie e a brasileira Djamila Ribeiro integram a lista (foto: Reprodução/ Facebook; Arquivo Pessoal)

Em homenagem ao Dia da Consciência Negra, a biblioteca Acadêmico Luiz Viana Filho, do Senado Federal, listou quinze livros de escritoras negras que compõem o acervo do local. O “Boletim de bibliografias selecionadas, autoras negras: protagonismo feminino” traz um panorama e incentiva a leitura dessas obras.

O boletim está inserido no Plano de Equidade de Gênero e Raça do Senado Federal, edição de 2019 a 2021 — uma publicação que está alinhada com o 5º objetivo dos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU.  

“A presença literária e no mercado editorial, em geral, destaca autores homens. Então, queríamos trazer as mulheres, principalmente as mulheres negras porque a presença delas é ainda menor”, explicou a coordenadora da biblioteca Patrícia Coelho.

A lista também traz obras de diferentes gênero literários, entre ficção, poesia e outros. “A maioria dessas obras também fala sobre a importância do empoderamento feminino e da luta de mulheres negras”, completou Coelho.

Uma das escritoras destacadas na lista é Cristiane Sobral, 45 anos. Autora de “Não vou mais lavar os pratos” (2010), “Só por hoje vou deixar o meu cabelo em paz” (2014), “O Tapete Voador (2016)”, “Terra Negra (2017)”, Sobral diz que as escritoras negras ainda compõem um percentual muito pequeno no mercado, o que faz com que elas fujam das editoras tradicionais e busquem crescimento em publicações independentes ou mercados menores. “Cada vez mais eu tenho descoberto e encontrado um número expressivo de pessoas negras [na literatura]. O que significa que nossa invisibilidade não significa inexistência”, disse.

Para a autora, o projeto tem grande importância para dar visibilidade à escrita e à história do povo negro, que, a partir do olhar de mulheres negras, são vistos não apenas como objetos de estudo, mas também como protagonistas, com histórias de “rompem o imaginário dos estereótipos”, com histórias de amor, superação, entre outras. “É muito importante ter mulheres negras como contadoras, como escritoras, ficcionistas e inventoras de suas narrativas”, completou.

O acervo está aberto ao público para consulta local. A biblioteca do Senado funciona de 9h às 18h30 de segunda a sexta-feira.

Veja a lista abaixo:

  1. Sejamos todos feministas – Chimamanda Ngozi Adichie

Neste livro, Adichie parte de sua experiência pessoal de mulher e nigeriana para mostrar que muito ainda precisa ser feito até que se alcance a igualdade de gênero. Segundo ela, tal igualdade diz respeito a todos, homens e mulheres, pois será libertadora para todos.

  1. Mulher negra: política governamental e mulher – Sueli Carneiro, Tereza Santos e Albertina Gordo de Oliveira Costa

Nesta publicação, apresenta-se um amplo diagnóstico sobre a situação da mulher no país durante 1975 e 1985, década declarada pela ONU como década da mulher

  1. Mulheres, raça e classe – Angela Davis

Publicado em 1981, tornou-se referência obrigatória para se pensar a dinâmica da exclusão capitalista, tomando como nexo prioritário o racismo e o sexismo.

  1. Insubmissas lágrimas de mulheres – Conceição Evaristo

O livro se revela um retrato de solidariedade e afeição feminina, por tocar no que é essencial, no que move, no que aproxima e une mulheres e, em especial, mulheres negras.

  1. Má feminista – Roxane Gay

A obra é uma seleção se ensaios engraçados e perspicazes. A autora nos leva a uma viagem sobre sua própria evolução como mulher negra, ao mesmo tempo em que nos transporta a um passeio pela cultura nos últimos anos. Má feminista é um olhar afiado, e nos alerta para a maneira pela qual a cultura que nos envolve torna-nos quem somos.

  1. Um defeito de cor – Ana Maria Gonçalves

Um defeito de cor projetou nacionalmente a escritora contando a trajetória da Kehinde, nascida no Benin (atual Daomé), desde o instante em que é escravizada, aos oito anos, até seu retorno à África, décadas mais tarde, como mulher livre.

  1. Diáspora negra no Brasil – Linda M Heywood

A obra ilustra como povos africanos remodelaram suas instituições culturais, crenças e práticas na medida em que interagiam com os negociantes de escravos portugueses até o ano de 1800. A partir daí a obra segue os centros-africanos que foram trazidos para o Brasil e mostra como a cultura da África Central foi incorporada pela cultura brasileira.

  1. Feminism is for everybody – Bell Hooks

Neste livro, Hooks mostra a natureza do feminismo e seu compromisso contra o sexismo, exploração sexista e qualquer forma de opressão. O livro apresenta uma visão original sobre políticas feministas, direitos reprodutivos, beleza, luta de classes feminista, feminismo global, trabalho, raça e gênero.

  1. Quarto de despejo – Carolina Maria de Jesus

Carolina era uma moradora da favela do Canindé e trabalhava como catadora. Registrava seu cotidiano nas folhas encontradas no lixo. Descoberta por um jornalista, ela publicou o primeiro livro Quarto de despejo: Diário de uma Favelada em 1960.

  1. Amor – Toni Morrison

Em Amor, Morisson refaz a mitologia do amor de uma perspectiva sombria e cria uma verdadeira jóia literária.

  1. Úrsula e outras obras – Maria Firmina dos Reis

Maria Firmina dos Reis foi a primeira escritora negra de que se tem notícia em nossa literatura. Neste livro, de 1859, ela descreve a crueldade do tráfico de pessoas sequestradas na África e transportadas nos porões dos “tumbeiros”. Neste mesmo romance, a crítica da escritora abrange o retrato lamentável da condição feminina da época.

  1. Quem tem medo do feminismo negro? – Djamila Ribeiro

Ensaio autobiográfico e uma seleção de artigos publicados no blog da revista CartaCapital (2014-2017). Recupera memórias de seus anos de infância e adolescência para discutir o que chama o silenciamento que sempre sofreu.

  1. Chica da Silva – Joyce Ribeiro

Em uma narrativa romanceada, a trajetória da escrava mineira Chica da Silva é contada misturando fatos com ficção. Joyce fez uma pesquisa meticulosa e imagina como foi a vida da personagem. Depois de muita luta para ser aceita em uma sociedade escravagista, a poderosa semianalfabeta Chica da Silva, ganha uma posição de destaque na cidade na cidade de Diamantina, Minas Gerais.

  1. Não vou mais lavar os pratos – Cristiane Sobral

Em Não vou mais lavar os pratos, 123 poemas ligados ao cotidiano, abordam temas como maternidade, memórias da infância, relações familiares e a situação atual da mulher negra, o grito da negritude.

  1. A cor púrpura – Alice Walker

Referência na luta contra o racismo e o machismo, a obra retrata a vida de Celie, mulher negra no sul dos Estados Unidos da primeira metade do século XX. Através de cartas, a protagonista conta sua trajetória de abusos físicos e psicológicos sofridos desde a infância pelo padrasto e depois pelo marido.

Fonte: Uai

Livro de Patrícia Palma revela rede de bibliotecas religiosas que contribuiu para cultura escrita no século XVIII

Foto © Samuel Mendonça/Folha do Domingo

A nova publicação da investigadora algarvia Patrícia de Jesus Palma vem desconstruir “a ideia feita de um Algarve que, ao contrário das restantes regiões, não tinha tido uma rede de bibliotecas religiosas, como aconteceu no resto do país entre os séculos XVI e XVIII, que alimentasse a formação das elites locais”, constituídas pelos 18% de população alfabetizada.

Foto © Samuel Mendonça/Folha do Domingo

A certeza foi deixada pela própria autora no passado sábado na Biblioteca Municipal de Faro, na apresentação da obra, intitulada ‘O Reyno das Letras: a cultura letrada no Algarve (1759-1910)’, que vem “contestar uma série de ideias estereotipadas, de mitos e de preconceitos” que “davam conta de um Algarve culturalmente ausente, isolado e desatualizado”.

Foto © Samuel Mendonça/Folha do Domingo

Patrícia Palma garante que “o Algarve não esteve nem mais nem menos à frente, mas desenvolveu iniciativas e estratégias” com “pessoas e instituições que mantiveram a sincronia e a sintonia culturais com a restante sociedade portuguesa oitocentista”. “O que encontrei foi uma rede de instituições e de pessoas, tanto no foro privado como no foro público, que foram possibilitando e fortalecendo a integração da sociedade portuguesa (não só da sociedade algarvia) na cultura escrita”, afirmou.

Foto © Samuel Mendonça/Folha do Domingo

A investigadora rejeitou assim “a imagem de uma região desprovida de cultura bibliográfica porque os seus conventos não teriam bibliotecas ou teriam pouco ou más bibliotecas”. “A investigação permitiu perceber que não foi assim e reconstituir essa rede no Algarve das bibliotecas religiosas, localizar os catálogos, os inventários, fazer uma análise da qualidade dos catálogos dessas bibliotecas, que não consente a ideia de desatualização cultural de bibliotecas paradas no tempo”, explicou.

Patrícia Palma acrescentou que o trabalho permitiu assim “comprovar realmente a importância das bibliotecas religiosas dos conventos como centros culturais de formação e de intervenção na sociedade com importante contributo para o desenvolvimento do livro e da leitura, tendo encontrado inclusivamente conventos que disponham dos seus próprios prelos tipográficos”. “Ou seja, o convento não era só um espaço de leitura, era também um espaço de produção”, acrescentou na sessão que contou com a presença da diretora regional de Cultura do Algarve, Adriana Nogueira, do presidente da Câmara de Faro, Rogério Bacalhau, de João Luís Lisboa, do Centro de História da Cultura da Universidade Nova de Lisboa e orientador do doutoramento do qual resultou a obra.

Foto © Samuel Mendonça/Folha do Domingo

A autora – que rejeitou também a ideia de que com a expulsão dos jesuítas se extinguiu a formação letrada no Algarve porque “nem a Companhia de Jesus tinha o exclusivo do ensino, nem a região, por isso, ficou desprovida de bons mestres” – destacou ainda o papel relevante , na formação intelectual do bispo do Algarve que teve a “ideia da fundação” do Seminário de São José, D. José Maria de Melo, “um reformador no campo das letras”.

“Deve ser considerado nessa galeria do século XVIII ainda de protagonistas, tal como D. Frei Manuel do Cenáculo, um dos mais conhecidos e estudados que fundaram e financiaram bibliotecas portuguesas, que tinham como objetivo ainda no século XVIII o uso partilhado, a difusão e a utilidade do saber”.

Segundo a historiadora, o seu “programa episcopal era de tal forma pedagógico, assente no estudo e na partilha de leituras, que a primeira coisa que pensou quando foi nomeado bispo do Algarve foi enviar uma biblioteca devidamente preparada para capacitar o seu clero”.

Foto © Samuel Mendonça/Folha do Domingo

A autora lembrou que “a Biblioteca Municipal de Faro é hoje a guardiã desta memória de bibliotecas, desde as conventuais de que o século XX já não tinha memória, à biblioteca do Seminário de São José e à biblioteca do Paço Episcopal”.

Patrícia Palma – que também recusou a opinião de “uma região cientificamente desatualizada” devido às “aulas de matemática e de cirurgia nos Regimentos de Infantaria de Tavira e de Lagos, assim como as bibliotecas de um cirurgião-mor do Hospital Militar de Lagos ou a do Regimento de Infantaria de Lagos” –, explicou ainda que a tipografia no Algarve foi reintroduzida logo em 1808, após as invasões francesas. “A imprensa por um lado, o teatro por outro e a música ainda, formam esse tripé da mundividência liberal de que o Teatro Lethes, inaugurado em 1845, um ano antes de D. Maria, é a síntese perfeita”, afirmou, lembrando que em 1860 havia 12 teatros disponíveis ao longo de toda a região e nenhum era de iniciativa estatal.

Foto © Samuel Mendonça/Folha do Domingo

A publicação, com quase 700 páginas, é uma edição da Direção Regional de Cultura do Algarve e será também apresentada na próxima sexta-feira na Fnac de Faro.

Patrícia de Jesus Palma, natural de São Marcos da Serra, é licenciada em Línguas e Literaturas Modernas – variante de Estudos Portugueses pela Universidade do Algarve, com mestrado e doutoramento pela Universidade Nova de Lisboa, em Estudos Portugueses, respetivamente nas especialidades de Literatura Portuguesa Contemporânea e História do Livro e Crítica Textual.

Foto © Samuel Mendonça/Folha do Domingo

Na atualidade, é investigadora integrada do CHAM – Centro de Humanidades da FCSH/UNL, onde desenvolve temas como a circulação cultural no espaço europeu e transatlântico, a história e património da imprensa, ou as relações entre a cultura e o desenvolvimento territorial. Em paralelo, desde 2018, atua no “Lugar Comum”, projeto que criou para investigação, consultadoria, ação cultural e ação educativa e que tem como principais objetivos fomentar o acesso ao conhecimento e à fruição cultural. Tem ainda sido uma das agentes impulsionadoras à criação de um núcleo museológico no espaço da sua antiga tipografia, encerrada em 2012, e da hemeroteca digital do Algarve.

Fonte: Folha do Domingo

V JORNADAS SOBRE BIBLIOTECAS DE MUSEOS EN EL MUSEO DE AMÉRICA

La Red de Bibliotecas de Museos (BIMUS) organiza junto con el Museo de América las V Jornadas sobre Bibliotecas de Museos, que se celebrarán los próximos días 21 y 22 de noviembre en el salón de actos del Museo.

El programa se ha diseñado con la intención de posicionar en el ámbito iberoamericano este tipo de biblioteca especializada. Por ello, contaremos con profesionales de la biblioteca del Museo de Antioquía en Medellín, del Museo Serralves en Oporto y de The Getty Research Institute de Los Ángeles.

El objetivo es plantear un marco para el debate sobre dos grandes ejes temáticos, que se corresponden con cada uno de los días de las jornadas:

El tratamiento y gestión de las colecciones especiales en las bibliotecas de museos, prestando especial atención al caso de los museos de arte contemporáneo y abordando aspectos como su definición, conservación o los criterios de documentación.El uso y accesibilidad del patrimonio bibliográfico en las bibliotecas de museos, incidiendo especialmente en el papel que desempeñan dentro de la comunidad.

Coste de las jornadas:

  • Cuota general: 30 €
  • Cuota reducida:15€ (estudiantes y desempleados). Las personas que se acojan a la cuota reducida deberán acreditar su situación y adjuntar la documentación necesaria en el momento de aportar el justificante de pago

Programa e inscripción en el enlace

http://www.culturaydeporte.gob.es/cultura/areas/museos/mc/bimus/v-jornadas/inscripciones.html

MAM SP inaugura exposição Fernando Lemos: ilustrações literárias

Créditos: Divulgação
Museu de Arte Moderna de São Paulo está em cartaz com a exposição Fernando Lemos: ilustrações literárias, que pode ser visitada na Biblioteca Paulo Mendes de Almeida, no horário de funcionamento do museu, de segunda a sexta-feira. A mostra reúne desenhos originais do artista que ilustraram contos e poemas ao longo de seu período de colaboração com o jornal O Estado de S. Paulo, na década de 1950, jogando luz sobre sua atuação como designer e ilustrador de publicações.

Fernando Lemos (Lisboa, 1926) já atuava como fotógrafo e artista gráfico em Portugal quando emigrou para o Brasil em 1953. Instalado por algum tempo na Pensão Mauá, no Rio de Janeiro, Lemos fotografou escritores e artistas ao seu redor.

Créditos: Divulgação

Os traços geométricos utilizados por Lemos já apresentavam sinais da modernidade, acompanhando o movimento abstrato que acabara de chegar ao Brasil. “Assim, é possível revisitar um período de nossa cultura em que as artes gráficas e a literatura mantiveram uma relação criativa e potente“, conta Felipe Chaimovich, curador da exposição.

Serviço

Fernando Lemos: Ilustrações Literárias

Biblioteca Paulo Mendes de Almeida

Museu de Arte Moderna de São Paulo

Parque Ibirapuera – Av. Pedro Álvares Cabral, s/n° – Vila Mariana, São Paulo – SP, 04094-000

(11) 5085-1308

A partir de 15/10/2019 de terça a sexta-feira, das 10 às 18h

Fonte: Acesso Cultural

Nova ferramenta facilita busca aos materiais jurídicos

Bibliotecária da PGE integra grupo que agiliza pesquisas de conteúdos e novas informações

O novo site do Grupo de Informação e Documentação Jurídica (GIDTSP) foi lançado ontem (27), durante reunião no Centro de Estudos, localizado na sede da Procuradoria Geral do Estado de São Paulo.

Durante o evento, realizado pelos integrantes do grupo de bibliotecários de instituições jurídicas públicas e privadas, além dos principais escritórios de advocacia, os responsáveis apresentaram a nova ferramenta que facilitará as buscas e a obtenção de conteúdos pelos profissionais do segmento.

O site é uma ferramenta que vai nos ajudar ainda mais no acesso aos materiais jurídicos. Em 2002, o grupo foi criado para que houvesse um maior compartilhamento de dados e rapidez nas pesquisas e, hoje tem 140 membros. Veja o valor do bibliotecário. Nós acompanhamos as pessoas, observamos as necessidades e fornecemos as informações com agilidade”, relata Hercília Matos, Diretora Técnica de Serviços da Biblioteca e Documentação da PGE.

A reunião foi aberta pelo Procurador do Estado Chefe do Centro de Estudos, Dr. Bruno Maciel, e foi marcada, além do lançamento da plataforma, pela apresentação da instituição, do organograma, da biblioteca e das bases de dados para as pesquisas fundamentadas nas leis.

Segundo o procurador, é extremamente produtiva essa união de esforços. “Essas reuniões de trabalho e a tecnologia são muito importantes. Isso possibilita pensar como serão tratados os acervos jurídicos no futuro e, paralelo a isso, como aperfeiçoar a troca de informações na atualidade”, conclui Dr. Bruno.

Para acessar o site, acesse: www.gidjsp.com.br

Fonte: Procuradoria Geral do Estado

Evento comemora 80 anos da Biblioteca do IBGE

Texto por Maria Heloisa Azevedo (estagiária), sob supervisão de Adriana Saraiva

Com um acervo de 80 mil documentos, a Biblioteca do IBGE é pioneira na automação no país – Acervo IBGE

Em comemoração aos 80 anos da Biblioteca do IBGE, será realizado, nesta sexta-feira (30/08), às 14 horas, o VIII Painel Memória IBGE: Bibliotecas do IBGE, no auditório do Centro de Documentação e Disseminação de Informações (CDDI), no Maracanã (RJ). A Biblioteca pode ser acessada aqui.

Segundo a gerente do setor, Cláudia Prado, o evento percorrerá oito décadas de história e promoverá o debate sobre os serviços prestados pela Rede de Bibliotecas do IBGE à população, que está presente em todos os estados. “A biblioteca passou por grandes transformações desde a fusão da biblioteca do Conselho Nacional de Estatística com a do Conselho Nacional de Geografia até o processo de digitalização do seu acervo”, explica.

O historiador do IBGE, Leandro Malavota, ressalta que o setor é pioneiro na automação de acervos no país e vem se modernizando para atender e facilitar as demandas de usuários internos – funcionários e servidores – e da população. “É possível encontrar praticamente todo nosso material no portal do IBGE. Por exemplo, nós temos digitalizado o primeiro Censo de 1870. Trinta anos atrás todos os interessados em pesquisar esse material tinham que vir aqui. Hoje isso não é mais preciso”, afirma.

As consultas ao acervo no portal do IBGE na internet contabilizam mais de um milhão de acessos por ano. Mesmo assim, segundo Cláudia, a informatização de acervos físicos não reduziu a importância da biblioteca e o trabalho do bibliotecário.

Leandro concorda que o bibliotecário foi indispensável nesses 80 anos de história. “A informação só pode ser acessada pelo usuário uma vez que ela é sistematizada e organizada. Quem faz isso é o bibliotecário. Ele é um profissional da informação extremamente importante”, destaca.

O professor de Biblioteconomia da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro, Gustavo Saldanha, que participará do Painel, também é usuário da biblioteca. “Impressiona muito o tamanho da rede de bibliotecas do Instituto. Sua relevância histórico-cultural e a adaptação tecnológica aproximam-na das melhores bibliotecas universitárias do país”, ressalta.

Durante o evento, será lançado o livro Bibliotecas do IBGE: 80 anos de Disseminação e Democratização de Informações sobre o Brasil, 25º volume da Série Memória Institucional.

“O Painel é uma oportunidade para o reconhecimento e a valorização do trabalho desempenhado por todos servidores e funcionários que fizeram parte destes 80 anos de história”, conclui Leandro.

Fonte: Agência IBGE Notícias

Biblioteca do Memorial da América Latina recebe Fórum Niemeyer para discutir urbanismo em SP

Fórum Niemeyer reúne arquitetos e urbanistas em São Paulo

O 2º Fórum Mundial Niemeyer de arquitetura e urbanismo acontece no Memorial da América Latina, na Zona Oeste de São Paulo, entre esta segunda-feira (26) e a próxima sexta-feira (30).

O evento, que reúne profissionais do setor, foi desenvolvido para discutir a arquitetura e o urbanismo como elementos transformadores da sociedade. Entre os palestrantes estão: João Candido Portinari, filho do pintor Candido Portinari e Paulo Niemeyer, bisneto de Oscar Niemeyer.

O fórum também contará com o prêmio global Niemeyer, um reconhecimento aos projetos arquitetônicos sustentáveis.

Serão 60 palestras até sexta-feira e os interessados em participar do fórum podem se dirigir ao saguão da biblioteca do Memorial da América Latina e se inscrever de maneira gratuita para assistir ao evento.

Fonte: G1

Acervo ambiental do Semasa chega a quase 21 mil publicações

Pesquisadores, estudantes e interessados por saneamento e infraestrutura podem consultar os materiais via sistema on-line

Crédito: Divulgação / Semasa

O Centro de Referência em Saneamento Ambiental de Santo André ampliou o seu acervo de livros, trabalhos técnicos, monografias, artigos, folhetos, relatórios de licenciamento, vídeos e materiais multimídias sobre a temática ambiental e de infraestrutura. O espaço do Semasa (Serviço Municipal de Saneamento Ambiental de Santo André) passou a disponibilizar cerca de 20.900 títulos para consultas, que podem ser feitas por meio do aplicativo Semasa Mobile ou do site da autarquia.

O empréstimo dos materiais, que abordam sobre água, esgoto, resíduos sólidos, drenagem, gestão ambiental e riscos urbanos, ocorre por meio da plataforma eletrônica SophiA (http://servicos.semasa.sp.gov.br/sophia_web/), software de administração de bibliotecas utilizados, por exemplo, nas instituições ETEC Júlio de Mesquita, UFABC, USCS e Metodista.

“O Centro de Referência é um prestador de serviços de informações. O objetivo é democratizar o acesso sobre as questões ambientais para que o público tenha a sua formação crítica e reflexiva, de forma a compreender o contexto histórico, as problemáticas e os caminhos para as soluções”, explica a bibliotecária Silvana Aparecida Gabriel, responsável pelo espaço. Segundo ela,  a população precisa compreender como funcionam os serviços ambientais para exercer a cidadania, os direitos que têm sobre a cidade, cobrar por políticas públicas e atuar como parceira com os governos para ajudar a melhorar as questões relacionadas à saúde pública e ao meio ambiente.

Dentre as diversas publicações importantes do local estão obras raras da coleção de Saturnino de Brito, considerado o pai da engenharia sanitária e ambiental do Brasil. A base de dados do acervo ainda inclui trabalhos técnicos apresentados por profissionais do Semasa, por exemplo, em congressos e associações de saneamento.

No Centro de Referência em Saneamento Ambiental também é possível solicitar requerimento de dados para pesquisa, que é um serviço procurado por estudantes que estão desenvolvendo pesquisas na área ambiental e que abordam como temática as atividades do Semasa. Para isso, é necessário preencher um documento disponível em https://bit.ly/2Nh9gQI.

O local, que também realiza gratuitamente palestras, cursos, seminários e exposições, conta com auditório, videoteca e computadores com acesso à internet.  A biblioteca fica no piso térreo do prédio sede do Semasa (avenida José Caballero, 143). O atendimento é de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h.

Boletim do Centro de Referência – O Semasa disponibiliza semanalmente o boletim eletrônico do Centro de Referência em Saneamento Ambiental, que reúne notícias e artigos de informações de saúde pública e saneamento. Também há dicas de leitura e uma editoria com matérias de obras, ações, projetos e eventos da autarquia.

Esta semana o informativo chega à sua 200ª edição. Para receber o material, pelo e-mail, basta se cadastrar em https://bit.ly/2Nm34qJ.

Crédito: Divulgação / Semasa

Fonte: Portal ABCdoABC

Vaquinha é criada para reconstruir maior biblioteca de antropologia da América do Sul

FACHADA DO MUSEU NACIONAL DA UFRJ ANTES DO INCÊNDIO (FOTO: JORGEBRAZIL/WIKIMEDIA COMMONS)

No dia 2 de setembro de 2018, um incêndio destruiu o acervo do Museu Nacional, instituição científica mais antiga do Brasil que desde 1818 acumulava mais de 20 milhões de itens na maior coleção de história natural da América Latina. No primeiro andar do prédio, ficava a Biblioteca Francisca Keller, que tinha o maior acervo de antropologia e ciências humanas da América do Sul.

Parte do Programa de Pós-Graduação em Antropologia Social (PPGAS), Museu Nacional, Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), criado em 1968 e o primeiro curso de pós-graduação em Antropologia Social do país, a biblioteca tinha cerca de 37 mil itens. Eram obras de referência, livros, periódicos, teses, dissertações, anais de congressos, entre outros. Era também um espaço de convivência relevante para os profissionais da área.

A pouco menos de a tragédia completar um ano, os pesquisadores já receberam 10.500 volumes de doações e outros oito mil estão a caminho. Eles esperam chegar a 40 mil em um período de três anos. Falta agora o financiamento para reabrir a biblioteca em um novo espaço planejado pela Faculdade de Arquitetura da UFRJ, no Horto Botânico, na Quinta da Boa Vista.

Para acelerar o processo de arrecadamento de fundos, eles estão fazendo uma vaquinha na plataforma Benfeitoria. A verba será usada para a demolição de paredes internas do espaço, restaurar o piso, fazer acabamento e pintura, colocar forro, fazer a instalação elétrica e de ar condicionado e o restauro de ferragens. Esperam conseguir R$ 129 mil até o dia 12 de setembro.

“Temos livros, temos um projeto, temos uma equipe interdisciplinar trabalhando para a reabertura da biblioteca, agora precisamos da sua ajuda para tornar esse sonho possível”, diz a antropóloga Olívia Maria Gomes da Cunha, no vídeo feito para a divulgação da campanha.

Fonte: GALILEU

Workshop GIDJ-SP/CRB-8: Gestão Documental em Unidades de Informação Jurídica

Inscrições: encurtador.com.br/jktR5

Palestrante: Roseli Miranda

Mestre em Ciência da Informação pela ECA-USP. Especialista em Gestão Estratégica da Tecnologia da Informação pela Fundação Getúlio Vargas. Possui graduação em Biblioteconomia e Ciência da Informação pela FESP/SP. Responsável pela gestão dos serviços de Documentação do Grupo EDP Brasil. Atua como docente em cursos presenciais e à distância nos temas de sua especialidade.  Possui sólida experiência na área de gestão e organização da Documentação Jurídica e Empresarial.  

Conteúdo Programático:

Gestão documental em unidades de informação Jurídica

  1. Gestão de acervos no contexto da Documentação Jurídica

  2. O documento jurídico e suas características

  3. Tipologia documental jurídica

  4. Diplomática aplicada a documentação Jurídica

  5.  Tradição documental 

  6. Suporte documental: convencional X eletrônico

  7. Terceirização do acervo documental jurídico

  8. Boas práticas na gestão da documentação jurídica

Público-alvo:

Profissionais que atuam em unidades de Arquivo, Centro de Documentação e/ou interessados em iniciar na área.

STJ – Tribunal institui política de preservação de documentos digitais

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) publicou resolução que institui sua Política de Preservação Digital. O ato normativo estabelece ações para conservação e utilização de documentos digitais, dispondo sobre princípios, conceitos, objetivos, responsabilidades, diretrizes e requisitos para a salvaguarda do acervo histórico e informativo da instituição.

Desde 2010, o tribunal tem produzido documentos digitais – administrativos e jurídicos. O objetivo da nova resolução é colocar em prática ações que assegurem o acesso aos documentos digitais no futuro. O normativo determina também a implantação de um Repositório Arquivístico Digital Confiável (RDC-Arq).

Segundo o coordenador de Gestão Documental, Julio Cesar de Souza, os documentos são produzidos, ou recebidos, no exercício das atividades administrativas ou judiciais do STJ, e mantidos por prazos de guarda regidos pelas tabelas de temporalidade. Alguns desses documentos estão destinados à guarda histórica, ou seja, nunca poderão ser descartados. “A questão é que a tecnologia é dinâmica, fica obsoleta rápido. Então, temos que estabelecer ações que garantam essa preservação”, afirmou o gestor.

Orig​​​em

No final do ano passado, um grupo de trabalho foi criado para elaborar os termos da resolução em 90 dias. Durante esse período, a comissão de servidores concluiu a proposta de preservação e o cronograma de ações, assegurando a introdução da política. A equipe também definiu a divisão de responsabilidades entre as áreas que produziam documentos e as responsáveis por sua gestão.

O grupo de trabalho ainda realizou estudos para acompanhar ações em andamento em outros órgãos, como o Tribunal de Justiça do Distrito Federal (TJDF), o Tribunal de Contas do Distrito Federal (TCDF) e o Supremo Tribunal Federal (STF).

Atualmente, no STJ, existem mais de 413.750 processos eletrônicos judiciais transitados em julgado e baixados para arquivo; 1,5 milhão de processos administrativos produzidos no Sistema Eletrônico de Informações (SEI); e 1 milhão no Sistema Fluxus. Além da preservação, é preciso manter a autenticidade e a confiabilidade dos documentos. Com as novas práticas de preservação, a intenção é que eles não sofram intervenções e conservem sua integridade.

De acordo com Rosa Maria Carvalho, coordenadora da Biblioteca Ministro Oscar Saraiva – uma das unidades integrantes do grupo de trabalho –, a política de preservação digital tem entre suas metas a manutenção das informações da Biblioteca Digital Jurídica (BDJur). “Para nós, que trabalhamos com informação digital, a preservação é de suma importância. Contamos a história do tribunal por meio da BDJur”, disse Rosa.

Fonte: Diário Indústria & Comércio Fundado

Biblioteca virtual disponibiliza documentos históricos da Câmara

DA REDAÇÃO 

A Câmara Municipal de São Paulo tem um grande acervo disponível para consulta. O material é disponibilizado pela Secretaria de Documentação da Casa. As bases de dados contêm livros, documentos bibliográficos, legislação municipal, proposituras, Projetos de Lei, dados referentes a vereadores, requerimentos e relatórios das comissões temporárias da Câmara.

Para acessar este vasto material, o cidadão deve procurar a área da Biblioteca no Portal. Por meio dela, é possível pesquisar, por exemplo, leis e decretos aprovados na Câmara desde 1892. O acesso a dados e textos das Audiências Públicas realizadas pela Câmara Municipal de São Paulo, a partir de 2011, é outro serviço disponível na página.

A página da biblioteca também disponibiliza documentos de arquivos originais produzidos e recebidos na Câmara, entre 1892 e 1937, além de dados relativos à prestação de contas da prefeitura, da Mesa da Câmara e do TCM (Tribunal de Contas do Município). E informações sobre os vereadores, a partir de 1892, como períodos de vereança, participações na Mesa Diretora, entre outros tópicos.

Para saber mais sobre a Biblioteca clique aqui.

Fonte: CÂMARA MUNICIPAL DE SÃO PAULO

Alunos do curso de Biblioteconomia da UFSCar visitam a biblioteca jurídica da Câmara Municipal

Alunos do curso de Biblioteconomia da UFSCar visitam a biblioteca jurídica da Câmara Municipal - Crédito: Divulgação
Crédito: Divulgação

A Biblioteca Jurídica Francisco Xavier Amaral Filho da Câmara Municipal de São Carlos recebeu nesta sexta-feira (5) a visita de alunos do curso de Biblioteconomia e Ciência da Informação da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) em atividade para a disciplina optativa de Organização de Unidades de Informação.

Os alunos foram recebidos pelo bibliotecário da instituição, José Carlos Bastos Júnior, que forneceu informações sobre o local, como o horário de funcionamento, o conteúdo do acervo de livros e de jornais, o trabalho de clipping de notícias, e também tirou dúvidas dos alunos. “É muito rico poder receber os alunos de um curso tão querido da UFSCar, onde eu também estudei”, destacou José Carlos.

Durante a visita, os estudantes ainda conheceram as instalações do Edifício Euclides da Cunha, sede da Câmara, e obtiveram informações sobre as atribuições dos vereadores e a história do Legislativo Municipal.

A Biblioteca Jurídica Francisco Xavier Amaral Filho está localizada em frente à Câmara Municipal (rua Sete de Setembro, nº 2077) e funciona de segunda a sexta-feira das 9 às 18 horas. O acervo é aberto para a consulta da população e quaisquer dúvidas podem ser esclarecidas por meio do telefone 3362-2015.

Fonte: São Carlos Agora

Exposição abrirá as comemorações dos 50 anos da Livraria do Senado

Exposição abrirá as comemorações dos 50 anos da Livraria do Senado. A Livraria do Senado está fazendo 50 anos. A celebração começará no dia 25 de junho com uma exposição que terá uma linha do tempo com os principais momentos da Livraria, desde a sua criação. A mostra, que terá uma duração de 30 dias, será na Biblioteca da Casa, segundo o coordenador do Serviço de Multimídia (Semid), Thomas Jefferson Gonçalves. Foto: Jonas Araújo/Senado Federal
Jonas Araújo/Senado Federal

A Livraria do Senado está fazendo 50 anos. A celebração começará na terça-feira (25) com a exposição de uma linha do tempo de seus principais momentos, desde a sua criação. A mostra, que terá uma duração de 30 dias, será na Biblioteca da Casa. O coordenador do Serviço de Multimídia, Thomas Jefferson Gonçalves, explica:

— Teremos [na exposição] publicações antigas até chegar às atuais, os livros digitais. Em 2013, começamos a trabalhar com e-books. Com isso, o número de vendas superou o esperado, para cada livro [físico] que é vendido, dez são baixados. Por volta de 2016, começamos a disponibilizar os livros para serem baixados gratuitamente por meio de QR Code.

Sem fins lucrativos, a Livraria iniciou suas atividades em 1969 para comercializar a Revista de Informação Legislativa (RIL), criada seis anos antes. Desde então, seu catálogo tem sido ampliado com obras sobre direito, legislação, história, filosofia e literatura, editadas pelo próprio Senado. Hoje, além de vender obras a preço de custo com frete grátis, ela disponibiliza a maior parte de seu acervo gratuitamente em formato digital.

A Livraria tem dois estandes de venda no Senado e também participa anualmente de feiras de livro em todo o país, a fim de estar cada vez mais próxima do cidadão.  Difundir o conhecimento para toda a população de forma acessível é umas das premissas, segundo Fabrício Ferrão Araújo, diretor da Secretaria de Editorações e Publicações.

— Sinto-me honrado de fazer parte dessa história. Nosso papel é fundamental para levar conhecimento para toda a população. E esses últimos cinco meses foram o período em que a Livraria mais vendeu em toda sua história — afirma o diretor.

Nos 50 anos de atividade da Livraria, os processos foram se modificando, enfatiza Fabrício.

— Hoje a livraria comercializa pela internet. Já teve momentos em que as vendas aconteciam por contatos telefônicos. Passando por todas essas transformações, a Livraria vive um momento de grande crescimento.

Obras

Entre as obras de destaque comercializadas pela Livraria ao longo de suas cinco décadas de existência estão: A gênese do texto da Constituição de 1988, finalista do Prêmio Jabuti de 2014; História da literatura ocidental, considerada a obra magna de Otto Maria Carpeaux; Constituição em miúdos, título voltado para o público infantil; e a Revista de Informação Legislativa, atualmente classificada como A2 no sistema de avaliação da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes).

Fonte: Agência Senado

Biblioteca Arnaldo Malheiros Filho será inaugurada em junho em São Paulo

Arnaldo Malheiros Filho era um dos criminalistas mais respeitados do país. STF

O escritório Malheiros Filho, Meggiolaro, Prado Advogados inaugurará, em 26 de junho, a Biblioteca Arnaldo Malheiros Filho, em homenagem ao criminalista homônimo, que morreu em 2016.

O espaço ficará na Rua Almirante Pereira Guimarães, 537, Pacaembu, zona oeste de São Paulo.

Fonte: Revista Consultor Jurídico

Menino paulista realiza sonho de construir uma ‘cordelteca’

Espaço foi implantado em um anexo da loja de artesanato da mãe de Pedro e, atualmente, reúne mais de dois mil cordéis. O cearense Gonçalo Ferreira da Silva dá nome à cordelteca. Poeta presidente da ABLC, ele foi convidado de honra da inauguração. DIVULGAÇÃO

Las principales ventajas de contar con una biblioteca dentro de la empresa privada

Las empresas son un flujo constante de información y documentación. Elementos de vital importancia y activos estratégicos que garantizan el éxito de las organizaciones. Independientemente del tamaño de dichas compañías, todas tienen documentos, libros, revistas, bases de datos y distintos materiales físicos y online para que el trabajo informativo y de conocimiento se desarrolle de la manera más eficiente. Ingredientes necesarios e imprescindibles que posibilitan el dar forma y crear una unidad de información o biblioteca dentro de las empresas.

Las empresas son un flujo constante de información y documentación

No nos referimos a meros almacenes de recursos y libros acumulados (en el mejor de los casos organizados) sin ningún criterio, como bien apunta este artículo. Si no a servicios vivos que aporten información y conocimiento, y, sobre todo, sean capaces de proporcionar valor añadido a los trabajadores de las empresas al cubrir sus necesidades informativo / documentales por el bien de la compañía.

De hecho, grandes organismos y empresas cuentan con sus propias bibliotecas con personal cualificado y experimentado que les ayudan a conseguir sus objetivos. Sobre todo, abundan estas bibliotecas privadas, y claramente bibliotecas especializadas, en sectores como el farmacéutico, el médico y el legal. Y no es algo nuevo, ya en 1992 se hablaba de este tema en una breve nota publicada en la revista El profesional de la información:

En un riguroso estudio realizado durante cinco años por Carol Kleiman en los EUA y que ha resultado en una publicación cuyo título es «Las 100 mejores profesiones a partir de los años 90», durante los próximos 25 años habrá demanda de bibliotecarios y documentalistas, especialmente por parte de las empresas.

¿Y qué harían estas bibliotecas? Las «bibliotecas empresariales» planificarían el servicio a desarrollar, organizarían el fondo disponible, negociarían con proveedores la adquisición de nuevos materiales, gestionarían presupuestos, analizarían los servicios online de más utilidad, crearían dosieres de información de uso interno y externo, prepararían boletines de noticias…

Las ventajas del departamento bibliotecario en la empresa privada

Se puede decir que estas «bibliotecas empresariales» pueden llegar a proporcionar una clara diferenciación de la compañía con respecto a empresas de la competencia. A continuación, mostraremos algunas de las principales ventajas de contar con un servicio bibliotecario dentro de las empresas.

  1. Ahorro de tiempo. El tiempo es oro en cualquier organización. Tener una biblioteca dentro de la empresa permite que los empleados puedan obtener la información de manera mucho más rápida ya que todo el fondo, recursos y colecciones estarían organizados y sistematizados. Además, contar con personal cualificado con conocimiento de los recursos disponibles permitiría obtener la información de manera más rápida y haría que el tiempo de búsqueda de dicha información no fuera cargado directamente al trabajador de la empresa, por lo que esa persona podría seguir haciendo sus funciones y analizar únicamente los resultados de las búsquedas. Se dividen así los esfuerzos optimizando el tiempo neto de trabajo y obteniendo mejores resultados finales.
  2. Ahorro de dinero. En compañías donde los servicios bibliotecarios no están instaurados es posible que se gaste más dinero en recursos al haber un ligero desconocimiento de las necesidades reales. De hecho, es posible que no se compren los recursos adecuados, que se dupliquen los materiales o que no haya tiempo para negociar mejores precios con proveedores. Además, los trabajadores invierten el tiempo en localizar la información, que en algunas ocasiones no está del todo accesible ni organizada, lo que hace que la eficiencia sea menor.
  3. Imagen corporativa fortalecida. Que las empresas privadas posean una biblioteca es una muestra de su buen hacer. Indica que apuestan decididamente por la optimización del funcionamiento general de la organización a través de los flujos de información. Y es que disponer de este departamento ayuda a las empresas ante cualquier problemática informativa. Es importante para:
    • Trabajadores (usuarios de la biblioteca) de la organización. Tener una biblioteca con todos los materiales disponibles les motiva e incentiva a seguir trabajando. La biblioteca es un servicio que les proporciona un constante desarrollo personal y profesional.
    • Clientes / usuarios. Tener una biblioteca proporciona un entorno de confianza y seguridad en el trabajo hacia los usuarios finales al ver dicho departamento como un activo informativo eficaz para sus intereses finales.
  4. Empleados más informados. Estos suelen estar mucho más actualizados sobre las novedades del sector. Las bibliotecas empresariales suelen encargarse de preparar boletines diarios con información reciente y relevante para sus usuarios. Los trabajadores de la compañía no tienen que invertir su tiempo en consultar multitud de fuentes para tener la información más novedosa, pues la biblioteca se encarga de ello llevando a cabo la preparación de boletines informativos con la información más reciente y relevante del sector en cuestión.

Además de todo lo mencionando anteriormente, contar con la figura bibliotecaria en la compañía es realmente relevante (y necesaria). Este profesional de la información puede colaborar también, además de en las tareas propias de la biblioteca, en otras tareas internas de especial interés como el archivo de la documentación generada por la organización o la gestión del conocimiento empresarial.

Y es que tener personal bibliotecario o un profesional de la información en la compañía es una clara ventaja competitiva. La productividad de las empresas se basa en invertir el menor tiempo para conseguir un objetivo junto con el menor coste, lo que define claramente la labor que haría un bibliotecario en las empresas. Aquí podemos extrapolar la frase de Henry Ward Beecher al mundo empresarial:

«A library is not a luxury but one of the necessities of life».

Imagen superior cortesía de Shutterstock

Fonte: ComunidadBTZ

Livros bordados atraem olhares para a prática da leitura na Associação Cearense de Imprensa

Ofício milenar, o bordado reinventa a prática da leitura ao tecer verbos e versos em obras feitas à mão por artistas locais presentes na biblioteca da ACI

Texto por Diego Barbosa

Minilivros feitos por Alba Alves trazem textos de Cecília Meireles, Frida Kahlo e Cora Coralina: narrar artesanal
Foto: Isanelle Nascimento

A história do bordado é antiga. Remonta à época da Pré-História, quando a técnica do ponto-cruz já era utilizada por nossos ancestrais para, entre outras necessidades, remendar vestes. O registro mais antigo de que se tem notícia nesse recorte é um fóssil de 30 mil a.C encontrado na Rússia, com indumentária ornamentada a partir de grânulos de marfim.

No correr alvoroçado do tempo, a criatividade e a ousadia de artesãos no mundo inteiro permitiram que o celebrado ofício pudesse ganhar novas camadas e texturas, sendo inclusive instrumento de afirmação política. Um bom exemplo disso são as Arpilleras, técnicas têxteis cuja origem dialoga com uma tradição popular chilena.

Nos anos 1960, elas se tornaram símbolo de resistência contra a ditadura militar de Augusto Pinochet (1915-2006), envolvendo inúmeras mulheres no trato inspirado de agulhas e fios. Bordavam a própria história, a de sua família e da comunidade.

Bordados em livros primam pelo cuidado e uso de diferentes materiais na confecção das obras
Foto: Isanelle Nascimento

Em solo cearense, por sua vez, a arte manual, quando combinada à literatura, pode promover renovados olhares sobre a prática da leitura, otimizando o acesso caprichado a obras de grandes nomes do segmento em questão. A biblioteca da Associação Cearense de Imprensa (ACI), localizada no Centro, é um afetuoso reduto possível de conferir trabalhos de artistas locais que, inspirados no movimento de expandir os caminhos do narrar, bordaram cerca de 20 livros ressoando versos e mensagens de Patativa do Assaré, Vinicius de Moraes, Cora Coralina, Cecília Meireles, Frida Kahlo, entre outros.

Uma das idealizadoras da ação, a historiadora e professora da Universidade Federal do Ceará (UFC), Adelaide Gonçalves, ressalta que a iniciativa entra no rol de outras empreitadas promovidas pela casa a fim de estreitar o contato do público com as letras. A profissional, em fevereiro de 2014, doou o acervo pessoal para a biblioteca da ACI, com cerca de 12 mil volumes reunindo várias temáticas.

Trechos bordados foram escolhidos a partir da individualidade dos artistas
Foto: Isanelle Nascimento

No mesmo ambiente em que estão as obras, funciona o Plebeu Gabinete de Leitura, que objetiva incentivar a leitura e a publicação de livros, além de promover debates sobre temáticas diversas.

“Fazemos permanentemente atividades que visam despertar o gosto pela leitura e o amor aos livros, ao mesmo tempo que demarcamos o sentido da própria biblioteca; essa ação dos livros bordados é apenas uma delas”, dimensiona.

Confecção

Mantendo um ateliê de costura no primeiro andar do prédio da ACI, o estilista e figurinista Dami Cruz foi um dos responsáveis pela feitura das obras e se diz um apaixonado por panos, linhas e enfeites. Há algum tempo utilizando frases de letras de músicas bordadas nas roupas sob sua assinatura, é dele a arte presente em livros de Fernando Pessoa, Florbela Espanca, Ana Chan, Paula Godinho e Débora Dias. Seis desses títulos com intervenção manual, vale mencionar, estiveram em um encontro internacional de historiadores ocorrido no mês de abril, na UFC.

“A professora Adelaide me trouxe os livros impressos, eu li e selecionei trechos para bordar”, explica. “Na confecção deles, entraram costuras à mão, à máquina, aplicações e colagens. Todo o material utilizado é de reaproveitamento. São retalhos, linhas e aviamentos que sobram das roupas e figurinos que faço. Se esse esforço despertar o desejo das pessoas para a leitura, já valeu para mim”.

No livro-roupeiro feito por Dami Cruz em homenagem à artista plástica mexicana Frida Kahlo, é possível trocar as roupas da histórica personagem
Foto: Isanelle Nascimento

O esmerado debruçar-se de Dami enche os olhos de quem for conferir os exemplares. Em tamanho maior que a média, os livros podem ser facilmente manuseados e deixam entrever tanto cores fortes quanto um trato cromático mais delicado. Em um deles – “O Futuro é Para Sempre”, de Paula Godinho – há inclusive fragmentos de folhas no miolo.

Um livro-roupeiro da artista plástica mexicana Frida Kahlo (1907-1954) completa o panorama criativo do estilista, com pecinhas em que é possível montar a vestimenta da histórica personagem. É o esgarçar bonito das possibilidades de imersão na literatura.

Miniatura

Conhecida pela produção de minilivros, Alba Alves também é uma das participantes da ação. Cora Coralina, Cecília Meireles e novamente Frida Kahlo são algumas figuras cujas mensagens receberam a ternura depositada pela artista nas pequeninas criações literárias.

“Na verdade, não sei uma técnica específica porque não sei bordar. Uso o desenho como uma inspiração e, conforme vou sentindo o poema, imprimo com linhas“, conta, mencionando a parceria com a amiga Didi para a realização das peças.

Cerca de 20 obras integram nova ação para fomento da leitura e literatura na biblioteca da ACI
Foto: Isanelle Nascimento

Segundo ela, o processo é “trabalhoso, cansativo e, muitas vezes, dolorido”, e os livros escolhidos para serem bordados foram indicados pela professora Adelaide Gonçalves. A escolha, contudo, foi da própria artista.

“Os poemas são belíssimos, adaptando-se muito bem ao desenho com linhas. O trabalho feito dessa forma desperta o desejo e a vontade de ler outros livros bordados. As obras presentes na biblioteca estão lá há pouco tempo e agradam muito”.

Para continuar a fomentar a circulação na biblioteca, Adelaide adianta que outras atividades estão previstas. Nos próximos meses, será realizada, por exemplo, uma pequena exposição sobre Frida Kahlo.

Serviço

Biblioteca da Associação Cearense de Imprensa (ACI)/Plebeu Gabinete de Leitura

Rua Floriano Peixoto, 735, 5º andar, Centro, Fortaleza. Funcionamento: de segunda a sexta-feira, das 8h às 12h e das 14h às 17h. Aberta ao público. Contato: (85) 3226.6260

>> Conheça mais sobre a biblioteca da Associação Cearense de Imprensa (ACI), conforme informações de Renata Costa de Souza, bibliotecária do espaço

A Biblioteca da Associação Cearense de Imprensa conta com aproximadamente 20 mil títulos, incluindo obras raras e de referência, livros de literatura, história, comunicação social, jornalismo, teatro, poesia entre outros. O acervo está disponível apenas para consulta local. A biblioteca também conta com uma hemeroteca, formada pelo acervo da coleção pessoal do jornalista, já falecido, José Oswaldo de Araújo.

Além disso, a historiadora Adelaide Gonçalves fez a doação de seu acervo pessoal para a biblioteca. A sala do Plebeu Gabinete de Leitura conta com cerca de doze mil volumes, dos quais apresentam temáticas como: história do Brasil e do mundo, poesia, literatura, filosofia, sociologia, bem como assuntos ligados a movimentos sociais, entre outros.

O espaço é visitado majoritariamente por pesquisadores e alunos universitários que buscam o acervo especializado mas também recebemos alunos de ensinos fundamental e médio, turistas e curiosos que encontram esse espaço de leitura no coração do centro da cidade.

Atualmente, são cinco pessoas atuando na direção, técnica e apoio da casa, trabalhando constantemente na catalogação, organização e higienização do acervo. Boa parte daquele encontrado na hemeroteca, inclusive, foi digitalizado e está disponível para consulta. Também atuam no desenvolvimento de ações culturais objetivando aproximar os leitores. São oficinas, rodas de conversa, palestras e exposições que constituem a programação da biblioteca.

Fonte: Diário do Nordeste

Biblioteca Cidadã disponibilizará acesso online ao maior acervo em Ciências Criminais da América Latina ao público geral

A Biblioteca Cidadã, atualmente restrita a consultas presenciais, poderá ser acessada de qualquer lugar do país.

O projeto Biblioteca Cidadã, que completou 1 ano em março deste ano, será ampliado e vai permitir que as pessoas interessadas acessem o seu acervo online de todos os lugares do país, a cada 15 dias. 

Inicialmente restrita aos associados, a pesquisa online do acervo digital da Biblioteca do Instituto, ficará disponível temporariamente àqueles(as) que não puderem comparecer ao espaço físico. 

A partir deste mês, os(as) interessados(as) já poderão fazer o seu agendamento prévio. Para isso, deverão acessar o formulário: https://forms.gle/UAr8G6zi9YXHZM4A6 e preencher os dados completos até 24h antes do dia do programa. Ao contrário do que ocorre com as visitas presenciais, não há limites de vagas, no entanto, as consultas virtuais deverão seguir o calendário da Biblioteca Cidadã e o acesso ficará válido somente no dia disponível, durante o horário de funcionamento da Biblioteca. 

Para as visitas presenciais, e acesso ao acervo completo da Biblioteca, a solicitação de reserva deverá ser feita enviando nome completo e o número de um documento de identificação, como RG e CPF, para o e-mail biblioteca@ibccrim.org.br. Vagas limitadas. 

Com mais de 77 mil exemplares, de obras físicas e digitais, a Biblioteca do Instituto é considerada a mais completa em Ciências Criminais da América Latina. 

O próximo acesso virtual ocorrerá no dia 23 de abril! 

Saiba mais sobre a Biblioteca do IBCCRIM: https://www.ibccrim.org.br/biblioteca

Fonte: Instituto Brasileiro de Ciências Criminais

Goethe reabre sua biblioteca em SP

Espaço passou por uma ampla reforma e reabertura acontece logo mais, às 18h30, com a presença do autor Luiz Ruffato que participa do projeto ‘Passaporte Literatura’

Depois de passar por uma ampla reforma visando a sua modernização, a biblioteca do Goethe-Institut (Rua Lisboa, 974 – São Paulo / SP) reabre ao público nesta sexta (12), às 18h30. A reformulação do espaço se tornou necessária para acomodar as diferentes mídias que compõem o acervo e para acolher as novas demandas dos usuários por diferentes ambientes como área de estudo, descanso e lazer. Segundo Ana Teresa Sannazzaro, diretora da biblioteca, o espaço conta com cerca de 12 mil unidades incluindo CDs, DVDs e livros. “É um acervo totalmente atualizado e moderno sobre a Alemanha, temos títulos sobre filosofia, psicologia, história, geografia, literatura e arte alemã, além disso também contamos com livros de literatura infantil e material didático”, explica Ana Teresa. Para comemorar o novo ambiente, o Goethe realiza mais uma edição do seu encontro mensal, o Passaporte Literatura, que contará com a participação do escritor Luiz Ruffato. Nele o autor responsável pelo discurso na cerimônia de abertura da Feira do Livro de Frankfurt em 2013, quando o Brasil foi homenageado, falará sobre sua experiência literária na Alemanha, literatura contemporânea e autores de língua alemã que foram importantes para sua formação. Em seguida haverá um brinde para comemorar a ocasião.

Fonte: https://www.publishnews.com.br

Edições antigas das Revistas do STJ, de Súmulas e do TFR são lançadas em formato digital

As informações disponíveis no site do Superior Tribunal de Justiça (STJ) estão ainda mais completas. As edições antigas da Revista do STJ, da Revista de Súmulas e da Revista do Tribunal Federal de Recursos (TFR) – que eram publicadas somente em meio impresso – foram digitalizadas e podem ser consultadas no portal do tribunal na internet.

Resultado de uma parceria entre o Gabinete do Ministro Diretor da Revista e a Biblioteca Ministro Oscar Saraiva, o projeto de digitalização permite que todas as edições possam ser acessadas no portal. No caso da Revista do STJ, a primeira edição impressa foi publicada em setembro de 1989, quando o cargo de ministro diretor da Revista era ocupado por Paulo Costa Leite.

Segundo Fernanda Teotonia Vale Carvalho, chefe de gabinete do diretor da Revista, a Revista do STJ surgiu como uma publicação mensal que visava substituir as revistas de jurisprudência que existiam no extinto TFR. A partir de 2006, as edições da Revista do STJ – agora publicações trimestrais­ ­­– passaram a ser apresentadas nas versões eletrônica e impressa. “Pelo caráter histórico e por ser precursora da atual Revista do STJ, a Revista do TFR também foi digitalizada”, explicou.

O projeto de digitalização foi uma iniciativa do atual diretor da Revista, ministro Mauro Campbell Marques. O gabinete desenvolveu um trabalho de desmembramento das obras, gerando cerca de 4 mil arquivos, que estão disponibilizados na internet e na intranet do tribunal para facilitar o trabalho de pesquisa do usuário final.

“De acordo com o entendimento do ministro, o meio virtual representa a melhor forma para difundir o conhecimento. E como algumas edições já estão no portal, o ideal é que todas estejam disponibilizadas de forma completa. Além disso, já existe um projeto de suspender a edição de obras impressas para cumprir as determinações socioambientais”, esclareceu a chefe de gabinete.

Trabalho em equipe

A Biblioteca Ministro Oscar Saraiva ficou responsável pela digitalização das revistas. No total, foram formatadas para o meio eletrônico 202 edições da Revista do STJ, quatro da Revista de Súmulas e 166 da Revista do Tribunal Federal de Recursos, totalizando 175.094 páginas digitalizadas.

Segundo a coordenadora da biblioteca, Rosa Carvalho, grande parte do trabalho foi realizada pela Seção de Reprografia e Encadernação. “A equipe foi maravilhosa e cumpriu todos os prazos. Não basta digitalizar. É preciso disponibilizar as imagens por meio do OCR (Reconhecimento Ótico de Caracteres) e fazer as revisões página por página – o que foi realizado por mais de um setor”, disse a coordenadora.

Graças ao uso do software OCR, é possível selecionar partes dos textos das revistas. O chefe da Seção de Doutrina Digital, Allan Rafael, afirmou que a digitalização buscou ser fiel à apresentação das revistas impressas: “Mesmo as páginas em branco foram mantidas, para não alterar o formato original”.

Fonte: http://www.stj.jus.br

Vagas – CINEMATECA

Processo Seletivo ACERP – Cinemateca Brasileira (abril/2019)

Até o dia 05.04.2019 estão abertas as inscrições para o processo seletivo de profissionais para atuarem nas áreas de Preservação de Filmes e Documentação e Pesquisa, da Cinemateca Brasileira em São Paulo.
A contratação será feita pela Associação de Comunicação Educativa Roquette Pinto (ACERP), Organização Social responsável pela gestão da Cinemateca Brasileira.
Caso tenha interesse em trabalhar conosco, acesse o formulário de inscrição.

Descrição das vagas

– Documentação

DOCUMENTALISTA

Qualificação mínima requerida (escolaridade):

  • Ensino superior completo, preferencialmente em Ciências Humanas ou Ciências da Informação.

Conhecimentos desejáveis/experiência necessária além da qualificação mínima:

  • Conhecimentos gerais de história e cinema brasileiro.
  • Conhecimentos básicos sobre normas e recomendações da Biblioteconomia e Arquivística.
  • Conhecimentos sobre preservação audiovisual.
  • Experiência com catalogação de documentos em banco de dados.
  • Experiência com digitalização de documentos e tratamento de arquivos digitais.
  • Experiência com pesquisa histórica e redação de textos.
  • Boa comunicação oral e escrita.
  • Pacote Office nível usuário (ênfase em excel intermediário).
Atividades a serem desempenhadas:
  • Organizar arquivos e coleções do campo do audiovisual.
  • Realizar pesquisa sobre arquivos e coleções do audiovisual.
  • Descrever e indexar documentos não-fílmicos.
  • Alimentar banco de dados.
  • Apoiar na elaboração de instrumentos de pesquisa.
  • Aplicar normas e recomendações próprias da Biblioteconomia e Arquivística.
  • Digitalizar documentos não-fílmicos.
  • Organizar arquivos digitais.

Informações adicionais:

  • 7 vagas
  • Regime de contratação: CLT
  • Carga Horária: 200 horas mensais
  • Local: São Paulo – SP
  • Benefícios: VT + VR ou VA + Plano de Saúde + Plano Dental + Seguro de Vida

 

AUXILIAR DE ARQUIVO

Qualificação mínima requerida (escolaridade):

  • Ensino Médio completo com conhecimentos nas áreas de arquivos e conservação de acervos.

Conhecimentos desejáveis/experiência necessária além da qualificação mínima:

  • Técnicas de organização e controle de arquivos.
  • Conhecimentos sobre conservação de acervos em suporte papel.
  • Conhecimentos sobre história e cinema brasileiro.
  • Boa comunicação oral e escrita.
Atividades a serem desempenhadas:
  • Auxiliar nos processos de organização de arquivos não-fílmicos do campo do audiovisual.
  • Executar ações de conservação preventiva e corretiva de documentos em papel.
  • Alimentar banco de dados.
  • Auxiliar na disponibilização de documentos para atendimento de pesquisadores internos
    e externos.
 Informações adicionais:
  • 4 vagas
  • Regime de contratação: CLT
  • Carga Horária: 200 horas mensais
  • Local: São Paulo – SP
  • Benefícios: VT + VR ou VA + Plano de Saúde + Plano Dental + Seguro de Vida

 

AUXILIAR DE CATALOGAÇÃO

Qualificação mínima requerida (escolaridade):

  • Graduando nas áreas de Ciências Humanas ou Ciência da Informação, preferencialmente.

Conhecimentos desejáveis/experiência necessária além da qualificação mínima:

  • Técnicas de organização e controle de arquivos.
  • Catalogação de acervos em banco de dados.
  • Boa comunicação oral e escrita.
  • Desejável Pacote Office nível usuário.
Atividades a serem desempenhadas:
  • Realizar a catalogação de obras e materiais audiovisuais.
  • Alimentar bases de dados referentes a obras e materiais audiovisuais.
  • Apoiar atendimento de solicitações.
Informações adicionais:
  • 1 vaga
  • Regime de contratação: CLT
  • Carga Horária: 200 horas mensais
  • Local: São Paulo – SP
  • Benefícios: VT + VR ou VA + Plano de Saúde + Plano Dental + Seguro de Vida

– Preservação de Filmes

TÉCNICO DE PRESERVAÇÃO DE FILMES – ANÁLISE DE MATERIAIS II 

Qualificação mínima requerida (escolaridade):
  • Graduando nas áreas de Ciências Humanas ou Ciência da Informação, preferencialmente.

Conhecimentos desejáveis/experiência necessária além da qualificação mínima:

  • Análise de materiais audiovisuais.
  • Processos fotográficos.
  • Manipulação de materiais fílmicos.
  • Captação e finalização de filmes.
  • Sistemas de climatização.
Atividades a serem desempenhadas:
  • Analisar materiais audiovisuais de diferentes suportes e formatos, para fins de incorporação
    e desincorporação.
  • Elaborar fichas técnicas de análise.
  • Alimentar informações nos sistemas da Cinemateca.
  • Incorporar novos materiais audiovisuais.
  • Produzir relatórios com as informações de temperatura, umidade e eventuais ocorrências nos
    depósitos de guarda de materiais audiovisuais.
  • Elaborar laudos técnicos (análise técnica e emissão de parecer para diversas finalidades,
    incluindo Depósito Legal).
Informações adicionais:
  • 2 vagas
  • Regime de contratação: CLT
  • Carga Horária: 200 horas mensais
  • Local: São Paulo – SP
  • Benefícios: VT + VR ou VA + Plano de Saúde + Plano Dental + Seguro de Vida

 

TÉCNICO DE RESTAURAÇÃO DE FILMES – VÍDEO E DIGITAL II | 

Qualificação mínima requerida (escolaridade):

  • Ensino Médio completo com formação técnica ou experiência comprovada na área do audiovisual.

Conhecimentos desejáveis/experiência necessária além da qualificação mínima:

  • Processamento fílmico.
  • Laboratório de Imagem e Som e seus equipamentos. Eletrônica.
  • Processos fotográficos.
  • Manipulação de materiais fílmicos.
  • Captação e pós-produção audiovisual.
  • Sistemas e tecnologias de informação.
  • Preservação digital.
Atividades a serem desempenhadas:
  • Incorporar materiais audiovisuais (vídeo e digital).
  • Analisar materiais audiovisuais (vídeo e digital).
  • Realizar a transcrição de materiais audiovisuais para diferentes formatos digitais.
  • Realizar a edição e manipulação de imagem e som.
  • Confeccionar matrizes digitais de preservação e acesso.
  • Elaborar laudos técnicos (análise técnica e emissão de parecer para diversas finalidades,
    incluindo Depósito Legal).
Informações adicionais:
  • 2 vagas
  • Regime de contratação: CLT
  • Carga Horária: 200 horas mensais
  • Local: São Paulo – SP
  • Benefícios: VT + VR ou VA + Plano de Saúde + Plano Dental + Seguro de Vida

 

TÉCNICO DE PRESERVAÇÃO DE FILMES – ANÁLISE DE DADOS I | 

Qualificação mínima requerida (escolaridade):

  • Ensino Médio completo com formação técnica ou experiência comprovada na área do audiovisual.

Conhecimentos desejáveis/experiência necessária além da qualificação mínima:

  • Pesquisa e documentação.
  • Pesquisa em Base de Dados. Desenvolvimento de Base de Dados. Processamento de dados.
  • Documentação de processos.
  • História e cinema brasileiro.
  • Preservação de acervos de diferentes gêneros. Processamento fílmico.
  • Taxonomia.
Atividades a serem desempenhadas:
  • Apoiar a catalogação de obras audiovisuais.
  • Alimentar bases de dados referentes à catalogação de obras e materiais audiovisuais.
Informações adicionais:
  • 1 vaga
  • Regime de contratação: CLT
  • Carga Horária: 200 horas mensais
  • Local: São Paulo – SP
  • Benefícios: VT + VR ou VA + Plano de Saúde + Plano Dental + Seguro de Vida

 

TÉCNICO DE PRESERVAÇÃO DE FILMES – TRÁFEGO DE MATERIAIS I | 

Qualificação mínima requerida (escolaridade):

  • Ensino Médio completo com formação técnica ou experiência comprovada na área do
    audiovisual.

Conhecimentos desejáveis/experiência necessária além da qualificação mínima:

  • Documentação.
  • Materiais audiovisuais em diferentes suportes e formatos.
  • Técnicas de organização e controle de arquivos.
  • Sistemas de informação.
Atividades a serem desempenhadas:
  • Executar a movimentação dos materiais audiovisuais entre depósitos da Cinemateca
    Brasileira.
  • Atualizar as informações nos sistemas de dados da Cinemateca Brasileira.
  • Atender o público (depositante, proponentes ou terceiros) no que concerne à entrega
    ou retirada de materiais audiovisuais.
  • Emitir documentos (recibos, boletins e termos) referentes à entrada e à saída de
    materiais audiovisuais.

Informações adicionais:

  • 1 vaga
  • Regime de contratação: CLT
  • Carga Horária: 200 horas mensais
  • Local: São Paulo – SP
  • Benefícios: VT + VR ou VA + Plano de Saúde + Plano Dental + Seguro de Vida


AUXILIAR DE PRESERVAÇÃO | 

Qualificação mínima requerida (escolaridade):
  • Ensino Médio completo.

Atividades a serem desempenhadas:

  • Atualizar informações, a partir de diversas fontes, em documentos e sistemas de dados
    da Cinemateca Brasileira.
  • Apoiar o atendimento de depositantes e solicitantes de acesso ao acervo fílmico.
  • Apoio às demais atividades da Preservação de Filmes.
Informações adicionais:
  • 1 vaga
  • Regime de contratação: CLT
  • Carga Horária: 200 horas mensais
  • Local: São Paulo – SP
  • Benefícios: VT + VR ou VA + Plano de Saúde + Plano Dental + Seguro de VidaFonte: cinemateca.org.br

Fonte: cinemateca.org.br

Butantan disponibiliza biblioteca digital com publicações científicas de pesquisadores, técnicos e alunos da instituição

Seguindo uma tendência internacional de promover visibilidade às pesquisas publicadas por grandes instituições, o Instituto Butantan disponibilizou desde o final de 2018 o seu Repositório da Produção Científica, projeto inédito que funciona como uma espécie de biblioteca digital que reúne as publicações científicas dos pesquisadores, técnicos e alunos da instituição.

Encabeçado pela equipe da Biblioteca, com apoio da área Tecnologia da Informação , o projeto vinha sendo produzido desde 2017 e tem o objetivo de reunir, organizar, disponibilizar e aumentar a visibilidade da produção científica realizada por pesquisadores, técnicos e alunos.

O Repositório já compilou cerca de 250 artigos publicados em todo o ano de 2018 e mais de 20 artigos de 2019, em revistas indexadas nas bases de dados Web of Science, Scopus, PubMed e SciELO. O projeto foi um dos finalistas do Prêmio Inovação do Butantan no ano passado.

“Estamos ampliando  a  visibilidade, além de permitir a geração de indicadores para a avaliação da nossa produção científica. Com o Repositório ativo, é mais fácil acompanhar o número de artigos publicados em um ano, por exemplo”, afirma a bibliotecária Joanita Lopes, diretora técnica da Biblioteca.

Projetos futuros

Segundo a Supervisora da Biblioteca do IB, a bibliotecária Sarah Maria Viola de Oliveira, o projeto, ainda em desenvolvimento, terá um trabalho contínuo. “Nosso objetivo é manter o Repositório atualizado. Nas próximas fases vamos ampliar a cobertura das publicações , incluindo na plataforma trabalhos de anos anteriores a 2018 e outros tipos de publicações, como livros, manuais, guias e folhetos, além de melhorar a interface”, diz.

As teses e dissertações do PPGTox (Programa de Pós-Graduação em Ciências-Toxinologia), atualmente disponibilizadas no banco de teses, também serão integradas ao Repositório.

Acesso ao Repositório de Produção Técnico-científica do Butantan

O Repositório já está disponível no site da Biblioteca e pode ser consultado, clicando aqui:

Na plataforma, as pesquisas publicadas estão divididas pelos filtros: Fonte; Autor; Laboratório e Ano da publicação. Facilitando o acesso aos interessados.

Correções, sugestões, dúvidas ou indicações de inclusão de publicações, do período de 2018, podem ser enviadas a equipe da biblioteca pelo e-mail: biblioteca.atendimento@butantan.gov.br.

(por Fernanda Ribeiro)

Fonte: Instituto Butantan

Las 6 etapas que detallan la importancia de las bibliotecas en el apoyo a la investigación

El proceso de investigación es una búsqueda que permite formular nuevos conocimientos a partir de fuentes anteriores, permitiendo la evolución y enriquecimiento de una disciplina. Y, como ya supondréis, las bibliotecas tienen un papel destacado en el apoyo y desarrollo de la investigación. Ahora bien, ¿cómo pueden las bibliotecas ayudar a profesores, académicos e investigadores para potenciar la investigación y el conocimiento?

Las bibliotecas tienen un papel destacado en el apoyo y desarrollo de la investigación

Tal y como señala Starr Hoffman (Jefa de Planificación y Evaluación de las Bibliotecas de la Universidad de Nevada) en el vídeo «Library Support for the Research Lifecycle» publicado en YouTube, todo proceso de investigación se divide en una serie de etapas, que pueden ser muy variadas, pero que en cierta medida quedarían aglutinadas en seis:

Según el siguiente gráfico, todas y cada una de las etapas de investigación deberían ser apoyadas por los servicios bibliotecarios para que esta obtenga el éxito deseado y una óptima consecución de los objetivos. De este modo, las etapas de toda investigación serían las siguientes:

Library Support for the Research Lifecycle

1. Revisión bibliográfica

Según la Universidad de Carolina de Norte, una revisión bibliográfica analiza la información publicada en un área temática en particular y, en ocasiones, la información en un área temática en particular dentro de un período de tiempo determinado. Puede ser solo un simple resumen de las fuentes, pero generalmente tiene un patrón organizativo y combina tanto el resumen como la síntesis, entendiendo síntesis como reorganización de la información (a diferencia del resumen que sería solo un acortamiento de la misma). De acuerdo con todo esto, la biblioteca podría ayudar en la:

  • Recopilación de información.
  • Búsqueda y consulta de información bibliográfica.
  • Gestión de citas o referencias.

2. Planificación de búsqueda

Para que la investigación tenga éxito es preciso que la búsqueda de información se haga siguiendo unas pautas y parámetros preferiblemente normalizados. El profesional de la información tendrá en cuenta siempre:

  • Datos iniciales. A partir de los cuales se desarrollará la búsqueda en cuestión.
  • Infraestructura y espacio. Muy importantes para el almacenaje de la información.
  • Plan de gestión de datos. Fundamental a la hora de la entrada de nueva información o para la recuperación de la ya existente.

3. Búsqueda activa

La Asociación para la Supervisión y el Desarrollo Curricular (ASCD) indica que este tipo de investigación es un proceso disciplinado de indagación por y para quienes toman la acción. La razón principal para participar en este tipo de investigación es ayudar al actor a mejorar y/o perfeccionar sus acciones. El especialista en información pone su granito de arena aportando al investigador:

  • Recopilación de información digital y especial.
  • Soporte digital.
  • Bases de datos y sistemas de localización.

4. Publicación y presentación

La publicación y presentación de los trabajos es el fin de toda investigación. Por ello, es imprescindible el asesoramiento de un especialista acerca de:

  • Dónde publicar.
  • Creación de contenidos.
  • Apoyo de los derechos de autor.

5. Compartir la información y conservación

Tal y como nos explica el servicio bibliotecario de la Universidad de Stanfordel intercambio de datos es a menudo una parte natural del proceso de investigación, sin embargo el financiador del proyecto puede requerir que comparta sus datos o los haga públicos. Antes de compartir sus datos debe considerar no solo los metadatos que deberá proporcionar junto con los datos para que se entiendan fácilmente, sino también los problemas de privacidad, propiedad intelectual, derechos de autor o licencias que deben abordarse con respecto al intercambio. Es fundamental tener en un estado óptimo por parte del personal bibliotecario el:

  • Repositorio institucional.
  • Servicio de metadatos.
  • Servicio de datos.

6. Conversación de investigación (Acceso)

El Conversation Research Institute (CRI) indica que investigar comunicándose es, simplemente, investigar conversaciones en línea (aquellas que se encuentran en las redes sociales o cualquier otro medio en línea que permita la discusión de usuario a usuario) con el propósito de descubrir información. El profesional de la información, en este caso, deberá tener en cuenta las siguientes acciones para llevar a cabo esta fase:

  • Acceso abierto.
  • Catalogación.
  • Medición de las citas bibliográficas.

Cualquiera de las fases representadas en este post requieren del trabajo bibliotecario. El investigador recopila y detalla la información que necesita y los bibliotecarios se centran en localizar la información necesaria. Para eso, utilizarán bases de datos que indexan la bibliografía publicada, bases de datos referenciales, tesis, servicio de préstamo interbibliotecario, fuentes de información a texto completo. Además, conocerá herramientas y ayudará en la interpretación en el análisis de citas bibliográficas, muy útiles para conocer qué información es la más relevante. También, los servicios bibliotecarios son un apoyo claro para el conocimiento de los derechos de autor y su salvaguarda, conocimiento de fuentes y herramientas donde publicar contenidos.

Imagen superior cortesía de Shutterstock

Fonte: ComunidadBTZ

José Sarney doa livro raro sobre biblioteconomia para Biblioteca do Senado

Foto: Gabriel Matos/Senado
Gabriel Matos/Senado

O ex-presidente da República e ex-presidente do Senado José Sarney doou para a Biblioteca Luiz Viana Filho, a Biblioteca do Senado, a Tabela Cutter-Sandorn, obra especializada da área de biblioteconomia. O livro será incorporado à Coleção Especial. A função da tabela é possibilitar a ordenação das diversas obras de um mesmo autor dentro de um mesmo assunto.

Essa é uma importante ferramenta de trabalho da biblioteconomia e vem complementar o acervo da biblioteca — avalia Mônica Rizzo, coordenadora da Biblioteca do Senado.

Rafael Escher, bibliotecário do Serviço de Desenvolvimento de Coleções, considera a doação uma homenagem do ex-presidente à Casa, por sua participação constante para o incremento do acervo da instituição.

É uma bonita homenagem de um eterno parceiro institucional. Ele nos presenteou com uma antiga edição [de 1962] de uma ferramenta clássica da biblioteconomia — agradeceu Escher.

Utilizada na indexação de obras, a tabela é usada não só no Brasil, mas internacionalmente, segundo afirmou o bibliotecário.

Sarney presidiu o Senado Federal em quatro ocasiões: 1995/1996, 2003/2004, 2009/2010 e 2011/2012. Deixou o Senado ao final de 2014.

Fonte: Agência Senado

O LIVRO DE ARTISTA: A CRIAÇÃO DA MUDANÇA E A EXPANSÃO DE DOIS MUNDOS

Um grande desafio para os bibliotecários é como tratar descritivamente um livro de artista de modo acessível para o público

Texto por Igor Alves Coelho 

A ideia do livro morre aos poucos na boca de uns e ganha cada vez mais impulso nas mãos de quem sabe como ressuscitá-los. No momento atual, que tudo é hiperconectado, onde a internet e as tecnologias tomam conta de cada canto de nossas vidas, alguns insistem em dizer que livros e bibliotecas estão fadados ao esquecimento. Na minha opinião, apesar do clichê, Lavoisier se mostra mais do que pertinente ao dizer que “nada se cria, nada se perde, tudo se transforma”.Dentre as muitas transformações em sua trajetória, o livro acaba embarcando algumas vezes em outros universos metamórficos, sendo um deles o universo das artes. Desse relacionamento entre duas áreas tão mutáveis nasce o livro de artista. No entanto, o livro de artista vai além do somatório do livro com o ramo das artes. Não é sobre livros de artes que se trata aqui. É da própria metamorfose do livro, a partir da arte.

O livro de artista é um corpo sem forma fixa e em constante mudança. Não possui limites, barreiras, parâmetros ou completas definições. Trata-se de uma obra de arte que se incorpora ao formato do livro ou, então, que faz do livro sua base para dar vida a uma criação artística.

Não existem regras aqui, não são contadas páginas, não existe uma estrutura a seguir, não existem restrições ao se criar. É o material que é tudo e nada ao mesmo tempo sendo um dos grandes desafios para os bibliotecários que lidam com essas coleções.

Pouco estudado ainda pela biblioteconomia, é um tipo de material que ainda não possui muita visibilidade do grande público, contradizendo uma das teorias que envolvem seu surgimento: de que se trata de um rompimento com o mercado da arte.

A teoria em questão, abordada no texto “O livro de artista, o colecionador e a coleção no museu: um itinerário intersubjetivo da coleção de livros de artista de Paulo Herkenhoff no Museu de Arte do Rio” de Andréa da Silva Barboza e Gustavo Silva Saldanha, é de que os artistas, buscando que suas obras caminhassem de forma mais livre e alcançassem um maior número de pessoas, começam a criar estes objetos que por muitas vezes são feitos em tiragens muito mais extensas do que uma obra de arte tradicional, o que o confere a possibilidade de ser mais visto e mais compartilhado (em teoria).

Na realidade isto se tornou contraditório, pois o mercado da arte toma posse desta criação, fazendo com que haja um encarecimento dessas obras e que se criem coleções dentro de espaços culturais onde a arte em sua forma mais “tradicional” já se encontrava (e de onde nesta teoria os artistas desejavam seu escape). Com a diferença que várias instituições podem possuir exatamente o mesmo livro de artista, pois eles são replicados como originais, ao contrário da maioria dos outros tipos de arte e suas produções, como pintura e escultura, onde cada obra é única.

O livro de artista pode assumir várias formas, além de poder se apresentar no formato códice (o formato de livro que entendemos como um livro comum) ou no formato objeto. Os mais comuns são o livro-objeto, o catálogo-obra, o antilivro, o livro ilustrado, o poema-livro e o livro fotográfico.

O livro “Colidouescapo”, de Augusto de Campos, uma das obras mais importantes deste segmento. Foto: divulgação

Como foi o III Seminário de Informação e Documentação em Arte

A terceira edição do Seminário de Informação e Documentação em Arte, realizada no dia 23 de novembro de 2018, na Escola de Comunicações e Artes da USP, teve como tema Livros de Artistas: da Criação ao Acesso.

Os vídeos com a íntegra das palestras e do debate já estão disponíveis no IPTV-USP, plataforma de vídeos didáticos, científicos e culturais da Universidade de São Paulo.

Primeira parte:
http://iptv.usp.br/portal/video.action?idItem=40034

Segunda parte:
http://iptv.usp.br/portal/video.action?idItem=40040

Resumidamente, as palestras trataram dos seguintes tópicos:

A definição do livro de artista como dilema – por Paulo Antonio de Menezes Pereira da Silveira

(Professor da Universidade Federal do Rio Grande do Sul)

Abordou a definição de “livro de artista”, expressão associada primeiramente a edições específicas da arte contemporânea, surgida espontaneamente e com objetividade nos anos 1970. Nas décadas seguintes passou a ser discutida, reivindicada ou mesmo inadequadamente interpretada, sobretudo por artistas, fenômeno que prossegue nos anos 2000.

Uma reflexão sobre as potencialidades e os conceitos que traduzem o “Livro de artista” – por Silvana Novaes Ferreira

(Professora da Escola Superior de Propaganda e Marketing)

Partindo de uma reflexão sobre os conceitos que traduzem o Livro de Artista, a apresentação abordou as potencialidades de exploração acadêmica junto aos alunos de Graduação em Design da ESPM. No Projeto de graduação em Design PGD os alunos podem optar pela modalidade “Experimental” e muitos escolhem o formato de livro de Artista. A palestra mostrou e explicou a metodologia desenvolvida, as etapas de desenvolvimento dos projetos e os resultados finais.

Clique no link para ver os slides:  Silvana Ferreira

O livro pensado através – por Lucia Mindlin Loeb

(Artista e pesquisadora em Artes Visuais, doutoranda da ECA/USP)

A artista mostrou seu trabalho e contou um pouco do processo de criação e produção dos livros obra/objeto/escultura que vem produzindo desde 2006. Lucia trabalha com fotografia desde 1991 e, buscando um novo suporte para as imagens, começou a investigar e experimentar a construção de uma série de livros objetos, que utilizam procedimentos tais como repetição de imagens, deslocamentos, sobreposições, cortes e furos, entre outros.

Clique no link para ver os slides: o livro através

Lúcia mostrou alguns de seus trabalhos documentados em vídeo:

Memória fotográficahttps://vimeo.com/257950823

Praiahttps://vimeo.com/207778424

Mestradohttps://vimeo.com/138408266

A formação e o desenvolvimento da Coleção Livro de Artista na UFMG – por Diná Marques Pereira Araújo

(Bibliotecária Coordenadora da Divisão de Coleções Especiais e Obras Raras – UFMG)

A Coleção Livro de Artista da Universidade Federal de Minas Gerais, com mais de 700 itens catalogados, é o maior acervo brasileiro no gênero e a primeira em biblioteca de universidade pública no Brasil. Começou em 2009, com a doação de um conjunto de livros de Alex Flemming, Guto Lacaz, Marilá Dardot e Paulo Bruscky. Em sua apresentação, Diná tratou da prática da organização de um acervo de livros de artistas e seus diversos desafios

O catálogo da coleção de livros de artistas da UFMG pode ser consultado neste blog:

https://colecaolivrodeartista.wordpress.com/

Fonte: Redarte – SP

ALIANÇA FRANCESA DOA LIVROS PARA A BIBLIOTECA DO MUSEU NACIONAL

No dia 2 de setembro o mundo assistiu com tristeza ao incêndio do Museu Nacional, no Rio de Janeiro. Um dos mais importantes patrimônios históricos do Brasil foi destruído em um acidente. Entre as perdas estava o acervo da Biblioteca Francisca Keller, localizada no prédio do museu. Fundada em 1968, ela dispunha do maior acervo de literatura antropológica do Brasil, e um dos mais importantes da América Latina.

Apesar do luto, logo surgiu um esforço coletivo para tentar reconstruir o museu e recuperar o máximo possível do seu acervo. A Biblioteca Claudie Monteil entrou nessa iniciativa! Doaremos parte de nosso acervo francófono de sociologia, filosofia e antropologia.

A campanha está rolando no site Biblioteca Francisca Keller + 50 e eles também estão aceitando contribuições financeiras para apoiar a reconstrução de seu espaço físico.

campanha-de-doacao

Fonte: Aliança Francesa São Paulo

Biblioteca do futuro deve ir ao encontro do usuário, diz responsável pela área

Thesaurus, sistema de gerenciamento de dados foi substituído pelo Aleph, considerado mais ágil e moderno

A responsável pela biblioteca da Fundacentro, Erika Alves dos Santos, em entrevista à Assessoria de Comunicação Social da instituição defende a biblioteca do futuro como um ambiente em que a informação deve ir ao encontro do usuário e não o usuário ao encontro da informação.

Isto porque a biblioteca da Fundacentro, responsável por um grande acervo de obras na área de segurança e saúde do trabalhador, começa a trilhar novos projetos para o quadriênio 2018-2021, de modo a acompanhar as novas tecnologias e tendências da Ciência da Informação, além de atender o leitor de forma rápida, prática e funcional.

Criada em 1969 e registrada no Conselho Regional de Biblioteconomia (CRB) – 8ª região em junho de 1971, na categoria de biblioteca especializada, a biblioteca Eduardo Gabriel Saad (nome dado em homenagem ao superintendente da instituição no período de 1976 a novembro de 1981), já procedeu mais de 150 mil atendimentos presenciais e remotos e registra uma média anual de 30 mil acessos em sua página na Internet, com mais de 150 mil downloads de publicações da Fundacentro.

Vinculado à Diretoria Técnica, Serviço de Documentação e Biblioteca (SDB), coordena, além da biblioteca do Centro Técnico Nacional, as 13 bibliotecas físicas nas Unidades Descentralizadas, nas quais ocorre a prestação de serviços semelhantes à da biblioteca central, no CTN.

Atualizar o acervo é um dos desafios da coordenadora, que explica que, o normal entre as bibliotecas é que se façam novas aquisições anualmente. Mas, além da atualização do acervo, Erika destaca outros pontos importantes que integram a rotina de trabalho em bibliotecas, como a definição de politicas de trabalho, além dos regulamentos de uso dos serviços prestados ao público interno e externo.

Desde o inicio de 2018, a coordenadora vem construindo, além de uma política de regulamentação interna e externa, projeto que envolve a reestruturação da biblioteca. Um primeiro passo será o estabelecimento de uma comunicação direta com o sistema da biblioteca em tempo real, tanto no CTN quanto nas Unidades Descentralizadas. “Pretendemos com essa primeira medida, maximizar o atendimento na biblioteca”, diz Erika.

Outras ações também importantes que estão no projeto de reestruturação envolvem a ampliação do serviço de empréstimo domiciliar para o público externo. “O fato de o horário de funcionamento da biblioteca coincidir com o horário comercial desfavorece a visita de pessoas que possuem vínculos empregatícios, e isto potencializa a necessidade de flexibilizar as possibilidades de acesso à biblioteca”, reforça a chefe do SDB.

Para iniciar a empreitada, o Thesaurus, antigo sistema de gerenciamento de dados utilizado pelo SDB foi substituído por outro sistema mais ágil e moderno -, o Aleph, sistema de gerenciamento israelense, mais robusto e atualizado.

50 anos de atendimento ao público

A biblioteca Eduardo Gabriel Saad completará em 2020, 50 anos de atendimento ao público e de auxílio nas pesquisas voltadas para a área de segurança e saúde do trabalhador.

Com todas as novas ações a serem implementadas, a intenção é de que o cinquentenário da biblioteca seja comemorado com a apresentação de novas diretrizes e procedimentos, garantindo um atendimento ágil e diferenciado.

Organização da informação

No Brasil e em outros países, profissionais bibliotecários buscam a troca de informações e delinear as tendências da Ciência da Informação, alinhada aos interesses e necessidades dos pesquisadores para a construção de novas idéias.

Erika Alves dos Santos que está há 14 anos no Serviço de Documentação e Biblioteca da Fundacentro e atualmente ocupa o cargo de coordenadora, irá participar do 13º. Congresso Nacional da Associação Portuguesa de Bibliotecários, Arquivistas e Documentalistas. O evento acontece de 22 a 26 de outubro de 2018, na cidade de Fundão, Portugal.

Em julho, Erika teve seu trabalho apresentado no 15th International ISKO Conference realizado na Faculdade de Letras da Universidade do Porto, de 9 a 11 de julho de 2018. O trabalho recebe o título de The cooperative work as a strategy for information organization in the era of linked data e teve como coautor, Marcos Luiz Mucheroni.

No período de 22 a 26 de outubro de 2018, na Universidade Estadual de Londrina, acontece o XIX Encontro Nacional de Pesquisa em Ciência da Informação. O artigo “Ontologias SPAR e uso de metadados FRBR para elaboração de referências” foi aprovado e escrito por Erika Alves, em coautoria com Marcos Luiz Mucheroni e Fernando Modesto.

Fonte: SEGS

TRT DA 2ª REGIÃO PROMOVEU DEBATES SOBRE FUTURO DAS BIBLIOTECAS DA JUSTIÇA DO TRABALHO

Foi realizado, nos dias 19, 20 e 21 de setembro, no Fórum Ruy Barbosa, em São Paulo-SP, o XVII Encontro de Bibliotecários da Justiça do Trabalho.

O TRT da 2ª Região realizou, entre os dias 19 e 21 de setembro, o 17º Encontro de Bibliotecários da Justiça do Trabalho – EBJUT XVII. O evento ocorreu no auditório da Escola Judicial (Ejud-2), no 10º andar do Fórum Ruy Barbosa, em São Paulo-SP, e reuniu bibliotecários e responsáveis pelas unidades de informação deste e de outros regionais, assim como do Tribunal Superior do Trabalho (TST).

“É uma alegria dupla abrir este evento”, declarou o presidente do TRT da 2ª Região, desembargador Wilson Fernandes. “Primeiro pela sua importância, uma vez que escola sem biblioteca não se completa. Depois porque este é o último evento da Ejud-2 do qual participo na condição de presidente”, lembrou (a posse do novo Corpo Diretivo do TRT-2 será em 1º de outubro).

Na imagem acima, desembargadores Bianca Bastos e Wilson Fernandes

A atual conselheira e futura vice-diretora da Ejud-2, desembargadora Bianca Bastos, cumprimentou o presidente pelo apoio dado à Escola Judicial e falou sobre a importância dos bibliotecários para a Justiça do Trabalho. “Vocês dão um apoio silencioso e eficiente à atuação dos magistrados, colaborando para a efetiva prestação jurisdicional”.

O XVII EBJUT contou com palestras de renomados profissionais da área de biblioteconomia, como o professor doutor Fernando Modesto (USP); Neide Alves Dias de Sordi, mestre em ciência da informação (UNB); e Rosaly Favero Kryzyzanowski (Fapesp). Houve, ainda, a contribuição do juiz titular da 8ª VT/Guarulhos do TRT-2, Rodrigo Garcia Schwartz. Os bibliotecários Rejane Maria Façanha de Albuquerque (TRT-7), Leandro do Nascimento de Souza (TRT-21), Márcia Cristina Ribeiro Simaan (TRT-18) e Virginia Ramos Veríssimo (TST) dividiram suas vivências profissionais com os participantes.

A professora Rosaly, da Fapesp, contou sobre como participou, nos anos 1990, da criação de um programa de biblioteca eletrônica que inicialmente compartilhou conteúdo científico entre 86 bibliotecas da USP, Unicamp, Unesp, Ufscar e um centro de informações em ciências da saúde. O projeto cresceu, foi incorporado pelo portal da Capes (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior), e hoje reúne 132 bibliotecas e 2.340 títulos virtuais, disponíveis a milhares de professores, pesquisadores e estudantes em todo o país. As principais vantagens do consórcio são a contratação de uma assinatura digital única de publicações para todas as instituições interessadas, barateando o custo e universalizando o acesso aos seus leitores.

Na imagem acima, bibliotecários e representantes de unidades de informação da Justiça do Trabalho

Segundo Messias Pedro de Avila, diretor da Coordenadoria de Biblioteca da Ejud-2, a restrição orçamentária na Justiça do Trabalho tem levado os tribunais a imaginarem uma solução semelhante. Estariam em jogo, no caso, cerca de 30 publicações jurídicas para ser disponibilizadas de forma integrada entre os 25 tribunais do trabalho. “Estamos iniciando estudos nesse sentido”, afirmou.

Texto: Agnes Augusto; Fotos: Allan Lustosa – Secom/TRT-2

Fonte: TRT DA 2ª REGIÃO 

Campanha pede doação de livros para biblioteca do Museu Nacional

Um dos enormes prejuízos causados pelo incêndio no Museu Nacional do Rio de Janeiro, no início de setembro, foi a destruição do acervo da Biblioteca Francisca Keller (BFK), do Programa de Pós-Graduação em Antropologia Social. Para reerguer a biblioteca, fundada há 50 anos, o programa iniciou uma campanha para receber doações de livros e publicações.

Um incêndio atingiu, no início do mês, o Museu Nacional do Rio de Janeiro, na Quinta da Boa Vista, destruindo o palácio e a maior parte de seu acervo – Tânia Rêgo/Agência Brasil “A Biblioteca Francisca Keller foi incinerada, mas não morta. Uma biblioteca só morre quando não tem mais leitores. Nós temos leitores. Agora precisamos de livros”, diz o texto da campanha, que é assinado pela Comissão para reconstrução e renovação da BFK.

Interessados em doar podem saber mais detalhes no site da campanha, onde há informações sobre os livros que foram queimados e títulos que já foram doados por outras pessoas ou institutos de pesquisa.

A biblioteca tinha 37 mil volumes e era considerada uma das mais importantes na área de ciências sociais no Brasil e na América Latina. Seu acervo era principalmente de obras contemporâneas e contava com títulos importantes para os pesquisadores do programa e de outras instituições de ensino.

O Programa de Pós-Graduação em Antropologia Social tem nota máxima (sete) na Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) e foi um dos mais afetados pelo incêndio no Museu Nacional. Grande parte de seu acervo sobre etnias indígenas, por exemplo, foi consumido pelo fogo. Salas de aula e de pesquisa que ficavam no palácio precisaram ser realocadas no Horto Botânico, assim como salas de professores e pesquisadores.

Fonte: BOL Notícias

MAC reabre Biblioteca com acervo de Walter Zanini e inaugura livraria

Acervo foi doado por família de Zanini, primeiro diretor do museu; livraria é especializada em obras sobre arquitetura e arte

(Da esq. p/ dir.) O reitor Vahan Agopyan; o diretor-presidente da Edusp, Lucas Antonio Moscato; o diretor do MAC, Carlos Roberto Ferreira Brandão; a esposa de Walter Zanini, Neusa Zanini; e a professora Cristina Freire – Foto: Cecília Bastos / USP Imagens

Uma cerimônia, realizada no dia 27 de agosto, marcou a reabertura da Biblioteca Lourival Gomes Machado e a inauguração de uma Livraria da Editora da USP (Edusp) no prédio do Museu de Arte Contemporânea (MAC), localizado no Parque do Ibirapuera, em São Paulo.

A Biblioteca reabre com uma novidade: a incorporação dos 12 mil exemplares doados pela família de Walter Zanini, primeiro diretor do MAC, falecido em 2013.

Zanini foi diretor da Escola de Comunicações e Artes (ECA) da USP, historiador, crítico de arte e curador. Dirigiu o MAC de 1963 a 1978. Teve importante papel na criação do Departamento de Artes Plásticas da ECA e do Programa de Pós-Graduação em Artes, pioneiro no Brasil na concessão de títulos de mestre e doutor nessa área.

“A doação da Biblioteca de Walter Zanini torna o MAC ainda mais singular e importante como, um dia, seu primeiro diretor imaginou. Trata-se do legado que mostra a grandeza do historiador e intelectual brasileiro que Zanini foi”, afirmou a professora titular e curadora do museu, Cristina Freire, em seu discurso de abertura da cerimônia.

O reitor da USP, Vahan Agopyan, agradeceu a generosidade e o altruísmo da família Zanini em compartilhar a coleção. “Com a doação, duplicamos nosso acervo e passamos a oferecer aos usuários uma das mais importantes bibliotecas públicas de arte contemporânea do País”, destacou o reitor.

Foram incorporados à Biblioteca os 12 mil exemplares doados pela família de Walter Zanini – Foto: Cecília Bastos / USP Imagens

Outro importante espaço que passa a fazer parte do prédio do MAC é a nova livraria da Edusp, instalada no mezanino, em uma área de 80 metros quadrados. A livraria será a primeira da editora especializada em livros de artes e arquitetura. Também haverá um espaço dedicado para eventos de lançamento das obras editadas pela Edusp.

“Essa nova livraria reforça uma das principais missões da Universidade, que é a extensão cultural, e nos dá a oportunidade de apresentar ao público o catálogo qualificado de obras produzidas por nossa editora”, avaliou o diretor-presidente da Edusp, Lucas Antonio Moscato.

Para o diretor do museu, Carlos Roberto Ferreira Brandão, tanto a Biblioteca quanto a livraria da Edusp são importantes instrumentos para expandir a presença do MAC na cidade e fazem parte do projeto de ampliar as atrações do museu para o público.

Em abril deste ano, foi inaugurado o Restaurante Vista, localizado no último andar do prédio. O restaurante tem capacidade para 120 lugares e faz parte do complexo gastronômico do MAC, que já conta com uma cafeteria, o Vista Café, inaugurada em julho de 2017.

Essa é a primeira livraria da Edusp especializada em obras de arquitetura e artes – Foto: Cecília Bastos / USP Imagens

Fonte: Jornal da USP

II Seminário Especial: Lugar de Memória: O acervo da Biblioteca do Museu Nacional como patrimônio cultural

Sobre o Evento

Em homenagem aos 200 anos do Museu Nacional o evento busca, além de comemorações, compreender a Biblioteca do Museu Nacional (BMN) como lugar de memória e seu acervo raro como patrimônio cultural vinculado à construção identitária do Museu Nacional – a instituição científica mais antiga do país e umdos maiores museus de História Natural e de Antropologia das Américas. Destinado à estudantes e profissionais de Biblioteconomia, Memória Social e Ciência da Informação, e àqueles que que possuem algum vínculo com o Museu Nacional, o evento se propõe a abrir o debate sobre os conceitos supracitados, bem como trazer relatos de professores do Museu Nacional, renomados dentro e fora do país, sobre a importância do acervo da BMN na memória da Instituição.

Mais informações: https://www.eventbrite.com.br/e/ii-seminario-especial-lugar-de-memoria-o-acervo-da-biblioteca-do-museu-nacional-como-patrimonio-tickets-48072286503?aff=ehomecard

Cultura: «O Arquivo e a Biblioteca Apostólica são uma garantia da vitalidade e do futuro da Igreja» – D. José Tolentino Mendonça (c/vídeo)

Novo responsável do Vaticano rejeitou secretismo em torno de um espaço que tem mais de dois mil investigadores creditados

Lisboa, 28 jul 2018 (Ecclesia) – D. José Tolentino Mendonça disse à Agência ECCLESIA que o “Arquivo e a Biblioteca Apostólica são uma garantia da vitalidade e do futuro da própria Igreja” e afirmou que quer dar “uma nova oportunidade àqueles textos”.

Foto Agência ECCLESIA/MC

Uma biblioteca é um lugar de cultura, de pensamento, de diálogos, de encontros, é uma fronteira da ciência, onde se guarda a memória mas também onde pulsa o desejo de futuro”, afirmou o novo bibliotecário e arquivista da Santa Sé.

Em entrevista à Agência ECCLESIA, D. José Tolentino Mendonça referiu que uma biblioteca “é um espólio que representa a memória dos homens” e ao mesmo tempo representa “uma força de futuro”,  semelhante à força das raízes que “não são o passado da árvore, mas a garantia da sua vitalidade”.

Para D. José Tolentino Mendonça, a reforma em curso na Igreja Católica, proposta pelo Papa Francisco, “assenta num mergulho, nas raízes”, que permite “analisar a história sem ficar preso àquilo que é o mais imediato ou o mais previsível”.

Uma reforma nunca parte do nada, mas coloca-se sempre numa tradição, em continuidade com uma força, um vigor que vem detrás”, sustentou.

O Papa Francisco nomeou, a 26 de junho, o sacerdote madeirense como arquivista do Arquivo Secreto do Vaticano e bibliotecário da Biblioteca Apostólica, elevando-o à dignidade de arcebispo.

Para o novo responsável no Vaticano, “uma biblioteca é a possibilidade de estabelecer novos nexos e de dar uma nova vida aos textos”.

Por um lado, penso que cabe ao bibliotecário zelar pela integralidade daquele tesouro e fazer tudo para que ele passe nas melhores condições às gerações futuras; ao mesmo tempo, colocá-lo a falar para o presente, dando uma nova oportunidade àqueles textos, permitindo novos encontros que sejam uma sementeira de diálogos, da construção da paz, que é no fundo aquilo que está por detrás da finalidade da cultura”, acrescentou.

D. José Tolentino Mendonça referiu também que o Arquivo e a Biblioteca do Vaticano não estão fechados, antes há “uma política de empréstimos e de presença que abre as portas do arquivo e da biblioteca ao mundo inteiro”, tendo “mais de dois mil investigadores creditados”.

É um arquivo que pertence à Igreja, mas claramente penso que é  necessário retirar essa parte ficcional de um arquivo que esconde segredos inacessíveis”, concluiu.

D. José Tolentino Mendonça é ordenado bispo este sábado, no Mosteiro dos Jerónimos, em Lisboa, e inicia funções como arquivista do Arquivo Secreto do Vaticano e bibliotecário da Biblioteca Apostólica no dia 1 de setembro.

entrevista a D. José Tolentino Mendonça pode ser lida integralmente no portal da Agência ECCLESIA e vai ser emitida no programa Ecclesia da Antena 1, este domingo às 06h00, e no programa 70×7, também este domingo, às 13h45.

Fonte: Eclesia

Ações Educativas divulgam acervo de biblioteca em Itu

A educação é um dos principais caminhos para o desenvolvimento de uma nação e a melhoria da qualidade de vida das pessoas. Instalações de Museus e Bibliotecas há muito tempo deixaram de ser monumentos estáticos de visitação pública e se tornaram salas de aulas para, principalmente, jovens terem contato com a história e o conhecimento proporcionados por eles.

Na Estância Turística de Itu, as ações educativas também obedecem aos novos conceitos e colocam estudantes à frente de livros raros que retratam importantes aspectos da vida cultural da cidade no final do século XIX, inclusive atraindo o turismo do conhecimento para a cidade.

Como exemplo recente, alunos do Colégio Almeida Jr. de Itu participaram de ação educativa sobre a gênese da imprensa católica no Brasil, com destaque para a obra da Congregação Jesuíta, iniciada pelo Padre Taddei (1896).

Além de visitar a Igreja do Bom Jesus e o Santuário do Coração de Jesus, o grupo conheceu o do Apostolado da Oração e a Biblioteca Histórica, onde observou uma coleção de livros raros que completou o conteúdo proposto pelo tema de sala de aula: o nascimento da imprensa, a arte renascentista e os Jesuítas.

Formada ao longo do tempo por edições da coleção dos jesuítas que passaram pela igreja do Bom Jesus, que também abrigava a tipografia que deu início à Revista Mensageiro do Coração de Jesus (1896), a Biblioteca tem obras raras e importantes que estão sendo recuperadas e em breve poderão ser consultadas por pesquisadores e interessados.

Grupos interessados em participar da ação educativa podem entrar em contato com a Secretaria da Igreja do Bom Jesus (4022-3871).

www.grandeitu.com.br

Raul Machado Carvalho – Editor

grandeitu@grandeitu.com.br

Fonte: Pautas Incorporativas

La auténtica ‘Carta de Colón’ regresa al Biblioteca Vaticana tras su enigmático robo

Se trata de una copia manuscrita en 1493 de una carta en la que el explorador narraba su primera incursión en el continente americano

El Vaticano recuperó hoy la copia impresa en 1493 de una carta en la que Cristóbal Colón narraba su primera incursión en el aún ignoto continente americano, hallada en Estados Unidos tras su enigmático robo de la Biblioteca papal. En estas páginas de historia, el a la postre Almirante de la Mar Océana narra la fauna, la flora y las poblaciones autóctonas de aquella tierra que creía “más allá del Ganges”, también para animar a la Corona española a invertir en nuevas expediciones. La embajadora estadounidense ante la Santa Sede, Callista L. Gingrich, acompañada por agentes de la unidad de Investigaciones de Seguridad Nacional (HSI), se encargó de restituir esta “valiosa pieza de la historia” a su “propietario legítimo”, el Vaticano.

Carta Colón EFE
El archivero y arzobispo Jean-Louis Bruguès expresó su “sincera gratitud”  (EFE).

El archivero y arzobispo Jean-Louis Bruguès expresó su “sincera gratitud” por una devolución que, en su opinión, marca una “jornada histórica” pues la Biblioteca Apostólica “recupera un documento famoso en la historia de América y España”. El acto se celebró en la sala dedicada al papa Sixto V de la biblioteca, un impresionante espacio decorado con coloridos frescos y en cuyo centro se instaló una mesa para mostrar la “Carta de Colón”, sobre un atril con terciopelo bermellón.

La carta manuscrita fue redactada por el almirante al regreso de su primer viaje a las Indias en 1493 para relatar sus asombrosos descubrimientos a sus mecenas, Isabel de Castilla y Fernando de Aragón, los Reyes Católicos españoles. Pocos meses después, gracias a la invención de la imprenta en 1440, fue traducida en latín y mandada imprimir a Stephan Plannck en Roma para difundir la buena nueva a toda Europa, si bien muy pocas de aquellas copias han sobrevivido al paso de los siglos.

Cada carta era un documento de 18 centímetros de altura, de ocho páginas en cuatro folios de papel que contenían el primer relato del “Nuevo Mundo”, descrito en una menuda y precisa caligrafía. El Vaticano recibió una de estas valiosas copias en 1921 como parte de la “Colección De Rossi” pero perdió sus hojas -no su encuadernación- en un enigmático robo del que se desconoce el cuándo y el cómo.

El prefecto de la Biblioteca, Cesare Pasini, explicó a Efe que se desconoce el modo en que esta joya histórica fue robada y apuntó que pudo ser en algún momento en que cruzara los muros vaticanos para que algún maestro librero reparara su encuadernación en el exterior. Pasini presupone que algún reparador de libros, al recibir el encargo del Vaticano de arreglar el ejemplar, pudo quedarse con los cuatro folios originales y reemplazarlos por los falsos, luciéndose de hecho en la precisión técnica y visual de su falsificación.

El siguiente episodio de su rocambolesca historia se produce en el año 2004, cuando un coleccionista estadounidense, Robert Parsons, la compró a un vendedor en Nueva York por 875.000 dólares sin saber que había sido robada en el Vaticano. En septiembre de 2011, un experto que decía haber estudiado en Roma la “Carta de Colón” de los fondos vaticanos alertó de que creía que era falsa, pues su margen de encuadernación no coincidía con otras ediciones verdaderas. Y en 2013 Parsons descubrió que tenía la verdadera, con un encuadernado más moderno, y el Vaticano, sin saberlo, la falsa.

Los investigadores determinaron en 2016 que, antes de que llegara a manos de Parsons, la “Carta de Colón” había sido vendida a un coleccionista neoyorquino por el conocido ladrón Marino Massimo de Caro, que cumple una condena de siete años de prisión en Italia por robar miles de raros y antiguos volúmenes. La viuda de Parsons entregó la codiciada misiva en 2017 de forma voluntaria a las autoridades para hacerla llegar al Vaticano, aunque actualmente está valorada e 1,2 millones de dólares (algo más de un millón de euros).

Para identificar el original y su lugar de procedencia se han seguido varios elementos, pero el principal ha sido el hilo que une sus delicadas páginaspues las perforaciones del original en Estados Unidos coinciden con la encuadernación que conservaba el Vaticano.

La auténtica “Carta de Colón” vuelve al Vaticano para sumarse a sus imponentes fondos de 1,6 millones de libros, 80.000 manuscritos y 9.000 incunables que recorren parte importante de la historia de la Humanidad, ahora con un chip para localizarlos en caso de pérdida o robo. Y sus libreros deberán ahora determinar si retiran la encuadernación falsa a la copia recuperada pues, como indicó Pasini, ya es “un fragmento” de su agitada historia.

Fonte: por EFE

As raridades da biblioteca do Metropolitan Museum de Nova York

De revista dadaísta a fotos da Rússia imperial, cerca de 50 mil itens já foram digitalizados e liberados gratuitamente na internet

FOTO: REPRODUÇÃO IMAGEM DE ‘FONTE’, DE MARCEL DUCHAMP, EM EDIÇÃO DA REVISTA DADAÍSTA ‘THE BLIND MAN’

O Metropolitan Museum of Art, em Nova York, vem digitalizando quantidades significativas de sua biblioteca de quase um milhão de volumes. Em março de 2018, o museu já contava com cerca de 50 mil títulos digitalizados, segundo um post no blog da instituição. A iniciativa visa preservar materiais em papel que correm o risco de se deteriorar.

No site do museu, o material fica na seção Digital Collections. Ele pode ser lido on-line ou baixado no formato PDF. A iniciativa se junta a um esforço geral de disponibilização do acervo do Metropolitan na rede. Em março do ano passado, 375 mil imagens de obras de arte do acervo foram colocadas no ambiente virtual.

A variedade dos materiais da biblioteca cobre inúmeros formatos, estilos e épocas. Há uma seção dedicada apenas a “livros raros”.

“Interessado em Dada?”, pergunta o blog do museu. Um dos itens digitalizados recentemente é um número da revista dadaísta “The blind man”. A publicação era editada por um dos precursores do movimento, Marcel Duchamp, e traz uma imagem de sua obra mais conhecida, “Fonte”, réplica de um mictório de porcelana que o artista assinou como “R. Mutt, 1917”.

FOTO: DIVULGAÇÃO DETALHE DA EXIBIÇÃO DE REI KAWAKUBO, ESTILISTA DA GRIFE JAPONESA COMME DES GARÇONS

Outra seção disponibilizada consiste de livros raros da Rússia imperial e início da era soviética. São materiais como livros ilustrados, álbuns de fotografias, catálogos de exibições e catálogos de coleções particulares e institucionais, russos e ucranianos, datados dos séculos 19 e 20. Um dos volumes, da década de 1880, é um levantamento fotográfico de igrejas de toda a Rússia.

Há coisas mais recentes também, como materiais explicativos da mostra da estilista japonesa Rei Kawakubo, fundadora da grife Comme des Garçons. Realizada em 2017, a exposição focou em seus trabalhos do início dos anos 1980.

A seção Costume Institute agrupa muitas coleções e conjuntos relacionados à moda, incluindo publicações, fotos, tecidos, catálogos e desenhos. Há uma coleção de panfletos sobre o “dandismo”, movimento inglês do século 19 que glorificava a estética e aparência, e que tinha o escritor irlandês Oscar Wilde (1854-1900) entre seus adeptos.

Fonte: NEXO JORNAL

Exposição na Biblioteca de Fotografia do IMS Paulista

De 29 de maio a 5 de agosto de 2018, a Biblioteca de Fotografia do IMS Paulista exibe uma versão reduzida da exposição “O caso Flávio: revistas e livros – O Cruzeiro x Life: Gordon Parks no Rio de Janeiro e Henri Ballot em Nova York”, em cartaz no IMS Rio, com fac-símiles das reportagens, livros relacionados e outros materiais.

A exposição apresenta a história do embate editorial entre a publicação americana e a revista brasileira no início dos anos 1960, quando a Life enviou Parks ao Rio com o objetivo de encontrar a pobreza e alertar para o perigo do crescimento da esquerda na América Latina. O Cruzeiro comprou a briga e enviou Ballot para documentar, em Nova York, a miséria do país.

Informações sobre a exposição em https://ims.com.br/exposicao/o-caso-flavio-revistas-e-livros-ims-paulista/

Entrada gratuita.

“Biblioteca” de vulcões pode ajudar a prever explosões futuras

Estudar o passado das explosões vulcânicas pode dar pistas de como interpretar os sinais de uma atividade vulcânica intensa no futuro, mostra novo estudo

Lava do vulcão Kilauea, no Havaí 19/05/2018 USGS/Divulgação via REUTERS (USGS/Divulgação/Reuters)

São Paulo – A mais recente onda de temor e prejuízos provocados pela erupção do vulcão Kilauea, no Havaí, mostra o quão urgente é a necessidade de prever com antecedência e eficácia uma explosão violenta, a tempo de salvar vidas e reduzir danos materiais.

Estudar o passado das explosões vulcânicas pode dar pistas de como interpretar os sinais de uma atividade vulcânica intensa no futuro. É o que sugere uma pesquisa realizada por vulcanologistas da Universidade de Leeds, na Islândia, e do British Geological Survey (Instituto Geológico Britânico), que resolveu analisar os cristais vulcânicos da erupção do Eyjafjallajökull em 2010, para reconhecer os sinais pré-eruptivos.

Para isso, eles estudaram os padrões químicos dos cristais lançados na atmosfera durante os primeiros estágios da erupção do vulcão, ao longo de março e abril de 2010. Antes de uma erupção, ocorrem alterações na estrutura química do magma, que é a rocha líquida que será expelida, com uma maior formação de cristais na região onde se acumula a rocha líquida no interior do vulcão, chamada de câmara magmática.

O interessante é que esses cristais contêm variações químicas que registram as mudanças de condições do ambiente, e também registram o tempo decorrido. Ao “ler” esse registro do tempo, os cientistas conseguem saber onde e como o magma se movia e se cristalizava antes e durante a erupção.

No caso do vulcão islandês Eyjafjallajökull, como a erupção foi bem monitorada, os geólogos souberam precisamente quando suas amostras foram expelidas dentro de uma janela de erupção de seis horas. Analisando os registros nos cristais e trabalhando desde o momento da erupção, eles puderam ler a história do magma no tempo e espaço, o que lhes permitiu interpretar como o vulcão se comportou e o magma se acumulou nos seis meses anteriores.

A reconstrução levou em conta análises do que estava acontecendo abaixo do solo e observações feitas na superfície. O estudo foi publicado no periódico científico Earth and Planetary Science Letters.

Segundo os cientistas, as mesmas técnicas poderiam ser aplicadas a outros vulcões, criando uma “biblioteca” de histórias de vulcões, o que poderia melhorar em muito a compreensão da fase crítica e pré-eruptiva da atividade vulcânica, que é fundamental para fazer previsões precisas de erupções.

“`As maiores questões relativas ao impacto do vulcanismo são sempre “quando vai entrar em erupção?’, “Como podemos saber?” e “vamos ter tempo suficiente para responder?” Uma biblioteca abrangente da atividade de um vulcão no passado poderia percorrer um longo caminho para responder a essas questões no futuro”`, disse Matt Pankhurst, cientista que conduziu a pesquisa na Universidade de Leeds, em material de divulgação da universidade.

Fonte: Revista Exame.COM

Biblioteca da USP recebe 2 mil mangás de universidade japonesa

Entre as obras doadas está a versão original de “Dragon Ball”, um dos mais famosos mangás do Brasil

Mangás doados pela Universidade de Meiji para a biblioteca do Centro de Estudos Japoneses da USP – Foto: Marcos Santos / USP Imagens

Em 2017, a biblioteca do Centro de Estudos Japoneses Teiiti Suzuki, localizada na Casa de Cultura Japonesa da USP, foi notificada de que receberia uma doação de mil mangás da Universidade de Meiji, do Japão. Neste mês de maio, a mesma biblioteca foi novamente informada sobre mais uma doação de mil mangás. No dia 21 passado, houve uma solenidade da formalização dessa parceria entre as duas instituições.

A versão original de Dragon Ball, um dos mangás mais famosos do Brasil, é uma das atrações do acervo recém-chegado à USP. Após serem catalogados, os mangás poderão ser consultados por todos os interessados.

Mangás são histórias em quadrinhos japoneses que receberam influência direta dos cartuns ocidentais e quadrinhos da Disney. O artista japonês Osamu Tezuka (1928-1989), com a obra Shin Takarajima (“A Nova Ilha do Tesouro”), de 1947, é considerado o criador desse tipo de quadrinhos. No entanto, o termo tem uma origem mais antiga, no início do século 19, com os hokusai mangá, esquetes que traziam caricaturas e ilustrações sobre a cultura japonesa, produzidas pelo artista Katsushika Hokusa (1760-1849). A partir dos mangás foram surgindo também os animês, que são versões animadas das histórias em quadrinhos.

Mangás são histórias em quadrinhos japonesas que receberam influência direta dos cartuns ocidentais e quadrinhos da Disney – Foto: Marcos Santos / USP Imagens

A Universidade de Meiji possui uma biblioteca com um grande acervo de mangás e por isso vem doando milhares de exemplares para instituições ligadas à cultura nipônica pelo mundo. O primeiro contato da instituição japonesa com a USP se deu pelo fato de Masato Ninomiya, professor do Departamento de Direito Internacional da Faculdade de Direito (FD) da USP, doutor pela Universidade de Tóquio, ter lecionado e ser assessor especial da Universidade de Meiji.

Hoje, os mangás não servem apenas ao entretenimento. Eles também influenciam carreiras. O diretor do Centro de Estudos Japoneses da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da USP, Wataru Kikuchi, destaca que a maioria dos alunos do curso de Letras que escolheram a habilitação em Japonês  declarou ter feito essa opção em razão da familiaridade com os quadrinhos e animações nipônicos. “Eu fiz uma rápida ‘pesquisa’ com os ingressantes do curso: 60% dos alunos afirmam que optaram pelo curso de Japonês por interesse em mangás e animês.”

Maioria dos alunos de Japonês da USP foi influenciada pelos mangás ao optar por esse curso – Foto: Marcos Santos/USP Imagens

O interesse vai além da graduação e por isso essas doações têm sido de suma importância para a biblioteca, afirma Kikuchi. “O público interessado é grande e muitas vezes os alunos começam a estudar japonês porque querem aprender por mangá. E o mangá se tornou um objeto de pesquisa, tanto na iniciação científica como no mestrado e no doutorado. É um fator de atração e, por isso, essa doação da Universidade de Meiji é muito importante para a biblioteca.”

A Biblioteca Teiiti Suzuki também doará livros para Universidade Federal do Amazonas, que tem uma recente habilitação em Japonês em seu curso de Letras. 

O professor Wataru Kikuchi (ao fundo), com a estagiária Tauane Falcão e os professores Leiko Matsubara Morales e Masato Ninomiya: mangás se transformaram em objeto de estudo acadêmico – Foto: Marcos Santos/USP Imagens

O Centro de Estudos Japoneses (CEJ) da USP foi fundado pelo professor Teiiti Suzuki em 18 de novembro de 1968 e, após a Reforma Universitária de 1970, foi remanejado para o Departamento de Linguística e Línguas Orientais da FFLCH. A partir de 1976 ele passou a ocupar as dependências da Casa de Cultura Japonesa, espaço cultural fundado pela Aliança Cultural Brasil-Japão na Cidade Universitária.

A construção da Casa de Cultura Japonesa contou com doações do governo japonês (Programa de Subvenções Especiais, Fundação Japão), Nippon Keidanren (Federação das Organizações Econômicas do Japão), Banpaku Kikin (Organização Comemorativa da Exposição Mundial de 1970), Nippon Usiminas e entidades e pessoas físicas e jurídicas do Brasil e do Japão. O espaço foi administrado pela Aliança Cultural Brasil-Japão por anos e depois pela organização não governamental Oisca. Em 2004, passou a ser mantida pela FFLCH.

A Biblioteca do Centro de Estudos Japoneses Teiiti Suzuki fica na Casa de Cultura Japonesa (Avenida Professor Lineu Prestes, 159, Cidade Universitária, em São Paulo-SP). Mais informações podem ser obtidas pelo telefone (11) 3091-2423 e pelos e-mails cejap.biblio@usp.br e cejap.biblio@gmail.com. O catálogo da biblioteca está disponível em bibliotecacejap.fflch.usp.br.

Texto por Jonas Santana

Fonte: Jornal da USP

A atuação do Bibliotecário é onde ele quer estar. – Por: Mariana Onofre

A bibliotecária Mariana Ferreira Eloi Onofre faz um trabalho sensacional na biblioteca da Casa Espírita Casa do Caminho. Muito gentilmente, ela aceitou escrever um pouquinho sobre o projeto dela para a MC. Confira!

A atuação do Bibliotecário é onde ele quer está, pois a necessidade dele é imensa, basta abrir os olhos para essas demandas

Foto: Cedida por Mariana Onofre

Quando falo de oportunidade, quero apresentar uma que tive a honra de abraçar, a de ser voluntário numa biblioteca espírita. Ela aconteceu no início de 2016 quando a biblioteca ficou sem um bibliotecário e como as pessoas da casa sabiam que eu era bibliotecária, me convidaram para ajudar.Inicio esse texto, como esse título enorme, pois é uma verdade que carrego dentro de mim. Ser bibliotecário é atuar de várias maneiras, em vários campos e principalmente estar aberto as oportunidades, uma vez que estamos na Sociedade da Informação e ela é nossa matéria prima e tão pouco explorada por nós bibliotecários.

A principio, pensei que ajudaria somente na parte de catalogação, processamento técnico, uma vez que meus compromissos não permitam que eu ajudasse nos atendimentos e empréstimos.

Para meu espanto, quando me dei conta estava como responsável da biblioteca, pensando nas ações, planejando os trabalhos, acompanhando os demais voluntários. Em falar deles, só posso agradecer a cada um pelo empenho e dedicação que dispõem nesse projeto. Somos uma boa equipe e sem eles eu não poderia empenhar meu voluntariado com tanta certeza que estamos no caminho certo, que nosso trabalho está dando bons frutos.

Mas voltando, rs. Comecei meu trabalho voluntário indo duas vezes por semana, na quarta catalogava e no sábado cuidava da parte de gestão, conversando com outras voluntários, me reunindo com o administrador do Centro e fazendo que era preciso.

Numa biblioteca espírita é necessário ter bons ouvidos e coração aberto, pois se recebe muitas pessoas que estão passando por momentos difíceis; a equipe formada por  voluntários, de modo que,  é fundamental acolher todas as sugestões e reclamações e por ultimo e não menos importante é conhecer a cultura da instituição, seus objetivos,suas demandas e sua missão.

Por ser uma instituição sem fins lucrativos e religiosa, as questões de compras precisa sempre ser pensadas com cuido e sabedoria. É fundamental conhecer a doutrina e o pensando desse grupo social.

Contudo, aos poucos estou aprendendo como desenvolver esse projeto, aprendo com a equipe, com os leitores e principalmente com a Casa. Lá posso colocar tudo que aprendi na graduação na prática e posso ajudar nessa pequena sociedade.

Posso fazer da atuação de Bibliotecária uma atuação social e voluntária. E disponibilizar o pouco que sei em favor do próximo. Pois,  acredito que o trabalho voluntário seja isso, dedicar seu tempo, sua energia, seu amor num proposito maior.

A biblioteca Casa Espirita Casa do Caminho fica na Rua Estado de Israel, 59. Mais informações sobre a Casa podem ser acessadas pelo link http://www.casadocaminho.com.br, ou pelo telefone: (11) 2348-2231. O catálogo está disponível em: http://casadocaminho.alexandria.com.br/

Fonte: 

Casa Caetano de Campos abriga biblioteca especializada em educação

São mais de 55 mil obras sobre o tema disponíveis para consulta

Na casa Caetano de Campos, sede da Secretaria de Estado da Educação, está a biblioteca do Centro de Referência em Educação (CRE) Mario Covas. Com livre acesso, são mais de 55 mil documentos disponíveis para consulta e empréstimo. O espaço funciona de segunda a sexta, das 9h às 17h.

“A biblioteca está inserida em um circuito cultural e histórico, uma vez que ficamos na Casa Caetano de Campos, um prédio centenário, e estamos próximos ao SESC 24 de Maio, nas proximidades do edifício Copan e no centro da Praça da República, um marco nacional”, destaca Maria Salles, coordenadora do CRE Mario Covas.

O local é especializado em educação e dispõe de material institucional e acervo do Programa “Sala de Leitura”, uma variada coleção de literatura e outras áreas temáticas, tais como: livros, teses (Programa Bolsa Mestrado & Doutorado), DVDs, monografias, periódicos e publicações institucionais da Secretaria da Educação.

“Prioritariamente, os empréstimos são feitos a profissionais da Rede Estadual de Ensino. No entanto, temos mecanismos para cessões a estudantes, pesquisadores e demais interessados”, explica Maria Salles.

Com uma equipe multidisciplinar formada por bibliotecários, professores e técnicos a biblioteca também oferece atendimento presencial e online aos participantes de concursos públicos, por meio de consultas referentes à bibliografia dos certames; DVDs do Programa “Cultura é Currículo” e mais de 200 títulos no formato Daisy – tecnologia que permite a pessoas com deficiência visual, ou baixa visão, a leitura de textos a partir da narração em áudio, ou adaptação em caracteres ampliados.

Aconchegante, com sofás, mesa para trabalhos em grupo, acesso à internet e estação de pesquisa é possível visitar, também, o CEMAH (Centro de Memória e Acervo Histórico), que fica na sala ao lado da biblioteca e possui objetos da história da educação paulista, uma seção destinada a exposições temporárias e muito mais.

O CEMAH, em articulação com outros departamentos da Secretaria da Educação, Universidades e Órgãos de Preservação do Patrimônio, trabalha sobre dois grandes pilares: preservação, disponibilização e divulgação do acervo histórico da escola Caetano de Campos; e Desenvolvimento de ações de preservação da memória e do patrimônio histórico escolar.

Dentro desse trabalho, a equipe responsável faz o tratamento técnico, a montagem de exposições e o atendimento de pesquisadores. “São duas unidades, uma na praça da República, com o administrativo e as exposições para o público espontâneo ou agendamento para adultos. E na unidade Armênia fica a reserva técnica do acervo histórico. Então quem faz pesquisas vai para lá, com agendamento prévio”, esclarece Maria Cristina Noguerol Catalan, diretora do Centro de Memória e Acervo Histórico/CRE Mario Covas/EFAP.

A CEMAH oferece, ainda, apoio técnico e metodológico para o desenvolvimento de projetos da preservação da memória e do patrimônio histórico nas unidades escolares do Estado. Essas orientações são feitas por e-mail, pelo site, com vídeos de como desenvolver o projeto, e também presencial.

Se a Diretoria de Ensino tiver interesse, pode entrar em contato e solicitar uma oficina ou orientação técnica. As orientações abordam conteúdos para o desenvolvimento de trabalhos/projetos/ações sobre a preservação da memória escolar, elaboração de inventário do patrimônio histórico escolar, elaboração/ organização de exposições e espaços de memória.

Serviço

Unidade 1: Praça da República, 53 Centro – São Paulo

Fone: 2075 4750

Unidade 2: Rua Paulino Guimarães, 224 – próximo à estação do metrô Armênia, São Paulo

Fone: 3312 6936

As orientações podem ser solicitadas pelo e-mail: centrodememoriacre@educacao.sp.gov.br. O Atendimento ao Pesquisador é realizado mediante agendamento prévio. Por meio do seguinte endereço eletrônico: centrodememoriacre@educacao.sp.gov.br.

Fonte: Governo do Estado de São Paulo

Biblioteca de quatro andares no RJ reúne um dos mais importantes acervos de Teologia da América Latina

Espaço fica em Petrópolis e possui mais de 120 mil volumes. Por conta da importância do acervo, a Biblioteca Frei Constantino Koser atrai pesquisadores do mundo todo.

A Biblioteca Frei Constantino Koser reúne um dos mais importantes acervos de Teologia da América Latina e atrai pesquisadores do mundo todo. O espaço tem quatro andares, mais de 120 mil volumes, entre revistas e livros, e fica no Instituto Teológico Franciscano (ITF) em Petrópolis, na Região Serrana do Rio.

Aberta ao público, a biblioteca também possui arquivos de outras áreas, como filosofia, ciências sociais, economia, história e política. Fundado em 2002, o espaço também recebe exemplares de todas as publicações da Editora Vozes de Petrópolis.

Espaço é aberto ao público e funciona de segunda a sexta (Foto: ITF | Divulgação)

“Reunimos obras raras dos séculos 17 e 18, além de bíblias escritas em vários idiomas, livros de orações e de arte. Nossa coleção de teologia é considerada a melhor da América Latina devido à qualidade do conteúdo, quantidade de informações e a conservação do acervo”, disse a bibliotecária Márcia Dalmácio.

Com arquitetura moderna, o local conta com escadas, mas também possui elevador e é totalmente adaptado para pessoas com deficiência. Para manter os livros arejados, a biblioteca tem um sistema que permite que o teto abra e feche manualmente.

Por conta da importância documental, Márcia conta que o espaço recebe estudantes e pesquisadores de diversos Estados do Brasil e também de outros países. Por mês, passam cerca de 100 pessoas pela biblioteca, incluindo os próprios alunos do Instituto Teológico Franciscano.

“Chegamos a receber uma aluna de doutorado de uma Faculdade de Nova Iorque. Ela passou mais de um mês pesquisando nosso acervo. Foi uma das grandes pesquisas que ocorreram aqui. Também recebemos padres e outros fiéis que pesquisam, principalmente, a história franciscana e de teologia no Brasil”, disse Márcia.

Todo o arquivo é dividido em prateleiras e catalogado por meio do sistema alfa-numérico, onde a letra representa o assunto principal. Ao todo, cinco pessoas cuidam da Biblioteca, incluindo os profissionais que fazem a limpeza do espaço e também a conservação dos documentos.

A biblioteca funciona de segunda a sexta-feira, das 7h às 12h30 e das 13h às 17h.

Texto por Aline Rickly

Fonte: G1

Biblioteca da SP Escola de Teatro recebe livros relacionados a identidade e corpo

Novas adições. Com mais de 9 mil exemplares em seu acervo, a Biblioteca da SP Escola de Teatro fica na sede Brás da Instituição. Foto: Jonas Lírio/SP Escola de Teatro

O acervo da Biblioteca da SP Escola de Teatro, que já conta com mais de 9 mil livros, acaba de ficar ainda maior: 23 novos livros foram adicionados à coleção neste mês de março. Todos trazem questões relacionadas a corpo e identidade, temáticas que norteiam as discussões e trabalhos deste semestre letivo dos cursos regulares da Instituição.

Entre os novos exemplares estão o “Manifesto Contrassexual”, de Paul B. Preciado, que questiona estereótipos enraizados nos conceitos de sexualidade, e “Mulheres, Raça e Classe”, obra da filósofa Angela Davis que traça um panorama histórico dos movimentos compostos por minorias sociais e suas lutas.

Artistas e ativistas que passaram pela Escola neste ano também doaram cópias de seus livros para o acervo da Biblioteca. Entre as novas adições estão “Copi – Transgressão e Escrita Transformista”, da pesquisadora Renata Pimentel, e “A Queda do Céu”, do líder Yanomami Davi Kopenawa.

A Biblioteca da SP Escola de Teatro funciona na sede Brás da Instituição, de segunda a sexta-feira, das 10h às 19h. Não é necessário ser aprendiz para consultar e emprestar livros, pois ela é aberta a todo o público.

Confira abaixo a relação de novos exemplares já disponíveis na Biblioteca:

A Integração do Negro na Sociedade de Classes: o legado da raça branca”, Florestan Fernandes

A Invenção do Ser Negro”, Gislene Aparecida dos Santos

A Queda do Céu”, Davi Kopenawa

Bantos, Malês e Identidade Negra”, Nei Lopes

Contos completos de Lima Barreto”, Lilia Moritz Schwarcz

Contos Indígenas Brasileiros”, Daniel Munduruku

Da Cabula”, Allan da Rosa

Dois Nós na Noite e Outras Peças de Teatro Negro-brasileiro”, Luiz Silva (Cuti)

Fome: uma autobiografia do (meu) corpo”, Roxane Gay

Guerreiras do Cabaré: a mulher negra no espetáculo do Bando de Teatro Olodum”, Marcos Uzel

História do Corpo”, Jean-Jacques Courtine

Manifesto Contrassexual: práticas subversivas de identidade sexual”, Paul B. Preciado

Mulheres, Raça e Classe”, Angela Davis

Na Minha Pele”, Lázaro Ramos

O Genocídio do Negro Brasileiro”, Abdias do Nascimento

O Leão e Joia”, Wole Soyinka

O Triste Fim de Policarpo Quaresma”, Lima Barreto

Poder Extra G”, Thati Machado

Poesia Total”, Waly Salomão

Racismo, Sexismo e Desigualdade no Brasil”, Sueli Carneiro (Col. Consciência em Debate)

Tsotsi: Infância Roubada; seguido da peça Mestre Harold …e os Meninos”, Athol Fugard

Um Defeito de Cor”, Ana Maria Gonçalves

Vida Trans: a coragem de existir”, Márcia Rocha, João W. Nery, Amara Moira, T. Brant

Fonte: SP Escola de Teatro

Com enorme acervo em Ciências Criminais, IBCCRIM lança programa Biblioteca Cidadã

Hoje exclusiva a associados e associadas, Biblioteca IBCCRIM passará a atender mensalmente qualquer pessoa interessada em se aprofundar no campo das Ciências Criminais

A Biblioteca do IBCCRIM lança o programa “Biblioteca Cidadã”, criado para ampliar as pesquisas e difundir os conhecimentos em Ciências Criminais no país. 

A partir de abril, sempre na primeira terça-feira de cada mês, a Biblioteca – hoje exclusiva ao corpo associativo do Instituto – abrirá as portas para qualquer pessoa interessada em estudar ou se aprofundar nesse campo do conhecimento. 

É a primeira vez que o IBCCRIM permite a pessoas não associadas a consulta ao acervo de sua Biblioteca. 

Com mais de 77 mil exemplares, de obras físicas e digitais, a Biblioteca do Instituto é considerada a mais completa em Ciências Criminais da América Latina. 

Como participar

O acesso aos materiais será disponibilizado após o pedido de agendamento, que pode ser feito por e-mail (biblioteca@ibccrim.org.br). Quem desejar fazer a visita deve indicar se pretende visitar a biblioteca no período da manhã ou da tarde e aguardar confirmação.

A Biblioteca funciona das 8h às 18h45 e será possível receber cinco visitantes no período da manhã e cinco no da tarde. 

Por enquanto, a consulta ao acervo só poderá ser feita presencialmente, na sede do IBCCRIM, na cidade de São Paulo. A Biblioteca fica no 5º andar do prédio localizado na Rua Onze de Agosto, 52, na região da Sé. 

Agende sua visita! Primeira data para visita é dia 3 de abril! 

Saiba mais sobre a Biblioteca do IBCCRIM: https://www.ibccrim.org.br/biblioteca

Fonte: Instituto Brasileiro de Ciências Criminais

Obras raras escritas por James Joyce são doadas a biblioteca de Nova York

Colecionador anunciou que vai entregar 350 peças, inclusive o primeiro livro publicado pelo autor irlandês e fragmento do manuscrito de ‘Ulisses’.

Por France Presse

Uma das maiores coleções privadas de obras do escritor irlandês James Joyce será doada à Morgan Library, uma biblioteca e museu de Manhattan, por um galerista nova-iorquino de origem britânica.

Estátua de James Joyce em Dublin, na Irlanda (Foto: Barry Cronin/AFP)

A coleção compreende cerca de 350 peças, entre as quais se encontram um exemplar do primeiro livro publicado por James Joyce, “The holy office”, um poema satírico de 1904, do qual se acredita haver menos de 100 cópias.

Também contém um fragmento do manuscrito de “Ulisses”, seu romance mais célebre, considerado por muitos críticos como a obra inglesa mais importante do século XX.

A coleção foi formada desde meados da década de 1990 pelo galerista Sean Kelly e sua esposa Mary.

Para o diretor da Morgan Library & Museum, Colin Bailey, a doação “transforma instantaneamente a Morgan em um grande centro de pesquisa acadêmica dedicado à vida e obra do autor”, explicou a biblioteca nesta sexta-feira em um comunicado.

O museu pretende organizar uma exposição consagrada a James Joyce em 2022, ano do centenário da publicação de “Ulisses”.

Além do James Joyce Centre, situado em Dublin em um casarão do século XVIII, existem outras coleções dedicadas ao escritor e poeta nascido em 1882 e morto em 1941.

A da universidade pública de Buffalo, no estado de Nova York, possui centenas de objetos e documentos que pertenceram a Joyce, e é considerada por muitos como a mais importante do mundo.

A Morgan Library é a antiga biblioteca particular do célebre banqueiro americano John Pierpont “J.P.” Morgan, personagem central do mundo das finanças no começo do século XX.

Após sua morte, seu filho abriu a biblioteca ao público. Depois se transformou em um museu com foco em literatura.

Texto por France Presse

Fonte: G1

Biblioteca da Câmara é um espaço aberto ao público e conta com publicações do século XVII

Texto por Kátia Kazedani 

Pesquisadores, estudantes, curiosos, paulistanos e estrangeiros. Esses são alguns dos frequentadores da Biblioteca da Câmara Municipal de São Paulo, aberta ao público de segunda-feira a sexta-feira, das 10h às 18h30. Ela conta com cerca de 22 mil volumes disponíveis para consulta da população.

O acervo da Biblioteca da Câmara está dividido em Coleção Geral – com publicações nas áreas de direitos e administração pública -, Coleção Aureliano Leite – sobre a cultura, história do Brasil, genealogia, literatura e obras sobre a cidade paulistana –, Coleção São Paulo – especializada em assuntos relacionados à capital paulista – e a Coleção de Obras Raras –  composta por livros antigos, entre eles, um título de 1601 sobre direito e jurisprudência.

A Biblioteca ainda conta com documentação da Câmara Municipal de São Paulo desde o século XVI e uma pasta específica para cada vereador com recortes de notícias publicadas pela imprensa sobre cada um deles.

A Biblioteca – assim como a Documentação do Legislativo e o Arquivo Geral – faz parte da Secretaria de Documentação da Câmara. Na biblioteca, são atendidos pedidos da própria casa, assim como da população.

Instituída em 1907 pelo então Prefeito Antônio da Silva Prado, a Biblioteca passou por uma série de fases até conseguir se modernizar e permitir as consultas de atas, Projetos de Leis e obras disponíveis no acervo por meio da internet.

Antigamente, as pessoas faziam fila para saber o que estava tramitando na Câmara. O público vinha para pegar xerox das propostas dos vereadores para conhecer as medidas e alguns queria levar as ideias para implementar em outras cidades.

O setor foi acompanhando as inovações tecnológicas e atualmente permite que as consultas possam ser feitas online. “A base de dados começou a ser implantada em 2000 e foram necessários cinco anos para desenvolvermos uma base de projetos, documento s e correlatos.

Atendimento

Faça aqui a sua pesquisa sobre os livros disponíveis no acervo da Biblioteca.

Veja aqui dados dos vereadores desde 1892.

Veja aqui os processos digitalizados das atividades legislativas.

O atendimento ainda é feito pessoalmente ou pelos e-mails:

  • Equipe de Documentação do Legislativo

E-mail: atendimentodoc@camara.sp.gov.br

  • Equipe de Biblioteca

E-mail: biblioteca@camara.sp.gov.br

  • Equipe de Arquivo Geral

E-mail: sgp33@camara.sp.gov.br

Texto por Kátia Kazedani

Fonte: Câmara Municipal de São Paulo

A maior biblioteca de magia e ocultismo digitaliza seu acervo

 

 

 

 

 

A biblioteca Ritman, de Amsterdã, na Holanda, também chamada de Bibliotheca Philosophica Hermetica, já disponibiliza online 1617 livros. A ação é parte do projeto educacional conhecido como “Hermetically Open”, que teve o auxílio de uma doação de Dan Brown, autor de O Código Da Vinci.

Vídeo relacionado:

A instituição é um dos maiores arquivos do mundo de livros de ocultismo, magia e feitiçaria. Com mais de 20 mil volumes no seu interior, o recinto é, sem dúvida, um paraíso para os amantes das ciências ocultas. Lá, é possível encontrar verdadeiras pérolas do Hermetismo, como a primeira versão impressa da Sefirot, ou Árvore da Vida da Cabala, de 1561; a primeira tradução ao inglês das obras de Jakob Böhme; um Corpus Hermeticum confeccionado em 1472; ou um exemplar do famoso A Expulsão da Besta Triunfante, de Giordano Bruno, impresso em 1584.

Em breve, mais obras serão disponibilizadas no site da biblioteca.

Fonte: Open Culture

Fonte: History

Obras raras da biblioteca do MJ são restauradas por membros da APAE

Nos próximos dois anos, cerca de 25 mil livros e periódicos passarão pelas mãos dos profissionais da Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais –Apae

A publicação mais antiga da biblioteca data de 1496 Fotos: Isaac Amorim

Traças, ah… essas pequeninas que corroem a história. Sim, esses insetos são os piores inimigos de livros; aliadas aos fungos, causam o maior estrago. E o que faz a Biblioteca do Ministério da Justiça com o acervo? Contrata os serviços de higienização e restauração da Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais –Apae. O exército exterminador da instituição é composto por seis jovens que, cuidadosamente, limpam página por página, passam fungicidas e restauram os buraquinhos deixados pelas traças em obras raras, que compõem um tesouro do Ministério da Justiça. A mais antiga data de 1496. São cerca de 25 mil livros e periódicos que passarão pelas mãos desses habilidosos profissionais nos próximos dois anos. O trabalho começou agora, no início do ano.

No total, nossa biblioteca conta com um acervo de aproximadamente 100 mil volumes, composto por livros, folhetos, periódicos e recursos eletrônicos. Porém, somente a coleção Afonso Pena Júnior (18.069 exemplares), a Goethiana (6 mil exemplares) e a de Obras Raras (2.300 exemplares) serão higienizadas e restauradas no primeiro momento.

A Coleção Afonso Pena Júnior apresenta obras com valor agregado por efeito de anotações realizadas ao longo do tempo por personalidades públicas, dedicatórias e diversos ex-libris (um tipo de selo do dono da biblioteca). A Coleção de Obras Raras do Ministério da Justiça é formada pela coleção completa das Leis do Brasil, de 1808 até 2001, e pelos Relatórios do Ministério da Justiça, a partir de 1832. Estas duas são as principais coleções que justificam a presença do Ministério da Justiça no Guia do Patrimônio Bibliográfico Nacional de Acervo Raro.

Essas publicações não estavam disponíveis para o manuseio e podiam até se deteriorar por falta de cuidados especiais desde os anos 1980. Agora, após anos sem tratamento, a coleção Afonso Pena Júnior terá o tratamento adequado. O chefe da Biblioteca, André Sousa Sena, explicou como era feita essa preservação. “Antigamente era a Fundação Petrônio Portella que realizava ações de preservação no âmbito da pasta. Porém, a finalidade da fundação voltava-se aos estudos e pesquisas na área da Ciência do Direito”.

A Fundação foi extinta em 14 de fevereiro de 1989. Desde então não houve tratamento do acervo de obras raras. Mas o trabalho desenvolvido pela fundação não se assemelha ao realizado no contrato da APAE. “Este tem por objeto a higienização e pequenos reparos em acervos bibliográficos específicos. Enquanto o trabalho da fundação era a preservação da gestão documental como um todo”, esclareceu.

O trabalho 

A preservação de uma obra impede que chegue ao ponto de ser restaurada, segundo André: “O restauro é a última alternativa viável para a recuperação do livro. A preservação prolonga e muito a vida útil de um livro”. Mas para realizar esse trabalho, são necessários conhecimento e técnica. Ensinamentos esses que a Apae transmite a seus alunos.

As limitações dos jovens da Apae não os incapacita para o mercado de trabalho, revelou o supervisor e instrutor da Apae, Glauco Santos. “A execução deles é excelente. São muito atentos ao que fazem”. A Apae oferece vários cursos e cada um escolhe o que melhor se adapta. Uma vez colocado no mercado de trabalho, eles recebem um salário da categoria e a  carga horária é 4 horas por dia.

Elizângela Alves, uma das componentes da equipe, conta como tem sido sua experiência com a limpeza dos livros da biblioteca. “É muito bom, eu era muito assim (faz gestos rápidos com as mãos para dizer ser ansiosa, agitada), mas hoje estou mais calma. Estou feliz”, contou sorridente.

O acervo 

Talvez esses jovens não se dêem conta que estão preservando um acervo histórico, que pertenceu ao jurista e ex-presidente do Brasil Afonso Pena, exatamente o sexto homem a ocupar a cadeira de chefe de Estado, de 1906 a 1909. Seu filho Afonso Pena Júnior, herdeiro da biblioteca, foi ministro da Justiça de 1925 a 1926. Ele era também um bibliófilo. Após sua morte, a família doou sua coleção para o Ministério da Justiça.

Além da biblioteca do ex-ministro, serão higienizados os exemplares da coleção Obras Raras do ministério. Este acervo precioso contém obras impressas no ano de 1496, guardadas em cofre. São dois incunábulos, livros impressos nos primeiros tempos da imprensa, antes mesmo da invenção de Gutenberg e do descobrimento do Brasil. Os títulos são Petrarca do humanista italiano Francesco Petrarca (1304-1374), a obra mais antiga pertencente ao Ministério da Justiça, de 1496 e Horácio de 1498, este exemplar foi restaurado, possui glosas e capitulares ornamentadas.

Destaca-se entre as obras raras, a Arte de furtar, do padre Antônio Vieira (1608-1697). Manuscrito de 1652, o livro manteve-se inédito durante mais de 90 anos. Foi impresso pela primeira vez em 1743, em Lisboa.  A Arte de Furtar não ensina a roubar, mas demonstra as numerosas formas de roubo e desmascara as múltiplas espécies de ladrões, para que os leitores deles se acautelem e o rei lhes dê “o castigo que merecem”. Do clero à burguesia, passando pelos militares e pela nobreza, o autor descobrindo as “unhas” e as “traças de ladrões”, excetuado convenientemente “os ministros que assistem a El-Rei”. Arte de roubar  é considerado um monumento da prosa barroca e o mais importante texto da literatura de costumes da língua portuguesa.

Outro tesouro escondido da Biblioteca é a Coleção Goethiana, livros de e sobre a maior expressão da literatura alemã, Johann Wolfgang Goethe (1749-1832). Não se pode afirmar, mas possivelmente seja a mais completa da América Latina. São seis mil livros comprados pelo Ministério da Justiça em 1971. Dentre essas, exemplares de “Fausto” e outras obras de Goethe. Há obras do século 18, algumas artesanais e ilustradas a ouro.

E depois? – De acordo com a bibliotecária Gabriela Gomes, responsável pelo projeto, a higienização é só o início de um projeto grandioso que está por vir. Findo o trabalho de restauração, os livros serão catalogados e digitalizados. “As obras passarão a fazer parte da primeira biblioteca digital do Ministério da Justiça, a ser disponibilizada na internet”, revelou. Mas a ideia ainda está sendo maturada, uma vez que o ministério não possui recursos para realizar a digitalização das obras, o que demandará uma estrutura especial.

O objetivo é modernizar a Biblioteca do MJ, para promover o acesso e a divulgação do conteúdo digitalizado das obras raras, favorecendo ao usuário – cidadão atendimento rápido e de qualidade”, explicou.

Só então esse rico patrimônio histórico-cultural, formado por diversos tipos de documentos (livros, periódicos, manuscritos, teses e folhetos), escondido em uma sala do Ministério da Justiça vai ganhar o mundo.

Veja mais fotos do trabalho desenvolvido na biblioteca e das obras raras do acervo

Fonte: Ministério da Justiça

Biblioteca em NY homenageia mulheres brasileiras

A próxima Quarta Literária prestará tributo às mulheres extraordinárias do Brasil

A Biblioteca Brasileira em Nova York informou que a próxima Quarta Literária, no dia 28, às 6:00 pm, será dedicada às mulheres extraordinárias do Brasil, tendo como exemplo um pouco das vidas e obras de Madalena Caramuru, Carolina Maria de Jesus e Nísia Floresta.

Filha da índia Moema e do português Diogo Álvares Corrêa, Madalena Caramuru foi a primeira mulher brasileira a saber ler e escrever, segundo atestam alguns historiadores, como Gastão Penalva e Francisco Varnhagen. Em 1534, Madalena casou-se com Afonso Rodrigues, natural de Óbidos, Portugal, que segundo Gastão Penalva, foi o responsável pelo ingresso de Madalena no mundo das letras.

Madalena escreveu uma missiva de próprio punho ao Padre Manoel da Nóbrega, no dia 26 de março de 1561, pedindo que as crianças escravas fossem tratadas com dignidade. Oferecida a quantia de 30 peças para o resgate das crianças. Em homenagem a Madalena, os Correios lançaram um selo que simboliza a luta pela alfabetização da mulher no Brasil, em 14 de novembro de 2001.

Carolina de Jesus é considerada uma das primeiras e mais importantes escritoras negras do Brasil. A autora viveu boa parte de sua vida na favela do Canindé, na zona norte de São Paulo, sustentando a si mesma e seus três filhos como catadora de papéis. Em 1958, foi descoberta pelo jornalista Audálio Dantas, que publicou o diário de Carolina sob o nome Quarto de Despejo. Com o dinheiro do livro, a autora se mudou da favela. Chegou a publicar outros livros, mas nenhum repetiu o enorme sucesso de sua primeira publicação.

A obra da autora foi objeto de diversos estudos, tanto no Brasil quanto no exterior.

Nísia Floresta Brasileira Augusta, pseudônimo de Dionísia Gonçalves Pinto, nascida em 1810, foi uma educadora, escritora e poetisa brasileira. É considerada uma pioneira do feminismo no Brasil e foi provavelmente a primeira mulher a romper os limites entre os espaços públicos e privados publicando textos em jornais, na época em que a imprensa nacional ainda engatinhava. Nísia também dirigiu um colégio para moças no Rio de Janeiro e escreveu livros em defesa dos direitos das mulheres, dos índios e dos escravos.

Em seu livro “Patronos e Acadêmicos”, referente às personalidades da Academia Norte-Riograndense de Letras, Veríssimo de Melo começa o capítulo sobre Nísia da seguinte maneira: “Nísia Floresta Brasileira Augusta foi a mais notável mulher que a História do Rio Grande do Norte registra”.

O Brazilian Endowment for The Arts (BEA) é um instituto cultural brasileiro, presidido pelo autor e professor Domício Coutinho, e que conta com inúmeros frequentadores. Há mais de uma década, o Brazilian Endowment for The Arts trabalha para promover a literatura, arte e cultura brasileiras em Nova York (EUA). O trabalho é realizado por uma equipe preparada e capacitada para atuar em diversos projetos e se reflete nos produtos de qualidade e de reconhecimento internacional. A BEA fica na 240 East 52nd St., em Manhattan (NY).

Fonte: Brazilian Voice

Nem precisa ter jogo para ir ao Pacaembu

Texto Ademir Medici

O Museu do Futebol é um espaço obrigatório não apenas para esportistas. É também um laboratório para quem curte história e memória. E é lá que se reúne uma gente simpática que leva adiante o projeto do Memofut. Conhecem?

Estádio Paulo Machado de Carvalho, o Pacaembu. Hoje não haverá jogo de futebol. Mas a movimentação é grande na Praça Charles Miller e no Museu do Futebol, incluindo a sua rica biblioteca, com jornais, revistas e livros das mais variadas épocas e lugares, todos tratando do esporte rei brasileiro.

No Auditório Armando Nogueira, parte integrante do Museu do Futebol, acontece a 95ª reunião do Memofut, sigla do Grupo Literatura e Memória do Futebol, que em março comemorará 11 anos de rica existência.

Na plateia, homens de várias idades, profissões e clubes do coração, e uma jovem esportista. Vários ostentam camisetas dos seus clubes. É possível ver um são-paulino conversando animadamente com um corintiano e um palmeirense. Um dos presentes veste a camisa da Seleção do Paraguai. O clima é da maior cordialidade.

Durante mais de três horas, com um pequeno intervalo para o café, a conversa gira em torno do futebol, e o tema é Copa do Mundo – e mesmo durante o café só se fala em futebol.

São todos, verdadeiramente, pesquisadores e amantes do futebol. Um complementa e amplia a memória de outro. Aquele jogo na Copa da Inglaterra em 1966, aquele lance na Copa da Suécia em 1958 – não obrigatoriamente de uma partida do Brasil.

Impressionante o alto grau de conhecimento desses brasileiros de várias partes da Capital, Grande São Paulo e de cidades como Jundiaí, de um grupo animado que tem entre os representantes Helio Maffia. Muito simpático. Maffia é um nome clássico da preparação física, com atuação nos grandes clubes paulistas, chegando a técnico do Corinthians.

GIPEM DO FUTEBOL

Para nós, do Grande ABC, que participamos da última reunião – a convite do designer Luiz Romano, de São Caetano – o Memofut lembra muito o Gipem (Grupo Independente de Pesquisadores da Memória). O Memofut, como o Gipem, é um grupo sem constituição jurídica formal. E funciona muito bem.

Missão: promover a difusão da literatura e outras formas de expressão cultural e artística do futebol e apoiar a preservação da memória do futebol.

Visão: ser uma referência na pesquisa, no estudo e no debate do tema futebol em todas as suas vertentes culturais e artísticas e na preservação da memória do futebol em todas as suas manifestações. Tornar-se um centro de referência para historiadores, pesquisadores e editores.

Valores: apartidário, sem fins comerciais. O grupo é extremamente rigoroso no respeito aos direitos autorais das fontes de pesquisa e publicará sempre que identificáveis as respectivas fontes.

Estes princípios, redigidos por Domingos Antonio D’Angelo Junior quando dos dez anos do MemofuT, foram facilmente observados durante a 95ª reunião, realizada em 3 de fevereiro último, um sábado pela manhã – as reuniões são sempre no primeiro sábado do mês – e de manhã.

O coordenador, professor Alexandre Andolpho, conduziu a reunião, que constou de três palestras das mais participativas.

Gustavo Carvalho alinhavou curiosidades sobre as Copas do Mundo.

O bibliotecário Ademir Takara discorreu sobre a história da história das Copas do Mundo.

Alexandre Andolpho analisou com a plateia os chamados ‘grupos da morte’ nas Copas do Mundo.

Em quase 11 anos participaram das reuniões do Memofut jogadores de futebol famosos, jornalistas, autores de obras sobre o futebol, colecionadores de álbuns de figurinhas e tanta gente mais.

GENTE, QUE BIBLIOTECA!

Deixamos o Pacaembu à tarde, desviando dos blocos de Carnaval paulistanos. Não deu tempo de visitar o Museu do Futebol propriamente dito. Um bom tempo foi passado na biblioteca, conduzidos pelo xará, Ademir Takara, que nos mostrou uma bibliografia riquíssima, com vários títulos referentes ao futebol do Grande ABC. Toda a obra do saudoso Paschoalino Assumpção, por exemplo, está nesta biblioteca.

Aprendemos muito. Fechamos alguns acordos. Descobrimos títulos belíssimos. Mas tudo isso fica para amanhã, aqui mesmo, em Memória.

AMANHÃ EM MEMÓRIA

Eles pesquisam e escrevem sobre futebol

Um intercâmbio com a biblioteca do Museu do futebol

Esportistas do Grande ABC que participam das reuniões do Memofut.

Fonte: Diário do Grande ABC

Bibliotecas presidenciais são mais do que livros e papel

Biblioteca Presidencial Ronald Reagan em Simi Valley, Califórnia (© Bob Riha Jr/WireImage)

Os visitantes da Biblioteca Presidencial Ronald Reagan em Simi Valley, Califórnia (acima), têm a chance de ver o famoso Boeing 707 customizado que transportou sete presidentes ao redor do mundo. Esse avião é comumente conhecido como Air Force One.

Não é uma biblioteca típica.

As bibliotecas presidenciais em todo os EUA servem como arquivos do tempo de um presidente em exercício. Estão abertas ao público e disponibilizam os registros de um governo a pesquisadores, historiadores e a qualquer pessoa interessada em saber como a Casa Branca funciona.

Mas as bibliotecas também são museus que preservam os artefatos das autoridades que ocuparam o cargo e a época em que serviram. Isso significa que é provável encontrar alguns itens não disponíveis em outras bibliotecas.

As bibliotecas — geralmente nos estados de origem dos ex-presidentes — atraem pesquisadores e turistas. Se você não tiver a chance de visitar qualquer uma das bibliotecas destacadas abaixo, o Arquivo Nacional oferece recursos on-line* para as 14 bibliotecas que administra.

Abraham Lincoln

(© Seth Perlman/AP Images)

Além de seus extensos materiais de pesquisa sobre Lincoln e a Guerra Civil, a Biblioteca e Museu Presidencial Abraham Lincoln, em Springfield, Illinois, possui extensos artefatos da 16ª Presidência (1861-1865), como esta carruagem usada por Lincoln e sua esposa, Maria.

Dwight Eisenhower

(© Charlie Riedel/AP Images)

O rascunho acima, da Biblioteca Presidencial Dwight D. Eisenhower, em Abilene, Kansas, captura as revisões manuscritas do 34º presidente ao rascunho de seu pronunciamento de despedida redigido por seus redatores de discursos. Eisenhower serviu de 1953 a 1961.

John F. Kennedy

(© Rick Friedman/Corbis/Getty Images)

Projetada pelo arquiteto internacionalmente aclamado I. M. Pei, a Biblioteca e Museu John F. Kennedy, em Boston, abriga curiosidades como um peso de papel do Salão Oval feito a partir de um coco* no qual o presidente John F. Kennedy (presidente de 1961 a 1963) esculpiu uma mensagem de resgate quando o barco que ele comandou durante a Segunda Guerra Mundial foi afundado.

Lyndon Johnson

(© Jay Janner/Austin American-Statesman/AP Images)

Localizada em Austin, Texas, a Biblioteca e Museu Lyndon Baines Johnson é o maior edifício de todas as bibliotecas presidenciais. Suas exposições examinam o legado de Johnson, tanto seu trabalho para aprovar a Lei de Direitos Civis de 1964 e seu papel no envolvimento dos EUA no Vietnã. A biblioteca também possui uma versão robótica do 36º presidente (1963-1969) contando histórias a partir de uma tribuna.

Jimmy Carter

(© John Bazemore/AP Images)

Uma série de bibliotecas e museus presidenciais incluem recriações de seu Salão Oval — o gabinete oficial do presidente na Casa Branca em Washington — como o da foto acima localizado na Biblioteca e também Museu Presidencial Jimmy Carter em Atlanta. A recriação mostra uma réplica do mobiliário e da atmosfera dos anos Carter durante seu mandato de 1977 a 1981.

George H.W. Bush

(© Pat Sullivan/AP Images)

Além de suas 40 milhões de páginas que documentam a Presidência de Bush (1989-1993), a Biblioteca e Museu Presidencial George H.W. de Bush localizada no campus da Universidade A&M em College Station, no Texas, examina a vida do 41º presidente no serviço público de forma mais geral. A análise inclui o período em que serviu nas Forças Armadas e também quando foi vice-presidente de Ronald Reagan. Uma exposição reproduz uma conferência de imprensa, dando aos visitantes a chance de se posicionar em uma tribuna presidencial, ler a partir de um teleprompter (aparelho usado por oradores para ler os textos sem desviar os olhos da câmera) e responder perguntas.

Fonte: Share America

Você sabia que dentro da USP tem uma tecidoteca?

Localizado no campus da zona leste de São Paulo, acervo do espaço é aberto ao público

Por Marcella Affonso

Bandeiras de tecidos planos e de malharia, catálogos de empresas têxteis e de aviamentos – como botões, zíperes e fitas – e fibras. Tudo isso constitui o acervo da Tecidoteca da USP.

O espaço foi criado em 2005, junto ao bacharelado de Têxtil e Moda, e vinculado à biblioteca da Escola de Artes, Ciências e Humanidades (EACH), campus da USP na zona leste de São Paulo. Além do espaço físico, a Tecidoteca também conta com uma base de dados on-line.

O acervo do espaço é aberto ao público mediante agendamento. As visitas devem ser marcadas pelo e-mail bibtecidoteca-each@usp.br. Mais informações podem ser obtidas através do telefone (11) 3091-1035.

Conheça o local:

Veja o vídeo

Fonte: TV USP

Grátis: Gibiteca com mais de 10 mil títulos convida pais e filhos para um passeio ao mundo das histórias em quadrinhos!

Os gibis fizeram parte da nossa infância e estão presentes no dia a dia de muitas crianças até hoje! Com histórias divertidas, misteriosas, cheias de aventura e até dramáticas eles conquistaram (e conquistam) gerações. Já pensou em reunir as crianças para conhecer uma gibiteca? Pode ser divertido! A Gibiteca Henfil, localizada no Centro Cultural São Paulo, é um lugar para visitar e passar bons momentos com a garotada conhecendo os clássicos das histórias em quadrinhos, como MafaldaTintim e Turma da Mônica. Além das obras disponíveis para leitura no local ou consulta para trabalhos escolares, os usuários podem ainda realizar empréstimos de gibis para levar para a casa. O horário de funcionamento é de terça a sexta, das 10h às 20h; sábados, domingos e feriados (exceto Carnaval e Páscoa), das 10h às 18h. A entrada é gratuita e permitida até 30 minutos antes do fechamento. Que tal chamar a garotada e conferir?

Quem visita o espaço tem a oportunidade de recordar clássicos da infância e mostrá-los aos filhos, além de descobrir novos personagens e até raridades. A coleção reúne mais de 10 mil títulos e quase 120 mil exemplares nacionais e internacionais, entre álbuns de quadrinhos, gibis, periódicos e livros sobre HQ.  Lá é possível encontrar obras clássicas das décadas de 50 e 60 de editoras como Brasil América (EBAL), Adolfo Aizen e Rio Gráfica (RGE). E ainda quadrinhos do próprio Henfil e gibis de autores internacionais como Katsuhiro Otomo, do mangá “Akira”, Art Spiegelman, ganhador do prêmio Pulitzer de 1992, ou o argentino Quino, criador de Mafalda. Também fazem parte do acervo os clássicos Tintim, de Hergé, e ainda “Watchmen”, de Alan Moore. Há também álbuns, revistas e livros de HQ, de RPG, fanzines e recortes de periódicos.

Para ler em casa
Algumas revistas estão disponíveis para empréstimo, mas é preciso ter cadastro em alguma biblioteca municipal da cidade de São Paulo ou fazer no próprio Centro Cultural, apresentando apenas o RG e comprovante de residência. A partir daí, é possível fazer uma carteirinha da Gibiteca Henfil, gratuitamente.

A história
Criada em 3 de maio de 1991, a 
Gibiteca Henfil nasceu a partir de um projeto da Secretaria Municipal de Cultura de São Paulo. No início, o seu acervo era formando por coleções de álbuns de HQ, nacionais e internacionais e de revistas doadas pelas editoras Abril, Martins Fontes e Globo, além de colecionadores particulares. Parte disso veio também das demais bibliotecas de São Paulo. Muitas das primeiras obras eram da estante Turma da Mônica, projeto que disponibilizava revistas em quadrinhos para todas as bibliotecas infantojuvenis da cidade. Com o crescimento do acervo, principalmente por meio de doações, a Henfil tornou-se o maior espaço do gênero no país. O desenhista, jornalista e escritor Henrique de Souza Filho, mais conhecido como Henfil, dá nome a Gibiteca! Ao criar personagens típicos brasileiros, como os Fradinhos, o Capitão Zeferino, a Graúna e o Bode Orelana, entre outros, o cartunista foi responsável pela renovação do desenho humorístico nacional. Ele morreu em 1988, aos 43 anos, no Rio de Janeiro.

Fonte: São Paulo para Crianças

Palestra: Coleções de Obras raras de Direito, por Michael Widener

Por ocasião do início do ano letivo de 2017 da Universidade Federal de Pernambuco o Programa de Pós-Graduação em Ciência da Informação e a Biblioteca da Faculdade de Direito do Recife promovem a conferência Rare law book collections, ministrada pelo Pesquisador Michael Wildener, Bibliotecário da Biblioteca de Obras Raras da Lillian Goldman Law Library e professor de Legal Research da Yale Law School.

Michael Widener é o bibliotecário de Obras Raras de Universidade de Direito Yale desde 2006. Antes desta posição, Widener foi o Diretor de Coleções Especiais na Tarlton Law Library da Universidade do Texas por 14 anos. Ele também é membro do corpo docente da Escola de Obras Raras da Universidade da Virginia. Como palestrante ofereceu conferências nos EUA, México, Suécia e Itália.

 

Fonte: Liber UFPE

Mais de 1,3 mil obras raras estão disponíveis para download gratuito no site do Senado

O acervo de obras raras da Biblioteca Acadêmico Luiz Viana Filho é composto por aproximadamente 2,9 mil exemplares. Desse total, cerca de 1,3 mil publicações, algumas com mais de 300 anos, também estão disponíveis para download gratuito pela biblioteca digital. Mônica Rizzo, coordenadora da biblioteca, destaca que a divulgação das obras democratiza o acesso dos cidadãos.

São obras não apenas de importância mundial, mas que também dizem respeito à formação histórica do Brasil — afirmou Mônica.

O livro mais antigo é o Novvs Orbis feu Descriptionis Indiae Occidentalis, de Johannes de Laet, datado de 1633. Trata-se de uma descrição geográfica, etnológica e linguística da América, além de relatos e desenhos de animais e plantas da região, com especial destaque para o Brasil.

Outra obra de grande valor histórico é a versão digitalizada do decreto que aboliu a escravatura no Brasil, dando origem à Lei Áurea. O documento é assinado pela princesa Isabel (1846-1921), cujo nome completo era Isabel Cristina Leopoldina Augusta Micaela Gabriela Rafaela Gonzaga de Bragança e Bourbon.

A coordenadora destaca a “coleção particular do senador e bibliófilo Luiz Viana Filho, com quase 11 mil volumes, negociada com a família em 1997, após o falecimento do colecionador”.

A coleção contempla obras de cunho político e sobre as questões de estabelecimento das fronteiras brasileiras. Por sua relevância no contexto do acervo, essa coleção conta com instalações de guarda exclusivas e já foi objeto de exposições e publicação do Catálogo de Obras Raras e Valiosas da Coleção Luiz Viana Filho — explicou.

Esse catálogo também está disponível, na internet, para qualquer pessoa, no Brasil e no exterior. As obras são de domínio público ou tiveram direitos autorais cedidos pelos proprietários, possibilitando acesso e download gratuitos pelo site do Senado.

Variedade

A Biblioteca Digital do Senado disponibiliza para download gratuito na internet mais de 260 mil documentos. O acervo digital reúne, entre outros itens, livros, artigos de revistas, notícias de jornal, textos de senadores e servidores do Senado e legislação, inclusive em áudio.

A atualização do acervo digital é feita conforme a aquisição de novos livros e a produção intelectual da Casa. Novos artigos são disponibilizados semanalmente na página. Já as notícias dos jornais são inseridas diariamente.

Fonte: Agência do Senado