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Bibliotecas do Sistema S

No Dia do Bibliotecário, conheça a história da Tati, bibliotecária do Sesc Guarulhos

Tatiana Amorim, 40, Bibliotecária do Sesc Guarulhos
Tatiana Amorim, 40, Bibliotecária do Sesc Guarulhos
No dia 12 de março é comemorado o Dia do Bibliotecário, em homenagem a data de nascimento do bibliotecário, escritor e poeta Manuel Bastos Tigre.Assim como ele, a Tatiana Amorim, bibliotecária do Sesc Guarulhos, também descobriu nos números e nos livros uma paixão! Neste dia tão especial, a “Tati”, como é carinhosamente chamada, contou um pouco sobre sua história com essa profissão e como surgiu o amor pelos livros. Embarque nesta entrevista com a gente e saiba como funciona o acervo da biblioteca do Sesc Guarulhos.• Como nasceu a sua paixão pelos livros?

Eu acho que devo o meu gostar pelos livros ao meu avô paterno, ele era um homem que não tinha muito estudo, mas ele dava muito valor a educação e aos livros. Lá nos anos 1970, ele comprava aquelas enciclopédias Barsa que o pessoal vendia batendo de porta em porta, os livros do círculo do livro, para o meu pai.

Meu pai herdou e trouxe esses livros para casa, então a gente tinha uma biblioteca na sala de casa, e um dos meus passatempos preferidos era ler dicionários. Eu adorava procurar palavras no dicionário, então ali começou meu carinho pelos livros.

Meus pais me davam muitos livros quando eu era criança, eu ganhava coleções. Mas eu nunca tive contato com bibliotecas na minha infância. Meu primeiro contato com uma biblioteca foi aos 12 anos, na escola. Eles iam montar uma biblioteca e nosso professor de português chamou uma turma para limpar os livros, limpar as estantes e começar a arrumar, então ali eu vi uma biblioteca nascendo!

 E depois?

Depois, já no ensino médio, conheci a biblioteca do Centro Cultural São Paulo, eu fazia trabalhos lá com meus amigos. Só que eu ficava indignada porque não entendia aqueles números na lombada do livro, então as bibliotecárias me mandavam procurar nas estantes e eu não achava lógica naquilo. Eu ficava “como elas acham tão rápido”? Então um dos meus primeiros interesses era entender aqueles números.

• Como você descobriu a biblioteconomia?

Mais crescida, quando eu comecei a procurar uma profissão, eu queria fazer análise de sistemas, e um amigo meu falou: “biblioteconomia tem tudo a ver com análise de sistemas”. Eu fui procurar o que era biblioteconomia e era justamente a profissão que me faria descobrir o que eram aqueles números na lombada. E foi assim que eu comecei.

• Como começou sua história com o Sesc?

Eu comecei no Sesc Itaquera, no caminhão biblioteca, inaugurei os Bibliosescs(O Bibliosesc é um projeto de incentivo à leitura que oferece empréstimo e consulta de livros, jornais e revistas, gratuitamente. As bibliotecas volantes atendem às regiões de Campo Limpo, Santana, Interlagos, Itaquera, Osasco, Santana e São Caetano).

• O que existe de diferente em uma biblioteca no Sesc?

O diferencial de uma biblioteca do Sesc é toda a estrutura. O sesc como empresa cultural dá liberdade para a gente montar uma biblioteca com o melhor que há no mundo da literatura, então conseguimos oferecer o melhor para o público. Quem vem para uma biblioteca do Sesc não se arrepende, não tem viagem perdida, sempre vai encontrar alguma coisa muito boa, fresquinha.

biblioteca do sesc guarulhos

João Borgers, agente de atendimento da biblioteca, e Tatiana Amorim seguram suas recomendações de leitura. 

No caso do Sesc Guarulhos, descobrimos uma cidade leitora. Guarulhos é uma cidade que lê muito e lê bem. Todo dia tem um leitor interessado, que vem aqui, que é curioso, que quer pegar coisas diferentes, que explora a biblioteca. As crianças que vêm aqui gostam de participar das atividades, os pais participam junto com as crianças. É uma biblioteca que acolhe todo mundo. É uma biblioteca para a família, para o estudante, para a pessoa que vem passar a hora, para a pessoa que vem conhecer o Sesc no final de semana e quer ler, para quem está embarcando no universo da leitura agora. Se a gente usasse uma palavra, seria uma biblioteca que acolhe.

• Como é feita a curadoria dos livros?

O processo de seleção dos livros é amparado por essa rotina do Sesc de querer oferecer o que há de melhor nas programações culturais, então isso se reflete nos livros. A curadoria tem como critério formar o leitor, então nossas bibliotecas trabalham com literatura tendo um pouco de cada coisa que o Sesc oferece. A gente vai ter um pouco sobre culinária, sobre teatro, música, esportes, educação ambiental… a gente faz um recorte do que é a programação do Sesc em formato de livros. Para que o leitor realmente tenha o prazer de sentar e ler um livro, uma revista com qualidade e conteúdo bom.

Gostou da leitura? Então aproveite para conhecer a Biblioteca do Sesc Guarulhos e de várias outras unidades!

As Bibliotecas do Sesc SP são espaços de leitura e convivência. Além da consulta de revistas e jornais e empréstimos de livros, oferecem ambientes favoráveis à troca de experiências literárias, culturais e educativas, com o objetivo de facilitar o acesso ao livro, incentivar as práticas de leitura e a formação de leitores. Além disso, nas bibliotecas acontecem atividades como encontros com escritores, narração de histórias, leituras coletivas e debates. O acervo é composto por obras de literatura brasileira, estrangeira, juvenil, infantil, quadrinhos, poesia e artes, além de esportes, lazer, saúde, meio ambiente, história, filosofia, educação, etc. Nas Unidades Guarulhos, 24 de Maio, Avenida Paulista, Belenzinho, Birigui, Bom Retiro, Carmo, Centro de Pesquisa e Formação, Jundiaí, Santo Amaro, Santo André, Santos e Sorocaba os leitores com deficiência visual (parcial ou total) podem contar com equipamentos especializados, como scanner de voz, linha braille e ampliador de caracteres e imagens, tornando o conteúdo da biblioteca acessível para esse público.

Fonte: SESC São Paulo

Rede Sesc de Bibliotecas vai trabalhar conceito de leituras elásticas

© Marcello Casal jr/Agência Brasil

A ideia é interligar a leitura a outras plataformas

Texto por Alana Gandra

Com um total de 386 unidades atualmente em funcionamento em todo o país, sendo 329 bibliotecas fixas e 57 unidades móveis (BiblioSesc), a Rede Sesc de Bibliotecas vai se dedicar este ano para a formação de equipes dentro do conceito das leituras elásticas (abordagem lúdica em que se pode misturar livros com outras plataformas).

A analista de Cultura do Departamento Nacional do Sesc e responsável pela Rede Sesc de Bibliotecas, Elisabete Veras, disse à Agência Brasil que o trabalho começou ainda em 2019 com palestra da pedagoga Carolina Sanches, especialista em mídia e educação, segundo a qual o conceito de leituras elásticas é uma tendência do mundo atual para formar novos leitores. Nesse contexto, a leitura se enriquece e se estende para outros formatos, além da letra em si. “A gente está reforçando essa ideia e trazendo a Carolina para a formação desse time, que deve atingir toda a rede de 550 colaboradores”, disse Elisabete.

A ideia é reforçar esse valor de promoção da leitura para além do livro. “Que a biblioteca não precisa ser esse lugar que as pessoas convencionalmente concebem de quatro paredes e estantes, lugar de silêncio. A gente está de novo mexendo e remexendo nessas ideias, trabalhando com o conceito das leituras elásticas, para que possa interagir mais com os jogos e outras linguagens”, afirma a analista.

Clubes de leitura

Outra meta da Rede Sesc de Bibliotecas para 2020 é a criação de uma grande rede de clubes de leitura, valorizando a cultura de cada localidade e aproximando os autores dos leitores, sobretudo do público infantil. Elisabete informou que essa já era uma ação que as bibliotecas do Sesc desenvolviam de forma isolada e agora, em 2020, o propósito é “criar uma rede em nível nacional, para gerar essa interlocução de ponta a ponta, em todo o Brasil”.

É prioridade ainda ampliar a acessibilidade, tanto física, em termos de espaços, como por meio da tecnologia e da habilitação das equipes para receber públicos diversos ou que tenham dificuldade de comunicação, além também de tornar mais acessível aos leitores o conteúdo dos livros, disse Elisabete Veras. “É bastante trabalho para uma equipe que está olhando em muitas frentes e realizando muitos projetos pelo Brasil à fora”.

Nesse sentido, Elisabete destacou a 15ª Feira de Trocas de Livros que acontece em Pernambuco este mês. No último ano, foram mais de 500 participantes e 5,2 mil livros trocados. Segundo a analista de Cultura do Departamento Nacional do Sesc, a Rede Sesc de Bibliotecas estimula a troca de livros porque, em alguns lugares, ela funciona como estímulo à leitura. Ainda em Pernambuco, tem destaque a feira de livros didáticos que busca também reduzir os custos das famílias com a compra de material escolar no início do ano letivo.

Gratuidade

À exceção de alguma biblioteca muito específica ou escolar, que tem algumas restrições, a rede de bibliotecas do Sesc está aberta para o público em geral, gratuitamente. As unidades seguem um princípio do Departamento Nacional do Sesc, denominado Biblioteca Sesc 21. “É uma proposta que as bibliotecas possam ser amplas, no sentido de serem vivas, de promoverem integração, de serem um ponto de encontro”, salientou Elisabete.

“A gente tem sempre feito trabalhos que provoquem essa perspectiva de que a biblioteca é o lugar de todos, é o lugar de encontro, tem o seu acervo acessível, mesmo que seja para públicos que tendem a criar seus nichos”, manifestou.

Com base na variedade de públicos, a rede tem realizado pelo Brasil encontros geek (referente a pessoas peculiares ou excêntricas, fãs de tecnologia, eletrônica, jogos eletrônicos ou de tabuleiro, histórias em quadrinhos, mangás, livros, filmes e séries), eventos de cosplay (representação de personagem a caráter), mesas de RPG (Role-playing game, tipo de jogo em que os jogadores assumem papéis de personagens e criam narrativas colaborativamente). “Sempre motivando essa relação do usuário entre eles e com a leitura em si”, destacou Elisabete.

O conceito do projeto da Biblioteca Sesc 21 é justamente que a biblioteca possa gerar a interligação entre a leitura e as demais expressões artísticas. “A biblioteca é uma das atividades do programa de cultura em que o Sesc tenta promover essa interlocução com outras áreas específicas, como música, literatura, teatro. Esse é um dos pressupostos do projeto Biblioteca Sesc 21. Que ele gere essas interlocuções, que a biblioteca seja esse palco de diálogo, de conhecimento para o público, para que ele possa ter a oportunidade de conhecer outras linguagens artísticas. É um pressuposto do projeto que existam essas relações. Que a biblioteca possa levar o usuário da literatura para as outras linguagens”, explica a analista.

Biblioteca Inquieta

Um exemplo de sucesso dessa proposta é a Biblioteca Inquieta, do Sesc de Santa Catarina, que torna evidente o conceito de a biblioteca ser um local que transborda para as outras linguagens, gerando essas interlocuções. No ano passado, foram feitas quatro edições simultâneas, assumindo temas diferentes em cada unidade, mas sempre partindo do livro para outras expressões artísticas que podem ser circo, debates sobre a participação das mulheres na literatura, literatura de mistério, questão dos refugiados no Brasil, entre outras expressões. “Vai transbordando essas interlocuções e trazendo um pouco dessa cultura que permeia vários temas, nos vários formatos com que ela se apresenta”.

O número de usuários cadastrados na Rede Sesc de Bibliotecas atingiu 265.859 em 2018. No ano passado, até setembro, havia cadastrados 275.044 usuários. Foram registrados 1.725.327 empréstimos de livros em 2018; os números disponíveis até setembro de 2019 indicam um total de 1.456.775 livros emprestados.

Fonte: Agência Brasil

 

Nasce um leitor

Contação de histórias | Foto: Leila Fugii.

Quem apostou que novas tecnologias seriam fator determinante para um mundo com menos leitores errou feio. Na verdade, elas se mostram como portas de entrada para a curiosidade por enredos e narrativas – de super-heróis a seres fantásticos. E o fato é que vídeos, sites, aplicativos, jogos e tablets ainda não substituíram um dos mais antigos companheiros da humanidade: o livro. Isso pode ser provado pelo crescimento de clubes de leitura que atravessam o país entregando de casa em casa títulos selecionados por uma curadoria para cada faixa etária da infância. Ou mesmo por uma nova arquitetura que se desenha em bibliotecas e livrarias, propondo maior proximidade entre o acervo e os pequenos leitores.

Estimular a leitura de livros a partir da infância traz inúmeros benefícios à saúde. Tanto que a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) criou a campanha “Receite um livro”, em que pediatras foram mobilizados, de 2015 a 2017, a estimular a leitura parental para as crianças de zero a seis anos. “Quanto mais estímulos adequados de leitura esse cérebro recebe, mais fortes e duradouras tornam-se as conexões neurais relacionadas com as áreas da linguagem expressiva e receptiva, escrita e comunicação. Isso resulta em aquisição precoce de linguagem falada, melhor compreensão, mais facilidade na alfabetização e melhores resultados em nível de inteligência a longo prazo”, sublinha a médica Luciana Rodrigues Silva, presidente da SBP, no site da instituição.

No entanto, se essa primeira relação com o livro, seja em casa, seja na escola, for impossibilitada por espaços inacessíveis aos pequenos ou povoada pela crença de que livro é “coisa de adulto”, já na infância o indivíduo perde o interesse pelas narrativas impressas. “Pensando, sobretudo, nessas novas gerações 4.0 e 5.0, como pedagogos e especialistas em educação vêm chamando gerações da percepção pelo mundo digital, se eu não posso pegar, amassar, cheirar o livro, ou seja, quando não há a experiência do corpo com esse objeto, coloca-se a leitura num lugar abstrato”, analisa o educador, pesquisador e contador de histórias Giuliano Tierno de Siqueira.

É aí que a gente vai se descolando desse prazer do texto, da imagem, do livro. Quanto mais cedo eu entender esta como uma experiência prazerosa, mais benefícios terei”, complementa Giuliano, que também é um dos fundadores do espaço A Casa Tombada, na capital paulista, onde são realizados encontros e cursos como O Livro para a Infância – Processos de Criação, Circulação e Mediação Contemporâneos.

Biblioteca do Sesc Jundiaí | Foto: Alexandre Nunis.

Compreensão de mundo

Ler ainda é o “despertar de uma consciência, de um conhecimento de si, do outro, do planeta”, reforça o educador. Aspecto que, na casa do escritor Antonio Prata (leia a seção Encontros nesta edição), mostra frutos. Filho de pais escritores, foi um menino que não só foi estimulado pelo hábito da leitura ao ver pai e mãe lendo na sala ou no quarto, como também mergulhou nesse universo.

Hoje, Prata observa o mesmo com seus filhos, que, não só têm acesso a títulos da biblioteca familiar como também foram inscritos em clubes de leitura que enviam, mensalmente, um novo título. Ao recebê-los, o escritor observa que a literatura infantil de hoje retrata muito mais a diversidade social, cultural e econômica da sociedade brasileira.

Entram em cena temas como desigualdades sociais e de gênero. “Por acaso, eu li um livro chamado Da Minha Janela (escrito por Otávio Júnior e ilustrado por Vanina Starkoff, Companhia das Letrinhas), e o autor descreve, aos poucos, um universo que logo vi que era uma favela do Rio de Janeiro. Esse livro gerou um superdebate em casa. Expliquei para minha filha de cinco anos o que era uma favela e por que aquelas crianças eram pobres”, recorda Prata.

Em momentos como esse, a leitura ainda abre espaço para conversas e trocas entre pais e filhos. E essa leitura de mundo se soma durante a mediação da leitura do livro: outra ferramenta que estimula o hábito na infância. E que ainda convida a criança a ocupar um espaço seguro para fazer perguntas.

Biblioteca do Sesc Jundiaí | Foto: Matheus José Maria

Era uma vez

A mediadora Luisa Setton, pós-graduada em Livros, Crianças e Jovens pelo Instituto Superior de Educação Vera Cruz, explica que a mediação de leitura é, antes de qualquer coisa, um encontro. “Uma ação em que o mediador (pais, professor, avós, tios) apresenta o livro para a criança, lendo o texto (quando há) e mostrando as ilustrações e o próprio livro, como objeto”, conta.

Não é preciso que o mediador faça alterações em sua voz de acordo com os personagens nem que faça uma leitura dramática. “A tarefa do mediador é de apresentar o livro e criar possibilidades para que a criança se relacione com ele pelo que ele mesmo já traz, sem necessitar de outros elementos”, acrescenta Luisa, que, em parceria com a arte educadora Juliana Biscalquin, realizará neste mês, no Sesc Itaquera, o bate-papo Vamos Ler Juntos?, sobre mediação de leitura para pais e filhos.

Para que esse espaço seja de encontro, Luisa observa ainda a relevância da disponibilidade para a escuta. Dessa forma, o mediador poderá construir com a criança (ou com um grupo delas) os significados que a narrativa do livro propõe. Nesse aspecto, também é importante trazer perguntas que possam estimular a percepção das crianças em relação ao livro e às próprias vivências delas, bem como suas leituras de mundo.

Para mim, a mediação de leitura proporciona vínculos e afetos. É uma ação preciosa, que, por estar pautada no encontro e na presença, é sempre única e acontece de formas diferentes de acordo com o livro, o mediador e as crianças, que são também únicos”, arremata a especialista.

Biblioteca Sesc Avenida Paulista | Foto: Pedro Abude.

LUGAR DE DESCOBERTAS

DISPOSIÇÃO DE LIVROS E ESPAÇOS AMPLOS NAS BIBLIOTECAS PROMOVEM AUTONOMIA DOS PEQUENOS LEITORES

Ursos, estrelas e seres fantásticos moram em prateleiras e mesas ao alcance das mãos de assíduos frequentadores das bibliotecas do Sesc Bom Retiro, Avenida Paulista e Guarulhos.

Três exemplos de unidades do Sesc São Paulo que adaptaram a organização e disponibilidade do acervo literário tendo os pequenos leitores como protagonistas. São eles que irão escolher qual história saltará das páginas para habitar sua imaginação.

Espaços onde é possível tirar o calçado, ler em confortáveis “colmeias” ou, simplesmente, sentado no chão. Afinal, ter nas estantes bons títulos é tão importante quanto aproximá-los do seu público-alvo. Para a psicóloga Patrícia Leite Cunha, que faz parte do instituto A Cor da Letra – Centro de Estudos em Leitura, Literatura e Juventude, em São Paulo, desde sua fundação, ainda que clubes de leitura, pais ou bibliotecários sugiram títulos para os pequeninos, “as crianças são como exploradores” e deveriam ter, também, a opção de escolher seus livros.

No Sesc Bom Retiro, unidade em que as crianças fazem muitos empréstimos, a bibliotecária Ana Paula Cechinel constata a importância dessa autonomia. Lá, meninos e meninas escolhem seu livro e tornam-se responsáveis por ele ao levá-lo para casa. “São atuantes em todo o processo para o cadastro pessoal de empréstimos, inclusive quando concordam com o combinado de devolução das obras e assinam com letras divertidas, desenhos ou rabiscos, o recibo de empréstimo”, diz.

O resultado é um público leitor infantil que também desenvolve um cuidado especial por esse local repleto de romances e aventuras. “Acredito no encontro da arquitetura com o afeto. Para mim, a biblioteca precisa ser expressiva nessa completude. E isso tudo deve sugerir que suas crianças experimentem livros, atenção ou qualquer outra forma do conviver”, complementa Ana Paula.

Biblioteca do Sesc Bom Retiro | Foto: Paulo Dias.

HISTÓRIAS PARA A VIDA TODA

CONTAÇÕES, MEDIAÇÕES E BATE-PAPOS ESTIMULAM O GOSTO PELA LEITURA

Fazer do livro um grande e divertido encontro é outra forma de apresentar ou disseminar o mundo literário na infância. Atividades como contação de histórias, mediações e bate-papos multiplicam esses pequenos leitores.

Confira destaques da programação de julho:

iStock.

BELENZINHO

Super heróis, com a Muda

Mediação de histórias de heróis e heroínas representados na literatura infantil criando relações com os heróis e heroínas da vida real. Mediação da Muda, produtora cultural que atua há mais de dez anos concebendo e produzindo projetos de literatura, música, cinema, arte urbana, teatro, fotografia, museologia e ecologia (de 5 a 28/7).

Divulgação.

CAMPO LIMPO

O Capetinha do Espaço ou O Menino de Mercúrio, com Ateliê Teatro

O Capetinha do Espaço é a história do menino que mora em Mercúrio. Seu nome é Írmin. Pequeninho, novidadeiro e perguntadeiro. Um dia ele se encontra com um dos amigos da planeturma e propõe um desafio. Contação de histórias realizada pelo Ateliê Teatro (dia 9/7).

Foto: Cauê Alves.

PARQUE DOM PEDRO

Elas fazem sonhar, com Girasonhos

O grupo Girasonhos conta histórias de autoras que são referência na literatura infantil brasileira. Obras como Bom Dia Todas as Cores, de Ruth Rocha, Menina Bonita do Laço de Fita, de Ana Maria Machado, e Operação de Tio Onofre, de Tatiana Belinky (dia 13/7).

Foto: Jackeline Nigri.

SANTO AMARO

O Gigante Egoísta, com Prana Teatro

O grupo Prana Teatro narra, com animação de bonecos, objetos e violino ao vivo, a história de um gigante egoísta que, para impedir a entrada das crianças em seu belo jardim, constrói um muro muito alto. Uma livre adaptação de um conto de Oscar Wilde que fala de amizade e altruísmo (Dia 9/7).

ITAQUERA

Vamos ler juntos? mediação de leitura para pais e filhos, com Luisa Setton e Juliana Biscalquin

Por meio de um bate-papo e ações práticas, os participantes são convidados a desenvolver habilidades de mediação de leitura de livros-imagem e narrativas visuais para as crianças (dia 7/7).

Chibbas Photography.

OSASCO

Histórias para crianças corajosas – Especial rock

A contadora de histórias Júlia Dugaich apresenta narrativas para encorajar qualquer criança a enfrentar grandes aventuras. Compostas de elementos que envolvem suspense, aventura, terror e muitas risadas, as fábulas são contadas ao som de guitarra e bateria, que formam uma trilha sonora radical, trazendo clássicos do rock e heavy metal (de 6 a 27/7).

Foto: Micaela Wernik.

VILA MARIANA

Cirandinha, com Anna Zêpa, Maria Giulia Pinheiro e convidados

Um jogo que mistura a palavra literária à presença de artistas que personificam a leitura, dando corpo e voz aos escritores. Nesta atividade serão homenageados Manoel de Barros, Maria Clara Machado, Cecília Meirelles, Paulo Leminski, Mario Quintana, Clarice Lispector e Carolina Maria de Jesus. Ao fim do jogo, alguém da plateia é premiado com o livro de um autor contemporâneo (dias 14 e 21/7).

Fonte: SESC São Paulo

FUTURO DO TRABALHO: BIBLIOTECÁRIA ANDREZA REIS

Clique na imagem para assistir o vídeo

O Globo Repórter do dia 28/06/2019 apresentou o tema “Futuro do trabalho” e convidou a nossa Bibliotecária Andreza Reis para uma entrevista muito especial!

No vídeo podemos conhecer um pouco mais do dia-a-dia da Andreza que atua na área de Gestão de inovação com os alunos do SENAI em Três Rios – RJ.

Segundo estudos Britânicos, essa é uma função que está em alta pro futuro do mercado de trabalho e o bibliotecário possui todos os conhecimentos e ferramentas para aventurar-se nesta área.

Na Biblioteconomia, nada se perde e tudo se transforma. Na entrevista, Andreza ainda destaca: “Se eu trabalho com dados, se eu organizo, se eu trato essa informação, eu sou bibliotecário”

Outro serviço de extrema importância que o bibliotecário é capaz de executar, é o combate às “Fake News” (Notícias falsas). É através da promoção de atividades e oficinas de competência em informação realizadas no SENAI, que a Andreza capacita seus alunos em buscar informações em fontes confiáveis.

E por último nos é apresentado outras oficinas realizadas com o foco no empreendedorismo. Além de ensinar aos alunos a filtrar as informações, Andreza também ensina que é necessário pensar no usuário final e como o seu produto ou serviço vai mudar e impactar a vida daquele usuário.

Confiram o vídeo completo no site da globoplay: https://globoplay.globo.com/v/7728357/

Fonte: Ser Bibliotecário

De gente e livros

Cresci em uma família falante, barulhenta e cheia de gestos, onde os livros estavam aos montes pela casa. Eles viviam ali e, entendi depois, alguns eram escritos por lá mesmo. Tinham um lugar especial para ficar, um cômodo querido, que eu, orgulhosa, convidava os amigos e amigas para visitar: “Venham, tem uma biblioteca na casa da minha mãe”. Uma expressão que traduzia o meu desejo e que me conduziu e transformou em bibliotecária.

Atuando nessa profissão, eu me dei conta de que só o espaço físico e os livros não me bastavam, meu encantamento emanava também de outra fonte: eram as pessoas com suas estórias ou em busca de histórias alheias que sustentavam o “porquê” de estar esperando – parada nunca! – o próximo olhar a me tirar para conversar.

E posso afirmar que não existe lugar melhor no mundo para conversar do que em uma biblioteca.

Quando cheguei à unidade do Sesc Bom Retiro para entregar os documentos para minha admissão, entrei distraída no segundo andar e, ao me deparar com a Biblioteca, seduzida e convicta, sentenciei: “Ela será minha!”. E até hoje é assim: uma relação passional (pode ser brega, fazer o quê?).

Todos os lugares da Biblioteca são espaços para ler: lemos dentro dos casulos, nas mesas, no chão, no tapete e em pé no balcão. As mediações ocorrem com a participação de vários e diversificados agentes.

Quem estiver “dando sopa” pode ser o próximo mediador/ouvinte.

Neste percurso de mediações incontroláveis, indomáveis, programadas e não planejadas, muitos momentos ficaram guardados na memória.

Lembro-me de Júlia, penúltima de uma família de seis irmãos que, aos cinco anos de idade, estava todos os dias no Sesc. Júlia não ia à escola, não falava muito, não comia muito, não pulava muito, mas sorria sempre, sorria para responder a qualquer pergunta, sorria para dizer que estava triste ou que estava feliz. E sorria sem parar quando alguém lia para ela.

Nas leituras compartilhadas com Júlia, a seleção de livros deveria sempre dispor de pelo menos um título da autora Eva Furnari. Quando chegávamos à travadinha

O pato patético paquera a pata magnética, Júlia pausava o riso para gargalhar. Ninguém resistia ao sorriso pedinte da Júlia – eu duvido que tenha alguém que resista a um pedido de sorriso. Descobrimos que naquele segundo andar do Sesc Bom Retiro mais ou menos dez pessoas liam “Eva para Júlia” todos os dias!

Há alguns anos, o teatro da unidade recebeu a peça Felpo Filva e a própria Eva esteve na Biblioteca com elenco e direção para um bate-papo divertido com histórias de sua vida e do seu trabalho, com demonstração ilustrada do processo de criação de personagens.

Muita gente veio vê-la.

Júlia estava lá. Enquanto Eva autografava, Júlia pegou um livro da Biblioteca e nós nos aproximamos (Júlia, eu e mais quatro leitoras representantes assíduas de “Eva para Júlia”). Júlia abriu o livro e leu para Eva, página a página, com voz e dedinho. Era a nossa vez de sorrir e dizer: “Júlia ainda não está alfabetizada, mas sabe ler seus livros, Eva!”. Abraços emocionados e um livro-presente da Eva Furnari dedicado para Júlia são a sequência desta história que, como muitas outras, me atravessa em meu cotidiano.

A Biblioteca do Sesc Bom Retiro se integra a outras quinze bibliotecas físicas e a mais seis BiblioSesc (bibliotecas móveis), integrando uma ação em rede do Sesc em São Paulo. Somos muitos bibliotecários que, como eu, gostam de gente e de livros. Venham, tem uma biblioteca para você!

Ana Paula Cechinel é formada em Biblioteconomia e Ciência da Informação pela Fesp-SP e aluna da Pós-Graduação Livros, Crianças e Jovens: Teoria, Mediação e Crítica, no Instituto Vera Cruz. É bibliotecária no Sesc Bom Retiro.

Fonte: SESC São Paulo

 

Clube do livro em Libras busca acessibilidade

Por Estadão Conteúdo

Pouco mais de 40 pessoas participavam de um clube de literatura no Sesc Avenida Paulista, na região central, em uma quinta-feira à noite. Em um canto, dois intérpretes eram responsáveis pela “acessibilidade” do evento, traduzindo a Língua Brasileira de Sinais (Libras) para o português.

“É uma forma de reverter a ideia de acessibilidade, de pensar a acessibilidade para pessoas ouvintes que não dominam essa língua, que é a segunda língua oficial do País”, explica Sylvia Sato, uma das idealizadoras do LiteraSurda, autodenominado primeiro clube do livro em Libras do Brasil.

A iniciativa ocorre mensalmente no Sesc Avenida Paulista desde agosto. A edição deste mês teve o tema “poesia” e contou com a participação de duas escritoras surdas: Catharine Moreira, de São Paulo, e Lygia Neves, do Rio. Do total do público, cerca de 30% não conhecia Libras e recorreu à tradução simultânea para o português.

“Foi a primeira vez que participei de um evento assim, com interpretação para ouvintes”, conta Catharine. “Eu tive muito mais liberdade. A troca ficou mais real e empática. Às vezes, o intérprete (de Libras) fica em um local distante, daí você olha para o intérprete e consegue pouco olhar para o palestrante.” 

A poeta costuma participar de slams, eventos que misturam literatura e interpretação ao vivo. Em um evento recente, ao saber que não havia acessibilidade para surdos, apresentou um poema de manifesto, no qual, ao fim, participantes diziam: “Vocês entenderam a poesia delas? Elas também não entenderam a de vocês.”

Questões da comunidade surda foram, contudo, apenas parte da discussão do LiteraSurda, que abordou também feminismo, sexualidade e as diferenças entre a literatura carioca e a paulistana. Fã da paulista Hilda Hilst, Lygia acha que, no Rio, os textos são mais “brisa”, leve”, enquanto, em São Paulo, são mais “briga”, mais intensos.

No evento, antes das escritoras interpretarem um texto, a plateia estendia as mãos para a frente, com movimentos de vibração, como se fosse um incentivo. Depois, gesto semelhante era direcionado para cima, em referência a aplausos.

Público

“Nunca tive contato (com Libras). Pra mim foi uma coisa impactante: descobrir uma nova língua. Estou saindo extasiado”, comenta o bibliotecário Danilo Leite, de 34 anos. “É uma posição que a gente não está acostumado. Parece um universo distante, mas está do lado”, comenta a programadora cultural Soraya Idehama, de 45 anos, que é ouvinte.

Entre o público da comunidade surda, o trabalho de Catharine era mais conhecido. “Agora vou pesquisar sobre a Lygia. Tenho vontade de escrever algumas poesias também. Acho importante essa inclusão para mostrar que surdos podem influenciar ouvintes”, diz Lilian Bueno de Souza, de 29 anos.

“Foi a minha primeira vez (no LiteraSurda). Eu, como gestor cultural e surdo, tenho interesse em acompanhar os diferentes territórios em que a comunidade surda está atuando”, aponta Alexandre Ohakwa, de 38 anos. 

O evento é organizado por Sylvia e Erika Mota, arte-educadoras, com participação curatorial do mediador cultural Leonardo Castilho, que é surdo. Cada edição traz um artista local e outro, de fora. “É um momento importante, de aumento da produção de arte e da cultura surda, tenho visto esse boom”, diz Castilho. “Quem sabe um dia vamos trazer também escritores de outros países.”

Segundo Sylvia, a ideia surgiu de uma provocação de Castilho, de como o surdo se percebe estrangeiro no próprio País. “Foi um desafio de pensar uma programação para surdos e com surdos, de pensar como a comunicação se dá não necessariamente de maneira verbal. A sociedade ouvinte tem a tendência de achar que é língua só o que é falado verbalmente.”

Para 2019

A edição de dezembro terá o tema história em quadrinhos e literatura de cordel. Embora a parceria com o Sesc para o próximo ano não esteja fechada, Erika garante que o LiteraSurda permanecerá. “Quem abrir a porta, estamos indo.”

Fonte: Estado de Minas

Tudo o que você queria saber sobre a Biblioteca do Sesc Avenida Paulista

Biblioteca do Sesc Avenida Paulista | Foto: Julia ParpulovBiblioteca do Sesc Avenida Paulista | Foto: Julia Parpulov
biblioteca do Sesc Avenida Paulista é um dos lugares mais procurados do prédio.Para você conhecê-la melhor e tirar algumas dúvidas, conversamos com Ludmila Almeida, bibliotecária da Unidade:“A biblioteca do Sesc Avenida Paulista segue a mesma premissa de todo o Sesc São Paulo. Diferente de outros estados que têm escolas, por exemplo, aqui a instituição prioriza espaços de leitura e lazer, muito ligados às ações culturais do Sesc.
Então o acervo de São Paulo, e do Sesc Avenida Paulista, tem o foco em literatura, nacional e internacional, infantil e adulta; e dentro disso tem algumas obras relacionadas com tudo que a programação do Sesc apresenta. Tem arte, cinema, fotografia, todas as linguagens que estão presentes nas programações. E ainda, além da literatura e esse diálogo com artes, temos HQs e livros das Edições Sesc.”

COMO CONSULTO AS OBRAS DISPONÍVEIS NA BIBLIOTECA?

O acervo das bibliotecas do Sesc SP pode ser acessado localmente; a pessoa lê o livro na Biblioteca ou opta pelo serviço de empréstimo.
Quem estiver interessado pode retirar até quatro livros, por 14 dias e com a possibilidade de renovar até três vezes se não tiver ninguém na lista de espera. Além dos livros, algumas Unidades contam com periódicos, jornais e revistas para consulta local.

A BIBLIOTECA TEM ACERVO ACESSÍVEL?

O Sesc possui aparelhos de acessibilidade, que não são todas as bibliotecas que têm.
No Sesc Avenida Paulista, há a linha braile, conversor de texto em áudio, ampliador de caracteres… Ou seja, o espaço dedicado à leitura já nasceu com a ideia de biblioteca acessível.
E esse pensamento não se limita apenas às questões de acesso aos livros. Existem duas bancadas: uma é alta e outra mais baixa, pensando na questão da acessibilidade também.

MAS O ESPAÇO SÓ FUNCIONA COMO SALA DE LEITURA?

Não, a Biblioteca – assim como todos os andares da Unidade – é pensada para receber programação e por isso, possui luz cênica, todos os aparatos para conexão, pontos de energia – já pensando na possibilidade de receber debates, espetáculos, contações de histórias, etc.
Ela já iniciou com muita programação, principalmente aos finais de semana, recebendo tanto oficinas, intervenções livrísticas, até a prática de mediação e de contação de histórias.
A intervenção, ao invés de só ficar na mediação, vem com a proposta de um fazer ligado ao livro e à leitura. Como ela está dentro da Unidade que tem o trinômio Arte, Corpo e Tecnologia, a ideia é que carregue também a discussão acerca tecnologia e livro.

EU CONSIGO UTILIZAR MEU COMPUTADOR NO ESPAÇO?

Sim, todas as mesas e bancadas estão equipadas com pontos de energia; então, a ideia é que todo mundo leve seu aparelho portátil e use no espaço, usufruindo também do serviço de wi-fi gratuito. Assim, dentro dessa estrutura, a Biblioteca é o local mais indicado pra quem quer permanecer utilizando seu aparelho portátil ou estudar.

A área de leitura também pode ser um lounge; no espaço externo, há cadeiras e pufes, enquanto dentro, sofás e poltronas. Ou seja, um lugar especial.

Horário de funcionamento:

Terça a sexta, das 10h às 21h30
Sábados, domingos e feriados, das 10h às 18h30

Informações gerais:

– Consulta local de livros e periódicos
–  Acervo com mais de 5 mil títulos: literatura, artes, história em quadrinhos, biografias e títulos das Edições Sesc
– Aparelhos acessíveis: ampliador de caracteres, linha braile e conversor de texto em áudio
– Mesas e bancadas com pontos de conexão de energia
– Programações literárias

Serviço de empréstimo de livros:

– Empréstimo de até 4 livros pelo período de 14 dias
– Possibilidade de até 3 renovações, caso não tenha lista de reserva
– Serviço gratuito, com a necessidade de apresentação de Credencial Plena ou um documento oficial com foto para não credenciados

Fonte: SESC São Paulo

Biblioteca do Senac São José dos Campos está de portas abertas à comunidade

Além dos empréstimos de livros, a biblioteca também oferece um espaço para leitura, além de iPad para pesquisas, jogos de tabuleiro, entre outros.
Foto: Divulgação

Acervo também conta com materiais para pessoas com deficiência visual

Com o objetivo de incentivar a leitura, a biblioteca do Senac São José dos Campos está de portas abertas para atender a comunidade. O espaço conta com um acervo de mais de 4.800 livros, totalizando mais de 6 mil somados com os CDs, DVDs e folhetos.

A responsável pela biblioteca, Lidiane Saraiva de Almeida, ressalta que o local também disponibiliza um acervo com mais de 30 obras em braile, 222 audiolivros, além do reglete, instrumento utilizado para a escrita em braile. “O compromisso do Senac com a acessibilidade é muito grande, por isso, nossa biblioteca também oferece alguns jogos da memória tátil, alfabeto em braile e dominó de percepção manual”, destaca.

A biblioteca do Senac São José dos Campos realiza, por mês, uma média de 300 empréstimos de materiais e os temas mais procurados são sobre gastronomia, enfermagem e administração. Para as pessoas que desejam utilizar a biblioteca da unidade, é necessário fazer um cadastro no local. Os interessados devem apresentar cópia do RG e comprovante de residência. Após a efetivação do cadastro, a pessoa poderá emprestar um livro por até uma semana, podendo ser renovado por até três vezes gratuitamente.

Além dos empréstimos de livros, a biblioteca também oferece um espaço para leitura, além de iPad para pesquisas, jogos de tabuleiro, entre outros.

As bibliotecas da rede Senac são abertas à comunidade e estamos muito felizes com o crescimento de frequentadores e amantes da leitura. Além disso, também promovemos feira de troca de livros e notamos que o nosso intuito de incentivar a leitura está dando certo”, conclui Lidiane.

Rede de bibliotecas

Juntas, as bibliotecas das unidades da rede Senac São Paulo e dos campi do Centro Universitário Senac totalizam 56 centros de informação. São mais de 10.500 metros quadrados construídos para atender clientes e comunidade em geral do Estado de São Paulo. O acervo inclui mais de 500 mil volumes.

Além dos livros literários e periódicos, as bibliotecas possuem publicações em vários formatos e as prateleiras são ocupadas com as novidades do mercado nas áreas contemporâneas em que o Senac São Paulo atua. São elas: jornalismo, fotografia, publicidade, cinema, design de multimídia, informática, moda, saúde, terceiro setor, turismo, hotelaria, gastronomia, meio ambiente, educação, idiomas, administração e negócios.

Fonte: O Vale

BIBLIOTECA DO SENAC JABOTICABAL RECEBE NOVOS LIVROS E DVDS

COM ACESSO GRATUITO, ACERVO OFERECE MAIS DE 1.980 OBRAS E ESTÁ DISPONÍVEL PARA CONSULTA DE TODA A COMUNIDADE.

Para incentivar o hábito da leitura e o compartilhamento de informações, o  Senac Jaboticabal apresenta novidades na biblioteca constantemente. Mais de 60 títulos chegaram à unidade somente este mês, são livros e DVDs de diversos autores e com temas variados.

Agora, o espaço conta com mais de 1.980 mil itens, que variam desde jogos até obras nacionais e internacionais. “A biblioteca é um dos melhores métodos de inclusão social e de aprendizagem que existe. Ao oferecer à comunidade literaturas diversas, proporcionamos o encontro com o conhecimento e a educação”, diz LeyseBortolossi, funcionária da biblioteca do Senac Jaboticabal.

As novidades em livros são: A Bela e a Fera, Quatro Vidas de Um Cachorro, A Cabana, A Garota do Trem, Alice no País das Maravilhas, Como Eu Era Antes de Vocês e Alice Através do Espelho. Já os recém-chegados DVDs abrangem: Mulher Maravilha, Beleza Oculta, La Ia Land- Cantando Estações, Doutor Estranho, Moana, Animais Fantásticos e Onde Habitam, O Quarto de Jack, A Garota Dinamarquesa, Com Amor, Van Gogh e o seriado completo de Mad Man.

Wellington Argolo, gerente do Senac Jaboticabal, comenta que a lista foi baseada nas indicações das obras mais vendidas no Brasil. “A biblioteca não tem apenas livros. O local disponibiliza revistas, jornais, materiais em braile e multimídia e diversos conteúdos no acervo digital. Além disso, dispõe de seis computadores e duas mesas para estudos. Tudo é pensado para o bem-estar dos nossos alunos e também da comunidade, pois ler só traz benefícios, tanto social quanto profissional”, destaca.

A biblioteca funciona de segunda a sexta-feira, das 8 horas às 22h20, e aos sábados, das 8 às 14 horas. Os empréstimos são gratuitos e as publicações podem ser retiradas mediante apresentação de CPF, RG e comprovante de residência. Mais informações podem ser obtidas pessoalmente na unidade.

Serviço:

Biblioteca Senac Jaboticabal

Horário: de segunda a sexta-feira, das 8 horas às 22h20, e aos sábados, das 8 às 14 horas

Endereço: Rua 24 de Maio, 831 – Centro

Informações: www.sp.senac.br/jaboticabal

Fonte: O Defensor

Aproveite as férias para ler e se entreter na biblioteca do Senac em Limeira

Com acervo de mais de 5 mil obras, espaço oferece atividades – para toda a comunidade

Aberta ao público durante todo o ano, a biblioteca do Senac Limeira também funciona nas férias escolares. O objetivo é atrair os amantes da leitura para frequentar o espaço com mais de 5 mil obras registradas – entre livros infantis, técnicos, de ficção, gibis e revistas. No local, os visitantes contam, ainda, com videogame, jogos de mesa diversos, além de computadores e tablets.

A biblioteca da unidade também possui em seu acervo obras literárias e jogos em braile, além de funcionários com conhecimento em Língua Brasileira de Sinais (Libras) e elevador para garantir o acesso de todas as pessoas.

De acordo com Luisa Jaschke, funcionária da biblioteca do Senac Limeira, o ambiente estimula o interesse pela leitura, pesquisa e busca por conhecimento, assim como propicia ao público momentos de lazer e diversão. “Seja por prazer, para estudar ou para se informar, a prática da leitura aprimora o vocabulário e dinamiza o raciocínio e a interpretação. Incentivar a utilização desse espaço, inclusive nas férias, reforça o compromisso do Senac com a formação cultural das pessoas”, comenta.

Para quem não é aluno da instituição e deseja utilizar a biblioteca, é necessário fazer um cadastro direto no local. Basta apresentar o CPF, RG e um comprovante de residência. Existe ainda a possibilidade de se tornar sócio da biblioteca do Senac Limeira. A vantagem é que além de emprestar livros de literatura, um por vez, e fazer consultas em materiais de pesquisa na própria biblioteca. O empréstimo tem duração de 14 dias, podendo ser renovado por até três vezes desde que não haja reserva, ao sócio é permitido também a utilização do computador 1 hora por dia, pagando por mês uma taxa de R$ 10. Importante lembrar que a inscrição tem validade local, isto é, os empréstimos e acesso aos materiais só ocorrerão na unidade em que foi feita a inscrição.

Caixinha e varal de doações

Para estimular ainda mais o hábito da leitura, desde novembro de 2017, o Senac Limeira fixou uma caixinha de doações no portão de entrada da unidade, para que todos que passam por ali – alunos, funcionários e comunidade –, possam doar e trocar livros. Ao lado, há também um varal onde as pessoas podem pendurar roupas e guarda-chuvas para doação. Dessa forma, quem passa pelo local e precisa de algum item sente-se à vontade para pegar. “Ambas as ações têm sido muito positivas, e é interessante ver o envolvimento de todos. A ideia do varal surgiu devido às chuvas frequentes de janeiro, e tudo o que é colocado vai embora rapidinho”, conta Luisa.

Rede de bibliotecas

Juntas, as bibliotecas das unidades da rede Senac São Paulo e dos campi do Centro Universitário Senac totalizam 56 centros de informação. São mais de 10.500m² construídos para atender clientes e comunidade em geral do Estado de São Paulo. O acervo inclui mais de 500 mil volumes.

Com as portas sempre abertas à população, além dos livros literários e periódicos, as bibliotecas possuem publicações em vários formatos e as prateleiras são ocupadas com as novidades do mercado nas áreas contemporâneas em que o Senac São Paulo atua. São elas: jornalismo, fotografia, publicidade, cinema, design de multimídia, informática, moda, saúde, terceiro setor, turismo, hotelaria, gastronomia, meio ambiente, educação, idiomas, administração e negócios.

Além do acervo físico, o Senac São Paulo possui um acervo digital composto por conteúdos multidisciplinares nacionais e internacionais de e-books, artigos de revistas científicas e especializadas, jornal eletrônico e normas técnicas. O acesso a esse conteúdo é liberado nas dependências do Senac, apenas para alunos cadastrados.

Fonte: Rápido no Ar