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Bibliotecas Especializadas

Biblioteca Vaticana com novo site: mais ágil e intuitivo

Biblioteca Vaticana

“Somos os bibliotecários do Papa porque a biblioteca é sua e foi aberta por sua vontade há muitos séculos. Queremos estar ao serviço de nossos visitantes com um instrumento moderno e atualizado. O objetivo do novo site é ser um lugar de acolhida, colaboração e abertura”. Palavras do Prefeito da Biblioteca Apostólica Vaticana Cesare Pasini

Texto por Fabio Colagrande – Vatican News

No endereço vaticanlibrary.va está on-line o novo site da Biblioteca do Vaticano, uma renovação visível aos leitores desde 16 de julho passado, mas em preparação há algum tempo, e caracterizado por um novo layout e um acesso mais fácil a todos os conteúdos e serviços que o enriquecem. Os procedimentos para solicitar reproduções de manuscritos e outros materiais armazenados na Biblioteca foram simplificados e tornaram-se mais intuitivos. Como pode ser visto nos sites mais recentes, a técnica de criação de conteúdo on-line é estática (textos, links de hipertexto, imagens), mas acima de tudo dinâmica: o site permite interagir com outros sistemas de informação conectados. Como os motores de busca de catálogos e biblioteca digital, consulta do catálogo editorial, gerenciamento do twitter visto da web, e-commerce. A operação de restyling é particularmente apropriada neste período pandêmico, quando as regras de segurança sanitária dificultam o acesso físico dos estudiosos. O Prefeito da Biblioteca do Vaticano, Monsenhor Cesare Pasini, confirma isso em nossa entrevista:

Ouça e compartilhe!

Mons. Pasini: A gráfica evolui rapidamente neste tipo de comunicação digital, por isso já há algum tempo estávamos conscientes de que precisávamos atualizá-la com algo mais ágil e mais intuitivo. Também havia novas modalidades, novas ferramentas que deviam que ser inseridas e o site renovado oferece estes novos serviços muito dinâmicos. Por um lado, é um site estático – há textos para ler e imagens para ver – mas há pesquisas que podem ser feitas e tudo isso exigia uma inovação como a que fizemos.

Em primeiro plano, na home-page, pode-se explorar os catálogos e a biblioteca digital. Não é uma escolha aleatória…

Mons. Pasini: Os que entram no site por este caminho, querem também conhecer, ver e consultar, assim como fazer anotações. Portanto este deve ser o primeiro serviço que encontram, devem ser as primeiras coisas belas que veem, para despertar curiosidade sobre o tema e fazer pesquisas. Podem ser vistas medalhas, moedas, gravuras, manuscritos. Assim poderá saber o que se encontra na Biblioteca ou talvez encontre algo que procurava para um estudo particular, assim como pode se interessar com essas mil culturas, mil idiomas que temos na biblioteca em nossos tesouros, idiomas da história mundial.

Acesse a matéria completa publicada pelo Vatican News e saiba mais sobre o novo site da Biblioteca Apostólica Vaticana

Consórcio BDJur oferece tutorial para tour virtual no portal de bibliotecas

O Consórcio BDJur – rede de bibliotecas digitais jurídicas – ganhou um novo recurso para facilitar as pesquisas na plataforma. Fruto de parceria entre a Biblioteca do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Ministro Oscar Saraiva e a Coordenadoria de TV e Rádio do tribunal, o tutorial do consórcio permite um tour virtual no portal, apresentando as bibliotecas digitais participantes, os tipos de conteúdos disponíveis e as opções de pesquisa e acesso aos documentos.

Gerenciado pela Biblioteca do STJ, o Consórcio BDJur reúne, além da biblioteca digital do próprio órgão, acervos de outros órgãos do Poder Judiciário, das esferas federal e estadual – com destaque para a participação do Tribunal Superior Eleitoral e do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios –, e os acervos da Câmara dos Deputados e do Senado Federal.

Veja a matéria completa publicada pelo Superior Tribunal de Justiça e acesse o tutorial

Raffaella Vincenti, la primera mujer de la historia en dirigir la Biblioteca Apostólica Vaticana

Francisco, el actual Papa de la Iglesia católica, ha nombrado como Jefa de Oficina de la Biblioteca Apostólica Vaticana a la Ilma. Sra. Raffaella Vincenti, la cual ocupaba el cargo Secretaria de dicha biblioteca. Este nombramiento convierte a la experta en Biblioteconomía en la primera mujer de la historia en dirigir la Biblioteca Apostólica Vaticana desde su creación en 1448.

El Santo Padre ha nombrado Jefa de Oficina de la Biblioteca Apostólica Vaticana a la Ilma. Sra. Raffaella Vincenti, Secretaria de dicha Biblioteca Apostólica Vaticana [Oficina de Prensa de la Santa Sede: Renuncias y nombramientos, 12.06.2020].

Raffaella Vincenti, la cual sustituye al anterior archivero y bibliotecario José Tolentino Cardinal de Mendonça, obtuvo el título postdoctoral en informática para archivos y bibliotecas en la Escuela Especial para Archivistas y Bibliotecarios de la Universidad de Roma «La Sapienza» con la tesis La web de la biblioteca, de sitio de consulta a portal de servicios: una propuesta para la red URBS. Es profesora en la Escuela Vaticana de Biblioteconomía dependiente de la Biblioteca Vaticana, estando a cargo de la asignatura Bibliografía y referencia.

Conheça mais sobre a Biblioteca Apostólica Vaticana lendo a matéria completa feita pelo Julian Marquina

Bibliotecas do Senado e da Câmara destacam presença feminina em seus acervos digitais

Stella Vaz (no alto) e Judite Martins participaram do Parlabiblio, iniciativa das bibliotecas do Senado e da Câmara Fonte: Agência Senado

As bibliotecas do Senado e da Câmara promoveram na quarta-feira (1º) um debate sobre a produção feminina presente no acervo digital das duas Casas. O evento, que ocorreu por meio de uma “live” transmitida pela internet, faz parte do Parlabiblio, iniciativa das duas bibliotecas para apresentar seus serviços e acervos digitais, além de incentivar a leitura e a discussão de temas relevantes.

Participaram do encontro de quarta-feira as bibliotecárias Stella Vaz, do Senado, e Judite Martins, da Câmara. O encontro foi transmitido pelos perfis das duas bibliotecas no Instagram: @biblioteca.senado e @biblioteca.camara. Essas lives estão armazenadas no IGTV dos dois canais e podem ser vistas a qualquer momento.

Durante o debate, as duas profissionais fizeram uma análise histórica, com base nas obras apresentadas, sobre a produção feminina e a atuação das mulheres na conquista de direitos civis, políticos e sociais. Elas também discutiram a importância dessas escritoras, que, ressaltaram, foram responsáveis por conquistas como o direito das mulheres de votar e serem votadas.

Stella Vaz apresentou algumas das obras da coleção Escritoras do Brasil, com destaque para os livros Mármores, de Francisca Júlia da Silva; A Mulher Moderna, de Josefina Álvares; e Opúsculo Humanitário, de Nísia Floresta. Ela apresentou ainda estudos da Consultoria Legislativa do Senado e bibliografias sobre autoras negras e masculinidades. Todos esses títulos estão disponíveis na biblioteca digital do Senado.

O encontro, segundo Stella, trouxe conscientização sobre a trajetória histórica da pauta feminina na busca da conquista de direitos e sobre o quanto ainda falta conquistar.

Durante séculos as mulheres foram silenciadas, e hoje nós temos essa abertura para tentar resgatar a história delas, oferecendo essas obras em nossos acervos digitais. Mas ainda há um grande caminho a ser percorrido — disse Stella.

Judite Martins também mencionou alguma das obras disponíveis no acervo digital da Câmara, como os livros O Voto Feminino no Brasil e Bertha Lutz, ambos de autoria de Teresa Cristina de Novaes Marques. As obras integram a série Perfil Parlamentar (73), das Edições Câmara.

Para Judite, essas duas obras são de grande relevância, pois na primeira (O Voto Feminino no Brasil) a autora traça uma linha do tempo dos principais eventos que levaram à aquisição do direito da mulher de votar e ser votada. A outra (Bertha Lutz) traz a biografia, com a atuação parlamentar e a trajetória política, de uma das mais destacadas lideranças do movimento feminista na primeira metade do século XX.

Nossa atuação aqui não visa apenas condenar nem desprezar a produção masculina, mas dar destaque à produção feminina, fazendo uma análise histórica de como as mulheres adquiriram o direto de fala na sociedade. Trazer essa temática é uma forma de reduzir as desigualdades históricas. Hoje há muitas deputadas, senadoras e servidoras públicas, e estamos aqui para representar essa temática. Tem muita mulher produzindo no Parlamento e isso se reflete nas bibliotecas digitais — observou Judite.

Fonte: Agência Senado

Bibliotecas do Senado e da Câmara debatem em live produção literária feminina

Texto por Comunicação Interna

Stella Maria Vaz (na foto), bibliotecária do Senado, e Judite Martins, bibliotecária da Câmara, abordarão conteúdos e obras das bibliotecas digitais das duas Casas que tratam de temas relacionados à mulher e à produção literária e acadêmica feminina
Osmar Arouck/Biblioteca do Senado

As bibliotecas do Senado Federal e da Câmara dos Deputados promovem mais uma live para apresentar ao público serviços, produtos e acervos on-line disponíveis nas duas Casas legislativas. Desta vez, as bibliotecárias Stella Maria Vaz, do Senado, e Judite Martins, da Câmara, abordarão conteúdos e obras das bibliotecas digitais que tratam de temas relacionados à mulher e à produção literária e acadêmica feminina. A transmissão pode ser acompanhada no Instagram pelos canais @biblioteca.senado e @biblioteca.camara, nesta quarta-feira (1º), às 17h.

A Parlabiblio, explicou Stella Vaz, é uma iniciativa das duas Casas que surgiu para reforçar a atuação das respectivas bibliotecas nas redes, em meio às mudanças comportamentais promovidas pelo distanciamento social (devido à pandemia de coronavírus). Segundo a servidora, a live de quarta-feira, além de trazer ao conhecimento do público o acervo de autoras femininas presentes nas bibliotecas das duas Casas, pretende ainda promover a fala, a escuta, o protagonismo e o empoderamento feminino.

— Além de ser uma oportunidade de contato positivo do cidadão com o Parlamento, o qual está atento às necessidades sociais e aberto ao diálogo, isso reforça o papel das bibliotecas como espaço fomentador de leitura, cultura e reflexão, democratizando o acesso à informação e estimulando o pleno exercício da cidadania — ressaltou Stella, ao reforçar a importância do trabalho neste momento em que as bibliotecas permanecem fechadas ao público por causa do isolamento social.

Fonte: Agência Senado

Biblioteca do STJ mantém serviços para o público durante a pandemia

​​A quarentena provocada pelo novo coronavírus dificultou o acesso a um insumo essencial para o mundo jurídico: informação. A Biblioteca Ministro Oscar Saraiva continua desempenhando papel fundamental no apoio à prestação jurisdicional do Superior Tribunal de Justiça (STJ), além de auxiliar outras cortes, magistrados e operadores do direito em geral, pesquisadores e estudantes.

Segundo a coordenadora da biblioteca, Rosa Maria de Abreu, a pesquisa de doutrina e legislação é essencial para o trabalho dos julgadores, e os investimentos feitos em conteúdo digital e divulgação on-line se mostraram ainda mais úteis e eficientes neste momento de pandemia.

Com o fechamento de muitas bibliotecas jurídicas e universitárias, a biblioteca do STJ – que também está com o atendimento presencial suspenso – tem sido demandada por usuários de todo o país. Em grande parte, os pedidos vêm de magistrados de outros órgãos e de estudantes de pós-graduação interessados em acessar documentos específicos.

Diversidade de servi​​​ços

A quantidade de acessos à Biblioteca Digital Jurídica do STJ (BDJur) cresceu também por conta da solução de problemas na indexação de suas informações no buscador Google. Com a resolução do problema e o início da quarentena, o número médio de consultas mensais na BDJur passou de 230 mil para mais de 430 mil.

Para Rosa Maria de Abreu, o trabalho da biblioteca assumiu maior relevo na pandemia, pois o acesso ao acervo digital se tornou uma necessidade.

Entre os serviços oferecidos pela biblioteca está a Estante Virtual de Periódicos, que disponibiliza acesso a artigos de mais de cem revistas jurídicas, a e-books e outros conteúdos digitais, por meio de diversas bases de dados jurídicas contratadas – como HeinOnline, Proview, Revista dos Tribunais, Biblioteca Digital Saraiva, BID Forum e outras.

Os usuários podem encontrar também mídias de eventos e palestras que aconteceram no STJ, algumas abertas ao público em geral. Outro serviço mantido durante a pandemia é a publicação da série Bibliografias Selecionadas, que traz fontes de informação – como legislação e textos doutrinários – sobre temas diversos.

A Biblioteca Ministro Oscar Saraiva atende pelos e-mails atendimento.biblioteca@stj.jus.br e pesquisa.biblioteca@stj.jus.br, e também pelo telefone (61) 3319-9054.

Fonte: STJ

Bibliotecas do Senado e da Câmara promovem ‘live’ para divulgar acervos digitais

Texto por Comunicação Interna

Biblioteca do Senado está fechada fisicamente desde o início da pandemia. Evento on-line em parceria com a Biblioteca da Câmara possibilita que usuários continuem acessando o acervo pela internet
Roque de Sá/Agência Senado

As bibliotecas do Senado Federal e da Câmara dos Deputados promoveram a primeira live da iniciativa Parlabiblio, que pretende apresentar ao público os serviços e produtos on-line disponíveis nas duas Casas legislativas. O evento reuniu, na quarta-feira (10), os bibliotecários Osmar Arouck, do Senado, e Raphael Cavalcante, da Câmara, para discutir os acervos virtuais disponíveis ao público.

Conforme Arouck, desde o início do isolamento social houve um crescimento de 97% na média mensal de 100 mil acessos da Biblioteca do Senado. Ele acredita que a variedade de itens à disposição das pessoas atraiu atenção para os meios digitais e a tendência é, mesmo após o fim da pandemia do novo coronavírus, isso se manter, avalia.

— Temos publicações digitalizadas por não mais terem direito autoral que impeçam essa transição, mas existem títulos com edições nossas que temos direito de veicular em meio digital apesar de serem recentes. Então há riqueza do que podemos divulgar a nossos usuários. A biblioteca está fechada fisicamente, mas muito ativa no papel que pode desempenhar, particularmente em relação ao Parlamento brasileiro — explicou o bibliotecário.Raphael Cavalcante afirmou que, no caso da Câmara dos Deputados, os campeões de procura são a Constituição Federal e o Regimento Interno da Casa, consultado não apenas pelos parlamentares e seus assessores, mas por estudantes de concursos públicos. Ele destaca, contudo, que o acervo digital conta com cerca de 600 obras consideradas raras e também valiosas para pesquisadores.

— É um material rico e com acesso possível nesses tempos de isolamento social preventiv

o. Outro volume muito acessado é o Prazer de Ler, da editora da Câmara, que disponibiliza clássicos da literatura em domínio público. Esse tipo de produto tem bastante procura — diz o servidor.

O conteúdo e as lives podem ser acompanhadas pelos canais @biblioteca.senado e @biblioteca.camara, no Instagram. O material ficará armazenado no IGTV dos perfis para ser consultado a qualquer momento.

Fonte: Agência Senado

Papa nomeia mulheres para Biblioteca Apostólica Vaticana e para Autoridade de Informação Financeira

Biblioteca foi criada há mais de 500 anos e possuiu mais de 80 mil manuscritos. Já a Autoridade de Informação Financeira é instituição da Santa Sé que atua na luta contra a lavagem de dinheiro e o financiamento do terrorismo.

Papa Francisco em imagem de arquivo — Foto: Reprodução/AP

O Papa Francisco nomeou nesta sexta-feira (12) duas mulheres para funções de liderança no Vaticano para a chefia da Biblioteca Apostólica Vaticana e para Autoridade de Informação Financeira (AIF).

Drª. Raffaella Vincenti assumirá a chefia da Biblioteca Apostólica Vaticana, onde já atuava como secretária. A biblioteca foi criada há mais de 500 anos e possuiu mais de 80 mil manuscritos.

Antonella Sciarrone Alibrandi, de 55 anos, assumirá a Autoridade de Informação Financeira, que é instituição da Santa Sé que atua na luta contra a lavagem de dinheiro e o financiamento do terrorismo. Atualmente, ele ocupa cargo de pró-reitora vigária da Universidade Católica do Sagrado Coração, na Itália.

Autoridade de Informação Financeira faz parte do Grupo Egmont, que atualmente reúne as unidades de informações financeiras de 152 países e jurisdições. Nesse fórum, os países trocam de informações e tratam de boas práticas de colaboração internacional.

Em julho de 2019, o Papa Francisco nomeou uma brasileira, Cristiane Murray, para atuar como sua vice-porta-voz.

Fonte: G1

Série de Webnários – Fortalecimento das Redes de Informação em Saúde

A Organização Pan-Americana da Saúde/Organização Mundial da Saúde (OPAS/OMS), por meio da sua Representação no Brasil (OPAS Brasil) e do Centro Latino-Americano e do Caribe de Informação em Ciências da Saúde (BIREME), e a Coordenação Geral de Documentação e Informação, Sub-Secretaria de Assuntos Administrativos da Secretaria Executiva do Ministério da Saúde (CGDI/SAA/SE/MS) coordenam uma série de webinários que tem o objetivo de fortalecer as redes de informação em saúde, articular e promover a cooperação e participação das Redes Biblioteca Virtual em Saúde (BVS) e Bibliotecas do Sistema Único de Saúde (BiblioSUS).

A seguir os seis webinários que já estão programados, com temáticas de interesse geral para toda a Rede Brasileira de Informação em Ciências da Saúde e público em geral.

Use a #redesBVSBibliosus para divulgar os eventos. Participe!

Póximos Eventos Data Prevista
A importância do controle bibliográfico na área da saúde: ampliar a visibilidade e o acesso 29/junho/ 2020
O papel da Rede como disseminador e intermediário do conhecimento científico em saúde 27/agosto/2020
Informação científica sobre COVID-19: o papel dos preprints 02/setembro/2020
Ética na publicação científica 16/setembro/2020
Avaliação da ciência – índices de impacto 30/setembro/2020

Webinar 2 – A importância do controle bibliográfico na área da saúde: ampliar a visibilidade e o acesso!

Apresentar as bases de dados bibliográficas, em especial a ColecionaSUS e LILACS, mostrar indicadores e números que mostrem a importância de realizar o controle bibliográfico e apresentar a metodologia e sistemas que possibilitam alcançar o controle bibliográfico, buscar identificar necessidades de capacitação da Rede, e apresentar as atividades de capacitação que são oferecidas.

Data prevista: 29 de junho de 2020 – 10h00 (horário de Brasília)

Palestrantes: a confirmar

Webinar 3 – O papel da Rede como disseminador e intermediário do conhecimento científico em saúde

Apresentar os recursos e fontes de informação da BVS como um todo, os serviços Minha BVS e eBlueInfo, além de outros recursos da interface de busca da BVS. É importante reforçar a importância da BVS Brasil e as instâncias temáticas brasileiras. Também identificar necessidades de capacitação da Rede para o acesso e uso da informação disponível na BVS. Nesta oportunidade promover o Curso de autoaprendizagem sobre acesso e uso da BVS, que está em processo de atualização.

Data prevista: 27 de agosto de 2020 – 10h00 (horário de Brasília)

Palestrantes: a confirmar

Webinar 4 – Informação científica sobre COVID-19: o papel dos preprints

Este webinar tem por objetivo apoiar na identificação de fontes fidedignas e discutir o papel dos preprints – repositórios de artigos científicos que não passaram por avaliação por pares – na evolução e disseminação da informação científica entre especialistas e para a sociedade.

Data prevista: 02 de setembro de 2020 – 10h00 (horário de Brasília)

Palestrante: LilianDra. Lilian N. Calò

Comunicação Científica em Saúde

BIREME/OPAS/OMS

Lattes

Webinar 5 – Ética na publicação científica

A redação de artigos científicos e relatórios técnicos obedece a uma linguagem universal, independentemente do idioma e a regras estritas, que permite que os experimentos sejam repetidos em qualquer parte e os resultados sejam verificados. Princípios éticos na atribuição de autoria, na manipulação de dados de pacientes com confidencialidade, na redação dos artigos e a identificação de periódicos fidedignos para publicar norteiam a comunicação científica e serão apresentados e discutidos neste webinar.

Data prevista: 16 de setembro de 2020 – 10h00 (horário de Brasília)

Palestrante: LilianDra. Lilian N. Calò

Comunicação Científica em Saúde

BIREME/OPAS/OMS

Lattes

Webinar 6 – Avaliação da ciência: índices de impacto

Os resultados de pesquisa são comunicados à comunidade científica e à sociedade em periódicos científicos, livros, anais de congressos, manuais técnicos e outras formas. Sua avaliação é necessária como indicador de qualidade da pesquisa e se traduz em concessão de recursos para pesquisa, avaliação de programas de pós-graduação, progressão na carreira e outros indicadores.

Data prevista: 30 de setembro de 2020 – 10h00 (horário de Brasília)

Palestrante: LilianDra. Lilian N. Calò

Comunicação Científica em Saúde

BIREME/OPAS/OMS

Lattes

Fonte: Portal da Rede BVS

A infodemia e a desinformação em escritórios de advocacia em tempos de covid-19

Texto por Marcos Rogerio Gonçalves

Cabe às áreas de conhecimentos dos escritórios de advocacia (e empresariais) fazer a análise acurada dos conteúdos de informação e conhecimento, delineando todas as averiguações em suas minudências, para que possa chegar ao seu advogado, uma informação rigorosa e assertiva.

Infodemia é um termo cunhado e usado pela Organização Mundial da Saúde (OMS), muito em voga nos dias atuais, associado diretamente à pandemia do novo coronavírus (covid-19) e tem relação intrínseca com outros fenômenos, entre eles o fenômeno da desinformação.

Sendo o mundo jurídico ávido por novos conhecimentos, o advogado não se dissocia da informação, pois é esta o principal insumo do seu conhecimento. São, informação e conhecimento, palavras que não se distanciam da atuação do advogado, mas que podem trazer desinformação, se não forem imbuídas de valor (conhecimento de valor).

A infodemia pode ser definida em três aspectos básicos se dentro de um contexto específico. Assim, é (I) o excesso de informações sobre um determinado assunto que, pelo volume extremamente elevado, tem o poder de direcionar profissionais menos experientes a incorrer em desafortunadas decisões sobre um tema e, em decorrência, distorcer a verdade a ser seguida, e até as políticas que podem ser adotadas para combater conteúdos falsos (e.g.).

Ainda, conforme (II) a autoria, mesmo que seja incialmente de uma fonte primária, rapidamente pode perder sua essência, quando replicada no vasto mundo das redes sociais e da rede mundial de computadores (WWW), bem como quando distribuída nos diversos aplicativos de mensagens instantâneas, o que proporciona o fato das informações vagas, imprecisas e tendenciosas, dificultando o discernimento entre o que é verdadeiro e o falso (as Fake News).

Por último (III) tem relação direta com a autoridade da informação e, neste sentido, é o lado das versões (ou da guerra de versões). É a amalgama que se mostra, e tem forte ralação com a vertente das tendências e do seu uso, para criar outras notícias, para direcionar o leitor, ou usuário final, a pensar de tal maneira, de tal modo, e que, se não houver meios (filtros) pelos quais possa o usuário se distanciar e diferenciar o que é uma informação correta de uma falsa, muitos problemas podem advir da interpretação errada.

O impacto direto nas relações empresariais ocasionado por uma tomada de decisão equivocada, pode ser devastador para a vida profissional do advogado, o que pode ocorrer se ele for abastecido de informações com baixo valor, que contenham vícios. Então, o aconselhamento, passa a ser de “verdades-falsas”. As informações necessitam de um crivo antes de serem usadas, de ser tomada a decisão essencial à manutenção dos negócios. Esse é o uso-fim para os advogados, para sempre estar bem informados, serem os senhores da verdade para o seu cliente.

Os sistemas de informação e de apoio ao advogado não podem, jamais, passar adiante uma orientação com ruídos na comunicação, pelo contrário, devem o conhecimento comunicado ser emoldurados, amparados de cuidados a fim de não se desviarem do seu fim: trazer clareza e elucidar.

Torna-se primordial, assim, que os advogados não sejam tolhidos pela enxurrada de conhecimento resultante da mescla entre notícias falsas com as verdadeiras, que acarretam, certamente, em desinformação. Esta, que entendemos como o que vem sendo a principal fonte geradora de pânico, a essência da tomada de decisão equivocada, precipitada, e a causadora de danos irreparáveis.

Sabidamente, não se pode negar que conforme a velocidade que os boatos circulam, não é possível impor rigor de averiguar sua veracidade. Isso ocorre, por vezes, porque quem dissemina informações falsas, o faz eivado de maledicência, com fito a causar prejuízo, o faz nas sombras.

No sentido contrário, informações divulgadas de forma segura são cercadas por cuidados de checagens e amparadas no fundamento de opiniões diversas, por vezes, de notórias personalidades, em fontes reconhecidas pela boa governança e seriedade com a informação.

Fazendo um paralelo, com a realidade do mundo da advocacia, imaginemos um cenário no qual o excesso de informações geradas por fontes primárias e que são replicadas dentro das redes sociais, dos aplicativos de mensagens e de vários sites e blogs, acabam sendo alteradas e se tornam pouco confiáveis, pelo simples fato de que, em diversos casos, o emissor da informação republicada não é um especialista no assunto. Ou seja, o peso da autoridade varia de acordo com o conhecimento que tem sobre o assunto da discussão. Assim, quais são as fontes e como as classificamos como confiáveis, dentro de um sistema de informação para advogados, em tese?

(I) A fonte primária ou original, são os órgãos governamentais, estes relacionados nas 3 esperas da federação: são os ministérios, secretarias; os órgãos do Poder Judiciário, como os Tribunais; os órgãos do Poder Legislativo: as casas legislativas. Além, também, conceituam-se nesse rol os Institutos de Pesquisas, Associações e Organizações do Terceiro Setor;

(II) Fontes secundária têm intima relação com as fontes primárias, mas aqui podemos dizer que são o resultado, o documento (gravado ou transcrito) que se relaciona diretamente à fonte primária, que motiva (ou é o resultado) a discussão sobre determinado tema, assunto e que ensejou análises e novos documentos e/ou interpretações de terceiros;

(III) Fontes terciárias por sua vez, são aquelas que geralmente chegam aos usuários de forma mais facilmente legível, que têm nos termos utilizados os contornos interpretativos de linguagem mais popular e que se tem mais facilidade de propagação, em escala muito mais ampla, assim alcançando outras camadas da sociedade que não teriam, de outro modo, como acessar e interpretar as fontes primárias e secundárias.

Cabe às áreas de conhecimentos dos escritórios de advocacia (e empresariais) fazer a análise acurada dos conteúdos de informação e conhecimento, delineando todas as averiguações em suas minudências, para que possa chegar ao seu advogado – destino do seu trabalho – uma informação rigorosa e assertiva, preservando a integridade primária em sua essência. E, para que esse serviço de disseminação ocorra dentro de um contexto de normalidade, é necessário seguir alguns passos: conferir se a informação é mesmo da fonte original e se se mantém íntegra, e a própria confiabilidade de fonte original. Também, averiguar se a informação faz sentido (quando foi emitida, quem o fez e o contexto geral dela no momento da sua divulgação), pode ser o início. Entretanto, o esforço nesse sentido só será possível se o exercício diário do aprendizado for constante e ininterrupto.

Fonte: Migalhas

Bibliotecas do Senado e da Câmara apresentam seus serviços pelo Instagram

Texto por Comunicação Interna

Biblioteca do Senado: mudanças de comportamento por conta da pandemia de covid-19 levaram instituição a buscar alternativas de oferecer acervo, produtos e serviços virtualmente
Roque de Sá/Agência Senado
Fonte: Agência Senado

“Um passeio pelas bibliotecas digitais da Câmara e do Senado” é o tema da transmissão ao vivo (live) que acontece na próxima quarta-feira (10), às 18h, patrocinada pelas bibliotecas das duas instituições. A iniciativa, chamada de Parlabiblio, promoverá a partir de agora eventos pela internet para apresentar à população os serviços, produtos e acervos disponíveis nas duas Casas Legislativas. As lives poderão ser acompanhadas pelos canais @biblioteca.senado  e @biblioteca.camara, no Instagram.

Esses eventos virtuais foram a forma que as bibliotecas encontraram para oferecer alternativas ao público diante das mudanças comportamentais provocadas pela pandemia da covid-19.

— A biblioteca é um organismo em constante desenvolvimento e que tem a capacidade de adaptar-se para promover acesso aos recursos informacionais nas atuais condições [de pandemia]. É um momento muito particular em que a biblioteca se sente chamada a contribuir nas ações para minimizar essa situação de desgaste e desconforto que o isolamento social causa na maioria da população — observa o bibliotecário Osmar Arouck, do Senado.

Além de apresentar o acervo, a iniciativa deve promover debates e leituras mediadas para seu público virtual.

Fonte: Agência Senado

«El acceso abierto ya es imparable»: Entrevista a Uxía Gutiérrez, coordinadora de Bibliosaúde

Texto por Uxia Gutierrez

Entrevistamos a Uxía Gutiérrez, coordinadora de la biblioteca virtual Bibliosaúde, la red de cooperación integrada por las bibliotecas de los centros hospitalarios del Sistema Público de Salud de Galicia.

En un momento tan complicado para nuestros servicios de salud, apreciamos mucho su testimonio experto. Uxía Gutiérrez nos habla sobre su trabajo diario como bibliotecaria en Complexo Hospitalario Universitario de Ferrol, describiendo las particularidades de esta importante faceta de la documentación sanitaria. En la entrevista también nos avanza algunas de las primeras consecuencias visibles de la pandemia para nuestro entorno profesional.

(Archivoz) ¿Cómo llegaste a ser bibliotecaria en un hospital?

(Uxía Gutiérrez) Pues yo estudié en la Universidade de Santiago de Compostela, realicé la licenciatura de Geografía e Historia. Primero me especialicé en Arte, y posteriormente hice la especialidad de Archivística y Biblioteconomía en la misma universidad. En el año 1990 estaba trabajando como colaboradora en la biblioteca del Ateneo Ferrolán por las tardes y en una biblioteca escolar durante unos meses por las mañanas, y salió una convocatoria en el periódico en la que solicitaban personal para la biblioteca del Hospital Arquitecto Marcide. Me presenté, hice unas pruebas y entrevistas y así empecé a trabajar en una biblioteca de hospital. Posteriormente, en el 2005 el Servizo Galego de Saúde convocó oposiciones también para bibliotecarios y consolidé la plaza como personal estatutario.

Leia a íntegra da notícia em https://www.archivozmagazine.org/es/uxia-gutierrez-bibliosaude-acceso-abierto/

Fonte: Archivoz

Consultar o Diário Oficial do DF ficou mais prático e fácil

Casa Civil reformula site de acesso à publicação, tornando a leitura mais leve, transparente e agradável

Texto por Renata Moura

A partir desta quinta-feira (4), a consulta dos atos administrativos publicados no Diário Oficial do Distrito Federal se tornou mais fácil e transparente. Isto porque a Casa Civil reformulou todo o layout do site, que divulga a publicação. Agora, os usuários podem optar pela consulta integral do documento ou ainda selecionar uma das três seções do jornal. A nova plataforma prevê ainda que a população busque as informações por palavra-chave, edição e/ou data.

“Nosso objetivo foi facilitar cada vez mais a consulta. Ou seja, que ela possa ser feita sem grandes dificuldades por qualquer cidadão”, explica o subsecretário de Tecnologia da Informação da Casa Civil, Antônio Canavieira. “Para fazer isto, utilizamos o que chamamos de arquitetura da informação, que, na verdade, é uma melhor disposição das informações para facilitar o acesso e a consulta dos dados”, completa.

Responsável pela reformulação do serviço, o gestor afirma que o governo tem trabalhado para que a “leitura do DODF seja algo funcional e mais agradável”. “Para muitas pessoas isto era algo penoso e não é para ser assim. Afinal, o diário é algo que todo mundo precisa saber consultar. É o espelho de todas as ações dos poderes”, conclui.

Para chegar ao formato atual apresentado no endereço eletrônico www.dodf.df.gov.br, foram mais de seis meses de um trabalho intenso, utilizando insumos e mão de obra da própria administração pública local. “Reestruturamos todo o projeto do site: banco de dados, códigos, software sem gastar um centavo. Tudo foi feito utilizando o datacenter da GDFNet da Secretaria de Economia, além do nosso próprio parque computacional”, acrescenta.

Mais de oito mil edições do DODF, desde outubro de 2001, estão disponíveis no site para consulta. Segundo informações da TI da Casa Civil, cerca de 100 pessoas consultam simultaneamente a publicação. No último mês, a plataforma recebeu mais de 40,2 mil acessos. “Agora, acreditamos que esse número vai subir bastante porque o formato ficou mais fácil. E isto é muito bom para a transparência e o acompanhamento das ações do governo”, completa a Subsecretária de Atos Oficiais da Casa Civil, Raiana do Egito.

Como consultar

Para ajudar na consulta da publicação oficial, a subsecretária explica o que é possível encontrar em cada seção do DODF. Na primeira, segundo ela, são publicados os atos dos três poderes voltado para as normas e leis. “Encontramos nesse espaço as leis sancionadas, os decretos, emendas a Lei Orgânica, decretos legislativos, resoluções e demais atos resultantes do processo legislativo”, enumera.

Também é possível encontrar na seção I, a publicação de tratados, os atos do Tribunal de Contas do Distrito Federal de interesse geral, além dos normativos do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios, excetuando-se os de caráter interno.

Já na seção II, conforme explica Raiana, estão todos os atos relacionados aos servidores civis e militares da Administração Direta e de autarquias e fundações públicas. “Aqui, entram as nomeações e as designações para compor comissões e grupos de trabalho”, exemplifica.

A última parte do DODF é a seção III. “Um espaço dedicado a publicação de extratos de contratos, acordos, editais de licitação, empenho. Comunicados e avisos decorrentes de iniciativas da administração”, explica.

Para utilizar melhor os recursos do novo site do Diário Oficial do DF é importante conhecer qual é a estrutura da publicação. Ela é dividida em três seções, cada uma com uma função específica. Confira abaixo:

Fonte: AGÊNCIA BRASÍLIA

Bibliotecária do TCMSP participa de webinar sobre Catalogação em tempos de pandemia

Na quarta-feira, 2 de junho, o Grupo de Trabalho em Catalogação realizou o webinar sobre “Catalogação em tempos de pandemia: a prática catalogadora sob a perspectiva de diferentes realidades”, no qual o Tribunal de Contas do Município de São Paulo (TCMSP) foi representado pela servidora Denise Mancera Salgado, que é bibliotecária na Biblioteca da Escola de Gestão e Contas Públicas do TCMSP.

Em sua intervenção, Denise Salgado falou sobre os desafios enfrentados durante a migração de um sistema de trabalho realizado presencialmente no Tribunal para um sistema de teletrabalho, mesmo que este trabalho já estivesse sendo realizado totalmente on-line desde 2019. Ainda havia, no entanto, uma questão de infraestrutura de informática a ser resolvido.

Sobre a necessidade de sistematização da grande quantidade de informações sobre a Covid-19, Denise conta: “Catalogação é a organização da informação. Quando a gente tem uma quantidade de informação muito grande, e o usuário final terá um produto muito mais assertivo quanto mais organizada estiver essa informação. Assim percebemos a importância que o bibliotecário tem”.

A conversa girou em torno do dia a dia dos catalogadores durante o período de pandemia, suas principais dificuldades e as soluções encontradas. Também participaram da conversa Raquel Oliveira, Coordenadora Geral do Sistema Municipal de Bibliotecas de São Paulo; Rafaela Araújo, bibliotecária da Universidade Federal do Ceará, e Marcelly Chrisostimo, produtora de conteúdo sobre biblioteca escolar, leitura e meditação de leitura para o site Mocinha da Biblio.

Clique aqui e confira o webinar na íntegra.

FonteEscola de Contas – TCM/SP

STF moderniza pesquisa de jurisprudência e facilita acesso aos usuários

A pesquisa de jurisprudência, um dos serviços mais acessados do site do Supremo Tribunal Federal (STF), foi totalmente reformulada e passa a contar com um novo sistema. A nova ferramenta está disponível no portal do STF em formato que simplifica o acesso e oferece mais recursos para a obtenção de resultados com maior eficácia. A página foi elaborada de modo a ser utilizada também em dispositivos móveis, como celulares e tablets.

A construção da nova pesquisa é uma das quatro etapas de um projeto estratégico mais amplo (“Ferramentas de indexação e pesquisa de jurisprudência”) conduzido em conjunto pelas secretarias de Tecnologia da Informação (STI) e de Documentação (SDO) do STF, com colaboração da empresa Digesto Pesquisa e Banco de Dados S.A., contratada para o desenvolvimento das soluções.

Busca refinada

Para iniciar a busca no novo sistema, basta acessar o item “Pesquisa” no menu “Jurisprudência”, localizado na página principal do site do STF. A pesquisa agrupa os documentos em quatro bases: acórdãos, súmulas, decisões monocráticas e informativos.

Com a redução do número de telas, a visualização dos resultados é mais enxuta, e o usuário pode refinar a busca inicial com facilidade. Na mesma tela, é possível alterar a base pesquisada, acrescentar e retirar filtros e complementar as expressões de busca.

A ferramenta anterior ordenava os resultados apenas por data (dos mais recentes para os mais antigos). Agora, eles também podem ser ordenados de acordo com a sua relevância.

Essa ordenação leva em conta diversos critérios, como o número de vezes em que as palavras buscadas aparecem no documento (quanto maior o número, mais relevante o documento); o local do documento em que as palavras são encontradas (se estiverem no campo “Ementa”, o documento é mais relevante do que outro em que as mesmas palavras são encontradas no campo “Partes”, por exemplo); a data (quanto mais recente, mais relevante); o órgão julgador (acórdãos do Plenário são considerados mais relevantes); o tipo de documento (acórdãos de repercussão geral e súmulas vinculantes são considerados mais relevantes); e, em alguns casos, a proximidade entre as palavras buscadas (quanto mais próximas no texto, mais relevante o documento).

O novo sistema permite, ainda, a pesquisa por sinônimos e apresenta resultados dos termos de busca no singular e no plural, além de possibilitar a aplicação de filtros como ministro, data de publicação, classe processual e unidade da federação.

Após um cadastro simples e uma vez logado no sistema, o usuário pode salvar os resultados da pesquisa em diferentes pastas a serem nomeadas de acordo com o seu interesse, a fim de consultá-las a qualquer momento.

Dicas de pesquisa

Para obter informações mais detalhadas sobre o funcionamento da ferramenta, o usuário conta com as “Dicas de Pesquisa”, que podem ser acessadas no ícone no canto superior direito da página de pesquisa. São explicações leves e concisas, agrupadas em tópicos, que esclarecem as principais funcionalidades da ferramenta, com ênfase nos novos recursos.

Se persistirem dificuldades na utilização do sistema, é possível acionar a equipe de pesquisa de jurisprudência por meio de formulário específico localizado também no canto superior direito da página.

Contribuição do usuário

A nova versão está aberta à colaboração dos usuários, para sugestão de melhorias. Na página, há um formulário de preenchimento rápido em que é possível avaliar a nova ferramenta de pesquisa e apresentar críticas e sugestões, que serão efetivamente levadas em consideração pela equipe responsável. (Acesse aqui o formulário.)

Inteligência artificial

As próximas etapas do projeto estratégico sobre as ferramentas de indexação e pesquisa de jurisprudência preveem a automatização parcial do trabalho de indexação de dados. As atividades de cadastramento da jurisprudência citada nos acórdãos, identificação de acórdãos e decisões monocráticas idênticos ou semelhantes e cadastramento da legislação citada nos acórdãos e decisões monocráticas serão realizadas com o auxílio de inteligência artificial.

Outra novidade para o futuro é a coleta de dados sobre o comportamento dos usuários, que permitirá identificar informações como tipo de pesquisa, conteúdo acessado, documentos selecionados como favoritos, entre outros, a serem utilizados para aperfeiçoar a experiência individual na pesquisa de jurisprudência.

EC//CF

Fonte: AASP

Jurisprudência em Teses e Bibliografias Selecionadas tratam de gratuidade da Justiça

A Secretaria de Jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça (STJ) divulgou a edição 148 de Jurisprudência em Teses, cujo tema é Gratuidade da Justiça I. Entre as teses disponibilizadas, a equipe responsável pelo produto destacou duas.

A primeira dispõe que o direito à gratuidade para pessoa jurídica em regime de liquidação extrajudicial ou de falência depende da demonstração de sua impossibilidade de arcar com os encargos processuais.

A segunda estabelece que o beneficiário da assistência judiciária gratuita tem direito à elaboração de cálculos pela contadoria judicial, independentemente de sua complexidade.

O tema gratuidade da Justiça também foi abordado na nova edição de Bibliografias Selecionadas. Na publicação – sob responsabilidade da Secretaria de Documentação do STJ –, é possível acessar documentos de doutrina, legislação e jurisprudência sobre o assunto, editadas entre 2017 e 2020.

Sobre os prod​​​utos

A ferramenta Jurisprudência em Teses, lançada em maio de 2014, apresenta diversos entendimentos do STJ sobre temas específicos, escolhidos de acordo com sua relevância no âmbito jurídico.

Cada edição reúne teses identificadas pela Secretaria de Jurisprudência após cuidadosa pesquisa nos precedentes do tribunal. Abaixo de cada uma delas, o usuário pode conferir os precedentes mais recentes sobre o tema, selecionados até a data especificada no documento.

Para visualizar a página, clique em Jurisprudência > Jurisprudência em Teses, na barra superior do site.

O periódico Bibliografias Selecionadas é publicado pela Biblioteca Ministro Oscar Saraiva e traz referências de livros, artigos de jornais e revistas, legislação, notícias de portais especializados e outras mídias sobre temas relevantes para o STJ e para a sociedade, muitos deles com texto integral. Cada edição é dedicada a um tema específico.

Acesse a lista de bibliografias já publicadas.

Fonte: STJ

A importância da qualidade da informação jurídica em tempos de pandemia

Texto por Kellen dos Santos Georgetti

Todas as decisões diante da pandemia são baseadas em um conjunto de informações, que, se que tiverem a ausência de qualidade, não irão produzir decisões pertinentes e precisas para os resultados esperados.

Informações precisas e fidedignas são nossos principais subsídios contra o covid-19, ao mesmo tempo estas informações atualizadas sobre a doença deram um impulso decisivo em diversas áreas, gerando repercussões e provocando impactos legais.

Nesse contexto, todas as decisões diante da pandemia são baseadas em um conjunto de informações, que, se que tiverem a ausência de qualidade, não irão produzir decisões pertinentes e precisas para os resultados esperados.

Na área jurídica não é diferente, sua dimensão política, judicial e estratégica resulta em processos decisórios nos escritórios, sendo necessário privilegiar alguns aspectos importantes da qualidade da informação como: assimilar, utilizar e aplicar, para compreender as alternativas de adaptação às mudanças atuais.

Diante dessa nova conjuntura de inseguranças e incertezas causadas pelo covid-19, ocorrem implicações jurídicas que precisam de informações relevantes nas diversas relações sociais e empresariais.

No cenário atual, são inúmeras as repercussões legislativas, judiciais e econômicas pautadas na análise informacional sobre o covid-19. Até o momento os Legislativos estaduais e municipais apresentaram, em conjunto, mais proposições do que a Câmara dos Deputados (com 1.146 propostas) e o Senado (com 304 propostas). (GRAÇA, A.; BRITO, D; LARANJEIRA, A, 2020).1

No âmbito do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), Godinho afirmou que, desde o início da pandemia, 242 processos administrativos envolvendo alguma questão relacionada à propagação da covid-19 foram apresentados ao CNJ.2

As publicações em sites jurídicos também demonstram um vasto volume sobre o assunto, no site Migalhas, ao realizarmos uma busca sobre os termos relacionados à pandemia, temos os seguintes resultados: 891 sobre o Coronavírus e 761 para tema covid-19. (MIGALHAS,2020)3

Nesse contexto, a qualidade da informação atua para identificar o ambiente e delimitar os usuários destas informações, com propósito de possibilitar alternativas razoáveis e possíveis para estabelecer ações especificas.

Temos então, a necessidade de avaliação do produto da informação, considerando-se o conteúdo da mensagem, ou seja, a qualidade está associada à dependência de utilização por usuários particulares em ocasiões particulares

Esta qualidade é ressaltada por Wang e Strong (1996)4 que consideram a qualidade informacional com um termo substituível por qualidade de dados, sendo esta, a característica de dados adequados ao uso. De modo que, qualidade informacional sendo empregada de forma coerente, compreende o território jurídico de uma decisão ou proposta legislativa para formular estratégias de atuação na defesa e auxiliar os clientes a lidarem com as incertezas do cenário atual.

Na Ciência da Informação alguns aspectos devem ser observados para quem detém, busca e compartilha informações. Esta dinâmica também deve ser respeitada para entender a qualidade da informação jurídica.

Estes atributos são destacados por Otelo (2006):5

  • Abrangência

  • Acessibilidade

  • Atualidade

  • Confiabilidade

  • Precisão

  • Objetividade

  • Validade

Tais atributos enfatizam a novidade, valor, redução de tempo, credibilidade e integridade para que os advogados estudem o problema e estabeleçam ações estratégicas, além de contribuir para identificar as soluções mais adequadas a cada caso concreto, com o menor impacto possível aos diversos interesses envolvidos.

Isto porque no dinamismo da conjuntura atual a qualidade das informações é relevante para mitigar riscos e subsidiar os novos desafios jurídicos, pois opõem-se à obsolescência através do valor intrínseco e relevância objetiva, sendo sua função de uso subsidiar os tomadores de decisão.

Desta forma, a qualidade informacional deve ser considerada como um dos principais alicerces para redução de incertezas diante da nova dinâmica do mercado jurídico, à medida que ela contribui para identificar desafios, riscos e outras oportunidades relevantes.

1 GRAÇA, A.; BRITO, D; LARANJEIRA, A. Assembleias e câmaras já apresentaram mais de 2.000 projetos para a crise de COVID-19.

2 CONSULTOR JURÍDICO.CNJ já editou 25 normas para adequar atividade judicial durante epidemia.

3 MIGALHAS. Disponível clicando aqui  Acesso em: 20 maio 2020

4 WANG. R. Y; STRONG, D.M. Beyond accuracy. what data quality means to data consumers. Journal of Management Infration System, Spring 1996, v.12, n4, p.5-34, Spring 1996 Disponível clicando aquiAcesso em: 10 maio 2020

5 OTELO, R. R. Percepção da qualidade da informação. Ciência da Informação., Brasília, v. 35, n. 1, p. 57-62, jan./abr. 2006.Disponível clicando aqui. Acesso em: 9 maio 2020

Fonte: Migalhas

Conselho de Biblioteconomia certifica biblioteca do Museu

Alguns livros que fazem parte do acervo da biblioteca do Museu do Folclore – Foto: Divulgação – Foto: PMSJC

Avelino Israel Fundação Cultural Cassiano Ricardo

A biblioteca do Museu do Folclore de São José dos Campos, denominada ‘Maria Amália Corrêa Giffoni, passou a ser uma das mais de quatro mil bibliotecas certificadas pelo Conselho Regional de Biblioteconomia (CRB) da 8ª região (São Paulo), a partir deste mês. Especializada em folclore e cultura popular, a biblioteca é mantida pelo Centro de Estudos da Cultura Popular (CECP) e Fundação Cultural Cassiano Ricardo (FCCR).

Com a certificação, a biblioteca vê reforçada sua importância para o meio acadêmico local e regional, principalmente como fonte de pesquisa, em razão da sua especialidade e por estar ligada diretamente a um museu da mesma área de atuação. “O fato de a biblioteca do Museu do Folclore estar cadastrada no CRB dá a ela um status mais profissional”, destaca Cíntia Cássia Soares, bibliotecária responsável na unidade.

O registro da biblioteca junto ao CRB também atende a um aspecto legal, de acordo com a sua Comissão de Fiscalização Profissional. O artigo 29 da Lei Federal 9674/98 dispõe que o exercício da função de bibliotecário é privativo de profissionais formados e inscritos no conselho regional da respectiva jurisdição. O CRB da 8ª região integra o Conselho Federal de Biblioteconomia (CFB), que agrega 14 conselhos regionais.

Modernização

A biblioteca também passará por uma modernização do seu acervo, do mobiliário e da sua estrutura de informática, com recursos da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Governo Estadual, por meio do Programa de Ação Cultural (Proac). “Entre outras ações, serão adquiridos novos livros e 93 vídeos de registros de manifestações folclóricas serão editados para posterior divulgação na internet”, explica Cíntia Soares.

O acervo da biblioteca conta, hoje, com mais de dois mil livros especializados, hemeroteca, CDs e discos em vinil de ritmos populares, periódicos e vídeos de manifestações folclóricas da região. Entre seus títulos é possível encontrar todas as 25 edições da Coleção Cadernos de Folclore, publicação conjunta do CECP e Fundação Cultural para divulgação de pesquisas na área da cultura popular.

“O projeto aprovado junto à Secretaria de Cultura ainda prevê a implantação de audioguias (em português, inglês e espanhol) e vídeo narrado em Libras sobra a exposição de longa duração do museu, visando facilitar o atendimento de pessoas com deficiência auditiva e visual”, explica a gestora do museu, Francine Maia.

Museu do Folclore de SJC Av. Olivo Gomes, 100 – Santana (Parque da Cidade) (12) 3924-7318 – www.museudofolclore.org

Fonte: SJC.SP.GOV

Dia da Memória do Poder Judiciário estimula reflexão sobre democracia e cidadania

​​​Em abril, o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) aprovou, em sessão plenária, a instituição do Dia da Memória do Poder Judiciário: 10 de maio passou a integrar o calendário da Justiça para celebrar um patrimônio cultural construído desde o Brasil Colônia e legado para as gerações presentes e futuras. O presidente do CNJ e do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli, foi o relator da proposta que deu origem à Resolução 316/2020. Segundo o ministro, “somos os guardiões de uma história que moldou e construiu nossas instituições judiciárias”.

A sugestão partiu do comitê do Programa Nacional de Gestão Documental e Memória do Poder Judiciário (Proname), que incentiva e apoia ações de preservação e divulgação da herança histórica da Justiça em todo o país. O objetivo é promover a conservação do acervo memorial dos tribunais, bem como homenagear as personalidades que marcaram a história da Justiça brasileira. Existem documentos, processos, objetos e imóveis, bibliotecas e museus que contam, por esse prisma, a história da sociedade e do Estado.

No Superior Tribunal de Justiça (STJ), uma unidade assume o papel de testemunhar a evolução histórico-jurídica do país. A Secretaria de Documentação (SED) faz jus à teoria clássica dos bens culturais, ao manter sob a sua responsabilidade a tríade museu, arquivo e biblioteca. Hoje, a SED é composta por três coordenadorias (Gestão Documental, Memória e Cultura, Biblioteca), voltadas especialmente para a proteção do patrimônio cultural da corte.

Por que 10 de maio?

A data faz referência ao alvará de 10 de maio de 1808, por meio do qual Dom João VI criou a Casa da Suplicação do Brasil. A iniciativa foi implementada dois meses após a família real se estabelecer no Rio de Janeiro, onde chegou em 7 de março daquele ano, após uma temporada em Salvador, fugindo da ameaça de invasão pelas tropas de Napoleão Bonaparte em Portugal.

A medida marca a independência da Justiça brasileira em relação à portuguesa. Com a criação da Casa da Suplicação do Brasil, os recursos de apelações e agravos passaram a ser julgados no Rio de Janeiro, e não mais em Lisboa. O alvará de D. João VI determinava que “a Relação desta cidade se denominará Casa da Suplicação do Brasil e será considerada como Superior Tribunal de Justiça para se findarem ali todos os pleitos em última instância”. Neste ano de 2020, nossa Justiça comemora 212 anos.

Pensando nisso, o CNJ preparou duas sessões especiais – a primeira foi conduzida na última quinta-feira (7), na sede do STF, e a outra será realizada na terça (12), no próprio conselho. Além disso, o CNJ criou um selo comemorativo e disponibilizou em seu site informações sobre a data, inclusive com matérias produzidas por outros órgãos da Justiça, que poderão participar pelo Portal de Comunicação Integrada do Poder Judiciário.

Gestão documental

O coordenador de Gestão Documental do STJ, Julio Cesar Souza, afirma que parte da memória institucional se encontra registrada em documentos de arquivo, pela capacidade que eles possuem de registrar os fatos, preservar e estender no tempo suas evidências. “São testemunhos importantes da evolução da instituição e de suas relações com a sociedade, e constituem importante fonte de pesquisa.”

Para atender ao pesquisador, não basta à instituição guardar documentos. Segundo o coordenador, eles precisam ser tratados, organizados e estar disponíveis. Nesse aspecto, a gestão documental é fundamental. Só ela, com a aplicação de técnicas e instrumentos específicos, pode garantir que documentos de valor histórico sejam separados daqueles sujeitos à eliminação.

Arquivo virtual

Um exemplo da importância desse tratamento ar​quivístico para a preservação da memória institucional é o Arquivo.Cidadão. Nesse ambiente virtual, estão disponíveis para consulta vários conjuntos documentais acumulados pelo STJ. São documentos recolhidos para a posteridade em razão do valor que possuem como prova ou fonte de informação para o tribunal e a sociedade.

Imagem aérea das obras da sede do STJ, projetada por Oscar Niemeyer e inaugurada em 22 de junho de 1995. O complexo de 140 mil metros quadrados comporta a circulação de 6 mil pessoas por dia.

​​Em 2019, mais de 49 mil pessoas visitaram o acervo virtual e puderam ter acesso a documentos como as fotos da construção da sede do tribunal ou processos que definiram entendimentos jurídicos sobre temas relevantes. São registros da evolução da corte e da sociedade, preservados a serviço da memória do país.
Na página do Arquivo.Cidadão, o usuário tem acesso ao boletim MomentoArquivo, que a cada mês relata um caso de repercussão julgado ao longo dos 30 anos de história do tribunal.

O portal do STJ também traz informações sobre o processo de sua criação na Constituinte de 1988, os antecedentes históricos e as transformações posteriores, até a era do processo eletrônico.

Museu

A memória do STJ tem um lugar cativo na sede do tribunal. Logo na entrada do Museu, o visitante se depara com vestes talares e um habeas corpus escrito em papel higiênico – lembrando que a Justiça é para todos.

Há um vídeo explicativo sobre o tribunal, móveis históricos e a galeria com a primeira composição da corte, proveniente do Tribunal Federal de Recursos (TFR) – cujos magistrados, servidores e recursos materiais foram incorporados ao STJ na instalação do novo tribunal, em 1989.

O Museu tem uma sala onde a história do extinto TFR se confunde com os primeiros passos do STJ. Os 42 anos da instituição que deu origem ao STJ são contados nessa exposição permanente do acervo do extinto tribunal.

Criado pela Constituição de 1946 e instalado em 1947 como segunda instância da Justiça Federal, o TFR é relembrado nessa mostra, que tem a finalidade de aproximar o Judiciário do cidadão, revelando a formação da cultura jurídica do país, com suas ideias e seus personagens.

A exposição permite uma viagem aos tempos em que a Justiça funcionava com procedimentos artesanais. Um exemplo dessa realidade tão distante do processo eletrônico é a mesa de madeira com estrutura em ferro na qual os volumes dos processos em papel eram remontados. Utilizada até 1992, a mobília traz as marcas das perfurações deixadas pela furadeira que abria caminho para os barbantes na costura feita com a ajuda de uma sovela – um tipo de agulha grossa.

O Museu do STJ, que também resgata a memória do extinto TFR, reúne móveis históricos, instrumentos de trabalho, processos, documentos diversos, vestimentas, fotos, condecorações e outras peças.

​Também compõe a mostra a mesa da sala de julgamentos da primeira sede do TFR. A exposição reúne, ainda, processos, documentos, vestimentas e fotografias que retratam como era a atividade judiciária do tribunal ancestral do STJ.
Patrimônio de todos

Para o chefe da Seção de Memória e Difusão Cultural do STJ, Evanildo Carvalho, “a memória é o principal ingrediente das construções identitárias, pois cria e fortalece nos indivíduos as ideias de pertencimento e, a partir disso, fundamenta os laços de reconhecimento e solidariedade no interior de uma comunidade, o que resulta na coesão social”. Segundo ele, reconhecer e trabalhar a memória como um valor “é o que alicerça e assegura a identidade da organização, sua conformação no espaço social”.

O espaço destinado à memória da instituição oferece ao público uma galeria de arte contemporânea, cujas exposições temporárias integram um calendário anual.

O tribunal mantém diversos programas educativos que promovem visitas de estudantes de todos os níveis e grupos de idosos ao museu e outras dependências.

O Museu do STJ fica disponível para visitação de segunda a sexta-feira, das 9h às 19h. No momento, porém, em virtude da pandemia da Covid-19, a sede do STJ está fechada para o público.

O acervo do Museu do STJ pode ser conhecido também pela internet.

STJ 30 anos

Entre dezembro de 2018 e abril de 2019, o site do STJ publicou a série de reportagens 30 anos, 30 histórias​, em comemoração aos 30 anos de instalação do tribunal. Criada com a promulgação da Constituição, em 5 de outubro de 1988, a nova corte foi oficialmente instalada em 7 de abril de 1989.

A iniciativa da Secretaria de Comunicação Social teve o objetivo de resgatar a memória de três décadas de prestação jurisdicional por meio de 30 personagens que, de alguma forma, tiveram suas vidas afetadas pelos julgamentos ou contribuíram, muitas vezes de forma anônima, para a construção dessa história.

A série de reportagens deu origem a uma exposição multimídia, aberta em 2 de outubro de 2019 na sede do tribunal, e também a uma edição especial da revista digital Panorama STJ.

Biblioteca digital

Com quase 130 mil documentos, a Biblioteca Digital Jurídica (BDJur) é um dos maiores acervos digitais jurídicos da América Latina. Atualmente, usuários do Brasil e do exterior acessam a plataforma para visualizar – e baixar – itens como livros, artigos jurídicos, palestras, bibliografias, conteúdos doutrinários, obras de arte, textos da Escola Nacional de Formação e Aperfeiçoamento de Magistrados (Enfam) e do extinto Tribunal Federal de Recursos (TFR), além de documentos produzidos pelo próprio STJ.

Criada em 2005, a BDJur foi a primeira biblioteca digital do Poder Judiciário inscrita sobre uma plataforma livre, permitindo acesso direto ao seu conteúdo por meio de ferramentas de busca. O repositório de material jurídico e administrativo é mantido pelo STJ. Além disso, estão disponíveis obras raras, artigos e palestras em vídeo de juristas renomados, trabalhos acadêmicos (de autoria dos ministros e servidores) e mais de 130 títulos de revistas jurídicas das principais editoras do país.

Fonte: STJ

O acesso à informação nos tempos da pandemia

Texto por Jéssica Melissa Poquini

Trabalhar remotamente traz uma série de desafios que vão além da abrupta mudança de cultura que as empresas, instituições públicas e até Poder Judiciário enfrentam.

“Pode ser difícil encontrar agulha no palheiro. Mas não descalço.” – Millôr Fernandes.

Vivemos um contexto que mudará paradigmas em diversos setores mundiais. A pandemia da Covid-19 trouxe reflexos e vivências que muitas empresas, de vários ramos da economia não estavam preparadas. Impactou diretamente a atividade econômica, obrigando-as a adotar o trabalho remoto, a fim de reduzir a disseminação do vírus e zelar pela saúde dos colaboradores.

Trabalhar remotamente traz uma série de desafios que vão além da abrupta mudança de cultura que as empresas, instituições públicas e até Poder Judiciário enfrentam.

Para bibliotecas, arquivos jurídicos e demais unidades de informação, a mudança traz também oportunidade de reflexões acerca dos processos cotidianos para os bibliotecários e, principalmente, para os usuários, foco do presente texto.

Nas bibliotecas virtuais, na maioria das vezes o acesso a diversos títulos é limitado, seja pela falta da publicação em formato eletrônico (algumas editoras não disponibilizam seus títulos em formato digital), seja por serem exigidos direitos autorais, ou, ainda, pela ausência de um bibliotecário.

Encontrar soluções alternativas é essencial para atender a demanda do usuário. Para tanto, o profissional deve ter conhecimento de diversas fontes confiáveis para poder apresenta-las como alternativa: periódicos especializados, rede de contato para solicitar apoio e uma boa seleção de títulos eletrônicos para suprir demandas importantes. A digitalização do acervo bibliográfico é fundamental. Mesmo que o documento digitalizado não substitua o original, permitirá o acesso à distância e a correta identificação da fonte.

Adicionalmente, torna-se ainda mais importante a organização eficiente do sistema de gerenciamento de documentos. Sem isso, procurar as informações é como procurar uma agulha no palheiro. Documentos digitalizados e organizados com padrões estabelecidos dão autonomia para o usuário localizar a informação. Para facilitar a localização dos documentos eletrônicos no sistema, devem ser observados, em especial, os seguintes aspectos:

  • Todos os documentos devem ser salvos com a nomenclatura padrão do escritório. Deve ser estabelecida uma política de padronização ou, em sua ausência, é importante estabelecer padrões mínimos a serem seguidos por todos, com ampla divulgação, por cartilhas ou treinamentos internos.

  • Muitos documentos em formato de imagem não possuem a ferramenta de OCR (reconhecimento de texto) o que impede a recuperação por pesquisa textual (por conteúdo). Por isso, esses devem ser arquivados com uma descrição mínima feita pelo usuário.

  • Os sistemas de gerenciamento de acervo possuem diversos campos e conectores para buscas que, combinados, podem “refinar” e “filtrar” resultados mais precisos. Neste ponto, o acesso a manuais de pesquisa é de grande valia;

  • Todos os documentos devem ser salvos na rede e não na área de trabalho.

Assim como os livros possuem sua padronização de localização, os documentos eletrônicos também devem seguir normas de registro e arquivamento. É preciso um trabalho interdisciplinar em conjunto com os diversos setores do escritório ou da empresa, para a maximização dos resultados: os profissionais de tecnologia da informação, para adotar ferramentas capazes de fazer reconhecimento de texto; os colaboradores comprometidos em seguir à risca a política de padronização imposta e profissionais do arquivo e/ou biblioteca, para orientar e implementar os padrões.

Com todos os colaboradores envolvidos e dedicados no processo de gerenciamento do acervo, quem sabe a informação deixe de ser uma agulha no palheiro.

______________

*Jéssica Melissa Poquini é bibliotecária na Dias de Souza Advogados Associados. Bacharel em Biblioteconomia e Ciência da Informação pela FESPSP e pós-graduada em Gestão de Projetos Culturais pela USP.

Fonte: Migalhas

Bibliotecas dos TRTS lançam plataforma sobre a Covid-19 e seus reflexos no direito do trabalho

Foto: Freepik

A Biblioteca Ministro Carvalho Júnior do Tribunal Regional do Trabalho da 1ª Região (TRT/RJ), em conjunto com as demais bibliotecas dos TRTs, lançaram, nesta segunda-feira (4/5), a plataforma “COVID –19 e os reflexos no Direito do Trabalho“.

A iniciativa foi a de gerar uma base de dados colaborativa com a curadoria dos bibliotecários da Justiça do Trabalho. A reunião de informações confiáveis e atualizadas sobre os aspectos da pandemia da covid-19 relacionados ao Direito do Trabalho pode auxiliar na pesquisa e ser útil diretamente para magistrados, servidores e profissionais da área do Direito, que mais do que nunca precisam se manter alinhados às mudanças que estão ocorrendo no contexto jurídico.

Na plataforma, que é de acesso livre, irão constar de forma compilada, em um único documento (planilha), legislação, artigos, podcasts, e-books, webinar, lives, infográficos e demais conteúdos em que especialistas se debruçam sobre os impactos da pandemia nas relações de trabalho e no Direito Processual do Trabalho. Não serão incluídas notícias sobre decisões e jurisprudência.

Os conteúdos de acesso livre e restrito estão sinalizados. No caso de material restrito, o usuário pode entrar em contato com a biblioteca responsável, se for do seu interesse. “Com essa iniciativa, as bibliotecas dos TRTs pretendem dar sua contribuição não somente para o meio jurídico, mas para a sociedade em geral”, observa Lúcia Otero de Carvalho, gestora da Coordenadoria de Gestão de Acervos Bibliográficos (CBIB) do TRT/RJ.

Fonte: GIDJRJ

Bibliotecas em memoriais entrevista: Barbara Lison

Eu entrevistei a Bárbara Lison!

A Bárbara é a presidente eleita da International Federation of Library Associations and Institutions (Ifla).

Eu fiz algumas questões para ela a respeito do trabalho como bibliotecária, a dedicação com associações, advocacy e a importância do trabalho coletivo para a Biblioteconomia.

E aí, o que você achou? Comenta, curte, compartilha e vem fazer parte dessa rede!

[Não esqueça de ativar a legenda!] [legenda colaborativa] [tradução livre] [ENGLISH]

I interviewed Barbara Lison!

Barbara is currently President Elect of The International Federation of Library Associations and Institutions (Ifla).

I asked her some questions about her work as a librarian, her dedication to associations, advocacy and the importance of collective work for librarianship.

So, what did you think?

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[DEUTSCH]

Ich habe Barbara Lison interviewt!

Barbara ist heute die gewählte Präsidentin der International Federation of Library Associations and Institutions (Ifla).

Ich stellte ihr einige Fragen über ihre Arbeit als Bibliothekarin, ihr Engagement in Vereinigungen, ihre Interessenvertretung und die Bedeutung der kollektiven Arbeit für das Bibliothekswesen.

Also, was haben Sie davon gehalten?

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Autoria: Patricia Oliveira

Captação e edição: Lucas Celestino

Email: memorial.libraries@gmail.com

Insta: @bibliotecasmemoriais

Blog: https://bibliotecasemmemoriais.wordpr

Twitter: @memorial_libraries

Linkedin: https://www.linkedin.com/in/frauo/

Fontes: Seefeldt, Jürgen. Syré, Ludger. Portals to the past and to the future: libraries in Germany.

SOUSA, Sandra Zákia Lian; PRIETO, Rosângela Gavioli. A educação especial. In: OLIVEIRA, Romualdo Portela de; ADRIÃO, Theresa (org.). Organização do ensino no Brasil: níveis e modalidades na Constituição Federal e na LDB. 2. ed. rev. e ampl. São Paulo: Xamã, 2007.

Links de interesse:

Declaração de Candidatura ao Presidente Eleito da IFLA 2019-2021. Atuará como Presidenta no mandato 2021-2023 (Statement of Candidacy for IFLA President-elect 2019-2021. To serve as President 2021-2023) ( Erklärung zur Kandidatur für das Amt des gewählten Präsidenten der IFLA 2019-2021: Barbara Lison (Deutschland) Als Präsidentin zu dienen 2021-2023). https://www.ifla.org/node/91982

Bibliothek & Information Deutschland (BID) e.V. : https://www.bideutschland.de/

International Federation of Library Associations and Institutions (IFLA): https://www.ifla.org/

Musica tema: Carefree by Kevin MacLeod

Link: https://incompetech.filmmusic.io/song

License: http://creativecommons.org/licenses/b

Fonte: Bibliotecas em memoriais

El papel de las bibliotecas de ciencias de la salud en medio de la crisis sanitaria COVID-19

Hoy la Biblioteca del Hospital universitario de Fuenlabrada ha tenido la oportunidad de participar, junto a otras bibliotecas de toda España (bibliotecas hospitalarias, colegiales, virtuales centrales) en una charla convocada por Ebsco Information Services (proveedor, en nuestro caso, de recursos como CINAHL, Enfermería al Día, IMAIOS, varias revistas…). Las principales conclusiones se podrían resumir en la necesidad de reaccionar ante los nuevos retos con soluciones que hasta ahora se habían ido retrasando, aunque estaban ahí en muchas ocasiones:

  • teletrabajo como opción cierta y eficiente

  • formación online a nuestros usuarios

  • aumentar la cooperación (como ha demostrado el éxito de la iniciativa #AyudaBiblioteca), superando barreras territoriales/administrativas

  • incrementar nuestro papel como filtro en la selección de recursos de información de calidad

  • reestructuración y readaptación de los espacios físicos

  • abrirnos a nuevos horizontes (lucha contra los bulos, atender a las demandas de información sanitaria por la población general…)

  • desarrollo del OpenAccess, imparable después de cómo se ha visto que ha facilitado el avance de las investigaciones sobre la COVID19

  • nuevos modelos de publicación y de la cadena de revisión y validación por pares ¿repositorios y técnicos sanitarios como alternativa?

  • Se puede ver ya el vídeo completo, aviso, es largo 🙂

Fonte: Biblioteca HFLR

Introdução ao projeto “Bibliotecas em memoriais”

Olá! esse é o primeiro vídeo do canal Bibliotecas em Memoriais.

Esse canal é uma das redes sociais do projeto “Bibliotecas em lugares de memória e o trabalho da AGGB: avanços, desafios e propostas para bibliotecas e centros de documentação no Brasil”, hospedado pela Biblioteca do Zentrum für Antisemitismusforschung (ZFA) da Universidade Técnica de Berlim, e financiado pela Fundação Alexander von Humboldt (AvH).

Nesse vídeo eu te conto um pouco do que eu estou produzindo aqui em Berlim, e também como eu pretendo ter…mais gente nessa rede!

Se você se interessou pela minha proposta e quer saber dos próximos passos, me segue aqui e nas demais redes sociais do projeto. Até mais!

Email: memorial.libraries@gmail.com

Blog: https://bibliotecasemmemoriais.wordpr…

Twitter: @memorial_libraries

Linkedin: https://www.linkedin.com/in/frauo/

Fonte: Bibliotecas em Memoriais

 

Tesouro da Biblioteca do mosteiro de Santa Escolástica digitalizado

Manuscrito da Divina Comédia

Mais de duzentos incunábulos, os livros impressos com tipos ou carácteres móveis das prensas mecânicas, da Biblioteca de Santa Escolástica em Subiaco, serão digitalizados. As obras são dos séculos XV e XVI

Texto por Vatican News

Os incunábulos, livros impressos com tipos ou caracteres móveis das prensas mecânicas, da Biblioteca de Santa Escolástica em Subiaco, serão digitalizados. Parte da catalogação dos 206 incunábulos, impressos entre a metade do século XV e o ano de 1500, pertenciam aos monges beneditinos de Subiaco. O projeto é coordenado e dirigido pela Biblioteca Nacional Central de Roma, em colaboração com o Consórcio Europeu de Bibliotecas e o Mosteiro Beneditino e será financiado pela Fundação Polonsky.

A iniciativa, organizada em módulos, concentra-se em pequenas coleções públicas, privadas e eclesiásticas, espalhadas pelo território italiano que conservam acervos de extraordinária preciosidade e raridade e requerem particular atenção para sua tutela, conservação e utilização.

Onze bibliotecas de mosteiros no projeto

Além do Mosteiro de Santa Escolástica a fase inicial do projeto contará com a participação das abadias de Santa Justina, Praglia, Montecassino, Farfa, S. Nilo em Grottaferrata, Casamari, a Certosa de Trisulti, a Abadia de Cava dei Tirreni e o Oratório dei Gerolamini de Nápoles. São as 11 bibliotecas anexadas aos monumentos nacionais que foram retidas no final do século XIX pelo Estado Italiano depois da lei de confisco e que agora pertencem ao Ministério dos Bens Culturais e Turismo.

Leitura obrigatória para os monges

No site do Mosteiro de Santa Escolástica, lê-se que desde a redação da “Regra” de São Bento, foi imposto aos monges “a leitura tanto privada quanto comunitária, principalmente em particulares momentos do ano litúrgico. Portanto era necessário um lugar para conservá-los, mas em Santa Escolásticas não ficou nenhum sinal desta prática”. No final de 1100, o abade João V, amante da cultura, criou um “Scriptorium” na estrutura, para o qual chamou miniaturistas de grande fama de mosteiros italianos e estrangeiros.

Entre as várias comissões recorda-se a do “Sacramentarium Sublacense”, hoje conservado junto da Biblioteca Vallicelliana de Roma. No final de 1300 a biblioteca de Santa Escolástica contava com 10 mil livros, muitos dos quais foram perdidos com o passar dos séculos. Em 1465 sob iniciativa de dois clérigos o Mosteiro tornou-se sede da primeira tipografia italiana e aqui em 29 de outubro foi impresso o primeiro livro italiano no chamado “estilo Subiaco”.

No século XIX os livros foram confiscados pelo Estado Italiano e, como outros bens do mosteiro, colocados em leilão. Depois Santa Escolástica tornou-se um Monumento nacional. Hoje é Biblioteca Estatal e conta com 100 mil livros, 3780 pergaminhos, 15 mil documentos do ano de 1500 em diante, 440 códigos manuscritos e mais de 200 incunábulos, dos quais apenas 3 impressos em Subiaco.

Os promotores da iniciativa

Quem são os promotores do projeto? O Consortium of European Research Libraries, é uma entidade de pesquisa para a criação de instrumentos para o estudo de livros antigos impressos e manuscritos, enquanto que a Fundação Polonski dedica-se em investir em programas filantrópicos com objetivos de conservação, valorização e livre utilização das heranças históricas e dos patrimônios culturais e ao democrático acesso ao conhecimento e ao saber. O projeto de digitalização dos incunábulos das bibliotecas monásticas na Itália foi encaminhado em 2018.

Fonte: Vatican News

Biblioteca do Senado atualiza guia de fontes primárias sobre novo coronavírus

Bases de dados incluem provedores privados de informação científica
Pedro França/Agência Senado
Fonte: Agência Senado

A Biblioteca do Senado atualizou o guia de fontes primárias de informação sobre o coronavírus com novas bases nacionais e internacionais de conteúdo científico e acadêmico, num total de 19 novos itens. Entre as mais recentes fontes de pesquisa incluídas no guia estão os sites da Associação Médica Brasileira, da National Library of Medicine (EUA) e da plataforma Especialistas e Pesquisas-Coronavírus, desenvolvidas especialmente para tratar do tema pelo Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia. Segundo o bibliotecário Osmar Arouck, do Serviço de Pesquisa Parlamentar (Sepesp), o documento,  disponível aqui,  já teve mais de 2.400 visualizações.  

Osmar relatou que, em consequência da pandemia, muitos provedores privados de informação científica abriram o acesso de suas bases, o que permitiu tornar público esse conteúdo e incluí-lo no material desenvolvido pela Biblioteca do Senado. Ele ressalta que o Sepesp tem mantido uma rotina diária de identificação de fontes confiáveis de informação sobre a covid-19 focada em duas linhas principais: informações sobre a doença e ações para o enfrentamento da pandemia. Esse trabalho, informou o servidor, tem a função de conservar o caráter de atualidade e integridade que a própria demanda desse tipo de informação exige.

A nossa Biblioteca está atuando na busca, sistematização e disseminação de informação de qualidade para que as decisões tomadas no Senado sejam realizadas com base em conhecimento seguro e atual. Deste modo, nos sentimos associados às ações que beneficiam a população brasileira e podemos oferecer à nação um serviço público de qualidade — disse Osmar.

A coordenadora da Biblioteca, Patrícia Coelho, reforça a necessidade da atualização do guia e diz que a ideia é incluir outros conteúdos sempre que uma nova base de pesquisa estiver disponível.

A importância dessa atualização é colocar à disposição dos parlamentares e do público em geral novas fontes de informação confiáveis — informou a coordenadora.

Patrícia afirmou ainda que a Biblioteca está à disposição para realizar pesquisas bibliográficas sobre o novo coronavírus e outros assuntos. O atendimento está sendo feito pelo e-mail biblioteca@senado.leg.br.

O guia de informações primárias e outros documentos de interesse amplo estão disponíveis na Biblioteca Digital do Senado Federal.

Fonte: Agência Senado

Consórcio BDJur oferece novos conteúdos

​O Consórcio BDJur – rede de bibliotecas digitais jurídicas – teve o seu acervo ampliado, com a disponibilização de conteúdos da Biblioteca Digital do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Agora, ao pesquisar no Consórcio BDJur, é possível ter acesso a artigos, periódicos, trabalhos acadêmicos, livros e outras publicações disponíveis na Biblioteca Digital do TSE – como a obra “Evolução do sistema eleitoral brasileiro”, de Manoel Rodrigues Ferreira, publicada pelo TSE em 2005.

Gerenciado pela Biblioteca Ministro Oscar Saraiva, do STJ, o Consórcio BDJur passa a reunir acervos digitais de dez importantes repositórios jurídicos, das seguintes instituições: STJ, CJF, TSE, Senado Federal, Câmara dos Deputados, Tribunal Regional Federal da 2ª Região, Tribunal Regional do Trabalho da 1ª Região, Tribunal Regional do Trabalho da 3ª Região, Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios e Tribunal de Justiça do Ceará.

Atualmente, são mais de 120 mil documentos, número que cresce a cada dia. O consórcio oferece a possibilidade de realização de buscas simultâneas em todos os acervos digitais integrados ao sistema, o que permite encontrar as informações desejadas com mais agilidade.

Acesse o Consórcio BDJur a partir do Acesso Rápido, na parte inferior da homepage do site do STJ, no item Biblioteca. Ou vá diretamente clicando aqui.

Mais informações podem ser obtidas no telefone (61) 3319-9880.

Fonte: STJ

Biblioteca do Senado abre ao público bases de estudos sobre o novo coronavírus

 

— Com essa iniciativa, a Biblioteca do Senado permite que se tenha acesso a essas informações mais rapidamente — ressaltou ela.

Daliane destacou que isso é importante em um contexto de proliferação de fake news, no qual é comum haver dúvidas no momento de identificar quais informações são confiáveis e seguras. Ela acrescentou que a lista oferecida será atualizada sempre que uma nova base estiver disponível.

Coordenadora da Biblioteca do Senado, Patricia Coelho relata que a ideia surgiu a partir dos vários pedidos de pesquisa sobre o novo coronavírus. Patricia observou que, apesar de haver muitos sites e sistemas de monitoramento da doença, as pessoas encontram dificuldades para encontrá-los.

— Nós procuramos agrupar as fontes que estão dispersas. Mas essa não é uma lista exaustiva, pois a cada dia surgem novas fontes. E há muita informação que não é confiável. Nós reunimos fontes do Brasil e de outros países, além de artigos científicos, em bases de dados confiáveis. São fontes primárias, originais — explicou.

De acordo com Patricia, a Biblioteca do Senado está à disposição para realizar outras pesquisas bibliográficas sobre o novo coronavírus. O atendimento é feito pelo e-mail .

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

No Dia Nacional da Biblioteca, recebemos o compartilhamento de um acervo digital com mais de 4 mil obras

CARD_acervo digital e biblioteca ESA

Em um espaço preenchido pelo silêncio, também se percebe os traços de esforço e dedicação que lotam as prateleiras e acompanham as horas de estudos e pesquisas da advocacia, eis a biblioteca da Escola Superior de Advocacia da OAB/RS (ESA/RS), situada no espaço do OAB/RS Cubo (Rua Manoelito de Ornellas, 55 – Porto Alegre/RS). Nesta quinta-feira (09), se comemora o Dia Nacional da Biblioteca. Segundo o Decreto nº 84.631 de 1980, se instituiu no país a Semana nacional do Livro e da Biblioteca, bem como o Dia do Bibliotecário. Por este motivo, o dia 9 de abril é conhecido como o Dia da Biblioteca.

Sendo constantemente atualizada, a biblioteca da ESA/RS conta, atualmente, com um acervo com mais de 10 mil títulos. Através de seu projeto ESA Cultural, a Escola também promove o lançamento de livros escritos pela advocacia gaúcha. O evento de lançamento costuma ser marcado por um debate sobre uma obra e uma sessão de autógrafo com seu autor.

“O aperfeiçoamento contínuo é essencial em nossa profissão, o dia a dia de advogadas e advogados depende de muito conhecimento e embasamento em suas referências para atendermos nossos clientes. Requer atenção e muito comprometimento”, afirma o presidente da OAB/RS, Ricardo Breier.

Breier ainda destaca a atenção da Ordem gaúcha com a qualificação e atualização da advocacia: “Através de nossa Escola Superior de Advocacia, promovemos cursos de aperfeiçoamento, idiomas e especializações, com temas atualizados e profissionais renomados, e com nossa biblioteca não poderia ser diferente. A OAB/RS está sempre de portas abertas à advocacia e à cidadania, e acreditamos que proporcionar ferramentas ao estudo é uma forma de dispor de recursos para aprimorar e auxiliar o trabalho do advogado em seu cotidiano”, assevera.

“Desde pequena sou uma amante dos livros, quando me perguntavam o que eu queria de presente, pedia livros”, conta a diretora-geral da ESA/RS, Rosângela Herzer dos Santos.

Rosângela ressalta que a biblioteca da ESA/RS está localizada em um lugar muito destacado e harmonioso, um grande convite a colegas advogados e advogadas para fazerem uso dela. “Nosso acervo contém mais de 10 mil obras, e sempre estamos em busca de deixá-la o mais atualizada possível. Para mim, é uma satisfação termos este espaço, contribuindo, através de nossa biblioteca, com o desenvolvimento intelectual e proliferação do conhecimento. Além disso, a nossa biblioteca também tem a função de preservar a nossa cultura, contando a relevância da advocacia”.

Leitor assíduo e colecionador de obras de grandes autores em diversas áreas, o vice-diretor da ESA/RS, Darci Guimarães Ribeiro, ressalta que a data é uma de suas preferidas e brinca que costuma dizer que nas bibliotecas, ou ao menos na sua biblioteca, costumam residir seus professores e amigos mudos: “Dentro de uma biblioteca, há a capacidade de nos fazer rir, chorar, viajar, aprender, tudo isso sem sair de casa ou do escritório. Por isso, essa data é importante, para que possamos refletir que hoje só somos, e chegamos a este estágio civilizatório, graças aos livros. Monteiro Lobato dizia que “um país se faz com homens e livros”, acredito muito na força do livro, a única capaz, para mim, de transformar uma realidade, uma biblioteca é tudo o que uma pessoa precisa para ser feliz”.

Usuário frequente na biblioteca, o advogado Eduardo Waschburger, conta um pouco da experiência com o espaço, que começou antes mesmo de estar no OAB/RS Cubo: “Frequento a biblioteca há muitos anos, desde antes de ser no prédio no Cubo, quando eu ainda era estagiário de Direito. Sempre fui muito bem atendido e assessorado para localizar os materiais que precisava, e aqui também agradeço a ajuda que na época recebia, através do atendimento bibliotecário da Bernadete Moro. Atualmente, costumo ir à biblioteca pelo menos duas vezes ao mês, buscando materiais sobre Direito civil, família e sucessões e processo civil”.

A advogada Luciana de Souza Mazur, ressalta sua satisfação com a variedade e atualização das obras, além do bom atendimento que sempre recebeu: “Frequento a biblioteca desde quando ficava no endereço da Av. Andradas, enquanto era estagiária. Sempre fui muito bem atendida, também se precisava encontrar alguma matéria especial, sempre me alcançaram o livro mais atualizado possível sobre o tema, e isso é algo que gosto muito na biblioteca, a variedade de livros. Atuo mais com Direito civil e de família, mas quando surge a necessidade de atualização sobre outras áreas, é o primeiro lugar ao qual recorro. Realmente, costumo recomendar a biblioteca da ESA/RS aos colegas”.

Vice-diretor da ESA/RS compartilha acervo digital com a biblioteca

O vice-diretor da ESA/RS Darci Guimarães Ribeiro, ao longo de anos, através de incontáveis pesquisas, acumulou um acervo digital com mais de 4 mil obras, em áreas como Direito, Filosofia e Sociologia. Aproveitando a data comemorativa, Darci compartilhou todo o seu acervo com a biblioteca da ESA/RS, estando, a partir de hoje, disponível para a leitura da advocacia clicando aqui.

A diretora-geral da ESA/RS, Rosângela Herzer dos Santos, destaca e agradece em nome de toda a diretoria da Escola: “O acervo que recebemos do diretor e professor Darci vem para abrilhantar ainda mais a nossa biblioteca, que passa a contar com ainda mais obras de grande significância, e está a disposição de todos que queiram fazer uso dela”.

“Alimento esse acervo há cerca de 20 anos, tenho por hábito, à noite e nos finais de semana, ir atrás de obras que me interessam. Sempre que estou lendo uma obra, e ela me indica outra obra, seja de Direito, Literatura ou Filosofia, vou atrás até encontrá-la. As bibliotecas, hoje, disponibilizam quase tudo o que possamos imaginar”, conta o vice-diretor.

Darci afirma que seria difícil destacar, em seu acervo, o título de obras principais, e ressalta: “Tenho obras como a dos fundamentos do cristianismo, feitas por um autor chamado Filón de Alejandría, que condensam cinco volumes. No acervo, também  obras clássicas como de Direito administrativo, escrita por Sabino Cassese, que são dois volumes de 5 mil páginas, cada volume. Sobre Direito inglês, por exemplo, existem as obras completas do Edward Coke e do autor William Blackstone. Sobre Direito romano,  o Corpus Iuris Civilis, umas das edições melhores de 1889 espanhola, que é uma obra maravilhosa. Várias obras de Filosofia e Filosofia jurídica, escritas por autores como Cícero, Adam Smith, David Hume, Friedrich Nietzsche, Edmund Husserl, e vários outros autores. Seria muito difícil destacar uma única obra, depende da necessidade que a pessoa possui no determinado momento, então se torna a obra mais importante”.

Texto: Niége Moreira
Arte: Carlos Piveta
Assessoria de Comunicação OAB/RS
(51) 3287.1867/1821

Fonte: OAB/RS

Biblioteca Blanche Knopf, no Recife, amplia digitalização de seu raro acervo de humanidades

Texto por Emannuel Bento

Biblioteca no Edifício Dirceu Pessoa, em Apipucos, após reforma e ampliação. (Foto: Fundaj/Divulgação)

No porão de um chalé centenário na Avenida Rui Barbosa, um pequeno acervo levantado pelo historiador José Antônio Gonsalves de Mello, diretor do Instituto Joaquim Nabuco de Pesquisas Sociais (primeiro nome da Fundação Joaquim Nabuco), dava início a uma das coleções de ciências sociais e humanidades mais ricas do Brasil. A Biblioteca Blanche Knopf, com 65 anos de história e atualmente localizada no campus Apipucos da Fundaj, na Zona Norte do Recife, conta com mais de 130 mil volumes, entre livros, obras raras, fascículos e periódicos. Recentemente, a instituição tem se preparado para intensificar o processo de digitalização dessa coleção, com o objetivo de democratizar e preservar ainda o patrimônio. Parte das obras ser acessadas pode ser acessada pelo link fundaj.gov.br/index.php/biblioteca.

Entre os destaques da Blanche Knopf, é possível encontrar o acervo da revista A Pilhéria, sobre o comportamento recifense na década de 1920, e os álbuns Artístico commercial e industrial do estado de Pernambuco (1925), de Manuel Rodrigues Folgueira, ou Pernambuco e seus arrabaldes (1951), de Gilberto Ferrez. Os visitantes ainda podem conhecer quatro mil cordéis e 340 títulos de histórias em quadrinhos.

Até que um volume considerável seja digitalizado, existe um processo árduo de trabalho realizado por profissionais especializados, além do suporte dos bibliotecários. Hoje, 9 de abril, quando é comemorado o Dia da Biblioteca, vale conhecer o processo e resgatar um pouco da história do equipamento.

Para manusear as obras raras é preciso usar luvas e máscara, disponibilizadas pela equipe. (Foto: Gabriel Melo/Esp. DP)

“As pessoas que visitam a biblioteca podem ter acesso às obras mais antigas usando máscaras e luvas, mas nós estamos pensando há algum tempo que não adianta ter um material excelente se muitas pessoas não têm acesso”, diz Nadja Tenório, coordenadora da Blanche Knopf há cinco anos. “Um novo projeto de digitalização já foi aprovado, mas estamos aguardando o fim da pandemia para dar início, provavelmente em junho. É um trabalho longo pela extensão do material, que precisa ser escaneado sem danificar as obras. É preciso levar em conta o tipo do papel e o ano de produção da obra. Quase como fotografar página a página, frente e verso. Um trabalho demorado, mas necessário.”

A digitalização vai começar pelas obras mais raras, cerca de 15 mil volumes. “Temos como critérios o assunto abordado, tendo em vista os mais pesquisados pelos usuários. As obras que já se encontram em domínio público poderão ser consultadas a partir do site da Fundaj, de qualquer lugar do mundo. Já as que a reprodução é vedada pelos direitos autorais, poderão ser consultadas digitalmente pelos usuários in loco na biblioteca.”

De acordo com a bibliotecária aposentada Lúcia Gaspar, coordenadora da Blanche Knopf entre 1991 a 2002, o equipamento foi uma das primeiras bibliotecas do Brasil a disponibilizar um catálogo online de suas coleções, ainda em 1997. “Aquilo que você tinha escondido no acervo passou a ficar disponível para o mundo todo. Com isso, recebíamos muitos pesquisadores estrangeiros que procuraram pelo livro com o número para pegar na estante. Eles olhavam do país em que estavam e vinham direto na fonte”, diz Gaspar, que recorda também do lançamento da Pesquisa Escolar Online, em 2002. Foi um site de compilações de textos didáticos de temas do Norte e Nordeste, como fatos históricos, folclore e personalidades. Algumas compilações contaram com tradução em espanhol e inglês.

Da trágica enchente à grande coleção

 

Primeiro prédio da Biblioteca, na Avenida Rui Barbosa. (Foto: Fundaj/Divulgação)

Após o início através da coleção de José Antônio Gonsalves de Mello, o acervo começou a crescer quando a Fundação Joaquim Nabuco selou parcerias com organizações estrangeiras, visando aumentar o fluxo de cópias de folhetos e artigos de periódicos. Essa coleção só passou a ser considerada uma biblioteca em 1954, quando se mudou para Casa Forte, na sede do Instituto Joaquim Nabuco. O geógrafo e poeta Mauro Mota, um dos grandes intelectuais do Recife no século 20, assumiu como diretor do espaço. De acordo com um texto informativo da Fundaj, nessa época a biblioteca já recebia a visita de pesquisadores importantes, a exemplo do médico norte-americano Robert Briggs Watson (1903-1978).

Em 1975, uma enchente causada pela cheia do Rio Capibaribe, que marcou a história do Recife, danificou 90% do acervo da biblioteca. Foi esse episódio que estimulou a mudança do equipamento para o bairro de Apipucos, um local mais alto e com menos probabilidade de ser atingido pelas cheias do rio. No ano seguinte, a biblioteca recebeu uma doação generosa do editor norte-americano Alfred A. Knopf, que ficou tocado pela perda. Por isso, o espaço passou a se chamar Blanche Knopf, esposa do intelectual e especialista em edição de livros.

A biblioteca depois da cheia de 1975. (Foto: Fundaj/Divulgação)

Desde então, o acervo cresceu, agregando bibliotecas particulares de Joaquim Nabuco, Mauro Motta, Sylvio Rabello, Mário Souto Maior, Tadeu Rocha, José de Paiva Crespo e, a mais recente, a de Maximiano Campos. Além dos destaques citados no começo da reportagem, ainda existem obras raras como registros originais da Invasão Holandesa, datados do século 17, ou o livro Escrituras de escravos (1880), de Ernesto Augusto da Silva Freire. Por conta da conservação, esses tipos de volumes só podem ser consultados no espaço que, após a normalização do cotidiano, deve continuar preservando a memória de Pernambuco e do Nordeste.

Fonte: Diario de Pernambuco

Monitoramento dos casos de coronavírus no Brasil e no mundo

A pandemia causada pelo novo coronavírus tem assolado o Brasil e o mundo nos últimos meses. Várias plataformas têm se dedicado ao monitoramento de novos casos, óbitos e curas. Agregando informações que devem orientar políticas públicas de combate à pandemia. A Biblioteca da Câmara apresenta algumas dessas plataformas.

O Covid-19 Visualizer, mantido por estudantes da Carnegie Mellon University, nos Estados Unidos, traz atualizações acerca da evolução da pandemia no mundo.
https://www.covidvisualizer.com/

O Painel Coronavírus apresenta dados consolidados pelo Ministério da Saúde, com dados do Brasil, estado por estado. https://covid.saude.gov.br/

O Painel Coronavírus Brasil, da Rede CoVida, é uma iniciativa conjunta do Centro de Integração de Dados e Conhecimentos para Saúde (Cidacs/Fiocruz Bahia) e a Universidade Federal da Bahia, que reúne colaboradores de diversas instituições científicas de forma solidária. Traz dados de todo o Brasil. http://covid19br.org/

A Universidade Federal de Viçosa também lançou uma plataforma sobre a pandemia do Covid-19 no Brasil, relatando casos município a município. https://labs.wesleycota.com/sarscov2/br/

Fonte: Biblioteca da Câmara dos Deputados

Biblioteca do Senado lança guia de fontes oficias sobre a covid-19

Como parte das ações do Congresso para enfrentar a crise do coronavírus, a Biblioteca do Senado lançou um guia de fontes nacionais e internacionais sobre a covid-19. A iniciativa é uma forma de ajudar a combater a disseminação de mensagens falsas sobre o assunto e divulgar informações seguras para a população que precisa se proteger e saber agir em caso de suspeita. A Biblioteca Digital do Senado pode ser acessada nesse link: senado.leg.br/biblioteca.

Fonte: Agência Senado

BDJur lança formulário para avaliação do serviço pelos usuários

​A Biblioteca Digital Jurídica – BDJur disponibilizou para seus usuários um novo canal de comunicação: o formulário Avalie a BDJur, que pode ser acessado na página inicial da biblioteca digital.

Pelo novo formulário, o usuário pode informar sobre dificuldades de navegação e avaliar os conteúdos, além de enviar sugestões e críticas.

A partir dessa interação permanente com os usuários, a equipe gestora da BDJur vai recolher opiniões para implementar melhorias no sistema.

Outras informações podem ser obtidas com a Seção de Biblioteca Digital, da Biblioteca Ministro Oscar Saraiva, no telefone (61) 3319-9880.

Fonte: STJ

Biblioteca Geral do Judiciário atende solicitações de pesquisa de forma remota

Serviços e acesso a plataformas jurídicas continuam disponíveis para servidores e magistrados

Prazo para devolução de livros emprestados foi ampliado.Prazo para devolução de livros emprestados foi ampliado. Arte: Dicom

Servidores e magistrados da Justiça alagoana, que desempenham  suas funções por teletrabalho desde o último dia 20, podem  continuar a solicitar os serviços da Biblioteca Geral do Poder Judiciário. Os servidores do espaço seguem atendendo, também de forma remota, solicitações de pesquisas e levantamentos bibliográficos. O resultado da pesquisa, contendo referências disponíveis no acervo impresso e digital, além dos arquivos com texto completo, é enviado em até 24 horas, por e-mail. Clique aqui para acessar o formulário para solicitação de pesquisa.

As plataformas jurídicas Fórum Conhecimento Jurídico, RT online, vLex e Biblioteca Digital Proview seguem ativas, com acesso via Intrajus. O espaço físico da biblioteca, localizado na Escola Superior da Magistratura (Esmal), está fechado temporariamente conforme determinação da Presidência do TJAL e da Corregedoria-Geral da Justiça por meio do ato normativo conjunto nº 4/2020. A medida segue resolução do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

Por esse motivo, o prazo para devolução de livros emprestados foi estendido até enquanto durarem as medidas de distanciamento social para controle da disseminação do Coronavírus. Para mais informações, entre em contato pelo e-mail bibliotecageral@gmail.com ou por meio de ofício para a servidora Mirian Ferreira Alves, diretora da biblioteca.

Carolina Amâncio – Esmal TJAL
imprensa@tjal.jus.br – (82) 2126-5378

Fonte: ESMAL

 

Biblioteca temática da Fiocruz reúne mais de 1 mil publicações científicas sobre o novo coronavírus

Por Flávia Lobato (Campus Virtual Fiocruz)

Conectar pessoas e apoiar decisões no momento de crise na saúde pública.  Para isso – entre outras iniciativas – a Vice-presidência de Educação, Informação e Comunicação da Fundação Oswaldo Cruz (VPEIC/Fiocruz) criou uma biblioteca temática sobre o novo coronavírus (Covid-19) na plataforma Zotero. Assim, estão disponíveis mais de mil publicações científicas e orientações para autoridades sanitárias, profissionais de saúde e a população geral.

A bibliotecária Fátima Martins é a responsável por este trabalho na Coordenação de Informação e Comunicação (Cinco – VPEIC/Fiocruz). Ela explica que o principal objetivo é oferecer uma base técnico-científica, contribuindo para que medidas sejam adotadas para reduzir os impactos da pandemia de coronavírus. “A plataforma reúne uma variedade de publicações: artigos, teses, dissertações, pesquisas, protocolos, diretrizes, guidelines, relatórios, cartilhas, podcasts, entre outras. A curadoria inclui, também, sites, redes de pesquisa e plataformas de compartilhamento associados à produção técnico-científica nacional e internacional, de forma sistematizada”.

Por se tratar de um software livre que utiliza código aberto, Zotero facilita a gestão de dados bibliográficos e materiais relacionados à pesquisa (como PDFs).

Saiba como acessar a biblioteca Novo Coronavírus Covid-19 | Fiocruz

Para ter acesso aos documentos e links disponíveis na biblioteca temática, basta seguir dois passos. É bem rápido e fácil:

1. Abra uma conta no site www.zotero.org, cadastrando seu login e uma senha.
2. Peça um convite para participar do grupo Novo Coronavírus Covid-19 | Fiocruz: https://www.zotero.org/groups/2442236/novo_coronavrus_covid-19__fiocruz

Seja membro desta comunidade: participe e visite a biblioteca para se manter sempre bem informado e atualizado. E, se precisar de apoio, acesse os tutoriais anexos abaixo.

Tutorial para entrar no grupo da biblioteca temática.pdf

Tutorial para uso da biblioteca temática sobre o Coronavírus no Zotero.pdf

Fonte: Fiocruz Campos Virtual

Butantan fecha museus e biblioteca por tempo indeterminado

(Foto: Divulgação)

O Instituto Butantan, maior centro de pesquisas biomédicas do mundo, decidiu fechar por tempo indeterminado seus três museus – Biológico, Histórico e de Microbiologia – e a biblioteca da instituição, a partir deste sábado, 14 de março. As atividades nesses espaços estão suspensas.

Essa é uma medida de prevenção ao coronavírus (covid-19), atendendo a orientação do Governo do Estado de São Paulo para que as pessoas evitem aglomerações. O parque do Butantan permanecerá aberto para visitação. Mais informações em www.butantan.gov.br.

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Fonte: Repórter Diário

BIBLIEx gerencia projeto que abriga as bases de dados referentes à gestão de informação no Exército

O ano de 2020 marcou a chegada à Biblioteca do Exército (BIBLIEx) do Portfólio de Apoio à Gestão do Conhecimento EB Conhecer e da Rede de Bibliotecas Integradas do Exército (Rede BIE), oriundos da Diretoria do Patrimônio Histórico e Cultural do Exército (DPHCEx).

O EB Conhecer é um conjunto de plataformas digitais, livres e colaborativas, que abriga as bases de dados referentes à gestão de informação no Exército Brasileiro. Criado pelo Comando do Exército em 2019, tem como um dos seus objetivos aumentar a visibilidade das publicações da instituição e o acesso a elas, de forma aberta, em conformidade com a Lei nº 12.527, de 18 de novembro de 2011 (Lei de Acesso à Informação).

O EB Conhecer agrega as produções intelectuais, as publicações de periódicos, os produtos de eventos temáticos de interesse da Força Terrestre, o patrimônio histórico e cultural e os conceitos doutrinários, visando armazenar, organizar, gerenciar, preservar, recuperar e difundir, em formato digital,  o acervo produzido no âmbito do Exército e passível de integração com o meio civil.

O sistema está organizado em aplicativos com funções específicas para a gestão do conhecimento no âmbito do Exército Brasileiro, são eles: a Biblioteca Digital do Exército (BDEx), o Portal de Periódicos do Exército (EB Revistas), o Portal de Eventos do Exército (EB Eventos), o Acervo do Patrimônio Histórico e Cultural (EB Acervo), a Enciclopédia Colaborativa de Doutrina (Wikidout) e o Metabuscador (EBusca).

A intenção, ao criar o Portfólio, foi modernizar os meios de difusão dos trabalhos científicos do Exército com plataformas digitais open source (código aberto) que tiveram custo zero e, dessa forma, otimizaram a utilização de recursos humanos, materiais, financeiros e tecnológicos, contribuindo para facilitar a pesquisa dos discentes e docentes das escolas do Sistema de Educação e Cultura do Exército (SECEx) e do público em geral.

A Rede BIE foi criada em 2012 com a finalidade de proporcionar a cooperação dos serviços técnicos entre as bibliotecas integrantes, prover o compartilhamento de informações (militares e especializadas) e facilitar para os usuários dessas bibliotecas o acesso às informações e aos seus acervos.

Atualmente, essa rede reúne 37 bibliotecas, na sua maioria em estabelecimentos de ensino do Exército Brasileiro, e dispõe de um acervo de 430.000 títulos. Além disso, utiliza o Sistema Pergamum, desenvolvido pela Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUC/PR), como software gerenciador e integra a Rede de Bibliotecas do Ministério da Defesa (REBIMD).
A vinda do EB Conhecer e da Rede BIE para a BIBLIEx veio agregar uma nova dimensão às atividades desenvolvidas pela Casa do Barão de Loreto: o gerenciamento de um sistema integrado de softwares que dará significativo suporte para a criação de conteúdos acadêmicos e irá permitir o acesso a informações essenciais para a produção científica dos integrantes dos estabelecimentos de ensino do Exército Brasileiro e do público em geral de maneira simples e ágil.

Com efeito, o Exército Brasileiro realiza, desde 2019, um grande esforço no sentido de divulgar esses novos recursos tecnológicos aos integrantes da Força Terrestre. Para isso, foram realizadas apresentações do EB Conhecer/Rede BIE em inúmeras escolas do SEDEx, bem como a participação do gerente do Portfólio em eventos da ciência da informação na Universidade de Barcelona, Espanha, onde também foi apresentado o EB Conhecer.

A participação de um militar do Exército Brasileiro em eventos no exterior e a apresentação do Portfólio de Apoio à Gestão do Conhecimento, como uma nova ferramenta à disposição dos integrantes da Força Terrestre e do público de maneira geral, tiveram por finalidade criar laços de comunicação entre o Exército e o meio acadêmico internacional e, dessa forma, projetar o nome da instituição e do Brasil no continente europeu.

Desse modo, a iniciativa de transferir o EB Conhecer e a Rede BIE para a BIBLIEx fortalece a aspiração do Exército Brasileiro de manter-se na vanguarda da gestão do conhecimento. A vinda da Biblioteca Digital do Exército e das demais plataformas dará à Casa do Barão de Loreto melhores condições de participar no aperfeiçoamento dos processos de pesquisa nas escolas da Força Terrestre, contribuindo para a busca da excelência do ensino, do nível médio ao superior, desde a formação até os altos estudos.

Fonte: DefesaNet

O culto à ignorância na república pseudo conservadora do Brasil

A Biblioteca da Presidência da República foi reduzida para ceder espaço para a primeira dama Michelle Bolsonaro. Foto: montagem Revista Fórum

No Brasil do século XXI, ainda não estão queimando livros, mas o ataque aos mesmos se faz com profusão, como se viu no epsódio da redução da Presidência da República

TRF3 INAUGURA LABORATÓRIO DE INOVAÇÃO

Finalidade do espaço é propiciar o desenvolvimento de projetos inovadores por meio da metodologia design thinking

A Presidente do Tribunal Regional Federal da 3.ª Região (TRF3), Desembargadora Federal Therezinha Cazerta, inaugurou, nesta segunda-feira (17/2), o Laboratório de Inovação do TRF3 (iLabTRF3), que funcionará na Avenida Paulista, n.º 1.912, Edifício Funcef Center, 2.º andar, São Paulo/SP.

O iLabTRF3 é um espaço de participação democrática, no qual, por meio da metodologia design thinking, magistrados, servidores, operadores do Direito e usuários da Justiça Federal poderão desenvolver e compartilhar experiências inovadoras, voltadas para a melhoria da gestão pública e para o aprimoramento dos serviços prestados à população.

A Presidente do Tribunal falou do novo espaço: “É um ambiente totalmente diferente, leve, alegre, e que muito colabora com a criatividade”. Ela disse que a ideia de criar o iLabTRF3 surgiu em razão da experiência bem-sucedida do Laboratório de Inovação da Justiça Federal em São Paulo (iJuspLab), instalado no Fórum Pedro Lessa, sendo o primeiro laboratório do Poder Judiciário. A Desembargadora Federal elogiou o trabalho da Diretora do Foro da Seção Judiciária de São Paulo, Juíza Federal Luciana Ortiz, e do Juiz Federal Paulo César Neves Junior à frente desse Laboratório.

A Conselheira do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) Maria Tereza Uille também contou como a experiência da Justiça Federal de São Paulo inspirou a criação do Laboratório de Inovação, Inteligência e Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (LIODS) do CNJ, inaugurado nesta terça-feira (18/2).

“Esse é um ambiente horizontal, um ambiente de diálogo, em que as pessoas se sentem livres para criar. E a criatividade é o sucesso da inovação. Nós temos muitos problemas, mas, quando nós nos reunimos, colocamos todos os problemas à mesa, chamamos os magistrados, os servidores e representantes de outros órgãos para dialogar, certamente a solução aparece”, afirmou a Conselheira.

Durante o evento, a Presidente do TRF3, Therezinha Cazerta, e a Diretora do Foro, Luciana Ortiz, prestaram homenagem à Conselheira Maria Tereza Uille pela competência, empenho e dedicação com que conduziu os estudos para a integração das Metas do Poder Judiciário aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentáveis, disseminando a importância dos trabalhos realizados pelos Laboratórios de Inovação na busca de ideias, conceitos e planos para a melhoria dos serviços prestados pelo Poder Judiciário.

Também compuseram a frente de honra o Diretor da Escola de Magistrados da Justiça Federal da 3.ª Região, Desembargador Federal José Lunardelli; a Diretora do Foro da Seção Judiciária de São Paulo, Juíza Federal Luciana Ortiz; a advogada Cecília Mello, representando a Ordem dos Advogados do Brasil – Seção São Paulo; e o Presidente da Associação dos Juízes Federais do Brasil (Ajufe), Juiz Federal Fernando Marcelo Mendes.

ILabTRF3

O Laboratório de Inovação do TRF3 será coordenado pela Assessoria de Desenvolvimento Integrado e Gestão Estratégica do Tribunal (Adeg), com o apoio do Grupo Inova TRF3. O espaço permitirá a reflexão, a interação, a cocriação, a empatia, a troca de conhecimento e a prototipagem, com a participação de todos os atores envolvidos com as políticas.

A Assessora da Adeg, Maíra Zau Serpa Spina D’Eva, explicou que esse é um ambiente livre para criar e trazer para a instituição as melhorias e os avanços mais atuais, como a inteligência artificial. “Sozinhos, não vamos a lugar algum. Buscar experiências, compartilhar ideias, reunindo esforços, desburocratiza e facilita o alcance de resultados”, afirmou.

O servidor Fábio Akahoshi Collado, integrante do grupo InovaTRF3, falou do primeiro projeto trazido para o ILabTRF3: o Sinara.

“O Sinara é um algoritmo de Inteligência Artificial que está sendo desenvolvido para identificar textos jurídicos como leis, artigos, alíneas, entre outros”, afirmou. Ele explicou que a ideia é facilitar a pesquisa por assuntos, jurisprudência, e trabalhar essas informações para melhor gerenciar o trabalho dos Gabinetes: “Hoje temos muitos dados à disposição. São 40 milhões de imagens digitalizadas com o Projeto TRF3 100 % PJe”.

Fotos: ACOM/ TRF3
Presidente do TRF3, Desembargadora Federal Therezinha Cazerta, inaugura o ILABTRF3
Autoridades prestigiam a instalação do novo espaço no TRF3
A Presidente do TRF3, Desembargadora Federal Therezinha Cazerta e a Diretora do Foro da Seção Judiciária de São Paulo, Luciana Ortiz, prestam homenagem à Conselheira do CNJ Maria Tereza Uille
 
 Presentes na instalação do iLabTRF3
 
Instalações do iLabTRF3
 
 Instalações do iLabTRF3
 
Autoridades desceram a placa de inauguração do iLabTRF3

Assessoria de Comunicação Social do TRF3

Fonte: TRF3

Michelle muda de ideia e não quer mais sala com banheiro privativo na biblioteca do Planalto

A biblioteca presidencial sendo desmontada para montagem de gabinete de Michelle Bolsonaro (Montagem)

Após a repercussão negativa da mudança, a primeira-dama resolveu voltar atrás

Após a repercussão negativa, a primeira-dama Michelle Bolsonaro resolveu desistir da nova sala e pediu uma outra para abrigar a equipe do programa Pátria Voluntária, coordenado por ela.

A tradicional biblioteca da Presidência da República, localizada no anexo I do Palácio, estava sendo preparada para receber a equipe do programa Pátria Voluntária, coordenado por Michelle.

Ela se reuniu com o ministro da Secretaria-Geral, Jorge Oliveira, responsável pela biblioteca, e pediu que sua equipe fosse alocada em outro espaço.

O valor gasto com a reforma não foi informado pela assessoria da Presidência da República, que em julho do ano passado gastou R$ 328,8 mil em dinheiro público na montagem e decoração de um gabinete para a primeira-dama no bloco A da Esplanada dos Ministérios.

De acordo com assessores do Planalto, um novo local está sendo providenciado para abrigar a primeira-dama e sua equipe. Entre as áreas mais cotadas está do Programa de Parcerias de Investimentos, o PPI, que migrou para o Ministério da Economia.

Com isso, a biblioteca deve voltar a ter seu tamanho original.‌

Com informações da coluna de Bela Megale

Fonte: Revista Fórum

Conselho de Biblioteconomia aciona CGU para impedir Michelle Bolsonaro de ocupar Biblioteca da Presidência

Conselho Federal de Biblioteconomia acionou a CGU sobre a responsabilidade resultante do risco da perda ou danos causados ao acervo da Biblioteca da Presidência da República, que está tendo seu espaço reduzido para abrigar uma sala, destinada a receber a primeira-dama, Michelle Bolsonaro, e a equipe do programa Pátria Voluntária

Bolsonaro desmonta biblioteca do Planalto.Bolsonaro desmonta biblioteca do Planalto. (Foto: Divulgação)

247 – O Conselho Federal de Biblioteconomia irá questionar junto à Controladoria-Geral da União (CGU) sobre a responsabilidade resultante do risco da perda ou danos ao acervo da Biblioteca da Presidência da República, que contabiliza mais de 42 mil itens e 3 mil discursos de presidentes que datam desde o início da República. O local está tendo seu espaço reduzido para abrigar uma sala, que terá até banheiro privativo, destinadaa   receber a primeira-dama, Michelle Bolsonaro, ea equipe do programa Pátria Voluntária.

Segundo a coluna da jornalista Samanta Sallum, a primeira reação veio do Conselho Regional da 1ª Região que ressaltou os riscos aos documentos e registros históricos da Biblioteca da Presidência da República empilhados indevidamente nos corredores do Palácio do Planalto. Logo em seguida, o Conselho Federal também questionou o fato por meio de um ofício à CGU.

“Sem se preocuparem com essa instituição centenária, responsável pela memória de todos os Presidentes do nosso país, com um acervo atualizadíssimo de mais de 33 mil volumes, decidiram reduzir o espaço pela metade, deixando o acervo fechado e eliminando todos os espaços de convivência, estudo e leitura que estavam acessíveis para a população”, destaca o texto. Para o biblioteconomista e presidente do Conselho, Fábio Lima Cordeiro, “o prejuízo para a memória do país já se sabe, será alto.

Fonte: Brasil 247

Conselho protesta contra ocupação da Biblioteca da Presidência por Michelle

O Conselho Federal de Biblioteconomia vai cobrar da Controladoria-Geral da União (CGU) de quem será a responsabilidade pelo risco de dano e perda do acervo da Biblioteca da Presidência da República, com 42 mil itens e 3 mil discursos presidenciais.

A primeira reação veio do Conselho Regional da 1ª Região, que afirmou que estão em grave risco documentos e registros históricos da Biblioteca da Presidência da República.

O órgão reagiu em protesto à redução do espaço e ao fato de muitos livros estarem empilhados indevidamente nos corredores do Planalto.  Foram desalojados por causa de uma obra para abrigar o novo escritório de trabalho da primeira-dama, Michelle Bolsonaro.

“Sem se preocuparem com essa instituição centenária, responsável pela memória de todos os Presidentes do nosso país, com um acervo atualizadíssimo de mais de 33 mil volumes, decidiram reduzir o espaço pela metade, deixando o acervo fechado e eliminando todos os espaços de convivência, estudo e leitura que estavam acessíveis para a população”, critica a direção do Conselho.

O espaço será reformado para abrigar os assessores do Programa Pátria Voluntária, da primeira-dama — antes eles ocupavam um gabinete recém-reformado no Ministério da Cidadania —, que custou mais de 300 mil reais de recursos públicos.  Mas a estrutura vai ser agora transferida ao Planalto para que a primeira -dama trabalhe mais perto do presidente.

Não se sabe ainda o valor dos gastos para a reforma do espaço no Anexo I do Palácio do Planalto. “Mas o prejuízo para a memória do país já se sabe, será alto”, afirma o presidente do Conselho, o biblioteconomista Fábio Lima Cordeiro.

O órgão ressalta que  “as bibliotecas presidenciais em todos os países atuam como entidades que visam preservar a memória e o legado do tempo de um presidente em exercício. Estão abertas ao público e disponibilizam os registros de um governo a pesquisadores, historiadores e a qualquer pessoa interessada em saber como aquele governo funcionou, independentemente de qualquer questão partidária ou ideológica”.

A Biblioteca da Presidência da República do Brasil reúne e documenta registros governamentais e históricos, discursos e fotos oficiais dos ex-presidentes brasileiros.

Banana e besteira

Diante da polêmica, o presidente Bolsonaro afirmou que a imprensa  “se preocupa com besteira” “e que nenhum livro será jogado fora com as mudanças na biblioteca”.

“Nenhum livro vai embora, vai ficar tudo lá. A primeira-dama faz um trabalho de graça para o Brasil todo. Em vez de vocês elogiarem, vocês criticam. Tenha santa paciência”, retrucou.

Bolsonaro repetiu o gesto de dar uma banana à imprensa ao falar sobre o assunto. “A biblioteca teve uma pequena diminuição, então, estão descendo a lenha porque vai diminuir, em vez de elogiar a primeira-dama”, completou. “Quem age dessa maneira merece outra banana.”

Fonte: Congresso em Foco

Biblioteca da Presidência passa por obra para abrigar equipe da primeira-dama e perde espaço

Por TV Globo — Brasília

Biblioteca da Presidência perde espaço para receber equipe coordenada pela primeira-dama

A tradicional biblioteca da Presidência da República, em Brasília, está perdendo espaço para receber a equipe coordenada pela primeira-dama, Michelle Bolsonaro.

A biblioteca fica em um prédio anexo ao Palácio do Planalto, ao lado da vice-presidência. Reportagem publicada na edição de “O Globo” na internet mostra que o espaço será reduzido pela metade.

Segundo a reportagem, essa é a segunda vez que o governo federal banca uma reforma para abrigar Michelle Bolsonaro e sua equipe na Esplanada. Há sete meses, foram gastos R$ 330 mil em obras no Ministério da Cidadania para adaptar salas para a primeira-dama e servidoras do Pátria Voluntária.

O Programa Nacional de Incentivo ao Voluntariado – o Pátria Voluntária – foi criado em julho. Tem por objetivo promover, valorizar e integrar o trabalho voluntário no país. Era ligado ao Ministério da Cidadania, mas em dezembro passou para a Casa Civil. Por isso, a transferência para o Palácio do Planalto.

A biblioteca da Presidência foi criada no governo do presidente Wenceslau Brás, entre 1914 e 1918, quando a sede do governo ainda era no Rio de Janeiro. Com a construção de Brasília, primeiro foi instalada no prédio principal do Planalto, mas em 1979 foi transferida para o anexo.

Tem um acervo de 42 mil itens – três mil discursos de presidentes da República, obras de direito, economia e administração. É aberta ao público de segunda a sexta-feira.

O presidente do Conselho Regional de Biblioteconomia, Fabio Cordeito, conta que esteve na biblioteca. E que viu o andamento das obras. Ele disse que conversou com servidores e foi informado que o acervo está acomodado no novo espaço. Mas a área disponível ao público terá de ser reduzida. Para Fabio Cordeiro, a preocupação é com o futuro da biblioteca.

“O risco de diminuir de tamanho é porque uma biblioteca é um organismo em crescimento, então ela tem que ter espaço para garantir que os acervos futuros caibam nesse espaço físico. Então, a medida que os governos forem passando, novas políticas vão sendo criadas, políticas precisam ser preservadas para a história do país e para memória institucional de todo o governo”, disse.

Em nota, a Secretaria- Geral da Presidência informou que “a biblioteca da Presidência da República, inclusive em razão de sua relevância institucional, vem passando por um permanente processo de modernização”, e que “no que se refere às recentes alterações do espaço físico destinado à biblioteca da Presidência da República, é importante registrar, primeiramente, que 100% do acervo físico será preservado, em condições técnicas adequadas.”

“Ainda a esse respeito”, diz a nota, “cabe esclarecer que havia em torno de 40% de espaço não utilizado nas estantes da biblioteca, de forma que, mesmo com as alterações promovidas, ainda restará margem para ampliação do acervo.”

A Secretaria informou também que “por outro lado, essas mudanças também visam otimizar os espaços físicos da Presidência, permitindo que outras atividades relevantes possam ser desempenhadas pelos seus servidores.”

A reação do presidente Bolsonaro destoou do tom sóbrio da nota da Secretaria-Geral da Presidência da República.

Depois de afirmar que a primeira-dama fará trabalho gratuito em prol dos deficientes, fez um gesto agressivo contra os repórteres.

“Estão descendo a lenha que a biblioteca vai diminuir. Em vez de elogiar a primeira-dama, ficam criticando”, disse. “Quem age dessa maneira merece outra banana”, afirmou o presidente.

Leia a íntegra da nota da Secretaria-Geral da Presidência:

“A Biblioteca da Presidência da República, inclusive em razão de sua relevância institucional, vem passando por um permanente processo de modernização.

Nesse sentido, ressalta-se que os acervos presidenciais, como discursos e fotografias, já se encontram em formato digital, acessível pela página biblioteca.presidencia.gov.br, contendo todo material histórico presidencial.

Essa digitalização do acervo de ex-presidentes da República foi a primeira etapa, já concluída e institucionalizada, do processo de modernização institucional. Na sequência, pretende-se, em parceria com a Imprensa Nacional (IN), concluir a digitalização de todos os diários oficiais já circulados, o que ensejaria, em um segundo momento, a possibilidade de deslocamento do respectivo acervo da PR para compor o Museu da IN.

No que se refere às recentes alterações do espaço físico destinado à Biblioteca da Presidência da República, é importante registrar, primeiramente, que 100% do acervo físico será preservado, em condições técnicas adequadas.

Ainda a esse respeito, cabe esclarecer que havia em torno de 40% de espaço não utilizado nas estantes da Biblioteca, de forma que , mesmo com as alterações promovidas, ainda restará margem para ampliação do acervo.

Ademais, havia mais de 100 m2 destinados à área administrativa da biblioteca, que agora será ajustado à real necessidade dessas atividades.

A intenção da Administração da PR é seguir modernizando a Biblioteca, inclusive com a inserção de novas tecnologias que permitam maior acesso da população e dos servidores.

Por outro lado, essas mudanças também visam otimizar os espaços físicos da PR, permitindo que outras atividades relevantes possam ser desempenhadas pelos seus servidores.”

Fonte: G1

Conselho de Biblioteconomia critica redução da biblioteca da Presidência da República

A tradicional biblioteca, criada no governo do presidente Wenceslau Brás, entre 1914 e 1918, está perdendo espaço para receber a equipe coordenada pela primeira-dama, Michelle Bolsonaro

Bibliotecários: atuação profissional, tecnologias da informação em transformações quebrando paradigmas

Texto por Luis Miranda Soares*

O Congresso INFORMATIONSHOW 2019 realizou sua 10ª edição comemorando 10 anos com um evento de grande importância dentro da sociedade, e suas Instituições de seguimento público ou privado na gestão da informação e no processo de digitalização de conteúdo com qualidade, para que seja recuperado e disseminado o conhecimento com eficiência e eficácia.

Um encontro de diversos profissionais com a possibilidade de atualizar-se sobre gestão da informação e seus efeitos, parceria e troca de experiências sobre as mais recentes novidades e tecnologias para o gerenciamento de informações corporativas.

Evento especializado com palestrantes qualificados e capacitados, sendo os seguintes temas abordados nas palestras:

  • INFORMATION AND DATA MANAGEMENT- de onde veio e para onde vai nos próximos 10 anos;

  • O futuro da automação através de casos reais;

  • A Gestão da Informação alavancando a Transformação Digital;

  • Intelligent Automation – A fusão entre Inteligência Artificial e Robotics;

  • Cyber Criminals – O Perigo Mora ao Lado;

  • Transformação digital do Governo;

  • RPA integrado com Inteligência Artificial, Chatbot e URA;

  • Desafios e benefícios de se utilizar ferramentas inteligentes de RPA no mundo corporativo;

  • Máquinas X Humanos: Defina Humanos.

Com objetivo de explicar as funcionalidades das tecnologias de ECM, Big Data, Analytics, RPA, Inteligência Artificial, Blockchain, Machine Learning, Computação Cognitiva, e demais no processo da gestão da informação que é composto de etapas importantes e necessárias para um bom projeto em qualquer área corporativa, onde a informação é considerada o petróleo “capital”.

Quais as novidades podem ser aplicadas na área jurídica?

Dentro as novidades que foram apresentadas, podemos aplicar a digitalização e indexação de documentação centralizada na gestão da informação, aplicando a LGPD – Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais. Sendo necessário que ocorra uma mudança de cultura dentro nas Instituições jurídicas do Brasil de forma processual, respeitando as diferenças de cada profissional e sua importância.

As demais tecnologias apresentadas no Congresso INFORMATIONSHOW devem ser avaliadas com critérios para serem implantadas em qualquer Instituição de acordo a necessidade existente.

O que as informações obtidas agregam para sua atividade no escritório?

Vai agregar na gestão de dados, com a obtenção de informações de confiança por meio de processos. Tratamento do dado agregando a outros dados, se transformando em informação inteligente utilizando-se das novas tecnologias para gerenciamento das informações, que proporciona um relacionamento de sucesso com o cliente.

O que o evento agregou para sua vida profissional?

Sempre contribui de forma direta e indireta visto que a tecnologia e suas transformações são constantes e rápidas, e se faz necessário à atualização para realizar um bom trabalho, e oferecer o que tem de melhor no mercado, que cada vez é competitivo.

Agrega um amplo networking com diversos profissionais que trabalham com a gestão, tratamento, digitalização/captura da informação com visões amplas sobre o assunto em diversos seguimentos do mercado dentro da sociedade.

Saber como utilizar as tecnologias de ECM, Big Data, Analytics, RPA, Inteligência Artificial, Blockchain, Machine Learning, Computação Cognitiva na gestão e gerenciamento da informação.

O evento faz com que os profissionais sejam cada vez mais capacitados em atuar com que tem de melhor no mercado sobre gestão da informação e os meios tecnológicos para desenvolver esse trabalho com qualidade e total atualização.

O que o evento agregou para sua vida pessoal?

Experiências novas que flui conhecimento e bons relacionamentos que contribui no modo de pensar, agir e contribuir para o meu desenvolvimento dentro da sociedade. Refletir sobre a importância das tecnologias na vida do ser humano, e saber que a existência da diversidade dos meios tecnológicos se deve ao ser humano pela sua curiosidade em querer saber mais, em buscar mais, em não desistir diante das dificuldades. E acima de tudo respeitar a individualidade de cada etapa do desenvolvimento que a sociedade passar e os indivíduos nela inseridos.

Curiosidades

Impressão em 3D, de órgãos humanos como objetivo de agilizar, reduzir o prazo espera nos processos de transplantes.

AI – Inteligência artificial, que pode ser aplicado em diversos setores de uma empresa como exemplo o RH otimizando os processos, que desenvolve mecanismos e dispositivos tecnológicos que possam simular o raciocínio humano.

A criptomoeda que se utiliza da tecnologia de blockchain e da criptografia para assegurar a validade das transações e a criação de novas unidades da moeda. Dentro outras que foram mencionadas no decorrer do evento nas palestras e nas horas de interação nos cafés entrem os participantes.

*Graduado em Ciência da Informação FJT-BA, Biblioteconomia UNIFAI-SP, Assistente de Conservação-Restauro e Conservação Preventiva SENAI-SP e Pósgraduado em Gestão de Documentos e Informações Faculdade UNYLEYA-SP, membro do Grupo de Informação Jurídica de São Paulo – GIDJ/SP. Bibliotecário/Coordenador há 7 anos no Escritório Manesco, Ramires, Perez, Azevedo Marques – Sociedade de Advogados, consultor em gestão da informação/ arquivo digital e organização de Unidade de Informações.

Biblioteca da Alesp disponibiliza 15 mil títulos para consulta

Ines Jordana – Fotos:Bruna Sampaio

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É indiscutível a importância da leitura no desenvolvimento de uma sociedade. O hábito da leitura, além de ser uma forma de acesso à cultura e ao conhecimento, também pode ser relacionado ao lazer, ao entretenimento e à compreensão da realidade. Em 7 de janeiro é comemorado o dia do leitor, data criada pelo jornalista Demócrito Rocha, em 1928, com o intuito de homenagear o jornal diário cearense intitulado: “O povo”, conhecido por divulgar um movimento modernista literário da época.

A biblioteca da Assembleia Legislativa de São Paulo oferece ao público um acervo com mais de 15 mil títulos na área jurídica e legislativa em um espaço que garante acessibilidade para todas as pessoas.

Para se cadastrar é necessário portar o RG ou um documento oficial com foto e um comprovante de endereço atualizado. O cadastramento permite a cada visitante o empréstimo de três livros pelo período de 15 dias.

O setor ainda oferece espaço próprio para estudantes com acesso livre a computadores destinados a pesquisas e leituras disponíveis de segunda a sexta-feira das 10h às 19h, no Palácio 9 de Julho.

Serviço

Biblioteca Alesp

Empréstimo de livros: máximo de três livros por pessoa – Período: 15 dias

Cadastramento: RG, ou documento oficial com foto e um comprovante de endereço atualizado.

Endereço: Palácio 9 de Julho –

Sala 3041 (3ª andar)

Horário: das 10h às 19h

de segunda a sexta-feira

Telefone: 3886-6580

Rádio Senado disponibiliza podcasts com debates sobre obras literárias

 

Os debates sobre obras literárias do projeto Roda de Leitura, realizado mensalmente pela Biblioteca do Senado, agora estão disponíveis em podcasts produzidos pela Rádio Senado.

A Roda de Leitura é realizada sempre na última quinta-feira de cada mês, no saguão da Biblioteca Acadêmico Luiz Viana Filho, aberta a todos os que têm interesse em participar. Um convidado esmiúça a obra e a carreira de um autor específico, abrindo espaço para conversa com os demais presentes. Participam especialistas, consultores legislativos e demais servidores do Senado para conversar sobre publicações existentes no acervo.

A proposta, segundo Patrícia Coelho, coordenadora da Biblioteca, é oferecer novas possibilidades de interpretação para escritores e suas obras. Com os podcasts, mais pessoas poderão ter acesso ao projeto.

— A nossa intenção com o podcast é ampliar o acesso do programa a toda a população e não ficar restrito apenas a pessoas que têm condições de vir à biblioteca — ressaltou Patrícia.

Perenidade

A profundidade dos debates da Roda de Leitura chamou a atenção do jornalista Marco Antônio Reis, apresentador do Autores e Livros, programa semanal da Rádio Senado dedicado à literatura. Ele propôs então que, além da divulgação normal do evento, o conteúdo original dos debates fosse gravado na íntegra e transformado em podcast.

— A ideia é fazer com que esse conteúdo não se perca, até por se tratar de um debate de alto nível, travado por pessoas que entendem muito do assunto — acentuou Marco Antônio.

Os debates do Roda de Leitura são veiculados como episódios extras dos podcasts do programa Autores e Livros. Além deles, a Rádio Senado disponibiliza uma série de produtos nesse novo formato, desde junho.

Como acessar

Para ouvir o podcast do Roda de Leitura basta acessar os principais agregadores de conteúdo de áudio pela internet (Spotify, Deezer), e pesquisar pelo termo “autores e livros”.

Até agora duas edições do projeto foram ao ar. A primeira, “Moacyr Scliar — vida e obra”, com 63 minutos de duração, foi realizada originalmente em 26 de setembro. A conversa contou com a participação do senador Confúcio Moura (MDB-RO) e foi conduzida pelo servidor Osmar Farouck, chefe do Serviço de Pesquisa Parlamentar da Biblioteca.

A segunda edição em podcast é “O serviço público na obra de Machado e Tchekhov”, com 65 minutos, promovida em 31 de outubro e tendo à frente o consultor legislativo Luciano Póvoa.

Fonte: Agência Senado

Biblioteca do Senado destaca 15 autoras neste Mês da Consciência Negra

Lista foi produzida pela biblioteca do Senado Federal para incentivar a leitura de escritoras negras

 Texto por Deborah Fortuna

A autora nigeriana Chimamanda Ngozi Adichie e a brasileira Djamila Ribeiro integram a lista (foto: Reprodução/ Facebook; Arquivo Pessoal)

Em homenagem ao Dia da Consciência Negra, a biblioteca Acadêmico Luiz Viana Filho, do Senado Federal, listou quinze livros de escritoras negras que compõem o acervo do local. O “Boletim de bibliografias selecionadas, autoras negras: protagonismo feminino” traz um panorama e incentiva a leitura dessas obras.

O boletim está inserido no Plano de Equidade de Gênero e Raça do Senado Federal, edição de 2019 a 2021 — uma publicação que está alinhada com o 5º objetivo dos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU.  

“A presença literária e no mercado editorial, em geral, destaca autores homens. Então, queríamos trazer as mulheres, principalmente as mulheres negras porque a presença delas é ainda menor”, explicou a coordenadora da biblioteca Patrícia Coelho.

A lista também traz obras de diferentes gênero literários, entre ficção, poesia e outros. “A maioria dessas obras também fala sobre a importância do empoderamento feminino e da luta de mulheres negras”, completou Coelho.

Uma das escritoras destacadas na lista é Cristiane Sobral, 45 anos. Autora de “Não vou mais lavar os pratos” (2010), “Só por hoje vou deixar o meu cabelo em paz” (2014), “O Tapete Voador (2016)”, “Terra Negra (2017)”, Sobral diz que as escritoras negras ainda compõem um percentual muito pequeno no mercado, o que faz com que elas fujam das editoras tradicionais e busquem crescimento em publicações independentes ou mercados menores. “Cada vez mais eu tenho descoberto e encontrado um número expressivo de pessoas negras [na literatura]. O que significa que nossa invisibilidade não significa inexistência”, disse.

Para a autora, o projeto tem grande importância para dar visibilidade à escrita e à história do povo negro, que, a partir do olhar de mulheres negras, são vistos não apenas como objetos de estudo, mas também como protagonistas, com histórias de “rompem o imaginário dos estereótipos”, com histórias de amor, superação, entre outras. “É muito importante ter mulheres negras como contadoras, como escritoras, ficcionistas e inventoras de suas narrativas”, completou.

O acervo está aberto ao público para consulta local. A biblioteca do Senado funciona de 9h às 18h30 de segunda a sexta-feira.

Veja a lista abaixo:

  1. Sejamos todos feministas – Chimamanda Ngozi Adichie

Neste livro, Adichie parte de sua experiência pessoal de mulher e nigeriana para mostrar que muito ainda precisa ser feito até que se alcance a igualdade de gênero. Segundo ela, tal igualdade diz respeito a todos, homens e mulheres, pois será libertadora para todos.

  1. Mulher negra: política governamental e mulher – Sueli Carneiro, Tereza Santos e Albertina Gordo de Oliveira Costa

Nesta publicação, apresenta-se um amplo diagnóstico sobre a situação da mulher no país durante 1975 e 1985, década declarada pela ONU como década da mulher

  1. Mulheres, raça e classe – Angela Davis

Publicado em 1981, tornou-se referência obrigatória para se pensar a dinâmica da exclusão capitalista, tomando como nexo prioritário o racismo e o sexismo.

  1. Insubmissas lágrimas de mulheres – Conceição Evaristo

O livro se revela um retrato de solidariedade e afeição feminina, por tocar no que é essencial, no que move, no que aproxima e une mulheres e, em especial, mulheres negras.

  1. Má feminista – Roxane Gay

A obra é uma seleção se ensaios engraçados e perspicazes. A autora nos leva a uma viagem sobre sua própria evolução como mulher negra, ao mesmo tempo em que nos transporta a um passeio pela cultura nos últimos anos. Má feminista é um olhar afiado, e nos alerta para a maneira pela qual a cultura que nos envolve torna-nos quem somos.

  1. Um defeito de cor – Ana Maria Gonçalves

Um defeito de cor projetou nacionalmente a escritora contando a trajetória da Kehinde, nascida no Benin (atual Daomé), desde o instante em que é escravizada, aos oito anos, até seu retorno à África, décadas mais tarde, como mulher livre.

  1. Diáspora negra no Brasil – Linda M Heywood

A obra ilustra como povos africanos remodelaram suas instituições culturais, crenças e práticas na medida em que interagiam com os negociantes de escravos portugueses até o ano de 1800. A partir daí a obra segue os centros-africanos que foram trazidos para o Brasil e mostra como a cultura da África Central foi incorporada pela cultura brasileira.

  1. Feminism is for everybody – Bell Hooks

Neste livro, Hooks mostra a natureza do feminismo e seu compromisso contra o sexismo, exploração sexista e qualquer forma de opressão. O livro apresenta uma visão original sobre políticas feministas, direitos reprodutivos, beleza, luta de classes feminista, feminismo global, trabalho, raça e gênero.

  1. Quarto de despejo – Carolina Maria de Jesus

Carolina era uma moradora da favela do Canindé e trabalhava como catadora. Registrava seu cotidiano nas folhas encontradas no lixo. Descoberta por um jornalista, ela publicou o primeiro livro Quarto de despejo: Diário de uma Favelada em 1960.

  1. Amor – Toni Morrison

Em Amor, Morisson refaz a mitologia do amor de uma perspectiva sombria e cria uma verdadeira jóia literária.

  1. Úrsula e outras obras – Maria Firmina dos Reis

Maria Firmina dos Reis foi a primeira escritora negra de que se tem notícia em nossa literatura. Neste livro, de 1859, ela descreve a crueldade do tráfico de pessoas sequestradas na África e transportadas nos porões dos “tumbeiros”. Neste mesmo romance, a crítica da escritora abrange o retrato lamentável da condição feminina da época.

  1. Quem tem medo do feminismo negro? – Djamila Ribeiro

Ensaio autobiográfico e uma seleção de artigos publicados no blog da revista CartaCapital (2014-2017). Recupera memórias de seus anos de infância e adolescência para discutir o que chama o silenciamento que sempre sofreu.

  1. Chica da Silva – Joyce Ribeiro

Em uma narrativa romanceada, a trajetória da escrava mineira Chica da Silva é contada misturando fatos com ficção. Joyce fez uma pesquisa meticulosa e imagina como foi a vida da personagem. Depois de muita luta para ser aceita em uma sociedade escravagista, a poderosa semianalfabeta Chica da Silva, ganha uma posição de destaque na cidade na cidade de Diamantina, Minas Gerais.

  1. Não vou mais lavar os pratos – Cristiane Sobral

Em Não vou mais lavar os pratos, 123 poemas ligados ao cotidiano, abordam temas como maternidade, memórias da infância, relações familiares e a situação atual da mulher negra, o grito da negritude.

  1. A cor púrpura – Alice Walker

Referência na luta contra o racismo e o machismo, a obra retrata a vida de Celie, mulher negra no sul dos Estados Unidos da primeira metade do século XX. Através de cartas, a protagonista conta sua trajetória de abusos físicos e psicológicos sofridos desde a infância pelo padrasto e depois pelo marido.

Fonte: Uai

Livro de Patrícia Palma revela rede de bibliotecas religiosas que contribuiu para cultura escrita no século XVIII

Foto © Samuel Mendonça/Folha do Domingo

A nova publicação da investigadora algarvia Patrícia de Jesus Palma vem desconstruir “a ideia feita de um Algarve que, ao contrário das restantes regiões, não tinha tido uma rede de bibliotecas religiosas, como aconteceu no resto do país entre os séculos XVI e XVIII, que alimentasse a formação das elites locais”, constituídas pelos 18% de população alfabetizada.

Foto © Samuel Mendonça/Folha do Domingo

A certeza foi deixada pela própria autora no passado sábado na Biblioteca Municipal de Faro, na apresentação da obra, intitulada ‘O Reyno das Letras: a cultura letrada no Algarve (1759-1910)’, que vem “contestar uma série de ideias estereotipadas, de mitos e de preconceitos” que “davam conta de um Algarve culturalmente ausente, isolado e desatualizado”.

Foto © Samuel Mendonça/Folha do Domingo

Patrícia Palma garante que “o Algarve não esteve nem mais nem menos à frente, mas desenvolveu iniciativas e estratégias” com “pessoas e instituições que mantiveram a sincronia e a sintonia culturais com a restante sociedade portuguesa oitocentista”. “O que encontrei foi uma rede de instituições e de pessoas, tanto no foro privado como no foro público, que foram possibilitando e fortalecendo a integração da sociedade portuguesa (não só da sociedade algarvia) na cultura escrita”, afirmou.

Foto © Samuel Mendonça/Folha do Domingo

A investigadora rejeitou assim “a imagem de uma região desprovida de cultura bibliográfica porque os seus conventos não teriam bibliotecas ou teriam pouco ou más bibliotecas”. “A investigação permitiu perceber que não foi assim e reconstituir essa rede no Algarve das bibliotecas religiosas, localizar os catálogos, os inventários, fazer uma análise da qualidade dos catálogos dessas bibliotecas, que não consente a ideia de desatualização cultural de bibliotecas paradas no tempo”, explicou.

Patrícia Palma acrescentou que o trabalho permitiu assim “comprovar realmente a importância das bibliotecas religiosas dos conventos como centros culturais de formação e de intervenção na sociedade com importante contributo para o desenvolvimento do livro e da leitura, tendo encontrado inclusivamente conventos que disponham dos seus próprios prelos tipográficos”. “Ou seja, o convento não era só um espaço de leitura, era também um espaço de produção”, acrescentou na sessão que contou com a presença da diretora regional de Cultura do Algarve, Adriana Nogueira, do presidente da Câmara de Faro, Rogério Bacalhau, de João Luís Lisboa, do Centro de História da Cultura da Universidade Nova de Lisboa e orientador do doutoramento do qual resultou a obra.

Foto © Samuel Mendonça/Folha do Domingo

A autora – que rejeitou também a ideia de que com a expulsão dos jesuítas se extinguiu a formação letrada no Algarve porque “nem a Companhia de Jesus tinha o exclusivo do ensino, nem a região, por isso, ficou desprovida de bons mestres” – destacou ainda o papel relevante , na formação intelectual do bispo do Algarve que teve a “ideia da fundação” do Seminário de São José, D. José Maria de Melo, “um reformador no campo das letras”.

“Deve ser considerado nessa galeria do século XVIII ainda de protagonistas, tal como D. Frei Manuel do Cenáculo, um dos mais conhecidos e estudados que fundaram e financiaram bibliotecas portuguesas, que tinham como objetivo ainda no século XVIII o uso partilhado, a difusão e a utilidade do saber”.

Segundo a historiadora, o seu “programa episcopal era de tal forma pedagógico, assente no estudo e na partilha de leituras, que a primeira coisa que pensou quando foi nomeado bispo do Algarve foi enviar uma biblioteca devidamente preparada para capacitar o seu clero”.

A autora lembrou que “a Biblioteca Municipal de Faro é hoje a guardiã desta memória de bibliotecas, desde as conventuais de que o século XX já não tinha memória, à biblioteca do Seminário de São José e à biblioteca do Paço Episcopal”.

Patrícia Palma – que também recusou a opinião de “uma região cientificamente desatualizada” devido às “aulas de matemática e de cirurgia nos Regimentos de Infantaria de Tavira e de Lagos, assim como as bibliotecas de um cirurgião-mor do Hospital Militar de Lagos ou a do Regimento de Infantaria de Lagos” –, explicou ainda que a tipografia no Algarve foi reintroduzida logo em 1808, após as invasões francesas. “A imprensa por um lado, o teatro por outro e a música ainda, formam esse tripé da mundividência liberal de que o Teatro Lethes, inaugurado em 1845, um ano antes de D. Maria, é a síntese perfeita”, afirmou, lembrando que em 1860 havia 12 teatros disponíveis ao longo de toda a região e nenhum era de iniciativa estatal.

Foto © Samuel Mendonça/Folha do Domingo

A publicação, com quase 700 páginas, é uma edição da Direção Regional de Cultura do Algarve e será também apresentada na próxima sexta-feira na Fnac de Faro.

Patrícia de Jesus Palma, natural de São Marcos da Serra, é licenciada em Línguas e Literaturas Modernas – variante de Estudos Portugueses pela Universidade do Algarve, com mestrado e doutoramento pela Universidade Nova de Lisboa, em Estudos Portugueses, respetivamente nas especialidades de Literatura Portuguesa Contemporânea e História do Livro e Crítica Textual.

Foto © Samuel Mendonça/Folha do Domingo

Na atualidade, é investigadora integrada do CHAM – Centro de Humanidades da FCSH/UNL, onde desenvolve temas como a circulação cultural no espaço europeu e transatlântico, a história e património da imprensa, ou as relações entre a cultura e o desenvolvimento territorial. Em paralelo, desde 2018, atua no “Lugar Comum”, projeto que criou para investigação, consultadoria, ação cultural e ação educativa e que tem como principais objetivos fomentar o acesso ao conhecimento e à fruição cultural. Tem ainda sido uma das agentes impulsionadoras à criação de um núcleo museológico no espaço da sua antiga tipografia, encerrada em 2012, e da hemeroteca digital do Algarve.

Fonte: Folha do Domingo

Em São Paulo, laboratório leva inovação ao Judiciário

Em São Paulo, laboratório leva inovação ao setor judiciário
iJuspLab busca reunir servidores em iniciativa da inovação / Divulgação

O Laboratório de Inovação da Justiça Federal de São Paulo (iJuspLab) tem transformado o setor judiciário brasileiro.

Primeiro do Brasil, o laboratório mostrou as possibilidades de inovação na Justiça e entusiasmou outros tribunais, fóruns e departamentos públicos.

“Entusiasmamos outros tribunais a seguirem o caminho da inovação. É algo muito positivo”, diz Caio Moysés de Lima, vice-diretor do Foro da Seção Judiciária de São Paulo e um dos responsáveis pelo iJuspLab, ao inova.jor.

Parte dessa experiência foi registrada no livro Inovação no Judiciário, que pode ser baixado gratuitamente.

Abaixo, confira os principais trechos da conversa com o juiz Caio Moysés.

De onde veio a ideia de abrir um laboratório de inovação da Justiça?

Caio Moysés de Lima é um dos responsáveis pelo iJuspLab / Divulgação
Caio Moysés de Lima é um dos responsáveis pelo iJuspLab / Divulgação

A ideia surgiu a partir dos juízes Paulo Cezar Neves Junior e Luciana Ortiz Tavares Costa Zanoni. Ela estava concluindo o mestrado quando teve contato com laboratórios de inovação. Nisso, os dois, que faziam parte da diretoria do Tribunal Regional Federal da 3ª Região, baixaram uma portaria para instituir o laboratório e começar a trabalhar melhor na ideia.

Assim, o Laboratório de Inovação da Justiça Federal de São Paulo (iJuspLab) foi lançado em 2017. Fomos os primeiros a criar um laboratório assim, nessa área. De certa forma, desbravamos esse caminho aqui no Judiciário.

De lá pra cá, o que você destaca de iniciativas do iJuspLab?

Primeiramente, nosso laboratório era mais voltado para a administração da Justiça. Como gestão de prédios, pessoas e orçamentos. Depois, acabou se tornando também espaço para discussão de inovação na parte processual.

Nós, por exemplo, elaboramos um projeto de reestruturação dos serviços cartorários na Justiça. Com a chegada do processo eletrônico, é hora de eliminar burocracias e enxugar a organização. Esse projeto recebeu o nome de Programa e-Vara e está sendo implantado em caráter piloto em Santos.

Há também inovação tecnológica sendo aplicada?

Isso começou em 2018. Não fizemos antes pois achávamos que era necessário primeiro consolidar o laboratório para depois trabalharmos com tecnologia. O primeiro projeto com tecnologia aplicada teve o objetivo de resolver um problema que afeta a vida dos servidores na Justiça Federal de São Paulo que desejam mudar de cidade.

É comum os servidores pedirem transferência mas não conseguirem, porque precisamos preservar a força de trabalho em todas as varas federais do estado. Muitas dessas transferências somente são possíveis com triangulação, para não afetar o número de servidores de cada localidade. Mas como temos mais de 4 mil servidores em atividade isso é muito difícil de fazer manualmente.

O iJuspLab, então, fez o protótipo de um sistema de movimentação utilizando um algoritmo que faz a triangulação de preferências dos servidores e trabalha para manter um equilíbrio em
todo o sistema. Depois, entregamos isso para a área de tecnologia da informação (TI), que desenvolveu um novo módulo para o nosso sistema de recursos humanos (RH). Esse módulo está agora em fase avançada de testes e nos ajudará muito quando entrar em funcionamento.

Mudou a forma como a Justiça encara a inovação?

O Judiciário tem dificuldade na inovação por conta de uma hierarquia muito rígida. Mas o laboratório ajuda a causar uma mudança cultural muito forte, horizontalizando as relações. Criamos um movimento.

É um privilégio ver um processo de mudança cultural. Os juízes atuam junto com os servidores, todos se tratam como iguais. As ideias são recebidas com igual consideração.

Há um engajamento muito forte. A cultura da inovação é algo enorme. Por isso, sempre destaco que o iJuspLab está dando certo por conta de uma visão mais abrangente da inovação que está acontecendo.

Afinal, hoje, o laboratório se insere nessa estrutura nova de governança, por meio de uma lógica de transparência total. Se não fosse essa mudança, o laboratório não iria adiantar de nada. Seria só uma sala de convivência.

E como é a divisão de equipes dentro do iJuspLab?

Temos uma equipe de 12 laboratoristas, que atuam como voluntários, atuando nas oficinas de design. Na área de tecnologia, são duas equipes: a de gestão de dados e a incubadora de soluções tecnológicas. Essa última vem da ideia de incubadoras de startups e tem por intuito fomentar a inovação tecnológica, já que a TI não é um ambiente propício para inovação. Lideramos os processos e depois vemos, com a equipe de TI, se é viável a implantação. Ou seja: trabalhamos com a prototipação de sistemas e de tecnologias e depois ele é viabilizado.

Já a equipe de gestão de dados é formada por 24 voluntários do judiciário. Essa equipe faz um aconselhamento interno e cria projetos para gestão dos dados que são gerados na atividade da administração. Inicialmente, a maioria dos membros da equipe não conhecia nada de tecnologia. Muitos nem sabiam mexer no Excel. Fizemos um processo de capacitação e hoje já temos projetos de alta qualidade.

Quais são os planos futuros para o laboratório?

Agora estamos buscando implementar um programa de inovação aberta, algo que faz parte do DNA do iJuspLab. Assim, nossa ideia é abrir o laboratório para o mundo externo. Para isso, já estamos em negociação com órgãos e universidades para tocarmos esse novo momentos juntos.

As universidades, por exemplo, podem fazer pesquisas, vir para o ambiente interno e, inclusive, dividir resultados de pesquisas conosco. Tudo de forma segura, com dados compartilhados pela própria Justiça. É bom para todos.

Por fim, criamos um centro interno de estudos em inteligência artificial e jurimetria, que é uma área de estudos voltada à coleta de dados empíricos da atividade judicial e transformação desses dados em medidas objetivas que forneçam uma fotografia do Poder Judiciário.

Quanto à inteligência artificial, essa é uma área que já está fazendo a diferença em grandes escritórios de advocacia. Precisamos entrar nisso. É como se os outros tivessem já o computador e nós estivéssemos ainda com máquinas de escrever. Não podemos ficar pra trás. Nós temos que explorar e dominar essa tecnologia para ficarmos num nível adequado.

Fonte: INOVA.JOR

MAM SP inaugura exposição Fernando Lemos: ilustrações literárias

Créditos: Divulgação
Museu de Arte Moderna de São Paulo está em cartaz com a exposição Fernando Lemos: ilustrações literárias, que pode ser visitada na Biblioteca Paulo Mendes de Almeida, no horário de funcionamento do museu, de segunda a sexta-feira. A mostra reúne desenhos originais do artista que ilustraram contos e poemas ao longo de seu período de colaboração com o jornal O Estado de S. Paulo, na década de 1950, jogando luz sobre sua atuação como designer e ilustrador de publicações.

Fernando Lemos (Lisboa, 1926) já atuava como fotógrafo e artista gráfico em Portugal quando emigrou para o Brasil em 1953. Instalado por algum tempo na Pensão Mauá, no Rio de Janeiro, Lemos fotografou escritores e artistas ao seu redor.

Créditos: Divulgação

Os traços geométricos utilizados por Lemos já apresentavam sinais da modernidade, acompanhando o movimento abstrato que acabara de chegar ao Brasil. “Assim, é possível revisitar um período de nossa cultura em que as artes gráficas e a literatura mantiveram uma relação criativa e potente“, conta Felipe Chaimovich, curador da exposição.

Serviço

Fernando Lemos: Ilustrações Literárias

Biblioteca Paulo Mendes de Almeida

Museu de Arte Moderna de São Paulo

Parque Ibirapuera – Av. Pedro Álvares Cabral, s/n° – Vila Mariana, São Paulo – SP, 04094-000

(11) 5085-1308

A partir de 15/10/2019 de terça a sexta-feira, das 10 às 18h

Fonte: Acesso Cultural

Nova ferramenta facilita busca aos materiais jurídicos

Bibliotecária da PGE integra grupo que agiliza pesquisas de conteúdos e novas informações

O novo site do Grupo de Informação e Documentação Jurídica (GIDTSP) foi lançado ontem (27), durante reunião no Centro de Estudos, localizado na sede da Procuradoria Geral do Estado de São Paulo.

Durante o evento, realizado pelos integrantes do grupo de bibliotecários de instituições jurídicas públicas e privadas, além dos principais escritórios de advocacia, os responsáveis apresentaram a nova ferramenta que facilitará as buscas e a obtenção de conteúdos pelos profissionais do segmento.

O site é uma ferramenta que vai nos ajudar ainda mais no acesso aos materiais jurídicos. Em 2002, o grupo foi criado para que houvesse um maior compartilhamento de dados e rapidez nas pesquisas e, hoje tem 140 membros. Veja o valor do bibliotecário. Nós acompanhamos as pessoas, observamos as necessidades e fornecemos as informações com agilidade”, relata Hercília Matos, Diretora Técnica de Serviços da Biblioteca e Documentação da PGE.

A reunião foi aberta pelo Procurador do Estado Chefe do Centro de Estudos, Dr. Bruno Maciel, e foi marcada, além do lançamento da plataforma, pela apresentação da instituição, do organograma, da biblioteca e das bases de dados para as pesquisas fundamentadas nas leis.

Segundo o procurador, é extremamente produtiva essa união de esforços. “Essas reuniões de trabalho e a tecnologia são muito importantes. Isso possibilita pensar como serão tratados os acervos jurídicos no futuro e, paralelo a isso, como aperfeiçoar a troca de informações na atualidade”, conclui Dr. Bruno.

Para acessar o site, acesse: www.gidjsp.com.br

Fonte: Procuradoria Geral do Estado

Evento comemora 80 anos da Biblioteca do IBGE

Editoria: IBGE | Maria Heloisa Azevedo (estagiária), sob supervisão de Adriana Saraiva

27/08/2019 11h20 | Atualizado em 27/08/2019 14h40

Com um acervo de 80 mil documentos, a Biblioteca do IBGE é pioneira na automação no país – Acervo IBGE

Em comemoração aos 80 anos da Biblioteca do IBGE, será realizado, nesta sexta-feira (30/08), às 14 horas, o VIII Painel Memória IBGE: Bibliotecas do IBGE, no auditório do Centro de Documentação e Disseminação de Informações (CDDI), no Maracanã (RJ). A Biblioteca pode ser acessada aqui.

Segundo a gerente do setor, Cláudia Prado, o evento percorrerá oito décadas de história e promoverá o debate sobre os serviços prestados pela Rede de Bibliotecas do IBGE à população, que está presente em todos os estados. “A biblioteca passou por grandes transformações desde a fusão da biblioteca do Conselho Nacional de Estatística com a do Conselho Nacional de Geografia até o processo de digitalização do seu acervo”, explica.

O historiador do IBGE, Leandro Malavota, ressalta que o setor é pioneiro na automação de acervos no país e vem se modernizando para atender e facilitar as demandas de usuários internos – funcionários e servidores – e da população. “É possível encontrar praticamente todo nosso material no portal do IBGE. Por exemplo, nós temos digitalizado o primeiro Censo de 1870. Trinta anos atrás todos os interessados em pesquisar esse material tinham que vir aqui. Hoje isso não é mais preciso”, afirma.

As consultas ao acervo no portal do IBGE na internet contabilizam mais de um milhão de acessos por ano. Mesmo assim, segundo Cláudia, a informatização de acervos físicos não reduziu a importância da biblioteca e o trabalho do bibliotecário.

Leandro concorda que o bibliotecário foi indispensável nesses 80 anos de história. “A informação só pode ser acessada pelo usuário uma vez que ela é sistematizada e organizada. Quem faz isso é o bibliotecário. Ele é um profissional da informação extremamente importante”, destaca.

O professor de Biblioteconomia da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro, Gustavo Saldanha, que participará do Painel, também é usuário da biblioteca. “Impressiona muito o tamanho da rede de bibliotecas do Instituto. Sua relevância histórico-cultural e a adaptação tecnológica aproximam-na das melhores bibliotecas universitárias do país”, ressalta.

Durante o evento, será lançado o livro Bibliotecas do IBGE: 80 anos de Disseminação e Democratização de Informações sobre o Brasil, 25º volume da Série Memória Institucional.

“O Painel é uma oportunidade para o reconhecimento e a valorização do trabalho desempenhado por todos servidores e funcionários que fizeram parte destes 80 anos de história”, conclui Leandro.

Fonte: Agência IBGE Notícias

Acervo ambiental do Semasa chega a quase 21 mil publicações

Pesquisadores, estudantes e interessados por saneamento e infraestrutura podem consultar os materiais via sistema on-line

Crédito: Divulgação / Semasa

O Centro de Referência em Saneamento Ambiental de Santo André ampliou o seu acervo de livros, trabalhos técnicos, monografias, artigos, folhetos, relatórios de licenciamento, vídeos e materiais multimídias sobre a temática ambiental e de infraestrutura. O espaço do Semasa (Serviço Municipal de Saneamento Ambiental de Santo André) passou a disponibilizar cerca de 20.900 títulos para consultas, que podem ser feitas por meio do aplicativo Semasa Mobile ou do site da autarquia.

O empréstimo dos materiais, que abordam sobre água, esgoto, resíduos sólidos, drenagem, gestão ambiental e riscos urbanos, ocorre por meio da plataforma eletrônica SophiA (http://servicos.semasa.sp.gov.br/sophia_web/), software de administração de bibliotecas utilizados, por exemplo, nas instituições ETEC Júlio de Mesquita, UFABC, USCS e Metodista.

“O Centro de Referência é um prestador de serviços de informações. O objetivo é democratizar o acesso sobre as questões ambientais para que o público tenha a sua formação crítica e reflexiva, de forma a compreender o contexto histórico, as problemáticas e os caminhos para as soluções”, explica a bibliotecária Silvana Aparecida Gabriel, responsável pelo espaço. Segundo ela,  a população precisa compreender como funcionam os serviços ambientais para exercer a cidadania, os direitos que têm sobre a cidade, cobrar por políticas públicas e atuar como parceira com os governos para ajudar a melhorar as questões relacionadas à saúde pública e ao meio ambiente.

Dentre as diversas publicações importantes do local estão obras raras da coleção de Saturnino de Brito, considerado o pai da engenharia sanitária e ambiental do Brasil. A base de dados do acervo ainda inclui trabalhos técnicos apresentados por profissionais do Semasa, por exemplo, em congressos e associações de saneamento.

No Centro de Referência em Saneamento Ambiental também é possível solicitar requerimento de dados para pesquisa, que é um serviço procurado por estudantes que estão desenvolvendo pesquisas na área ambiental e que abordam como temática as atividades do Semasa. Para isso, é necessário preencher um documento disponível em https://bit.ly/2Nh9gQI.

O local, que também realiza gratuitamente palestras, cursos, seminários e exposições, conta com auditório, videoteca e computadores com acesso à internet.  A biblioteca fica no piso térreo do prédio sede do Semasa (avenida José Caballero, 143). O atendimento é de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h.

Boletim do Centro de Referência – O Semasa disponibiliza semanalmente o boletim eletrônico do Centro de Referência em Saneamento Ambiental, que reúne notícias e artigos de informações de saúde pública e saneamento. Também há dicas de leitura e uma editoria com matérias de obras, ações, projetos e eventos da autarquia.

Esta semana o informativo chega à sua 200ª edição. Para receber o material, pelo e-mail, basta se cadastrar em https://bit.ly/2Nm34qJ.

Crédito: Divulgação / Semasa

Fonte: Portal ABCdoABC

Em Guaianases, biblioteca conta história e faz homenagem a Cora Coralina

Espaço é considerado o primeiro com temática feminista em São Paulo

LUCAS VELOSO

Com um título autoexplicativo, começa neste sábado (17) a exposição “Memórias da Biblioteca Cora Coralina: Cinco décadas de histórias em Guaianases”. Fundado em 1966, o espaço homenageia a poetisa goiana e é considerado o primeiro com temática feminista em São Paulo.

Organizada pelo Centro de Pesquisa de Documentação Histórica Guaianás, a mostra tem como objetivo abordar a história da biblioteca e a sua ligação com o bairro, que teve origem com as populações indígenas, mas hoje é conhecido pela forte presença de nordestinos.

Primeiro dia de funcionamento da biblioteca Cora Coralina em 1966 – Arquivo Municipal/Divulgação

Para isso, expõe documentos, jornais, revistas e imagens. Há, ainda, obras e áudios que narram a vida de Cora Coralina, além de trabalhos produzidos por mulheres na biblioteca sobre feminismo.

A biblioteca foi o primeiro espaço municipal a oferecer uma programação no período noturno para atender aos trabalhadores.

Biblioteca Cora Coralina – R. Otelo Augusto Ribeiro, 113, Guaianases. Seg. a sex.: das 9h às 18h. Sáb.: das 9h às 16h. Dom.: das 10h às 15h. Até 15/9. Livre. Grátis.

Fonte: Guia Folha São Paulo

Vaquinha é criada para reconstruir maior biblioteca de antropologia da América do Sul

No dia 2 de setembro de 2018, um incêndio destruiu o acervo do Museu Nacional, instituição científica mais antiga do Brasil que desde 1818 acumulava mais de 20 milhões de itens na maior coleção de história natural da América Latina. No primeiro andar do prédio, ficava a Biblioteca Francisca Keller, que tinha o maior acervo de antropologia e ciências humanas da América do Sul.

Parte do Programa de Pós-Graduação em Antropologia Social (PPGAS), Museu Nacional, Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), criado em 1968 e o primeiro curso de pós-graduação em Antropologia Social do país, a biblioteca tinha cerca de 37 mil itens. Eram obras de referência, livros, periódicos, teses, dissertações, anais de congressos, entre outros. Era também um espaço de convivência relevante para os profissionais da área.

A pouco menos de a tragédia completar um ano, os pesquisadores já receberam 10.500 volumes de doações e outros oito mil estão a caminho. Eles esperam chegar a 40 mil em um período de três anos. Falta agora o financiamento para reabrir a biblioteca em um novo espaço planejado pela Faculdade de Arquitetura da UFRJ, no Horto Botânico, na Quinta da Boa Vista.

Para acelerar o processo de arrecadamento de fundos, eles estão fazendo uma vaquinha na plataforma Benfeitoria. A verba será usada para a demolição de paredes internas do espaço, restaurar o piso, fazer acabamento e pintura, colocar forro, fazer a instalação elétrica e de ar condicionado e o restauro de ferragens. Esperam conseguir R$ 129 mil até o dia 12 de setembro.

“Temos livros, temos um projeto, temos uma equipe interdisciplinar trabalhando para a reabertura da biblioteca, agora precisamos da sua ajuda para tornar esse sonho possível”, diz a antropóloga Olívia Maria Gomes da Cunha, no vídeo feito para a divulgação da campanha.

Fonte: GALILEU

Workshop GIDJ-SP/CRB-8: Gestão Documental em Unidades de Informação Jurídica

Inscrições: encurtador.com.br/jktR5

Palestrante: Roseli Miranda

Mestre em Ciência da Informação pela ECA-USP. Especialista em Gestão Estratégica da Tecnologia da Informação pela Fundação Getúlio Vargas. Possui graduação em Biblioteconomia e Ciência da Informação pela FESP/SP. Responsável pela gestão dos serviços de Documentação do Grupo EDP Brasil. Atua como docente em cursos presenciais e à distância nos temas de sua especialidade.  Possui sólida experiência na área de gestão e organização da Documentação Jurídica e Empresarial.  

Conteúdo Programático:

Gestão documental em unidades de informação Jurídica

  1. Gestão de acervos no contexto da Documentação Jurídica

  2. O documento jurídico e suas características

  3. Tipologia documental jurídica

  4. Diplomática aplicada a documentação Jurídica

  5.  Tradição documental 

  6. Suporte documental: convencional X eletrônico

  7. Terceirização do acervo documental jurídico

  8. Boas práticas na gestão da documentação jurídica

Público-alvo:

Profissionais que atuam em unidades de Arquivo, Centro de Documentação e/ou interessados em iniciar na área.

STJ – Tribunal institui política de preservação de documentos digitais

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) publicou resolução que institui sua Política de Preservação Digital. O ato normativo estabelece ações para conservação e utilização de documentos digitais, dispondo sobre princípios, conceitos, objetivos, responsabilidades, diretrizes e requisitos para a salvaguarda do acervo histórico e informativo da instituição.

Desde 2010, o tribunal tem produzido documentos digitais – administrativos e jurídicos. O objetivo da nova resolução é colocar em prática ações que assegurem o acesso aos documentos digitais no futuro. O normativo determina também a implantação de um Repositório Arquivístico Digital Confiável (RDC-Arq).

Segundo o coordenador de Gestão Documental, Julio Cesar de Souza, os documentos são produzidos, ou recebidos, no exercício das atividades administrativas ou judiciais do STJ, e mantidos por prazos de guarda regidos pelas tabelas de temporalidade. Alguns desses documentos estão destinados à guarda histórica, ou seja, nunca poderão ser descartados. “A questão é que a tecnologia é dinâmica, fica obsoleta rápido. Então, temos que estabelecer ações que garantam essa preservação”, afirmou o gestor.

Orig​​​em

No final do ano passado, um grupo de trabalho foi criado para elaborar os termos da resolução em 90 dias. Durante esse período, a comissão de servidores concluiu a proposta de preservação e o cronograma de ações, assegurando a introdução da política. A equipe também definiu a divisão de responsabilidades entre as áreas que produziam documentos e as responsáveis por sua gestão.

O grupo de trabalho ainda realizou estudos para acompanhar ações em andamento em outros órgãos, como o Tribunal de Justiça do Distrito Federal (TJDF), o Tribunal de Contas do Distrito Federal (TCDF) e o Supremo Tribunal Federal (STF).

Atualmente, no STJ, existem mais de 413.750 processos eletrônicos judiciais transitados em julgado e baixados para arquivo; 1,5 milhão de processos administrativos produzidos no Sistema Eletrônico de Informações (SEI); e 1 milhão no Sistema Fluxus. Além da preservação, é preciso manter a autenticidade e a confiabilidade dos documentos. Com as novas práticas de preservação, a intenção é que eles não sofram intervenções e conservem sua integridade.

De acordo com Rosa Maria Carvalho, coordenadora da Biblioteca Ministro Oscar Saraiva – uma das unidades integrantes do grupo de trabalho –, a política de preservação digital tem entre suas metas a manutenção das informações da Biblioteca Digital Jurídica (BDJur). “Para nós, que trabalhamos com informação digital, a preservação é de suma importância. Contamos a história do tribunal por meio da BDJur”, disse Rosa.

Fonte: Diário Indústria & Comércio Fundado

Biblioteca virtual disponibiliza documentos históricos da Câmara

DA REDAÇÃO 

A Câmara Municipal de São Paulo tem um grande acervo disponível para consulta. O material é disponibilizado pela Secretaria de Documentação da Casa. As bases de dados contêm livros, documentos bibliográficos, legislação municipal, proposituras, Projetos de Lei, dados referentes a vereadores, requerimentos e relatórios das comissões temporárias da Câmara.

Para acessar este vasto material, o cidadão deve procurar a área da Biblioteca no Portal. Por meio dela, é possível pesquisar, por exemplo, leis e decretos aprovados na Câmara desde 1892. O acesso a dados e textos das Audiências Públicas realizadas pela Câmara Municipal de São Paulo, a partir de 2011, é outro serviço disponível na página.

A página da biblioteca também disponibiliza documentos de arquivos originais produzidos e recebidos na Câmara, entre 1892 e 1937, além de dados relativos à prestação de contas da prefeitura, da Mesa da Câmara e do TCM (Tribunal de Contas do Município). E informações sobre os vereadores, a partir de 1892, como períodos de vereança, participações na Mesa Diretora, entre outros tópicos.

Para saber mais sobre a Biblioteca clique aqui.

Fonte: CÂMARA MUNICIPAL DE SÃO PAULO

Alunos do curso de Biblioteconomia da UFSCar visitam a biblioteca jurídica da Câmara Municipal

Por REDAÇÃO

Alunos do curso de Biblioteconomia da UFSCar visitam a biblioteca jurídica da Câmara Municipal - Crédito: DivulgaçãoCrédito: Divulgação

A Biblioteca Jurídica Francisco Xavier Amaral Filho da Câmara Municipal de São Carlos recebeu nesta sexta-feira (5) a visita de alunos do curso de Biblioteconomia e Ciência da Informação da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) em atividade para a disciplina optativa de Organização de Unidades de Informação.

Os alunos foram recebidos pelo bibliotecário da instituição, José Carlos Bastos Júnior, que forneceu informações sobre o local, como o horário de funcionamento, o conteúdo do acervo de livros e de jornais, o trabalho de clipping de notícias, e também tirou dúvidas dos alunos. “É muito rico poder receber os alunos de um curso tão querido da UFSCar, onde eu também estudei”, destacou José Carlos.

Durante a visita, os estudantes ainda conheceram as instalações do Edifício Euclides da Cunha, sede da Câmara, e obtiveram informações sobre as atribuições dos vereadores e a história do Legislativo Municipal.

A Biblioteca Jurídica Francisco Xavier Amaral Filho está localizada em frente à Câmara Municipal (rua Sete de Setembro, nº 2077) e funciona de segunda a sexta-feira das 9 às 18 horas. O acervo é aberto para a consulta da população e quaisquer dúvidas podem ser esclarecidas por meio do telefone 3362-2015.

Fonte: São Carlos Agora

Exposição abrirá as comemorações dos 50 anos da Livraria do Senado

Da Comunicação Interna

 Exposição abrirá as comemorações dos 50 anos da Livraria do Senado. A Livraria do Senado está fazendo 50 anos. A celebração começará no dia 25 de junho com uma exposição que terá uma linha do tempo com os principais momentos da Livraria, desde a sua criação. A mostra, que terá uma duração de 30 dias, será na Biblioteca da Casa, segundo o coordenador do Serviço de Multimídia (Semid), Thomas Jefferson Gonçalves. Foto: Jonas Araújo/Senado Federal

A Livraria do Senado está fazendo 50 anos. A celebração começará na terça-feira (25) com a exposição de uma linha do tempo de seus principais momentos, desde a sua criação. A mostra, que terá uma duração de 30 dias, será na Biblioteca da Casa. O coordenador do Serviço de Multimídia, Thomas Jefferson Gonçalves, explica:

— Teremos [na exposição] publicações antigas até chegar às atuais, os livros digitais. Em 2013, começamos a trabalhar com e-books. Com isso, o número de vendas superou o esperado, para cada livro [físico] que é vendido, dez são baixados. Por volta de 2016, começamos a disponibilizar os livros para serem baixados gratuitamente por meio de QR Code.

Sem fins lucrativos, a Livraria iniciou suas atividades em 1969 para comercializar a Revista de Informação Legislativa (RIL), criada seis anos antes. Desde então, seu catálogo tem sido ampliado com obras sobre direito, legislação, história, filosofia e literatura, editadas pelo próprio Senado. Hoje, além de vender obras a preço de custo com frete grátis, ela disponibiliza a maior parte de seu acervo gratuitamente em formato digital.

A Livraria tem dois estandes de venda no Senado e também participa anualmente de feiras de livro em todo o país, a fim de estar cada vez mais próxima do cidadão.  Difundir o conhecimento para toda a população de forma acessível é umas das premissas, segundo Fabrício Ferrão Araújo, diretor da Secretaria de Editorações e Publicações.

— Sinto-me honrado de fazer parte dessa história. Nosso papel é fundamental para levar conhecimento para toda a população. E esses últimos cinco meses foram o período em que a Livraria mais vendeu em toda sua história — afirma o diretor.

Nos 50 anos de atividade da Livraria, os processos foram se modificando, enfatiza Fabrício.

— Hoje a livraria comercializa pela internet. Já teve momentos em que as vendas aconteciam por contatos telefônicos. Passando por todas essas transformações, a Livraria vive um momento de grande crescimento.

Obras

Entre as obras de destaque comercializadas pela Livraria ao longo de suas cinco décadas de existência estão: A gênese do texto da Constituição de 1988, finalista do Prêmio Jabuti de 2014; História da literatura ocidental, considerada a obra magna de Otto Maria Carpeaux; Constituição em miúdos, título voltado para o público infantil; e a Revista de Informação Legislativa, atualmente classificada como A2 no sistema de avaliação da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes).

Fonte: Agência Senado

Biblioteca Arnaldo Malheiros Filho será inaugurada em junho em São Paulo

Arnaldo Malheiros Filho era um dos criminalistas mais respeitados do país.
STF

O escritório Malheiros Filho, Meggiolaro, Prado Advogadosinaugurará, em 26 de junho, a Biblioteca Arnaldo Malheiros Filho, em homenagem ao criminalista homônimo, que morreu em 2016.

O espaço ficará na Rua Almirante Pereira Guimarães, 537, Pacaembu, zona oeste de São Paulo.

Fonte: Revista Consultor Jurídico

Las principales ventajas de contar con una biblioteca dentro de la empresa privada

Las empresas son un flujo constante de información y documentación. Elementos de vital importancia y activos estratégicos que garantizan el éxito de las organizaciones. Independientemente del tamaño de dichas compañías, todas tienen documentos, libros, revistas, bases de datos y distintos materiales físicos y online para que el trabajo informativo y de conocimiento se desarrolle de la manera más eficiente. Ingredientes necesarios e imprescindibles que posibilitan el dar forma y crear una unidad de información o biblioteca dentro de las empresas.

Las empresas son un flujo constante de información y documentación

No nos referimos a meros almacenes de recursos y libros acumulados (en el mejor de los casos organizados) sin ningún criterio, como bien apunta este artículo. Si no a servicios vivos que aporten información y conocimiento, y, sobre todo, sean capaces de proporcionar valor añadido a los trabajadores de las empresas al cubrir sus necesidades informativo / documentales por el bien de la compañía.

De hecho, grandes organismos y empresas cuentan con sus propias bibliotecas con personal cualificado y experimentado que les ayudan a conseguir sus objetivos. Sobre todo, abundan estas bibliotecas privadas, y claramente bibliotecas especializadas, en sectores como el farmacéutico, el médico y el legal. Y no es algo nuevo, ya en 1992 se hablaba de este tema en una breve nota publicada en la revista El profesional de la información:

En un riguroso estudio realizado durante cinco años por Carol Kleiman en los EUA y que ha resultado en una publicación cuyo título es «Las 100 mejores profesiones a partir de los años 90», durante los próximos 25 años habrá demanda de bibliotecarios y documentalistas, especialmente por parte de las empresas.

¿Y qué harían estas bibliotecas? Las «bibliotecas empresariales» planificarían el servicio a desarrollar, organizarían el fondo disponible, negociarían con proveedores la adquisición de nuevos materiales, gestionarían presupuestos, analizarían los servicios online de más utilidad, crearían dosieres de información de uso interno y externo, prepararían boletines de noticias…

Las ventajas del departamento bibliotecario en la empresa privada

Se puede decir que estas «bibliotecas empresariales» pueden llegar a proporcionar una clara diferenciación de la compañía con respecto a empresas de la competencia. A continuación, mostraremos algunas de las principales ventajas de contar con un servicio bibliotecario dentro de las empresas.

  1. Ahorro de tiempo. El tiempo es oro en cualquier organización. Tener una biblioteca dentro de la empresa permite que los empleados puedan obtener la información de manera mucho más rápida ya que todo el fondo, recursos y colecciones estarían organizados y sistematizados. Además, contar con personal cualificado con conocimiento de los recursos disponibles permitiría obtener la información de manera más rápida y haría que el tiempo de búsqueda de dicha información no fuera cargado directamente al trabajador de la empresa, por lo que esa persona podría seguir haciendo sus funciones y analizar únicamente los resultados de las búsquedas. Se dividen así los esfuerzos optimizando el tiempo neto de trabajo y obteniendo mejores resultados finales.
  2. Ahorro de dinero. En compañías donde los servicios bibliotecarios no están instaurados es posible que se gaste más dinero en recursos al haber un ligero desconocimiento de las necesidades reales. De hecho, es posible que no se compren los recursos adecuados, que se dupliquen los materiales o que no haya tiempo para negociar mejores precios con proveedores. Además, los trabajadores invierten el tiempo en localizar la información, que en algunas ocasiones no está del todo accesible ni organizada, lo que hace que la eficiencia sea menor.
  3. Imagen corporativa fortalecida. Que las empresas privadas posean una biblioteca es una muestra de su buen hacer. Indica que apuestan decididamente por la optimización del funcionamiento general de la organización a través de los flujos de información. Y es que disponer de este departamento ayuda a las empresas ante cualquier problemática informativa. Es importante para:
    • Trabajadores (usuarios de la biblioteca) de la organización. Tener una biblioteca con todos los materiales disponibles les motiva e incentiva a seguir trabajando. La biblioteca es un servicio que les proporciona un constante desarrollo personal y profesional.
    • Clientes / usuarios. Tener una biblioteca proporciona un entorno de confianza y seguridad en el trabajo hacia los usuarios finales al ver dicho departamento como un activo informativo eficaz para sus intereses finales.
  4. Empleados más informados. Estos suelen estar mucho más actualizados sobre las novedades del sector. Las bibliotecas empresariales suelen encargarse de preparar boletines diarios con información reciente y relevante para sus usuarios. Los trabajadores de la compañía no tienen que invertir su tiempo en consultar multitud de fuentes para tener la información más novedosa, pues la biblioteca se encarga de ello llevando a cabo la preparación de boletines informativos con la información más reciente y relevante del sector en cuestión.

Además de todo lo mencionando anteriormente, contar con la figura bibliotecaria en la compañía es realmente relevante (y necesaria). Este profesional de la información puede colaborar también, además de en las tareas propias de la biblioteca, en otras tareas internas de especial interés como el archivo de la documentación generada por la organización o la gestión del conocimiento empresarial.

Y es que tener personal bibliotecario o un profesional de la información en la compañía es una clara ventaja competitiva. La productividad de las empresas se basa en invertir el menor tiempo para conseguir un objetivo junto con el menor coste, lo que define claramente la labor que haría un bibliotecario en las empresas. Aquí podemos extrapolar la frase de Henry Ward Beecher al mundo empresarial:

«A library is not a luxury but one of the necessities of life».

Imagen superior cortesía de Shutterstock

Fonte: ComunidadBTZ

Livros bordados atraem olhares para a prática da leitura na Associação Cearense de Imprensa

Texto por Diego Barbosa

Ofício milenar, o bordado reinventa a prática da leitura ao tecer verbos e versos em obras feitas à mão por artistas locais presentes na biblioteca da ACI

Minilivros feitos por Alba Alves trazem textos de Cecília Meireles, Frida Kahlo e Cora Coralina: narrar artesanal
Foto: Isanelle Nascimento

A história do bordado é antiga. Remonta à época da Pré-História, quando a técnica do ponto-cruz já era utilizada por nossos ancestrais para, entre outras necessidades, remendar vestes. O registro mais antigo de que se tem notícia nesse recorte é um fóssil de 30 mil a.C encontrado na Rússia, com indumentária ornamentada a partir de grânulos de marfim.

No correr alvoroçado do tempo, a criatividade e a ousadia de artesãos no mundo inteiro permitiram que o celebrado ofício pudesse ganhar novas camadas e texturas, sendo inclusive instrumento de afirmação política. Um bom exemplo disso são as Arpilleras, técnicas têxteis cuja origem dialoga com uma tradição popular chilena.

Nos anos 1960, elas se tornaram símbolo de resistência contra a ditadura militar de Augusto Pinochet (1915-2006), envolvendo inúmeras mulheres no trato inspirado de agulhas e fios. Bordavam a própria história, a de sua família e da comunidade.

Bordados em livros primam pelo cuidado e uso de diferentes materiais na confecção das obras
Foto: Isanelle Nascimento

Em solo cearense, por sua vez, a arte manual, quando combinada à literatura, pode promover renovados olhares sobre a prática da leitura, otimizando o acesso caprichado a obras de grandes nomes do segmento em questão. A biblioteca da Associação Cearense de Imprensa (ACI), localizada no Centro, é um afetuoso reduto possível de conferir trabalhos de artistas locais que, inspirados no movimento de expandir os caminhos do narrar, bordaram cerca de 20 livros ressoando versos e mensagens de Patativa do Assaré, Vinicius de Moraes, Cora Coralina, Cecília Meireles, Frida Kahlo, entre outros.

Uma das idealizadoras da ação, a historiadora e professora da Universidade Federal do Ceará (UFC), Adelaide Gonçalves, ressalta que a iniciativa entra no rol de outras empreitadas promovidas pela casa a fim de estreitar o contato do público com as letras. A profissional, em fevereiro de 2014, doou o acervo pessoal para a biblioteca da ACI, com cerca de 12 mil volumes reunindo várias temáticas.

Trechos bordados foram escolhidos a partir da individualidade dos artistas
Foto: Isanelle Nascimento

No mesmo ambiente em que estão as obras, funciona o Plebeu Gabinete de Leitura, que objetiva incentivar a leitura e a publicação de livros, além de promover debates sobre temáticas diversas.

“Fazemos permanentemente atividades que visam despertar o gosto pela leitura e o amor aos livros, ao mesmo tempo que demarcamos o sentido da própria biblioteca; essa ação dos livros bordados é apenas uma delas”, dimensiona.

Confecção

Mantendo um ateliê de costura no primeiro andar do prédio da ACI, o estilista e figurinista Dami Cruz foi um dos responsáveis pela feitura das obras e se diz um apaixonado por panos, linhas e enfeites. Há algum tempo utilizando frases de letras de músicas bordadas nas roupas sob sua assinatura, é dele a arte presente em livros de Fernando Pessoa, Florbela Espanca, Ana Chan, Paula Godinho e Débora Dias. Seis desses títulos com intervenção manual, vale mencionar, estiveram em um encontro internacional de historiadores ocorrido no mês de abril, na UFC.

“A professora Adelaide me trouxe os livros impressos, eu li e selecionei trechos para bordar”, explica. “Na confecção deles, entraram costuras à mão, à máquina, aplicações e colagens. Todo o material utilizado é de reaproveitamento. São retalhos, linhas e aviamentos que sobram das roupas e figurinos que faço. Se esse esforço despertar o desejo das pessoas para a leitura, já valeu para mim”.

No livro-roupeiro feito por Dami Cruz em homenagem à artista plástica mexicana Frida Kahlo, é possível trocar as roupas da histórica personagem
Foto: Isanelle Nascimento

O esmerado debruçar-se de Dami enche os olhos de quem for conferir os exemplares. Em tamanho maior que a média, os livros podem ser facilmente manuseados e deixam entrever tanto cores fortes quanto um trato cromático mais delicado. Em um deles – “O Futuro é Para Sempre”, de Paula Godinho – há inclusive fragmentos de folhas no miolo.

Um livro-roupeiro da artista plástica mexicana Frida Kahlo (1907-1954) completa o panorama criativo do estilista, com pecinhas em que é possível montar a vestimenta da histórica personagem. É o esgarçar bonito das possibilidades de imersão na literatura.

Miniatura

Conhecida pela produção de minilivros, Alba Alves também é uma das participantes da ação. Cora Coralina, Cecília Meireles e novamente Frida Kahlo são algumas figuras cujas mensagens receberam a ternura depositada pela artista nas pequeninas criações literárias.

“Na verdade, não sei uma técnica específica porque não sei bordar. Uso o desenho como uma inspiração e, conforme vou sentindo o poema, imprimo com linhas“, conta, mencionando a parceria com a amiga Didi para a realização das peças.

Cerca de 20 obras integram nova ação para fomento da leitura e literatura na biblioteca da ACI
Foto: Isanelle Nascimento

Segundo ela, o processo é “trabalhoso, cansativo e, muitas vezes, dolorido”, e os livros escolhidos para serem bordados foram indicados pela professora Adelaide Gonçalves. A escolha, contudo, foi da própria artista.

“Os poemas são belíssimos, adaptando-se muito bem ao desenho com linhas. O trabalho feito dessa forma desperta o desejo e a vontade de ler outros livros bordados. As obras presentes na biblioteca estão lá há pouco tempo e agradam muito”.

Para continuar a fomentar a circulação na biblioteca, Adelaide adianta que outras atividades estão previstas. Nos próximos meses, será realizada, por exemplo, uma pequena exposição sobre Frida Kahlo.

Serviço

Biblioteca da Associação Cearense de Imprensa (ACI)/Plebeu Gabinete de Leitura

Rua Floriano Peixoto, 735, 5º andar, Centro, Fortaleza. Funcionamento: de segunda a sexta-feira, das 8h às 12h e das 14h às 17h. Aberta ao público. Contato: (85) 3226.6260

>> Conheça mais sobre a biblioteca da Associação Cearense de Imprensa (ACI), conforme informações de Renata Costa de Souza, bibliotecária do espaço

A Biblioteca da Associação Cearense de Imprensa conta com aproximadamente 20 mil títulos, incluindo obras raras e de referência, livros de literatura, história, comunicação social, jornalismo, teatro, poesia entre outros. O acervo está disponível apenas para consulta local. A biblioteca também conta com uma hemeroteca, formada pelo acervo da coleção pessoal do jornalista, já falecido, José Oswaldo de Araújo.

Além disso, a historiadora Adelaide Gonçalves fez a doação de seu acervo pessoal para a biblioteca. A sala do Plebeu Gabinete de Leitura conta com cerca de doze mil volumes, dos quais apresentam temáticas como: história do Brasil e do mundo, poesia, literatura, filosofia, sociologia, bem como assuntos ligados a movimentos sociais, entre outros.

O espaço é visitado majoritariamente por pesquisadores e alunos universitários que buscam o acervo especializado mas também recebemos alunos de ensinos fundamental e médio, turistas e curiosos que encontram esse espaço de leitura no coração do centro da cidade.

Atualmente, são cinco pessoas atuando na direção, técnica e apoio da casa, trabalhando constantemente na catalogação, organização e higienização do acervo. Boa parte daquele encontrado na hemeroteca, inclusive, foi digitalizado e está disponível para consulta. Também atuam no desenvolvimento de ações culturais objetivando aproximar os leitores. São oficinas, rodas de conversa, palestras e exposições que constituem a programação da biblioteca.

Fonte: Diário do Nordeste

Biblioteca Cidadã disponibilizará acesso online ao maior acervo em Ciências Criminais da América Latina ao público geral

A Biblioteca Cidadã, atualmente restrita a consultas presenciais, poderá ser acessada de qualquer lugar do país.

O projeto Biblioteca Cidadã, que completou 1 ano em março deste ano, será ampliado e vai permitir que as pessoas interessadas acessem o seu acervo online de todos os lugares do país, a cada 15 dias. 

Inicialmente restrita aos associados, a pesquisa online do acervo digital da Biblioteca do Instituto, ficará disponível temporariamente àqueles(as) que não puderem comparecer ao espaço físico. 

A partir deste mês, os(as) interessados(as) já poderão fazer o seu agendamento prévio. Para isso, deverão acessar o formulário: https://forms.gle/UAr8G6zi9YXHZM4A6 e preencher os dados completos até 24h antes do dia do programa. Ao contrário do que ocorre com as visitas presenciais, não há limites de vagas, no entanto, as consultas virtuais deverão seguir o calendário da Biblioteca Cidadã e o acesso ficará válido somente no dia disponível, durante o horário de funcionamento da Biblioteca. 

Para as visitas presenciais, e acesso ao acervo completo da Biblioteca, a solicitação de reserva deverá ser feita enviando nome completo e o número de um documento de identificação, como RG e CPF, para o e-mail biblioteca@ibccrim.org.br. Vagas limitadas. 

Com mais de 77 mil exemplares, de obras físicas e digitais, a Biblioteca do Instituto é considerada a mais completa em Ciências Criminais da América Latina. 

O próximo acesso virtual ocorrerá no dia 23 de abril! 

Saiba mais sobre a Biblioteca do IBCCRIM: https://www.ibccrim.org.br/biblioteca

Fonte: Instituto Brasileiro de Ciências Criminais

Goethe reabre sua biblioteca em SP

Espaço passou por uma ampla reforma e reabertura acontece logo mais, às 18h30, com a presença do autor Luiz Ruffato que participa do projeto ‘Passaporte Literatura’

Depois de passar por uma ampla reforma visando a sua modernização, a biblioteca do Goethe-Institut (Rua Lisboa, 974 – São Paulo / SP) reabre ao público nesta sexta (12), às 18h30. A reformulação do espaço se tornou necessária para acomodar as diferentes mídias que compõem o acervo e para acolher as novas demandas dos usuários por diferentes ambientes como área de estudo, descanso e lazer. Segundo Ana Teresa Sannazzaro, diretora da biblioteca, o espaço conta com cerca de 12 mil unidades incluindo CDs, DVDs e livros. “É um acervo totalmente atualizado e moderno sobre a Alemanha, temos títulos sobre filosofia, psicologia, história, geografia, literatura e arte alemã, além disso também contamos com livros de literatura infantil e material didático”, explica Ana Teresa. Para comemorar o novo ambiente, o Goethe realiza mais uma edição do seu encontro mensal, o Passaporte Literatura, que contará com a participação do escritor Luiz Ruffato. Nele o autor responsável pelo discurso na cerimônia de abertura da Feira do Livro de Frankfurt em 2013, quando o Brasil foi homenageado, falará sobre sua experiência literária na Alemanha, literatura contemporânea e autores de língua alemã que foram importantes para sua formação. Em seguida haverá um brinde para comemorar a ocasião.

Fonte: https://www.publishnews.com.br

Edições antigas das Revistas do STJ, de Súmulas e do TFR são lançadas em formato digital

As informações disponíveis no site do Superior Tribunal de Justiça (STJ) estão ainda mais completas. As edições antigas da Revista do STJ, da Revista de Súmulas e da Revista do Tribunal Federal de Recursos (TFR) – que eram publicadas somente em meio impresso – foram digitalizadas e podem ser consultadas no portal do tribunal na internet.

Resultado de uma parceria entre o Gabinete do Ministro Diretor da Revista e a Biblioteca Ministro Oscar Saraiva, o projeto de digitalização permite que todas as edições possam ser acessadas no portal. No caso da Revista do STJ, a primeira edição impressa foi publicada em setembro de 1989, quando o cargo de ministro diretor da Revista era ocupado por Paulo Costa Leite.

Segundo Fernanda Teotonia Vale Carvalho, chefe de gabinete do diretor da Revista, a Revista do STJ surgiu como uma publicação mensal que visava substituir as revistas de jurisprudência que existiam no extinto TFR. A partir de 2006, as edições da Revista do STJ – agora publicações trimestrais­ ­­– passaram a ser apresentadas nas versões eletrônica e impressa. “Pelo caráter histórico e por ser precursora da atual Revista do STJ, a Revista do TFR também foi digitalizada”, explicou.

O projeto de digitalização foi uma iniciativa do atual diretor da Revista, ministro Mauro Campbell Marques. O gabinete desenvolveu um trabalho de desmembramento das obras, gerando cerca de 4 mil arquivos, que estão disponibilizados na internet e na intranet do tribunal para facilitar o trabalho de pesquisa do usuário final.

“De acordo com o entendimento do ministro, o meio virtual representa a melhor forma para difundir o conhecimento. E como algumas edições já estão no portal, o ideal é que todas estejam disponibilizadas de forma completa. Além disso, já existe um projeto de suspender a edição de obras impressas para cumprir as determinações socioambientais”, esclareceu a chefe de gabinete.

Trabalho em equipe

A Biblioteca Ministro Oscar Saraiva ficou responsável pela digitalização das revistas. No total, foram formatadas para o meio eletrônico 202 edições da Revista do STJ, quatro da Revista de Súmulas e 166 da Revista do Tribunal Federal de Recursos, totalizando 175.094 páginas digitalizadas.

Segundo a coordenadora da biblioteca, Rosa Carvalho, grande parte do trabalho foi realizada pela Seção de Reprografia e Encadernação. “A equipe foi maravilhosa e cumpriu todos os prazos. Não basta digitalizar. É preciso disponibilizar as imagens por meio do OCR (Reconhecimento Ótico de Caracteres) e fazer as revisões página por página – o que foi realizado por mais de um setor”, disse a coordenadora.

Graças ao uso do software OCR, é possível selecionar partes dos textos das revistas. O chefe da Seção de Doutrina Digital, Allan Rafael, afirmou que a digitalização buscou ser fiel à apresentação das revistas impressas: “Mesmo as páginas em branco foram mantidas, para não alterar o formato original”.

Fonte: http://www.stj.jus.br

Vagas – CINEMATECA

Processo Seletivo ACERP – Cinemateca Brasileira (abril/2019)

Até o dia 05.04.2019 estão abertas as inscrições para o processo seletivo de profissionais para atuarem nas áreas de Preservação de Filmes e Documentação e Pesquisa, da Cinemateca Brasileira em São Paulo.
A contratação será feita pela Associação de Comunicação Educativa Roquette Pinto (ACERP), Organização Social responsável pela gestão da Cinemateca Brasileira.
Caso tenha interesse em trabalhar conosco, acesse o formulário de inscrição.

Descrição das vagas

– Documentação

DOCUMENTALISTA

Qualificação mínima requerida (escolaridade):

  • Ensino superior completo, preferencialmente em Ciências Humanas ou Ciências da Informação.

Conhecimentos desejáveis/experiência necessária além da qualificação mínima:

  • Conhecimentos gerais de história e cinema brasileiro.
  • Conhecimentos básicos sobre normas e recomendações da Biblioteconomia e Arquivística.
  • Conhecimentos sobre preservação audiovisual.
  • Experiência com catalogação de documentos em banco de dados.
  • Experiência com digitalização de documentos e tratamento de arquivos digitais.
  • Experiência com pesquisa histórica e redação de textos.
  • Boa comunicação oral e escrita.
  • Pacote Office nível usuário (ênfase em excel intermediário).
Atividades a serem desempenhadas:
  • Organizar arquivos e coleções do campo do audiovisual.
  • Realizar pesquisa sobre arquivos e coleções do audiovisual.
  • Descrever e indexar documentos não-fílmicos.
  • Alimentar banco de dados.
  • Apoiar na elaboração de instrumentos de pesquisa.
  • Aplicar normas e recomendações próprias da Biblioteconomia e Arquivística.
  • Digitalizar documentos não-fílmicos.
  • Organizar arquivos digitais.

Informações adicionais:

  • 7 vagas
  • Regime de contratação: CLT
  • Carga Horária: 200 horas mensais
  • Local: São Paulo – SP
  • Benefícios: VT + VR ou VA + Plano de Saúde + Plano Dental + Seguro de Vida

 

AUXILIAR DE ARQUIVO

Qualificação mínima requerida (escolaridade):

  • Ensino Médio completo com conhecimentos nas áreas de arquivos e conservação de acervos.

Conhecimentos desejáveis/experiência necessária além da qualificação mínima:

  • Técnicas de organização e controle de arquivos.
  • Conhecimentos sobre conservação de acervos em suporte papel.
  • Conhecimentos sobre história e cinema brasileiro.
  • Boa comunicação oral e escrita.
Atividades a serem desempenhadas:
  • Auxiliar nos processos de organização de arquivos não-fílmicos do campo do audiovisual.
  • Executar ações de conservação preventiva e corretiva de documentos em papel.
  • Alimentar banco de dados.
  • Auxiliar na disponibilização de documentos para atendimento de pesquisadores internos
    e externos.
 Informações adicionais:
  • 4 vagas
  • Regime de contratação: CLT
  • Carga Horária: 200 horas mensais
  • Local: São Paulo – SP
  • Benefícios: VT + VR ou VA + Plano de Saúde + Plano Dental + Seguro de Vida

 

AUXILIAR DE CATALOGAÇÃO

Qualificação mínima requerida (escolaridade):

  • Graduando nas áreas de Ciências Humanas ou Ciência da Informação, preferencialmente.

Conhecimentos desejáveis/experiência necessária além da qualificação mínima:

  • Técnicas de organização e controle de arquivos.
  • Catalogação de acervos em banco de dados.
  • Boa comunicação oral e escrita.
  • Desejável Pacote Office nível usuário.
Atividades a serem desempenhadas:
  • Realizar a catalogação de obras e materiais audiovisuais.
  • Alimentar bases de dados referentes a obras e materiais audiovisuais.
  • Apoiar atendimento de solicitações.
Informações adicionais:
  • 1 vaga
  • Regime de contratação: CLT
  • Carga Horária: 200 horas mensais
  • Local: São Paulo – SP
  • Benefícios: VT + VR ou VA + Plano de Saúde + Plano Dental + Seguro de Vida

– Preservação de Filmes

TÉCNICO DE PRESERVAÇÃO DE FILMES – ANÁLISE DE MATERIAIS II 

Qualificação mínima requerida (escolaridade):
  • Graduando nas áreas de Ciências Humanas ou Ciência da Informação, preferencialmente.

Conhecimentos desejáveis/experiência necessária além da qualificação mínima:

  • Análise de materiais audiovisuais.
  • Processos fotográficos.
  • Manipulação de materiais fílmicos.
  • Captação e finalização de filmes.
  • Sistemas de climatização.
Atividades a serem desempenhadas:
  • Analisar materiais audiovisuais de diferentes suportes e formatos, para fins de incorporação
    e desincorporação.
  • Elaborar fichas técnicas de análise.
  • Alimentar informações nos sistemas da Cinemateca.
  • Incorporar novos materiais audiovisuais.
  • Produzir relatórios com as informações de temperatura, umidade e eventuais ocorrências nos
    depósitos de guarda de materiais audiovisuais.
  • Elaborar laudos técnicos (análise técnica e emissão de parecer para diversas finalidades,
    incluindo Depósito Legal).
Informações adicionais:
  • 2 vagas
  • Regime de contratação: CLT
  • Carga Horária: 200 horas mensais
  • Local: São Paulo – SP
  • Benefícios: VT + VR ou VA + Plano de Saúde + Plano Dental + Seguro de Vida

 

TÉCNICO DE RESTAURAÇÃO DE FILMES – VÍDEO E DIGITAL II | 

Qualificação mínima requerida (escolaridade):

  • Ensino Médio completo com formação técnica ou experiência comprovada na área do audiovisual.

Conhecimentos desejáveis/experiência necessária além da qualificação mínima:

  • Processamento fílmico.
  • Laboratório de Imagem e Som e seus equipamentos. Eletrônica.
  • Processos fotográficos.
  • Manipulação de materiais fílmicos.
  • Captação e pós-produção audiovisual.
  • Sistemas e tecnologias de informação.
  • Preservação digital.
Atividades a serem desempenhadas:
  • Incorporar materiais audiovisuais (vídeo e digital).
  • Analisar materiais audiovisuais (vídeo e digital).
  • Realizar a transcrição de materiais audiovisuais para diferentes formatos digitais.
  • Realizar a edição e manipulação de imagem e som.
  • Confeccionar matrizes digitais de preservação e acesso.
  • Elaborar laudos técnicos (análise técnica e emissão de parecer para diversas finalidades,
    incluindo Depósito Legal).
Informações adicionais:
  • 2 vagas
  • Regime de contratação: CLT
  • Carga Horária: 200 horas mensais
  • Local: São Paulo – SP
  • Benefícios: VT + VR ou VA + Plano de Saúde + Plano Dental + Seguro de Vida

 

TÉCNICO DE PRESERVAÇÃO DE FILMES – ANÁLISE DE DADOS I | 

Qualificação mínima requerida (escolaridade):

  • Ensino Médio completo com formação técnica ou experiência comprovada na área do audiovisual.

Conhecimentos desejáveis/experiência necessária além da qualificação mínima:

  • Pesquisa e documentação.
  • Pesquisa em Base de Dados. Desenvolvimento de Base de Dados. Processamento de dados.
  • Documentação de processos.
  • História e cinema brasileiro.
  • Preservação de acervos de diferentes gêneros. Processamento fílmico.
  • Taxonomia.
Atividades a serem desempenhadas:
  • Apoiar a catalogação de obras audiovisuais.
  • Alimentar bases de dados referentes à catalogação de obras e materiais audiovisuais.
Informações adicionais:
  • 1 vaga
  • Regime de contratação: CLT
  • Carga Horária: 200 horas mensais
  • Local: São Paulo – SP
  • Benefícios: VT + VR ou VA + Plano de Saúde + Plano Dental + Seguro de Vida

 

TÉCNICO DE PRESERVAÇÃO DE FILMES – TRÁFEGO DE MATERIAIS I | 

Qualificação mínima requerida (escolaridade):

  • Ensino Médio completo com formação técnica ou experiência comprovada na área do
    audiovisual.

Conhecimentos desejáveis/experiência necessária além da qualificação mínima:

  • Documentação.
  • Materiais audiovisuais em diferentes suportes e formatos.
  • Técnicas de organização e controle de arquivos.
  • Sistemas de informação.
Atividades a serem desempenhadas:
  • Executar a movimentação dos materiais audiovisuais entre depósitos da Cinemateca
    Brasileira.
  • Atualizar as informações nos sistemas de dados da Cinemateca Brasileira.
  • Atender o público (depositante, proponentes ou terceiros) no que concerne à entrega
    ou retirada de materiais audiovisuais.
  • Emitir documentos (recibos, boletins e termos) referentes à entrada e à saída de
    materiais audiovisuais.

Informações adicionais:

  • 1 vaga
  • Regime de contratação: CLT
  • Carga Horária: 200 horas mensais
  • Local: São Paulo – SP
  • Benefícios: VT + VR ou VA + Plano de Saúde + Plano Dental + Seguro de Vida


AUXILIAR DE PRESERVAÇÃO | 

Qualificação mínima requerida (escolaridade):
  • Ensino Médio completo.

Atividades a serem desempenhadas:

  • Atualizar informações, a partir de diversas fontes, em documentos e sistemas de dados
    da Cinemateca Brasileira.
  • Apoiar o atendimento de depositantes e solicitantes de acesso ao acervo fílmico.
  • Apoio às demais atividades da Preservação de Filmes.
Informações adicionais:
  • 1 vaga
  • Regime de contratação: CLT
  • Carga Horária: 200 horas mensais
  • Local: São Paulo – SP
  • Benefícios: VT + VR ou VA + Plano de Saúde + Plano Dental + Seguro de VidaFonte: cinemateca.org.br

Fonte: cinemateca.org.br

Exposição na FDR chama a atenção para livros rasgados e rasurados

Na Faculdade de Direito do Recife, livros com textos riscados ou rasgados dificultam o acesso a alunos cegos

Exposição mostra livros com páginas arrancadas ou riscadas / Foto: Filipe Jordão / JC Imagem
Exposição mostra livros com páginas arrancadas ou riscadas Foto: Filipe Jordão / JC Imagem

Páginas rasgadas, textos riscados ou assinalados, capítulos inteiros arrancados. Essa é a realidade de alguns livros da biblioteca da Faculdade de Direito do Recife (FDR), da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). As intervenções nas publicações comprometem o estudo de alunos cegos ou com baixa visão pois impedem a digitalização dos textos e posterior conversão em áudio. Para chamar a atenção do problema e conscientizar os estudantes, foi montada uma exposição no hall de entrada da faculdade, localizada na Boa Vista, área central do Recife.

A mostra, intitulada “Danos a tantos causados por poucos, preservar é preciso!”, fica em cartaz até 26 de março. Em quatro vitrines, foram colocados dez exemplares, dos quais cinco estão com páginas rasuradas, dois com folhas rasgadas, um com riscos e um com capiítulos arrancados. Ao lado de cada volume há dados bibliográficos (título, autor, ano, editora) e o valor da obra. Um deles está com edição esgotada e outro é importado. Todas as legendas estão também em braile.

Atualmente são 25 livros retirados do acervo porque estão com esses problemas. Há mais volumes, mas esse número é o que identificamos até agora porque foram títulos solicitados pelos alunos que não enxergam. É um dano para os estudantes e uma violação do patrimônio público”, explica a coordenadora da biblioteca, Karine Vilela.

Como os exemplares estão fora de uso, há fitas de isolamento colocadas em cima das vitrines, numa referência à interdição dos livros. O prejuízo é estimado em R$ 2.500. “Para substituí-los levamos cerca de um ano”, diz Karine.

Temos um scanner para digitalizar as obras. Depois, são enviadas para os alunos cegos. Por meio de um programa, o conteúdo é transformado em áudio para que eles possam estudar. Quando há trechos riscados, principalmente com marca-texto, o mais comum de acontecer, o equipamento não faz a leitura”, observa Karine. Estudam na FDR, hoje, duas alunas cegas e um com baixa visão.

Precisei de um livro, no semestre passado, que não pode ser digitalizado porque estava riscado. Foi ruim porque fiquei dependendo de colegas para lerem pra mim e nem sempre há disponibilidade. O estudante só deve riscar se o livro for seu. Porque os da biblioteca são para todos os alunos estudarem”, comenta Ana Carolina Santos, 19 anos, aluna cega que está no 3º período do curso de direito.

ACERVO

É a terceira edição da exposição, realizada outras duas vezes, ano passado, no início dos semestres letivos. Embora a mostra possa ser contemplada por qualquer pessoa, os calouros são convidados a visitarem. “Quanto mais cedo alertamos os alunos para que não danifiquem os livros, melhor”, destaca a coordenadora da biblioteca. Segundo Karine, 13 estudantes são prejudicados semanalmente com a falta dos livros retirados de circulação.

A biblioteca tem 14 mil livros da Coleção Circulante, disponíveis para empréstimo; e 100 mil exemplares do Acervo Histórico, liberado apenas para consulta na FDR.

Quem risca um livro presta um desserviço ao colega. Acabei de pegar um exemplar que estava riscado. De cada três volumes, em média ao menos um está marcado. Não consigo estudar com anotações que não foram minhas”, diz Wladson Moraes, 42 anos, aluno do 8º período de direito

A tecnologia é importante, mas o livro não perde seu valor. É fonte de conhecimento. Já vi muitos alunos sem cuidar dos livros. O cuidado deve ser ensinado desde cedo, em casa”, afirma a bibliotecária aponsentada Leonice Ferreira, que por muito tempo cuidou do acervo da FDR.

É um desrespeito riscar um livro. Vou à biblioteca duas ou três vezes por semana para pegar algum título emprestado. Quando o texto está riscado muitas vezes não dá pra estudar”, lamenta Moab Gouveia, do 3º período.

Fonte: Jornal do Commercio

Las 6 etapas que detallan la importancia de las bibliotecas en el apoyo a la investigación

El proceso de investigación es una búsqueda que permite formular nuevos conocimientos a partir de fuentes anteriores, permitiendo la evolución y enriquecimiento de una disciplina. Y, como ya supondréis, las bibliotecas tienen un papel destacado en el apoyo y desarrollo de la investigación. Ahora bien, ¿cómo pueden las bibliotecas ayudar a profesores, académicos e investigadores para potenciar la investigación y el conocimiento?

Las bibliotecas tienen un papel destacado en el apoyo y desarrollo de la investigación

Tal y como señala Starr Hoffman (Jefa de Planificación y Evaluación de las Bibliotecas de la Universidad de Nevada) en el vídeo «Library Support for the Research Lifecycle» publicado en YouTube, todo proceso de investigación se divide en una serie de etapas, que pueden ser muy variadas, pero que en cierta medida quedarían aglutinadas en seis:

Según el siguiente gráfico, todas y cada una de las etapas de investigación deberían ser apoyadas por los servicios bibliotecarios para que esta obtenga el éxito deseado y una óptima consecución de los objetivos. De este modo, las etapas de toda investigación serían las siguientes:

Library Support for the Research Lifecycle

1. Revisión bibliográfica

Según la Universidad de Carolina de Norte, una revisión bibliográfica analiza la información publicada en un área temática en particular y, en ocasiones, la información en un área temática en particular dentro de un período de tiempo determinado. Puede ser solo un simple resumen de las fuentes, pero generalmente tiene un patrón organizativo y combina tanto el resumen como la síntesis, entendiendo síntesis como reorganización de la información (a diferencia del resumen que sería solo un acortamiento de la misma). De acuerdo con todo esto, la biblioteca podría ayudar en la:

  • Recopilación de información.
  • Búsqueda y consulta de información bibliográfica.
  • Gestión de citas o referencias.

2. Planificación de búsqueda

Para que la investigación tenga éxito es preciso que la búsqueda de información se haga siguiendo unas pautas y parámetros preferiblemente normalizados. El profesional de la información tendrá en cuenta siempre:

  • Datos iniciales. A partir de los cuales se desarrollará la búsqueda en cuestión.
  • Infraestructura y espacio. Muy importantes para el almacenaje de la información.
  • Plan de gestión de datos. Fundamental a la hora de la entrada de nueva información o para la recuperación de la ya existente.

3. Búsqueda activa

La Asociación para la Supervisión y el Desarrollo Curricular (ASCD) indica que este tipo de investigación es un proceso disciplinado de indagación por y para quienes toman la acción. La razón principal para participar en este tipo de investigación es ayudar al actor a mejorar y/o perfeccionar sus acciones. El especialista en información pone su granito de arena aportando al investigador:

  • Recopilación de información digital y especial.
  • Soporte digital.
  • Bases de datos y sistemas de localización.

4. Publicación y presentación

La publicación y presentación de los trabajos es el fin de toda investigación. Por ello, es imprescindible el asesoramiento de un especialista acerca de:

  • Dónde publicar.
  • Creación de contenidos.
  • Apoyo de los derechos de autor.

5. Compartir la información y conservación

Tal y como nos explica el servicio bibliotecario de la Universidad de Stanfordel intercambio de datos es a menudo una parte natural del proceso de investigación, sin embargo el financiador del proyecto puede requerir que comparta sus datos o los haga públicos. Antes de compartir sus datos debe considerar no solo los metadatos que deberá proporcionar junto con los datos para que se entiendan fácilmente, sino también los problemas de privacidad, propiedad intelectual, derechos de autor o licencias que deben abordarse con respecto al intercambio. Es fundamental tener en un estado óptimo por parte del personal bibliotecario el:

  • Repositorio institucional.
  • Servicio de metadatos.
  • Servicio de datos.

6. Conversación de investigación (Acceso)

El Conversation Research Institute (CRI) indica que investigar comunicándose es, simplemente, investigar conversaciones en línea (aquellas que se encuentran en las redes sociales o cualquier otro medio en línea que permita la discusión de usuario a usuario) con el propósito de descubrir información. El profesional de la información, en este caso, deberá tener en cuenta las siguientes acciones para llevar a cabo esta fase:

  • Acceso abierto.
  • Catalogación.
  • Medición de las citas bibliográficas.

Cualquiera de las fases representadas en este post requieren del trabajo bibliotecario. El investigador recopila y detalla la información que necesita y los bibliotecarios se centran en localizar la información necesaria. Para eso, utilizarán bases de datos que indexan la bibliografía publicada, bases de datos referenciales, tesis, servicio de préstamo interbibliotecario, fuentes de información a texto completo. Además, conocerá herramientas y ayudará en la interpretación en el análisis de citas bibliográficas, muy útiles para conocer qué información es la más relevante. También, los servicios bibliotecarios son un apoyo claro para el conocimiento de los derechos de autor y su salvaguarda, conocimiento de fuentes y herramientas donde publicar contenidos.

Imagen superior cortesía de Shutterstock

Fonte: ComunidadBTZ

Parceria com Museu de Arte Sacra incentiva leitura em estação de metrô

Homem l? livro sentado em poltrona da sala de leitura do Museu de Arte Sacra na esta??o Tiradentes do Metr?
O Senac Tiradentes disponibilizou cerca de 600 livros na estação Tiradentes da Linha 1-Azul do Metrô, na região central da capital paulista.
As publicações podem ser acessadas no espaço de leitura que integra a sala que o Museu de Arte Sacra possui na estação, com livre acesso aos usuários do local de terça-feira a domingo, das 9 às 17 horas.
Os visitantes podem ler no próprio espaço ou levar um livro por vez, sem a necessidade de realização de cadastros ou empréstimos. Os títulos abordam cultura geral, assuntos contemporâneos sobre a sociedade e sobre a cidade de São Paulo.
Além de prever a inclusão semestral de novas publicações no catálogo, o espaço de leitura também contará com uma mediação de leitura por mês até abril, conduzida pela equipe da biblioteca do Senac Tiradentes.
“O livro é um potente instrumento de poder e acredito que esse projeto na comunidade levará leitores a refletirem cada vez mais sobre si mesmos, sobre os outros e sobre o mundo”, afirma Adriana Rafael, bibliotecária do Senac Tiradentes.
Cláudio Oliveira, bibliotecário do Museu de Arte Sacra, também destaca a parceria. “A ação é de grande importância para manter o espaço ativo e incentivar o hábito de leitura do público visitante. Além de estimular esse desejo pela leitura, também faz os usuários do Metrô pararem um pouquinho para apreciar e, até mesmo, levar um livro de que tenha gostado”.

A estação Tiradentes do Metrô está localizada na avenida Tiradentes, número 551.

Conheça também os cursos com inscrições abertas no Senac Tiradentes.

José Sarney doa livro raro sobre biblioteconomia para Biblioteca do Senado

Foto: Gabriel Matos/Senado
Gabriel Matos/Senado

O ex-presidente da República e ex-presidente do Senado José Sarney doou para a Biblioteca Luiz Viana Filho, a Biblioteca do Senado, a Tabela Cutter-Sandorn, obra especializada da área de biblioteconomia. O livro será incorporado à Coleção Especial. A função da tabela é possibilitar a ordenação das diversas obras de um mesmo autor dentro de um mesmo assunto.

Essa é uma importante ferramenta de trabalho da biblioteconomia e vem complementar o acervo da biblioteca — avalia Mônica Rizzo, coordenadora da Biblioteca do Senado.

Rafael Escher, bibliotecário do Serviço de Desenvolvimento de Coleções, considera a doação uma homenagem do ex-presidente à Casa, por sua participação constante para o incremento do acervo da instituição.

É uma bonita homenagem de um eterno parceiro institucional. Ele nos presenteou com uma antiga edição [de 1962] de uma ferramenta clássica da biblioteconomia — agradeceu Escher.

Utilizada na indexação de obras, a tabela é usada não só no Brasil, mas internacionalmente, segundo afirmou o bibliotecário.

Sarney presidiu o Senado Federal em quatro ocasiões: 1995/1996, 2003/2004, 2009/2010 e 2011/2012. Deixou o Senado ao final de 2014.

Fonte: Agência Senado

Justiça Eleitoral lança biblioteca digital que serve de fonte de informação para internautas e pesquisadores

Por Thales Brandão

O Portal do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) possibilita que o cidadão e o pesquisador tenham acesso à Biblioteca Digital da Justiça Eleitoral (BDJE). O espaço tem como objetivos incentivar a gestão da memória institucional e eleitoral e incrementar o intercâmbio de informação eleitoral e partidária com outras instituições nacionais e internacionais. Outras metas da BDJE são promover a gestão do conhecimento institucional e ampliar a visibilidade da produção da Justiça Eleitoral.

Atualmente, a Biblioteca Digital tem cerca de 4.500 itens catalogados. Seu acervo inclui livros, artigos e periódicos, publicados ou não pela Justiça Eleitoral, e também a produção intelectual de ministros, desembargadores e servidores. A Biblioteca Digital se destina à consulta por ministros, servidores, estagiários, pesquisadores, estudantes e público em geral.

As obras publicadas na BDJE são de domínio público ou possuem direitos autorais cedidos pelos proprietários e estão disponíveis para acesso e download gratuitos. As exceções vigoram para aquelas restritas a membros e servidores do TSE e dos tribunais regionais eleitorais. Nesse caso, se o interessado não se encaixar no perfil mencionado e tiver interesse em item de acesso restrito, deverá entrar em contato com a Seção de Biblioteca Digital, que avaliará a possibilidade de envio do material solicitado.

Memória

Inicialmente denominada Biblioteca Digital do TSE, a seção foi inaugurada em 26 de novembro de 2015. Contava no começo com 320 registros, entre artigos, mapas, fotos e vídeos. Em janeiro de 2018, foi lançada uma nova versão da Biblioteca Digital, que passou a se chamar Biblioteca Digital da Justiça Eleitoral (BDJE). A atual plataforma possui leiaute mais intuitivo, para melhorar a navegabilidade do usuário. Essa versão também possibilita acesso por meio de dispositivos móveis, como tablets e smartphones. As maiores facilidades que o espaço da BDJE proporciona ao visitante são agilidade na pesquisa, facilidade de navegação no ambiente e credibilidade das informações.

Sua importância para a preservação da memória da Justiça Eleitoral reside no fato de que o conhecimento é um patrimônio essencial e estratégico para o sucesso organizacional e, cada vez mais, esse sucesso se relaciona com a capacidade do órgão de produzir, reunir, armazenar, preservar e disseminar o conhecimento. Para que esse conhecimento não se perca e a memória consequentemente seja preservada, as novas tecnologias da informação são vitais para a gestão de toda essa produção. Ao armazenar, preservar e divulgar documentos e publicações da Justiça Eleitoral, a BDJE cumpre sua missão de preservar essa memória.

Acesso

O acesso à Biblioteca Digital pode ser feito diretamente pelo endereço: http://bibliotecadigital.tse.jus.br/xmlui ou por meio do Portal do TSE (http://www.tse.jus.br), menu “O TSE”, opção “Cultura e história” > “Biblioteca Digital”.

Já a pesquisa pode ser realizada pelos índices de data do documento, autor, título ou assunto, por meio das comunidades e coleções ou ainda pela pesquisa geral ou avançada. Neste último caso, o usuário pode aplicar os filtros de título, autor, assunto e data de publicação.

Uma das vantagens de se cadastrar na plataforma é que o usuário tem a possibilidade de assinar coleções de seu interesse para receber alerta de e-mails diários sobre os novos itens adicionados, podendo assinar quantas coleções desejar. Posteriormente, será implementada a opção de escolha também dos assuntos de interesse. Caso não realize o cadastro, o usuário poderá acompanhar na própria página da Biblioteca Digital os últimos itens incluídos.

Fonte: Cidade Marketing

Como foi o III Seminário de Informação e Documentação em Arte

A terceira edição do Seminário de Informação e Documentação em Arte, realizada no dia 23 de novembro de 2018, na Escola de Comunicações e Artes da USP, teve como tema Livros de Artistas: da Criação ao Acesso.

Os vídeos com a íntegra das palestras e do debate já estão disponíveis no IPTV-USP, plataforma de vídeos didáticos, científicos e culturais da Universidade de São Paulo.

Primeira parte:
http://iptv.usp.br/portal/video.action?idItem=40034

Segunda parte:
http://iptv.usp.br/portal/video.action?idItem=40040

Resumidamente, as palestras trataram dos seguintes tópicos:

A definição do livro de artista como dilema – por Paulo Antonio de Menezes Pereira da Silveira

(Professor da Universidade Federal do Rio Grande do Sul)

Abordou a definição de “livro de artista”, expressão associada primeiramente a edições específicas da arte contemporânea, surgida espontaneamente e com objetividade nos anos 1970. Nas décadas seguintes passou a ser discutida, reivindicada ou mesmo inadequadamente interpretada, sobretudo por artistas, fenômeno que prossegue nos anos 2000.

Uma reflexão sobre as potencialidades e os conceitos que traduzem o “Livro de artista” – por Silvana Novaes Ferreira

(Professora da Escola Superior de Propaganda e Marketing)

Partindo de uma reflexão sobre os conceitos que traduzem o Livro de Artista, a apresentação abordou as potencialidades de exploração acadêmica junto aos alunos de Graduação em Design da ESPM. No Projeto de graduação em Design PGD os alunos podem optar pela modalidade “Experimental” e muitos escolhem o formato de livro de Artista. A palestra mostrou e explicou a metodologia desenvolvida, as etapas de desenvolvimento dos projetos e os resultados finais.

Clique no link para ver os slides:  Silvana Ferreira

O livro pensado através – por Lucia Mindlin Loeb

(Artista e pesquisadora em Artes Visuais, doutoranda da ECA/USP)

A artista mostrou seu trabalho e contou um pouco do processo de criação e produção dos livros obra/objeto/escultura que vem produzindo desde 2006. Lucia trabalha com fotografia desde 1991 e, buscando um novo suporte para as imagens, começou a investigar e experimentar a construção de uma série de livros objetos, que utilizam procedimentos tais como repetição de imagens, deslocamentos, sobreposições, cortes e furos, entre outros.

Clique no link para ver os slides: o livro através

Lúcia mostrou alguns de seus trabalhos documentados em vídeo:

Memória fotográficahttps://vimeo.com/257950823

Praiahttps://vimeo.com/207778424

Mestradohttps://vimeo.com/138408266

A formação e o desenvolvimento da Coleção Livro de Artista na UFMG – por Diná Marques Pereira Araújo

(Bibliotecária Coordenadora da Divisão de Coleções Especiais e Obras Raras – UFMG)

A Coleção Livro de Artista da Universidade Federal de Minas Gerais, com mais de 700 itens catalogados, é o maior acervo brasileiro no gênero e a primeira em biblioteca de universidade pública no Brasil. Começou em 2009, com a doação de um conjunto de livros de Alex Flemming, Guto Lacaz, Marilá Dardot e Paulo Bruscky. Em sua apresentação, Diná tratou da prática da organização de um acervo de livros de artistas e seus diversos desafios

O catálogo da coleção de livros de artistas da UFMG pode ser consultado neste blog:

https://colecaolivrodeartista.wordpress.com/

Fonte: Redarte – SP

Palestra: A mediação e as interações geradas à partir do compartilhamento da informação jurídica na rede social virtual especializada: um ambiente fomentador de informação

A Internet contribuiu para a mudança no comportamento informacional dos indivíduos. Através das mídias sociais e das plataformas de relacionamentos, as redes sociais migraram do ambiente físico para o ambiente virtual. A mediação da informação jurídica a partir do compartilhamento nas redes sociais virtuais especializadas possibilitaram uma maior interação entre as pessoas. O ambiente virtual é um grande fomentador de informações, cabe aos bibliotecários se apropriarem das ferramentas e utilizar da maneira mais efetiva. 

Palestrante: MSc. Eliane Maria da Silva Jovanovich 

Doutoranda em Ciência da Informação pela Unesp de Marília, Mestrado em Ciência da Informação pela Universidade Estadual de Londrina (UEL), Especialização em Gerência de Unidades de Informação pela UEL, Especialização em Gestão Pública pelo Instituto de Ensino Superior do Paraná, Graduação em Biblioteconomia pela UEL. Bibliotecária responsável pela Biblioteca Setorial do Escritório de Aplicação de Assuntos Jurídicos (EAAJ) da UEL, atua na área de Ciência da Informação, principalmente nos temas: Tratamento da Informação Jurídica, Informação Jurídica na Internet, Mídias Sociais, Redes Sociais, Gestão de Conteúdos Digitais, Comportamento Informacional. Colaboradora dos Projetos de Extensão Carreiras Jurídicas e Mídias Sociais desenvolvidos no escritório. Membro do Comitê de Reativação da CBDJ e membro da Comissão de Estudos da ABNT.

Inscrições

Através do formulário, https://bit.ly/2KGC9We, ou por e-mail, crb8@crb8.org.br 

ALIANÇA FRANCESA DOA LIVROS PARA A BIBLIOTECA DO MUSEU NACIONAL

No dia 2 de setembro o mundo assistiu com tristeza ao incêndio do Museu Nacional, no Rio de Janeiro. Um dos mais importantes patrimônios históricos do Brasil foi destruído em um acidente. Entre as perdas estava o acervo da Biblioteca Francisca Keller, localizada no prédio do museu. Fundada em 1968, ela dispunha do maior acervo de literatura antropológica do Brasil, e um dos mais importantes da América Latina.

Apesar do luto, logo surgiu um esforço coletivo para tentar reconstruir o museu e recuperar o máximo possível do seu acervo. A Biblioteca Claudie Monteil entrou nessa iniciativa! Doaremos parte de nosso acervo francófono de sociologia, filosofia e antropologia.

A campanha está rolando no site Biblioteca Francisca Keller + 50 e eles também estão aceitando contribuições financeiras para apoiar a reconstrução de seu espaço físico.

campanha-de-doacao

Fonte: Aliança Francesa São Paulo

Palestra: A interface da Diplomática na organização da Documentação Jurídica

Evento cancelado.

 

Conteúdo

  • Fundamentos da Diplomática Clássica

  • Diplomática Contemporânea

  • Tipologia documental

  • Espécies documentais aplicada à área Jurídica

  • Tradição documental

  • Suporte documental: do convencional ao eletrônico

Palestrante: Roseli Miranda

É responsável pela gestão dos serviços de Documentação do Grupo EDP Brasil. Mestre em Ciência da Informação pela ECA-USP. Especialista em Gestão Estratégica da Tecnologia da Informação pela Fundação Getúlio Vargas. Possui graduação em Biblioteconomia e Ciência da Informação pela FESP/SP. É Docente em cursos presenciais e à distância nos temas de sua especialidade.   Possui mais de 15 anos de experiência na área de organização e gestão da Documentação Jurídica e Empresarial. Atua na área de Ciência da Informação, com ênfase na linha de pesquisa “Organização da Informação” principalmente nos temas de Documentação Jurídica.

Inscrições

Através do formulário, https://bit.ly/2KGC9We, ou por e-mail, crb8@crb8.org.br 

Biblioteca do futuro deve ir ao encontro do usuário, diz responsável pela área

Thesaurus, sistema de gerenciamento de dados foi substituído pelo Aleph, considerado mais ágil e moderno

A responsável pela biblioteca da Fundacentro, Erika Alves dos Santos, em entrevista à Assessoria de Comunicação Social da instituição defende a biblioteca do futuro como um ambiente em que a informação deve ir ao encontro do usuário e não o usuário ao encontro da informação.

Isto porque a biblioteca da Fundacentro, responsável por um grande acervo de obras na área de segurança e saúde do trabalhador, começa a trilhar novos projetos para o quadriênio 2018-2021, de modo a acompanhar as novas tecnologias e tendências da Ciência da Informação, além de atender o leitor de forma rápida, prática e funcional.

Criada em 1969 e registrada no Conselho Regional de Biblioteconomia (CRB) – 8ª região em junho de 1971, na categoria de biblioteca especializada, a biblioteca Eduardo Gabriel Saad (nome dado em homenagem ao superintendente da instituição no período de 1976 a novembro de 1981), já procedeu mais de 150 mil atendimentos presenciais e remotos e registra uma média anual de 30 mil acessos em sua página na Internet, com mais de 150 mil downloads de publicações da Fundacentro.

Vinculado à Diretoria Técnica, Serviço de Documentação e Biblioteca (SDB), coordena, além da biblioteca do Centro Técnico Nacional, as 13 bibliotecas físicas nas Unidades Descentralizadas, nas quais ocorre a prestação de serviços semelhantes à da biblioteca central, no CTN.

Atualizar o acervo é um dos desafios da coordenadora, que explica que, o normal entre as bibliotecas é que se façam novas aquisições anualmente. Mas, além da atualização do acervo, Erika destaca outros pontos importantes que integram a rotina de trabalho em bibliotecas, como a definição de politicas de trabalho, além dos regulamentos de uso dos serviços prestados ao público interno e externo.

Desde o inicio de 2018, a coordenadora vem construindo, além de uma política de regulamentação interna e externa, projeto que envolve a reestruturação da biblioteca. Um primeiro passo será o estabelecimento de uma comunicação direta com o sistema da biblioteca em tempo real, tanto no CTN quanto nas Unidades Descentralizadas. “Pretendemos com essa primeira medida, maximizar o atendimento na biblioteca”, diz Erika.

Outras ações também importantes que estão no projeto de reestruturação envolvem a ampliação do serviço de empréstimo domiciliar para o público externo. “O fato de o horário de funcionamento da biblioteca coincidir com o horário comercial desfavorece a visita de pessoas que possuem vínculos empregatícios, e isto potencializa a necessidade de flexibilizar as possibilidades de acesso à biblioteca”, reforça a chefe do SDB.

Para iniciar a empreitada, o Thesaurus, antigo sistema de gerenciamento de dados utilizado pelo SDB foi substituído por outro sistema mais ágil e moderno -, o Aleph, sistema de gerenciamento israelense, mais robusto e atualizado.

50 anos de atendimento ao público

A biblioteca Eduardo Gabriel Saad completará em 2020, 50 anos de atendimento ao público e de auxílio nas pesquisas voltadas para a área de segurança e saúde do trabalhador.

Com todas as novas ações a serem implementadas, a intenção é de que o cinquentenário da biblioteca seja comemorado com a apresentação de novas diretrizes e procedimentos, garantindo um atendimento ágil e diferenciado.

Organização da informação

No Brasil e em outros países, profissionais bibliotecários buscam a troca de informações e delinear as tendências da Ciência da Informação, alinhada aos interesses e necessidades dos pesquisadores para a construção de novas idéias.

Erika Alves dos Santos que está há 14 anos no Serviço de Documentação e Biblioteca da Fundacentro e atualmente ocupa o cargo de coordenadora, irá participar do 13º. Congresso Nacional da Associação Portuguesa de Bibliotecários, Arquivistas e Documentalistas. O evento acontece de 22 a 26 de outubro de 2018, na cidade de Fundão, Portugal.

Em julho, Erika teve seu trabalho apresentado no 15th International ISKO Conference realizado na Faculdade de Letras da Universidade do Porto, de 9 a 11 de julho de 2018. O trabalho recebe o título de The cooperative work as a strategy for information organization in the era of linked data e teve como coautor, Marcos Luiz Mucheroni.

No período de 22 a 26 de outubro de 2018, na Universidade Estadual de Londrina, acontece o XIX Encontro Nacional de Pesquisa em Ciência da Informação. O artigo “Ontologias SPAR e uso de metadados FRBR para elaboração de referências” foi aprovado e escrito por Erika Alves, em coautoria com Marcos Luiz Mucheroni e Fernando Modesto.

Fonte: SEGS

TRT DA 2ª REGIÃO PROMOVEU DEBATES SOBRE FUTURO DAS BIBLIOTECAS DA JUSTIÇA DO TRABALHO

Foi realizado, nos dias 19, 20 e 21 de setembro, no Fórum Ruy Barbosa, em São Paulo-SP, o XVII Encontro de Bibliotecários da Justiça do Trabalho.

O TRT da 2ª Região realizou, entre os dias 19 e 21 de setembro, o 17º Encontro de Bibliotecários da Justiça do Trabalho – EBJUT XVII. O evento ocorreu no auditório da Escola Judicial (Ejud-2), no 10º andar do Fórum Ruy Barbosa, em São Paulo-SP, e reuniu bibliotecários e responsáveis pelas unidades de informação deste e de outros regionais, assim como do Tribunal Superior do Trabalho (TST).

“É uma alegria dupla abrir este evento”, declarou o presidente do TRT da 2ª Região, desembargador Wilson Fernandes. “Primeiro pela sua importância, uma vez que escola sem biblioteca não se completa. Depois porque este é o último evento da Ejud-2 do qual participo na condição de presidente”, lembrou (a posse do novo Corpo Diretivo do TRT-2 será em 1º de outubro).

Na imagem acima, desembargadores Bianca Bastos e Wilson Fernandes

A atual conselheira e futura vice-diretora da Ejud-2, desembargadora Bianca Bastos, cumprimentou o presidente pelo apoio dado à Escola Judicial e falou sobre a importância dos bibliotecários para a Justiça do Trabalho. “Vocês dão um apoio silencioso e eficiente à atuação dos magistrados, colaborando para a efetiva prestação jurisdicional”.

O XVII EBJUT contou com palestras de renomados profissionais da área de biblioteconomia, como o professor doutor Fernando Modesto (USP); Neide Alves Dias de Sordi, mestre em ciência da informação (UNB); e Rosaly Favero Kryzyzanowski (Fapesp). Houve, ainda, a contribuição do juiz titular da 8ª VT/Guarulhos do TRT-2, Rodrigo Garcia Schwartz. Os bibliotecários Rejane Maria Façanha de Albuquerque (TRT-7), Leandro do Nascimento de Souza (TRT-21), Márcia Cristina Ribeiro Simaan (TRT-18) e Virginia Ramos Veríssimo (TST) dividiram suas vivências profissionais com os participantes.

A professora Rosaly, da Fapesp, contou sobre como participou, nos anos 1990, da criação de um programa de biblioteca eletrônica que inicialmente compartilhou conteúdo científico entre 86 bibliotecas da USP, Unicamp, Unesp, Ufscar e um centro de informações em ciências da saúde. O projeto cresceu, foi incorporado pelo portal da Capes (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior), e hoje reúne 132 bibliotecas e 2.340 títulos virtuais, disponíveis a milhares de professores, pesquisadores e estudantes em todo o país. As principais vantagens do consórcio são a contratação de uma assinatura digital única de publicações para todas as instituições interessadas, barateando o custo e universalizando o acesso aos seus leitores.

Na imagem acima, bibliotecários e representantes de unidades de informação da Justiça do Trabalho

Segundo Messias Pedro de Avila, diretor da Coordenadoria de Biblioteca da Ejud-2, a restrição orçamentária na Justiça do Trabalho tem levado os tribunais a imaginarem uma solução semelhante. Estariam em jogo, no caso, cerca de 30 publicações jurídicas para ser disponibilizadas de forma integrada entre os 25 tribunais do trabalho. “Estamos iniciando estudos nesse sentido”, afirmou.

Texto: Agnes Augusto; Fotos: Allan Lustosa – Secom/TRT-2

Fonte: TRT DA 2ª REGIÃO 

Campanha pede doação de livros para biblioteca do Museu Nacional

Um dos enormes prejuízos causados pelo incêndio no Museu Nacional do Rio de Janeiro, no início de setembro, foi a destruição do acervo da Biblioteca Francisca Keller (BFK), do Programa de Pós-Graduação em Antropologia Social. Para reerguer a biblioteca, fundada há 50 anos, o programa iniciou uma campanha para receber doações de livros e publicações.

Um incêndio atingiu, no início do mês, o Museu Nacional do Rio de Janeiro, na Quinta da Boa Vista, destruindo o palácio e a maior parte de seu acervo – Tânia Rêgo/Agência Brasil “A Biblioteca Francisca Keller foi incinerada, mas não morta. Uma biblioteca só morre quando não tem mais leitores. Nós temos leitores. Agora precisamos de livros”, diz o texto da campanha, que é assinado pela Comissão para reconstrução e renovação da BFK.

Interessados em doar podem saber mais detalhes no site da campanha, onde há informações sobre os livros que foram queimados e títulos que já foram doados por outras pessoas ou institutos de pesquisa.

A biblioteca tinha 37 mil volumes e era considerada uma das mais importantes na área de ciências sociais no Brasil e na América Latina. Seu acervo era principalmente de obras contemporâneas e contava com títulos importantes para os pesquisadores do programa e de outras instituições de ensino.

O Programa de Pós-Graduação em Antropologia Social tem nota máxima (sete) na Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) e foi um dos mais afetados pelo incêndio no Museu Nacional. Grande parte de seu acervo sobre etnias indígenas, por exemplo, foi consumido pelo fogo. Salas de aula e de pesquisa que ficavam no palácio precisaram ser realocadas no Horto Botânico, assim como salas de professores e pesquisadores.

Fonte: BOL Notícias

MAC reabre Biblioteca com acervo de Walter Zanini e inaugura livraria

Acervo foi doado por família de Zanini, primeiro diretor do museu; livraria é especializada em obras sobre arquitetura e arte

(Da esq. p/ dir.) O reitor Vahan Agopyan; o diretor-presidente da Edusp, Lucas Antonio Moscato; o diretor do MAC, Carlos Roberto Ferreira Brandão; a esposa de Walter Zanini, Neusa Zanini; e a professora Cristina Freire – Foto: Cecília Bastos / USP Imagens

Uma cerimônia, realizada no dia 27 de agosto, marcou a reabertura da Biblioteca Lourival Gomes Machado e a inauguração de uma Livraria da Editora da USP (Edusp) no prédio do Museu de Arte Contemporânea (MAC), localizado no Parque do Ibirapuera, em São Paulo.

A Biblioteca reabre com uma novidade: a incorporação dos 12 mil exemplares doados pela família de Walter Zanini, primeiro diretor do MAC, falecido em 2013.

Zanini foi diretor da Escola de Comunicações e Artes (ECA) da USP, historiador, crítico de arte e curador. Dirigiu o MAC de 1963 a 1978. Teve importante papel na criação do Departamento de Artes Plásticas da ECA e do Programa de Pós-Graduação em Artes, pioneiro no Brasil na concessão de títulos de mestre e doutor nessa área.

“A doação da Biblioteca de Walter Zanini torna o MAC ainda mais singular e importante como, um dia, seu primeiro diretor imaginou. Trata-se do legado que mostra a grandeza do historiador e intelectual brasileiro que Zanini foi”, afirmou a professora titular e curadora do museu, Cristina Freire, em seu discurso de abertura da cerimônia.

O reitor da USP, Vahan Agopyan, agradeceu a generosidade e o altruísmo da família Zanini em compartilhar a coleção. “Com a doação, duplicamos nosso acervo e passamos a oferecer aos usuários uma das mais importantes bibliotecas públicas de arte contemporânea do País”, destacou o reitor.

Foram incorporados à Biblioteca os 12 mil exemplares doados pela família de Walter Zanini – Foto: Cecília Bastos / USP Imagens

Outro importante espaço que passa a fazer parte do prédio do MAC é a nova livraria da Edusp, instalada no mezanino, em uma área de 80 metros quadrados. A livraria será a primeira da editora especializada em livros de artes e arquitetura. Também haverá um espaço dedicado para eventos de lançamento das obras editadas pela Edusp.

“Essa nova livraria reforça uma das principais missões da Universidade, que é a extensão cultural, e nos dá a oportunidade de apresentar ao público o catálogo qualificado de obras produzidas por nossa editora”, avaliou o diretor-presidente da Edusp, Lucas Antonio Moscato.

Para o diretor do museu, Carlos Roberto Ferreira Brandão, tanto a Biblioteca quanto a livraria da Edusp são importantes instrumentos para expandir a presença do MAC na cidade e fazem parte do projeto de ampliar as atrações do museu para o público.

Em abril deste ano, foi inaugurado o Restaurante Vista, localizado no último andar do prédio. O restaurante tem capacidade para 120 lugares e faz parte do complexo gastronômico do MAC, que já conta com uma cafeteria, o Vista Café, inaugurada em julho de 2017.

Essa é a primeira livraria da Edusp especializada em obras de arquitetura e artes – Foto: Cecília Bastos / USP Imagens

Fonte: Jornal da USP

II Seminário Especial: Lugar de Memória: O acervo da Biblioteca do Museu Nacional como patrimônio cultural

Sobre o Evento

Em homenagem aos 200 anos do Museu Nacional o evento busca, além de comemorações, compreender a Biblioteca do Museu Nacional (BMN) como lugar de memória e seu acervo raro como patrimônio cultural vinculado à construção identitária do Museu Nacional – a instituição científica mais antiga do país e umdos maiores museus de História Natural e de Antropologia das Américas. Destinado à estudantes e profissionais de Biblioteconomia, Memória Social e Ciência da Informação, e àqueles que que possuem algum vínculo com o Museu Nacional, o evento se propõe a abrir o debate sobre os conceitos supracitados, bem como trazer relatos de professores do Museu Nacional, renomados dentro e fora do país, sobre a importância do acervo da BMN na memória da Instituição.

Mais informações: https://www.eventbrite.com.br/e/ii-seminario-especial-lugar-de-memoria-o-acervo-da-biblioteca-do-museu-nacional-como-patrimonio-tickets-48072286503?aff=ehomecard

Cultura: «O Arquivo e a Biblioteca Apostólica são uma garantia da vitalidade e do futuro da Igreja» – D. José Tolentino Mendonça (c/vídeo)

Novo responsável do Vaticano rejeitou secretismo em torno de um espaço que tem mais de dois mil investigadores creditados

Lisboa, 28 jul 2018 (Ecclesia) – D. José Tolentino Mendonça disse à Agência ECCLESIA que o “Arquivo e a Biblioteca Apostólica são uma garantia da vitalidade e do futuro da própria Igreja” e afirmou que quer dar “uma nova oportunidade àqueles textos”.

Foto Agência ECCLESIA/MC

Uma biblioteca é um lugar de cultura, de pensamento, de diálogos, de encontros, é uma fronteira da ciência, onde se guarda a memória mas também onde pulsa o desejo de futuro”, afirmou o novo bibliotecário e arquivista da Santa Sé.

Em entrevista à Agência ECCLESIA, D. José Tolentino Mendonça referiu que uma biblioteca “é um espólio que representa a memória dos homens” e ao mesmo tempo representa “uma força de futuro”,  semelhante à força das raízes que “não são o passado da árvore, mas a garantia da sua vitalidade”.

Para D. José Tolentino Mendonça, a reforma em curso na Igreja Católica, proposta pelo Papa Francisco, “assenta num mergulho, nas raízes”, que permite “analisar a história sem ficar preso àquilo que é o mais imediato ou o mais previsível”.

Uma reforma nunca parte do nada, mas coloca-se sempre numa tradição, em continuidade com uma força, um vigor que vem detrás”, sustentou.

O Papa Francisco nomeou, a 26 de junho, o sacerdote madeirense como arquivista do Arquivo Secreto do Vaticano e bibliotecário da Biblioteca Apostólica, elevando-o à dignidade de arcebispo.

Para o novo responsável no Vaticano, “uma biblioteca é a possibilidade de estabelecer novos nexos e de dar uma nova vida aos textos”.

Por um lado, penso que cabe ao bibliotecário zelar pela integralidade daquele tesouro e fazer tudo para que ele passe nas melhores condições às gerações futuras; ao mesmo tempo, colocá-lo a falar para o presente, dando uma nova oportunidade àqueles textos, permitindo novos encontros que sejam uma sementeira de diálogos, da construção da paz, que é no fundo aquilo que está por detrás da finalidade da cultura”, acrescentou.

D. José Tolentino Mendonça referiu também que o Arquivo e a Biblioteca do Vaticano não estão fechados, antes há “uma política de empréstimos e de presença que abre as portas do arquivo e da biblioteca ao mundo inteiro”, tendo “mais de dois mil investigadores creditados”.

É um arquivo que pertence à Igreja, mas claramente penso que é  necessário retirar essa parte ficcional de um arquivo que esconde segredos inacessíveis”, concluiu.

D. José Tolentino Mendonça é ordenado bispo este sábado, no Mosteiro dos Jerónimos, em Lisboa, e inicia funções como arquivista do Arquivo Secreto do Vaticano e bibliotecário da Biblioteca Apostólica no dia 1 de setembro.

entrevista a D. José Tolentino Mendonça pode ser lida integralmente no portal da Agência ECCLESIA e vai ser emitida no programa Ecclesia da Antena 1, este domingo às 06h00, e no programa 70×7, também este domingo, às 13h45.

Fonte: Eclesia

Ações Educativas divulgam acervo de biblioteca em Itu

A educação é um dos principais caminhos para o desenvolvimento de uma nação e a melhoria da qualidade de vida das pessoas. Instalações de Museus e Bibliotecas há muito tempo deixaram de ser monumentos estáticos de visitação pública e se tornaram salas de aulas para, principalmente, jovens terem contato com a história e o conhecimento proporcionados por eles.

Na Estância Turística de Itu, as ações educativas também obedecem aos novos conceitos e colocam estudantes à frente de livros raros que retratam importantes aspectos da vida cultural da cidade no final do século XIX, inclusive atraindo o turismo do conhecimento para a cidade.

Como exemplo recente, alunos do Colégio Almeida Jr. de Itu participaram de ação educativa sobre a gênese da imprensa católica no Brasil, com destaque para a obra da Congregação Jesuíta, iniciada pelo Padre Taddei (1896).

Além de visitar a Igreja do Bom Jesus e o Santuário do Coração de Jesus, o grupo conheceu o do Apostolado da Oração e a Biblioteca Histórica, onde observou uma coleção de livros raros que completou o conteúdo proposto pelo tema de sala de aula: o nascimento da imprensa, a arte renascentista e os Jesuítas.

Formada ao longo do tempo por edições da coleção dos jesuítas que passaram pela igreja do Bom Jesus, que também abrigava a tipografia que deu início à Revista Mensageiro do Coração de Jesus (1896), a Biblioteca tem obras raras e importantes que estão sendo recuperadas e em breve poderão ser consultadas por pesquisadores e interessados.

Grupos interessados em participar da ação educativa podem entrar em contato com a Secretaria da Igreja do Bom Jesus (4022-3871).

www.grandeitu.com.br

Raul Machado Carvalho – Editor

grandeitu@grandeitu.com.br

Fonte: Pautas Incorporativas

La auténtica ‘Carta de Colón’ regresa al Biblioteca Vaticana tras su enigmático robo

Se trata de una copia manuscrita en 1493 de una carta en la que el explorador narraba su primera incursión en el continente americano

El Vaticano recuperó hoy la copia impresa en 1493 de una carta en la queCristóbal Colón narraba su primera incursión en el aún ignoto continente americano, hallada en Estados Unidos tras su enigmático robo de la Biblioteca papal. En estas páginas de historia, el a la postre Almirante de la Mar Océana narra la fauna, la flora y las poblaciones autóctonas de aquella tierra que creía “más allá del Ganges”, también para animar a la Corona española a invertir en nuevas expediciones. La embajadora estadounidense ante la Santa Sede, Callista L. Gingrich, acompañada por agentes de la unidad de Investigaciones de Seguridad Nacional (HSI), se encargó de restituir esta “valiosa pieza de la historia” a su “propietario legítimo”, el Vaticano.

Carta Colón EFE
El archivero y arzobispo Jean-Louis Bruguès expresó su “sincera gratitud”  (EFE).

El archivero y arzobispo Jean-Louis Bruguès expresó su “sincera gratitud” por una devolución que, en su opinión, marca una “jornada histórica” pues la Biblioteca Apostólica “recupera un documento famoso en la historia de América y España”. El acto se celebró en la sala dedicada al papa Sixto V de la biblioteca, un impresionante espacio decorado con coloridos frescos y en cuyo centro se instaló una mesa para mostrar la “Carta de Colón”, sobre un atril con terciopelo bermellón.

La carta manuscrita fue redactada por el almirante al regreso de su primer viaje a las Indias en 1493 para relatar sus asombrosos descubrimientos a sus mecenas, Isabel de Castilla y Fernando de Aragón, los Reyes Católicos españoles. Pocos meses después, gracias a la invención de la imprenta en 1440, fue traducida en latín y mandada imprimir a Stephan Plannck en Roma para difundir la buena nueva a toda Europa, si bien muy pocas de aquellas copias han sobrevivido al paso de los siglos.

Cada carta era un documento de 18 centímetros de altura, de ocho páginas en cuatro folios de papel que contenían el primer relato del “Nuevo Mundo”, descrito en una menuda y precisa caligrafía. El Vaticano recibió una de estas valiosas copias en 1921 como parte de la “Colección De Rossi” pero perdió sus hojas -no su encuadernación- en un enigmático robo del que se desconoce el cuándo y el cómo.

El prefecto de la Biblioteca, Cesare Pasini, explicó a Efe que se desconoce el modo en que esta joya histórica fue robada y apuntó que pudo ser en algún momento en que cruzara los muros vaticanos para que algún maestro librero reparara su encuadernación en el exterior. Pasini presupone que algún reparador de libros, al recibir el encargo del Vaticano de arreglar el ejemplar, pudo quedarse con los cuatro folios originales y reemplazarlos por los falsos, luciéndose de hecho en la precisión técnica y visual de su falsificación.

El siguiente episodio de su rocambolesca historia se produce en el año 2004, cuando un coleccionista estadounidense, Robert Parsons, la compró a un vendedor en Nueva York por 875.000 dólares sin saber que había sido robada en el Vaticano. En septiembre de 2011, un experto que decía haber estudiado en Roma la “Carta de Colón” de los fondos vaticanos alertó de que creía que era falsa, pues su margen de encuadernación no coincidía con otras ediciones verdaderas. Y en 2013 Parsons descubrió que tenía la verdadera, con un encuadernado más moderno, y el Vaticano, sin saberlo, la falsa.

Los investigadores determinaron en 2016 que, antes de que llegara a manos de Parsons, la “Carta de Colón” había sido vendida a un coleccionista neoyorquino por el conocido ladrón Marino Massimo de Caro, que cumple una condena de siete años de prisión en Italia por robar miles de raros y antiguos volúmenes. La viuda de Parsons entregó la codiciada misiva en 2017 de forma voluntaria a las autoridades para hacerla llegar al Vaticano, aunque actualmente está valorada e 1,2 millones de dólares (algo más de un millón de euros).

Para identificar el original y su lugar de procedencia se han seguido varios elementos, pero el principal ha sido el hilo que une sus delicadas páginaspues las perforaciones del original en Estados Unidos coinciden con la encuadernación que conservaba el Vaticano.

La auténtica “Carta de Colón” vuelve al Vaticano para sumarse a sus imponentes fondos de 1,6 millones de libros, 80.000 manuscritos y 9.000 incunables que recorren parte importante de la historia de la Humanidad, ahora con un chip para localizarlos en caso de pérdida o robo. Y sus libreros deberán ahora determinar si retiran la encuadernación falsa a la copia recuperada pues, como indicó Pasini, ya es “un fragmento” de su agitada historia.

Fonte: por EFE

As raridades da biblioteca do Metropolitan Museum de Nova York

De revista dadaísta a fotos da Rússia imperial, cerca de 50 mil itens já foram digitalizados e liberados gratuitamente na internet

FOTO: REPRODUÇÃO IMAGEM DE ‘FONTE’, DE MARCEL DUCHAMP, EM EDIÇÃO DA REVISTA DADAÍSTA ‘THE BLIND MAN’

O Metropolitan Museum of Art, em Nova York, vem digitalizando quantidades significativas de sua biblioteca de quase um milhão de volumes. Em março de 2018, o museu já contava com cerca de 50 mil títulos digitalizados, segundo um post no blog da instituição. A iniciativa visa preservar materiais em papel que correm o risco de se deteriorar.

No site do museu, o material fica na seção Digital Collections. Ele pode ser lido on-line ou baixado no formato PDF. A iniciativa se junta a um esforço geral de disponibilização do acervo do Metropolitan na rede. Em março do ano passado, 375 mil imagens de obras de arte do acervo foram colocadas no ambiente virtual.

A variedade dos materiais da biblioteca cobre inúmeros formatos, estilos e épocas. Há uma seção dedicada apenas a “livros raros”.

“Interessado em Dada?”, pergunta o blog do museu. Um dos itens digitalizados recentemente é um número da revista dadaísta “The blind man”. A publicação era editada por um dos precursores do movimento, Marcel Duchamp, e traz uma imagem de sua obra mais conhecida, “Fonte”, réplica de um mictório de porcelana que o artista assinou como “R. Mutt, 1917”.

FOTO: DIVULGAÇÃO DETALHE DA EXIBIÇÃO DE REI KAWAKUBO, ESTILISTA DA GRIFE JAPONESA COMME DES GARÇONS

Outra seção disponibilizada consiste de livros raros da Rússia imperial e início da era soviética. São materiais como livros ilustrados, álbuns de fotografias, catálogos de exibições e catálogos de coleções particulares e institucionais, russos e ucranianos, datados dos séculos 19 e 20. Um dos volumes, da década de 1880, é um levantamento fotográfico de igrejas de toda a Rússia.

Há coisas mais recentes também, como materiais explicativos da mostra da estilista japonesa Rei Kawakubo, fundadora da grife Comme des Garçons. Realizada em 2017, a exposição focou em seus trabalhos do início dos anos 1980.

A seção Costume Institute agrupa muitas coleções e conjuntos relacionados à moda, incluindo publicações, fotos, tecidos, catálogos e desenhos. Há uma coleção de panfletos sobre o “dandismo”, movimento inglês do século 19 que glorificava a estética e aparência, e que tinha o escritor irlandês Oscar Wilde (1854-1900) entre seus adeptos.

Fonte: NEXO JORNAL

Exposição na Biblioteca de Fotografia do IMS Paulista

De 29 de maio a 5 de agosto de 2018, a Biblioteca de Fotografia do IMS Paulista exibe uma versão reduzida da exposição “O caso Flávio: revistas e livros – O Cruzeiro x Life: Gordon Parks no Rio de Janeiro e Henri Ballot em Nova York”, em cartaz no IMS Rio, com fac-símiles das reportagens, livros relacionados e outros materiais.

A exposição apresenta a história do embate editorial entre a publicação americana e a revista brasileira no início dos anos 1960, quando a Life enviou Parks ao Rio com o objetivo de encontrar a pobreza e alertar para o perigo do crescimento da esquerda na América Latina. O Cruzeiro comprou a briga e enviou Ballot para documentar, em Nova York, a miséria do país.

Informações sobre a exposição em https://ims.com.br/exposicao/o-caso-flavio-revistas-e-livros-ims-paulista/

Entrada gratuita.

“Biblioteca” de vulcões pode ajudar a prever explosões futuras

Estudar o passado das explosões vulcânicas pode dar pistas de como interpretar os sinais de uma atividade vulcânica intensa no futuro, mostra novo estudo

Lava do vulcão Kilauea, no Havaí 19/05/2018 USGS/Divulgação via REUTERS (USGS/Divulgação/Reuters)

São Paulo – A mais recente onda de temor e prejuízos provocados pela erupção do vulcão Kilauea, no Havaí, mostra o quão urgente é a necessidade de prever com antecedência e eficácia uma explosão violenta, a tempo de salvar vidas e reduzir danos materiais.

Estudar o passado das explosões vulcânicas pode dar pistas de como interpretar os sinais de uma atividade vulcânica intensa no futuro. É o que sugere uma pesquisa realizada por vulcanologistas da Universidade de Leeds, na Islândia, e do British Geological Survey (Instituto Geológico Britânico), que resolveu analisar os cristais vulcânicos da erupção do Eyjafjallajökull em 2010, para reconhecer os sinais pré-eruptivos.

Para isso, eles estudaram os padrões químicos dos cristais lançados na atmosfera durante os primeiros estágios da erupção do vulcão, ao longo de março e abril de 2010. Antes de uma erupção, ocorrem alterações na estrutura química do magma, que é a rocha líquida que será expelida, com uma maior formação de cristais na região onde se acumula a rocha líquida no interior do vulcão, chamada de câmara magmática.

O interessante é que esses cristais contêm variações químicas que registram as mudanças de condições do ambiente, e também registram o tempo decorrido. Ao “ler” esse registro do tempo, os cientistas conseguem saber onde e como o magma se movia e se cristalizava antes e durante a erupção.

No caso do vulcão islandês Eyjafjallajökull, como a erupção foi bem monitorada, os geólogos souberam precisamente quando suas amostras foram expelidas dentro de uma janela de erupção de seis horas. Analisando os registros nos cristais e trabalhando desde o momento da erupção, eles puderam ler a história do magma no tempo e espaço, o que lhes permitiu interpretar como o vulcão se comportou e o magma se acumulou nos seis meses anteriores.

A reconstrução levou em conta análises do que estava acontecendo abaixo do solo e observações feitas na superfície. O estudo foi publicado no periódico científico Earth and Planetary Science Letters.

Segundo os cientistas, as mesmas técnicas poderiam ser aplicadas a outros vulcões, criando uma “biblioteca” de histórias de vulcões, o que poderia melhorar em muito a compreensão da fase crítica e pré-eruptiva da atividade vulcânica, que é fundamental para fazer previsões precisas de erupções.

“`As maiores questões relativas ao impacto do vulcanismo são sempre “quando vai entrar em erupção?’, “Como podemos saber?” e “vamos ter tempo suficiente para responder?” Uma biblioteca abrangente da atividade de um vulcão no passado poderia percorrer um longo caminho para responder a essas questões no futuro”`, disse Matt Pankhurst, cientista que conduziu a pesquisa na Universidade de Leeds, em material de divulgação da universidade.

Fonte: Revista Exame.COM

Biblioteca da USP recebe 2 mil mangás de universidade japonesa

Entre as obras doadas está a versão original de “Dragon Ball”, um dos mais famosos mangás do Brasil

Mangás doados pela Universidade de Meiji para a biblioteca do Centro de Estudos Japoneses da USP – Foto: Marcos Santos / USP Imagens

Em 2017, a biblioteca do Centro de Estudos Japoneses Teiiti Suzuki, localizada na Casa de Cultura Japonesa da USP, foi notificada de que receberia uma doação de mil mangás da Universidade de Meiji, do Japão. Neste mês de maio, a mesma biblioteca foi novamente informada sobre mais uma doação de mil mangás. No dia 21 passado, houve uma solenidade da formalização dessa parceria entre as duas instituições.

A versão original de Dragon Ball, um dos mangás mais famosos do Brasil, é uma das atrações do acervo recém-chegado à USP. Após serem catalogados, os mangás poderão ser consultados por todos os interessados.

Mangás são histórias em quadrinhos japoneses que receberam influência direta dos cartuns ocidentais e quadrinhos da Disney. O artista japonês Osamu Tezuka (1928-1989), com a obra Shin Takarajima (“A Nova Ilha do Tesouro”), de 1947, é considerado o criador desse tipo de quadrinhos. No entanto, o termo tem uma origem mais antiga, no início do século 19, com os hokusai mangá, esquetes que traziam caricaturas e ilustrações sobre a cultura japonesa, produzidas pelo artista Katsushika Hokusa (1760-1849). A partir dos mangás foram surgindo também os animês, que são versões animadas das histórias em quadrinhos.

Mangás são histórias em quadrinhos japonesas que receberam influência direta dos cartuns ocidentais e quadrinhos da Disney – Foto: Marcos Santos / USP Imagens

A Universidade de Meiji possui uma biblioteca com um grande acervo de mangás e por isso vem doando milhares de exemplares para instituições ligadas à cultura nipônica pelo mundo. O primeiro contato da instituição japonesa com a USP se deu pelo fato de Masato Ninomiya, professor do Departamento de Direito Internacional da Faculdade de Direito (FD) da USP, doutor pela Universidade de Tóquio, ter lecionado e ser assessor especial da Universidade de Meiji.

Hoje, os mangás não servem apenas ao entretenimento. Eles também influenciam carreiras. O diretor do Centro de Estudos Japoneses da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da USP, Wataru Kikuchi, destaca que a maioria dos alunos do curso de Letras que escolheram a habilitação em Japonês  declarou ter feito essa opção em razão da familiaridade com os quadrinhos e animações nipônicos. “Eu fiz uma rápida ‘pesquisa’ com os ingressantes do curso: 60% dos alunos afirmam que optaram pelo curso de Japonês por interesse em mangás e animês.”

Maioria dos alunos de Japonês da USP foi influenciada pelos mangás ao optar por esse curso – Foto: Marcos Santos/USP Imagens

O interesse vai além da graduação e por isso essas doações têm sido de suma importância para a biblioteca, afirma Kikuchi. “O público interessado é grande e muitas vezes os alunos começam a estudar japonês porque querem aprender por mangá. E o mangá se tornou um objeto de pesquisa, tanto na iniciação científica como no mestrado e no doutorado. É um fator de atração e, por isso, essa doação da Universidade de Meiji é muito importante para a biblioteca.”

A Biblioteca Teiiti Suzuki também doará livros para Universidade Federal do Amazonas, que tem uma recente habilitação em Japonês em seu curso de Letras. 

O professor Wataru Kikuchi (ao fundo), com a estagiária Tauane Falcão e os professores Leiko Matsubara Morales e Masato Ninomiya: mangás se transformaram em objeto de estudo acadêmico – Foto: Marcos Santos/USP Imagens

O Centro de Estudos Japoneses (CEJ) da USP foi fundado pelo professor Teiiti Suzuki em 18 de novembro de 1968 e, após a Reforma Universitária de 1970, foi remanejado para o Departamento de Linguística e Línguas Orientais da FFLCH. A partir de 1976 ele passou a ocupar as dependências da Casa de Cultura Japonesa, espaço cultural fundado pela Aliança Cultural Brasil-Japão na Cidade Universitária.

A construção da Casa de Cultura Japonesa contou com doações do governo japonês (Programa de Subvenções Especiais, Fundação Japão), Nippon Keidanren (Federação das Organizações Econômicas do Japão), Banpaku Kikin (Organização Comemorativa da Exposição Mundial de 1970), Nippon Usiminas e entidades e pessoas físicas e jurídicas do Brasil e do Japão. O espaço foi administrado pela Aliança Cultural Brasil-Japão por anos e depois pela organização não governamental Oisca. Em 2004, passou a ser mantida pela FFLCH.

A Biblioteca do Centro de Estudos Japoneses Teiiti Suzuki fica na Casa de Cultura Japonesa (Avenida Professor Lineu Prestes, 159, Cidade Universitária, em São Paulo-SP). Mais informações podem ser obtidas pelo telefone (11) 3091-2423 e pelos e-mails cejap.biblio@usp.br e cejap.biblio@gmail.com. O catálogo da biblioteca está disponível em bibliotecacejap.fflch.usp.br.

Texto por Jonas Santana

Fonte: Jornal da USP

TOI IV – III Colóquio Informação e Documentação Jurídica

CONTRIBUIÇÕES PARA CIÊNCIA DA INFORMAÇÃO

Evento GRATUITO – VAGAS LIMITADAS – CERTIFICADO DE PARTICIPAÇÃO USP

Inscrição

OBJETIVO
Integrar profissionais das áreas de biblioteconomia, direito, informática e demais interessados na temática. Propiciar reflexões sobre o estágio atual da informação e documentação jurídica, impactada pelas tecnologias digitais.

PÚBLICO ALVO
O III COLÓQUIO INFORMAÇÃO E DOCUMENTAÇÃO JURÍDICA tem como foco profissionais da área jurídica, informação, pesquisadores, estudantes, executivos, gestores, analistas, especialistas e consultores que atuam na área de gestão e organização da informação e desejam transformar dados em informação e conhecimento, desempenhar papéis de liderança e participar ativamente de projetos de natureza analítica.

LOCAL
Local – USP – Escola de Comunicação e Artes (ECA) – Auditório Lupe Cotrim – 1º andar
Dia – 23 de maio de 2018
Horário – 13h às 18h

Mais informações: http://www.toiomtid.com.br/toi-iv-iii-coloquio-informacao/

Casa Caetano de Campos abriga biblioteca especializada em educação

São mais de 55 mil obras sobre o tema disponíveis para consulta

Na casa Caetano de Campos, sede da Secretaria de Estado da Educação, está a biblioteca do Centro de Referência em Educação (CRE) Mario Covas. Com livre acesso, são mais de 55 mil documentos disponíveis para consulta e empréstimo. O espaço funciona de segunda a sexta, das 9h às 17h.

“A biblioteca está inserida em um circuito cultural e histórico, uma vez que ficamos na Casa Caetano de Campos, um prédio centenário, e estamos próximos ao SESC 24 de Maio, nas proximidades do edifício Copan e no centro da Praça da República, um marco nacional”, destaca Maria Salles, coordenadora do CRE Mario Covas.

O local é especializado em educação e dispõe de material institucional e acervo do Programa “Sala de Leitura”, uma variada coleção de literatura e outras áreas temáticas, tais como: livros, teses (Programa Bolsa Mestrado & Doutorado), DVDs, monografias, periódicos e publicações institucionais da Secretaria da Educação.

“Prioritariamente, os empréstimos são feitos a profissionais da Rede Estadual de Ensino. No entanto, temos mecanismos para cessões a estudantes, pesquisadores e demais interessados”, explica Maria Salles.

Com uma equipe multidisciplinar formada por bibliotecários, professores e técnicos a biblioteca também oferece atendimento presencial e online aos participantes de concursos públicos, por meio de consultas referentes à bibliografia dos certames; DVDs do Programa “Cultura é Currículo” e mais de 200 títulos no formato Daisy – tecnologia que permite a pessoas com deficiência visual, ou baixa visão, a leitura de textos a partir da narração em áudio, ou adaptação em caracteres ampliados.

Aconchegante, com sofás, mesa para trabalhos em grupo, acesso à internet e estação de pesquisa é possível visitar, também, o CEMAH (Centro de Memória e Acervo Histórico), que fica na sala ao lado da biblioteca e possui objetos da história da educação paulista, uma seção destinada a exposições temporárias e muito mais.

O CEMAH, em articulação com outros departamentos da Secretaria da Educação, Universidades e Órgãos de Preservação do Patrimônio, trabalha sobre dois grandes pilares: preservação, disponibilização e divulgação do acervo histórico da escola Caetano de Campos; e Desenvolvimento de ações de preservação da memória e do patrimônio histórico escolar.

Dentro desse trabalho, a equipe responsável faz o tratamento técnico, a montagem de exposições e o atendimento de pesquisadores. “São duas unidades, uma na praça da República, com o administrativo e as exposições para o público espontâneo ou agendamento para adultos. E na unidade Armênia fica a reserva técnica do acervo histórico. Então quem faz pesquisas vai para lá, com agendamento prévio”, esclarece Maria Cristina Noguerol Catalan, diretora do Centro de Memória e Acervo Histórico/CRE Mario Covas/EFAP.

A CEMAH oferece, ainda, apoio técnico e metodológico para o desenvolvimento de projetos da preservação da memória e do patrimônio histórico nas unidades escolares do Estado. Essas orientações são feitas por e-mail, pelo site, com vídeos de como desenvolver o projeto, e também presencial.

Se a Diretoria de Ensino tiver interesse, pode entrar em contato e solicitar uma oficina ou orientação técnica. As orientações abordam conteúdos para o desenvolvimento de trabalhos/projetos/ações sobre a preservação da memória escolar, elaboração de inventário do patrimônio histórico escolar, elaboração/ organização de exposições e espaços de memória.

Serviço

Unidade 1: Praça da República, 53 Centro – São Paulo

Fone: 2075 4750

Unidade 2: Rua Paulino Guimarães, 224 – próximo à estação do metrô Armênia, São Paulo

Fone: 3312 6936

As orientações podem ser solicitadas pelo e-mail: centrodememoriacre@educacao.sp.gov.br. O Atendimento ao Pesquisador é realizado mediante agendamento prévio. Por meio do seguinte endereço eletrônico: centrodememoriacre@educacao.sp.gov.br.

Fonte: Governo do Estado de São Paulo

Biblioteca de quatro andares no RJ reúne um dos mais importantes acervos de Teologia da América Latina

Espaço fica em Petrópolis e possui mais de 120 mil volumes. Por conta da importância do acervo, a Biblioteca Frei Constantino Koser atrai pesquisadores do mundo todo.

A Biblioteca Frei Constantino Koser reúne um dos mais importantes acervos de Teologia da América Latina e atrai pesquisadores do mundo todo. O espaço tem quatro andares, mais de 120 mil volumes, entre revistas e livros, e fica no Instituto Teológico Franciscano (ITF) em Petrópolis, na Região Serrana do Rio.

Aberta ao público, a biblioteca também possui arquivos de outras áreas, como filosofia, ciências sociais, economia, história e política. Fundado em 2002, o espaço também recebe exemplares de todas as publicações da Editora Vozes de Petrópolis.

Espaço é aberto ao público e funciona de segunda a sexta (Foto: ITF | Divulgação)

“Reunimos obras raras dos séculos 17 e 18, além de bíblias escritas em vários idiomas, livros de orações e de arte. Nossa coleção de teologia é considerada a melhor da América Latina devido à qualidade do conteúdo, quantidade de informações e a conservação do acervo”, disse a bibliotecária Márcia Dalmácio.

Com arquitetura moderna, o local conta com escadas, mas também possui elevador e é totalmente adaptado para pessoas com deficiência. Para manter os livros arejados, a biblioteca tem um sistema que permite que o teto abra e feche manualmente.

Por conta da importância documental, Márcia conta que o espaço recebe estudantes e pesquisadores de diversos Estados do Brasil e também de outros países. Por mês, passam cerca de 100 pessoas pela biblioteca, incluindo os próprios alunos do Instituto Teológico Franciscano.

“Chegamos a receber uma aluna de doutorado de uma Faculdade de Nova Iorque. Ela passou mais de um mês pesquisando nosso acervo. Foi uma das grandes pesquisas que ocorreram aqui. Também recebemos padres e outros fiéis que pesquisam, principalmente, a história franciscana e de teologia no Brasil”, disse Márcia.

Todo o arquivo é dividido em prateleiras e catalogado por meio do sistema alfa-numérico, onde a letra representa o assunto principal. Ao todo, cinco pessoas cuidam da Biblioteca, incluindo os profissionais que fazem a limpeza do espaço e também a conservação dos documentos.

A biblioteca funciona de segunda a sexta-feira, das 7h às 12h30 e das 13h às 17h.

Texto por Aline Rickly

Fonte: G1

Como as bibliotecas estão se transformando digitalmente?

Tecnologias eletrônicas facilitam e ampliam consulta, reserva e retirada de livros. É a chance para ler mais!

Antes de dormir, um livro: as linhas nos levam a outros conhecimentos, mundos, vidas, emoções… Você é desses? Está sempre com um livro no metrô ou no ônibus, enquanto faz um lanche? Aproveita o intervalo para ir à biblioteca mais próxima e buscar o título reservado antecipadamente pela internet? No século 21, é ótimo ver a transformação digital fomentando o hábito essencialmente humano da leitura. Bibliotecas modernas, públicas e sem custo disponibilizam de forma online o seu acervo, garantindo reserva e empréstimo muito ágeis. Impossível ficar sem ler!

Pouca leitura, poucos espaços

Brasileiros não são grandes leitores, e o fato se insere em um cenário de problemas na alfabetização, educação continuada e renda. Mais da metade da população brasileira se considera leitora, porém são lidos apenas 4,96 livros/ano per capita.

O consolo é a melhoria na última década. Segundo a pesquisa Retratos da Leitura, do Instituto Pró-Livro, houve crescimento de 17% no número de leitores no Brasil entre 2011 e 2015. Isso significou cerca de 15 milhões de pessoas a mais lendo no país.

A análise é detalhadíssima, repleta de dados interessantes. Mostra também que 66% da população não frequentam bibliotecas de acesso público. E isso embora 55% saibam de sua existência e até as conheçam. Curiosidade: dois terços dos que costumam ir a bibliotecas públicas não são estudantes.

Vale ressaltar que, no Brasil, há cerca de 7.200 bibliotecas cadastradas no Ministério da Cultura. É pouco, pois significa uma biblioteca pública para cada 30 mil habitantes, em média. Na República Tcheca, que tem o melhor índice do mundo, a proporção é de 1 para cada 1.970 habitantes.

No Brasil, apesar de baixa, a taxa de leitura da população vem aumentando. Imagem: Shutterstock

Grandes bibliotecas são automatizadas

Como contraponto positivo, pode-se observar que grandes bibliotecas brasileiras incorporam constantemente os avanços da tecnologia eletrônica. Fichas bibliográficas formam bases de dados e a busca de títulos é facilmente realizada em consulta ao catálogo digital. Sistemas de gerenciamento (Pergamum e Sophia, entre outros), permitem consulta, empréstimo e reserva com cliques na tela do smartphone.

As melhores possuem WiFi e salas com tomadas para dispositivos eletrônicos. O livro em papel prossegue dominando, mas cercado pelas maravilhas do progresso.

Opções com livros ao alcance de todos

Onde você se enquadra nos índices de leitura? Para não engordar os negativos, nem ficar sem ler por causa do preço dos livros, trazemos abaixo opções de bibliotecas.

Há as abertas ao público em geral, outras atendem a nichos amplos, como dos trabalhadores em agências bancárias. Existem também as instaladas em instituições de ensino superior, com empréstimos aos estudantes. Mas mesmo essas permitem pesquisas e leituras em seus ambientes a quem não é aluno.  

Biblioteca de São Paulo

Mora na capital paulista e gosta de literatura? Então, esta é para você! Inaugurada em 2010, a Biblioteca de São Paulo (BSP) funciona onde antes ficava o presídio Carandiru, na Zona Norte. Trabalha com a promoção do conhecimento e da cultura por meio da leitura. Além do acervo de 44 mil títulos de literatura brasileira e internacional, oferece cursos, oficinas e debates. Um agito só, até nos finais de semana!

A Biblioteca de São Paulo possui mais de 44 mil títulos. Há cabines de leitura infantojuvenis no piso térreo. Imagem: Divulgação / Governo de São Paulo

Na BSP, você consulta os títulos disponíveis pela internet. Também online, é possível renovar os empréstimos de livros, desde que eles não estejam reservados. Muito simples! Os sócios (eles são quase 28 mil!) podem sugerir a compra de itens que faltam nas prateleiras. As compras são semanais e a atualização do acervo recebe notas positivas. Na Feira do Livro de Londres 2018, foi uma das três finalistas no prêmio internacional do Prêmio Biblioteca do Ano. A distinção analisou acervo e inovação digital.

Biblioteca Nacional

Localizada no centro do Rio de Janeiro, a Biblioteca Nacional é hoje a maior de toda a América Latina. Junto com a chegada da Família Real ao Brasil, em 1808, vieram 60 mil títulos, originando a Real Biblioteca, seu primeiro nome. Hoje, são 9 milhões de itens (livros, manuscritos, documentos, jornais e fotografias), que a colocam entre as maiores do planeta.

Está em obras de restauração de sua fachada, a serem concluídas ainda em 2018. Mas prossegue funcionando, com apenas alguns setores para pesquisa de documentos impedidos para consulta.  

A Biblioteca Nacional, no Rio de Janeiro, destaca-se por seus recursos de acessibilidade. Imagem: Reprodução / Biblioteca Nacional

A BN possui o projeto Biblioteca Acessível, para portadores de deficiência visual e idosos. Além de técnicos especializados, conta com:

  • Ampliadores de textos eletrônicos;

  • Leitores de livros autônomos em Braille;

  • Folheadores automáticos de livros;

  • Teclados e mouses especiais;

  • Impressoras Braille;

  • Programas para leitura de textos que fazem reconhecimento de voz.

Bibliotecas do Banco do Brasil

Quem trabalha no Banco do Brasil usufrui da rede composta pelas bibliotecas Gepes (Brasília), CCBB (RJ), além de oito setoriais. As de Brasília e Rio são consideradas modelo, modernas e bem equipadas. Os funcionários do BB de todo o país e seus dependentes podem solicitar livros por meio do Portal UniBB e os materiais chegam aos usuários via malote, nas agências do banco. As comunidades em geral podem consultar os livros nos locais. Juntas, as bibliotecas somam mais de 330 mil volumes e 178 mil títulos.

Sistema Estadual de Bibliotecas Públicas da Bahia

Mantidas pela Fundação Pedro Calmon, sete bibliotecas públicas em Salvador e uma em Itaparicaformam o complexo. A mais importante é a Biblioteca Central, em Salvador, também conhecida como Biblioteca de Barris, nome do bairro onde se localiza. A pesquisa sobre os títulos do acervo de todas é disponibilizado online.

Bibliotecas da PUCRS, Unisinos e Feevale

No Rio Grande do Sul, bibliotecas de universidades privadas são destaque, com livros sobre tudo, inclusive literatura:

  • PUCRS – Pontifícia Universidade Católica do RS, em Porto Alegre

  • Unisinos – Universidade do Vale do Rio dos Sinos, em São Leopoldo e Porto Alegre

  • Feevale – Federação de Estabelecimentos de Ensino Superior, em Novo Hamburgo

Nas três, o empréstimo e devolução dos livros acontecem sem nenhuma intervenção do bibliotecário ou atendente. O serviço é feito por máquinas com tecnologia RFID (identificação por rádio frequência), que reconhecem o livro quando passado no terminal. Sem filas e esperas por atendimento. Muito ágil mesmo! Inovações como essas igualmente beneficiam funcionários de bibliotecas, liberando-os de ações repetitivas, como a de manusear volume por volume para inventário.

E aí, vamos ler mais?

Fonte: Vivo Tech

Biblioteca da SP Escola de Teatro recebe livros relacionados a identidade e corpo

Novas adições. Com mais de 9 mil exemplares em seu acervo, a Biblioteca da SP Escola de Teatro fica na sede Brás da Instituição. Foto: Jonas Lírio/SP Escola de Teatro

O acervo da Biblioteca da SP Escola de Teatro, que já conta com mais de 9 mil livros, acaba de ficar ainda maior: 23 novos livros foram adicionados à coleção neste mês de março. Todos trazem questões relacionadas a corpo e identidade, temáticas que norteiam as discussões e trabalhos deste semestre letivo dos cursos regulares da Instituição.

Entre os novos exemplares estão o “Manifesto Contrassexual”, de Paul B. Preciado, que questiona estereótipos enraizados nos conceitos de sexualidade, e “Mulheres, Raça e Classe”, obra da filósofa Angela Davis que traça um panorama histórico dos movimentos compostos por minorias sociais e suas lutas.

Artistas e ativistas que passaram pela Escola neste ano também doaram cópias de seus livros para o acervo da Biblioteca. Entre as novas adições estão “Copi – Transgressão e Escrita Transformista”, da pesquisadora Renata Pimentel, e “A Queda do Céu”, do líder Yanomami Davi Kopenawa.

A Biblioteca da SP Escola de Teatro funciona na sede Brás da Instituição, de segunda a sexta-feira, das 10h às 19h. Não é necessário ser aprendiz para consultar e emprestar livros, pois ela é aberta a todo o público.

Confira abaixo a relação de novos exemplares já disponíveis na Biblioteca:

A Integração do Negro na Sociedade de Classes: o legado da raça branca”, Florestan Fernandes

A Invenção do Ser Negro”, Gislene Aparecida dos Santos

A Queda do Céu”, Davi Kopenawa

Bantos, Malês e Identidade Negra”, Nei Lopes

Contos completos de Lima Barreto”, Lilia Moritz Schwarcz

Contos Indígenas Brasileiros”, Daniel Munduruku

Da Cabula”, Allan da Rosa

Dois Nós na Noite e Outras Peças de Teatro Negro-brasileiro”, Luiz Silva (Cuti)

Fome: uma autobiografia do (meu) corpo”, Roxane Gay

Guerreiras do Cabaré: a mulher negra no espetáculo do Bando de Teatro Olodum”, Marcos Uzel

História do Corpo”, Jean-Jacques Courtine

Manifesto Contrassexual: práticas subversivas de identidade sexual”, Paul B. Preciado

Mulheres, Raça e Classe”, Angela Davis

Na Minha Pele”, Lázaro Ramos

O Genocídio do Negro Brasileiro”, Abdias do Nascimento

O Leão e Joia”, Wole Soyinka

O Triste Fim de Policarpo Quaresma”, Lima Barreto

Poder Extra G”, Thati Machado

Poesia Total”, Waly Salomão

Racismo, Sexismo e Desigualdade no Brasil”, Sueli Carneiro (Col. Consciência em Debate)

Tsotsi: Infância Roubada; seguido da peça Mestre Harold …e os Meninos”, Athol Fugard

Um Defeito de Cor”, Ana Maria Gonçalves

Vida Trans: a coragem de existir”, Márcia Rocha, João W. Nery, Amara Moira, T. Brant

Fonte: SP Escola de Teatro

Com enorme acervo em Ciências Criminais, IBCCRIM lança programa Biblioteca Cidadã

Hoje exclusiva a associados e associadas, Biblioteca IBCCRIM passará a atender mensalmente qualquer pessoa interessada em se aprofundar no campo das Ciências Criminais

A Biblioteca do IBCCRIM lança o programa “Biblioteca Cidadã”, criado para ampliar as pesquisas e difundir os conhecimentos em Ciências Criminais no país. 

A partir de abril, sempre na primeira terça-feira de cada mês, a Biblioteca – hoje exclusiva ao corpo associativo do Instituto – abrirá as portas para qualquer pessoa interessada em estudar ou se aprofundar nesse campo do conhecimento. 

É a primeira vez que o IBCCRIM permite a pessoas não associadas a consulta ao acervo de sua Biblioteca. 

Com mais de 77 mil exemplares, de obras físicas e digitais, a Biblioteca do Instituto é considerada a mais completa em Ciências Criminais da América Latina. 

Como participar

O acesso aos materiais será disponibilizado após o pedido de agendamento, que pode ser feito por e-mail (biblioteca@ibccrim.org.br). Quem desejar fazer a visita deve indicar se pretende visitar a biblioteca no período da manhã ou da tarde e aguardar confirmação.

A Biblioteca funciona das 8h às 18h45 e será possível receber cinco visitantes no período da manhã e cinco no da tarde. 

Por enquanto, a consulta ao acervo só poderá ser feita presencialmente, na sede do IBCCRIM, na cidade de São Paulo. A Biblioteca fica no 5º andar do prédio localizado na Rua Onze de Agosto, 52, na região da Sé. 

Agende sua visita! Primeira data para visita é dia 3 de abril! 

Saiba mais sobre a Biblioteca do IBCCRIM: https://www.ibccrim.org.br/biblioteca

Fonte: Instituto Brasileiro de Ciências Criminais

Obras raras escritas por James Joyce são doadas a biblioteca de Nova York

Colecionador anunciou que vai entregar 350 peças, inclusive o primeiro livro publicado pelo autor irlandês e fragmento do manuscrito de ‘Ulisses’.

Por France Presse

Uma das maiores coleções privadas de obras do escritor irlandês James Joyce será doada à Morgan Library, uma biblioteca e museu de Manhattan, por um galerista nova-iorquino de origem britânica.

Estátua de James Joyce em Dublin, na Irlanda (Foto: Barry Cronin/AFP)

A coleção compreende cerca de 350 peças, entre as quais se encontram um exemplar do primeiro livro publicado por James Joyce, “The holy office”, um poema satírico de 1904, do qual se acredita haver menos de 100 cópias.

Também contém um fragmento do manuscrito de “Ulisses”, seu romance mais célebre, considerado por muitos críticos como a obra inglesa mais importante do século XX.

A coleção foi formada desde meados da década de 1990 pelo galerista Sean Kelly e sua esposa Mary.

Para o diretor da Morgan Library & Museum, Colin Bailey, a doação “transforma instantaneamente a Morgan em um grande centro de pesquisa acadêmica dedicado à vida e obra do autor”, explicou a biblioteca nesta sexta-feira em um comunicado.

O museu pretende organizar uma exposição consagrada a James Joyce em 2022, ano do centenário da publicação de “Ulisses”.

Além do James Joyce Centre, situado em Dublin em um casarão do século XVIII, existem outras coleções dedicadas ao escritor e poeta nascido em 1882 e morto em 1941.

A da universidade pública de Buffalo, no estado de Nova York, possui centenas de objetos e documentos que pertenceram a Joyce, e é considerada por muitos como a mais importante do mundo.

A Morgan Library é a antiga biblioteca particular do célebre banqueiro americano John Pierpont “J.P.” Morgan, personagem central do mundo das finanças no começo do século XX.

Após sua morte, seu filho abriu a biblioteca ao público. Depois se transformou em um museu com foco em literatura.

Texto por France Presse

Fonte: G1

Biblioteca da Câmara é um espaço aberto ao público e conta com publicações do século XVII

KÁTIA KAZEDANI
DA REDAÇÃO

Pesquisadores, estudantes, curiosos, paulistanos e estrangeiros. Esses são alguns dos frequentadores da Biblioteca da Câmara Municipal de São Paulo, aberta ao público de segunda-feira a sexta-feira, das 10h às 18h30. Ela conta com cerca de 22 mil volumes disponíveis para consulta da população.

O acervo da Biblioteca da Câmara está dividido em Coleção Geral – com publicações nas áreas de direitos e administração pública -, Coleção Aureliano Leite – sobre a cultura, história do Brasil, genealogia, literatura e obras sobre a cidade paulistana –, Coleção São Paulo – especializada em assuntos relacionados à capital paulista – e a Coleção de Obras Raras –  composta por livros antigos, entre eles, um título de 1601 sobre direito e jurisprudência.

A Biblioteca ainda conta com documentação da Câmara Municipal de São Paulo desde o século XVI e uma pasta específica para cada vereador com recortes de notícias publicadas pela imprensa sobre cada um deles.

A Biblioteca – assim como a Documentação do Legislativo e o Arquivo Geral – faz parte da Secretaria de Documentação da Câmara. Na biblioteca, são atendidos pedidos da própria casa, assim como da população.

Instituída em 1907 pelo então Prefeito Antônio da Silva Prado, a Biblioteca passou por uma série de fases até conseguir se modernizar e permitir as consultas de atas, Projetos de Leis e obras disponíveis no acervo por meio da internet.

Antigamente, as pessoas faziam fila para saber o que estava tramitando na Câmara. O público vinha para pegar xerox das propostas dos vereadores para conhecer as medidas e alguns queria levar as ideias para implementar em outras cidades.

O setor foi acompanhando as inovações tecnológicas e atualmente permite que as consultas possam ser feitas online. “A base de dados começou a ser implantada em 2000 e foram necessários cinco anos para desenvolvermos uma base de projetos, documento s e correlatos.

Atendimento

Faça aqui a sua pesquisa sobre os livros disponíveis no acervo da Biblioteca.

Veja aqui dados dos vereadores desde 1892.

Veja aqui os processos digitalizados das atividades legislativas.

O atendimento ainda é feito pessoalmente ou pelos e-mails:

  • Equipe de Documentação do Legislativo

E-mail: atendimentodoc@camara.sp.gov.br

  • Equipe de Biblioteca

E-mail: biblioteca@camara.sp.gov.br

  • Equipe de Arquivo Geral

E-mail: sgp33@camara.sp.gov.br

Texto por Kátia Kazedani

Fonte: Câmara Municipal de São Paulo

A maior biblioteca de magia e ocultismo digitaliza seu acervo

 

 

 

 

 

A biblioteca Ritman, de Amsterdã, na Holanda, também chamada de Bibliotheca Philosophica Hermetica, já disponibiliza online 1617 livros. A ação é parte do projeto educacional conhecido como “Hermetically Open”, que teve o auxílio de uma doação de Dan Brown, autor de O Código Da Vinci.

Vídeo relacionado:

A instituição é um dos maiores arquivos do mundo de livros de ocultismo, magia e feitiçaria. Com mais de 20 mil volumes no seu interior, o recinto é, sem dúvida, um paraíso para os amantes das ciências ocultas. Lá, é possível encontrar verdadeiras pérolas do Hermetismo, como a primeira versão impressa da Sefirot, ou Árvore da Vida da Cabala, de 1561; a primeira tradução ao inglês das obras de Jakob Böhme; um Corpus Hermeticum confeccionado em 1472; ou um exemplar do famoso A Expulsão da Besta Triunfante, de Giordano Bruno, impresso em 1584.

Em breve, mais obras serão disponibilizadas no site da biblioteca.

Fonte: Open Culture

Fonte: History

Obras raras da biblioteca do MJ são restauradas por membros da APAE

Nos próximos dois anos, cerca de 25 mil livros e periódicos passarão pelas mãos dos profissionais da Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais –Apae

A publicação mais antiga da biblioteca data de 1496 Fotos: Isaac Amorim

Traças, ah… essas pequeninas que corroem a história. Sim, esses insetos são os piores inimigos de livros; aliadas aos fungos, causam o maior estrago. E o que faz a Biblioteca do Ministério da Justiça com o acervo? Contrata os serviços de higienização e restauração da Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais –Apae. O exército exterminador da instituição é composto por seis jovens que, cuidadosamente, limpam página por página, passam fungicidas e restauram os buraquinhos deixados pelas traças em obras raras, que compõem um tesouro do Ministério da Justiça. A mais antiga data de 1496. São cerca de 25 mil livros e periódicos que passarão pelas mãos desses habilidosos profissionais nos próximos dois anos. O trabalho começou agora, no início do ano.

No total, nossa biblioteca conta com um acervo de aproximadamente 100 mil volumes, composto por livros, folhetos, periódicos e recursos eletrônicos. Porém, somente a coleção Afonso Pena Júnior (18.069 exemplares), a Goethiana (6 mil exemplares) e a de Obras Raras (2.300 exemplares) serão higienizadas e restauradas no primeiro momento.

A Coleção Afonso Pena Júnior apresenta obras com valor agregado por efeito de anotações realizadas ao longo do tempo por personalidades públicas, dedicatórias e diversos ex-libris (um tipo de selo do dono da biblioteca). A Coleção de Obras Raras do Ministério da Justiça é formada pela coleção completa das Leis do Brasil, de 1808 até 2001, e pelos Relatórios do Ministério da Justiça, a partir de 1832. Estas duas são as principais coleções que justificam a presença do Ministério da Justiça no Guia do Patrimônio Bibliográfico Nacional de Acervo Raro.

Essas publicações não estavam disponíveis para o manuseio e podiam até se deteriorar por falta de cuidados especiais desde os anos 1980. Agora, após anos sem tratamento, a coleção Afonso Pena Júnior terá o tratamento adequado. O chefe da Biblioteca, André Sousa Sena, explicou como era feita essa preservação. “Antigamente era a Fundação Petrônio Portella que realizava ações de preservação no âmbito da pasta. Porém, a finalidade da fundação voltava-se aos estudos e pesquisas na área da Ciência do Direito”.

A Fundação foi extinta em 14 de fevereiro de 1989. Desde então não houve tratamento do acervo de obras raras. Mas o trabalho desenvolvido pela fundação não se assemelha ao realizado no contrato da APAE. “Este tem por objeto a higienização e pequenos reparos em acervos bibliográficos específicos. Enquanto o trabalho da fundação era a preservação da gestão documental como um todo”, esclareceu.

O trabalho 

A preservação de uma obra impede que chegue ao ponto de ser restaurada, segundo André: “O restauro é a última alternativa viável para a recuperação do livro. A preservação prolonga e muito a vida útil de um livro”. Mas para realizar esse trabalho, são necessários conhecimento e técnica. Ensinamentos esses que a Apae transmite a seus alunos.

As limitações dos jovens da Apae não os incapacita para o mercado de trabalho, revelou o supervisor e instrutor da Apae, Glauco Santos. “A execução deles é excelente. São muito atentos ao que fazem”. A Apae oferece vários cursos e cada um escolhe o que melhor se adapta. Uma vez colocado no mercado de trabalho, eles recebem um salário da categoria e a  carga horária é 4 horas por dia.

Elizângela Alves, uma das componentes da equipe, conta como tem sido sua experiência com a limpeza dos livros da biblioteca. “É muito bom, eu era muito assim (faz gestos rápidos com as mãos para dizer ser ansiosa, agitada), mas hoje estou mais calma. Estou feliz”, contou sorridente.

O acervo 

Talvez esses jovens não se dêem conta que estão preservando um acervo histórico, que pertenceu ao jurista e ex-presidente do Brasil Afonso Pena, exatamente o sexto homem a ocupar a cadeira de chefe de Estado, de 1906 a 1909. Seu filho Afonso Pena Júnior, herdeiro da biblioteca, foi ministro da Justiça de 1925 a 1926. Ele era também um bibliófilo. Após sua morte, a família doou sua coleção para o Ministério da Justiça.

Além da biblioteca do ex-ministro, serão higienizados os exemplares da coleção Obras Raras do ministério. Este acervo precioso contém obras impressas no ano de 1496, guardadas em cofre. São dois incunábulos, livros impressos nos primeiros tempos da imprensa, antes mesmo da invenção de Gutenberg e do descobrimento do Brasil. Os títulos são Petrarca do humanista italiano Francesco Petrarca (1304-1374), a obra mais antiga pertencente ao Ministério da Justiça, de 1496 e Horácio de 1498, este exemplar foi restaurado, possui glosas e capitulares ornamentadas.

Destaca-se entre as obras raras, a Arte de furtar, do padre Antônio Vieira (1608-1697). Manuscrito de 1652, o livro manteve-se inédito durante mais de 90 anos. Foi impresso pela primeira vez em 1743, em Lisboa.  A Arte de Furtar não ensina a roubar, mas demonstra as numerosas formas de roubo e desmascara as múltiplas espécies de ladrões, para que os leitores deles se acautelem e o rei lhes dê “o castigo que merecem”. Do clero à burguesia, passando pelos militares e pela nobreza, o autor descobrindo as “unhas” e as “traças de ladrões”, excetuado convenientemente “os ministros que assistem a El-Rei”. Arte de roubar  é considerado um monumento da prosa barroca e o mais importante texto da literatura de costumes da língua portuguesa.

Outro tesouro escondido da Biblioteca é a Coleção Goethiana, livros de e sobre a maior expressão da literatura alemã, Johann Wolfgang Goethe (1749-1832). Não se pode afirmar, mas possivelmente seja a mais completa da América Latina. São seis mil livros comprados pelo Ministério da Justiça em 1971. Dentre essas, exemplares de “Fausto” e outras obras de Goethe. Há obras do século 18, algumas artesanais e ilustradas a ouro.

E depois? – De acordo com a bibliotecária Gabriela Gomes, responsável pelo projeto, a higienização é só o início de um projeto grandioso que está por vir. Findo o trabalho de restauração, os livros serão catalogados e digitalizados. “As obras passarão a fazer parte da primeira biblioteca digital do Ministério da Justiça, a ser disponibilizada na internet”, revelou. Mas a ideia ainda está sendo maturada, uma vez que o ministério não possui recursos para realizar a digitalização das obras, o que demandará uma estrutura especial.

O objetivo é modernizar a Biblioteca do MJ, para promover o acesso e a divulgação do conteúdo digitalizado das obras raras, favorecendo ao usuário – cidadão atendimento rápido e de qualidade”, explicou.

Só então esse rico patrimônio histórico-cultural, formado por diversos tipos de documentos (livros, periódicos, manuscritos, teses e folhetos), escondido em uma sala do Ministério da Justiça vai ganhar o mundo.

Veja mais fotos do trabalho desenvolvido na biblioteca e das obras raras do acervo

Fonte: Ministério da Justiça

Biblioteca em NY homenageia mulheres brasileiras

A próxima Quarta Literária prestará tributo às mulheres extraordinárias do Brasil

A Biblioteca Brasileira em Nova York informou que a próxima Quarta Literária, no dia 28, às 6:00 pm, será dedicada às mulheres extraordinárias do Brasil, tendo como exemplo um pouco das vidas e obras de Madalena Caramuru, Carolina Maria de Jesus e Nísia Floresta.

Filha da índia Moema e do português Diogo Álvares Corrêa, Madalena Caramuru foi a primeira mulher brasileira a saber ler e escrever, segundo atestam alguns historiadores, como Gastão Penalva e Francisco Varnhagen. Em 1534, Madalena casou-se com Afonso Rodrigues, natural de Óbidos, Portugal, que segundo Gastão Penalva, foi o responsável pelo ingresso de Madalena no mundo das letras.

Madalena escreveu uma missiva de próprio punho ao Padre Manoel da Nóbrega, no dia 26 de março de 1561, pedindo que as crianças escravas fossem tratadas com dignidade. Oferecida a quantia de 30 peças para o resgate das crianças. Em homenagem a Madalena, os Correios lançaram um selo que simboliza a luta pela alfabetização da mulher no Brasil, em 14 de novembro de 2001.

Carolina de Jesus é considerada uma das primeiras e mais importantes escritoras negras do Brasil. A autora viveu boa parte de sua vida na favela do Canindé, na zona norte de São Paulo, sustentando a si mesma e seus três filhos como catadora de papéis. Em 1958, foi descoberta pelo jornalista Audálio Dantas, que publicou o diário de Carolina sob o nome Quarto de Despejo. Com o dinheiro do livro, a autora se mudou da favela. Chegou a publicar outros livros, mas nenhum repetiu o enorme sucesso de sua primeira publicação.

A obra da autora foi objeto de diversos estudos, tanto no Brasil quanto no exterior.

Nísia Floresta Brasileira Augusta, pseudônimo de Dionísia Gonçalves Pinto, nascida em 1810, foi uma educadora, escritora e poetisa brasileira. É considerada uma pioneira do feminismo no Brasil e foi provavelmente a primeira mulher a romper os limites entre os espaços públicos e privados publicando textos em jornais, na época em que a imprensa nacional ainda engatinhava. Nísia também dirigiu um colégio para moças no Rio de Janeiro e escreveu livros em defesa dos direitos das mulheres, dos índios e dos escravos.

Em seu livro “Patronos e Acadêmicos”, referente às personalidades da Academia Norte-Riograndense de Letras, Veríssimo de Melo começa o capítulo sobre Nísia da seguinte maneira: “Nísia Floresta Brasileira Augusta foi a mais notável mulher que a História do Rio Grande do Norte registra”.

O Brazilian Endowment for The Arts (BEA) é um instituto cultural brasileiro, presidido pelo autor e professor Domício Coutinho, e que conta com inúmeros frequentadores. Há mais de uma década, o Brazilian Endowment for The Arts trabalha para promover a literatura, arte e cultura brasileiras em Nova York (EUA). O trabalho é realizado por uma equipe preparada e capacitada para atuar em diversos projetos e se reflete nos produtos de qualidade e de reconhecimento internacional. A BEA fica na 240 East 52nd St., em Manhattan (NY).

Fonte: Brazilian Voice

Nem precisa ter jogo para ir ao Pacaembu

Texto Ademir Medici

O Museu do Futebol é um espaço obrigatório não apenas para esportistas. É também um laboratório para quem curte história e memória. E é lá que se reúne uma gente simpática que leva adiante o projeto do Memofut. Conhecem?

Estádio Paulo Machado de Carvalho, o Pacaembu. Hoje não haverá jogo de futebol. Mas a movimentação é grande na Praça Charles Miller e no Museu do Futebol, incluindo a sua rica biblioteca, com jornais, revistas e livros das mais variadas épocas e lugares, todos tratando do esporte rei brasileiro.

No Auditório Armando Nogueira, parte integrante do Museu do Futebol, acontece a 95ª reunião do Memofut, sigla do Grupo Literatura e Memória do Futebol, que em março comemorará 11 anos de rica existência.

Na plateia, homens de várias idades, profissões e clubes do coração, e uma jovem esportista. Vários ostentam camisetas dos seus clubes. É possível ver um são-paulino conversando animadamente com um corintiano e um palmeirense. Um dos presentes veste a camisa da Seleção do Paraguai. O clima é da maior cordialidade.

Durante mais de três horas, com um pequeno intervalo para o café, a conversa gira em torno do futebol, e o tema é Copa do Mundo – e mesmo durante o café só se fala em futebol.

São todos, verdadeiramente, pesquisadores e amantes do futebol. Um complementa e amplia a memória de outro. Aquele jogo na Copa da Inglaterra em 1966, aquele lance na Copa da Suécia em 1958 – não obrigatoriamente de uma partida do Brasil.

Impressionante o alto grau de conhecimento desses brasileiros de várias partes da Capital, Grande São Paulo e de cidades como Jundiaí, de um grupo animado que tem entre os representantes Helio Maffia. Muito simpático. Maffia é um nome clássico da preparação física, com atuação nos grandes clubes paulistas, chegando a técnico do Corinthians.

GIPEM DO FUTEBOL

Para nós, do Grande ABC, que participamos da última reunião – a convite do designer Luiz Romano, de São Caetano – o Memofut lembra muito o Gipem (Grupo Independente de Pesquisadores da Memória). O Memofut, como o Gipem, é um grupo sem constituição jurídica formal. E funciona muito bem.

Missão: promover a difusão da literatura e outras formas de expressão cultural e artística do futebol e apoiar a preservação da memória do futebol.

Visão: ser uma referência na pesquisa, no estudo e no debate do tema futebol em todas as suas vertentes culturais e artísticas e na preservação da memória do futebol em todas as suas manifestações. Tornar-se um centro de referência para historiadores, pesquisadores e editores.

Valores: apartidário, sem fins comerciais. O grupo é extremamente rigoroso no respeito aos direitos autorais das fontes de pesquisa e publicará sempre que identificáveis as respectivas fontes.

Estes princípios, redigidos por Domingos Antonio D’Angelo Junior quando dos dez anos do MemofuT, foram facilmente observados durante a 95ª reunião, realizada em 3 de fevereiro último, um sábado pela manhã – as reuniões são sempre no primeiro sábado do mês – e de manhã.

O coordenador, professor Alexandre Andolpho, conduziu a reunião, que constou de três palestras das mais participativas.

Gustavo Carvalho alinhavou curiosidades sobre as Copas do Mundo.

O bibliotecário Ademir Takara discorreu sobre a história da história das Copas do Mundo.

Alexandre Andolpho analisou com a plateia os chamados ‘grupos da morte’ nas Copas do Mundo.

Em quase 11 anos participaram das reuniões do Memofut jogadores de futebol famosos, jornalistas, autores de obras sobre o futebol, colecionadores de álbuns de figurinhas e tanta gente mais.

GENTE, QUE BIBLIOTECA!

Deixamos o Pacaembu à tarde, desviando dos blocos de Carnaval paulistanos. Não deu tempo de visitar o Museu do Futebol propriamente dito. Um bom tempo foi passado na biblioteca, conduzidos pelo xará, Ademir Takara, que nos mostrou uma bibliografia riquíssima, com vários títulos referentes ao futebol do Grande ABC. Toda a obra do saudoso Paschoalino Assumpção, por exemplo, está nesta biblioteca.

Aprendemos muito. Fechamos alguns acordos. Descobrimos títulos belíssimos. Mas tudo isso fica para amanhã, aqui mesmo, em Memória.

AMANHÃ EM MEMÓRIA

Eles pesquisam e escrevem sobre futebol

Um intercâmbio com a biblioteca do Museu do futebol

Esportistas do Grande ABC que participam das reuniões do Memofut.

Fonte: Diário do Grande ABC

Bibliotecas presidenciais são mais do que livros e papel

Biblioteca Presidencial Ronald Reagan em Simi Valley, Califórnia (© Bob Riha Jr/WireImage)

Os visitantes da Biblioteca Presidencial Ronald Reagan em Simi Valley, Califórnia (acima), têm a chance de ver o famoso Boeing 707 customizado que transportou sete presidentes ao redor do mundo. Esse avião é comumente conhecido como Air Force One.

Não é uma biblioteca típica.

As bibliotecas presidenciais em todo os EUA servem como arquivos do tempo de um presidente em exercício. Estão abertas ao público e disponibilizam os registros de um governo a pesquisadores, historiadores e a qualquer pessoa interessada em saber como a Casa Branca funciona.

Mas as bibliotecas também são museus que preservam os artefatos das autoridades que ocuparam o cargo e a época em que serviram. Isso significa que é provável encontrar alguns itens não disponíveis em outras bibliotecas.

As bibliotecas — geralmente nos estados de origem dos ex-presidentes — atraem pesquisadores e turistas. Se você não tiver a chance de visitar qualquer uma das bibliotecas destacadas abaixo, o Arquivo Nacional oferece recursos on-line* para as 14 bibliotecas que administra.

Abraham Lincoln

(© Seth Perlman/AP Images)

Além de seus extensos materiais de pesquisa sobre Lincoln e a Guerra Civil, a Biblioteca e Museu Presidencial Abraham Lincoln, em Springfield, Illinois, possui extensos artefatos da 16ª Presidência (1861-1865), como esta carruagem usada por Lincoln e sua esposa, Maria.

Dwight Eisenhower

(© Charlie Riedel/AP Images)

O rascunho acima, da Biblioteca Presidencial Dwight D. Eisenhower, em Abilene, Kansas, captura as revisões manuscritas do 34º presidente ao rascunho de seu pronunciamento de despedida redigido por seus redatores de discursos. Eisenhower serviu de 1953 a 1961.

John F. Kennedy

(© Rick Friedman/Corbis/Getty Images)

Projetada pelo arquiteto internacionalmente aclamado I. M. Pei, a Biblioteca e Museu John F. Kennedy, em Boston, abriga curiosidades como um peso de papel do Salão Oval feito a partir de um coco* no qual o presidente John F. Kennedy (presidente de 1961 a 1963) esculpiu uma mensagem de resgate quando o barco que ele comandou durante a Segunda Guerra Mundial foi afundado.

Lyndon Johnson

(© Jay Janner/Austin American-Statesman/AP Images)

Localizada em Austin, Texas, a Biblioteca e Museu Lyndon Baines Johnson é o maior edifício de todas as bibliotecas presidenciais. Suas exposições examinam o legado de Johnson, tanto seu trabalho para aprovar a Lei de Direitos Civis de 1964 e seu papel no envolvimento dos EUA no Vietnã. A biblioteca também possui uma versão robótica do 36º presidente (1963-1969) contando histórias a partir de uma tribuna.

Jimmy Carter

(© John Bazemore/AP Images)

Uma série de bibliotecas e museus presidenciais incluem recriações de seu Salão Oval — o gabinete oficial do presidente na Casa Branca em Washington — como o da foto acima localizado na Biblioteca e também Museu Presidencial Jimmy Carter em Atlanta. A recriação mostra uma réplica do mobiliário e da atmosfera dos anos Carter durante seu mandato de 1977 a 1981.

George H.W. Bush

(© Pat Sullivan/AP Images)

Além de suas 40 milhões de páginas que documentam a Presidência de Bush (1989-1993), a Biblioteca e Museu Presidencial George H.W. de Bush localizada no campus da Universidade A&M em College Station, no Texas, examina a vida do 41º presidente no serviço público de forma mais geral. A análise inclui o período em que serviu nas Forças Armadas e também quando foi vice-presidente de Ronald Reagan. Uma exposição reproduz uma conferência de imprensa, dando aos visitantes a chance de se posicionar em uma tribuna presidencial, ler a partir de um teleprompter (aparelho usado por oradores para ler os textos sem desviar os olhos da câmera) e responder perguntas.

Fonte: Share America

Você sabia que dentro da USP tem uma tecidoteca?

Localizado no campus da zona leste de São Paulo, acervo do espaço é aberto ao público

Por Marcella Affonso

Bandeiras de tecidos planos e de malharia, catálogos de empresas têxteis e de aviamentos – como botões, zíperes e fitas – e fibras. Tudo isso constitui o acervo da Tecidoteca da USP.

O espaço foi criado em 2005, junto ao bacharelado de Têxtil e Moda, e vinculado à biblioteca da Escola de Artes, Ciências e Humanidades (EACH), campus da USP na zona leste de São Paulo. Além do espaço físico, a Tecidoteca também conta com uma base de dados on-line.

O acervo do espaço é aberto ao público mediante agendamento. As visitas devem ser marcadas pelo e-mail bibtecidoteca-each@usp.br. Mais informações podem ser obtidas através do telefone (11) 3091-1035.

Conheça o local:

Veja o vídeo

Fonte: TV USP

Palestra: Coleções de Obras raras de Direito, por Michael Widener

Por ocasião do início do ano letivo de 2017 da Universidade Federal de Pernambuco o Programa de Pós-Graduação em Ciência da Informação e a Biblioteca da Faculdade de Direito do Recife promovem a conferência Rare law book collections, ministrada pelo Pesquisador Michael Wildener, Bibliotecário da Biblioteca de Obras Raras da Lillian Goldman Law Library e professor de Legal Research da Yale Law School.

Michael Widener é o bibliotecário de Obras Raras de Universidade de Direito Yale desde 2006. Antes desta posição, Widener foi o Diretor de Coleções Especiais na Tarlton Law Library da Universidade do Texas por 14 anos. Ele também é membro do corpo docente da Escola de Obras Raras da Universidade da Virginia. Como palestrante ofereceu conferências nos EUA, México, Suécia e Itália.

 

Fonte: Liber UFPE

Mais de 1,3 mil obras raras estão disponíveis para download gratuito no site do Senado

O acervo de obras raras da Biblioteca Acadêmico Luiz Viana Filho é composto por aproximadamente 2,9 mil exemplares. Desse total, cerca de 1,3 mil publicações, algumas com mais de 300 anos, também estão disponíveis para download gratuito pela biblioteca digital. Mônica Rizzo, coordenadora da biblioteca, destaca que a divulgação das obras democratiza o acesso dos cidadãos.

São obras não apenas de importância mundial, mas que também dizem respeito à formação histórica do Brasil — afirmou Mônica.

O livro mais antigo é o Novvs Orbis feu Descriptionis Indiae Occidentalis, de Johannes de Laet, datado de 1633. Trata-se de uma descrição geográfica, etnológica e linguística da América, além de relatos e desenhos de animais e plantas da região, com especial destaque para o Brasil.

Outra obra de grande valor histórico é a versão digitalizada do decreto que aboliu a escravatura no Brasil, dando origem à Lei Áurea. O documento é assinado pela princesa Isabel (1846-1921), cujo nome completo era Isabel Cristina Leopoldina Augusta Micaela Gabriela Rafaela Gonzaga de Bragança e Bourbon.

A coordenadora destaca a “coleção particular do senador e bibliófilo Luiz Viana Filho, com quase 11 mil volumes, negociada com a família em 1997, após o falecimento do colecionador”.

A coleção contempla obras de cunho político e sobre as questões de estabelecimento das fronteiras brasileiras. Por sua relevância no contexto do acervo, essa coleção conta com instalações de guarda exclusivas e já foi objeto de exposições e publicação do Catálogo de Obras Raras e Valiosas da Coleção Luiz Viana Filho — explicou.

Esse catálogo também está disponível, na internet, para qualquer pessoa, no Brasil e no exterior. As obras são de domínio público ou tiveram direitos autorais cedidos pelos proprietários, possibilitando acesso e download gratuitos pelo site do Senado.

Variedade

A Biblioteca Digital do Senado disponibiliza para download gratuito na internet mais de 260 mil documentos. O acervo digital reúne, entre outros itens, livros, artigos de revistas, notícias de jornal, textos de senadores e servidores do Senado e legislação, inclusive em áudio.

A atualização do acervo digital é feita conforme a aquisição de novos livros e a produção intelectual da Casa. Novos artigos são disponibilizados semanalmente na página. Já as notícias dos jornais são inseridas diariamente.

Fonte: Agência do Senado

Nova versão da Biblioteca Digital da Justiça Eleitoral já está no ar

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) lançou, no dia 19 de janeiro, a nova versão da Biblioteca Digital da Justiça Eleitoral (BJDE). Trata-se de uma ferramenta institucional que tem, entre suas finalidades, a função de coletar, reunir, armazenar, preservar e disseminar documentos digitais sobre conteúdos relativos às eleições e à matéria eleitoral e partidária, tendo como primazia o respeito à legislação de direitos autorais, constituindo-se, assim, em um grande repositório especializado de acesso aberto nos referidos assuntos. 

São mais de 3.670 publicações, em meio digital e em inteiro teor, desde periódicos e artigos escritos por ministros e servidores da Justiça Eleitoral até estudos da Escola Judiciária Eleitoral, bem como assuntos correlatos. A primeira versão se chamava Biblioteca Digital do TSE, mas agora passou a se chamar Biblioteca Digital da Justiça Eleitoral, por causa da inserção de conteúdo dos Tribunais Regionais Eleitorais (TREs). O foco da Biblioteca Digital é ser um repositório da Justiça Eleitoral, mas também engloba material eleitoral e partidário, além de assuntos correlatos produzidos ou não pela Justiça Eleitoral.

Acesso 

O público em geral pode acessar e fazer download das obras publicadas na BDJE. A nova versão da Biblioteca Digital conta com a colaboração dos tribunais regionais. 

Além de possibilitar a consulta ao acervo por smartphones e tablets, conta com um novo design elaborado para garantir mais facilidade ao internauta no acesso às informações. 

Em respeito à legislação de direitos autorais e aos atos normativos do TSE, alguns documentos são restritos aos membros e servidores do TSE e dos TREs. Nesses casos, se o cidadão não se encaixar no perfil mencionado e tiver interesse em item de acesso restrito, deverá entrar em contato com a Seção de Biblioteca Digital, que avaliará a possibilidade de envio do material demandado. 

Assim, o usuário cadastrado tem a possibilidade de selecionar assuntos de seu interesse e receber notificações sobre novos itens depositados na BJDE.

Veja mais aqui

Fonte: Tribunal Superior Eleitoral (TSE)