Formação Profissional

Faça sua pós-graduação na FESPSP

A FESPSP entende o momento de crise econômica e de saúde que o país atravessa em função da pandemia da Covid-19. Queremos colaborar para que você mantenha os seus estudos da pós-graduação. Por isso, estamos oferecendo 50% de desconto na rematrícula e 30% de desconto nas mensalidades até o final deste ano. O desconto não é cumulativo.

A informação é uma importante ferramenta na história do nosso país. Quer ajudar a deixar fatos, notícias e acontecimentos na memória? A FESPSP é o lugar certo para você.

Durante a quarentena, teremos as aulas de forma remota, com toda qualidade e diferencial da FESPSP. Estamos pensando na sua segurança e dos nossos colaboradores. Quando tudo normalizar, você será bem-vindo às salas de aula da FESPSP.

Veja nossos cursos na área de Ciência da Informação e se inscreva. Saiba mais em www.fespsp.org.br/pos-graduacao/

Gestão Arquivística

Os arquivos e documentos são muito importantes para a nossa sociedade. São eles que armazenam memórias, histórias de pessoas e instituições, além de diversas informações sobre a humanidade.

Quer aprender mais sobre o universo da gestão documental? A pós-graduação em Gestão Arquivística da FESPSP foi feita para você.

Gestão de Conteúdos e Informação Digital

Você sente o impacto da internet e seus desdobramentos sociais e econômicos por conta da informação digital? Quer entender o processo de gestão da informação? Temos o curso perfeito para você: Gestão de Conteúdos e Informação Digital.

Gestão Estratégica da Informação

O curso de Gestão Estratégica da Informação promove a busca por inovação, conhecimentos e diferencial competitivo no ambiente informacional das empresas e instituições. Tem interesse na área?

As inscrições para seleção do mestrado e doutorado em Administração Pública e Governo estão abertas

Texto por CEPESP

Estão abertas as inscrições para mestrado e doutorado Acadêmicos em Administração Pública e Governo da Fundação Getulio Vargas (FGV). Os alunos aprovados em ambos cursos terão isenção de mensalidade. Os cursos possuem três linhas de pesquisa, e o Centro de Política e Economia do Setor Público (FGV Cepesp) está ligado à linha de pesquisa Política e Economia do Setor Público (PESP).

As inscrições podem ser feitas até 9 de outubro de 2020 (com desconto na taxa de inscrição até 1º de julho), com início das aulas em fevereiro de 2020. Em função dos desafios impostos pela pandemia do coronovirus, para este ano há novidades no edital quanto à exigência do teste ANPAD, que foi colocado como opcional.

O objetivo da linha de Política e Economia do Setor Público (PESP) é contribuir para o desenvolvimento democrático do país através do conhecimento produzido pelas suas pesquisas. Ao longo dos últimos anos, a linha de pesquisa de PESP tem sido procurada por alunos de ciência política, jornalismo, direito, economia, administração e outras áreas das ciências sociais. O foco principal de pesquisa é a relação entre política e economia, na compreensão das restrições e potencialidades das políticas públicas.

As pesquisas da linha visam aferir a influência exercida pelas instituições sobre as decisões de políticas públicas. Mais especificamente o trabalho se estrutura nas seguintes linhas de pesquisa: Instituições Políticas, Finanças Públicas, Economia Urbana e Transportes, Economia da saúde, educação e meio ambiente, além de temas ligados à macroeconomia do desenvolvimento e ao processo de desenvolvimento econômico.

Confira, abaixo, informações sobre os docentes da linha de pesquisa PESP:

  • Rudi Rocha – Coordenador da linha, é professor da EAESP-FGV nos cursos de graduação e pós-graduação, é pesquisador do Cepesp/FGV. Suas principais linhas de pesquisa incluem: econometria aplicada e avaliação de políticas públicas; economia da saúde e demografia econômica; e economia do meio-ambiente.
  • Ciro Biderman – professor dos cursos de graduação e pós-graduação em administração pública e economia da Fundação Getulio Vargas (FGV), e coordenador do Cepesp/FGV. Seus interesses de pesquisa incluem economia urbana e regional (focada em políticas públicas em nível subnacional), com ênfase particular nas políticas fundiárias e sua interação com os mercados imobiliários e custos de transporte.
  • Cláudio Couto – Professor da EAESP-FGV, é pesquisador do Cepesp/FGV e Coordenador do Mestrado Profissional em Gestão e Políticas Públicas (MPGPP) da EAESP-FGV. Tem experiência na área de Ciência Política, com ênfase em Conflitos e Coalizões Políticas, atuando principalmente nos seguintes temas: política brasileira, instituições políticas, processo de governo, partidos políticos, constitucionalismo e democracia
  • Elize Massard – Professora da EAESP-FGV, é pesquisadora do Cepesp/FGV. Sua agenda de pesquisa é interdisciplinar, na fronteira entre a ciência política, economia e saúde pública – com temas ligados à economia política da regulação de produtos e serviços de saúde em perspectiva comparada; integração das políticas de ciência, tecnologia, inovação e saúde; e formulação e implementação de políticas de saúde no Brasil, com ênfase na inovadora e renomada política de controle do HIV/AIDS.
  • George Avelino – Professor da EAESP-FGV, onde é professor nos cursos de pós-graduação, é coordenador do Cepesp/FGV. Tem experiência na área de Ciência Política, com ênfase em Eleições, Partidos e Coalizões Políticas, atuando principalmente nos seguintes temas: política comparada, política subnacional, democracia, partidos políticos e eleições, federalismo e descentralização, políticas públicas
  • Nelson Marconi – Coordenador executivo do Centro de Estudos do Novo Desenvolvimentismo da Fundação Getulio Vargas (FGVcnd). Doutor e Mestre em Economia pela FGV de SP, tendo realizado bolsa sanduíche no Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT). Graduado em Economia pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC/SP). Professor adjunto dos cursos de graduação, mestrado e doutorado acadêmico e mestrado profissional em Administração Pública e Governo, na FGV de SP. Tem experiência e desenvolve pesquisas nas áreas de Economia e Gestão Pública, com ênfase em Macroeconomia do Desenvolvimento, Teoria do Desenvolvimento Econômico e Economia do Setor Público.

O edital do processo seletivo para o mestrado acadêmico pode ser conferido aqui, e o edital para o doutorado acadêmico, aqui. Ambos os cursos serão apresentados em um encontro online com suas respectivas coordenadorias no dia 4 de agosto, às 19h, é necessário realizar inscrição, na área “Sessão de Informação”, no link de informações sobre o curso.

Conheça mais sobre a linha de PESP no vídeo do professor Rudi Rocha, coordenador da linha:

Fonte: CEPESP

Biblioteconomia a distância do Claretiano é o único classificado com nota máxima no MEC

Foi publicada no dia 13, segunda-feira, no Diário Oficial da União (DOU) a portaria nº 96, de 09 de abril de 2020, na qual o MEC (Ministério da Educação) reconhece o curso a distância de Biblioteconomia – Bacharelado, do Claretiano – Centro Universitário de Batatais. De acordo com o documento a instituição pode oferecer até 1200 vagas anuais em todo território nacional. O reconhecimento pode ser consultado no site do E-mec.

A coordenadora do curso, a Profª Drª Aline Cardoso de Brito, explicou que o reconhecimento do curso é a confirmação de que a instituição faz um bom trabalho e os alunos fizeram uma excelente escolha, uma vez que a Classificação do Curso (CC) no E-MEC é nota 5, pontuação máxima da avaliação do MEC, sendo o único à distância com esse conceito. Vale lembrar que essa nota varia em uma escala de 1 a 5.

“O reconhecimento confirma acima de tudo, que oferecemos um ótimo curso, bem como a tranquilidade de que no futuro, nossos alunos serão excelentes profissionais. A publicação também atesta que estamos no caminho certo, oferecendo uma formação de qualidade”, conta a Profª Drª Aline Cardoso, coordenadora do curso.

Saiba mais…

O curso de Biblioteconomia é oferecido em todos os polos de apoio presencial do Claretiano no Brasil e no exterior, tem a duração de três anos com duas opções de estudo: com três encontros no semestre ou com um encontro por semestre. Os encontros acontecem aos sábados para a realização das avaliações presenciais de todas as disciplinas. Os principais diferenciais do curso oferecido pelo Claretiano são a sólida formação da área técnica, incluindo utilização de softwares; ampla e atualizada formação tecnológica, humana e social; a disponibilização de materiais próprios e atualizados; a utilização de Fontes de Informação variadas na formação, entre outros.

Durante o curso, o aluno vai ter conhecimentos em várias áreas, como por exemplo, comunicação, linguagens, educação, administração e computação, desenvolvendo conhecimentos em gestão da informação, fundamentos da educação, pesquisa e automação e informatização, entre outros, que são fundamentais para que o futuro profissional desenvolva habilidades em preservação, conservação de acervos, catalogação e armazenamento de informações, análise e organização de livros, documentos, revistas, fotos, filmes e vídeos.

Clique aqui, saiba mais sobre o curso e faça a sua inscrição para o vestibular do segundo semestre.

Fonte: Claretiano

Oficina na FESPSP discute o patrimônio bibliográfico na prática

Texto da Comissão de Patrimônio Bibliográfico e Documental do CRB-8

A Biblioteca da Fundação Escola Sociologia e Política de São Paulo – FESPSP sediou duas oficinas de patrimônio bibliográfico em 13 de março, integrantes da programação da Semana de Biblioteconomia da FESPSP no ano de 2020. A Oficina de Patrimônio Bibliográfico é o resultado da aproximação do Conselho com Faculdades e Escolas de Biblioteconomia num esforço de internalizar junto aos estudantes, corpo docentes e de profissionais da instituição a consciência do valor e importância do patrimônio bibliográfico e documental.

A organização do evento foi conjunta incluindo os bibliotecários da instituição, docentes e os membros da Comissão Temporária de Patrimônio Bibliográfico e Documental do CRB-8. A organização conjunta é um aspecto essencial para a concretização de uma das atribuições da Comissão: “Intensificar, mapear e incentivar o ensino de disciplinas e práticas que busquem abordar o patrimônio histórico, bibliográfico e documental nas Faculdades e Escolas de Biblioteconomia” (Portaria CRB-8 nº 11/2018).

Os fiscais do CRB-8, Ilsom José Lourenço e Ruth Nunes participaram da Oficina da manhã. Sua presença foi muito importante para a aproximação das duas Comissões, seja para conhecimento dos fiscais do trabalho realizado pela Comissão, seja para que os conhecimentos discutidos nas oficinas possam ser utilizados nas visitas e atendimentos, ou ainda para que os fiscais tragam para a Comissão as ações de fiscalização na área de patrimônio bibliográfico e documental.

Cada oficina consistiu de três momentos: iniciando com um momento de apresentação de conceitos e reflexões, passando para o trabalho prático em grupos e finalizando com apresentação de análise dos grupos, comentários de docentes e conselheiras e encerramento. A apresentação teve início com a fala da Profa. Isabel Cristina Ayres da Silva Maringelli, docente da FESPSPP, abrindo a oficina e dando boas-vindas. Na sequência, os bibliotecários da FESPSP fizeram a apresentação da Biblioteca com destaque para o acervo histórico, a bibliotecária Marina Pereira Santos Araújo pela manhã e o bibliotecário Winderson Jesus Gomes à noite. Destaque para trecho do memorial de formação da biblioteca da Fundação, de 1935, referindo-se à aquisição de obras não existentes em outras bibliotecas públicas para aumentar o “patrimônio bibliographico”. Dando continuidade, a conselheira Luciana Napoleone fez uma apresentação do trabalho da Comissão, de conceitos do patrimônio bibliográfico e documental e de aspectos da atuação do profissional, com apoio das conselheiras presentes, Maria da Conceição Gomes Bernardo, Maria Lucia Beffa e Rosaelena Scarpeline. Finalizando o momento de apresentação na parte da manhã, a Profa. Fernanda Brito, docente FESPSP na área de conservação, apresentou documentos da FESPSP que receberam tratamento, discutindo as escolhas técnicas feitas e relacionando com a bibliografia material.

Passou-se ao momento-chave da oficina, o trabalho prático de análise dos livros previamente selecionados e separados pelos bibliotecários, a partir dos conceitos e observações apresentados. Acomodados nas mesas da biblioteca, os participantes receberam alguns dos livros, assim como luvas e máscaras. As conselheiras, docentes e bibliotecários ficaram à disposição dos participantes para perguntas e orientações. Cada grupo foi convidado a apresentar o resultado de sua análise e impressões, comentados pelas professoras, bibliotecários e conselheiras.

As conselheiras observaram uma reação bastante positiva dos participantes nos dois períodos. A Profa. Isabel e a Profa. Fernanda, e os bibliotecários Marina e Winderson foram igualmente receptivos e entusiasmados com a experiência da Oficina desde sua organização. A sinergia entre a proposta da Comissão e o trabalho e interesses da FESPSP foram decisivos para o sucesso das oficinas. E ainda mais traduzem a necessidade de incorporação destes conceitos e práticas na formação e atuação do bibliotecário.

Estava prevista uma sessão solene na Câmara Municipal de São Paulo na segunda-feira seguinte, 16/03, incluindo o painel com a Profa. Maria das Mercês Apóstolo, a conselheira Rosaelena Scarpeline e mediação da Profa. Isabel Ayres. O conteúdo planejado para o painel, comporia a ampliação e aprofundamento das discussões levantadas na Oficina. Infelizmente, em virtude da pandemia do Coronavírus, a cerimônia foi cancelada. Diante do sucesso da iniciativa, a ideia do painel deverá ser retomada de outra forma no momento oportuno.

Mais sobre a Oficina

Semana de Biblioteconomia terá oficina sobre patrimônio bibliográfico

Convênios com a FESPSP permitem que sócios do CRB avancem nos seus estudos

Profissionais encontram nos cursos de pós-graduação atualizações das áreas da Ciência da Informação e Digital.

A Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo (FESPSP), instituição com mais 85 anos de tradição, possui parcerias realizadas com iniciativas públicas e privadas através de Convênios. Essa modalidade permite que a Fundação promova o ensino contínuo e capacite pessoas das mais diferentes áreas para atuarem no mercado em constante evolução.

Os cursos de pós-graduação na área de Ciência da Informação passam por constantes atualizações seguindo a dinâmica das organizações e das novas tecnologias. São cursos em Gestão Arquivística, Gestão de Conteúdos e Informação Digital e Gestão Estratégica da Informação.

O que dizem os alunos?

Estou gostando bastante do curso de pós em Gestão Arquivística, principalmente das matérias mais técnicas. Os professores são excelentes, apresentando as características de cada disciplina de maneira bem objetiva, acompanhada de uma ampla bibliografia que nos ajuda muito na atualização da área”, explica a estudante Dina Elisabete Uliana, que estudou por meio do convênio vinculado ao CRB – Conselho Regional de Biblioteconomia (CRB).

Os convênios geralmente concedem bolsa parcial de 15% nas mensalidades dos cursos de graduação ou pós-graduação da instituição. A bolsa parcial é concedida àqueles que comprovem a cada matrícula vínculo com uma das instituições conveniadas. O benefício não é cumulativo.

Mais informação no Atendimento (11) 3123-7800

Sobre os cursos

Gestão Estratégica da Informação

Se você cursar Gestão Estratégica da Informação poderá ser profissional que vai gerar informação de qualidade e que facilita a tomada de decisão, controlada por taxonomias e permissionamento de acesso de perfis institucionais. Você também aprenderá a gerenciar equipes com objetivos de facilitar os fluxos informacionais, alinhando recursos tecnológicos com planejamento e criatividade para gerar melhores resultados para a empresa e seus colaboradores.
https://www.fespsp.org.br/pos-graduacao/cursos/gestao-estrategica-da-informacao

Gestão de Conteúdos e Informação Digital

O aluno que cursa Gestão de Conteúdos e Informação Digital poderá ser um profissional que vai gerar conteúdo online, estruturar e organizar este conteúdo, sua aplicação controlada por taxonomias, réguas de relacionamento e jornadas de clientes. Você aprenderá a gerenciar equipes com objetivos de criar conteúdo e presença online, alinhando recursos tecnológicos online com planejamento e criatividade para gerar melhores experiências para os clientes e usuários.
https://www.fespsp.org.br/pos-graduacao/cursos/gestao-de-conteudos-e-informacao-digital

Gestão Arquivística

Se você cursar Gestão Arquivística poderá ser um profissional que vai gerenciar o ciclo de gestão dos documentos, sejam digitais ou tradicionais. Vai estruturar e organizar este acervo e criar uma estrutura controlada por planos de classificação e temporalidade. Você será capaz de gerenciar equipes com objetivos de monitorar o fluxo documental na gestão e facilitando a criação de acervos permanentes. Para isso você vai aprender a alinhar recursos tecnológicos com planejamento e criatividade para gerar melhor credibilidade e autenticidade para os documentos e seu serviço de arquivo.
https://www.fespsp.org.br/pos-graduacao/cursos/gestao-arquivistica

CHARLLEY LUZ

Coord. dos cursos de Pós-graduação em Ciência da Informação

Bibliotecomia FESPSP

Ingresso via ENEM:

Para matrículas: de 600 a 700 pontos= 50% desconto na matrícula / mais de 700 pontos= matrícula grátis

Para mensalidades: Biblioteconomia (acima de 600 pontos) = 30% de desconto nas mensalidades

PALESTRA ON-LINE: Ética Profissional e Atuação do Bibliotecário

Ministrantes: João de Pontes Junior e Ruth Maria Machado Pires Nunes

JUSTIFICATIVA:

A palestra justifica-se essencialmente pela finalização dos créditos da primeira turma de Biblioteconomia formada no Claretiano. A fala dos palestrantes proporcionará compreensão da carreira de bibliotecário no âmbito mais prático, além de esclarecer as questões éticas que envolvem a profissão. Também será uma excelente oportunidade para dialogar com as dúvidas e anseios do recém-formado.

OBJETIVOS:

Apresentar o Código de Ética, de acordo com a resolução nº 207/2018, publicada pelo Conselho Federal de Biblioteconomia-CFB. A nova norma foi publicada no Diário Oficial da União no dia 09 de novembro de 2018, seção 1, págs.155 e 156.

Apresentar as medidas adotadas pelo CFB e CRB sobre a necessidade e importância do registro profissional.

Abordar aspectos do mercado de trabalho.

CONTEÚDO/PROGRAMA:

Código de Ética: definições e finalidades;

Atuação Profissional;

Mercado Profissional.

Fonte: Claretiano

Transformação digital exige inovações no curso de Biblioteconomia

Projeto desenvolvido por professor visitante de Madri em conjunto com docente do CBD analisa quais competências são atualmente exigidas do profissional da informação

As inovações digitais são ótimas ferramentas para otimização dos processos de armazenamento e distribuição da informação. Com isso, um constante esforço de atualização é cada vez mais exigido dos profissionais da área. Entender quais são as competências e habilidades a serem desenvolvidas nos perfis profissionais da Ciência da Informação é o trabalho realizado pelos professores Francisco Carlos Paletta, do Departamento de Informação e Cultura (CBD), e Jose Antonio Moreiro Gonzalez, professor visitante da Universidade Carlos III de Madri.

Um dos objetivos é analisar também como se dá a formação desses profissionais. Ou seja, se as universidades e instituições de ensino estão adequadas a esse novo mercado, que exige cada vez mais a integração digital. Para o professor Jose Antonio, os cursos de Ciência da Informação passam por “um marco totalmente novo, que tem a ver com a transdisciplinaridade”.

A pesquisa é importante não apenas para registrar o que está acontecendo, mas para que seu resultado possa proporcionar mudanças práticas. “A pesquisa que estamos fazendo não nos serve de nada se depois não fizermos uma autocrítica. Os professores possuem responsabilidades nas universidades e vamos ver se a grade curricular está conforme o resultado da pesquisa”, comenta.

O professor Jose Antonio também pontua que, quando se fala em transformação digital, as universidades parecem viver em diferentes realidades e épocas. Algumas são extremamente inovadoras e abertas, outras parecem estar ainda no século 19. “Não podemos continuar no mundo da informação como se estivéssemos há 30 anos atrás.”

A prova de que a atualização é necessária se dá justamente nas exigências do mercado. A pesquisa, intitulada “Competências e habilidades digitais na formação e nos perfis profissionais da Ciência da Informação no Brasil entre 2013 e 2018”, faz uma busca de vagas de emprego disponibilizadas na web, cujo título do anúncio seja bibliotecário, arquivista, cientista da informação, cientista de dados, entre outros.

Há a busca tanto em editais, para vagas em bibliotecas públicas e universidades, por exemplo, quanto em plataformas de emprego, como a Catho. Através dessa busca e da observação dos requisitos, os pesquisadores conseguem determinar o que é necessário para uma boa formação.

Professor Jose Antonio Moreiro Gonzalez. Fonte: Faculdad de Comunicación

Laços com a ECA

Não é a primeira vez que o professor Jose Antonio passa pela Escola. No começo dos anos 90, ele fez seu pós-doutorado no Brasil, numa época em que se comunicar com a família exigia tempo de espera na fila e paciência. Desde então, o docente tem vindo à ECA em diversas oportunidades, graças também ao contato com o professor Paletta. “Os laços que temos entre as duas universidades se fortalece através da pesquisa”, comenta o professor de Madri.

O principal objetivo da atual visita do professor Jose Antonio é a pesquisa financiada pela Fapesp. No entanto, o docente também ministrou algumas aulas especiais. “Somos uma universidade pública, então há também um compromisso com o ensino; é inevitável e necessário”, diz ele.

por Maria Eduarda Nogueira Oliveira

Fonte: ECA USP

Aula Aberta da FESPSP “Impactos da transformação digital para a profissão e formação na biblioteconomia e ciência da informação”

Na próxima quinta-feira, 14, acontece mais uma Aula Aberta da FaBCI: “Impactos da transformação digital para a profissão e formação na biblioteconomia e ciência da informação”, com o Prof. Dr. José Antonio Moreiro González, da Universidad Carlos III de Madrid.

A Aula está marcada para às 19h, no Auditório da FESPSP. Inscreva-se em fespsp.org.br/aula-aberta.

Leitura: Como um livro pode alavancar a carreira de um profissional

Assim como acontece nos livros, os diálogos presentes em grandes filmes ficam marcados para sempre na nossa memória.

Assim como acontece nos livros, os diálogos presentes em grandes filmes ficam marcados para sempre na nossa memória. Fãs de O Poderoso Chefão, por exemplo, podem citar de cabeça inúmeras frases de impacto que enriqueceram o roteiro da trilogia dirigida por Francis Ford Coppola. Pessoalmente, sempre que vou ao cinema fico ligado nas frases que, a princípio passam despercebidas, mas que na sua essência carregam uma mensagem maior.

Foi o que aconteceu na última semana quando revi a animação Rango. Dirigido por Gore Verbinski, o filme é uma mistura de ação, faroeste e comédia que conta a história de um camaleão de cativeiro que vive uma vida de animal de estimação, enquanto enfrenta uma enorme crise de identidade. Em uma das cenas no filme, uma frase em particular chamou minha atenção: “Por que se disfarçar se você pode se destacar?”.

Veja a profundidade da pergunta e como ela pode ser aplicada em diferentes áreas da nossa vida. O mercado de trabalho, por exemplo, está repleto de casos de bons profissionais que optam, em muitos casos até inconscientemente, por se esconderem em vez de se tornarem notórias referências nas suas áreas de atuação.

Nesse sentido, vejo muitos palestrantes e consultores de diferentes segmentos, dotados de enorme qualificação, mas que possuem pouco destaque e influência em suas áreas de atuação. Para mudar esse cenário e poderem dividir com um maior número de pessoas seus conhecimentos, experiências e soluções, várias ações podem fazer com que o profissional obtenha maior notoriedade no mercado. Mas uma em especial o leva a outro patamar em sua carreira e negócios: lançar um livro.

Em vários projetos que conduzi, presenciei inúmeros casos de profissionais que tiveram suas carreiras e negócios alavancados drasticamente após se tornarem autores. Se antes, por exemplo, eles faziam quatro palestras ou duas consultorias por mês, após a publicação de um livro este número pelo menos saltou 50% e dobrou ou triplicou em vários casos.

Para consultores e palestrantes, o livro pode ser muito efetivo no fechamento de novos contratos, pois ele confere autoridade ao seu autor, tornando-o referência em determinado assunto. A maioria das pessoas, que compõem o público que um palestrante ou consultor quer atingir, têm a clara noção que escrever e publicar um livro não são atividades fáceis. Elas exigem bastante preparo, estudo, pesquisa, reflexão e dedicação.

Outro grande benefício do livro para profissionais que atuam de forma independente é que, à medida que é lido, ele gera boca a boca para seu trabalho, o que fortalece sua rede de contatos e aumenta o número de indicações que recebe no mercado para novos possíveis workshops e consultorias.

Vou dar um exemplo. Imaginemos um palestrante que realizou um workshop de uma manhã para 100 gerentes de uma grande empresa e cada uma delas recebeu 1 exemplar de seu livro. Se o treinamento impactou-os positivamente, pelo menos metade delas lerão o livro. E considerando que o livro está bem escrito e seu conteúdo é consistente, o workshop e o livro juntos incentivam fortemente estas pessoas a recomendar o palestrante a sua rede de amigos e conhecidos. Portanto, mais palestras poderão ser vendidas pelo nosso palestrante em questão.

Outro ponto importante: o livro abre portas criando oportunidades de visibilidade na imprensa e nas redes sociais, inclusive, com divulgações espontâneas.

Como Book advisor, e com a experiência de ter lançado mais de 150 publicações de palestrantes e consultores, posso afirmar com tranquilidade que um livro solidifica, expande e carrega a marca de seu autor. É um aliado poderoso na valorização e divulgação de sua atuação profissional!

Costumo dizer que lançar um livro é uma das formas mais eficazes de materializar, de registrar, seus conhecimentos, expertise, vivências e metodologias de trabalho, visando agregar valor e contribuir genuinamente com soluções e melhores reflexões e análises para o seu público-alvo.

O seu livro certamente levará as suas ideias e know-how para um maior número de pessoas. E é assim que um profissional pode se destacar em meio à multidão.

Portanto, se você se considera um especialista na sua área de atuação, o que está esperando para começar a trabalhar em seu livro? Aproveite a chegada do novo ano e saia do anonimato!

Fonte: Jornal Contábil

Curso de biblioteconomia recebe nota máxima de avaliadores do Ministério da Educação

Texto por Marcelo Andriotti

Foram destaques as infraestruturas da Universidade e do Curso, do Laboratório de Biblioteconomia e de Informática

O Curso de Biblioteconomia da PUC-Campinas recebeu nota máxima na avaliação feita por representantes do Ministério da Educação. A comissão formada por professores de outras instituições de ensino superior avaliou pessoalmente os quesitos infraestrutura, corpo docente e projeto pedagógico.

Segundo o Prof. Dr. César Pereira, Diretor da Faculdade, a nota 5 tirada pela Biblioteconomia da PUC-Campinas expressa qualidade de ensino, aliada à tradição do curso em seus 74 anos de existência. “É a chancela de qualidade na formação dos bibliotecários formados pela Universidade”, disse.

Todo processo de avaliação requer a organização de documentos, informações e ações que viabilizem as condições de análise pelos representantes do MEC, de modo a facilitar a visualização e análise. Neste item, inclusive, a PUC-Campinas recebeu elogios, pois a organização possibilitou a rápida consulta às informações que precisavam e maior tempo de dedicação à visita das instalações.

Os avaliadores elogiaram a infraestrutura da Universidade e do Curso, do Laboratório de Biblioteconomia e de Informática, e tiveram contato direto com os professores e alunos.

Diante dessa avaliação, evidenciamos que o Curso de Biblioteconomia da PUC-Campinas é singular, pois atende a excelência do processo de ensino. Os pilares do curso estão sustentados pelo projeto pedagógico, pelo corpo docente e pela infraestrutura. Trata-se de projeto pedagógico que dialoga com a realidade socioeconômica, de corpo docente com experiência de mercado e altamente qualificado, além de infraestrutura para o plenos desenvolvimento das atividades de ensino, pesquisa e extensão”, afirmou o diretor.

Fonte: PUC-Campinas

La capacitación de los bibliotecarios para atender incidentes perturbadores y conductas anómalas en las bibliotecas

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Ver  además

Chelsea Public Library. Política de Seguridad

En cualquier proceso de evaluación de un sistema de bibliotecas hay un factor que es fundamental, que es el relativo a los valores afectivos. Es decir, a la hora de valorar un servicio de biblioteca, el trato del personal pesa tanto o más en la percepción positiva del usuario que disponer de buenos servicios o buenas colecciones. Pero también a veces se dan casos de conductas anómalas que el personal tiene que enfrentar.

Aunque el día a día en la biblioteca es bastante tranquilo, los actos de conducta perturbadora aunque son los menos, a veces ocurren en las bibliotecas, un espacio donde toda la comunidad tiene acceso, y miles de personas cruzan cada día el umbral con diferentes propósitos: consultar libros, acudir a clases de cocina, cabinas de grabación, aprender a tocar instrumentos y trabajar con ordenadores, iPads y otras tecnologías.

Tratar con situaciones que rompen las reglas de la biblioteca no es la parte favorita del trabajo de nadie. El establecimiento de políticas y sanciones claras, y un sistema consistente para el seguimiento de la mala conducta, es el primer paso hacia la creación de un ambiente en el que el personal se sienta seguro al hacer cumplir las reglas y los usuarios entiendan las consecuencias de la mala conducta. Cuando se produce un incidente de este tipo debe de redactarse un informe para documentarlo, con el objetivo de que el personal de todo el sistema pueda acceder y conocer el informe.

Los informes deben ser escritos tan pronto como sea posible después del evento. En caso de accidentes o lesiones, la primera prioridad es la ayuda inmediata a la víctima. Los informes y registros no sólo ayudan a asegurar que las reglas se cumplan de manera consistente y justa, sino que también permiten a las bibliotecas compartir información entre las sucursales y disponer de información para presentar a los financiadores cuando se necesita personal adicional o un equipo de seguridad.

Hay que tener en cuenta algunas cuestiones a la hora de escribir un informe de un incidente:

1. INFORMAR OBJETIVAMENTE SOBRE LOS HECHOS. No incluir declaraciones que reflejen juicios u opiniones.

2. QUE SEA SIMPLE. Usar un lenguaje sencillo que la mayoría de la gente pueda entender.

3. FORMATO. Ser conciso. Los párrafos largos son molestos e innecesarios.

4. ELEMENTOS CLAVE. Responder a todas las preguntas: quién, qué, cuándo, dónde, por qué y cómo.

5. CONSCIENCIA. Tener  en cuenta las palabras que se utilizan y evitar el lenguaje que pueda ser considerado parcial o discriminatorio.

6. DOCUMENTARLOS CON MATERIAL ADICIONAL. Imágenes, cámaras de seguridad, etc.

Desde 2016, la Biblioteca de la Ciudad de Los Ángeles ha registrado cerca de 2000 incidentes de seguridad, incluyendo asaltos a empleados y visitantes, amenazas de muerte, robo, uso de drogas, comportamiento lascivo y vandalismo. La biblioteca ha instalado botones de pánico ocultos en las 73 sucursales, de modo que los empleados pueden llamar a la policía sin tener que levantar el teléfono. Pero con guardias de seguridad u oficiales de policía sólo se asignan a 29 de las 73 sucursales. Numerosos bibliotecarios consideran que debería haber guardias de seguridad en cada sucursal.

En la Biblioteca Central de Halifax durante los 16 meses, que hay entre enero de 2018 y abril de 2019, el personal registró 96 casos de comportamiento perturbador, que iban desde robos, violencia física y emergencias médicas, entre otros incidentes. (En total 18 robos y actos de vandalismo, 22 emergencias médicas, 32 actos de conducta perturbadora, 57 llamadas de emergencia, 12 altercados físicos y 12 incidentes por temas de drogas y alcohol.) “La biblioteca pública, como espacio público donde todo el mundo es bienvenido, significa que todo el mundo viene”, dijo Åsa Kachan, bibliotecaria jefe y directora ejecutiva de las Bibliotecas Públicas de Halifax. Así que a medida que más personas acuden a las bibliotecas para hacer uso de estos recursos, el personal está siendo capacitado para tratar con la amplia gama de personas que visitan estos centros comunitarios.

En este mundo en continua privatización cada vez menos son menos los espacios donde pueden acudir libremente este personas sin hogar y las bibliotecas están muy comprometidas con los valores relativos a la inclusión social. Los funcionarios admiten que las bibliotecas se han convertido en un imán para las personas sin hogar y los enfermos mentales, que buscan refugio de la vida en las calles.  Para hacer frente a todo esto, en algunos lugares el personal está recibiendo capacitación sobre cómo atender al usuario, primeros auxilios de salud mental e intervención no violenta en situaciones de crisis. La capacitación se basa en desarrollo de la empatía para saber manejar más adecuadamente el comportamiento de las personas con problemas en situaciones críticas. Ya que la forma como se comporta un miembro del personal en una situación delicada cambia dramáticamente la forma como se comporta el usuario, lo que influye en que todos estén más seguros, todos más tranquilos.

En algunos casos de bibliotecas con altas tasas de incidentes se ha contratado a un trabajador social. En otras han comenzado a ofrecer café, té y fruta gratis para la gente de la biblioteca. Kachan dijo que han notado que esto reduce la probabilidad de que la gente sea perturbadora.

Fonte: Universo Abierto

Congresso de Ensino em Comunicações, Informação e Artes da ECA

Até o dia 14 de julho, o Congresso de Ensino em Comunicações, Informação e Artes da ECA estará recebendo trabalhos para serem apresentados durante o evento. A atividade é certificada e os participantes terão seus trabalhos publicados em anais, desde que sejam apresentados oralmente. Aqui estão os critérios para participação e detalhes sobre os eixos temáticos onde os trabalhos poderão ser inscritos.

Em sua primeira edição na ECA, o Congresso de Ensino em Comunicações, Informação e Artes pretende reunir a comunidade ecana (alunos, funcionários e docentes), com o intuito de fomentar reflexões em torno do ensino/aprendizagem, sob múltiplos enfoques: cultural, artístico, comunicacional, social, histórico, informacional, científico, sem perder de vista as políticas públicas.

Dentre os temas norteadores do Congresso, será debatida a democracia na universidade e a manutenção do ensino superior, público, gratuito e de excelência. Para distribuir as colaborações, sob a forma de comunicações, foram organizados GTs (Grupos de Trabalho) com cinco eixos temáticos. Ao se inscrever, os interessados deverão selecionar aquele mais adequado à sua proposição.

A inscrição é feita exclusivamente pela página do evento no site da ECA. Para aqueles que irão submeter trabalhos no congresso, inicialmente não é necessário realizar inscrição. Caso tenha o trabalho aprovado, será necessário, obrigatoriamente, realizar inscrição até o dia 14 de outubro.

O evento é indicado para alunos de graduação e pós-graduação, funcionários e docentes da USP e de outras instituições de ensino superior.

Processo seletivo Biblioteconomia da FESPSP 2019 2º Semestre

Para reabertura de matrícula de alunos trancados ou abandonados

Transferências de outros cursos

Processo seletivo para interessados já graduados (mesmo que a Faculdade anterior não tenha sido concluída)

E técnicos em Biblioteca, Arquivo ou Museu ou pessoas com experiência na área

Descontos (Convênios): https://www.fespsp.org.br/convenios/instituicoes-conveniadas

Mais informações: atendimento@fespsp.org.br ou valls@fespsp.org.br

Entrevista: A Arte de Ser Bibliotecário e Professor na Biblioteconomia – Por: Sidnei Rodrigues de Andrade

O dia dos professores já passou, mas a Monitoria não podia deixar em branco. O nosso Monitor Voluntário já egresso da FaBCI Sidnei Rodrigues de Andrade preparou uma entrevista super especial com as professoras Adriana Maria de Souza e Maria Cristina Palhares.

Venha prestigiar aqueles que nos formam!

Entrevista: A Arte de Ser Bibliotecário e Professor na Biblioteconomia – um aprendizado com o afeto e o conhecimento.

por Sidnei Rodrigues de Andrade.

Saudações Profissionais da Informação!

Neste mês de outubro, comemoramos uma data especial a este profissional da educação que se dedica sua vida em compartilhar e demonstrar quais os caminhos que podemos traçar para alcançar nossos sonhos e objetivos neste cenário contemporâneo: os professores.

Todos nós fomos educados pelos professores, então tive a liberdade de fazer esta entrevista-homenagem, com o seguinte tema: Como é a arte de serem Professores e Bibliotecários na Biblioteconomia?

 
Fonte: Banco de imagens do Google

 

Há muito tempo, queria realizar esta entrevista especial exclusiva para o blog da Monitoria Cientifica FaBCI – FESPSP. Em nossa sociedade brasileira civil, há uma forte hegemonia na desvalorização dos professores, por isso convidei para realização desta reportagem especial, duas profissionais da informação e educadoras conhecidas pela comunidade acadêmica.

As duas convidadas que aceitaram este convite são: Adriana Maria de Sousz da FaBCI – FESPSP e Maria Cristina Palhares da UNIFAI. Antes de iniciamos esta reportagem especial, vamos fazer uma breve apresentação dos currículos profissionais das duas entrevistadas,  e em seguida, acompanhem suas reflexões, apontamentos e contribuições sobre a Educação no Brasil

 
Fonte: Facebook – Monitoria Voluntária 2017
Bibliotecária e Professora Adriana Maria de Souza da FaBCI -FESPSP

Mestre em Ciência da Informação pela Universidade de São Paulo (ECA-USP). Especialista em Gerência de Sistemas e Serviços de Informação pela Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo (FESPSP). Bacharel em Biblioteconomia e Ciência da Informação pela Faculdade de Biblioteconomia e Ciência da Informação (FaBCI) da FESPSP. Docente nos cursos de graduação e pós-graduação da FESPSP. Consultora e Coach em Serviços de Informação nas áreas de Tratamento da Informação: organização e representação; Serviços de Referência: qualidade no atendimento ao cliente e coachingCoaching para liderança e carreira do bibliotecário. Design Thinking para bibliotecas.

Bibliotecária e Professora Maria Cristina Palhares da UNIFAI

Bacharel em Biblioteconomia pela Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo (FESPSP) pela FaBCi (Faculdade de Biblioteconomia e Ciência da Informação), em 1997; Especialista em Língua, Literatura e Semiótica pela Universidade São Judas Tadeu (USJT), em 2002; Mestra, em 2005. Desde 2008, atua no Centro Universitário Assunção (UNIFAI), ministra as disciplinas: Fontes I, Tecnologias da Informação, Planejamento e Elaboração de Bases de Dados e Automação de Unidades de Informação; integra o Núcleo Docente Estruturante (NDE). Em 2018, integra a Comissão Brasileira de Bibliotecas Prisionais (CBBP), da Federação Brasileira de Associações Bibliotecários, Cientistas da Informação e Instituições.

1) Porque você leciona no curso Biblioteconomia e Ciência da Informação?

Adriana: Antes de responder essa pergunta, preciso voltar ao tempo e dizer que aos 16 anos escolhi a da ciência como opção de carreira. Fiz magistério no Ensino Médio e desde cedo entendi o poder transformador da educação e do conhecimento no desenvolvimento das pessoas. Despertei o interesse pela Biblioteconomia, assim que soube dessa área profissional, também nessa idade, fruto de uma pesquisa e numa enciclopédia que havia em casa sobre profissões, mas só pude viabilizar meu  tento, bem mais tarde, aos 21 anos.

Logo que me formei fui convidada a fazer parte do quadro de docentes da Faculdade de Biblioteconomia e Ciência da Informação (FaBCI) da FESPSP, como assistente de classe, assim, comecei minha carreira docente no Ensino Superior, o que foi um grande desafio para mim, pois era recém-formada e muito jovem, com experiência no ensino fundamental somente.

A vivência com a docência superior, como eu previa, foi se encaixando em meus interesses e ideais, uma vez que buscava responder às questões que eu tinha como discente, nos tempos de curso, ou seja, aquilo que eu buscava como aluna, busquei transferir para a prática de ensino e uma das coisas mais importantes pra mim era e é a didática. Como tornar o conteúdo das aulas mais próximo da realidade de trabalho dos alunos? Já que sentia essa lacuna durante a minha formação e assim tenho tentado manter essa proposta até hoje.

 
Fonte: Banco de imagens do Google

Leciono no curso por que sou entusista do processo de ensino-aprendizagem, na provisão de agregar teoria e prática, apresentando uma Biblioteconomia e CI com todas as suas potencialidades, vertentes e possibilidades, com foco no humano, essência primeira e última de todo o ato de mediação da informação e do conhecimento. É nas relações sociais, humanas que transcendemos e nos tornamos pessoas melhores tanto pessoal como coletivamente.

 Maria Cristina: Porque acredito no papel social do bibliotecário, na contribuição que ele pode dar à sociedade em todos os segmentos: culturais, educacionais e humanistas.

2) Quais são as maiores dificuldades e conquistas para ser um Bibliotecário e Professor no curso Biblioteconomia e Ciência da Informação?

Adriana: Na contemporaneidade temos muitos desafios a serem transpostos, tanto na condição de bibliotecários como na de docentes: nos aspectos geracionais decorrentes das mudanças da sociedade; nas incertezas no mundo do trabalho, com novas formas de atuação: espaços tradicionais x espaços inovativos; no que se refere a falta de identidade e pertencimento do aluno/profissional quanto à sua formação, uma vez que a área de informação não é uma exclusividade da Biblioteconomia e CI; na conscientização do nosso ofício frente às desigualdades sociais e econômicas que assolam o nosso país, e que refletem em nossas práticas de trabalho e ensino.

Em contrapartida, temos muitas conquistas, principalmente no aspecto tecnológico e de inovação, com as Tecnologias da Informação e Comunicação (TICs), bem como com as novas práticas metodológicas, atualmente usadas nos âmbitos acadêmico e profissional, chamadas de ágeis, ativas, disruptivas, por colocar o ser humano (aluno ou profissional) no centro do processo de aprendizagem, de construção de sentido no que se pretende realizar, construir, bem diferente do papel passivo que, muitas vezes se vivencia nas atividades praticadas, seja em sala de aula ou em ambientes de trabalho mais tradicionais.

 
Fonte: Banco de imagens do Google

Maria Cristina: As maiores dificuldades estão na falta de apoio e condições financeiras para custear uma graduação e a pós-graduação. No entanto, as maiores conquistas estão no aproveitamento das oportunidades que se teve, transformando-as na realização de projetos essenciais e significativos para si e para a sociedade, seja nos âmbitos mercadológicos ou acadêmico-científicos.

3) Segundo Paulo Freire, “lecionar é uma prática que vai além das instituições escolares, há um diálogo orgânico, onde todos participam ativamente”. Então, ensinar e lecionar é uma atitude homogênea do afeto e do conhecimento?

Adriana: Concordo totalmente com a afirmação, é um diálogo orgânico que acontece o tempo todo, dentro e fora da sala de aula, numa perspectiva constante de interação, de troca, de compartilhamento, de significados entre instituição x aluno; aluno x educador; aluno x aluno. Lecionar é aprender simultaneamente, não é um processo neutro, no qual um indivíduo transfere seus conhecimentos a outro indivíduo, mas sim de interlocução ativa e geradora de transformação.

 
Fonte: Banco de imagens do Google

É um ato de amor, de paixão, de entrega, Rubem Alves discorre sobre isso em seu livroConversas com quem gosta de ensinar. Pra mim representa vocação e missão. Devem os aprender com as pessoas questão a nossa volta, aprender sobre sua condição humana: suas dores, suas conquistas, seus ideais para sermos melhores educadores.

Maria Cristina: Compreendo a prática freiriana como àquela que orienta para a construção do conhecimento formativo de um indivíduo a partir das práticas internas e externas, ou seja, aulas teóricas-reflexivas e práticas laboratoriais institucionais e práticas in loco, nas unidades informacionais, culturais, espaços públicos abertos, como parques, ruas e estações de transportes urbanos, entre outros.

4) Temos acesso há itens informacionais desde suporte de papel até digital, existe uma diferença entre o Aluno-Cliente e o Estudante-Leitor?

Adriana: Pois pra mim são duas coisas distintas: acesso à informação e a condição de aluno x estudante. Antes de qualquer coisa, vejo pessoas buscando conquistar espaços, evolução, mudança, melhores condições de vida, de satisfação e, acima de tudo, sempre a aprender, dessa forma, gostaria devê-los sempre como estudantes, responsáveis pelo seu próprio processo de aprendizagem, como protagonistas de todo o aprendizado a ser conquistado, o que implica no entendimento do ato de estudar como forma de apropriação de saberes de forma ativa, participativa, investigativa, no qual se modifica e se torna alguém novo, transmutado. Em alguns casos, o aluno é mero telespectador que está apenas a espera da transferência de conhecimentos do docente.

 
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Maria Cristina: O aluno-cliente é aquele que paga por um serviço e o leva consigo. Já o estudante-leitor é o indivíduo que se sente comprometido consigo e exige uma formação crítica-reflexiva a partir da orientação/mediação do professor, que neste papel deve apontar e fornecer as condições de acesso ao conteúdo desejado, ao qual o aluno tem direito, não apenas do ponto de vista constitucional como do ponto de vista humano.

5) Existem dois conceitos conhecidos por especialistas em Educação: o Construtivismo e a Meritocracia. Há uma desigualdade educacional destes dois conceitos na prática educacional em contexto contemporâneo?

Adriana: Essa questão me remeteu às aulas do magistério e à minha prática profissional como bibliotecária em uma instituição britânica. Na verdade, entendo esses conceitos como método é das linhas pedagógicas, embora eu houvesse estudado em escolas tradicionais, públicas, eu sempre me interessei pelas linhas construtivista, antroposófica e montessoriana.

Quando eu atuava como bibliotecária, tinha como atividade de trabalho o aconselhamento e o auxílio aos estudantes brasileiros que tinham interesse em estudar no Reino Unido, além de ministrar palestras sobre uma bolsa de estudos chamada, Chevening Awards, em que consistia no conceito de Meritocracia, não como forma de exclusão ou de desigualdade social como preconizado por muitas ideologias, mas como o caminho de evolução, ou seja, o estudante para conquistar a bolsa, precisava apresentar uma trajetória acadêmica e profissional de dedicação, empenho e esforço individuais, além de um projeto de pesquisa que validas se tudo isso: a escolha acadêmica em consonância com a área de atuação profissional, bem como a condição de vida da pessoa (não podia apresenta ruma situação financeira favorável), integrados a isso, para conquistar a bolsa ele teria que apresentar argumentos plausíveis para retornar ao seu país de origem e ser um multiplicador de sua pesquisa aos menos a fortunados.

Sim, penso que há muita desigualdade, pois a inda temos diversas realidade sem se tratando de educação, em diversas regiões do nosso país. Ainda convivemos com uma educação precária, sem acesso ao básico, quiça ao construtivismo. Há que se fazer uma educação para o futuro sem distâncias e que todos sejam incluídos, mas não é a realidade que vemos. Há muito trabalho a ser feito, a Agenda 2030 das Nações Unidas, com seus Objetivos de Desenvolvimento Sustentáveis (ODS) nos convida para ações concretas de inclusão, de responsabilidade, de partilha, principalmente, e mar e as como a Educação, a Saúde, o Bem estar, o Meio Ambiente entre outros.

 
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Maria Cristina: Do ponto de vista construtivista, o acesso à educação é inclusivo, é de acordo com as oportunidades oferecidas pelos órgãos governamentais responsáveis pela educação formal; por instituições privadas, por meio de ações sociais que oferecem bolsas de estudos e a permanência está vinculada ao desempenho do aluno; por institutos e organizações não-governamentais, que vincula a permanência do aluno ao desempenho ou capacitação profissional do aluno; e, também, existem as situações em que o indivíduo, por meio de ações autônomas, busca e constrói a própria formação durante sua vida.

 
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No entanto, na meritocracia, a educação é exclusiva, é acessível ao indivíduo com todas as condições e garantias de qualidade e quantidade, por pertencer a grupos sociais, bem amparados financeiramente, cientes de seus direitos legais, que lhe garantam a formação de suas competências e habilidades. Entretanto, a ponte entre os dois é visivelmente injusta e desumana, na maioria das vezes, no que se refere às disputas por processos seletivos nos âmbitos profissionais e acadêmicos.

6) Qual é o verdadeiro papel da Educação?

Adriana: Transformar e desenvolver pessoas. Tornando-as cidadãos críticos, atuantes, protagonistas e multiplicadores de um bem estar comum a todos.

 
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Maria Cristina: Prefiro chamar de Ensino, embora no contexto de formação o docente acaba sendo educador na maior parte do tempo, auxiliando na formação de alguns valores mínimos para a convivência social. Desta forma, compreendo Educação como os valores que o indivíduo carrega consigo desde o nascimento, que são valores culturais, religiosos, éticos e morais. Já o Ensino tem o dever de  fornecer as bases para que ele possa lidar com as suas habilidades e competências, percebidas e construídas, no contexto social, cultural e profissional.

 
Fonte: Banco de imagens do Google

7) Como você observa a Educação Brasileira no Século XXI?

 

Adriana: Adoecendo, estamos vivenciando tempos muito difíceis, há falta de políticas públicas em todos os âmbitos da sociedade e não há tempo a perder esperando por uma solução mágica. É preciso acreditar que o nosso papel consiste em propiciar acesso à informação, ao conhecimento, para que juntos possamos cooperar na transformação da educação do nosso país, com novas práticas de atuação, criando espaços criativos, laboratórios de construção do conhecimento, buscando novas formas de aprendizagem, atuando na sociedade de maneira efetiva e as bibliotecas fazem parte de tudo isso, pois são ambientes que conjugam todos os saberes, sendo participantes ativos nesse processo de mudança da sociedade.

 
Fonte: Banco de imagens do Google

Maria Cristina: Embora seja uma educadora, não me sinto completamente habilitada a responder esta pergunta de forma sucinta, pois a contemporaneidade nos impõe muitos desafios no campo da educação. No entanto, ao abordá-la no contexto brasileiro atual, é necessário retomar a perspectiva da formação sociocultural, de Gilberto Freyre, Paulo Freire, Milton Santos entre outros pensadores que nos levam a compreender, ou tentar compreender, como se deu a construção da nossa base estrutural enquanto sociedade brasileira, que reflete no percurso de implantação do ensino formal, e que podemos observar que muitos conceitos e práticas foram adotados inicialmente e seguidos de forma equivocada, como acontece até hoje.

Um exemplo disso é a descrição de métodos pedagógicos de algumas escolas de ensino infantil e fundamental I, que se intitulam construtivistas. Entretanto na prática não vemos a construção do aprendizado, a começar pelo material didático utilizado, que é por meio de apostilas. No ensino superior, muitas instituições vendem facilidades, com metodologias engessadas, apostiladas, onde o docente não tem a liberdade de utilizar bases metodológicas e teóricas de acordo com os múltiplos aspectos encontrados, que são peculiares a cada grupo de alunos, a cada curso, período de estudo, entre outros.

8) Qual é a contribuição e/ou mensagem de Educador Brasileiro, sendo um Bibliotecário e Professor que você gostaria de dizer aos ex-alunos e a sociedade brasileira?

Adriana: Acreditar sempre: em si mesmo, em suas escolhas acadêmicas e profissionais, em dias melhores. Lutar pela igualdade de direitos a todas as pessoas, indiscriminadamente. Respeitar e honrar o seu país. Não aceitar injustiças de qualquer natureza e sob qualquer aspecto. E citando Mahatma Gandhi: “Seja você a mudança que quer ver no mundo”.

Maria Cristina: Ao se depararem com a dúvida sobre algo, investiguem a realidade, não tenha receio de argumentar o que enxergou a partir da análise, sempre amparada em fatos e dados reais. O posicionamento crítico é necessário para uma sociedade mais justa e igualitária.

 
Fonte: Banco de imagens do Google.

Quero agradecer as Professoras e Bibliotecárias: Adriana Maria de Sousa e Maria Cristina Palhares, por aceitarem este convite para a realização desta entrevista-homenagem ao Dia dos Professores. Fiquei muito satisfeito e honrado em ouvir estas duas excelentes profissionais da informação e educadoras.

Esta é uma homenagem a todos os Professores do Brasil, que devemos um agradecimento:Muito Obrigado Professores por sermos Seres Humanos! Agradeço por todos vocês que leram esta reportagem. Abraços e muito obrigado.

 Fonte: 

Pós-Graduação FESPSP

Inscrições abertas!

Bibliotecários registrados no CRB tem desconto de 15%.

Gestão Arquivística
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Seminário FESPSP 2018 – INSTITUIÇÕES, INFORMAÇÃO E DEMOCRACIA em tempos de mudança

Ao longo dos últimos 85 anos, a Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo tem testemunhado as principais mudanças na sociedade brasileira. São transformações de natureza econômica, social e política que moldaram o caminho pelo qual o Brasil aportou no século XXI. Mas se é verdade que a sociedade brasileira muito mudou nas últimas décadas, alguns desafios de outrora permanecem atuais, dentre eles, a seguinte questão: como nossas instituições promovem a democracia?

Atualmente as instituições representativas do Estado brasileiro passam por uma prova de fogo ao serem cobradas pela sociedade civil por sua eficiência, ao mesmo tempo em que perderam boa parte da credibilidade da opinião pública diante dos episódios noticiados cotidianamente. Ao se falar de credibilidade é preciso levar em conta os níveis de transparência e veracidade com que as instituições informam suas ações à sociedade civil, ou seja, como dialogam e geram informações a respeito de seu próprio desempenho, bem como de que modo veiculam tais informações para a sociedade de modo geral.

Evidentemente, ao se falar em instituições é preciso alargar a definição do conceito e levar em consideração não apenas aquelas mais representativas do Estado, mas outras a exemplo da mídia, do mercado (em especial, as empresas), e da academia, apenas para citar algumas. Em tempos de “Fake News”, torna-se patente a preocupação com o tipo de informação gerada e veiculada pela mídia, ainda mais em períodos eleitorais, quando a manipulação da informação gera consequências graves à democracia. Do mesmo modo, ao se considerar a suspeição quanto ao comportamento de algumas empresas, cada vez mais tem se falado em compliance e da necessidade de uma governança ética que considere os stakholders envolvidos, principalmente quando não apenas interesses privados estão em jogo, mas também e, acima de tudo, públicos.

Deste modo, como as instituições brasileiras têm permitido um fluxo de informações claro e transparente, e assim dialogado com a sociedade? Como instrumentos a exemplo da Lei de Acesso à Informação tem se mostrado efetivo na sociedade brasileira? Até que ponto as instituições (principalmente aquelas ligadas à educação e à formação) tem promovido a chamada competência informacional, contribuindo assim ao desenvolvimento de habilidades nos indivíduos que permitam a apropriação e assimilação de informações, corroborando diretamente ao processo democrático? Diante do dinamismo das transformações sociais contemporâneas e da eclosão de demandas por mais participação e empoderamento das minorias, de que modo as instituições estão conseguindo se reinventar quanto à capacidade de diálogo com a sociedade?

Neste sentido, e em consonância com seu interesse permanente no dinamismo social do Brasil, é que a Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo propõe o Seminário FESPSP “Instituições, informação e democracia em tempos de mudanças” que será realizado em suas dependências, na cidade de São Paulo, entre os dias 24 e 28 de setembro de 2018. O seminário tem por objetivo discutir sobre o estado da arte da relação entre as instituições brasileiras e a sociedade civil do ponto de vista democrático, bem como acerca dos processos de produção, disseminação e acesso às informações como marcadores fundamentais da natureza deste diálogo em uma conjuntura social e política tão complexa como esta dos dias atuais.

Grupos de trabalho relacionados à área de CI

GT 04 – Organização e acesso à informação digital (Cibele Araújo Camargo Marques dos Santos e Charlley Luz)
GT 06 – Educação, Literatura e Sociedade (Eliana Asche Cintra Ferreira e Derick Casagrande Santiago)
GT 08 – Diversas maneiras de formação cidadã, como via de sustentação da democracia, oferecidas no país a Refugiados, Asilados e Migrantes Econômicos (Maria Rosa Crespo e Sonia Nussenzweig Hotimsky)
GT 12 – Arquivos: diversidades e tempos de mudança (Simone Silva Fernandes e Charlley Luz)
GT 15 – Inovação em Serviços de Informação (Valéria Martin Valls e Adriana Maria de Souza)

Demais GTs, no site.
Mais informações: https://fespsp.wixsite.com/seminario2018

Ações científicas projetam curso de Biblioteconomia no cenário local

Ufal é a única instituição que oferta o curso no Estado; Mestrado Acadêmico já foi encaminhado à Capes

Ao completar vinte anos de funcionamento, no dia 11 deste mês, o curso de Biblioteconomia da Universidade Federal de Alagoas tem se destacado pelas ações inovadoras no ensino, na pesquisa e na extensão, em consonância com a justificativa para a sua criação: ser uma alternativa para a formação de profissionais na área para atuar na organização e disseminação da informação no âmbito da sociedade e unidades de informação de Alagoas.

Instalado no Campus A. C. Simões e pertencente ao Instituto de Ciências Humanas, Comunicação e Artes (ICHCA), é visível o crescimento do curso de Biblioteconomia em suas duas décadas de existência. Mas o salto qualitativo não seria possível se não fosse a obstinação e dedicação do corpo docente capacitado e apoio administrativo, como diz a coordenadora Nelma Camelo de Araújo: “Somos uma equipe enxuta composta por doze professores e unida para o crescimento do curso no Estado. Estamos cada vez mais empenhados para torná-lo uma referência nacional”, enfatiza.

Um dos exemplos de sucesso do curso são os recursos humanos absorvidos pelo mercado de trabalho: 90% do corpo de servidores técnicos-adminsitrativos da Biblioteca Central (BC), da Ufal, selecionados por concurso público, são oriundos do curso. Segundo a coordenadora, isso significa que a formação qualificada tem tido reflexos na vida profissional dos alunos egressos. A mais recente vitória é o Mestrado Acadêmico já aprovado pelo Conselho Universitário (Consuni) no dia 7 deste mês e encaminhado à Capes para o trâmite normal com previsão de ser ofertado a partir de 2019.

O mestrado vem atender ao anseio da categoria bibliotecária de Alagoas, já que até então a oferta mais próxima era na Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) e na Universidade Federal da Paraíba (UFPB) ou em outras regiões”, frisa Nelma Araújo.

Desde a implantação o curso funciona no horário noturno. Atualmente conta com cerca de duzentos alunos matriculado e recebe duas turmas, com entrada de 25 estudantes por semestre. Nessas duas décadas, já formou nove turmas, lançando ao mercado de trabalho uma média de 172 profissionais bibliotecários. No último Exame Nacional de Desempenho de Estudantes (ENADE), o curso foi classificado com a nota 3 e no Guia do estudante, uma publicação da Editora Abril.

O curso é dotado de quatro grupos de Pesquisas certificados pela Ufal/CNPq e atualmente tem em desenvolvimento três Projetos de Iniciação Científica, do Pibic/Fapeal/Ufal e de três na área de extensão. Nelma Araújo destaca o Projeto sobre a Organização Documental (EARQ) do Centro de Telemedicina do Hospital Universitário Professor Alberto Antunes (HUPAA), sob a coordenação da professora Maria Francisca Rosaline Mota e também o que trata sobre Mapeamento de Periódicos Científicos em Alagoas, coordenado pelo professor Ronaldo Ferreira Araújo com acesso virtual disponibilizado para a sociedade e tem como finalidade se tornar referência no Estado.

Na extensão Nelma enfatiza o Biblioterapia, conduzido pela professora Livia Lenzi, tendo como público-alvo pacientes de diferentes faixas etárias do HU e o Bibliencanta, coordenado pela professora Adriana Lourenço, cujas ações se dão com visitas às comunidades mais carentes de Maceió. Com o objetivo de estabelecer intercâmbios e experiências no campo da investigação científica nas áreas de Ciência da Informação e Biblioteconomia, desde 2011 o curso matém convênio de cooperação com a Universidade do Porto (Portugal), por meio da Faculdade de Letras (FLUP) daquelea instituição portuguesa.

Nova coordenação

Em fevereiro deste ano a professora Nelma Araújo e o professor Marcos Aurélio assumiram, respectivamente, a coordenação e vice-coordenação, do curso. Em sua plataforma de trabalho para aos dois anos de gestão ela diz que além da continuidade dos projetos em desenvolvimento, serão criadas novas formas de visibilizar o curso.

Em atividades locais, recentemente ela informou que participou da reinauguração da Escola de Governo do Estado de Alagoas e do 3º Encontro Alagoano de Biblioteconomia, este realizado no último mês de março, cujo debate contou com a participação de uma equipe do curso e da Biblioteca Central. A participação nesta semana, de 21 a 25, no 4º Encontro de Tecnologia de Organização da Informação, na Universidade de São Paulo (USP), segundo a coordenadora, objetiva busca de conhecimento para aplicação no curso. Também constam em sua plataforma a reestruturação do espaço físico do curso, assim como a execução de um projeto de paisagismo para o entorno do prédio feito por alunos da Biblioteconomia.

Sobre a atuação profissional do bibliotecário, Nelma Araújo reforça que o objeto de trabalho é a informação e neste contexto são diversas as atividades a serem desenvolvidas, como: assessoria a áreas específicas; equipe de inteligência competitiva; assessoria em busca de fontes especializadas; auxílio no registro de cartas de patente; e desempenho na área cultural voltada ao incentivo à leitura – memória e patrimônio cultural.

Para os que querem abraçar a Biblioteconomia como profissão e também aos que já estão em formação Nelma Araújo deixa a seguinte mensagem: “Aceitem desafios, não se limitem em trabalho em bibliotecas especializadas. Desbravem novos caminhos mostrando sua importância em diferentes áreas de trabalho”.

Pela passagem dos vinte anos dois artigos com foco na importância histórica local e geral com retrospectiva do empenho e efetivação da criação do curso na Ufal em consonância com o slogan Formando Competências, transformando realidades, foram escritos pela professora Maria de Lourdes Lima um artigo intitulado Os Vinte Anos da Biblioteconomia em Alagoas: Registro, Informação e Memória. Também junto com a graduada Almiraci Dantas dos Santos, Lourdes escreveu o artigo: Curso de Biblioteconomia da Ufal: Uma Trilha sobre sua Memória Histórica. O artigo sobre Os Vinte Anos, assim como mais informações sobre o curso podem ser acessados na página da Biblioteconomia, no link: http://www.ufal.edu.br/unidadeacademica/ichca/graduacao/biblioteconomia.

 

Docentes do curso de biblioteconomia
Coordenadora do curso, Nelma Araújo

Texto por Diana Monteiro

Fonte: Universidade Federal de Alagoas

TOI IV – MINICURSO – Encontro ABRAINFO de Inovação: Transição de Carreira

Evento GRATUITO – VAGAS LIMITADAS – CERTIFICADO DE PARTICIPAÇÃO USP

Inscrição

OBJETIVO
Fomentar o debate sobre os impactos que a Nova Economia terá dentro das organizações brasileiras.

PÚBLICO ALVO
O ENCONTRO ABRAINFO DE INOVAÇÃO: TRANSIÇÃO DE CARREIRA, tem como foco os profissionais da informação, estudantes, executivos, gestores, analistas, arquivistas, bibliotecários e jornalistas.

LOCAL
Local – USP – Escola de Comunicação e Artes (ECA) – Auditório Lupe Cotrim – 1º andar
Dia – 24 de maio de 2018
Horário – 19h às 21h

Pós-graduação – Livros, Crianças e Jovens: Teoria, Mediação e Crítica

 

A experiência de alteridade que a leitura literária pode proporcionar é fator importante na construção de relações humanas mais justas. Do mesmo modo, a formação de leitores críticos é imprescindível para a constituição de uma sociedade democrática. Por isso, torna-se cada vez mais urgente a abertura de novos e arejados espaços de interlocução qualificada entre os sujeitos que atuam nesse processo, em diversos contextos sociais. A proposta do curso é proporcionar, por meio de discussões abrangentes e aprofundadas sobre a formação do leitor literário, uma reflexão ancorada principalmente em três áreas do conhecimento: a teoria literária, a mediação da leitura e a crítica especializada. Para isso, serão incorporadas à discussão questões relevantes, como as concepções de infância, as pesquisas didáticas em torno da mediação da leitura, a história da literatura produzida para crianças e jovens no Brasil e as políticas públicas de promoção da leitura.

Mais informações: http://site.veracruz.edu.br/instituto/pos-graduacao/livros-criancas-e-jovens-teoria-mediacao-e-critica/

EDUCAÇÃO: UAB MARABÁ FAZ ENQUETE SOBRE DEMANDA PARA GRADUAÇÃO EM BIBLIOTECONOMIA

O polo local da UAB (Universidade Aberta do Brasil) lançou nesta sexta-feira, dia 23 de fevereiro, uma enquete em sua fanpage no Facebook (Polo UAB Marabá) para mensurar a quantidade de interessados em cursar graduação em Biblioteconomia, um curso que não é ofertado em nenhuma universidade ou faculdade local.

Segundo a coordenação local da UAB, o curso está aprovado na Capes (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior) do Ministério da Educação, para o financiamento via UAB. A enquete é para mostrar à UFPA que Marabá e região têm grande demanda por esse curso. Com os dados da enquete em mãos, será mais fácil defender a oferta no Polo de Marabá. “Há outros polos do Estado que também vão se candidatar para receber o curso, mas o número de vagas e turmas será restrito”, observa Ademar Filho, coordenador da UAB.

Em Marabá há dezenas de bibliotecas, salas de leitura nas escolas, mas apenas dois profissionais formados em Biblioteconomia, os quais atuam na Unifesspa (Universidade Federal do Sul e Sudeste do Pará).

SOBRE O CURSO

Quando se fala em Biblioteconomia, a primeira ideia que nos vem à mente diz respeito ao acesso aos livros numa biblioteca. De fato, essa é uma das principais atividades da área. Agora, você já pensou nas pesquisas que você faz pela internet? Nos arquivos que compõem o acervo que conta a história da sua cidade? E os documentos de um banco? Pois bem, a Biblioteconomia vai além das bibliotecas públicas e escolares. Ela trabalha com todo tipo de informação, e os seus profissionais são responsáveis pelo desenvolvimento dos processos de geração, disseminação, recuperação, gerenciamento, conservação e utilização da informação. E, por isso, o bibliotecário precisa de uma formação abrangente, que lhe permita atuar criticamente e com qualidade intelectual em qualquer tipo de unidade de informação.

AGORA É LEI

A Lei nº 12.244, de 24 de maio de 2010, obriga a instalação de uma biblioteca com, pelo menos, um livro por aluno em todas as instituições de ensino do país até 2020. Só por esse aspecto, é possível dizer que o mercado de trabalho oferece ótimas oportunidades, já que há uma enorme demanda por profissionais, estimada em mais de 150 mil bibliotecários.

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Fonte: Prefeitura de Marabá

Ufrgs e Furg irão ofertar 500 novas vagas em Biblioteconomia

Rene Faustino afirma que categoria enfrenta um problema no Estado pela não contratação de profissionais /MARCO QUINTANA/JC – Jornal do Comércio (http://jcrs.uol.com.br/_conteudo/2018/01/geral/609127-ufrgs-e-furg-irao-ofertar-500-novas-vagas-em-biblioteconomia.html)

Isabella Sander

Com um déficit imenso de bibliotecários atuando em bibliotecas escolares no Rio Grande do Sul e a missão de resolver o problema até 2020, o Estado contará, a partir do ano que vem, com cerca de 500 novas vagas no curso de graduação em Biblioteconomia. Hoje, em torno de 100 profissionais se formam na área anualmente, o que não dá conta da demanda, especialmente no Interior.

Em reportagem publicada ontem, o Jornal do Comércio mostrou que apenas 28 das 2.545 escolas estaduais gaúchas têm bibliotecários. A Lei nº 12.244/2010, conhecida como Lei das Bibliotecas Escolares, prevê que toda instituição de ensino no Brasil tenha uma biblioteca escolar e, em cada uma, haja um bibliotecário como responsável. O prazo para a implantação da legislação é de dez anos, ou seja, termina em 2020. Por isso, o Estado precisará correr contra o tempo para se adequar em menos de três anos.

Segundo o coordenador em exercício da Comissão de Graduação em Biblioteconomia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Ufrgs), Rene Faustino, a categoria tem um grande problema com o governo estadual. “O governo federal tem essa preocupação, tanto que sempre há bibliotecários nas universidades, e temos o Conselho Federal de Biblioteconomia, que rege que toda a biblioteca deve ter um profissional. Já no Estado, temos essa dificuldade, até pelos baixos salários pagos aos bibliotecários, que acabam preferindo trabalhar em um órgão federal ou particular”, explica. Na própria Ufrgs há aproximadamente 130 pessoas formadas em Biblioteconomia empregadas.

Para Faustino, a biblioteca escolar é, ainda hoje, fundamental na formação de estudantes, por incentivar a leitura e a busca por fontes confiáveis. “Infelizmente, nas bibliotecas, são colocados professores que não querem mais dar aula, o que torna aquele um lugar não atrativo, praticamente um depósito”, define.

Em média, 50 profissionais se formam por ano na Ufrgs; de 30 a 40, na Universidade Federal do Rio Grande (Furg); e entre dez e 20, na Universidade de Caxias do Sul (UCS), em formato de Ensino a Distância (EaD). A partir do ano que vem, além desses cerca de 100 estudantes, outros 500 alunos poderão ingressar em cursos a distância na Ufrgs e na Furg. Os cursos a distância são realizados nos mesmos moldes dos presenciais.. A formação, de quatro anos, será oferecida pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes).

“A Lei das Bibliotecas Escolares prevê que, até 2020, todas as bibliotecas de escolas tenham um bibliotecário, então a Capes está oferecendo essas novas vagas para formar o maior número possível de profissionais. A maioria dos cursos está concentrada nas capitais, então o Interior não tem sua demanda suprida”, observa o coordenador. Cerca de 300 das vagas serão para o curso na Ufrgs, e o restante, na Furg.

Falta de leitura gera raciocínio fragmentado, dificultando a articulação de pensamentos

Conforme Rene Faustino, hoje, a população brasileira que lê, lê muito, mas a que não lê, não lê quase nada. “Temos uma dicotomia muito grande. A concorrência com a própria internet é muito grande, então é mais difícil fazer a criança ter uma leitura linear, com início, meio e fim, porque, na internet, a leitura é fragmentada”, avalia. A leitura fragmentada se reflete, de acordo com o professor, na articulação dos pensamentos – o aluno, por vezes, não apresenta uma linha de raciocínio completa, e sim em fragmentos.

Faustino explica que o bibliotecário tem formação para incentivar a leitura. “Ele consegue identificar temas importantes e atuais, como questões de gênero ou fake news, e selecionar os livros mais adequados sobre esses assuntos para cada faixa etária”, pontua.

Para o coordenador, dessa maneira, se incita o estudante a buscar as informações dentro da biblioteca, considerando sua idade e seu grau pessoal de leitura. Também qualifica-se o uso das fontes de pesquisa, em um mundo tomado, atualmente, por notícias falsas.

“O bibliotecário tenta desenvolver um senso crítico na comunidade. A leitura propicia ao cidadão ter uma visão mais ampla do mundo, fazer uma crítica à fonte, saber o que é real e o que não é”, afirma. – Jornal do Comércio

Fonte: Jornal do Comércio

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PERÍODO DE INSCRIÇÕES: 29/01/2018 a 26/02/2018

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