Condições de Trabalho

O impacto da COVID-19 nas bibliotecas: considerações sobre a segurança das pessoas e das coleções

Algumas bibliotecas já reabriram, outras estão cogitando reabrir e outras ainda não sabem quando isso irá acontecer, mas para todas o questionamento costuma ser o mesmo: o que devemos considerar sobre a COVID-19 em relação às pessoas que trabalham nas bibliotecas e às coleções?

Para esclarecer um pouco disso, convidamos o médico sanitarista Prof. Dr. José Ricardo de Carvalho Mesquita Ayres (Faculdade de Medicina USP) e a especialista em conservação e restauração de acervos bibliográficos, Norma Cassares (Arquivo Público de SP). Como debatedores, trouxemos Pierre Ruprecht (SP Leituras) e Rosaelena Scarpeline (CRB-8ª Região), sob a mediação de Adriana Ferrari (FEBAB).

Transmissão via YouTube (https://youtu.be/LwEaeIVOjeQ) e Facebook (https://www.facebook.com/febab.federacao/videos/625849768025588/)

Gestão de riscos à saúde e aos acervos bibliográficos será tema de palestra em julho

Convidado será o pesquisador José Luiz Pedersoli, que atuou no Centro Internacional para o Estudo da Preservação e Restauração do Patrimônio Cultural

Percepção e gestão de riscos à saúde e aos acervos bibliográficos e documentais – um paralelo. Esse é o tema da palestra virtual que o pesquisador José Luiz Pedersoli ministrará no dia 23 de julho, às 10h, com mediação do aluno da UNIRIO Bruno Ferreira Leite, doutorando em Ciência da Informação.

Considerado como referência brasileira em gestão de riscos para patrimônio cultural, Pedersoli atuou no Centro Internacional para o Estudo da Preservação e Restauração do Patrimônio Cultural (ICCROM, na sigla em inglês), instituição ligada à ONU.

A iniciativa é uma parceria entre o Departamento de Arquivologia e Biblioteconomia, o grupo de pesquisa Estudos sobre patrimônio bibliográfico e documental, o Laboratório Multidimensional de Estudos em Preservação de Documentos Arquivísticos, o Núcleo Interdisiciplinar sobre preservação e a Biblioteca Oliveira Lima, da Universidade Católica da América (EUA).

A atividade faz parte dos Seminários UNIRIO: gerenciamento de risco e biossegurança em bibliotecas e arquivos no contexto do Covid-19, promovidos pela Pró-Reitoria de Pós-Graduação, Pesquisa e Inovação (PROGPI).

Interessados devem se inscrever pela página: https://www.even3.com.br/seminariosunirio2020/.

Fonte: UNIRIO

PROPOSTA DE PISO SALARIAL PARA BIBLIOTECÁRIOS PODE SER DEBATIDA POR SENADORES

Para virar uma sugestão legislativa, o tema precisa receber 20 mil apoios até o final do mês de setembro

 Texto por Redação

O estabelecimento por meio de lei de um piso salarial para bibliotecários pode se tornar uma sugestão legislativa e ser debatida por senadores. Para tanto, uma enquete realizada pelo Senado precisa alcançar a marca de 20 mil apoios, o que pode ser feito no site “Ideia Legislativa” clicando aqui. Até o fechamento desta matéria, 2.488 pessoas já haviam assinado o documento.

“Os bibliotecários regulamentados pela Lei nº 4.084/ 1962, diante das injustiças trabalhistas e salariais sofridas, pede[m] a criação do piso salarial. É necessário que a categoria tenha um salário digno e compatível com suas atribuições e formação, suficiente para a sobrevivência”, diz o texto da pesquisa.

A proposta é que estes profissionais recebam R$1.750,00 para quatro horas diárias de trabalho ou de 20 horas semanais e de R$3.500,00 para o caso de dedicação exclusiva em jornada de oito horas diárias ou para 40 horas semanais.

Ainda de acordo com a enquete, que estará aberta até o dia 29 de setembro deste ano, a proposta prevê reajuste salarial anual, sempre no dia 1º de janeiro e corrigido pela variação do Índice Nacional de Preços do Consumidor (INPC).

Como se sabe, embora a categoria só disponha de piso salarial definido em lei em alguns estados da federação – como é o caso do Rio de Janeiro e de São Paulo – existem recomendações salariais para quase todos os estados. No caso do Rio, o piso salarial, estabelecido em lei estadual, é de R$ 3.158,96 com regime de 40 (quarenta) horas semanais.

MÉDIAS SALARIAIS

Um bibliotecário ganha em média R$ 3.964,61 no mercado de trabalho brasileiro para uma jornada de trabalho de 40 horas semanais de acordo com uma pesquisa do Portal Salário, especializado em estatísticas salariais, junto a dados oficiais do CAGED com um total de 1.264 salários.

Ainda de acordo com essa pesquisa, a faixa salarial do bibliotecário CBO 2612-05 fica entre R$ 3.043,00 salário mediana da pesquisa e o teto salarial de R$ 10.826,19, sendo que R$ 3.618,45 é a média do piso salarial 2020 de acordos, convenções coletivas e dissídios levando em conta profissionais com carteira assinada em regime CLT de todo o Brasil.

O Portal informa que o perfil profissional mais recorrente é o de um trabalhador com 28 anos, do sexo feminino que trabalha 44h semanais em médias em empresas do segmento de educação superior. No entanto, a pesquisa diz que estes profissionais são formados em ciências da computação, ignorando que existe no Brasil formação superior específica para bibliotecários.

Um levantamento realizada pelo BiblioJuris, a partir da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua trimestral do IBGE (4º trimestre de 2018), indicou que São Paulo emprega os bibliotecários mais bem pagos, com piso de R$ 4.158,45, seguido de Rondônia com R$ 3.710,06 e  Rio Grande do Sul, com R$ 3.492,49; enquanto Piauí possui o menor piso salarial, com R$ 1.325,20.

Fonte: Revista Biblioo

La salud mental de bibliotecario

Texto por Alejandra Sofía Méndez Irizarry 

Arte de Deana Sobel Lederman

A lo largo del 2020 muchos países han sufrido el impacto del nuevo coronavirus de 2019 (COVID-19).  La propagación del COVID-19 comenzó a sentirse en occidente en febrero.  Rápidamente en marzo los primeros dos casos se reportaron en Puerto Rico.  A pesar de la acción inmediata por parte del gobierno de la isla caribeña en crear una ordenanza de toque de queda, esto ha llevado consigo grandes retos.  El cierre de escuelas, universidades y bibliotecas ha llevado a que muchos educadores transfieran sus clases a formas remotas en línea.  Dicha práctica se ha replicado en los continentes americanos.

El cierre de las instalaciones físicas de las bibliotecas y demás instituciones educativas ha impulsado la migración de servicios a plataformas remotas.  La clase magisterial y los bibliotecarios de referencia han ofrecido sus servicios en línea.  En el caso de los bibliotecarios que trabajan con el desarrollo de colecciones, muchos han optado por la catalogación de recursos impresos en sus hogares.  La curación de contenido en línea y subscripciones, la cual de por sí posee elementos remotos, también se ha transferido al entorno doméstico de los bibliotecarios.  Esta necesidad inmediata de adoptar estrategias para saciar las demandas laborales y de los usuarios, ha llevado consigo un proceso de acoplamiento forzado.  Para todos ha sido un proceso de aprendizaje, inclusive para los profesionales diestros en la enseñanza en línea o a distancia.  No obstante, debido al auge e implementación instantánea, se está comenzando a documentar las complicaciones en cuanto a poder llevar estos servicios satisfactoriamente.

Los bibliotecarios son profesionales esenciales para el acceso a la información, el funcionamiento de instituciones educativas, la documentación cultural de las comunidades, entre otros aspectos de valor añadido.  A pesar del valor del personal bibliotecario, el mantener las bibliotecas abiertas es parte de un debate.  Por un lado, hay quienes abogan por la necesidad de mantener las bibliotecas abiertas y con acceso limitado.  Dicho argumento desprende de la necesidad de algunos miembros de la comunidad que se encuentran en el lado en desventaja de la brecha digital.  A su vez, mantener las bibliotecas abiertas en momentos de crisis justifica su valor y asegura su estabilidad económica.  No obstante, este tipo de práctica ha sido identificado como uno que pone en peligro el bienestar del personal y de los usuarios.  El personal de varias bibliotecas ha comunicado a través de las redes sociales que la seguridad y bienestar de todos trasciende la necesidad de justificar el quehacer diario.  La campaña en las redes sociales (i.e., Twitter) #closelibraries, continúa activa.  Incluso, han creado perfiles en Twitter que atienden este reclamo. No obstante, esta postura no soluciona los retos que impone las desigualdades sociales.

Este último punto, sobre la brecha digital, fue uno de los temas que se discutió en el foro #Bibliotecasencasa: ¿Cómo las bibliotecas pueden extender sus servicios durante las cuarentenas?  Entre las estrategias para atender la brecha digital se identifica la comunicación con las comunidades a través de mensajes SMS.  El Foro está disponible en el canal de YouTube de IFLA LAC.

Cabe mencionar que este punto es uno que se debe retomar y atender durante la crisis y al final de esta.  Esta conversación es una longeva en el campo de las ciencias bibliotecarias y de la informática.  No obstante, la crisis actual ha mostrado que la brega digital es una más profunda; incluso en países altamente industrializados.

Al igual que la población que visita las bibliotecas, el personal bibliotecario también está enfrentando retos a raíz de la pandemia de COVID-19.  Entre las preocupaciones que se han comunicado es la propagación del virus en los centros de información, la protección del personal, preocupaciones sobre el impacto económico del cierre de las bibliotecas, entre otros factores individuales.  En entradas anteriores se ha discutido el agotamiento (“burnout”) del personal bibliotecario.  A pesar de que la situación actual no necesariamente resulta en el mismo tipo de agotamiento, sí puede llevar a esto.  Dentro de las circunstancias que se están desenlazando, el personal de referencia se encuentra intentando proveer servicios a estudiantes, profesores, investigadores y la comunidad a través de plataformas de chat, mensajes de SMS, videoconferencia, entre otros.  Para muchos es un reto.  Lo que una vez podía ser una transacción de referencia en persona ligera, ahora muestra tomar más tiempo.  El orientar sobre herramientas en las computadoras, localizar recursos y hacerlos disponibles conlleva estrategias creativas.  Las destrezas tecnológicas del personal bibliotecario son esenciales.  Sin embargo, hay que tener en cuenta que los usuarios no necesariamente poseen el mismo nivel de capacitación en las tecnologías ni acceso.  Bajo estas circunstancias el personal debe preguntar el dispositivo que el usuario está utilizando y crear soluciones junto a sus colegas sobre cómo atender las necesidades de información.

Dentro de este proceso es necesario que los administradores y el personal de las bibliotecas tengan en cuenta la salud mental de su personal.  A pesar de que muchos de los bibliotecarios y educadores se encuentra en sus casas, esto no implica que tienen más tiempo en sus manos.  Al contrario, debido a la necesidad de permanecer en las casas, las labores profesionales y domésticas se han mezclado bajo un techo.  Debido a las limitaciones que poseen algunos hogares, es difícil replicar la agilidad de la labor del profesional de la información.  En sus columnas, Aisha S. Ahmad, expresa la dificultad que muchos académicos han confrontado para realizar sus labores.

Many of my colleagues have expressed distress that their ability to produce top-tier research has been affected by the crisis, even though they seem to have more time to write than ever under lockdown.” (Ahmad, 2020).

Junto a la inhabilidad de poder realizar labores, se encuentran las demandas de ser productivo durante este periodo.  En varios webinar se han hecho recomendaciones sobre cómo mantenerse activo o productivo durante la crisis.  Algunas estas recomendaciones son viables para algunos.  No obstante, las desigualdades sociales que ha exaltado la pandemia están llevando a niveles de estrés y agotamiento acelerados.

La conectividad con los colegas es imperativa en el proceso de crisis.  El personal de recursos humanos de la Universidad de Pittsburg recomienda lo siguiente:

  • Contactar a tus colegas, miembros de la facultad (en caso de trabajar en una escuela, universidad o colegio) y personal de la unidad. El comunicarte con ellos para saber si tienen alguna necesidad o escucharlos es vital para muchos debido al distanciamiento físico que se está experimentando.

  • Se recomienda el exaltar la labor que el personal está haciendo durante la crisis.

  • Buscar alternativas para mantener los canales de comunicación abiertos. Junto a ello, intentar buscar formas creativas para animar a tus compañeros.

  • Comunicar claramente cuales son los límites de las tareas a realizarse durante la crisis.

  • Tomar en cuenta las lecciones que se han aprendido y cómo las bibliotecas pueden mejorar sus ofrecimientos a distancia.

  • Intercambiar ideas para atender las diversas necesidades de la comunidad.

Además de estas recomendaciones, se debe tener en cuenta prácticas que se puedan aplicar para manejar el estrés.  Basándome en las recomendaciones hechas sobre el manejo del agotamiento en el trabajo, expongo las siguientes:

  • Tomar recesos. A pesar de que estás trabajando desde el hogar, cambia de espacio.  Algunas prácticas que se pueden emplear para tomar recesos son el alejarse de la computadora durante la ingesta de alimentos o antes de la hora de sueño.

  • Permitirse cambiar de espacio de trabajo durante el día. Si tienes la habilidad de hacerlo, hazlo.  El estar en un espacio fijo todos los días por periodos prologados puede llevar al agotamiento emocional.

  • Durante el periodo de ingesta de comida, evitar hablar del trabajo. También se recomienda evitar cualquier actividad que pueda producir ansiedad; incluyendo el leer o ver noticias.

  • Identifica actividades que ayudan a relajarte y practícalas. Existen un sinnúmero de actividades que ayudan a despejar la mente.  El hacer nada también es válido.

  • Reducir el consumo de noticias y contenido en las redes sociales. Todos deseamos saber cómo ha evolucionado la crisis.  ¿Ha mejorado?  ¿Ha empeorado?  Algunas lecciones de la vida nos han enseñado que las malas noticias tienden a comunicarse rápido.  De haber un cambio catastrófico o perjudicial, te enterarás.  Usualmente habrá alguien en tu lista de contactos que te lo comunicará.

  • Tome tiempo para acceder a talleres en línea de desarrollo profesional o algún interés que entiendas que puedes compartir con tus colegas. La profesión bibliotecaria tiene la versatilidad de aplicar varias ramas del saber.  No todos los desarrollos profesionales tienen que limitarse a la gestión de la información.

Otros consejos útiles pueden ser consultar literatura sobre el manejo de otras crisis.  En el caso de Puerto Rico, las estrategias desarrolladas y empleadas después del paso de los huracanes Irma y María pueden aplicarse.  Entre estas se encuentra la limpieza de las unidades de información, cómo ofrecer o asistir a usuarios que se encuentran en la brecha digital.  El intercambio con colegas de otros países, de tener acceso, es útil.  Recursos como Infotecarios y asociaciones profesionales como IFLA facilitan dicho intercambio.

Finalmente, comparto algunos consejos de mi autoría.  Algunos coinciden con consejos expresados por expertos u otros colegas en las redes sociales:

  • Mantenga presente que esta situación es temporera. Por ende, no es normal.

  • Es aceptable sentirse triste o ansioso. Cada cual tiene derecho a sentir y padecer.

  • Procura por tu seguridad y la de tu familia. La seguridad no se limita a salud, sino a el ambiente en el que te encuentras.

  • Si deseas ayudar a alguien, pregunta si necesita ayuda y qué tipo de ayuda necesita. No impongas el tipo de ayuda que las personas.

  • Ten en cuenta que todos gozamos de diferentes privilegios. Cada uno de ellos está ligado a nuestra situación socioeconómica.  Por ende, no debemos comparar, juzgar ni dictar cómo cada persona maneja la crisis.

  • Evita propagar información falsa, artículos sobre conspiraciones gubernamentales o materiales que puedan causar incomodidad emocional.

  • Si te sientes abrumado, que tu salud está en peligro, busca ayuda. Al igual que el bienestar físico, la salud mental es importante.

¿Has identificado algún consejo que no se haya mencionado?  Compártelo a través de los comentarios o las el perfil de las redes sociales de Infotecarios.

Referencias

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Ahmad, A.S. (2020). Productivity and happiness under sustained disaster conditions. Chronicle of Higher Educationhttps://www.chronicle.com/article/ProductivityHappiness/248481

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Castro Ponce, S. (2020, 23 de marzo). El papel de las bibliotecas en emergencias sanitarias. Infotecarioshttps://www.infotecarios.com/bibliotecas-emergencias-sanitarias/#.XpWybFP0nMI

Equihua, S. (2020, 10 de marzo). Recomendaciones en causa de cierre por causas excepcionales. Infotecarioshttps://www.infotecarios.com/recomendaciones-en-caso-de-cierre-por-causas-excepcionales/#.XpWylFP0nMI

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Holguín, C. (2020, 18 de marzo). Serie #BibliotecasEnCasa: Bibliotecarios en acción. Infotecarioshttps://www.infotecarios.com/bibliotecarios-en-accion/#.XpWyf1P0nMI

IFLA (2020, 3 de abril). COVID-19 y el sector global. https://www.ifla.org/ES/node/92983

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Ostman, S. (2020). Fighting fake news in the pandemic. American Librarieshttps://americanlibrariesmagazine.org/blogs/the-scoop/covid-19-fighting-fake-news-pandemic/

Univisión Chicago (2020, 26 de marzo). ¿Los libros de las bibliotecas pueden transmitir COVID-19? Dr. Juan aclara. https://www.univision.com/local/chicago-wgbo/los-libros-de-las-bibliotecas-pueden-transmitir-el-covid-19-dr-juan-aclara

Venet, A.S. (2020, 7 de abril). Social-emotional support in the new world of distance learning. School Library Journalhttps://www.slj.com/?detailStory=Social-Emotional-Learning-Support-in-the-New-World-of-Distance-remote-Learning-coronavirus-covid19-libraries-teachers-education

Fonte: Infotecarios

Como a pandemia de covid-19 impacta o mundo do trabalho

Texto por Amanda Ferreira Nunes de Lima

Crise causada pelo coronavírus traz à tona desafios sociais e políticos de um mercado de trabalho cada vez mais informal e baseado em tecnologias de comunicação 

Desde que os governos estaduais e o Ministério da Saúde passaram a recomendar a quarentena para mitigar a propagação da covid-19, muitas empresas e instituições públicas estão adotando o teletrabalho, também conhecido como home office. No caso de serviços essenciais que não podem ter atividades presenciais suspensas, equipes têm sido reduzidas e submetidas a rodízio e escalonamento.

Enquanto alguns empresários e governantes temem os efeitos da desaceleração das atividades econômicas, trabalhadores sentem a pressão de um contexto de crescente fragilização de  direitos, que a pandemia parece aprofundar. Um exemplo é a Medida Provisória 936/2020, publicada pelo governo federal em 1º de abril. O documento permite a suspensão do pagamento de até 100% dos salários, por um prazo de no máximo três meses. A compensação que o governo oferece ao trabalhador corresponde a uma porcentagem calculada sobre o seguro-desemprego a que ele teria direito, e não sobre o salário. Essa medida, portanto, coloca no horizonte de milhões de pessoas a possibilidade de uma grande perda em suas rendas.

“Em primeiro lugar, é preciso destacar que as medidas de isolamento social são necessárias, porque não existe cobertura de infraestrutura para atendimento – hospitais, leitos, médicos, respiradores – para muitas pessoas ao mesmo tempo.” A afirmação é da professora do Departamento de Comunicações e Artes, Roseli Figaro, que coordena o Centro de Pesquisa em Comunicação e Trabalho (CPCT). Fundado em 2003, o CPCT se dedica a compreender como a comunicação e suas tecnologias se relacionam com as constantes transformações no mundo do trabalho e nos discursos associados a ele.

Se a situação é preocupante para aqueles com carteira assinada, trabalhadores autônomos e informais – como os entregadores de aplicativos de comida – se encontram em condições ainda mais difíceis. “Espremida no SUS, sem moradia adequada, sem saneamento básico, sem emprego decente, vivendo de bicos e do trabalho em empresas de plataforma, [a população mais pobre] não tem a quem recorrer. Se não trabalha, não ganha, não pode ficar doente, não pode recolher-se para a prevenção. É uma situação dramática, desumana, bárbara”. A docente enfatiza como a Reforma Trabalhista aprovada no mandato de Michel Temer e a política econômica do atual governo contribuem para o agravamento deste quadro, com o aumento do desemprego e da informalização do mercado de trabalho.

Outro fator que tem contribuído para o crescimento dos empregos informais é a expansão da chamada gig economy. O termo é usado para descrever um conjunto de formas alternativas de trabalho, de caráter autônomo e temporário, caracterizadas pela ausência de vínculo empregatício e pela frequente mediação de plataformas de serviços on-line, como aplicativos de entrega ou de transporte. Na gig economy, a maioria dos trabalhadores não tem acesso a vale-alimentação, férias remuneradas, décimo terceiro salário e seguridade social.

Em momentos como a atual crise causada pelo coronavírus, as consequências sociais desta ausência de direitos trabalhistas podem tomar proporções desastrosas, custando a saúde e até mesmo a vida de trabalhadores e suas famílias. Além disso, as mudanças nas formas e relações de trabalho durante a pandemia, como a MP 927/2020 demonstra, podem representar um risco para os direitos que trabalhadores formais ainda possuem. Segundo Figaro, a covid-19 traz ainda outros desafios sociais e políticos importantes, que têm a ver com o papel cada vez maior desempenhado pelas tecnologias de comunicação no trabalho e em outros âmbitos de nossas vidas.

Plataformas de serviços on-line como Uber Eats e Ifood estão por trás da expansão da gig economy. Imagem: Fluxo Marginal/ Instagram

As TICs e a intensificação da jornada de trabalho

TIC. Você pode ainda não conhecer essa sigla, mas sabe muito bem o que ela significa. As Tecnologias da Informação e da Comunicação estão presentes em nosso cotidiano na forma de redes, hardwares, aplicativos e plataformas que possibilitam o contato entre pessoas e a troca de informações para os mais diversos fins. Em tempos de distanciamento social, as TICs ganharam ainda mais protagonismo, sobretudo no mundo do trabalho.

Para quem trabalha em home office, internet e ferramentas como Whatsapp, Zoom e Hangouts são indispensáveis. Mas a conexão constante proporcionada por esses recursos, especialmente aqueles disponíveis no celular, pode tornar os limites entre trabalho, afazeres domésticos, vida pessoal e lazer menos definidos. Em um mundo pautado pela avalanche de informações e reações em rede, tudo é urgente, e quando menos se espera, uma demanda de trabalho que em outros tempos seria adiável pode se impor em pleno horário de descanso.

“As TICs intensificam a jornada de trabalho e a expandem para a vida privada, não há mais espaço fora do trabalho. Tudo e todo o tempo é trabalho. Você não descansa. Isso traz danos para a saúde física e mental das pessoas”, comenta Figaro. Além do eventual impacto na privacidade e nas relações familiares do trabalhador, a forma como as tecnologias de comunicação estendem a jornada laboral traz ainda outro problema: fica difícil mensurar e remunerar devidamente o tempo dedicado ao trabalho fora do expediente regular.

Para a professora, essa nova relação com o trabalho e com o tempo representa uma verdadeira mudança cultural, que exigirá disciplina e reorganização por parte dos trabalhadores. “Todos os suportes que permitem a conexão para a comunicação demandam do sujeito uma adequada gestão de si para trabalhar, refazer normas de trabalho que antes eram presenciais. Há uma tensão para o desenvolvimento de novas rotinas para se implementar o trabalho”. Figaro ressalta também como esse contexto exige o desenvolvimento de novas habilidades para o uso das TICs, que impactam especialmente trabalhadores mais velhos e menos escolarizados.

O uso de recursos próprios do trabalhador, como computador, internet e energia elétrica é outra questão a ser considerada. A Consolidação das Leis do Trabalho prevê que esses e outros detalhes relativos ao home office devem ser negociados diretamente entre funcionário e empregador, ficando estabelecidos no contrato de trabalho. Falta, portanto, uma legislação mais específica. A forma com que as TICs utilizam os dados que produzimos ao trabalhar também carece de regulamentação.

O conceito de trabalho do consumidor

Figaro chama atenção para a grande quantidade de dados gerados a cada vez que usamos as TICs. “Tudo que você digita, fala, mostra no seu computador ou celular é um dado.” As várias plataformas que acessamos ao utilizar computadores e celulares recolhem inúmeras informações sobre hábitos de consumo e navegação nas redes. Além disso, é sabido que microfones e câmeras dos nossos dispositivos captam dados do que acontece ao redor. “Esse dado – em sentido figurado – se transforma numa montanha de dados, em uma mina, que será minerado, reorganizado e vendido com diferentes finalidades: desde publicidade até interesses políticos, como vimos recentemente com os casos do Brexit, eleições nos EUA e no Brasil.” Segundo a docente, essa infinidade de dados tem um valor tão grande quanto a falta de transparência sobre seu recolhimento.

Hoje, todos nós produzimos uma imensa quantidade de conteúdos para as gigantes da web, que lucram muito oferecendo pouca coisa em troca. Com um terço da população mundial em isolamento, as perspectivas do GAFAM (acrônimo para o grupo de empresas formado por Google, Amazon, Facebook, Apple e Microsoft) nunca foram tão promissoras. A professora explica: “do trabalhador do Uber, da Amazon, (..) ao consumidor dos serviços online, ao usuário de Facebook etc., todos nós, em escalas diferentes de qualidade de informação, trabalhamos para as plataformas.” Chamado de “trabalho do consumidor” pela professora Ursula Huws, da Universidade Metropolitana de Londres, esse fenômeno evidencia a urgência de medidas para regular a coleta, o processamento e o fornecimento dos dados produzidos com o uso das TICs. Trata-se de mais um desafio para a manutenção de direitos individuais e coletivos em meio a transformações cada vez mais radicais nos conceitos de trabalho, consumo e mercadoria.

Ainda é incerto quanto tempo a pandemia e o distanciamento social devem durar. Também não é possível saber agora quais legados a crise deixará. Não sem um certo ceticismo, Figaro avalia que o atual momento pode ser um ponto de inflexão na forma como vemos nossas relações virtuais, com consequências que podem se estender para o plano concreto, o das relações sociais. “Sem dúvida, este é um momento de virada. Estamos premidos e não temos outra saída. O saldo positivo é o aprendizado. Talvez possamos nos organizar de forma mais solidária para podermos fazer as mudanças progressistas e humanistas de que necessitamos.” Dentre essas mudanças, a docente ressalta, está a superação de narrativas exploratórias (como a do “empreendedor de si”) e a reivindicação do trabalho decente.

Fonte: ECA/USP

La protección al personal bibliotecario en tiempos de emergencias

Alejandra Sofía Méndez Irizarry

El 11 de marzo de 2020, el director de la Organización Mundial de Salud (OMS) declaró el novel coronavirus (COVID-19) como pandemia.  Desde entonces, muchos países han limitado sus fronteras, declarados toques de queda, entre otras acciones para limitar el flujo de personas en espacios públicos.  Cada una de estas medidas se ha implementado para disminuir la propagación del COVID-19.  La rapidez con la que se han reportado casos del novel virus ha sido una que no se ha visto desde siglos pasados.  Con ello, la actualización de información e implementación de medidas ha cambiado en formas sin precedentes.

La enfermedad del coronavirus 2019 (COVID-19) es una afección respiratoria que se puede propagar de persona a persona. El virus que causa el COVID-19 es un nuevo coronavirus que se identificó por primera vez durante la investigación de un brote en Wuhan, China (Centro de Control de Enfermedades de los EE.UU., 2020).

Leyenda cortesía de BBC

Debido a que los primeros casos fueron reportados en Wuhan, el gobierno de los EE. UU., ha expresado comentarios racistas y xenofóbicos hacia la comunidad asiática y China.  Ante este panorama, algunos medios han reportado y denunciado los casos que la comunidad asiática ha sufrido.  No obstante, la cobertura mayor sobre el COVID-19 han sido medidas sobre cómo evitar o disminuir la propagación del virus.

Las recomendaciones persistentes de la CDC son:

    • Lavarse las manos y los brazos (hasta el codo) con jabón antibacterial y con frecuencia por 20 segundos
      • De no tener acceso a estos, se recomienda el uso de algún gel desinfectante con un mínimo de 60 por ciento de alcohol.
    • Distanciarse o aislarse en caso de presentar algún síntoma del virus, haber estado en contacto con alguien sospechosx de padecer del virus, padece de alguna condición médica que comprometa el sistema inmune o si no se siente segurx.
    • Mantener una distancia de al menos 6 pies (1.8 metros) entre los demás.
    • Desinfectar su entorno.
    • Evitar espacios públicos con más de 25 personas.
    • Evitar tocarse el rostro.

Debido a las recomendaciones e insistencias de los profesionales de la salud, varios gobiernos han instaurado medidas de emergencia.  Entre estas se encuentra el cierre de escuelas, universidades, comercios y demás espacios públicos.  En el caso de Puerto Rico, la gobernadora Wanda Vázquez Garced ha instaurado dicha medida.  No obstante, no todos los gobiernos han respondido con la misma severidad.  En varios estados de los EE. UU., aún algunos espacios continúan abiertos y proveyendo servicios.  Entre estos espacios se encuentran las bibliotecas.  Al inicio de la redacción de este post, varias bibliotecas públicas incluyendo las bibliotecas públicas de Boston, Nueva York y Chicago insistieron en permanecer abiertas.  Esto, pese al llamado de su personal en solicitar el cierre como medida de seguridad.  Ayer en la tarde, dos de este gran sistema de bibliotecas anunció su cierre.  No obstante, algunas bibliotecas académicas continúan proveyendo servicios al público.  Aunque se han tomado medidas para limitar el flujo de usuarios, varios profesionales de la información continúan expresando su preocupación.

En entradas anteriores he delineado cómo las bibliotecas han servido como refugios en tiempos calamitosos.  No obstante, cuando pensamos en emergencias nacionales nos limitamos a considerar desastres naturales o conflictos bélicos.  La situación que se está desenlazados globalmente es una diferente.  Para muchos, incluyéndome, no hemos recibido entrenamiento o cursos relacionados a cómo lidiar con ello.  Debido a la cantidad abrumadora de información que está circulando, la American Library Association (2020) se dio a la tarea de publicar y actualizar una guía de recursos relacionados a la pandemia de COVID-19 que estamos confrontando.  La división de bibliotecas públicas de ALA también actualizó su portal sobre el tema.

El personal bibliotecario

El personal bibliotecario es un aliado de la comunidad.  En instancias donde las comunidades que albergan bibliotecas han atravesado crisis, el personal ha tomado medidas para proteger la comunidad.  En tiempos recientes, algunas bibliotecas han solidarizado con movimientos sociales.  Ante la situación que se están atravesando varios países con la pandemia del COVID-19, el público y el personal bibliotecario está experimentando mucha ansiedad.  Según se menciona al inicio de este escrito, debido al llamado a cerrar espacios públicos, los bibliotecarios han insistido en cerrar el espacio físico y moverse a ofrecer servicios de forma remota.  Esto surge ante la preocupación sobre cómo el novel virus se ha propagado.  Algunos profesionales de la información sugieren que mantener los espacios públicos cerrados para evitar la propagación entre usuarios y el personal.  Uno de los grupos que ha expresado esta preocupación ha sido Boston Radical Reference Collective, quienes urgen que todas las bibliotecas del estado de Massachusetts, se cierren y que el personal pueda aislarse en sus hogares, según ha sugerido la CDC y la OMS.

Al momento en que este escrito se está redactando y en su fase de edición, la American Library Association (ALA) hizo un comunicado de prensa recomendado a las bibliotecas a cerrar y ofrecer sus servicios de forma remota.  La Asociación de Bibliotecarios de Nueva Inglaterra (NELA, por sus siglas en inglés) se une al llamado de ALA en proteger a los empleados de las bibliotecas.  Los servicios que ofrecen los bibliotecarios en sus respectivas unidades se caracterizan por ser presenciales (“face-to-face”).  El contacto presencial con los usuarios es uno de los aspectos vitales de los servicios de referencia y préstamo de recursos.  No obstante, estos servicios han sido identificados como uno de los que mayormente puede poner en riesgo al personal bibliotecario y al resto del público.  Es por ello por lo que varios grupos profesionales le urgen los administradores y grupos de interés que protejan a sus empleados.  Por su parte, algunos grupos preocupados por la brecha digital insisten en mantener a las unidades de información abierta.  En particular, los colegios universitarios y universidades que le sirven a poblaciones en desventaja socio-económica.

Según el DATA US (2018) y el Department for Professional Employees (2018) la edad mediana del personal bibliotecario es entre 47 a 55 años.  Esto significa que, en el 2020, la mayor parte de los bibliotecarios son mayores de 50 años.  Esta mediana de edad es identificada por CDC y la OMS como uno de los grupos susceptibles a sufrir complicaciones por COVID-19.  Cabe mencionar también que DATA US (2018) identifica la brecha salarial por género en el personal bibliotecario y raza.  Esto se puede interpretar como menor ingresos para costear servicios médicos en caso de contraer COVID-17.  En el 2018, se identificó que la cantidad de profesionales de información son 143k mujeres y 31.2k hombres.  Estos últimos han sido identificados como ocupar más posiciones de liderazgo que mujeres.

Gráfica obtenida del Department of Professional Employees

Guías sobre cómo proveer servicios remotos

Las bibliotecas que se han visto en la obligación de cerrar han ofrecido ha proveer servicios de forma remota.  Saúl Equihua (2020), proveyó una guía qué hacer en caso de que las bibliotecas tengan que cerrar.  También se hace referencia a la guía publicada por el Ministro de Ciencia e Innovación de España.  Entre las sugerencias más contundentes se encuentra la necesidad de mantener a los usuarios informados sobre los acontecimientos del COVID-19.  Algunas asociaciones profesionales como REFORMA, Capítulo de Puerto Rico, ha recopilados recursos sobre el tema.  En su portal, ALA (2020) compartió información para combatir el racismo y la xenofobia que ha circulado relacionada al coronavirus 2019.  Además de la información relacionada al virus, las bibliotecas han actualizado su portal para orientar a su público en cómo acceder los recursos en línea como ebooks, películas y recursos educativos para niños.  Un ejemplo de ello ha sido la Biblioteca Pública de Nueva York.  Otras bibliotecas como la Pollard Memorial Library en Lowell, Massachusetts han recomendado a sus usuarios a hacer uso de su plataforma de libros electrónicos, OverDrive.  Junto al préstamo de libros electrónicos de las bibliotecas ha recomendado el uso de bibliotecas digitales como el Proyecto Gutenberg.  Varias biblioteca también han difundido información sobre iniciativas de autores de literatura infantil para entretener y educar a niños que se encuentran en aislamiento.  En Puerto Rico, grupos como Lee Conmigo han hecho lectura de cuentos infantiles a través de las redes sociales.

Haga click sobre la imagen para ver el video

La situación que se está desatando globalmente, no se ha experimentado desde el siglo pasado.  La información ha estado evolucionando a pasos acelerados.  Paralelo a ello, las desigualdades sociales se han acentuado.  En el caso de las bibliotecas, preocupa cómo este tipo de situación impacta a los usuarios que se encuentran dentro de los desfavorecidos por la brecha digital.  A su vez, el acceso a servicios de salud física y emocional queda en juego.  Una vez concluya el periodo de aislamiento y cierre de servicios públicos, muchas personas se encontrarán con problemas económicos.  A lo largo de la historia del siglo XX y XXI, las bibliotecas han sido bastiones para estas comunidades.  Cuando un usuario necesita información sobre hacia dónde dirigirse, el personal bibliotecario asiste a este.  Sin embargo, ante el cierre de las bibliotecas y la necesidad del retirar al personal de espacios públicos, nos encontramos ante una situación que aún no sabemos cómo solucionar justamente.

Nota: Se reconoce que al momento de editar y programar esta entrada,  la información compartida cambiará. Debido a ello, se estará compartiendo la información actualizada a través de las redes sociales. Se le invita a los lectores a que compartan recursos electrónicos fidedignos y libres de prejuicios en el hilo que anuncia esta entrada en las redes sociales. También se le sugiere a los lectores a compartir información que ha distribuido las diversas organizaciones profesionales de sus respectivos países para fomentar el intercambio de información.

Referencias

American Library Association (2017). Member demographic study. http://www.ala.org/tools/research/initiatives/membershipsurveys

American Library Association (2020). Libraries respond: Combating xenophobia and fake news in light of COVID-19. http://www.ala.org/advocacy/libraries-respond-combating-xenophobia-and-fake-news-light-covid-19

American Library Association. (2020, 15 de marzo). Pandemic preparedness. http://www.ala.org/tools/atoz/pandemic-preparedness

American Library Associations (2020, 16 de marzo). PLA resources on COVID-19. http://www.ala.org/pla/issues/covid-19

American Libraries. (2020, 17 de marzo). ALA executive board recommends closing libraries to public. American Libraries Magazine. https://americanlibrariesmagazine.org/blogs/the-scoop/ala-executive-board-recommends-closing-libraries-to-public/

BBC (2020, 12 de marzo). Coronavirus: ¿qué es “aplanar la curva” y por qué es tan importante “retrasar y contener” la propagación del COVID-19? https://www.bbc.com/mundo/noticias-51835806

CDC (2020). Enfermedad del Coronavirus 2019 (COVID-19): Prevención y tratamiento. https://www.cdc.gov/coronavirus/2019-ncov/prepare/prevention-sp.html?CDC_AA_refVal=https%3A%2F%2Fwww.cdc.gov%2Fcoronavirus%2F2019-ncov%2Fabout%2Fprevention-sp.html

Commonwealth of Massachusetts (2020). COVID-19 printable fact sheets. https://www.mass.gov/info-details/covid-19-printable-fact-sheets?fbclid=IwAR22gKysiQ-FDq4vgUPArDBHbB-1WjObtmrCDn0gnNiyUp3EqVGGTRHQGww

DATA USA (2018). Librarians. https://datausa.io/profile/soc/254021/

Department of Professional Employees. (2019). Library professionals: Facts and figures. https://www.dpeaflcio.org/factsheets/library-professionals-facts-and-figures

Equihua, S. (2020, 10 de marzo). Recomendaciones en caso de cierre por causas excepcionales. Infotecarios. https://www.infotecarios.com/recomendaciones-en-caso-de-cierre-por-causas-excepcionales/#.XnD61pP0nMI

Ishizuka, K. (2020, 15 de marzo). In a pandemic, librarians are reporting to work, scared and questioning their institutions. School Library Journal. https://www.slj.com/?detailStory=in-a-coronavirus-pandemic-librarians-are-reporting-to-work-scared-and-questioning-their-institutions

Lauresen, C. (2020, 14 de marzo). Coronavirus and libraries: Staying safe and staying relevant. The Library Lab. https://christianlauersen.net/2020/03/14/coronavirus-and-libraries-staying-safe-and-staying-relevant/

Méndez Irizarry, A.S. (2015, 10 de agosto). Bibliotecas como refugios. Infotecarios. https://www.infotecarios.com/bibliotecas-como-refugios/#.XnEPUpP0nMI

New England Library Association (2020, 16 de marzo). NELA public statement on public library closures. http://nelib.org/nela-public-statement-on-public-library-closures/

Organización Mundial de la Salud (2020). Alocución de apertura del Director General de la OMS en la rueda de prensa sobre la COVID-19 celebrada el 11 de marzo de 2020. https://www.who.int/es/dg/speeches/detail/who-director-general-s-opening-remarks-at-the-media-briefing-on-covid-19—11-march-2020

REFORMA, Capítulo de Puerto Rico (2020, 17 de marzo). Recursos COVID-19. https://reformapr.wordpress.com/2020/03/17/recursos-covid-19/

Ruiz Kuilan, G. (2020, 16 de marzo). Wanda Vázquez advierte que endurecerá el toque de si “no lo ven con seriedad”. El Nuevo Día. https://www.elnuevodia.com/noticias/locales/nota/wandavazquezadviertequeendureceraeltoquedequedasinolovenconseriedad-2553235/

Yorio, K. (2020, 16 de marzo). Kid lit authors step up to help educators, students, and parents. School Library Journal. https://www.slj.com/?detailStory=kid-lit-authors-step-up-to-help-educators-students-parents-coronavirus-covid19

Fonte: InfoTecarios

O susto dos livros: quando doenças fatais eram contraídas em bibliotecas

Nos Estados Unidos e na Europa, milhares de pessoas passaram a temer epidemias presentes em livros

ALANA SOUSA

Livro presente na saga Harry PotterLivro presente na saga Harry Potter – Reprodução

Uma onda de pânico aterrorizou os Estados Unidos e a Europa durante o final do século 19 e começo do século 20. A razão inusitada por trás do caso era o medo de doenças mortais que seriam supostamente causadas por livros.

Após a morte da bibliotecária, Jessie Allan, na cidade de Omaha, em Nebraska, as pessoas começaram a acreditar que sua doença teria sido contraída de algum livro, em seu local de trabalho. A verdadeira causa da morte era tuberculose, comum na época, e que viria a assustar moradores por alguns anos.

“Sua morte deu origem a uma nova discussão, a possibilidade de infecção de doenças contagiosas através de livros da biblioteca”, escreveu o Library Journal sobre o caso, publicado pela American Library Association, em outubro de 1895.

Atualmente já quase esquecido, o Susto dos Livros disseminava a ideia de que germes estariam presentes nas obras emprestadas das bibliotecas. O que fazia com que o público ficasse não somente assustados, mas também longe das livrarias públicas.

Em uma época marcada por epidemias como tuberculose e varíola, a ideia de que livros também poderiam trazer doenças fatais causou um surto de ansiedade na população. O escritor Gerald S. Greenberg, que estuda o tema, escreve que havia um medo em “contrair câncer entrando em contato com tecido maligno expectorado nas páginas”.

Crédito: Reprodução

Não só as pessoas comuns acreditavam no susto dos livros, médicos afirmavam que possuíam conhecimento que os rumores eram reais. Logo o pânico se espalhou para além dos Estados Unidos e tomou conta da Grã-Bretanha.

Foi preciso até mesmo criar uma lei para tratar do problema. No Reino Unido, a Seção 59 da Lei de Alterações sobre Atos de Saúde Pública da Grã-Bretanha. 1907, afirmava: “Se alguém sabe que está sofrendo de uma doença infecciosa, não deve levar nenhum livro ou usar ou fazer com que qualquer livro seja levado para uso em qualquer biblioteca pública ou em circulação”. Nos EUA, haviam alertas promovidos pelos Estados para impedir a propagação de infecções.

Foram realizados estudos para desinfetar os livros, desde usar animais como cobaias até vaporizar as páginas doentes. Assim concluíram que, havia sim um risco, mesmo que pequeno, de infecção pelos exemplares.

Os jornais cobriram a situação com fervor, o que deixava a sociedade com uma “fobia de livros”. Em 1900, a situação chegou em seu ponto extremo. Na Pensilvânia foi interrompida a distribuição de livros. Na Grã-Bretanha, e em partes dos EUA, milhares de obras foram incineradas.

Segundo Greenberg, o pânico foi lentamente diminuindo. Eventualmente as pessoas começaram a notar que os bibliotecários não eram mais afetados que o resto da população. O setor ameaçou organizar protestos para defender as instituições, e de repente os rumores não pareciam tão ameaçadores.

Fonte: AH Aventuras na História

CCJ aprova proteção para funcionários de bibliotecas e museus

Divulgação/Fundação de Arte de Ouro Preto-MG
Cultura - artes plásticas - esculturas barroco restaurador patrimônio histórico museus conservação
Proposta permite que profissionais recebam adicional de insalubridade

A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) da Câmara dos Deputados aprovou, nesta terça-feira (18), projeto de lei do deputado Uldurico Junior (Pros-BA) que determina a proteção das pessoas que trabalham em arquivos, bibliotecas, museus e centros de documentação e memória.

A proposta (PL 1511/15) inclui a categoria de trabalhadores na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT, Decreto-lei 5.452/43), na parte que trata de medidas especiais de proteção. O objetivo é permitir que os profissionais recebam adicional de insalubridade.

Por tramitar em caráter conclusivo, o texto seguirá para o Senado, a menos que haja recurso para que seja votado também pelo Plenário da Câmara.

O relator na CCJ, deputado Expedito Netto (PSD-RO), recomendou a aprovação da matéria. A análise no colegiado ficou restrita aos aspectos constitucionais, jurídicos e de técnica legislativa da matéria.

Antes, o texto também foi aprovado pela Comissão de Trabalho, de Administração e Serviço Público.

ÍNTEGRA DA PROPOSTA:

Reportagem – Noéli Nobre
Edição – Geórgia Moraes

Biblioteca “assassina” envenena, aos poucos, família no leste da China

Por iG São Paulo

Quando o filho do casal começou a apresentar sintomas de rinite alérgica, a família resolveu investigar o que estava causando o problema na criança

Foto: Creative Commons/Flickr Abhi Sharma
Quando os filhos do casal ficaram doentes, a família resolveu investigar a biblioteca particular da casa

Algumas bibliotecas guardam livros secretos, obras raríssimas e documentos registrados há milhares de anos. Outras, porém, parecem esconder segredos um pouco mais perigosos no meio de suas páginas: veneno. Foi o que aconteceu com uma família chinesa, que não percebeu como a concentração de livros da biblioteca de sua casa estava se tornando uma grande ameaça.

Com milhares de livros acomodados em sua biblioteca , um casal da cidade de Taizhou, no leste da China, começou a investigar os sintomas de rinite alérgica em seu filho. Depois de algum tempo e muito dinheiro gasto em exames e tratamentos, receberam a chocante notícia de que todos os membros da família estavam sendo, pouco a pouco, envenenados pelas obras literárias.

Há anos os adultos sofriam com tosses constantes cuja origem nunca fora descoberta, mas eles só resolveram procurar um médico quando o filho ficou doente. O casal despendeu mais de 8 mil yuans (quase R$ 4 mil) em tratamentos médicos e exames, mas nada parecia funcionar, e os médicos não sabiam o que mais poderia ser a causa da doença na criança.

De acordo com o portal South China Mourning Post , a mãe do menino pensou que, talvez, a resposta para os problemas estivesse no ar da casa. Foi então que ela pediu às autoridades da cidade que testassem o ar do apartamento, assim descobrindo que havia uma quantidade acima do normal deformaldeído em todos os cômodos.

Montando as peças do quebra-cabeça 

Ao descobrirem que um perigoso composto químico tinha tomado conta de sua casa, o casal começou a se perguntar qual seria a origem do formaldeído, composto orgânico que é considerado uma ameaça quando ultrapassa a marca de 0,08 miligramas por metro quadrado.

No quarto do casal, os testes revelaram 0,1 miligrama por m² , mas a família ficou chocada quando descobriu que a sala, que concentrava a maior parte de sua coleção de livros, os níveis chegaram a 0,26 miligramas. E então, puderam chegar àquilo que estava deixando seu filho doente.

Responsável por causar problemas respiratórios e no sistema imunológico, o formaldeído é um gás incolor que exala um odor muito forte. Ele pode ser encontrado em diversos objetos do cotidiano, como carpetes, roupas, cervejas e até mesmo na tinta usada em livros , jornais e revistas. 

Resolvido o mistério, os médicos recomendaram ao casal que melhorassem a ventilação dentro do apartamento – mas alguns especialistas acreditam que se livrar de alguns dos livros da biblioteca seja ainda a melhor solução.

Fonte: Último Segundo

Pesquisadores encontram livros envenenados em biblioteca universitária

Três obras antigas continham o elemento tóxico arsênio em suas capas

PARECE O NOME DA ROSA, MAS NÃO É: LIVROS DE BIBLIOTECA DINAMARQUESA POSSUEM ARSÊNIO EM SUAS CAPAS (FOTO: FLICKR/PURPLE HEATHER)

Alguns deve se lembrar do livro letal de Aristóteles que tem um papel importante na premissa da obraO Nome da Rosa, de Umberto Eco. Envenenado por um monge beniditino louco, o livro dá início ao caos no monastério italiano do século 14, matando todos os leitores que lambem seus dedos antes de virar as páginas tóxicas. Algo do tipo poderia acontecer na realidade?

Nossa pesquisa indica que sim: descobrimos que três livros raros da coleção da biblioteca da Universidade do Sul da Dinamarca contêm grandes concentrações de arsênico em suas capas. Os livros são de vários assuntos históricos e foram publicados entre os séculos 16 e 17.

As características venenosas dos livros foram detectadas por meio de análises de raios-x fluorescente. Essa tecnologia demonstra o espectro químico de um material ao analisar a radiação “secundária” emitida por ele durante uma grande concentração de energia e é bastante utilizada em campos como os da arqueologia e da arte para investigar os elementos químicos de louças e pinturas, por exemplo.

UM DOS LIVROS VENENOSOS (FOTO: UNIVERSIDADE DO SUL DA DINAMARCA)

Brilho verde
Levamos esses livros raros para os raios-x porque a biblioteca já tinha descoberto que fragmentos de manuscritos medievais, como cópias da lei romana e da lei canônica, foram utilizados para desenvolver suas capas. É bem documentado que encadernadores dos séculos 16 e 17 costumavam reciclar pergaminhos antigos.

Tentamos identificar os textos usados em latim, ou pelo menos tentar ler parte desses conteúdos. Mas então descobrimos que os textos em latim nas capas dos três volumes eram difíceis de ler por conta de uma camada grossa de tinta verde que escondia as letras antigas. Então os levamos para o laboratório: a ideia era atravessar a camada de tinta usando raios-x fluorescentes e focando nos elementos químicos da tinta que estava por baixo dela, como o ferro e o cálcio, na esperança de que as letras ficassem mais legíveis para os pesquisadores da universidade.

A nossa análise, no entanto, revelou que o pigmento verde da camada era de arsênio. Esse elemento químico está entre as substâncias mais tóxicas do mundo e a exposição a ele pode causar vários sintomas de envenenamento, o desenvolvimento de câncer e até morte.

O arsênio é um metalóide que, na natureza, geralmente é combinado com outros elementos como carbono e hidrogênio. Esse é conhecido como arsênico orgânico. Já o arsênio inorgânico, que pode ocorrer em formas puramente metálicas e em outros compostos, tem variáveis mais perigosas e que não diminuem com o passar do tempo. Dependendo no tipo e duração de exposição, os sintomas do arsênio podem incluir irritação no estômago, no intestino, náusea, diarreia, mudanças na pele e irritação dos pulmões.

Acredita-se que o pigmento verde que contém arsênio seja do tom “verde Paris”, que contém acetoarsênio de cobre. Essa cor também é conhecida como “verde esmeralda” por conta de seus tons verdes deslumbrantes parecidos com o da pedra rara. O pigmento — um pó cristalino — é fácil de fazer e já foi utilizado com vários propósitos, principalmente no século 19. O tamanho dos grãos do pós influenciam o tom das cores, como pode ser visto em tintas a óleo. Grãos maiores produzem um verde mais escuro, enquanto os menores produzem um verde mais claro. O pigmento é conhecido principalmente por sua intensidade de cor e resistência a desaparecer.

Pigmento do passado
A produção industrial do verde Paris começou no início do século 19 na Europa. Pintores impressionistas e pós-impressionistas usavam diferentes versões do pigmento para criar suas vívidas obras de arte. Isso significa que muitas peças de museu hoje contêm o veneno. Em seu auge, todos os tipos de materiais, até capas de livros e roupas, podiam receber uma camada do verde Paris por razões estéticas. O contato contínuo com a substância, é claro, levava a pele dos envolvidos a desenvolver alguns dos sintomas de exposição abordados acima.

TOM CONHECIDO COMO VERDE PARIS (FOTO: WIKIMEDIA/CHRIS GOULET )

Mas na segunda metade do século 19, os efeitos tóxicos da substância eram mais conhecidos, e as variáveis de arsênio pararam de ser utilizadas como pigmentos e passaram a ser usadas mais em pesticidas em plantações. Outros pigmentos foram encontrados para substituir o verde Paris em pinturas e na indústria têxtil. No meio do século 20, o uso da substância em fazendas também foi diminuindo.

No caso dos nossos livros, o pigmento não foi utilizado por motivos estéticos. Uma explicação plausível para a aplicação — possivelmente no século 19 — da substância em livros velhos é para protegê-los de insetos e vermes. Em algumas circunstâncias, compostos de arsênio podem ser transformados em um tipo de gás venenoso com cheio de alho. Há histórias sombrias de papeis de parede vitorianos verdes acabando com a vida de crianças em seus quartos.

Agora, a biblioteca guarda nossos três volumes venenosos em caixas separadas em cabines ventiladas. Também planejamos em digitalizá-los para minimizar o contato físico. Ninguém espera que um livro contenha uma substância venenosa, mas isso pode acontecer.

*Jakob Povl Holck é pesquisador da Universidade do Sul da Dinamarca e Kaare Lund Rasmussen é professor de química e farmacêutica na mesma instituição. O texto original foi publicado em inglês no site The Conversation.

Fonte: GALILEU

Las enfermedades que esconden las bibliotecas

Los libros mal conservados afectan al sistema respiratorio. Cada vez que se abre un libro hay un riesgo. Lo mismo sucede cuando se trabaja con archivos en papel u otros materiales similares. Afecciones pulmonares, ataques bacteriales y un sinfín de hongos de distinto tipo pueden afectar al ávido lector en su casa o en una biblioteca. Esas bacterias también pueden terminar con el libro y contaminando todo el espacio.

Yerko Quitral asegura que trabajar con libros antiguos tiene sus riesgos. Foto: F. Flores

Yerko Quitral era jefe de microbiología clínica de un hospital de Santiago de Chile cuando descubrió los riesgos sanitarios que había en los archivos, las bibliotecas y los museos.

Ahora está a cargo del archivo personal del escritor Pablo Neruda que incluye siete mil libros y objetos personales en el Archivo Andrés Bello de la Universidad de Chile. Está en Montevideo para dictar una conferencia en el VIII Encuentro Latinoamericano de Bibliotecarios, Archivistas y Museólogos que se desarrolla hasta el miércoles.

En su trabajo usa un equipo similar al que tenía en el hospital. Guantes, mascarilla y elementos para tomar muestras que luego examina en el microscopio. Intenta así evitar que las bacterias y hongos afecten el acervo y la salud humana.

Investigadores, estudiosos, archivólogos o simples lectores pueden terminar con alergias, otitis, infecciones oculares y hasta asma crónica, si no se toman precauciones. “Esto puede pasar cuando un libro no está almacenado en forma correcta, como puede ser en lugares húmedos, con roedores o parásitos. Esas infecciones pueden terminar en el ser humano”, explicó Quitral.

El experto advierte que en las casas de familia el riesgo puede ser mayor porque hay más focos de contaminación. Calderas, calentadores, el baño, cañerías en mal estado y otros lugares húmedos que son focos que terminan predisponiendo a distintos tipos de alergias.

Quitral recomienda hacer un esfuerzo para la preservación del estado del libro y la salud de la persona que lo manipula. “Hay que tener un control ambiental de las colecciones, la humedad tiene que ser constante y no tenga variaciones porque es allí donde se gatilla la aparición de hongos”, señaló.

Además, propone mantener el material en una zona aireada y hacer una limpieza con paños secos para evitar el ingreso de más humedad en los libros. “Cuando se le agrega humedad a un libro se está predisponiendo a que crezcan microorganismos de cualquier tipo”, dijo.

Los libros mal conservados afectan el sistema respiratorio. Foto: F. Flores

Tapabocas

La directora de la Biblioteca Nacional, Esther Pailos, afirmó que el “mayor tesoro” del organismo son “sus funcionarios”. No obstante, admitió que “cuesta que la gente se ponga tapabocas”.

El material se guarda en cajas libres de ácido para evitar daños. “No existe biblioteca sin hongos, el experto chileno (Quitral) se está reuniendo con nuestros técnicos para realizar pequeños cambios”, aseguró.

La bibliotecóloga mencionó que en el acervo del museo de la Biblioteca Nacional se conservan joyas como una Biblia de Lutero del siglo XVII, la primera edición de la Enciclopedia Francesa de Diderot (siglo XVIII), una colección de 27 tomos de los grabados de Piranesi (siglo XVIII), entre otros.

Tutankamón y su terrible maldición.

Ocho de las personas que abrieron la tumba del faraón egipcio Tutankamón, murieron en el año 1922, días o semanas después del hallazgo. La ciencia explicó que al abrir la cámara los hongos ingresaron a las vías respiratorias de los arqueólogos y sus ayudantes.

Fonte: Soy Bibliotecario

Abaixo-assinado: Adicional de insalubridade para trabalhadores em bibliotecas, arquivos e museus

Trabalhadores em bibliotecas, arquivos e museus estão sofrendo com problemas de alergias respiratórias e cutâneas, asma brôquica, sinusite pela permanência nesses ambientes de trabalho, muitos sem nenhuma ventilação, sem aparelhos de  climatização e sem esterelizadores e climatizadores de ar.

Os danos são para a vida toda dos trabalhadores expostos e estes precisam de qualidade de vida nestes ambientes de trabalho e adicional de insalubridade para reparar parcialmente os danos.

Assine o abaixo-assinado em https://www.change.org/p/senado-federal-adicional-de-insalubridade-para-trabalhadores-em-bibliotecas-arquivos-e-museus

ESTABILIDADE PARA BIBLIOTECÁRIOS NÃO FAZ SENTIDO, DIZ JORNALISTA

Declaração provocou indignação entre os profissionais. C. A. da FESPSP se manifestou sobre o assunto

Num texto publicado em seu blog no G1 nesta segunda-feira (12), o jornalista Helio Gurovitz disse que a estabilidade no serviço público para bibliotecários não faz sentido. Segundo ele, as diferenças entre a remuneração no setor público e na iniciativa privada e garantia constitucional da estabilidade configuram privilégios “mesmo para atividades em que não faz sentido – de bibliotecário à faxineiro”.

O texto publicado no dia do bibliotecário repercutiu rapidamente nas redes sociais e provocou indignação entre os profissionais. “Deve fazer sentido para eles ser terceirizado para receber com atraso, levar calote de empresas que fecham e reabrem com outro CNPJ”, disse a bibliotecária Teresa Silva no Facebook.

O Centro Acadêmico Rubens Borba de Moraes, dos estudantes de biblioteconomia da Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo (FESPSP), publicou uma nota de repúdio às declarações do jornalista, chamando-as de rasas e inexistentes.
“Repudiamos as declarações do jornalista e reiteramos que as mesmas ferem uma classe profissional. Nós, enquanto Centro Acadêmico, temos a missão de defender a profissão que estes escolheram, e lutar contra falas e desconhecimentos acerca do profissional que em muito já é desqualificado e desconhecido pela sociedade que não entende qual é o papel fundamental deste”, diz a nota.

“Sendo a atuação do bibliotecário imprescindível para setores em que se faz necessário a gestão da informação e do conhecimento, inclusive em instituições da administração direta e indireta e nas autarquias federais”, reclamam os estudantes.

Helio Gurovitz: “estabilidade no serviço público para bibliotecários não faz sentido”. Foto: divulgação

ESTABILIDADE NO SERVIÇO PÚBLICO

A estabilidade no serviço público está prevista na Constituição Federal de 1988, artigo 41, garantindo aos servidores as condições necessárias para que este possa desempenhar suas funções protegido das pressões de quaisquer intervenções políticas ou grupos econômicos.

“No cômputo geral, o que poucos percebem é que a estabilidade, antes de ser é uma proteção para o servidor público, funciona como uma salvaguarda para a normal existência das instituições que sustentam a nossa democracia. É um dos antídotos utilizados para que o serviço público seja prestado por profissionais que estejam verdadeiramente comprometidos com a população, e não com governantes. Governos vêm e vão, partidos surgem e desaparecem, enquanto o Estado e a população permanecem e, geralmente, são os que arcam de maneira mais onerosa com as consequências deletérias de uma administração pública amadora e desastrosa”, esclarece o professor Danuzio Neto.

Embora a Constituição garanta ao servidor público a estabilidade, não é verdade que isso não possa resultar em um processo de exoneração ou mesmo de demissão à pessoa que cometa algum ato infracional no exercício de suas atribuições. É o que prevê o § 1º do artigo 41 da Carta Magna, segundo o qual servidor perderá o cargo: 1) em virtude de sentença judicial transitada em julgado; 2) mediante processo administrativo em que lhe seja assegurada ampla defesa e3) mediante procedimento de avaliação periódica de desempenho, na forma de lei complementar, assegurada ampla defesa.

Fonte: REVISTA BIBLIOO