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Biblioteconomia

Alunos de escola pública recebem do CRB–8 cerca de mil livros para Biblioteca Escolar

Ação teve intuito de sensibilizar sobre a Lei 12.244/2010 que determina que todas as escolas brasileiras tenham bibliotecas com bibliotecários até 2020

Crédito: Divulgação

2020 vem sendo um ano difícil devido a pandemia do novo Coronavírus, mas, nos próximos dias, os alunos da Escola Estadual Professor Mário Casassanta, na Vila Alpina, em São Paulo, terão um bom motivo para comemorar. No próximo dia 22 de dezembro de 2020, o Conselho Regional de Biblioteconomia do Estado de São Paulo (CRB-8) vai entregar softwares e quase mil livros entre paradidáticos, infantis e infanto-juvenis para a Biblioteca da escola. Toda a coleção de livros já foi classificada e catalogada, o que facilitará que os alunos escolham rapidamente os livros por autor, título ou assunto. Uma bibliotecária voluntária também vai auxiliar a biblioteca da escola.

O rico acervo que será doado fez parte da Biblioteca Escolar Modelo organizada pelo Conselho Regional de Biblioteconomia – 8ª região (CRB-8), durante a 25ª Bienal Internacional do livro, no Pavilhão do Anhembi – São Paulo/SP, em 2018. A ideia do estande foi de sensibilizar a população, os profissionais e as instituições sobre a Lei 12.244/2010, que regulamenta que todas as instituições de ensino públicas e privadas do Brasil tenham bibliotecas até 2020, com Bibliotecário. A legislação, sancionada em 24 de maio de 2010, também determina que todos os gestores providenciem um acervo de, no mínimo, um livro para cada aluno matriculado.

“A lei representa um avanço para a educação brasileira e precisa ser aplicada com celeridade. A Biblioteca Escolar é um direito da sociedade na busca por qualidade na formação educacional de seus membros, é um espaço no qual a aprendizagem e a leitura se somam como um meio pelo qual os estudantes podem se apropriar do saber, ter acesso à disseminação de ideias, informações e conhecimentos que irá enriquecer seu desenvolvimento intelectual e humano”, defende Regina Céli de Sousa, presidente do Conselho Regional de Biblioteconomia do Estado de São Paulo (CRB- 8).  Segundo ela, além de um bom acervo e equipamentos adequados, é fundamental a presença do bibliotecário para estimular que o aluno saiba como selecionar, processar informações e estabelecer vínculos entre elas de forma independente. “O bibliotecário desempenha um papel ativo e importante no processo educacional, é um agente de mudanças sociais que beneficiam o desenvolvimento humano”, complementa.

Os livros e softwares vão beneficiar quase duzentos alunos do Ensino Médio e Fundamental da escola.

Serviço:

Conselho Regional de Biblioteconomia – 8ª região realiza doação de livros e softwares para Escola Estadual Professor Mário Casassanta, na Vila Alpina, em São Paulo

Data: 22 de dezembro de 2020, Local: Sede do CRB-8: Rua Maracajú, 58, Vila Mariana, São Paulo

Fonte: ABC do ABC

2020 e covid-19: Breve reflexão á biblioteconomia e as bibliotecas jurídicas

(Imagem: Arte Migalhas)

“Na teoria, não há diferença entre teoria e prática. Mas, na prática tem” – Jan L.A van de Snepscheut

Texto por Jéssica Melissa Poquini

O ano de 2020 e a pandemia do Coronavírus trouxeram oportunidade de reflexão para os profissionais atuantes em bibliotecas jurídicas e ao mundo da Biblioteconomia em geral.

Procedimentos, condutas, métodos de trabalho, sistemas de gerenciamento de acervo, padronização e assuntos discutidos de forma morna tornaram-se objeto de fóruns, eventos on-line e grupos de estudos.

Alguns temas merecem ser lembrados e analisados com maior ênfase em 2021:

  • Política de indexação e controle de vocabulários controlados – Procedimento que deve ser seguido com padrões muito bem estabelecidos. Neste ponto, algumas mudanças de cenário estão ocorrendo de forma lenta, principalmente no quesito desenvolvimento de sistemas de gerenciamento de acervo. Não descarto aqui a importância do trabalho cotidiano e exaustivo do bibliotecário na tentativa de controlar o vocabulário de sua unidade de informação. Ferramentas como ontologias e web semântica precisam ser objeto de desenvolvimento constante por parte das principais empresas de software de bibliotecas. Sabemos tratar-se de um esforço multidisciplinar, equipe formada por profissionais diversos e alto investimento tecnológico. Todavia, gerenciamento de acervos inclui semânticas específicas.
  • Política de padronização descritiva de arquivos eletrônicos – Escritórios que possuem sistemas de gerenciamento de arquivos eletrônicos com permissão de acesso a todos os colaboradores devem estabelecer política de padronização a ser seguida por todos os níveis hierárquicos. Para ressaltar a importância deste procedimento, é necessário, sempre que oportuno, reforçar a divulgação de manuais e cartilhas aos colaboradores com as diretrizes descritivas de padronização, lembrando sua aplicação na prática; arquivos descritos com o mínimo de informações facilitam a recuperação e filtragem da informação.
  • Plataformas e livros digitais –   Assunto que tomou força com o cenário atual.  Tema que deve ser melhor trabalhado em várias esferas. O mercado editorial precisa investir mais em títulos digitais, plataformas especializadas em determinada ciência, sempre com respeito aos direitos autorais. Em bibliotecas jurídicas o assunto precisa ser discutido internamente. Frequentemente usuários questionam sobre determinado título estar disponível integralmente nas bases de dados da biblioteca. Estamos falando de respeito aos direitos autorais, e não ao fato da unidade de informação estar ou não adaptada às mudanças tecnológicas. Trata-se de um esforço em conjunto, bibliotecários com a missão de sempre estarem atentos às ferramentas que melhor atendam a organização e as lideranças da organização, assim como em melhor compreender os impactos legais e de responsabilidade.

A tão esperada mudança tecnológica que muitos almejam – e tantos outros temem – é um tema que não pode ser ignorado; está aí, mas não se trata somente da inércia profissional do bibliotecário ou dos produtos disponíveis no mercado. Escritórios especializados requerem ferramentas especializadas, esforço e mão de obra pensante especializadas. Enquanto os mercados jurídico e biblioteconômico tecnológico não se atentarem a este ponto, pouco avançaremos no que realmente é importante e oportuno mudar.

Que 2020 traga reflexão acerca das práticas adotadas e 2021 a oportunidade de discussão para melhorias, aprimoramento e revisão de procedimentos, condutas e métodos de trabalho, em um esforço coletivo.

Fonte: Migalhas

Projeto amplia prazo para universalizar bibliotecas escolares

Prazo previsto pela lei atual vence em 2020; proposta permite que os espaços sejam virtuais

O Projeto de Lei 4003/20 amplia o prazo para a universalização das bibliotecas escolares no Brasil e permite que os espaços sejam virtuais.

Em análise na Câmara dos Deputados, a proposta altera a Lei 12.244/10, segundo a qual todos os sistemas de ensino do País deverão desenvolver esforços progressivos para que a universalização das bibliotecas escolares seja efetivada num prazo máximo de dez anos.

Vidigal: acervo físico e biblioteca digital escolar são complementares
Fonte: Agência Câmara de Notícias

O texto propõe que o prazo máximo será o mesmo de vigência do Plano Nacional de Educação (PNE). Pela lei do PNE, a vigência do plano é de dez anos, ou seja, até 2024.

O projeto também altera a definição de biblioteca escolar, que passa a abranger o acervo físico e digital de livros, materiais videográficos, áudios, fotos e documentos registrados em qualquer suporte destinados à consulta, pesquisa, estudo ou leitura. A definição atual não abrange o acervo virtual.

Espaços complementares

“Um espaço de leitura conectado não deve substituir integralmente as bibliotecas físicas escolares, mas podem criar um caminho alternativo para a construção de um País mais letrado”, avalia o deputado Sergio Vidigal (PDT-ES), autor da proposta.

“Tanto o acervo físico quanto a biblioteca digital escolar são complementares e tornam o processo de ensino-aprendizagem alinhado à realidade de inúmeros estudantes, que passam boa parte do dia conectados e têm facilidade em utilizar recursos on line”, complementa.

O parlamentar acrescenta ainda que o Brasil precisaria construir mais de 100 mil bibliotecas ainda em 2020, para cumprir a Lei 12.244/10. “Dessa forma, torna-se necessário expandir o prazo para a expansão das bibliotecas, ganhar tempo com a construção das bibliotecas digitais e reinvestir o montante da diferença dos exemplares impressos em títulos digitais”, opina.

Tramitação
A proposta será analisada, em caráter conclusivo, pelas comissões de Educação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.​

Saiba mais sobre a tramitação de projetos de lei

Fonte: Agência Câmara de Notícias

População pode participar de pesquisa on-line sobre perfil do leitor de Jundiaí

Já está disponível à população de Jundiaí, pela internet, uma pesquisa proposta pela Biblioteca Municipal Prof. Nelson Foot que vai traçar o perfil do público leitor e não leitor de livros do município, a partir de 12 anos.

A iniciativa está sendo conduzida pelo grupo de trabalho do Plano Municipal do Livro, Leitura, Literatura e Bibliotecas (PMLLLB), formado por 15 pessoas, entre editores, professores, jornalistas, bibliotecários, escritores e advogados. O grupo surgiu após a publicação de um edital de convocação pública. A pesquisa tem por objetivo definir metas e ações voltadas à promoção da leitura e do acesso ao livro.

Pesquisa vai traçar o perfil do público leitor e não leitor de livros de Jundiaí

Segundo a professora Camila Fernandes de Freitas Rosalem, diretora do Departamento de Fomento à Leitura e Literatura da Unidade de Gestão de Educação (UGE), a ideia é criar um Plano Municipal de incentivo à prática. “Em julho, o trabalho foi feito, também on-line, com as escolas municipais da cidade. Após a análise dessa etapa, está prevista a realização de seminários, fóruns e debates públicos para que, em conjunto com a sociedade, possamos identificar as reais necessidades de Jundiaí em termos de livro, leitura, literatura e bibliotecas”, disse Camila.

A partir deste momento, será proposta a criação de uma lei municipal, a ser votada na Câmara. “Esta legislação daria mais força ao incentivo à leitura em Jundiaí, com a previsão de investimentos que podem ser necessários para que o objetivo que buscamos seja alcançado”, completou a professora.

A pesquisa pode ser respondida até o final de janeiro de 2021.

Fonte: Prefeitura de Jundiaí

Diadema entrega revitalização da Biblioteca Interativa da Vila Nogueira

Durante o período de pandemia, a biblioteca realizou virtualmente a Oficina de Libras (Básico). Mais de 130 pessoas participam do curso online

Prefeitura de Diadema entrega revitalização da Biblioteca Interativa da Vila Nogueira
Crédito: Thiago Benedetti

O prefeito de Diadema Lauro Michels entregou, na manhã desta sexta-feira (11/12), a revitalização da Biblioteca Interativa de Inclusão Nogueira. A melhoria faz parte da ação de reforma e nova ressignificação que a Secretaria de Cultura vem realizando, desde 2017, nos espaços de culturais do município.

“Fiquei impressionado com a acessibilidade que a biblioteca disponibiliza às pessoas que procuram o serviço. Tem um acervo maravilhoso, profissionais competentes e espaço arejado. Assim como nas escolas, o aprendizado também acontece aqui, nas mesas da biblioteca e quando os bibliotecários passam informações”, elogiou o prefeito.

Com a reforma, o prédio recebeu reparos no telhado, parte hidráulica, elétrica e pintura geral. O salão principal, cozinha e dependências ganharam piso esmaltado e antiderrapante. Ainda foram trocadas lâmpadas e calhas, as portas receberam adesivagem, e portões, janelas, corrimãos e grades passaram por manutenções.

Na parte externa da Biblioteca foi refeito o paisagismo, a fachada recebeu letreiros e colocados holofotes, com fotocélulas, para que local fique mais iluminado e seguro. Também foi realizado o desentupimento de caixas coletoras de águas pluviais e de gordura e limpeza da caixa d’água.

“Quero agradecer a todos os nossos profissionais que vem desenvolvendo ao longo dos anos um trabalho sério, buscando o fortalecimento da cultura e da arte e o acesso ao livro e à leitura. Com a revitalização dos espaços culturais, recuperamos os equipamentos respeitando as características de cada um”, ressaltou o secretário municipal de Cultura, Eduardo Minas.

Lia a matéria completa publicada pelo ABC do ABC

Projeto de lei aprovado dá nome de Jurema Gomes Moreira Citeli à Biblioteca Municipal

Jurema Citeli foi bibliotecária por 35 anos em Adamantina. Ela faleceu em setembro deste ano.

Jurema Citeli foi bibliotecária do espaço que agora terá seu nome (Reprodução).

Foi votado nesta quarta-feira (9) e aprovado por unanimidade, na Câmara Municipal, o Projeto de Lei (PL) Nº 062/2020, que dá o nome de Jurema Gomes Moreira Citeli à Biblioteca Pública Municipal de Adamantina. O PL é assinado pelos nove vereadores e agora segue para o prefeito, para sanção e promulgação.

A nova denominação ao espaço é uma homenagem à bibliotecária Jurema Citeli, que por 35 anos atuou no serviço público em Adamantina, divididos na Biblioteca Municipal e na Biblioteca Acadêmica do Centro Universitário UniFAI. Ela ingressou no poder público local em 1985, um ano após sua formatura em biblioteconomia na Unesp de Marília.

O PL é acompanhado de uma justificativa para a homenagem. “Na Biblioteca Pública Municipal Jurema teve uma atuação de destaque, e que a fez referência do lugar. Além da gestão do acervo do espaço – atividade de rotina da profissional – ela liderou, incentivou e promoveu inúmeras atividades de valorização do espaço, de acesso ao livro e de fomento à leitura” diz o texto.

Jurema faleceu no dia 25 de setembro último, por complicações de saúde decorrentes do seu quadro de diabetes (reveja). Deixou o marido Armando Citeli e os filhos Maria Vitória e Enrico Citeli.

Os autores destacam que o atual nome da Biblioteca, do ex-prefeito “Cônego João Baptista de Aquino” não foi desprestigiado, já que há uma rua com essa denominação, e um busto em sua homenagem instalado na Praça José Costa (Jardim da Estação).

Leia a matéria completa publicada pelo Sigamais

Biblioteca de Franca premiada em concurso nacional

A Biblioteca Municipal de Franca ‘Américo Maciel de Castro Júnior’, acaba de ser premiada com a segunda colocação num evento de âmbito nacional onde concorreu com mais de 200 outras instituições do gênero de diversos Estados do País. Foi contemplada com um equipamento notebook pela ONG Recorde, organizadora do evento que integra um movimento focado no empoderamento digital para jovens, o público alvo principal, mas que também esteve aberto a participação de pessoas de todas as idades.

Instalada no Champagnat, por conta do momento atípico de pandemia deste ano a Biblioteca teve praticamente todas suas atividades presenciais restritas. Mesmo assim desenvolve projetos de grande interesse, com destaque para o Degustação Literária, que reúne escritores e amantes da boa música para momentos de reflexão e discussões em torno de obras de algum autor conhecido do meio literário.

E esse prêmio foi possível graças à parceria que a Biblioteca Pública realizou com a Escola de Aprendizagem e Cidadania de Franca/SP – ESAC, que estimulou os jovens aprendizes a realizarem os cursos, informa a diretora e bibliotecária Clemência Aparecida Canoas de Andrade. Ao todo foram mais de 1.450 pessoas formadas nos cursos de Tecnologia da Plataforma Recode.

Agora os dirigentes da Plataforma convidam a todos a continuar acompanhando as atividades do Programa Recode Bibliotecas na área exclusiva da Plataforma Recode e em os seus grupos do WhatsApp. Em 2021 daremos continuidade a diversas ações de incentivo à biblioteca como espaço de transformação social e digital, respeitando os protocolos da pandemia. Em Franca a expectativa também é de reabertura gradual das atividades e atendimento ao público, respeitando os cuidados com a segurança.

Fonte: Prefeitura de Franca

Biblioteca Digital Brasileira de Teses e Dissertações completa 18 anos

Desde 2002, a plataforma virtual abriga mais de 600 mil trabalhos acadêmicos que estão disponíveis gratuitamente ao público

Texto por Vitória Silva

Mais de 600 mil teses e dissertações estão disponíveis gratuitamente para o público na Biblioteca Digital Brasileira de Teses e Dissertações (BDTD), que está no ar desde 2002. A BDTD reúne as teses e dissertações defendidas nas instituições brasileiras de ensino e pesquisa. Ao todo, são mais de 120 instituições, públicas e particulares, participantes da plataforma, de todas as regiões do Brasil.

Bianca Amaro, coordenadora da biblioteca, explica que a plataforma tem por objetivo principal reunir as teses e dissertações defendidas nas instituições brasileiras de ensino e pesquisa, além das teses defendidas por brasileiros no exterior, para qualquer usuário.

A Biblioteca Digital Brasileira de Teses e Dissertações (BDTD) integra, em um só portal de busca, os textos completos das teses e dissertações defendidas nas instituições brasileiras de ensino e pesquisa. O acesso a essa produção científica é livre de quaisquer custos.

Para o futuro, Bianca afirma que a coordenação está com com linhas de ação em curso para o aperfeiçoamento e ampliação, interna e externa, da Biblioteca. Além de executar campanhas para integrar mais instituições à BDTD.

A atualização do Padrão Brasileiro para a Descrição de Teses e Dissertações (MTD-BR), que é a forma como as informações sobre as teses e dissertações devem ser descritas no sistema; a atualização de todo o sistema de coleta, tratamento e análise também são planos para a melhoria da biblioteca, segundo Bianca Amaro.

Bianca Amaro, coordenadora da BDTD (foto: Arquivo pessoal)

A BDTD contribui para o aumento de conteúdos de teses e dissertações brasileiras na internet, dando maior visibilidade da produção científica nacional. Além disso, a BDTD também proporciona maior visibilidade e governança do investimento aplicado em programas de pós-graduação.

A Biblioteca Digital Brasileira de Teses e Dissertações segue os preceitos da Iniciativa de Arquivos Abertos (OAI), adotando o modelo baseado em padrões de interoperabilidade. Assim, as instituições de ensino e pesquisa atuam como provedoras de dados e o Ibict opera como agregador: coleta os metadados das teses e dissertações dos provedores (instituições), fornece serviços de informação sobre esses metadados e os expõem para coleta para outros provedores de serviços. Para conhecer a BDTD, acesse o link.

Leia a matéria completa publicada pelo Correio Braziliense

Aplicativo conecta leitores e bibliotecas comunitárias em todo o país

O Mapa da Leitura é uma iniciativa da Rede Nacional de Bibliotecas Comunitárias (RNBC) e já está funcionando

O principal objetivo do site é dar visibilidade a essas bibliotecas, que são espaços de incentivo à leitura, educação e cultura – Daniela Praça/RNBC

Está no ar o Mapa da Leitura, uma ferramenta que faz a conexão entre leitores e bibliotecas comunitárias de todo país. O principal objetivo do site é dar visibilidade a essas bibliotecas, que são espaços de incentivo à leitura que entrelaçam saberes da educação e da cultura.

Pra quem é apaixonado pela leitura e a literatura pode se cadastrar gratuitamente e ter acesso a bibliotecas próximas de sua localização, conhecer e manter contato virtualmente com esses espaços dos mais diversos cantos do país, além de ter a possibilidade de acessar o fórum do mapa e trocar experiências com as bibliotecas. Já as bibliotecas comunitárias podem ingressar no aplicativo também de forma gratuita, cadastrar seu endereço, suas informações e suas atividades.

O mapa da leitura é uma iniciativa da Rede Nacional de Bibliotecas Comunitárias (RNBC), que é um coletivo de bibliotecas comunitárias para a  democratização do acesso ao livro, à leitura e à literatura e a promoção da leitura como um direito humano.

Para cadastrar a sua biblioteca comunitária ou se inscrever como leitor ou leitora, basta acessa site do Mapa da Leitura

Fonte: Brasil de Fato – Pernambuco

Itapecerica da Serra: Biblioteca Municipal ganha acesso virtual e brinquedoteca

Durante o evento, antes de descerrar a placa inaugural, o prefeito Jorge Costa agradeceu a todos os servidores pela dedicação ao trabalho

Texto por Elizeu Teixeira Filho

Itapecerica da Serra: Biblioteca Municipal ganha acesso virtual e brinquedoteca – Foto: PMIS

A Prefeitura de Itapecerica da Serra, por meio da Secretaria de Cultura, lançou a Biblioteca Virtual e inaugurou a espaço da Brinquedoteca na Biblioteca Municipal Arthur Ricci de Camargo, na manhã desta quarta-feira, 09 de dezembro.

Em tempos de pandemia em que a população deve manter o distanciamento social, os munícipes podem consultar o acervo online da biblioteca através do site da prefeitura www.Itapecerica.sp.gov.br. O sistema digital facilita o acesso às publicações por: autor, título, palavra chave ou assunto. A retirada do livro pode ser feita conforme agendamento e cadastro das pessoas.

“Disponibilizar o acervo online da biblioteca e entregar a brinquedoteca é mais um incentivo aos leitores e às crianças. Temos o compromisso de investir na cultura e valorizar a cidadania”, informou o secretário de Cultura Luiz Farias.

Leia a matéria completa publicada pelo Jornal SP Repórter

Licenciatura em Biblioteconomia completa dez anos em 2020

Live comemorativa acontece nesta quinta-feira, dia 10, com fundador, coordenadora e egressos do curso

O curso de Licenciatura em Biblioteconomia da UNIRIO completa dez anos em 2020. Em comemoração, acontece uma live nesta quinta-feira, dia 10, com o fundador do curso, professor Marcos Miranda, a coordenadora, Kelly Castelo Branco, e a egressa Nathalia Romeiro. A atividade terá início às 18h30.

O debate será moderado pelo egresso do curso e mestrando do Programa de Pós-graduação em Ciência da Informação da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) Wallace Santana.

Haverá emissão de certificado para participantes. A transmissão do evento será feita pelo YouTube.

Fonte: UNIRIO

Em ano de distanciamento social, USP amplia seu acervo de conteúdos digitais

Agência USP de Gestão da Informação Acadêmica (Aguia) já alcançou a marca de 410 mil livros

Texto por Herika Dias

Arte sobre foto/Freepik

Em março, quando a USP suspendeu suas atividades presenciais, a Universidade precisou se reorganizar para manter o ensino, a pesquisa e muitos serviços à sociedade a distância. As 48 bibliotecas que atuam como polos de atendimento, estudo, leitura e capacitação da comunidade universitária desde então estão com atendimento presencial restringido. Para atender os quase 60 mil alunos de graduação e 42 mil de pós-graduação, além dos 5,4 mil professores e 13,3 mil funcionários que não pararam, a Agência USP de Gestão da Informação Acadêmica ampliou o acesso a conteúdos digitais.

Somente a coleção de livros eletrônicos atingiu a marca de 410 mil e-books que incluem aqueles assinados pela USP, os de acesso gratuito e e-books do Portal da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes).

“Uma das lições que aprendemos durante a pandemia foi que devemos dar mais atenção à aquisição e acesso aos livros digitais, ou seja, oferecer um acervo ainda maior. Obtivemos o acesso temporário a esse tipo de obra graças à grande ação da Aguia e ao pronto atendimento de diversos fornecedores de conteúdos informacionais internacionais de alta qualidade”, conta o professor Jackson Cioni Bittencourt, presidente da agência.

A Aguia foi criada há pouco mais de um ano para ser responsável pela gestão dos dados gerados a partir do conhecimento produzido na USP. Ela dá continuidade às atividades anteriormente desenvolvidas pelo Sistema Integrado de Bibliotecas e as amplia desenvolvendo serviços e produtos que promovem o acesso, a visibilidade e o impacto da produção científica e cultural da Universidade.

Leia a matéria completa publicada pelo Jornal da USP

Biblioteca Municipal de Arujá começa projeto de contação de histórias para crianças pela internet

Público infantil pode acompanhar histórias pela rede social da unidade, gratuitamente, às terças-feiras.

Biblioteca Municipal de Arujá — Foto: Nadja Cortes/Prefeitura de Arujá

A Biblioteca Municipal Alda Martins Soncini, em Arujá, iniciou um projeto literário voltado para crianças. Trata-se de uma programação semanal de contação de histórias infantis. A iniciativa é gratuita e ocorre sempre às terças-feiras, às 10h, por meio de vídeos que são publicados em uma rede social da unidade.

As histórias são contadas pela personagem Nina, interpretada por Nataly Cristina Rodrigues, servidora que atua na unidade da Secretaria de Cultura e Turismo. O primeiro conto do projeto foi o “Chapeuzinho Vermelho” e, na companhia da família, os espectadores mirins foram ensinados a ouvir os pais com atenção e não falar com estranhos na rua.

Todos os vídeos postados na página do Facebook da Biblioteca Municipal ficam salvos e podem ser acessados em qualquer momento. O acesso pode ser feito pelo @bibliotecadearuja.

Fonte: G1

Em tempos de Pandemia e Retomada das Bibliotecas Escolares, CRB-8 conversa com crianças e adolescentes com apoio de Bibliotecários, Educadora e YouTuber

Texto das Comissões Temporárias de Biblioteca Escolar e de Patrimônio Bibliográfico e Documental do CRB-8

Dialogar é antes de tudo respeitar o outro em seu lugar de fala. E como abrir um diálogo com as crianças e adolescentes em tempos de pandemia e retomada das bibliotecas escolares? Para tanto, uniram-se  as Comissões Temporárias de Patrimônio Bibliográfico e de Bibliotecas Escolares do CRB-8 com educadora, bibliotecários e bibliotecária-youtuber para cumprir uma tarefa intrigante: abrir diálogo com crianças e adolescentes “em mares nunca dantes navegados” de uma pandemia, em que um vírus poderoso, impactante e, por muitas vezes, fatal, ocupou a cena mundial.

Como dizia Paulo Freire: “O diálogo é o encontro entre os homens, mediatizados pelo mundo, para designá-lo. Se ao dizer suas palavras, ao chamar ao mundo, os homens o transformam, o diálogo impõe-se como o caminho pelo qual os homens encontram seu significado enquanto homens; o diálogo é, pois, uma necessidade existencial”  (1980, p.39).

E partindo da necessidade de diálogo com esse público, em um momento de mudanças, foi pensada uma websérie em que dois personagens infantis, Helena e Matheus falam sobre a necessidade de cuidados com as próprias saúdes e com os livros. A websérie foi pensada de forma a manter o universo lúdico e imagético que a leitura proporciona, levando uma mensagem leve e muito “responsável” para os pequenos leitores, e, por que não dizer também para seus pais e/ou cuidadores? Essa websérie está disponível no You Tube do CRB-8 e seu objetivo é compartilhar informações, em tempo de Covid-19, respeitando e ouvindo as entrelinhas das crianças com esclarecimentos e cuidados que devemos ter em relação a nossos livros pessoais e acervos das bibliotecas escolares.

E como dialogar com os adolescentes? Sabemos que, como os pequenos, são nativos digitais, ou seja, plugados na tecnologia, seu desenvolvimento social, cognitivo se dá em modo “on” com a tecnologia, seriam até difíceis de prender a atenção. Que tal alguém que conheça o caminho das pedras para compartilhar informações através de uma das plataformas mais acessadas nas redes sociais, o Youtube, porque precisamos não somente compartilhar, mas influenciar esse público com informações transmitidas em uma linguagem a que estejam acostumados.  E é o que está sendo idealizado. Em breve no Youtube do CRB-8 uma influenciadora digital estará dialogando com os adolescentes sobre a importância de cuidados pessoais e no contato com os livros na abertura das bibliotecas escolares.

Mas adolescentes leem? Sim,“Como professora de educação infantil, achei importante participar da websérie, levando uma mensagem leve e pedagógica aos educadores, bibliotecários e responsáveis para todos se unirem e se cuidarem.” leem, de acordo com a última pesquisa Retratos da Leitura no Brasil, 5ª edição, 2020, realizada com uma amostra nacional de 8.076  entrevistas em 208 municípios pelo Instituto Pro-Livro em parceria com Itaú Cultural, Ibope Inteligência. Segundo a pesquisa, os maiores percentuais de público leitor encontram-se entre os de 05 a 24 anos (FAILLA, p. 22), Justamente o período em que podemos considerar que esse público estaria estudando, seja em bibliotecas escolares, seja em universitárias. Então, vamos investir nesse diálogo, nesse momento, junto ao público infantojuvenil.

Para encerrar gostaríamos de dividir trechos de nossos encontros na construção desses diálogos, dando a todos a oportunidade de conhecerem os membros e colaboradores envolvidos.

Larissa Manfredi – Pedagoga

“Como professora de educação infantil, achei importante participar da websérie, levando uma mensagem leve e pedagógica aos educadores, bibliotecários e responsáveis para todos se unirem e se cuidarem.”

 

 

Valentina Manfredi – Bibliotecária, Contadora de Histórias, Diretora Técnica e Coordenadora da Comissão Temporária de Bibliotecas Escolares do CRB-8

“A ideia da criação da websérie Helena contra a Covid-19,  [foi concebida] usando como protagonista uma menina de 8 anos capaz de compartilhar informações para os colegas, professores e familiares, em suas casas, em tempo de Covid-19, respeitando e ouvindo as entrelinhas das crianças”

Silvana Stacco – Bibliotecária atuante na área escolar

“[Os vídeos] têm como objetivo esclarecer os cuidados e responsabilidades que devemos ter em cuidar dos nossos livros pessoais e dos acervos das bibliotecas. Foi recompensador participar das reuniões que produziram os vídeos, trazendo informações importantes, tanto para este momento de pandemia ou pós pandemia, para as bibliotecas escolares.”

 

Maria da Conceição Gomes Bernardo – Bibliotecária, Coordenadora das Comissões de Tomada de Contas e Integrante da Comissão Temporária de Patrimônio Histórico e Documental do CRB-8

Foram diversas reuniões virtuais, reflexões, decisões e muito aprendizado. Ser bibliotecária(o) é amar o conhecimento e sua divulgação. E como ignorar uma pandemia, que agrediu e ainda agride o Planeta e muitos de seus habitantes? Era urgente pensar nos profissionais, público e acervo das Bibliotecas e Centros de Documentação.  Foi a tarefa que empreendemos”.

Luciane de Queiroz Modesto Mietto – Bibliotecária, Integrante da Comissão Temporária de Bibliotecas Escolares do CRB-8

“Entrar no universo infantojuvenil para encontrar uma linguagem atraente e relevante para explicações atitudinais em tempos de Corona vírus sem nenhuma referência vivida em nosso passado foi uma tarefa intrigante, um esforço coletivo “em mares nunca dantes navegados” e que valeu um aprendizado positivo e útil a todos os integrantes do grupo”.

Rosaelena Scarpeline – Conselheira da Comissão de Ética e da Comissão Temporária de Patrimônio Histórico e Documental

“Centramos focos em três correntes: a contação de histórias, a precaução e segurança contra o inimigo comum, o Corona vírus e os cuidados com os livros. As reuniões foram muito ricas e o resultado foi um trabalho instrutivo, com uma linguagem simples e direta. As recomendações gerais para proteção pessoal, limpeza e cuidados com espaços compartilhados e orientação para a manipulação de livros para crianças e adolescentes saíram do papel e deram vida a nossa personagem [infantil] e sua família, buscando alcançar e informar um público amplo”.

Ricardo Pedro – Bibliotecário, atuante na área escolar

“Não há como negar que 2020 está sendo um ano de grandes desafios, por isso fazer parte de um grupo composto por tantos profissionais preocupados em defender e dignificar a profissão do bibliotecário tem sido uma experiência fantástica e enriquecedora!  Poder criar, compartilhar ideias, trocar experiências e sonhar junto são os eixos em torno do qual todas as atividades têm sido realizadas e ferramentas com as quais se pretende contribuir para que a Biblioteconomia esteja cada vez mais alinhada às necessidades de nosso tempo”.

 

Emília da Conceição Camargo – bibliotecária, colaboradora da Comissão de Divulgação e da Comissão Temporária de Bibliotecas Escolares

“Considerando a necessidade de diálogo para orientar o público infantojuvenil das bibliotecas escolares em relação aos cuidados necessários na reabertura das bibliotecas em tempos de Pandemia,  se encontraram membros do CRB-8 das Comissões Temporárias de Patrimônio Bibliográfico e Documental e de Bibliotecas Escolares, Educadora e YouTuber para definir formas de comunicação  com os pequenos leitores e adolescentes e conteúdos sobre a importância do cuidar, conservar e preservar a si mesmos e aos livros no relacionamento lúdico e imagético da leitura”.

Luciana Maria Napoleone – Bibliotecária, Coordenadora das Comissões Temporárias de Políticas Públicas para Bibliotecas e Bibliotecários e de Patrimônio Histórico e Documental; Integrante da Comissão de Fiscalização; e Colaboradora da Comissão de Divulgação do CRB-8

“Combinar as experiências e conhecimentos de preservação e conservação com os de contação de histórias e de abordagem de diferentes faixas etárias trouxe um resultado totalmente diferente – e melhor (!) – do que esperava. Refletir em grupo, escutar as impressões, opiniões e experiências de outras áreas, combinar as diferentes opiniões e experiências, construir uma ideia inteiramente nova a partir dessa combinação, essa é uma competência a ser desenvolvida e praticada por todas as áreas e de forma muito especial pelos bibliotecários, principalmente os bibliotecários escolares”.

O livro, a biblioteca e as possibilidades de escrita de histórias da arquitetura

Texto por Anne Mayara Almeida Capelo, mestranda pela Faculdade de Arquitetura e Urbanismo (FAU) da USP

Anne Mayara Almeida Capelo – Foto: Arquivo pessoal

Na biblioteca da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo (FAU) da USP, livros cobertos com tecidos esperam pacientemente pelo retorno de seus leitores. Neste momento de pandemia, a ausência física da biblioteca no quotidiano de professores e alunos acentua ainda mais a inscrição profunda desse espaço como local privilegiado de transferências culturais.

Ao escrever esse texto, pego meu pensamento vagando pelos volumes que lá estão, pelos encontros que tive com livros que não procurei, pelos textos que compuseram bibliografias de disciplinas e pela lembrança das trocas de olhares a procura de colegas que topassem uma pausa na leitura para um café. A biblioteca é feita de livros, sim, mas principalmente de pessoas e seus interesses.

As bibliotecas universitárias, esse específico corpus textual reunido em um espaço, é um repositório, um acervo de conhecimentos sobre determinada área, constituído por doações e aquisições solicitadas por professores e departamentos que espelham as pesquisas, problemáticas de ensino e discussões em curso no momento da aquisição de cada um dos volumes. Este acervo, historicamente constituído, pode lançar luz, então, às modalidades de construção do saber científico da instituição que o abriga. Fréderic Barbier, historiador dos livros e das bibliotecas, em seu livro História das Bibliotecas, chama a atenção para o caráter material dessa base sustentadora da produção intelectual e científica, possibilitada pela relação desses espaços na participação em lógicas de transferências culturais.

Desde meados dos anos 1970, um grupo de pesquisadores em ciências humanas, com especial força na Inglaterra e na França, vem realizando pesquisas que colocam em xeque o ideal de uma “ciência pura”. Chamado de “antropologia das ciências”, ou ainda, “social studies in sciences”, esse campo, como ressalta Isabelle Stengers, pretende “(…) estudar a ciência à maneira de um projeto social como outro qualquer, nem mais descolado das preocupações do mundo, nem mais universal ou racional do que qualquer outro”. Ainda sobre a problemática do fazer intelectual, Barbier enfatiza a existência de uma história do pensamento dependente de um certo instrumental material, como são a escrita, a leitura e o livro, por exemplo.

Em confluência, esses dois autores nos indicam que há mais camadas de problemas a serem investigadas quando nos propomos a fazer uma história das ideias, uma história das ciências, uma história intelectual, uma história dos conceitos ou das instituições quando as formulações abstratas são tensionadas pela existência de locais como as bibliotecas universitárias: acervos materiais da construção intelectual. O mundo material, portanto, não aviltaria o mundo das ideias, da abstração e da criação científica e intelectual, como alguns colocam; mas o escancararia e mostraria sua ligação fundamental com um projeto social que constitui objetos e temas de pesquisa e de ensino.

Sob o tombo 015096, encontra-se na Biblioteca da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo (FAU-USP) o já clássico L’ Architecture Contemporaine au Brésil de Yves Bruand. São três exemplares da obra doadas pelo próprio autor à biblioteca em 1973 – mesmo ano de seu lançamento na França. Fruto de uma pesquisa de doutorado finalizada dois anos antes na Universidade de Paris, o estudo é pioneiro no que se refere à abrangência com que encara a arquitetura moderna no país.

Os livros dedicados à arquitetura, como o de Yves Bruand, ou ainda aqueles lançados por Le Corbusier ou Koolhaas, impressos mecanicamente e em grande quantidade, constroem, através de seus escritos e imagens uma cultura do saber arquitetônico facilmente disseminável. A prensa móvel de Gutenberg foi uma máquina e como todo produto produzido mecanicamente, o livro também se tornou um objeto com inúmeras cópias que, se não idênticas, muito parecidas umas com as outras. A produção mecânica de textos e imagens tem grande importância para a transmissão de um conhecimento científica ao longo do tempo, a arquitetura não é uma exceção à norma, ela é direta e permanentemente afetada pelo advento da impressão, possibilitando, assim, a conformação de um campo de conhecimento que não se restringe à matéria edificada. O mundo das ideias também é campo de interesse de arquitetos.

No momento da doação do livro de Bruand à biblioteca da FAU-USP, a faculdade contava há apenas um ano com um curso de mestrado que traria novos parâmetros para a pesquisa em história da arquitetura, além de formar um contingente de professores que seriam posteriormente alocados em outros cursos de graduação e pós-graduação no Brasil, disseminando uma determinada matriz de pesquisa para diversas localidades do país. O livro, fundamental em um momento em que a biblioteca se mostrava como um dos poucos lugares para construção de um referencial teórico – uma vez que as ferramentas existentes hoje, como a internet, não estavam lá disponíveis -, se mostrará objeto essencial na conformação de ideias e de um campo para a história da arquitetura e da cidade independentes de uma prática projetual. A biblioteca torna-se o próprio lugar, físico e simbólico, das ideias. As relações institucionais e intelectuais promovidas por meio da FAU-USP ao longo de décadas de funcionamento podem ser lidas hoje através de seus acervos preservados, como aquele presente no Setor de Livros da Biblioteca.

Logo no início do História das Bibliotecas, Barbier enfatiza que a biblioteca congrega um conjunto de discursos e, ela mesma, através das escolhas para o acervo e distribuição do mesmo em categorias, a faz um discurso próprio. Através desta composição de acervos e da sua distribuição em categorias, as bibliotecas universitárias, como a da FAU-USP, exercem uma função estratégica nas transações culturais efetuadas dentro do ambiente universitário, ao longo de sua existência, e devem ser pensadas como elementos estratégicos para o entendimento do passado do fazer científico em nossas instituições, da potência do presente e de políticas para o futuro dos temas, relevos e perguntas que faremos aos objetos de pesquisa e ensino.

Fonte: Jornal da USP

Acervo online da Biblioteca Municipal de Mogi está disponível; veja como consultar

Prefeitura de Mogi das Cruzes

Está no ar o sistema de acervo online da Biblioteca Municipal Benedicto Sérvulo de Sant’Anna, em Mogi das Cruzes. Por meio dele, pesquisadores, educadores e comunidade em geral podem realizar pesquisas simples ou avançadas por assunto, título da obra ou nome do autor.

O acervo online está disponível para consulta pelo link biblioteca.pmmc.com.br.

De acordo com a Secretaria Municipal de Cultura e Turismo de Mogi das Cruzes, além de pesquisar o acervo, também é possível aos associados consultar reservas antigas ou ainda fazer a renovação de empréstimos, mediante inserção de código e senha.

A Biblioteca Municipal já retomou as atividades presenciais e funciona de terça a sábado, das 9h às 18h. Há, contudo, novos protocolos adotados, para combater a disseminação do novo coronavírus. Um deles é controle de permanência: cada pessoa poderá ficar no máximo por 3 horas no ambiente, exceto em situações em que não haja ocupação expressiva e o distanciamento mínimo esteja sendo respeitado.

As baias com computadores foram afastadas, portanto funcionará uma baia sim, uma não. O público também não terá mais acesso direto ao acervo. Assim, todos precisam solicitar aos atendentes e/ou bibliotecário a obra desejada e o profissional se encarregará de separá-la e entregá-la ao usuário. Após a devolução da obra para a Biblioteca, a mesma permanecerá por 24 horas em quarentena, antes de ser novamente disponibilizada a outros usuários.

Leia a matéria completa publicada pelo Notícias de Mogi

Biblioteca Municipal: catálogo de dezembro disponibiliza mais 218 novos livros aos leitores ararenses

O catálogo do mês de dezembro da Biblioteca Municipal Martinico Prado disponibiliza mais 218 novos livros aos leitores ararenses. Os destaques do mês vão para obras infantis, infanto-juvenis, nacionais e internacionais, biográficas, de resgate histórico (livro sobre a 2ª Guerra Mundial) e histórias em quadrinhos.

Na última listagem de 2020, os leitores podem conferir títulos como “Eleanor & Park”, de Rainbow Rowell, “Dois mundos, um herói”, do youtuber Rezendeevil, “O que é, o que é?”, de Ruth Rocha, “Prendedor de Sonhos”, de João A. Carrascoza, “O pote de melado”, de Mary e Eduardo França, “Macbeth”, de Jo Nesbo, “A mulher na janela”, de A. J. Finn, “A cor púrpura”, de Alice Walkwer, “Neve na primavera”. de Sarah Jio, “Lavoura Arcaica” e “Um copo de cólera”, de Raduan Nassar, “As vantagens de ser invisível”, de Stephen Chbosky, “Extraordinário”, de P. J. Palacio, “Relato de um certo oriente”, de Milton Hatoum; biografias, “A origem dos meus sonhos” de Barack Obama, “Chatô, o rei do Brasil”, de Fernando Morais, “O inferno somos nós”, de Leandro Karnal e Monja Coen, “O homem e seus símbolos” de Carl G. Jung e “Por um fio” de Drauzio Varella, e também materiais exigidos nos vestibulares da Unicamp e da Fuvest, como “Claro Enigma”, de Carlos Drummond de Andrade, “A teus pés”, de Ana Cristina César, “Angústia”, de Graciliano Ramos, “História do cerco de Lisboa”, de José Saramago e “Sobrevivendo ao inferno”, dos Racionais MC´s. (Clique aqui e acesse o catálogo do mês de dezembro).

“Além destes livros e muito mais, inserimos em nosso acervo novos exemplares de livros com alta demanda em nosso serviço de empréstimo, como é o caso da coleção “Harry Potter”, de J. K. Rowling, e “Amor e Cuba-Libre”, de Álvaro Cardoso Gomes. Isso permite que mais leitores tenham a oportunidade de acesso a esses materiais”, comentou o bibliotecário municipal, Gustavo Grandini Bastos.

Leia a matéria completa publicada pelo Notícias de Araras

Bibliotecário de alfabetização informacional – com Gabriela Pedrão

Neste episódio os alunos Wagner Wessfll e Tamara da Rosa conversam com Gabriela Pedrão, bibliotecária, doutora em ciência dda informação pela UNESP e youtuber no canal É o último, juro!

https://www.youtube.com/user/oultimojuro

Dicas da convidada:

O tempo desconjuntado – Philip K. Dick – https://g.co/kgs/acos39

Androides sonham com ovelhas elétricas? – Philip K.Dick – https://g.co/kgs/Xrenyg

Blade Runner – https://g.co/kgs/8FCMZC

Duna – Frank Herbert – https://g.co/kgs/mWh8K2

Ficções – Jorge Luís Borges – https://g.co/kgs/8HV1Ar

A biblioteca à noite – Alberto Manguel – https://g.co/kgs/XTQeqC

Fonte: Farol Conexões da Informação

Publicada instrução sobre a regulamentação da Biblioteca Digital da Justiça Eleitoral

Ferramenta permite consulta a documentos e publicações sobre matéria eleitoral e partidária

Foi publicada no Diário da Justiça Eletrônico do Tribunal Superior Eleitoral (DJe/TSE) do dia 24 de novembro a Instrução Normativa TSE n° 8, de 20 de novembro, que trata da regulamentação da Biblioteca Digital da Justiça Eleitoral (BDJE). A instrução foi elaborada pela equipe da Seção de Biblioteca Digital (SEBBD) do Tribunal.

A BDJE é um repositório especializado que tem como finalidade armazenar, preservar e divulgar documentos e publicações, no formato digital, sobre eleições, matéria eleitoral e partidária e assuntos relacionados a esses temas, produzidos ou não pela Justiça Eleitoral.

Quanto ao seu conteúdo, a BDJE dispõe em seu acervo publicações e documentos relativos aos seguintes aspectos da Justiça Eleitoral:

  • Boletim Interno: publicado mensalmente pelo TSE e pelos TREs, contendo atos da JE em que há interesse na divulgação.
  • Doutrina: parte constituída por documentos de cunho jurídico sobre matéria eleitoral e partidária, bem como assuntos correlatos. Contempla documentos como periódicos, artigos, livros digitais, obras raras e trabalhos acadêmicos.
  • Memória da Justiça Eleitoral: composta por documentos que retratam a história e a trajetória da JE, bem como as ações desenvolvidas pelo Museu do TSE e pelos centros de memória dos TREs.
  • Repositório Institucional da Justiça Eleitoral: constituído por documentos produzidos na esfera da JE, abrangendo documentos de caráter científico, técnico, administrativo ou judicante.

Para realizar a sua pesquisa e usufruir de todo o conteúdo, acesse a página da BDJE.

Lei a matéria completa publicada pelo Tribunal Superior Eleitoral

Jundiaí promove evento online sobre a ascensão do negro na sociedade

Evento é uma forma de dar continuidade ao Mês da Consciência Negra, celebrado em novembro

Como forma de dar continuidade ao Mês da Consciência Negra, celebrado em novembro, a Biblioteca Municipal “Professor Nelson Foot”, de Jundiaí (SP), promove nesta quinta-feira (3) uma edição online da “ZumbiTECA – Mostra Afro”, que vai retratar a ascensão do negro na sociedade.

A videoconferência começou às 9h e é transmitida pela TVTEC em seus canais do Facebook, YouTube e TV a cabo.

O evento vai contar com a participação de profissionais de diversas áreas, como: Dani Rosa, socióloga; Isabela Galdino Miguel, assessora de políticas para igualdade racial da Unidade de Gestão da Casal Civil (UGCC); Renan Rocha, médico veterinário e também cofundador da Afrovet, iniciativa inclusiva e antirracista na medicina veterinária; Afonso Machado, professor e doutor em educação; e a participação especial de voluntários e apoiadores, além da intervenção musical de Fredy Fevereiro.

Leia a matéria completa publicada pelo G1

Biblioteca promove edição online de Mostra Afro como continuação do mês da Consciência Negra

Realizada anualmente, a ZumbiTECA da Nelson Foot traz atividades temáticas e faz em seu nome uma homenagem ao líder quilombola Zumbi dos Palmares.

Foto: Prefeitura de Jundiaí

A ZumbiTECA – Mostra Afro da Biblioteca Municipal Professor Nelson Foot chega à sua quarta edição. No entanto, por conta das medidas preventivas da pandemia, esse ano irá contar com uma atividade online. Marcada para esta quinta-feira (03), às 9h, a videoconferência sobre a ascensão do negro na sociedade será transmitida pela TVTEC, em seus canais no FacebookYouTube e a cabo (canal 24 da NET), e dá continuidade às atividades temáticas do Mês da Consciência Negra, lembrado em todo o Brasil em novembro.

Participam da videoconferência a socióloga Dani Rosa; de Isabela Galdino Miguel, assessora de políticas para Igualdade Racial da Unidade de Gestão da Casa Civil (UGCC); do médico veterinário Renan Rocha, que é também cofundador da Afrovet, iniciativa inclusiva e antirracista na Medicina Veterinária; do professor Afonso Machado, que é doutor em Educação; além da participação especial de voluntários e dos apoiadores e da intervenção musical de Fredy Fevereiro.

Leia a matéria completa publicada pelo Tribuna de Jundiaí

Biblioteca Municipal de Arujá volta a atender de forma parcial mediante agendamento

Atividade está restrita a empréstimo e devolução de livros, além do uso do Telecentro Comunitário.

A Biblioteca Municipal Alda Martins Soncini, em Arujá, retomou parcialmente o atendimento prestado à população. De acordo com a Prefeitura, o funcionamento está restrito a empréstimos e devoluções de livros, além do uso do Telecentro Comunitário.

Para ser atendido, no entanto, é necessário fazer agendamento. A regra vale mesmo para quem deseja apenas devolver um livro, por exemplo. O uso dos computadores só será liberado a uma quantidade limitada de pessoas, respeitando as medidas sanitárias para evitar a transmissão do coronavírus.

O espaço reabriu após o período de quarentena adotado pela Secretaria Municipal de Cultura e Turismo. No local é realizado o controle de temperatura, a higienização das mãos e a solicitação do uso de canetas e materiais próprios. O uso da máscara é obrigatório.

No local há medição de temperatura, higienização das mãos e uso obrigatório de máscara — Foto: Marli dos Reis/Prefeitura de Arujá

Leia a matéria completa publicada pelo G1

Saúde estadual organiza produção técnica e científica para publicação na Biblioteca Virtual

A fim de tornar pública a produção técnica e científica da Saúde estadual na BVS (Biblioteca Virtual em Saúde), a Secretaria de Estado da Saúde (SES), através da Fundação Estadual de Saúde (Funesa), aderiu ao projeto de Cooperação Técnica entre o Conselho Nacional de Secretarias de Saúde (Conass) e a Biblioteca Regional de Medicina (Bireme), centro especializado da Organização Pan-Americana da Saúde/Organização Mundial da Saúde (OPAS/OMS), que possibilita o registro de produções técnicas e científicas das Secretarias Estaduais da Saúde de todo o Brasil.

No âmbito da Escola de Saúde Pública de Sergipe (ESP/SE), a Funesa é a referência para coletar, analisar, processar e cadastrar o material produzido pelas instituições na Plataforma da BVS. Entre os documentos necessários estão: publicações periódicas; monografias, trabalhos apresentados em eventos científicos (seminários, conferências, reuniões, congressos); manuais e guias; tese e dissertação; relatórios técnico-científicos; estatísticas; material educativo; filmes, gravações em vídeo e registros sonoros não musicais.

De acordo com a analista educacional da Funesa, Paloma Sant’Anna, essa iniciativa é de extrema importância para o SUS e, principalmente para o SUS Sergipe. “Antes não tínhamos essa oportunidade de dar visibilidade aos materiais produzidos por técnicos e profissionais de saúde do estado. A partir de agora, todo material técnico e científico que for produzido dentro do estado poderá ser disponibilizado na BVS, o que torna as produções científicas acessíveis a um infinito número de pessoas”, explica.

O material recebe um tratamento técnico, sendo catalogado e indexado utilizando descritores da saúde. “Isso ajuda a disseminar a informação produzida e facilita o acesso, à medida que também passa a ser recuperado dentro do catálogo de busca da BVS. O resumo em língua nacional é produzido pela bibliotecária da Fundação e recebe tradução em outras línguas, já que a base de dados é feita em português, inglês, francês e espanhol”, informa Paloma, que acrescenta o projeto contribui significativamente para o avanço do SUS Sergipe. “A partir da divulgação de resultados e dados de pesquisas técnicas e científicas produzidas em nosso estado, poderemos avançar na qualificação de nossas políticas públicas, consolidando e fortalecendo cada vez mais o SUS em Sergipe”.

Leia a matéria completa publicada pelo Aqui Acontece

Bibliotecárias publicam manifesto em apoio à candidatura de Boulos e Erundina em SP

“A proposta de respeitar os princípios do PMLLLB de São Paulo e a ampliação da rede de bibliotecas denota o papel central que nossas bibliotecas terão nessa gestão”, diz o documento

Um grupo de bibliotecárias, bibliotecários e estudantes e bacharéis em biblioteconomia publicaram nas redes sociais um manifesto em apoio às candidaturas de Guilherme Boulos e Luiza Erundina (PSOL) à Prefeitura de São Paulo (SP). Para conhecer o documento que já contava com mais de 200 assinaturas, basta clicar aqui.

“Nós defendemos um programa que prevê a destinação de subsídios financeiros e legais para criação, expansão e incremento de espaços, equipamentos, materiais, ações de mediação, qualidade de programação e acervos para todas as regiões da cidade”, diz o documento.

O programa de governo de Boulos, disponível no site do TRE/SP, prevê, entre outras coisas a ampliação da rede de bibliotecas públicas, incluindo as bibliotecas móveis, em áreas como parques, centros culturais, casas de cultura, clubes desportivos, conjuntos habitacionais de responsabilidade da Prefeitura, bem como de áreas de subprefeituras e terrenos municipais ociosos.

O candidato também se compromete a definir e assegurar um quadro mínimo de pessoal conforme o porte de cada biblioteca, bem como garantir a continuidade dos serviços com a recomposição das equipes de trabalho por meio de concurso público, que no município de São Paulo não acontece há muitos anos.

Ao contrário do programa de Boulos, o de Bruno Covas (PSDB), seu adversário no segundo turno, se atém apenas a dizer que irá “investir na revitalização de bibliotecas e demais equipamentos de cultura, levando mais saber, lazer e entretenimento às regiões mais periféricas”.

São Paulo conta hoje com o Plano Municipal de Livros, Leitura, Literatura e Bibliotecas (PMLLLB) aprovado ainda na gestão de Fernando Haddad. Em 2017, o então prefeito João Dória, do qual Covas era vice, editou um decreto que limitava a participação da sociedade civil no Conselho do PMLLL/SP, questão posteriormente revista por Covas já como prefeito.

Leia a matéria completa publicada pela Biblioo

Conheça a pesquisa sobre bibliotecas prisionais vencedora de prêmio nacional

Dissertação de mestranda da UFS abordou estímulo à leitura em bibliotecas prisionais

Trabalho foi desenvolvido no Prefem. Fotos: Divulgação/Paulo Fernades Júnior

Texto por Abel Victor

Até janeiro de 2018, tudo levava a crer que Raquel Gonçalves iria enveredar pelo tema da biblioteca escolar no mestrado. Ela, além de se interessar pelo assunto, já atuava na área. Mas um convite da orientadora Germana Araujo mudou o curso da pesquisa realizada no Programa de Pós-Graduação em Ciências da Informação da Universidade Federal de Sergipe (PPGCI/UFS).

Germana perguntou o que a então orientanda achava de realizar um trabalho no Presídio Feminino de Sergipe (Prefem), localizado em Nossa Senhora do Socorro, onde a docente colabora com o projeto Odara, que oferece capacitações às internas. Foi uma surpresa para Raquel que nunca tinha entrado em um presídio e cogitado o tema. Isso até a primeira visita, quando “se apaixonou pela causa” e observou que a biblioteca da unidade “ precisava ser utilizada, ser explorada”.

Foi, a partir daí, que surgiu a ideia de criar um projeto de intervenção para ampliar o uso da biblioteca do Prefem através de dinâmicas culturais, como clubes de leitura e exibição de curtas-metragens. Para isso, Gonçalves analisou o espaço e mapeou os temas que interessavam as internas.

“A gente via que tinha uma utilização da biblioteca, mas sempre com os mesmos livros. Lá, o empréstimo funciona da seguinte forma: você solicita o livro através de uma folha que vai passando de cela em cela e uma responsável pela biblioteca pega esses livros e leva até a essas internas. Então, assim, havia uma repetição de livros, sempre pedindo os mesmos livros, porque era por recomendação”, explica.

“Então, o nosso trabalho tinha o intuito de dinamizar o uso, que elas pudessem utilizar livros que nunca foram emprestados, sobre assuntos de temáticas sobre o feminismo, maternidade, violência doméstica, direito da mulher e vários outros assim que não eram explorados. Aí, através das dinâmicas culturais, a gente conseguiu fazer uma ponte entre curtas-metragens e os livros”, complementa.

Leia a matéria completa publicada pela Universidade Federal de Sergipe

Biblioteca Apostólica do Vaticano dedica ‘Agenda de 2021’ à ‘mulher e os livros’

Agenda enfatiza a mulher como construtora e guardiã das bibliotecas no tempo

Maria com o livro no colo no quadro ‘Anunciação’, de Fra Angelico (Wikimedia/ Web Gallery of Art)

“Não é possível fazer a história da Biblioteca dos Papas sem iluminar o contributo das mulheres”, escreve o cardeal português José Tolentino Mendonça, bibliotecário da Santa Sé, na apresentação da nova Agenda 2021 da Biblioteca Apostólica Vaticana, dedicada ao tema “A mulher e os livros. A mulher como construtora e guardiã das bibliotecas no tempo”.

“Mulheres escritoras, mulheres artistas, mulheres teólogas, mulheres protagonistas da vida da Igreja, mulheres mecenas, mulheres criadoras, mulheres de ciência e de cultura. E tudo é hoje assim. Basta pensar que mais da metade da comunidade de trabalho que faz funcionar a Biblioteca Apostólica do Vaticano é constituída por mulheres”, acrescenta o primeiro diretor do Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura, em Portugal.

A agenda desvela ainda a “presença da mulher nos tesouros literários e iconográficos da Biblioteca Apostólica do Vaticano”, escreve o cardeal num texto de apresentação da nova edição publicado no jornal L’Osservatore Romano.

No artigo, aponta a página do Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura, o biblista recorda o comentário de Santo Ambrósio à narrativa bíblica da anunciação: “resultou útil a Maria, no seu colóquio com o arcanjo, ter lido antecipadamente o profeta Isaías, em particular o passo em que se diz que uma virgem dará à luz um filho”. Estas palavras, acrescenta, ofereceram “ao imaginário artístico ocidental aquele que se tornaria depois um dos elementos mais curiosos e constantes na representação do mistério da encarnação: a presença de um livro entre as mãos da Mãe de Cristo”.

Leia a matéria completa publicada pelo Dom Total

A saga das bibliotecas brasileiras

Dênio SImões/Agência Brasília

Texto por Iriam Starling

Em 29 de outubro se comemora o Dia Nacional do Livro, data da inauguração da Biblioteca Nacional, que já foi muito maltratada, relegada a depósitos úmidos e inadequados, o que causou uma grande perda do seu acervo ao longo do tempo.

As bibliotecas só começaram a surgir no Brasil a partir da segunda metade do século XVI, em Salvador, com a instalação do Governo Geral. Graças às companhias religiosas, principalmente à Companhia de Jesus, surgiram os primeiros acervos no país, que se tornaram centros de cultura e formação intelectual. De lá para cá, as bibliotecas brasileiras vêm sofrendo altos e baixos e só não sucumbiram completamente devido à luta de bibliotecários e aficionados por livros.

Com a expulsão dos Jesuítas do Brasil pelo Marquês de Pombal, em 1773, e o consequente confisco de seus bens, as Bibliotecas se tornaram amontoados de livros que se deterioraram com o tempo. Somente depois da vinda da família real portuguesa para o Brasil, em 1807, a Biblioteca Nacional foi inaugurada, graças ao encarregado da biblioteca real, Alexandre Antônio das Neves, que sugeriu ao príncipe Dom João que despachasse os caixotes de livros para o Brasil. Porém, somente em março de 2011os primeiros 230 caixotes foram embarcados para a colônia e a biblioteca foi efetivamente aberta ao público em 1814, ou seja, 7 anos após a chegada da família real.

A primeira biblioteca de caráter genuinamente público, no Brasil, foi a Biblioteca Pública da Bahia, fundada no dia 13 de maio de 1811, por iniciativa de um rico senhor de engenho, Pedro Gomes Ferrão Castelo Branco e de um grupo de homens inteligentes e cultos que, às escondidas, liam em clubes maçônicos livros franceses com ideais iluministas. Apesar da louvável iniciativa, a biblioteca ficou abandonada até 1820. Em 17 de novembro de 1900 ela foi transferida para o Palácio Rio Branco e, em 1911, no seu centenário, já contava com 42 mil volumes, mas apenas 300 deles sobreviveram ao incêndio ocorrido em janeiro de 1912. Ela só renasceu em 1939, sob a administração de Jorge Calmon, que se dedicou à sua modernização durante três anos.

É importante que se faça um movimento consistente e duradouro no sentido de incentivar e fortalecer o trabalho das bibliotecas públicas. Mais que uma mera fonte de informação, a biblioteca pública democratiza a leitura e o conhecimento. Sua atuação deve integrar a sociedade e as informações por ela disponibilizadas, promovendo inclusão social e despertar em cada um o prazer da leitura. O mais importante, no entanto, é que as bibliotecas são guardiãs da nossa cultura, nossa identidade, nossa ciência e nossa evolução. Sonho com o dia em que os brasileiros valorizarão os livros como devem ser valorizados, mas temo que não vou viver o suficiente para ver isso.

Até hoje o Brasil não tem bibliotecas públicas em quantidade adequada à sua população e muitas não oferecem serviços de qualidade. Segundo dados do Library Map of The World, uma iniciativa da Federação Internacional de Associações e Instituições Bibliotecárias (IFLA, na sigla em inglês), o Brasil possui apenas 6057 bibliotecas públicas, cerca de uma para cada 34 mil habitantes. Para piorar, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), esse número sofreu uma queda de quase 10% em quatro anos (de 2014, a 2018).

Infelizmente, também não há uma legislação específica que garanta a existência e o bom funcionamento de bibliotecas públicas em território nacional, coerente com a realidade. A ausência ou mesmo a descontinuidade dos investimentos em políticas públicas para o setor foram ainda mais impactados com e a realocação do Sistema Nacional de Bibliotecas Públicas (SNBP) para a Secretaria da Economia Criativa, dentro do Ministério da Cidadania, dificultando o diálogo e as articulações com esse órgão, no Governo Bolsonaro.

Para agravar a situação, em setembro de 2019, com menos de uma semana para a realização do VI Fórum Brasileiro de Bibliotecas Públicas, que estava programado para acontecer durante o XXVIII Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e Documentação, nos dias 03 e 04 de outubro, o SNBP comunicou o cancelamento justificando restrições orçamentárias impostas para o presente exercício aos Ministérios.

As pessoas de baixo poder aquisitivo, que já não têm exercício de leitura, também não têm acesso ao livro nem em escolas, nem em bibliotecas, agravando ainda mais o afastamento da leitura. Monteiro Lobato foi certeiro quando disse que “Um país se faz com homens e livros”, mas se esqueceu de um importante fator: homens temos bastante, livros também, no entanto, nada disso adianta se os homens não têm acesso aos livros.

Referências

SANTOS, Josiel, MachadoBibliotecas no Brasil: um olhar histórico. In: Revista Brasileira de Biblioteconomia e Documentação, Nova Série, São Paulo, v.6, n.1, p. 50-61, jan./jun. 2010.

RIBEIRO, Alexsander Borges. Bibliotecas públicas do Brasil: passado presente e futuro. Porto Alegre, 2008, Universidade Federal do Rio Grande do Sul.

FREITAS, Marilia Augusta; SILVA, Vanessa. Bibliotecas públicas brasileiras: panorama e perspectivas. In: Rev. digit. bibliotecon. cienc. inf. Campinas, SP v.12 n.1 p.123-146 jan/abr. 2014 ISSN 1678-765X

Brasil possiu apenas uma blbioteca pública para cada 30 mil habitantes. Edição Brasil

Fonte: Pensar a Educação em Pauta

As várias facetas e competências de um bibliotecário

Com o acontecimento da pandemia do Covid19, muitas áreas precisaram se reinventar. Nesse contexto, faz-se necessário pensar em como a biblioteconomia sofreu os impactos dessa crise e de que forma as várias facetas e competências dos profissionais da área podem contribuir para se adaptar aos novos cenários.

Para o vice-presidente do Conselho Regional de Biblioteconomia de São Paulo, João de Pontes Junior, desde sempre, a biblioteconomia passou por fases em que se temia que algo inovador fosse extinguir a área. “Primeiro foi o computador, depois o CD-ROM, com suas bases de dados. Então veio a internet, com seus portais de busca e, depois, os E-books. Agora existem as famigeradas bibliotecas digitais. Mas o que o bibliotecário precisa sempre se lembrar é que para a informação estar em qualquer lugar, ela precisa estar bem estruturada e ser feita por um profissional de biblioteconomia, que vai organizar, classificar, catalogar e indexar a informação”, diz.

De acordo com o Gerente Bibliotecário do Portal de Periódicos Eletrônicos Científicos da UNICAMP, Gildenir Carolino dos Santos, os bibliotecários possuem habilidades únicas para organizar informações com a finalidade de encontrar fontes de informações. “Isso pode ajudar os editores e pesquisadores a compreender melhor as ferramentas que podem ser úteis para o contexto das solicitações de indexações em grandes agências nacionais e internacionais, no contexto necessário para garantir com exatidão e veracidade as informações para a indexação dos dados”, afirma.

Gildernir faz palestras sobre o assunto e destrincha todas as facetas e opções profissionais dentro da biblioteconomia, citando dez possibilidades. São elas: bibliotecário de unidade de informação, bibliotecário de base de dados, bibliotecário de bibliotecas digitais, bibliotecário de normas técnicas, editor, bibliotecário de indexação, bibliotecário de curadoria e preservação digital, bibliotecário de metadados, gestor de portais periódicos e bibliotecário de editoração científica.

Para ele, o profissional bibliotecário tem que investir em si mesmo ao longo do seu aprendizado e fazer vários papéis ao mesmo tempo, especialmente agora que estamos na era digital e na sociedade da informação e do conhecimento e, nesse exato momento, isso é ainda mais necessário com o marco da pandemia. “É preciso apostar no seu potencial para se tornar um editor bem sucedido, capaz de administrar, criar e inovar em publicações científicas eletrônicas para uma sociedade interessada na informação”, conclui.

Quem quiser saber mais sobre o tema, poderá acessar o canal do Youtube do CRB-8 SP e conferir a live realizada no dia 20 de outubro, ou clicar neste link:

Sobre o Conselho Federal de Biblioteconomia.

O Sistema CFB/CRB é composto pelo Conselho Federal de Biblioteconomia e pelos Conselhos Regionais de Biblioteconomia. O objetivo do Sistema CFB/CRB é atuar em prol da sociedade brasileira por meio da sua principal missão: fiscalizar o exercício profissional do bibliotecário, cuja operacionalização é feita pelos Conselhos Regionais. Para o Sistema CFB/CRB um país aparelhado com bibliotecas contribuirá na formação de cidadãos esclarecidos, críticos e participativos, condição sine qua non para o progresso de uma nação.

Fonte: SEGS

Biblioteca oferece bibliografia antirracista para celebrar Dia da Consciência Negra

A Biblioteca do Senado lançou um boletim de bibliografias selecionadas em comemoração ao Dia da Consciência Negra. Chamado de “Branquitude e Antirracismo: Alianças Possíveis”, a lista traz diversos títulos que incentivam a reflexão sobre o racismo no Brasil e promovem o debate sobre as relações raciais e o papel dos indivíduos na luta antirracista. Entre os livros selecionados estão: Não basta não ser racista, sejamos antirracistas, de Robin Diangelo; Tecendo redes antirracistas: Áfricas, Brasis, Portugal, de Anderson Ribeiro Oliva e O povo brasileiro, de Darcy Ribeiro. As obras selecionadas estão disponíveis no site da Rede Virtual de Bibliotecas (RVBI). A reportagem é de Lara Kinue.

Fonte: Agência Senado

Biblioteca Mário Quintana, em Santos, comemora Dia da Consciência Negra

Sarau será realizado remotamente via Google Meet

Empréstimo de livros, por enquanto, não está sendo feito
Foto: Divulgação/PMS

Para comemorar o Dia da Consciência Negra (20 de novembro), a Biblioteca Mário Quintana, da Secretaria de Educação (Seduc), realizará nesta quinta-feira (19), às 19h, o Sarau na Quinta, com o tema Mama África, no modo remoto, via Google Meet (meet.google.com/zrn-aayg-axd).

“A proposta do Sarau deste mês é dar relevância às escritoras negras brasileiras que nos brindam com seu talento em maravilhosas obras.  Ao ler essas mulheres negras que furaram o cerco, encontramos espelhos que permitem reconhecimento pelas histórias, pelos escritos e pelas vivências. E nos traz esperança de um futuro mais igualitário, pois essa perspectiva é vislumbrada e atestada nos poemas e prosas dessas brilhantes autoras”, explicou a chefe da seção de biblioteconomia da Seduc, Cristina Zinezi.

O encontro contemplará as obras das escritoras Conceição Evaristo, Miriam Alves, Esmeralda Ribeiro, Geni Guimarães, Carolina Maria de Jesus, Jarid Arraes, Mel Duarte, Kiussan de Oliveira e Michelle Souza. A última é ex-aluna da rede municipal e escreveu o livro ‘Avoa’, publicação que contou com o apoio da Prefeitura, investimento da iniciativa privada e edição da Realejo Livros.

O Sarau de dezembro será no dia 17, com o tema ‘Da minha janela vejo o futuro’ e em breve será divulgado o endereço de acesso.

Biblioteca Mário Quintana – Situado no Centro Darcy Ribeiro (Rua São Paulo, 40A), o espaço, sede da Seção de Biblioteconomia da Seduc, é especializado na área da Educação e ainda concentra diversificado acervo literário. Neste período de pandemia, não estão sendo feitos empréstimos.

Fonte: Diário do Litoral

‘Sempre fui em busca dos meus sonhos, como ela’, diz bibliotecária sobre escritora Carolina Maria de Jesus

Izabel Monteiro, de 33 anos, trabalha na Biblioteca Carolina Maria de Jesus, do Museu Afro Brasil, em SP, e vê similaridades entre sua vida e a da escritora negra autora de ‘Quarto de Despejo’. Série especial do G1 ‘O que nos une’ marca semana da Consciência Negra.

Texto por Fábio Tito

Antes de entrar na faculdade para cursar biblioteconomia, Izabel Monteiro, de 33 anos, fez um preparatório no Cursinho Popular Carolina de Jesus, no Capão Redondo, Zona Sul de São Paulo. Saiu de lá, como diversos outros estudantes, sem saber sequer que era uma importante escritora negra quem dava nome ao local.

Também mal sabia que essa coincidência faria tanto sentido poucos anos depois, quando conseguiu um estágio na Biblioteca Carolina Maria de Jesus, que faz parte do Museu Afro Brasil, no Parque Ibirapuera.

Na semana da Consciência Negra, o G1 publica a série especial “O que nos une”. As reportagens lembram personagens negros e negras importantes na história do Brasil, através do olhar de pessoas inspiradas por eles ou que têm trajetórias similares.

Izabel Monteiro, responsável pela Biblioteca Carolina Maria de Jesus, em São Paulo, exalta a memória da escritora e seu ‘diário de uma favelada’. Ela posou para fotos no amanhecer diante do museu onde trabalha, no Parque Ibirapuera — Foto: Fábio Tito/G1

“Até então eu não sabia a importância dessa mulher negra na literatura brasileira. E aí eu vim trabalhar no museu, onde tive o contato com as obras da Carolina. Inclusive, eu li todos os livros da Carolina, sou fã da escrita dela. Preservar essa memória é uma responsabilidade muito grande, um desafio que eu faço com o maior orgulho”, afirma Izabel.

Não por acaso, os olhos da bibliotecária brilham quando alguém pergunta sobre Carolina. Depois de estudar sobre a vida da escritora, Izabel viu familiaridades entre a história delas duas.

Carolina Maria de Jesus saiu de Sacramento, no interior de MG, para tentar a vida em São Paulo, onde se instalou na favela do Canindé, na Zona Central. Os pais de Izabel também haviam deixado o Nordeste em busca de oportunidades na cidade grande do Sudeste.

Leia a matéria completa publicada pelo G1

Assistência de bibliotecários poderá ser obrigatória em bibliotecas escolares

Projeto é do senador Jorge Kajuru (Cidadania-GO). Fonte: Agência Senado

As bibliotecas das instituições de ensino deverão contar com a assistência de bibliotecários, conforme o projeto apresentado pelo senador Jorge Kajuru (Cidadania-GO) no início deste ano. A proposta (PL 226/2020) se soma ao programa de universalização de bibliotecas escolares, tornando obrigatório o apoio de bibliotecários “segundo a dimensão dos respectivos acervos e quantitativo de usuários” em termos a serem determinados em regulamento.

Na justificação do projeto, Kajuru sugere preferencialmente a presença do bibliotecário nas escolas, ou pelo menos a assistências de profissionais capacitados nas bibliotecas. Ele associou a medida à “efetiva democratização do acesso à informação e à leitura”, dinamizando as bibliotecas e contribuindo para a formação de cidadãos cientes de seus direitos e deveres.

“Há de se ter em mente, contudo, que a biblioteca, escolar ou não, precisa ser vista em sua missão de estímulo à leitura, de criação de estratégias para a frequência bem-sucedida às suas instalações, e de oportunização do contato do leitor com o que existe de melhor e mais adequado na literatura que disponibiliza ao seu público”, argumenta Kajuru.

A universalização das bibliotecas nas instituições de ensino públicas e privadas do país, mediante “esforços progressivos” dos sistemas de ensino do país no prazo de dez anos, é estabelecida pela Lei 12.244/2010. Além de obrigar as escolas a manter bibliotecas com acervo de, no mínimo, um título para cada aluno matriculado, a lei impõe aos sistemas de ensino a adoção de medidas para gradual ampliação dos acervos “conforme sua realidade”.

Apresentado em 11 de fevereiro, o projeto foi encaminhado para a apreciação da Comissão de Educação, Cultura e Esporte (CE), onde aguarda designação do relator. O senador Zequinha Marinho (PSC-PA), originalmente designado para a relatoria, devolveu o projeto para redistribuição.

Fonte: Agência Senado

“Bibliotecário lê livros por telefone a idosos em casas de repouso de cidade da Espanha”

“O projeto “Contos por telefone” foi idealizado por Juan Sobrino para que idosos continuassem ouvindo histórias mesmo à distância.| Foto: Reprodução/Facebook Ayuntamento Soto del Real”

“Juan Sobrino é bibliotecário na Biblioteca Municipal Pedro Lorenzo, em Soto del Real, Madri. Ele, juntamente com outros funcionários da instituição e voluntários, costuma ir a casas de repouso para ler aos idosos que nelas vivem. O programa de leitura nas casas existe desde 2015 e a rotina sempre foi selecionar um título interessante aos ouvintes e sentar-se ao lado deles para ler. Mas, com a pandemia, isso não foi mais possível.”

“Então, o que fazer para manter os idosos de Soto del Real entretidos nas casas de repouso, se não era mais possível ter contato físico com eles por conta das restrições? Foi aí que Juan teve a ideia de ler os livros por telefone e criou o Cuentos por teléfono. “Pensei nos idosos, que são os mais vulneráveis ​​à Covid-19 e que não podem sair de casa com frequência, e também naqueles que estão em lares de cuidado especial e não podem receber visitas de familiares ou amigos”, contou Juan em entrevista à prefeitura de Soto del Real.”

“E apesar de o momento não ser dos melhores, a pandemia trouxe um progresso: levar o programa de leituras para o telefone, melhorou a frequência com que ele acontece. Ao El País Juan contou que agora os idosos podem ouvir novas histórias uma vez por semana e não precisam mais esperar um mês. Além disso, foi feito um reforço para que cada voluntário fale sempre com a mesma pessoa. A intenção é criar um vínculo afetivo para que cada vez mais os voluntários saibam o que aquele idoso gosta de ouvir, acertando em cheio seus corações.”

Leia a matéria completa publicada pelo Sempre Família

Qual o mercado da biblioteconomia?

Qual o mercado da Biblioteconomia?

Segundo Rossetti (2000) mercado é determinado local onde os agentes econômicos realizam as suas transações.

Na teoria vemos diversas publicações dizendo que o bibliotecário pode atuar em qualquer tipo de empresa pois a sua atuação não está presa ao suporte físico, mas sim ao gerenciamento da informação, esta premissa pode ser verdadeira, mas não se reflete na oferta de vagas de emprego e trabalhos.

Empresas e empregadores não veem o Bibliotecário como um profissional que possa ser útil na empresa, se isto fosse verdade não teríamos tantos colegas desempregados.

A maioria das vagas onde aparece o termo “bibliotecário” ainda está no segmento biblioteca escolar/universitária, temos muita dificuldade de ampliar o “mercado” de atuação, umas das causas acredito ser que a maioria da produção de conteúdo dos eventos, publicações e postagens nas redes sociais da nossa área são voltadas para a biblioteca tradicional.

As empresas não percebem que o bibliotecário pode atuar em outras áreas pois não veem eles falando sobre outras áreas.

Para fugir da nossa “bolha” é preciso entender a necessidade dos outros “mercados”, para isto é preciso participar de eventos na área jurídica, engenharia, médica, etc. Entender quais são as necessidades informacionais e como podemos desenvolver produtos e serviços que resolvam os problemas.

Quem contrata ou emprega quer uma solução eficiente e rápida, não importa tanto o que está escrito no diploma do profissional, mas que ele demonstre experiência e conhecimento na área.

Em breve teremos um aumento de profissionais pela oferta do curso de Biblioteconomia EAD nas instituições federais, é preciso repensar que tipo de profissional será formado, pois a oferta de vagas atual é limitada e se não conseguirmos ampliar o mercado de atuação a situação será cada vez mais crítica.

Espero que cada vez mais os eventos da Biblioteconomia sejam voltados para outros segmentos, deixando de falar apenas para nós mesmos, entendendo os problemas de outras áreas.

ROSSETTI, José R. Introdução à economia. 18.ed. São Paulo: Atlas, 2000.

Fonte: Bibliovagas

OS BIBLIOTECÁRIOS E A RESPONSABILIDADE TÉCNICA PELA GESTÃO DO PNLD – 1º ENCONTRO

Fernanda Frambach (mestre em Educação) e Marília Paiva (presdenta do CRB6) debatem essa questão ao vivo nos canais da Biblioo

O Ministério da Educação (MEC) e o Fundo Nacional da Educação Básica (FNDE) publicaram no último dia 07 de outubro a Resolução 12/2020 que dispõe sobre o Programa Nacional do Livro e do Material Didático (PNLD), responsável por prover as escolas públicas de educação básica com obras didáticas, pedagógicas e literárias, entre outros materiais de apoio à prática educativa.

Por essa Resolução, as redes de ensino participantes que tenham 2 mil estudantes matriculados ou mais, deverão disponibilizar bibliotecários com o devido registro no Conselho Federal de Biblioteconomia (CFB), que assumirão a responsabilidade técnica pela gestão do PNLD em seu âmbito de atuação, gerindo o conhecimento, as bibliotecas previstas na Lei nº 12.244/2010 e os materiais disponibilizados no âmbito desta Resolução.

Ainda de acordo com essa Reolução, a quantidade de bibliotecários a serem disponibilizados por rede de ensino e os prazos para o atendimento dessa exigência serão definidos em resolução específica. Segundo a Resolução, as atribuições e vedações dos profissionais de biblioteconomia serão regulamentadas pelo CFB, que será responsável pela realização, atualização e acompanhamento do cadastro nacional de bibliotecários responsáveis pelo PNLD, devendo informar ao FNDE os casos de descumprimento do estabelecido nesse artigo.

Várias questão nesta Reolução não ficaram claras. Por exemplo: Como o Conselho Federal de Biblioteconomia e/ou os Conselhos Regionais de Biblioteconomia devem atuar para garantir a previsão estabelecida nesta Resolução? A referida Resolução fala que os bibliotecários “assumirão a responsabilidade técnica pela gestão do PNLD em seu âmbito de atuação”, mas não explica o que seria essa “responsabilidade técnica”. E mais: o que seria o “cadastro nacional de bibliotecários responsáveis pelo PNLD” a que se refere a Resolução?

Em função disso, a Biblioo contactou o Conselho Federal de Biblioteconomia que respondeu informando que o CFB entrou em contato com o FNDE a fim de solicitar uma reunião para discutir e esclarecer os pontos da Resolução MEC/FNDE nº 12. Segundo o Conselho, após a realização dessa reunião, ainda sem data definida, a entidade dará os esclarecimentos devidos.

Para entender essa questão, a #Biblioo, em parceria com o Conselho Regional de Biblioteconomia da 7ª Região (CRB7), realiza uma série debates ao vivo pela internet com profissionais e pesquisadores. Nesse primeiro encontro, vamos falar com Fernanda Frambach (mestre em Educação) e Marília Paiva (presdenta do CRB6) nesta quarta-feira, 04/11, às 18h. A transmissão ocorre simultâneamente no Facebook e YouTube da Biblioo, além do site. Não perca!

Marília de A. M. de Paiva, além de presidenta do CRB6, é doutora (2016) e mestre (2008) em Ciência da Informação pela Escola de Ciência da Informação da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), onde cursou a graduação em biblioteconomia (2004). Atualmente é professora adjunta da Escola de Ciência da Informação da UFMG, atuando no Departamento de Organização e Tratamento da Informação, ministrando disciplinas do curso de graduação em biblioteconomia.

Fernanda de Araújo Frambach é doutoranda em Educação e mestre em Educação pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Especialista em Literatura Infanto-juvenil pela Universidade Federal Fluminense (UFF) e graduada em Letras, com licenciatura em Português e Literaturas, pela mesma instituição. É Professora da Fundação Municipal de Educação de Niterói. Trabalha atualmente na Diretoria de 1º e 2º ciclos da Superintendência de Desenvolvimento de Ensino desta Rede Municipal, compondo o Núcleo de Alfabetização da Rede Municipal de Niterói.

Fonte: Biblioo

Suécia abre primeira biblioteca de livros censurados do mundo, inclusive os de Paulo Coelho

O acervo inclui os livros do autor brasileiro Paulo Coelho, que em 2011 saíram de circulação no Irã quando o regime cassou a licença da editora iraniana que detinha os direitos das obras.

Nas prateleiras da biblioteca Dawit.Isaak, estão exemplares de obras que são ou já foram censuradas ou queimadas em diferentes países, escritas por autores que enfrentaram a prisão, a censura ou o exílio — Foto: Divulgação

A nova Biblioteca Dawitt Isaak, especializada em livros censurados no mundo, foi inaugurada no complexo do Arquivo Geral da cidade de Malmö, no sul da Suécia. O nome é uma homenagem ao jornalista e autor Dawit Isaak, que desde 2001 é mantido preso sem julgamento na Eritréia por ter publicado críticas ao regime. Nascido no país africano, Isaak tem cidadania sueca e em 2003 foi homenageado com o Prêmio Liberdade de Expressão, concedido pela organização Repórteres Sem Fronteiras na Suécia.

Nas prateleiras da biblioteca, estão exemplares de obras que são ou já foram censuradas ou queimadas em diferentes países, escritas por autores que enfrentaram a prisão, a censura ou o exílio. O acervo reúne ainda músicas e peças teatrais proibidas, e ampla literatura sobre liberdade de expressão, censura e democracia.

“A censura não é algo que pertence à história. Autores ainda são ameaçados, ainda que as razões para tal variem de país para país em diferentes períodos. E ainda é difícil ter acesso a literatura contemporânea proibida ou censurada em diversos países. Nesse sentido, a biblioteca cumpre um importante papel”, disse à RFI Emelie Wieslander, diretora da biblioteca e chefe do departamento de Documentação e Liberdade de Expressão do Arquivo Geral de Malmö.

A nova biblioteca abriga tanto obras antigas como contemporâneas. Algumas são famosas pelo fato de seus autores terem sido ameaçados ou perseguidos – um exemplo é o livro Versos Satânicos, do anglo-indiano Salman Rushdie. A obra foi considerada ofensiva ao profeta Maomé por lideranças islâmicas, e em 1989 Rushdie foi condenado à morte pelo então líder religioso do Irã, o aiatolá Khomeini.

Outros exemplos são menos conhecidos: O Touro Ferdinando, do americano Munro Leaf, foi proibido pelo regime de Franco na Espanha por ter sido considerado “propaganda pacifista”, e na Alemanha de Adolf Hitler todos os exemplares foram queimados. “A cidade de Malmö tem forte tradição de trabalhar pela liberdade artística, e oferece por exemplo refúgio para autores e artistas em situação de risco”, destaca a diretora da biblioteca.

Lei o texto completo publicado pelo G1

Mentalidade Digital Para Serviços Bibliotecários: Algumas Divagações

Texto por Fernando Modesto

Décadas atrás, o sucesso para adentrar no mercado de trabalho era possuir um diploma, mas não um diploma qualquer; tinha que ser um diploma de datilografia.

Requisito essencial para ocupar funções, ainda que gerais, em qualquer escritório, departamento de empresa ou repartição pública. Recordo-me que em Campinas, SP, existiam várias escolas de datilografia, e as indicadas eram as patrocinadas pela marca “Olivetti”. Possuo até hoje meu diploma de datilógrafo, obtido em um curso então localizado em prédio existente na Av. Francisco Glicério, ao lado do Largo da Catedral (ou Praça José Bonifácio).

À época (década de 1970), reinava uma mentalidade eletroeletrônica, em um mundo físico e extremamente analógico. Para um bibliotecário do período, o diploma de datilografia era muito útil. Catálogos eram impressos e os processos de disseminação seletiva da informação realizados em máquina de escrever.

Porém, com os anos chegaram os microcomputadores, as impressoras, os softwares de editoração, a internet – e da noite para o dia as escolas de datilografia sumiram do mapa, como também sumiram os catálogos em ficha e o prazer de exibir o diploma de datilografia. A mentalidade também mudou ou segue em mudança.

Na atualidade, neste cenário de pandemia, evidencia-se um mundo altamente interconectado, mas ainda sem alcançar o seu potencial máximo. Há uma variedade de inovações e saberes tecnológicos disponíveis, ao mesmo tempo em que se convive com uma lacuna geracional no domínio de competências e de aproveitamento desta variedade.

Embora o ambiente digital se envolva na vida cotidiana das pessoas, em um processo contínuo; há os que se sentem confortáveis no uso de recursos tecnológicos e, assim, detêm uma maior vantagem em relação aos que se sentem pouco ou nada confortáveis.

Estudos destacam a necessidade de se desenvolver uma mentalidade “digital” (ou mindset digital), para minimizar as lacunas de domínio e uso tecnológico. Para tentar compreender o significado de mentalidade digital, é preciso compreender que o “digital” se refere tanto às pessoas como as tecnologias, em uma integração de ambos visando resultados em benefício humano.

Leia o texto completo publicado pelo INFOhome

Livros e Bibliotecas empoderam mentes para transformações

Texto por Carlos Magno Corrêa Dias

Foto: Biblioteca Nacional.

Em 29 de outubro de 2020, a Biblioteca Nacional do Brasil (BNBR), oficialmente denominada Fundação Biblioteca Nacional (FBN), completa seus 210 anos de fundação.

Fundada em 29 de outubro de 1810 a FBN originou-se com a transferência da Real Biblioteca Portuguesa para o Brasil. Registros dão conta que o acervo inicial chegou ao Rio de Janeiro em 1808 sendo constituído além de livros de um grande conjunto de manuscritos, mapas, estampas, moedas e medalhas.

A Biblioteca Nacional do Brasil é a depositária do patrimônio bibliográfico e documental do Brasil. Ao salvaguardar a bibliografia brasileira corrente a FBN assegura o registro e a guarda da produção intelectual nacional e defende e preserva a língua e a cultura nacionais.

A UNESCO (Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura) considera a FBN uma das dez maiores Bibliotecas Nacionais do mundo e a maior da América Latina.

Hoje o acervo da FBN é formado por mais de dez milhões de itens. Por ano o acervo é acrescido de cerca de 24 mil volumes de livros e de 60 mil fascículos de periódicos. O acervo é composto de muitas raridades tais como a primeira edição de Os Lusíadas (de 1572), o primeiro jornal impresso do mundo (de 1601), a Bíblia de Mogúncia (de 1462), a Bíblia Poliglota de Antuérpia (de 1569), a primeira edição da Arte da gramática da língua portuguesa (1595), dentre outras.

Cabe observar que a Biblioteca Nacional, mantida pelo governo, é uma Biblioteca que tem a função de ser o repositório do patrimônio bibliográfico nacional. Assim, a Biblioteca Nacional reúne coleções únicas e históricas de acesso restrito os quais, na maioria das vezes, não podem ser emprestados pelo público em geral. Diferente do Arquivo Nacional a Biblioteca Nacional não guarda documentos administrativos ou legais, mas é responsável pelo controle bibliográfico “mediante registro, coleta e guarda das obras bibliográficas publicadas no país seguindo a Lei Federal de Depósito Legal (Lei Número 10.994, de 14 de dezembro de 2004).

Em homenagem à Biblioteca Nacional foi criado o Dia Nacional do Livro a ser celebrado a cada dia 29 de outubro. O Dia Nacional do Livro foi oficializado pela Lei número 5.191 2, de 18 de dezembro de 1966.

Saliente-se, também, que pelo Decreto número 84.631, de 9 de abril de 1980, foi instituída no Brasil a Semana Nacional do Livro e da Biblioteca (SNLB) a ser celebrada de 23 de outubro a 29 de outubro para “incentivar a leitura e a construção do conhecimento através da difusão do livro, da informação e do acesso a diversas formas de manifestações artísticas e culturais”.

Leia o texto completo publicado pela Federação Nacional do Engenheiros

Protocolos de Segurança Pós COVID-19 nas Bibliotecas – TOI 2020 Online

Este painel será apresentado no canal SophiA do YouTube, e fará parte da programação do TOI 2020, Congresso Internacional em Tecnologia e Organização da Informação, organizado pelo Prof. Francisco Carlos Paletta, da ECA/USP, em parceria com o SophiA Biblioteca.

O painel reunirá quatro renomadas instituições brasileiras que desenvolveram protocolos relativos aos cuidados com os usuários, colaboradores e acervos e como está a aplicação destes protocolos.

Os painelistas falarão sobre como as decisões foram tomadas em relação a quarentena do acervo, ajustes no espaço físico das bibliotecas, proteção definida aos funcionários, as principais fontes de referência consultadas e qual a resposta da instituição e dos usuários. Também será abordado como as bibliotecas mantiveram suas atividades durante a pandemia e quais serviços foram desenvolvidos em decorrência desta situação ímpar.

Atenção: emitiremos certificados para os inscritos que estiverem assistindo à transmissão ao vivo. Um link para solicitar seu certificado será disponibilizado durante a live, então fique atento!

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Data: 24/11/20, terça-feira

Horário: 10h00

Canal: do software SophiA, no Youtube

Mais informações e  inscrições: https://www.sophia.com.br/feiras-e-eventos/protocolos-de-seguranca-em-bibliotecas

Biblioteca Municipal de Avaré aceita doações de livros

Segundo a prefeitura, apenas títulos de literatura infantojuvenil, biografias, gibis e livros técnicos atualizados serão aceitos.

Biblioteca municipal de Avaré está aceitando doações de livros — Foto: Divulgação

A Biblioteca Municipal “Professor Francisco Rodrigues dos Santos” de Avaré (SP) está aceitando doações de livros para compor o acervo.

Segundo a prefeitura, apenas títulos de literatura infantojuvenil, biografias, gibis e livros técnicos atualizados serão aceitos. Enciclopédias, coleções, livros didáticos e revistas não podem ser doados.

Ainda de acordo com a prefeitura, os livros doados devem estar embalados em plástico ou sacolas bem fechadas.

Leia a matéria completa publicada pelo site G1

Biblioteca pública retoma empréstimo de livros em Itapetininga:

Segundo a prefeitura, após a devolução, os livros são higienizados e passam por um período de quarentena de sete dias, evitando assim, possíveis contaminações pela Covid-19.

Biblioteca pública retoma empréstimo de livros em Itapetininga — Foto: Mike Adas/TV TEM

 

A biblioteca municipal Dr. Júlio Prestes de Albuquerque, em Itapetininga (SP), voltou a liberar empréstimos de livros. Não é necessário agendar horário para o atendimento.

Segundo a prefeitura, após a devolução, os livros são higienizados e passam por um período de quarentena de sete dias, evitando assim, possíveis contaminações pela Covid-19.

A biblioteca também oferece a possibilidade de acessar o acervo virtual, que tem mais de 30 mil exemplares de diversos gêneros literários.

Outras atividades da biblioteca, como troca de livros, Clube de Poesia e Lê no Ninho, oficinas e demais encontros serão retomadas posteriormente para oferecer mais segurança aos participantes.

O espaço funciona das 10h às 16h e fica na Rua Campos Salles, número 175 – Centro. Mais informações também podem ser obtidas pelo telefone (15) 3272-3265 ou pelo Whatsapp (15) 99825-6949, entre 8h e 14h, de segunda a sexta-feira.

Leia a matéria completa publicada pelo site G1

Bibliotecas escolares – livros nas estantes, ou leituras que promovem aprendizagem?

A partir dos resultados da pesquisa Retratos da Leitura, a bibliotecária Maria das Graças Monteiro Castro analisa o papel das bibliotecas escolares na formação de leitores

Parte-se do pressuposto que todo trabalho pedagógico de qualidade a ser oferecido aos estudantes deve proporcionar o acesso aos bens culturais produzidos socialmente e garantir as condições concretas para a construção das estruturas que os capacitem a um processo de educação permanente. Para que isso ocorra entendemos que a biblioteca da escola é o elemento fundamental para que o indivíduo construa o primeiro elo com o capital do conhecimento acumulado ao longo da história, cujo registro tenha-se dado sob a forma do texto escrito.

© Monkey Business / Shutterstock

É na escola que a maioria das crianças brasileiras têm contato com a formalização do texto escrito, por meio do livro didático e a literatura. Cabe à biblioteca garantir e ampliar esse acesso por meio de outros suportes informacionais necessários à formação leitora. É necessário que se valorizem as escolas e suas bibliotecas como espaços de leitura e formação contínua de uma comunidade leitora, mediante a observação de dois aspectos: o fluxo real de informação, ou seja, aquele que alimenta as ações; e as demandas da biblioteca, bem como as possibilidades pedagógicas que devem ser definidas por intermédio da construção de um planejamento conjunto entre a biblioteca e a escola.

As bibliotecas escolares devem ser constituídas considerando o segmento educacional em que estão inseridas: Educação Infantil, Ensino Fundamental, Ensino Médio e Educação de Jovens e Adultos.

Assim, para que a biblioteca da escola passe a promover processos de aprendizagem valendo-se de seus acervos, muito há a ser revisto, uma vez que as condições concretas para que essa premissa se cumpra não estão postas.

A leitura e a análise inicial da 5ª. Edição da Retratos da Leitura no Brasil, pesquisa realizada em todo o Brasil e coordenada pelo Instituto Pró-Livro em parceria com o Itaú Cultural, apontam-nos aspectos e indicadores que sustentam a percepção de que a biblioteca tem atuado pouco, para além das atividades obrigatórias do sistema de ensino.

A pesquisa Retratos da Leitura definiu como eixo estratégico os estudos sobre o comportamento leitor do brasileiro, especificamente em relação à literatura. E uma das categorias pesquisadas foi sobre o acesso aos livros, o consumo e a percepção e uso das bibliotecas, sejam elas públicas, escolares ou universitárias, como equipamento social que promove a disseminação desse suporte.

A pesquisa buscou traçar o comportamento do leitor mediante as seguintes categorias de análise: intensidade, forma, limitações, motivações, representações e as condições de leitura e acesso ao livro – impresso e digital – pela população brasileira com cinco anos ou mais, alfabetizada ou não.

A pesquisa considerou como leitor aquele sujeito que leu um livro inteiro ou em partes nos últimos três meses, bem como dois blocos de perguntas que abordaram a percepção que o entrevistado tem de biblioteca e do uso que faz desse equipamento social. Foram levantadas as seguintes questões: o que a biblioteca representa; a frequência e o tipo de biblioteca que frequenta; as motivações que o levam à biblioteca; o perfil do usuário: escolaridade, idade e motivações; a avaliação dos serviços da biblioteca que frequentam: atendimento, existência dos livros procurados e por que procuram esses livros.

Para que possamos avaliar os resultados da pesquisa, retomo à pesquisa realizada em 2019 – Retratos da Leitura – Bibliotecas Escolares -, que buscou identificar o impacto das bibliotecas na aprendizagem dos alunos. E os resultados que se aproximam são:

• Existe uma relação direta entre escolaridade e uso da biblioteca;

• Quanto maior a escolaridade e renda, maior é a relação com a leitura;

• A participação do professor é determinante na busca e leitura de um livro;

• A frequência e a motivação para usar a biblioteca são determinadas pelas necessidades escolares: tarefas; trabalhos e indicações de livros literários;

• A predominância do usuário da biblioteca é de estudantes de todos os segmentos de ensino: Fundamental I e II, Ensino Médio e Ensino Superior;

• O índice de pessoas que não frequentam a biblioteca é muito alto, em torno de 68%, determinado pela falta de tempo, gosto e proximidade;

• A biblioteca escolar aparece como a terceira possibilidade de acesso ao livro e, quanto maior a estrutura, melhor a relação do usuário com a biblioteca;

• Quanto ao acervo, os entrevistados manifestaram que gostariam de ler livros mais novos, atuais e mais interessantes; no entanto, como a biblioteca não era foco do estudo, não conseguimos dimensionar a natureza do acervo que possuem.

• Mesmo com as diferenças regionais, esses resultados pouco se alteram.

Para que possamos considerar a biblioteca da escola como um espaço vivo e em construção permanente, formando leitores e cidadãos críticos e autônomos, mediante a promoção de encontros, conhecimento, investigação e leituras sustentados pela natureza do nível de ensino e das suas propostas pedagógicas, teremos de passar a considerar:

1. A necessidade de integrar biblioteca às ações pedagógicas do processo de educação formal;

2. A orientação na formação do acervo, no planejamento de suas ações e serviços para que atenda às especificidades do contexto pedagógico em que está inserida;

3. A compreensão das necessidades de cada segmento de ensino, para que possa atuar na formação do leitor de diferentes estruturas textuais. Nesse sentido, as pesquisas Retratos da Leitura no Brasil e Retratos da Leitura – Bibliotecas Escolares reúnem elementos e indicadores fundamentais, que precisam ser estudados, para que possamos constituir um sistema de bibliotecas escolares concebido considerando as necessidades específicas dos diferentes segmentos da educação formal. As bibliotecas da escola precisam ser concebidas como um equipamento social indispensável e responsável pela qualidade formativa do cidadão brasileiro, nos processos formais de ensino.

Fonte: PublishNews

Dia Nacional do Livro tem como referência fundação da Biblioteca Nacional

Nesta quinta-feira, dia 29 de outubro, comemora-se no Brasil o Dia Nacional do Livro. A data é regulamentada pela Lei Federal 5.191, de 13 de dezembro de 1966, que obriga as escolas públicas e particulares de ensino fundamental e médio a comemorarem-na sem interrupção dos trabalhos escolares. Coincide, não por acaso, com a fundação da Biblioteca Nacional, no Rio.

Nascida a 29 de outubro de 1810, no Rio de Janeiro, a Biblioteca Nacional foi criada inicialmente para abrigar o acervo da Real Biblioteca Portuguesa. A coleção chegara ao país em 1808, quando Dom João VI transferiu a Coroa para sua maior e mais importante colônia, o Brasil – logo depois o país abandonaria essa condição e entraria para o Reino Unido. Além de livros, havia manuscritos, mapas, estampas, moedas e medalhas.

Biblioteca Nacional, no Rio de Janeiro. Foto: Creative Commons/Halleypo

A Real Biblioteca era composta pela Biblioteca do Rei e pela Biblioteca da Casa do Infantado, esta destinada aos príncipes. Após a independência, passou a se chamar Biblioteca Imperial e Pública. Na República, foi rebatizada Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro. E, em 1948, adotou o nome pelo qual é conhecida até hoje: Biblioteca Nacional

Em 1821, D. João e sua Corte voltaram para Portugal e levaram parte dos documentos e livros da Biblioteca. Entretanto, muitos itens ficaram no acervo da biblioteca no Rio. Hoje, a Biblioteca Nacional é considerada a maior da América Latina e está entre as dez maiores do mundo.

Fonte: Biblioteca Parque Villa Lobos

BIBLIOTECAS DA PUC-CAMPINAS RETOMAM ATENDIMENTO PRESENCIAL VIA AGENDAMENTO ON-LINE

Além do catálogo LVMEN, a plataforma Teams auxilia no processo, concedendo também esclarecimentos aos estudantes

O Sistema de Bibliotecas e Informação da PUC-Campinas restabeleceu o atendimento para retirada e devoluções de materiais físicos, por meio de agendamento e consulta on-line. O serviço, paralisado desde a suspensão das atividades presenciais na Universidade, por conta da pandemia, utiliza o catálogo LVMEN para consulta e reserva das obras, além do chat do Teams para solução de eventuais dúvidas. Os atendimentos são feitos de segunda a sexta-feira, das 8h às 18h.

Para usufruir do serviço, o estudante deve acessar o catálogo LVMEN, pesquisando o título e conferindo a disponibilidade dos exemplares. Em seguida, deve clicar em solicitação de empréstimo. A plataforma pede alguns dados do usuário, tais como RA, unidade de ensino, e-mail e número de contato. Os horários de retirada podem variar de acordo com a demanda de cada biblioteca. Um tutorial com o passo a passo pode ser encontrado no QR code presente no banner, ou por meio do link http://bit.ly/se-sbi.

Segundo a coordenadora do SBI, Mirian Bezerra de Sousa, a plataforma Teams vem para reforçar o contato entre as bibliotecas e a Universidade. Será possível solicitar serviços como orientação à pesquisa, normas para trabalhos acadêmicos (ABNT, APA e Vancouver) e acesso às fontes de informação. “O chat do Teams é uma alternativa dinâmica ao tradicional e-mail, garantindo uma resposta imediata e a solução de qualquer dúvida”, explica a coordenadora.]

Leia a notícia completa publicada pela PUC Campinas

Senadores destacam Dia Nacional do Livro e defendem projetos de incentivo ao setor

Senadores destacaram a passagem do Dia Nacional do Livro, celebrado nesta quinta-feira (29). A data foi criada em 1810 em comemoração à fundação da primeira biblioteca brasileira, a Real Biblioteca, no Rio de Janeiro.

O senador Paulo Rocha (PT-PA) observou que ler é importante para a ampliação do conhecimento e para a saúde mental. “Leia. Leia sempre. Leia muito”, sugeriu em postagem no Twitter. O senador Confúcio Moura (MDB-RO) reforçou a mensagem. Para ele, o livro é uma fonte de conhecimento, por meio do qual somos transportados a “lugares fantásticos”. “Basta ter interesse e coragem de embarcar em diferentes histórias”, tuitou.

Já o senador Romário (Podemos-RJ) citou o poeta Mario Quintana (1906-1994) para exaltar a importância da leitura: “O livro traz a vantagem de a gente poder estar só e ao mesmo tempo acompanhado”. Quintana também foi escolhido pelo senador Cid Gomes (PDT-CE) para fazer sua homenagem. “Livros não mudam o mundo, quem muda o mundo são as pessoas. Os livros só mudam as pessoas”, citou o senador em sua postagem.

A venda de livros cresceu durante a pandemia. Pesquisa da Nielsen Book, coordenada pela Câmara Brasileira do Livro (CBL) e pelo Sindicato Nacional dos Editores de Livros (SNEL) mostrou que a receita do mercado editorial digital teve um crescimento de 140% em três anos. Balanço de setembro da Associação Nacional de Livrarias (ANL) revelou uma recuperação do mercado com crescimento de 8,1% em unidades e 10,6% em faturamento contra o mesmo período do ano passado, principalmente em função das vendas online.

O crescimento, porém, não recuperou a perda de 20% no faturamento total do setor de 2006 a 2019, de acordo com dados do SNEL. Por isso, o senador Jean Paul Prates (PT-RN) apresentou o PL 2.148/2020, que estabelece medidas para ajudar as micros, pequenas e médias empresas do setor editorial no período de calamidade pública.

Fomento 

O projeto acrescenta dispositivo na Política Nacional do Livro no Brasil (Lei 10.753, de 2003) para que instituições financeiras e agências de fomento públicas realizem abertura de linhas de crédito para empresas do setor editorial e livreiro, como refinanciamento de empréstimos existentes com instituições públicas ou privadas, flexibilização dos requisitos de análise de crédito e período de carência equivalente ao da duração do estado de calamidade. A matéria aguarda designação de relator.

Jean Paul Prates observa que a crise alcança o setor editorial em um momento delicado, sobretudo para pequenas e médias editoras e livrarias. Ele ressalta que o setor editorial e livreiro faz muito pela cultura e contribui para o debate intelectual, mesmo dispondo de poucos recursos.

“São essas editoras, por exemplo, que mais lançam e divulgam os novos autores brasileiros e obras estrangeiras de alto valor literário e pouco apelo de mercado. São essas livrarias que disseminam esse conhecimento na sociedade, apresentando e fazendo o livro chegar na casa de milhões de brasileiros”, sublinha.

Incentivo à leitura

Também tramitam no Senado projetos de lei com objetivo de facilitar e incentivar o hábito da leitura na população. Uma das propostas garante um acervo mínimo de livros às famílias de estudantes da educação básica. O PL 3.471/2019, do senador Jorge Kajuru (Cidadania-GO), assegura às famílias com filhos de até 17 anos matriculados em instituição pública de ensino o recebimento de dois livros, independentemente do número de filhos, a cada bimestre letivo, de conteúdo artístico ou científico. A distribuição do material será de responsabilidade da instituição de ensino em que o aluno estiver matriculado.

O projeto estabelece que a doação dos livros será financiada com recursos da União, não contabilizando a aplicação mínima de 18%, prevista no art. 212 da Constituição Federal, da receita resultante de impostos, para a manutenção e desenvolvimento do ensino.

“A ideia central dessa proposição é demonstrar que a cesta básica não se compõe somente de produtos alimentares. É preciso que os livros passem a fazer parte dela e do cotidiano de aquisição patrimonial das famílias brasileiras. Estudos têm mostrado a diferença positiva de desempenho na alfabetização de crianças, quando elas dispõem em casa de livros, jornais e revistas”, destaca o senador. O projeto ainda não tem relator.

Kajuru também é autor do PL 4.681/2019, que prevê que cada moradia do Programa Minha Casa Minha Vida seja entregue com um computador com aplicativos básicos e apto ao uso de internet, e ao menos 20 livros de humanidades, especialmente de literatura e obras de referência.

“A custos relativamente reduzidos, dada a crescente ampliação da escala na oferta de produtos e serviços de informática, o Estado pode induzir, sem controlar, o desenvolvimento espiritual da cidadania. E não há meio melhor para isso do que a leitura”, diz o senador ao justificar a proposta, que será relatada pelo senador Luiz Carlos Heinze (PP-RS).

Doação

Outra forma de facilitar o acesso da população aos livros é enriquecer o acervo das bibliotecas públicas. Para isso, o PL 4.657/2019, do senador licenciado Veneziano Vital do Rêgo (PSB-PB), oferece isenção da taxa de inscrição em concursos públicos para os candidatos que comprovarem a doação de livro novo a biblioteca pública. Quem comprovar a doação de livro usado em bom estado terá direito à redução da taxa em 50%.

“Grande parte das bibliotecas públicas nacionais encontra-se desprovida de acervo bibliográfico adequado para pleno atendimento da população. Este projeto de lei, portanto, visa corrigir essas duas dificuldades enfrentadas atualmente pelos estudantes, especialmente por aqueles que se dedicam a concursos públicos e demais processos seletivos: de um lado, oferece-se a isenção ou redução da taxa de inscrição e, de outro, guarnece-se as bibliotecas públicas nacionais de maior quantidade de obras”, diz Veneziano na proposta.

Há em análise no Senado ainda projeto para tornar lei federal a Recomendação 44, de 2013, do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) de que a cada livro lido pelo preso ele pode ter remição de quatro dias de pena. O PL 4.988/2019 também é de Kajuru, para quem o incentivo à leitura é estratégia importante para a pessoa para o retorno ao mercado e ajudar a reduzir a reincidência criminosa. Ambos os projetos aguardam a escolha de seus relatores.

Proposições legislativas

Fonte: Agência Senado

Clube de leitura do Memorial da América Latina discute obra de João do Rio

Terceiro encontro do Ler a América Latina acontece dia 14 de novembro

Terceiro encontro do Ler a América Latina acontece dia 14 de novembro (Foto: Divulgação)

O Memorial da América Latina promove, no dia 14 de novembro, o terceiro encontro do clube de leitura Ler a América Latina, iniciativa de fomento e valorização da literatura latino-americana do Cbeal (Centro Brasileiro de Estudos da América Latina).

O próximo encontro será sobre o conto “O bebê de tarlatana rosa”, do escritor brasileiro João do Rio, pseudônimo literário de Paulo Barreto. Publicada na coletânea Dentro da Noite, em 1910, a história narra o encontro entre Heitor e uma misteriosa figura mascarada durante o carnaval carioca.

Com o objetivo de fomentar a leitura e a discussão sobre a literatura latino-americana, o clube acontece uma vez por mês, aos sábados, com curadoria da equipe da Biblioteca Latino-Americana, todos realizados por meio da plataforma Zoom, sempre das 10h às 11h30.

Os contos selecionados para o projeto ficam disponíveis gratuitamente para download. Neste ciclo de 2020, com o tema Literatura Fantástica, já foram realizados encontros sobre “A chinela turca”, de Machado de Assis, e “A casa tomada”, de Julio Cortázer. Em dezembro, a atividade será sobre Horacio Quiroga.

Leia a matéria completa publicada pelo A Cidade ON Campinas

80 anos do Curso de Biblioteconomia da Escola de Sociologia e Política de São Paulo

Em comemoração aos 80 anos do curso de Biblioteconomia e Ciência da Informação, a Sociologia e Política – Escola de Humanidades está lançando o livro “Biblioteconomia: passado e futuro de uma profissão”.

Na próxima quarta-feira, dia 28, às 19h,  nossa comunidade (docentes, discentes e funcionários) se reunirá nesta comemoração online e convida você a participar desse evento que será muito especial para o curso de Biblioteconomia e Ciência da Informação, que faz parte da história da profissão no Brasil.

Confira a programação da live:

19h | Abertura (Prof. Dr. Angelo Del Vecchio – Diretor Geral)

19h15 | Apresentação do evento (Livro comemorativo e Website Biblio 80 anos) – (Profa. Dra. Valéria Valls – coordenadora do curso de Biblioteconomia)

19h30 | “Biblioteconomia: Passado e futuro de uma profissão” (Profa. Maria das Mercês Apóstolo e Profa. Adriana Souza)

20h | “Desafios da leitura em um mundo digital” (Prof. Dr. José Castilho Marques Neto)

Para assistir ao lançamento, acesse aqui!

Lançamento de livro

Biblioteconomia: passado e futuro de uma profissão

Editora Sociologia e Política

Quando: 28 de outubro de 2020, às 19h

Onde: canal no Youtube da FESPSP

Ebook: disponível para download aqui em formato e-pub e pdf

O papel dos bibliotecários no Dia Internacional da Biblioteca

Texto por Francisco Javier Leon Alvarez

Biblioteca Pública Municipal de La Orotava (Tenerife). (Fotografía: Francisco Javier León Álvarez)

Hoy escribo con sentimiento de causa desde mi puesto en la Biblioteca Pública Municipal de La Orotava (Tenerife, Canarias) y en relación al Día Internacional de la Biblioteca (24 de octubre). Probablemente, sé que habrá compañeros de profesión y ciudadanos que no compartan mi punto de vista por mi actitud crítica, pero, ahora mismo, expreso lo que siento y con lo que me identifico.

Aunque no lo parezca, dentro de algo más de tres meses se cumplirá el aniversario del primer caso de la COVID-19 en España. Por eso, mi intención es utilizar esta efeméride para lanzar un mensaje positivo, basado en la experiencia de quienes trabajamos en este sector profesional, aunque con realidades distintas, en función de cómo ha golpeado ese virus a cada municipio del país. Evidentemente, también se basa en la convivencia diaria con los usuarios y en sus demandas y planteamientos, que hacen más llevadera esta situación con el fin de avanzar y disfrutar de los servicios bibliotecarios.

En primer lugar, quiero agradecer a todos los que, durante estos últimos meses, han seguido confiando en el trabajo que hacemos en las bibliotecas públicas, a pesar de que muchas veces estamos limitados dentro de la heterogeneidad del sistema bibliotecario español, pero seguimos con el mismo espíritu de cumplir los principios básicos de acceso a la cultura en todas ellas.

A título personal, me reincorporé a mi puesto de trabajo tras el obligado confinamiento, utilizando guantes y mascarilla como medio de protección porque yo también era otro de los millones de españoles que, por primera vez, convivía con una pandemia de estas características y sin saber cómo evolucionaría, pese a que en Canarias no había golpeado tan duramente como en la Península.

Leia a matéria completa publicada pelo el.Diario.es

STF E CNJ FIRMAM ACORDO PARA COMPARTILHAMENTO DE INFORMAÇÕES BIBLIOGRÁFICAS

STF e CNJ firmam acordo para compartilhamento de informações bibliográficas

Supremo Tribunal Federal (STF) e o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) firmaram, nesta segunda-feira (19), um termo de cooperação técnica para o intercâmbio de informações, conhecimentos específicos e base de dados com o objetivo de estruturar a biblioteca digital do CNJ. A cooperação técnico-científica entre as instituições possibilitará, também, o acesso dos servidores do Conselho ao acervo físico da biblioteca do Supremo e ao empréstimo de obras.

O secretário-geral do Tribunal, Pedro Felipe de Oliveira Santos, afirmou que, como funcionam sob a mesma gestão do ministro Luiz Fux, o Supremo e o CNJ precisam atuar em colaboração, unir esforços, economizar custos e atuar em sinergia em todos os aspectos possíveis. Ele anunciou que este é o primeiro de diversos termos de cooperação que serão assinados entre Supremo e CNJ para compartilhar recursos materiais, conhecimento e informações.

O secretário-geral do STF informou que, com a criação da Secretaria de Altos Estudos, Pesquisa e Gestão da Informação o Supremo tem desenvolvido um conjunto de ações e iniciativas para compartilhar e difundir conhecimento e informações da instituição. “Vamos sempre trabalhar de forma sinérgica, compartilhada, para que possamos potencializar essa difusão”, disse Pedro Santos.

Leia a matéria completa publicada pelo Jusdecisum

Com mais de 100 livros lidos, socioeducanda é destaque durante a inauguração de biblioteca da Unidade de Internação

Na manhã de quarta-feira (14), aconteceu a solenidade de inauguração da Biblioteca da Unidade de Internação Provisória e Sentenciada Feminina

Texto por Aparecida Sousa

A formatação final da biblioteca é a realização de um sonho, com doações de livros e dedicação de todos os envolvidos

Na manhã de quarta-feira (14), aconteceu a solenidade de inauguração da Biblioteca da Unidade de Internação Provisória e Sentenciada Feminina (Unif), da Fundação Estadual de Atendimento Socioeducativo (Fease), destacando uma socioeducanda que, internada desde dezembro de 2019, até o momento já leu 132 livros.

Quando Maria (nome fictício), de Porto Velho, foi indagada sobre o que havia despertado o seu desejo pela leitura, respondeu: “o meu gosto de leitura começou quando minha mãe comprou uma máquina de lavar roupa e eu li o papelzinho que estava escrito as instruções, foi quando comecei”, disse sorrindo.

“A educação não transforma o mundo, educação muda pessoas e pessoas mudam o mundo”, disse o presidente da Fease, Antônio Francisco Gomes Silva, citando Paulo Freire.

Maria acredita que a leitura dos livros pode melhorar a sua vida e seu interior, e conclui dizendo: “espero poder levar essa leitura adiante, para que eu tenha uma vida melhor do que eu tinha antes e que eu possa refletir e isso me leve a muitos lugares melhores”.

Leia a matéria completa publicada pelo Tudo Rondônia

Busca por livros aumenta nos presídios do estado de São Paulo

Crescimento no empréstimo de obras literárias demonstra interesse de reeducandos por conhecimento e remição de pena durante pandemia

Durante a pandemia de COVID-19, diversos reeducandos da Secretaria da Administração Penitenciária (SAP) têm apostado na leitura. Com um acervo de mais de 120 mil livros disponíveis nos estabelecimentos penais da Coordenadoria de Unidades Prisionais da Região Metropolitana de São Paulo (Coremetro), a procura por obras literárias apresentou aumento nos últimos meses.

O crescimento ocorreu após a interrupção de atividades rotineiras nas unidades penais, visando evitar a disseminação da enfermidade no sistema prisional paulista. Na Penitenciária Feminina Sant’Ana (PFS), entre os meses de março e setembro deste ano, houve aumento na média de empréstimos de obras de 419 para 2.011 exemplares.

Protocolos

Vale lembrar que os protocolos sanitários da COVID-19 também são necessários para o empréstimo dos livros. As salas de leitura são frequentadas apenas pelos monitores reeducandos, as obras são escolhidas a partir de catálogo e, após a devolução, os livros são mantidos em “quarentena” por 72h antes de serem emprestados novamente.

Entre os reeducandos da Penitenciária I “José Parada Neto” e do Centro de Detenção Provisória (CDP) II de Guarulhos, os títulos mais procurados estão “O Código Da Vinci”, de Dan Brown, “Juízo Final”, de Sidney Sheldon, “Eu Receberia as Piores Notícias dos Seus Lindos Lábios”, de Marçal Aquino, “O Processo”, de Franz Kafka, entre outros.

Leia a matéria publicada pelo Governo do Estado de São Paulo

Biblioteca de São Paulo e Biblioteca Parque Villa-Lobos reabrem

Texto por Estadão Conteúdo

A Biblioteca de São Paulo e a Biblioteca Parque Villa-Lobos estão voltando aos poucos à rotina. Nesta sexta-feira, 16, às 11h, elas abrem suas portas para o público depois de mais de sete meses fechadas como medida para conter o avanço do coronavírus.

O horário de funcionamento, por enquanto, é reduzido: de segunda a sexta, das 11h às 15h. Quando os parques (a Biblioteca de São Paulo fica no da Juventude) reabrirem nos finais de semana, elas voltarão ao esquema de funcionamento de antes – de terça a domingo. A capacidade de atendimento será de 25%, com as instalações sendo higienizadas com frequência, segundo a Poisis, que administra as duas bibliotecas da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Estado de São Paulo.

O público não poderá fazer duas coisas que eram permitidas antes: manusear o acervo e doar livros. Mas os usuários poderão consultar o catálogo de acervo; emprestar, devolver, renovar e reservar livros; fazer a carteirinha de sócio ou renovar o cadastro; usar os computadores por uma hora; usar a sala de games e a área de tecnologias assistivas; agendar um espaço mais reservado para ler ou estudar e inscrever-se para participar das sessões de acolhimento.

As atividades culturais, como os clubes de leitura, continuam sendo realizados online.

“Nesses sete meses em que ficamos com as portas fechadas, aprendemos muito sobre atendimento remoto. Mas também constatamos que há coisas que precisamos fazer presencialmente e que muitas pessoas, e muitos dos nossos usuários, não têm acesso à internet ou têm acesso a uma internet de baixa qualidade. Mesmo o que pode ser feito remotamente não é acessível para parte da população. A importância de abrir a biblioteca neste momento é poder atender esses públicos – pessoas carentes de bibliotecas, para quem os serviços presenciais oferecidos são importantes. A prioridade na nossa volta é atender esse público: estudantes que precisam de espaço para estudar, pessoas que precisam de acesso à internet, pessoas que precisam de livro”, diz Pierre Ruprecht, diretor executivo da SP Leituras.

Quanto à segurança, ele reafirma que essa volta se dá com muitas restrições por causa da pandemia. “Preparamos nossas equipes e espaços para que as todos possam ter uma experiência segura dentro das bibliotecas, mas dependemos também de que as pessoas compreendam e respeitem os protocolos. Precisamos da cooperação de todos.”

Biblioteca de São Paulo

Av. Cruzeiro do Sul, 2630 – Santana

São Paulo

Tel. 2089-0800

Fonte: IstoÉ

Área de humanidades vai ganhar “escritório de pesquisa”

É o que planeja o novo diretor da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da USP, Paulo Martins

Texto por Claudia Costa

Prédio que abriga os cursos de Letras da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da USP – Foto: Cecília Bastos/USP Imagens

Com cerca de 14 mil estudantes (incluindo os cursos de extensão universitária), 429 docentes e 295 funcionários, a Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) é uma das maiores unidades da USP. E, se esses números já impressionam, há ainda a estrutura física composta de seis prédios: Casa de Cultura Japonesa, Edifício Professor Eurípedes Simões de Paula (Geografia e História), Edifício de Filosofia e Ciências Sociais, Edifício Professor Antonio Candido (Letras), Biblioteca Florestan Fernandes e o Prédio da Administração. Além disso, abriga os únicos dois Centros de Pesquisa, Inovação e Difusão (Cepids) de humanidades no Estado de São Paulo, financiados pela Fapesp (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo).

Desde o dia 26 de setembro passado, a FFLCH tem um novo diretor, o professor Paulo Martins, do Departamento de Letras Clássicas e Vernáculas, que já traçou um planejamento para os próximos cem dias de sua gestão. Segundo ele, o projeto prevê ações fundamentais. “A primeira delas é a constituição de um escritório de pesquisa, que irá atender não só os projetos ligados à Fapesp, mas também os diversos laboratórios e projetos individuais”, afirma Martins, acrescentando que esse escritório vai funcionar como um apoio de base aos pesquisadores. Ainda no âmbito da pesquisa, o diretor diz que foi constituída uma Comissão de Ética em Pesquisa, “algo inovador na área de humanidades dentro de uma universidade, e regulamentada pelo Conselho Nacional que trata da questão”.

O professor Paulo Martins, novo diretor da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da USP – Foto: Cicero Wandemberg

Uma segunda ação, gerada pela pandemia de covid-19, é a adequação dos espaços físicos visando a uma possível volta gradual dos estudantes à Universidade, como aponta Martins. “Talvez isso demore um pouco ainda. Mesmo entrando na fase azul, há ainda um prazo para começar a voltar”, informa. Além disso, Martins lembra a questão da segurança: “É preciso elaborar um plano de retorno que seja acolhido por todos e efetivamente seguro”. Segundo ele, “nesses próximos meses e no início do ano que vem, os esforços serão centrados na adaptação e na formulação de protocolos específicos que atendam ao protocolo da Universidade, mas com adaptações às características desta faculdade gigante”.

Em terceiro lugar, Martins pretende dinamizar a participação dos colegiados do Conselho Técnico-Administrativo (CTA) e da Congregação – tema tratado durante sua campanha eleitoral. “Nossa Congregação tem um número significativo de membros, que atualmente chega a cem integrantes, mas gostaríamos que a participação fosse mais efetiva”, espera Martins, citando um fato curioso: a pandemia já ocasionou uma melhora nessa dinâmica.

Outro ponto fundamental para Martins é estreitar as relações com funcionários e alunos. “Temos um histórico complexo dentro da faculdade, com uma comunidade acadêmica que se diferencia muito de outras unidades ligadas às exatas, biológicas e saúde, porque é muito questionadora e combativa. Precisamos construir um diálogo que seja efetivamente representativo e democrático”, afirma Martins, informando ainda que, na gestão anterior, da professora Maria Arminda do Nascimento Arruda, em que o hoje diretor ocupou a vice-diretoria, esse era um trabalho que exercia cotidianamente, principalmente através do contato entre as entidades representativas como sindicatos e centros acadêmicos. “Todos devem estar do mesmo lado, enfrentando de forma igual os problemas que surgem na atualidade, indistintamente.”

“Um ponto fundamental é a constituição de cursos interdisciplinares e transdisciplinares, em que os alunos percorreriam todas as estruturas didáticas da faculdade.

Segundo Martins, a manutenção dos seis prédios que compõem a FFLCH, incluindo a Biblioteca Florestan Fernandes e a Casa de Cultura Japonesa, é algo “impressionante”. Ele afirma que já houve um grande avanço nessa questão na gestão da professora Maria Arminda, que segundo ele, era muito firme na manutenção e principalmente na conservação desses espaços. “Porém, há dois prédios que ainda merecem atenção, o prédio de Filosofia e Ciências Sociais e a própria Administração, que estão com planos de reformas das estruturas”, relata.

No aspecto acadêmico, “ponto nevrálgico e fundamental”, nas palavras de Martins, é a constituição de cursos interdisciplinares e transdisciplinares, em que os alunos percorreriam todas as estruturas didáticas da FFLCH. Alguns já estão em estudos, diz, citando três: Estudos Clássicos (que perpassaria as áreas de grego, latim, filosofia antiga, ciência ou pensamento político antigo, antropologia e história), Estudos Ibero-Americanos (literatura espanhola, filosofia, ciência política, antropologia e outras) e Estudo do Oriente Médio (árabe, hebraico, geopolítica e história). “Possivelmente, teremos um curso relacionado à questão da Inteligência Artificial. Esse curso seria uma forma de mostrar que a FFLCH, muito além de aspectos específicos das humanidades, tem também essa interface com a tecnologia”, informa.

Vista interna do prédio dos Departamentos de Geografia e História da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da USP – Foto: Marcos Santos/USP Imagens

O “cuidado e o trato” com a Biblioteca Florestan Fernandes também estão entre as prioridades do atual diretor. “A Biblioteca Florestan Fernandes é a maior biblioteca de humanidades da América Latina”, afirma Martins. A primeira ação, além da manutenção do prédio, que inclui pintura e troca de telhado, é colocar a biblioteca em um patamar internacional. Segundo Martins, para isso ele conta com a colaboração da coordenadora da biblioteca, Adriana Ferrari, que possui uma larga experiência na área. Ela foi diretora do Sibi (Sistema Integrado de Bibliotecas) da USP e atuou na Secretaria da Cultura do Estado, em iniciativas como a construção das bibliotecas do Carandiru e do Parque Villa-Lobos. “Adaptação de espaços, reorganização de acervos, atenção com a digitalização de teses e a própria digitalização do acervo, fundamental nas atuais circunstâncias, são os pontos principais”, afirma Martins.

Em relação à sociabilização, Martins cita a Comissão de Direitos Humanos da FFLCH. “Temos uma comissão muito ativa, e vamos contratar uma psicóloga, já que enfrentamos com tristeza alguns suicídios nos últimos quatro anos, e precisamos pensar mais seriamente nisso.” Outro objetivo de Martins é atingir as metas do Projeto Acadêmico, de cuja elaboração fez parte e com o qual tem grande afinidade. “Agora estamos em uma etapa de checagem das metas qualitativas e quantitativas que atingimos nesse primeiro ano de vigência do Projeto Acadêmico”, informa.

“Estamos absolutamente qualificados a participar ativamente do debate políticoNão para fazer política, mas para uma interferência política no mundo atual.”

“Queremos mostrar para a sociedade o que estamos fazendo em termos de pesquisa e divulgação científica”, diz Martins. Para ele, neste momento de “política obscurantista”, em que o governo “não ataca só as humanidades, mas a ciência de modo geral”, ninguém está imune ao seu negacionismo. “Haja vista a questão ambiental, a questão da educação, da saúde, ou seja, ele está aí para negar tudo aquilo que a população brasileira construiu de positivo”, afirma, e continua: “Nós tínhamos uma educação em ritmo ascendente, mas vemos que o governo federal leva ao sucateamento visível com o esvaziamento das agências de pesquisa Capes e CNPq”. Quando se trata das humanidades especificamente, segundo Martins, “há um total descontrole, desde que o ex-ministro da Educação Abraham Weintraub lançou um movimento absolutamente desqualificado sobre as ciências humanas, em que refutava a filosofia e sociologia”. Para ele, “se não conseguimos valorizar aquilo que trata do humano, daquilo que é produção do intelecto humano, estamos diante do total caos”.

O diretor reitera que é preciso mostrar o que a FFLCH faz, e cita como exemplo o Centro de Estudos da Metrópole (CEM) – um dos Cepids financiados pela Fapesp -, que depois de 11 anos de existência acaba de ser aprovado para uma segunda fase. “É a maior base de dados do Brasil, que atende a todos os municípios e Estados, com mais de 600 aspectos estudados, envolvendo questões populacionais, ambientais e socioeconômicas para o estudo de políticas públicas.” Martins destaca ainda a participação da FFLCH no cenário político, algo tradicional da instituição, citando docentes dos seus departamentos que exerceram elevados cargos públicos – como o ex-presidente da República Fernando Henrique Cardoso e o ex-secretário de Imprensa do governo federal André Singer. “Estamos absolutamente qualificados a participar ativamente do debate público. Não para fazer política, mas para uma interferência política no mundo atual.”

Fonte: Jornal da USP

Lives da BN | “Personagens da BN: Ramiz Galvão, o Bibliotecário Perfeito”

“Amai sempre a Bibliotheca Nacional; alimentai sempre o fogo sagrado do patriotismo mais decidido, e eu, levita arrastado d’estes altares, applaudirei com effusão os vossos triumphos, porque serão sempre os meus”. Carta de despedida de Ramiz Galvão aos funcionários da Biblioteca Nacional. Rio, 24 de julho de 1882 (dois dias depois de ter sido exonerado do cargo).

Quem já visitou o belo prédio em que atualmente está situada a Biblioteca Nacional talvez tenha reparado que na entrada de uma de suas principais salas, conhecida por todos como “Obras Gerais”, há uma placa informando que aquele espaço tem outro nome: chama-se Sala Ramiz Galvão.

Mas quem foi Ramiz Galvão? Por que este homem foi objeto desta homenagem? A placa se refere a um enérgico diretor que presidiu a instituição entre 1870 e 1882 e tem como um de seus principais méritos ter lançado as bases para se definir o que deveria ser uma biblioteca nacional.

Leia a matéria completa publicada pela Biblioteca Nacional

Em livro, servidor da UFJF-GV fala sobre os desafios na gestão das bibliotecas dos campi avançados

Servidor da biblioteca da UFJF-GV, Allan Julio Santos assina capítulo que trata dos desafios em atuar e gerenciar essas unidades. (Imagem: Divulgação)

Quer conhecer um pouco a realidade das bibliotecas universitárias dos campi avançados? Então vale a pena dar uma conferida no livro “Leitura, acessibilidade e atuação d@s Bibliotecári@s”. A obra conta com a participação do servidor da Universidade Federal de Juiz de Fora em Governador Valadares (UFJF-GV), Allan Júlio Santos, que assina um capítulo que trata dos desafios em atuar e gerenciar essas unidades.

De acordo com Santos, o principal objetivo da obra é “a disseminação de ideias e ações no campo científico e acadêmico que fogem do lugar comum, com ideias inovadoras e apresentação de cenários factíveis de implementação” e fomentar discussões na área da biblioteconomia.

Na avaliação do servidor, o livro é relevante para a comunidade acadêmica porque destaca as soluções adotadas pela Biblioteca da UFJF-GV, onde ele atua, para superar dificuldades como o compartilhamento do espaço com outra instituição de ensino e a necessidade de adaptação dos produtos e serviços oferecidos às especificidades do campus.

Outra contribuição da obra é “apresentar temas correlatos que acrescentam na formação universitária, ao discutir a organização e disseminação da informação científica de forma acessível, utilizando para isso os canais das tecnologias da informação de modo prático e crítico”, frisa Santos.

Além do servidor da UFJF-GV, outros profissionais ligados à área contribuem com a publicação abordando temas como a atuação do bibliotecário escolar em rede, informática para pessoas com deficiência intelectual e informações acessíveis para usuários surdos em repositórios digitais.

Fonte: Universidade Federal de Juiz de Fora

“Revista BBM” faz o elogio dos preservadores de tesouros públicos

Publicação mostra a importância de colecionadores e restauradores de livros antigos para a cultura do Brasil

Texto por Roberto C. G. Castro

O amor aos livros é a primeira etapa do processo de produção da memória, destaca o Editorial da nova edição da Revista BBM – Foto: Cecília Bastos/USP Imagem

As pessoas que se dedicam a colecionar, preservar e restaurar livros antigos exercem uma função social da mais alta relevância. Com seu trabalho, elas evitam a perda, recuperam e colocam à disposição da sociedade valiosos patrimônios culturais, que dizem respeito à memória, à identidade e às aspirações de povos inteiros. É o caso dos bibliófilos brasileiros Rubens Borba de Moraes e José Mindlin, que transformaram as suas coleções particulares em verdadeiros tesouros públicos.

Esse elogio aos preservadores de livros antigos é o que se depreende da leitura da recém-lançada edição número 2 da Revista BBM, editada pela BBM Publicações, o braço editorial da Biblioteca Brasiliana Guita e José Mindlin (BBM) da USP. Com 312 páginas, a revista traz um dossiê sobre bibliofilia, ensaios sobre conservação no Brasil e artigos que abordam obras raras da BBM, além de resenhas de livros. Ela tem como editor o professor Plinio Martins Filho, da Escola de Comunicações e Artes (ECA) da USP. “Intrínseco à jornada do colecionador, o afeto pode ser entendido como a primeira etapa do processo de produção da memória”, destaca o Editorial da nova edição da Revista BBM, citando as razões mais remotas da formação de acervos bibliográficos – o entusiasmo e o respeito ao livro.

A edição número 2 da Revista BBM, que acaba de ser lançada pelas Publicações BBM – Foto: Reprodução

Amor aos livros é o que mais transparece nos seis textos da seção da Revista BBM intitulada Rumos Atuais e Futuro da Conservação no Brasil. Os artigos reproduzem palestras proferidas durante seminário de mesmo nome realizado em 2017, na BBM, em homenagem a Guita Mindin, a esposa de José Mindlin, que era restauradora profissional e morreu em junho de 2006.

Num desses textos, o professor aposentado da Universidade de Brasília (UnB) Antonio Agenor Briquet de Lemos, ex-diretor do Centro de Documentação do Ministério da Saúde e da Editora da UnB, dá uma boa ideia do que representa o descaso com os livros. Através de pesquisas em jornais, ele constatou que, entre 1880 e 2017, houve notícia no Brasil de 77 incêndios e 21 alagamentos em bibliotecas, em que os acervos foram total ou parcialmente destruídos. No dia 14 de setembro de 1958, por exemplo, a biblioteca do Convento do Carmo, no Largo da Lapa, no Rio de Janeiro, foi tomada pelo fogo. Ela reunia cerca de 15 mil volumes, incluindo pergaminhos e originais raros sobre teologia, história da Igreja e coleções sobre as Cruzadas, todos perdidos. Décadas antes, em 1911, um incêndio destruiu o prédio da Imprensa Nacional, também no Rio de Janeiro, fazendo desaparecer documentos referentes à produção bibliográfica da Impressão Régia. Em agosto de 1945, os 45 mil volumes da Biblioteca Pública do Amazonas, com rica documentação sobre a região amazônica, também foram transformados em cinzas em razão de um incêndio. O mesmo aconteceu em 1968 com cerca de 35 mil obras da biblioteca do Colégio do Caraça, no município de Catas Altas (MG), entre elas edições dos séculos 16, 17 e 18. “Talvez não seja exagero supor que mais de 1 milhão de livros foram destruídos nos diversos desastres e sinistros que ocorreram e ocorrem em nossas bibliotecas”, escreve Lemos.

Mais do que elencar as perdas de patrimônios inestimáveis, no seu artigo Lemos faz propostas para a preservação de bibliotecas e arquivos. “Os casos de sinistros e desastres aqui arrolados devem ser analisados da perspectiva contemporânea, para que deles possam ser obtidas informações que contribuam para que se evite sua repetição”, destaca. “Os manuais, normas e planos de salvaguarda do patrimônio serão inúteis se não forem acompanhados da alocação de recursos financeiros suficientes e compatíveis com a escala e a complexidade da preservação de bens dos quais, em muitos casos, somente temos um parco conhecimento. E, desnecessário dizer, de recursos humanos qualificados.”

Os bibliófilos

Amor e profundo respeito aos livros são sentimentos que transbordam nos bibliófilos, como mostra o dossiê publicado na nova edição da Revista BBM, intitulado “Bibliofilia – Circuitos e Memórias”. Ele também reproduz palestras proferidas num evento de mesmo nome realizado na BBM em novembro de 2018.

Com cinco artigos, o dossiê pode ser visto como uma declaração de gratidão e admiração por aqueles que se entregam a juntar livros antigos. Nele, destaca-se a figura de José Mindlin (1914-2010), a quem a escritora e tradutora Elisa Nazarian dedica o artigo O Amável Senhor dos Livros, incluído no dossiê. Ao longo de mais de 80 anos, Mindlin formou sua coleção de livros – cerca de 60 mil volumes -, que doou à USP em 2005 e hoje forma o acervo da BBM, inaugurada em 2013.

O bibliófilo José Mindlin (1914-2010), que formou a coleção hoje conservada pela Biblioteca Brasiliana Guita e José Mindlin (BBM) da USP – Foto: Cecilia Bastos / USP Imagens

Elisa traça um perfil de Mindlin marcado pela generosidade, pelo afeto e pelo respeito a livros, à arte e a pessoas. “Fui com ele a algumas bienais de artes plásticas e a peças de teatro. Era sempre com paixão que ele se propunha a ir a esses lugares”, escreve Elisa, que trabalhou durante oito anos como funcionária da biblioteca de Mindlin, ainda quando a coleção estava instalada na sua residência, no bairro do Brooklin, na zona sul de São Paulo. “Quando passei a conviver com os Mindlin, ele já tinha 85 anos, mas mantinha a capacidade de se deslumbrar e de se encantar também com pequenas coisas, como quando nos chamava para ver uma orquídea que tinha acabado de desabrochar em seu jardim, ou quando chegava à biblioteca trazendo barras de chocolate para ‘suas meninas’.”

“Mindlin vinha à biblioteca quase diariamente. Tinha grande prazer em receber os pesquisadores e em sugerir obras para consulta. Seu imenso amor por livros incluía a possibilidade de compartilhá-los”, continua Elisa. Ela cita os critérios do bibliófilo ao adquirir acervos que se somariam à sua coleção: “Não comprava nada em língua estrangeira, livros técnicos nem volumes muito danificados. Quando lhe pediam estimativa sobre o valor de um livro, costumava dizer que um livro vale, acima de tudo, o quanto quiserem pagar por ele, não importando que seja o único exemplar publicado, a data de publicação, etc.”.

Outros artigos do dossiê relatam o empenho dos bibliófilos – nem sempre bem-sucedido – na busca por um livro, como é o caso de Descaminhos do Colecionismo, assinado pelo jornalista Ubiratan Machado. No artigo, Machado lembra alguns episódios da sua trajetória como colecionador de obras raras. Ele cita o “fenômeno curioso” causado pelo fato de, em certas ocasiões, as livrarias estarem sob a direção de pessoas que não sabiam avaliar o real valor de um livro. “Ou cobravam um preço excessivo por livros que julgavam raros e que nada valiam ou vendiam obras realmente raras por preço irrisório.” Numa dessas livrarias, contou, ele viu, no fundo da loja, numa prateleira junto ao chão, na seção de “Pássaros”, a coleção completa, com 52 números, do raríssimo jornal O Beija-Flor, editado por Joaquim Norberto entre 1849 e 1852. “Quase dei um pulo de alegria, e aquele beija-flor, vendido a preço de canário da terra, foi piar na minha biblioteca.”

Em outras ocasiões – continua Ubiratan Machado -, o bibliófilo parece receber um presente dos céus. Como ele exemplifica: “A Livraria Brasileira havia comprado uma grande biblioteca. Muitos livros estavam em condição lastimável, mas havia preciosidades bem conservadas. Comprei uns cinco ou seis volumes”. Ao abrir os livros, em casa, ele teve uma agradável surpresa: dentro de um deles, havia um original de Di Cavalcanti, um desenho a nanquim no verso do convite de sua última exposição em Paris. “Raras vezes paguei preço extorsivo por um livro. Raras, pois fui vencido algumas vezes. Mas nunca me arrependi de comprar. Arrependimento só de não comprar”, confessa Machado. “Como a primeira edição de Galinha Cega, de João Alphonsus, que encontrei numa feira do livro e esnobei. Quando me afastei, vi a imbecilidade que estava cometendo. Voltei à barraca, mas o livro já tinha sido vendido. Muitos anos depois, tentei cercar essa galinha, num leilão, mas ela fugiu para outras mãos.”

Santa Wilborada, a “padroeira” dos bibliófilos, segundo o jornalista e bibliófilo Ubiratan Machado – Foto: Reprodução/Revista BBM

Por ser uma atividade nobre, a bibliofilia tem uma padroeira, considera Machado. É Santa Wilborada, freira beneditina que viveu no século 10 na Suábia, onde hoje é a Suíça. Machado dá as razões desse título. “No ano de 925, a Abadia de Saint Gall estava cercada por invasores bárbaros que, como era seu costume, ameaçavam queimar tudo. Seria o fim da riquíssima biblioteca, formada por milhares de volumes. Contam as crônicas da época que Wilborada, uma espécie de bibliotecária da casa, enterrou os livros após uma visão. Os bárbaros foram repelidos, mas o mosteiro ardeu como o pavio de uma vela. O corpo da monja, mutilado e desfigurado, foi abandonado em uma pequena elevação, onde mais tarde encontraram os livros intactos”, escreve. “Outra versão, menos romântica, diz que os livros foram transferidos para um mosteiro próximo e que Wilborada morreu com um machado cravado na cabeça, sendo por isso representada pela Igreja com um livro na mão direita e um machado na esquerda. Seja como for, pelo seu heroísmo ela ascendeu à santidade. Como padroeira dos bibliófilos, possivelmente protege-os dos amigos do alheio, do olho gordo dos colegas e, sobretudo, dos chatos que insistem em pedir livros emprestados.”

Tanto quanto os bibliófilos, Cristina Antunes  – curadora da biblioteca Mindlin durante 34 anos, primeiro na residência dos Mindlin, depois, a partir de 2013, na Cidade Universitária – foi “uma extraordinária leitora e guardiã dos livros”, como destaca o título do artigo escrito pela historiadora portuguesa Débora Dias e publicado na seção Memória da nova edição da Revista BBM. O texto foi composto com base em entrevistas e conversas informais entre a historiadora e Cristina, feitas em 2017. Nessas conversas, Cristina – que morreu em março de 2019, aos 68 anos – relembra a sua trajetória, desde os anos de formação, em Recife (PE), e a vinda para São Paulo até o trabalho com Mindlin. “Ser uma grande leitora foi também a porta de entrada para o que Cristina considerou a sua experiência profissional decisiva: os mais de 30 anos de trabalho na biblioteca de José Mindlin. Apesar de não ser bibliotecária de formação, ela tinha o requisito principal exigido, lia por prazer”, escreve Débora.

Cristina Antunes: curadora dos livros de Guita e José Mindlin durante 34 anos – Foto: Reprodução/Revista BBM

Descrevendo a rotina de trabalho na biblioteca de Mindlin, a historiadora cita que entre as tarefas de Cristina estava receber os pesquisadores que solicitavam acesso à coleção, visitas autorizadas somente depois que ela reunia informações sobre quem pedia para frequentar a casa. “O seu lazer não raro prolongava-se na biblioteca, quando participava dos convívios sociais em torno dos livros, por vezes aos fins de semana”, destaca Débora. “Entre os seus episódios favoritos, o encontro com o escritor português José Saramago, a surpresa de receber o peruano Mario Vargas Llosa ou a correspondência, que perdurou por anos, com o poeta mato-grossense João de Barros.”

Raros e Raríssimos

A nova edição da Revista BBM oferece exemplos práticos da importância, para a cultura, da preservação de livros antigos, que poderiam estar perdidos para sempre. Trata-se de dois artigos publicados na seção Raros e Raríssimos. Um deles se refere a uma raridade poética do século 17: o manuscrito de um poema atribuído a Bernardo Vieira Ravasco, irmão do padre Antônio Vieira, intitulado Saudades de Lídia e Armido, pertencente à BBM. Segundo o autor do artigo, o professor da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) Marcelo Lachat, esse poema teve considerável recepção nas letras portuguesas e luso-brasileiras. Dada a dificuldade de localizar originais de Ravasco – poeta quase nunca citado nos compêndios de literatura -, o manuscrito depositado na BBM é “essencial para um melhor conhecimento e uma mais fundamentada discussão das letras (particularmente da poesia) na América Portuguesa dos anos seiscentos”, escreve Lachat. “Preserva-se nesse códice da Biblioteca Brasiliana, e comprova-se com ele, a auctoritas poética que Bernardo Vieira Ravasco tinha no século 17 e que se perdeu nos séculos seguintes entre papéis mal conservados ou mal compulsados. Historicamente apagado sob a sombra do seu ilustre irmão Antônio, reluz, enfim, o poeta Bernardo nessas manuscritas Saudades seiscentistas.”

O outro artigo da seção Raros e Raríssimos é de autoria do escritor e bibliófilo Ésio Macedo Ribeiro, que nele conta como conseguiu comprar, num leilão, um exemplar da primeira edição de A Cinza das Horas, de Manuel Bandeira. Como Ribeiro explica no início do artigo, a possibilidade de encontrar primeiras edições de escritores modernistas brasileiros é especialmente árdua, uma vez que essas edições foram bancadas pelos próprios autores e por isso tiveram tiragens reduzidas. A Cinza das Horas é um caso típico: foi lançado em 1917 às próprias custas de Bandeira, em papel de baixa qualidade e em tiragem pequena. Primeiro livro do poeta, que reúne poemas escritos na sua juventude, ainda influenciado pelo Simbolismo e pelo Parnasianismo, A Cinza das Horas “revela um Bandeira já dono de linguagem própria, expressando as agruras da condição humana, em versos que exprimem as dores do amor e da morte, do desamparo e da solidão”, explica Ribeiro. “Nunca vi esse livro em nenhuma das bibliotecas que frequentei, públicas ou privadas.”

A primeira edição de A Cinza das Horas, de Manuel Bandeira, lançada em 1917 – Foto: Reprodução/ Revista BBM

Exemplos da importância de preservar livros antigos encontram-se também em outra seção da Revista BBM, intitulada Estudos BBM. Ela contém três artigos de pesquisadores sobre obras do acervo da BBM. Um dos textos é de João Marcos Cardoso, curador da BBM. Ele discorre sobre um livro publicado em Rouen, na França, em 1551, rico em ilustrações, que relata a recepção pública, no ano anterior, naquela cidade da Normandia, dos soberanos franceses Henrique II e Catarina de Médici – cerimônia que teve a presença de 50 índios levados das terras brasileiras. A primeira edição no Brasil de Prosopopeia, de Bento Teixeira, lançada em 1873, e documentos religiosos do século 18 são temas dos outros dois artigos da seção.

Exemplar da primeira edição no Brasil de Prosopopeia, de Bento Teixeira, datada de 1873, pertencente ao acervo da Biblioteca Brasiliana Guita e José Mindlin da USP – Foto: Reprodução/Revista BBM

Rubens Borba de Moraes

A última seção da Revista BBM, a que se dá o nome de Publicações BBM, traz duas resenhas de livros lançados pela Editora Publicações BBM. Uma delas, assinada pelo artista gráfico Gustavo Piqueira, destaca o livro As Bibliotecas de Maria Bonomi, de 2017. A obra reproduz 23 xilogravuras que expressam a visão da artista sobre bibliotecas localizadas em várias partes do mundo, como a Ambrosiana, em Milão, na Itália, a Joanina, em Coimbra, Portugal, e a Biblioteca do Museu Britânico, em Londres, na Inglaterra. “Mais do que descrever visualmente edifício a edifício, Maria Bonomi pinça particularidades formais únicas de cada espaço e as utiliza como ponto de partida para a execução de suas xilogravuras”, analisa Piqueira.

O bibliófilo Rubens Borba de Moraes – Foto: Reprodução

Simplicidade Alegre de um Bibliófilo é o título da outra resenha publicada na Revista BBM. Ela é de autoria do editor Claudio Giordano e trata da edição de 2018 de O Bibliófilo Aprendiz, de Rubens Borba de Moraes (1899-1986), o bibliófilo que, após sua morte, deixou os mais de 2.300 raros volumes de sua coleção para os Mindlin. Na resenha, Giordano expõe aspectos da bibliofilia discutidos por Moraes na sua obra. Com isso, traça um perfil do bibliófilo, que se mostra semelhante àquele de José Mindlin. Além do amor aos livros, da gentileza e do respeito no trato com os outros, o autor de O Bibliófilo Aprendiz revela também tolerância com relação aos conceitos de Coleção Brasiliana e Coleção Brasiliense, motivo de disputa entre especialistas. Para ele, Coleção Brasiliana se refere a todos os livros sobre o Brasil impressos desde o século 16 até fins do século 19 e os livros de autores brasileiros impressos no estrangeiro até 1808, enquanto Coleção Brasiliense diz respeito a livros impressos no Brasil de 1808 até hoje. Só que Moraes não tem uma posição radical a esse respeito, e diz: “Mas se um bibliófilo quiser colecionar a torto e a direito Brasiliana e Brasiliense, e formar um verdadeiro coquetel de livros, meu Deus, deixem-no juntar seus livrinhos em paz”.

Revista BBM, número 2, lançada pelas Publicações BBM, está disponível na íntegra, gratuitamente, neste link. Clique aqui.

A edição impressa custa R$ 52,00 e estará à venda na Livraria João Alexandre Barbosa, da Editora da USP (Edusp), na Cidade Universitária, em São Paulo, após o fim das restrições impostas pela pandemia de covid-19.

Mais informações podem ser obtidas pelos e-mails bbm@usp.br e publicacoesbbm@usp.br e pelo telefone (11) 2648-0320.

Fonte: Jornal da USP

Proposta determina que bibliotecas públicas tenham acervo de literatura infantil

O Projeto de Lei 621/20 determina que as bibliotecas públicas ou aquelas pertencentes a instituições federais – como museus, centros de documentação e memória, fundações ou órgãos similares – deverão organizar acervos de literatura infantil e infantojuvenil.

Daniela do Waguinho, autora da proposta
Cleia Viana/Câmara dos Deputados

O texto em tramitação na Câmara dos Deputados determina ainda que, apenas mediante o cumprimento dessa condição, as bibliotecas pertencentes a instituições privadas poderão receber apoio financeiro ou doações de acervo pelo poder público.

“Desenvolver nas crianças o gosto pela leitura é uma estratégia para melhorarmos os níveis de aprendizagem escolar e para nos contrapormos à tendência de crescimento do analfabetismo funcional”, afirmou a autora, deputada Daniela do Waguinho (MDB-RJ).

Tramitação
A proposta tramita em caráter conclusivo e será analisada pelas comissões de Cultura; de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Reportagem – Ralph Machado

Fonte: Agência Câmara de Notícias

Como usar a pandemia em favor da biblioteca

Texto por Liliana Giusti Serra

A pandemia do coronavírus (COVID-19) veio para transformar a vida de todo mundo. Nada e nem ninguém passou ileso, em escalas diversas. Ainda sem previsão do término da situação de pandemia, embora com a retomada de algumas atividades, pessoas e instituições estão se adaptando à nova realidade. Com as bibliotecas não é diferente.

No início da decretação da quarentena muitas atividades foram suspensas. Aos poucos, algumas ações foram voltando adaptadas. Mais de seis meses após o início deste período, é possível identificar se os ajustes feitos deram os resultados esperados e como voltar à normalidade adaptada daqui em diante.

Se por um lado o fechamento de bibliotecas diminuiu a oferta de serviços aos usuários, por outro, podemos encarar este período como uma oportunidade para realizar ações que nem sempre conseguimos fazer em tempos normais. Essa pausa do público presencial pode e deve ser aproveitada para realizar rotinas nos metadados da coleção, inventário e ações de preservação.

Grandes bibliotecas possuem equipes que podem se dedicar exclusivamente para o tratamento e manutenção do catálogo de autoridades e do bibliográfico. Em instituições menores, com equipe reduzida, normalmente todos fazem de tudo um pouco. Padronizar nomes de pessoas, entidades, eventos, títulos uniformes e assuntos é uma ação delicada e precisa ser feita com muito cuidado, principalmente quando as autoridades são trabalhadas, visto que as mudanças afetam diretamente o catálogo bibliográfico.

Leia a matéria completa publicada pela SophiA

Biblioteca mais antiga do Brasil tem acervo on-line

O Mosteiro de São Bento, em Salvador, é também conhecido como Arquiabadia de São Sebastião da Bahia. Fundado no século XVII em cima da aldeia indígena do Cacique Ipuru, aldeia que sofreu uma invasão dos padres jesuítas que chegaram à Bahia em 29 de Março de 1559. Com eles veio também Tomé de Souza, o primeiro governador-geral.

Assim, anos mais tarde, em 1575, desembarca na cidade o frei beneditino Pedro de São Bento Ferraz, com o objetivo de fundar o Mosteiro. Desse modo, atualmente, lá se encontra a biblioteca mais antiga do Brasil.

Acervo do Mosteiro

Inaugurada em 1582, a Biblioteca do Mosteiro de São Bento da Bahia, reúne uma enorme coleção de obras e registros raros dos séculos XVI, XVII, XVIII e XIX. Nesse sentido, entre as peças há livros, partituras, testamentos e documentos como os escritos completos de Luiz de Camões e o compêndio de cartas do Padre Antônio Vieira.

Além disso, os volumes contêm também registros em variadas línguas e áreas de conhecimento. Assim, a biblioteca é uma uma das mais antigas e importantes do país.

O acervo passou por ampliação e atualização durante todo século XX, com pesquisas e periódicos importantes. Por isso, hoje a biblioteca é especializada em Filosofia, Teologia e História. Além do trabalho dos monges, o Mosteiro conta com a ajuda de voluntários e doadores de obras e equipamentos técnicos.

Leia a matéria completa publicada pelo Notícias Concursos

Bibliotecas públicas recebem mais de 4 mil livros doados durante a quarentena

Texto por Joyce Souza da Conceição 

Quem voltar a frequentar a Biblioteca Municipal “Jorge Guilherme Senger” e a Biblioteca Infantil Municipal “Renato Sêneca de Sá Fleury”, após a reabertura ao público, que ocorre nesta segunda-feira (5), será surpreendido com cerca de 4.300 novos volumes que agora ocupam as prateleiras dos espaços de leitura. Esses livros foram frutos de doações realizadas pelos munícipes durante a quarentena. Dentre eles estão romances, autoajuda, literatura infantil e juvenil e HQ’s.

As doações aconteceram de acordo com as normas de saúde pública adotadas no combate ao coronavírus. “Foi tudo tranquilo. As pessoas colaboraram trazendo em caixas e colocando no espaço destinado, com toda segurança”, comenta a bibliotecária da Biblioteca Municipal, Viviana Gomes dos Santos.

O projeto de arrecadação de livros, lançado em agosto, foi um sucesso segundo a bibliotecária. “Foi além das nossas expectativas, pois recebemos muitos livros novos que não tínhamos no acervo e que é de grande interesse do público”, completa Viviana.

Após o recebimento das doações, são separadas as obras que ficarão no acervo de cada uma das bibliotecas. As que ficarem, são higienizadas, recebem um carimbo, o número do tombo e uma classificação de acordo com o gênero literário dela, para só depois serem disponibilizadas para empréstimo. Os livros que não forem considerados aptos a integram o acervo, são oferecidos às bibliotecas escolares ou universitárias ou às entidades interessadas.

Quem tiver interesse em contribuir com o projeto, as doações devem ser feitas das 9h às 16h, de segunda a sexta-feira. A Biblioteca Municipal conta com uma caixa branca em seu exterior, perto da área infantil e do parquinho, para que as doações de exemplares sejam feitas sem contato físico. O telefone da BMS estará disponível em caso de dúvidas: (15) 3228.1955. Já para doar livros na Biblioteca Infantil é necessário ligar no local e agendar um horário. O número é: (15) 3231-5723.

Fonte: Prefeitura de Sorocaba

¿Qué hay de los bibliotecarios en tiempos de pandemia?

En un entorno educativo crecientemente digital, los bibliotecarios necesitan reevaluar el criterio de habilidades necesarias para seguir ejerciendo.

Texto por Sofía García-Bullé

En 2016, Meredith Schwartz, editora en jefe del Library Journal, escribió un artículo sobre las habilidades que necesitarían los bibliotecarios para adaptarse a las necesidades del siglo XXI, entre ellas, colaboración, comunicación, buen trato con la gente, creatividad, innovación, pensamiento crítico, análisis de datos, flexibilidad, liderazgo, dominio de la mercadotecnia, administración de proyectos y manejo de tecnología. 

Esto fue mucho antes de que el surgimiento del COVID-19 instalara al mundo entero en una situación de aislamiento y medidas preventivas, además de plantear las preguntas, ¿esta lista de habilidades aún es relevante? ¿Cuántas de estas han aplicado las y los bibliotecarios? ¿Han tenido un impacto positivo en la comunidad educativa?

La biblioteca y la comunidad

Las bibliotecas estuvieron entre los espacios más impactados por el aislamiento mandatorio. Hoy en día, no sirven únicamente al propósito de prestar libros, se han vuelto espacios de desarrollo integral y aprendizaje alternativo.

Ahora, en tiempos de pandemia, las bibliotecas han tenido que dejar en segundo plano la función de ser meros repositorios de libros en favor de ofrecer espacios públicos que sirvan como refugio y cubran las necesidades básicas para los miembros de su comunidad. 

Lei a matéria completa publicada pelo Observatorio de Innovación Educativa

Adolescente baianas criam cabine para desinfectar livros e recebem prêmio em competição nacional de robótica

Estudantes criaram a proposta depois de perceberam que livros de bibliotecas deveriam ficar em ‘quarentena’ por 14 dias para novo empréstimo, por causa da Covid-19.

Cabine para desinfecção de livros — Foto: Arquivo Pessoal

Um grupo de estudantes de Candeias, região metropolitana de Salvador, foi uma das equipes premiadas no Desafio SESI de Robótica Covid-19. O objetivo era apresentar propostas inovadoras para o combate à doença e as jovens desenvolveram uma cabine de desinfecção de livros para bibliotecas.

O projeto de Ana Clara Freitas (13 anos), Jade Santos (13 anos), Natália Jesus (14 anos) e Wililane Barbosa (15 anos), que formaram a equipe “Robolife”, ficou entre os 39 melhores, dentre mais de 400 projetos enviados para o concurso. A proposta delas foi eleita a melhor na categoria “Pesquisa”. Elas são estudantes do 9º ano do ensino fundamental.

A ideia das jovens surgiu ao perceberem que livros de bibliotecas tem de passar por uma “quarentena” de catorze dias antes de ser emprestado novamente para outra pessoa. A medida adotada é para evitar a propagação do novo coronavírus.

No entanto, este procedimento atrasa a circulação dos livros. Por isso, as meninas idealizaram uma cabine que utiliza o ozônio como agente desinfetante. A invenção permite que os livros sejam disponibilizados, depois de apenas alguns minutos, sem colocar em risco os profissionais das bibliotecas e os leitores.

Leia a matéria completa publicada pelo G1

Biblioteca Municipal tem nova área de leitura e acesso digital

Localizada na Casa da Cultura de Ribeirão Preto, espaço recebeu a intervenção da Fundação do Livro, através do ProAC

Biblioteca Municipal teve espaço modernizado (Foto: Divulgação)

A Fundação do Livro e Leitura de Ribeirão Preto finalizou o projeto de implementação de área de leitura e acesso digital na Biblioteca Municipal Guilherme de Almeida, no Morro do São Bento. A conclusão do projeto foi anunciada durante o evento “20 horas de Literatura”.

A Fundação planejou e executou ações para organizar, adequar e equipar o espaço; bem como criou um ambiente de convivência, leitura e acesso a conteúdos digitais. O projeto foi possível através do Programa de Ação Cultural (ProAC).

Pouca gente sabe, mas a Biblioteca Municipal foi criada através da Lei Municipal nº 741, em 11 de setembro de 1958 e está localizada no prédio da Casa da Cultura Juscelino Kubitschek (Praça Alto de São Bento, s/nº), desde 1981.

Leia a matéria completa publicada pelo A Cidade ON/Ribeirao

Morre Jurema Gomes Moreira Citeli, da Biblioteca Municipal de Adamantina

Texto por SPLeituras

A SP Leituras e o Sistema Estadual de Bibliotecas Públicas de São Paulo (SisEB) comunicam o falecimento de Jurema Gomes Moreira Citeli, bibliotecária da Biblioteca Pública Municipal de Adamantina (SP), nesta sexta-feira, 25 de setembro.

Profissional parceira, ativa e atuante pelas bibliotecas vivas, Jurema era graduada em Biblioteconomia pela Unesp e trabalhou por mais de 35 anos na Biblioteca Municipal de Adamantina.

Expressamos nossos sentimentos aos familiares, colegas e amigos de Jurema, que deixará muitas saudades. Um abraço sincero e apertado de toda a equipe da SP Leituras.

“Todos nascemos filhos de mil pais e de mais mil mães, e a solidão é sobretudo a incapacidade de ver qualquer pessoa como nos pertencendo, para que nos pertença de verdade e se gere um cuidado mútuo. Como se os nossos mil pais e mais as nossas mil mães coincidissem em parte, como se fôssemos por aí irmãos, irmãos uns dos outros. Somos o resultado de tanta gente, de tanta história, tão grandes sonhos que vão passando de pessoa a pessoa, que nunca estaremos sós.”
Valter Hugo Mãe

Fonte: SP Leituras

Os múltiplos usos sociais dos acervos da USP

Fotomontagem: Moisés Dorado

Exemplos do empenho da Universidade em preservar, restaurar, divulgar e gerar conhecimentos com as coleções sob sua guarda

Textos por Claudia Costa, Leila Kiyomura e Luiz Prado

Eles poderiam estar perdidos para sempre: obras de arte, cerâmicas amazônicas milenares, fotografias antigas, os primeiros mapas a descrever o Brasil, ainda no século 16, manuscritos originais de grandes escritores, exemplares de animais extintos. Ao longo das últimas oito décadas, acervos de valor inestimável foram entregues aos cuidados da USP, que, através de seus pesquisadores, tratou, recuperou, preservou, exibiu em público e estudou esses tesouros. O resultado – também inestimável – pode ser parcialmente verificado na forma de ensino consistente, formulação de teorias que explicam com mais exatidão o mundo natural e as sociedades humanas, produção de pesquisas de impacto internacional e a possibilidade de contemplar peças que enriquecem, inspiram, emocionam e deslumbram o coração e a mente.

Na reportagem a seguir, o Jornal da USP apresenta seis acervos da Universidade, abrigados no Museu de Arte Contemporânea (MAC), no Museu de Arqueologia e Etnologia (MAE), no Museu Paulista (MP), no Museu de Zoologia (MZ), no Instituto de Estudos Brasileiros (IEB) e na Biblioteca Brasiliana Guita e José Mindlin (BBM). Pequena parcela das centenas de coleções mantidas pela USP, eles são exemplos do empenho com que a Universidade acolhe patrimônios públicos, evita sua perda e dá a eles um uso social, beneficiando toda a sociedade.

Abertura da Exposição no saguão da Reitoria “Museus e Acervos da USP” com o reitor e vice reitor Vahan Agopyan e Antonio Carlos Hernandes. Fotos: Cecília Bastos/USP Imagem

Parte dessas riquezas foi atingida nesta semana, quando teve início o leilão do acervo oriundo do falido Banco Santos, previsto para se estender até 2 de outubro. Em 2005, por decisão judicial, a USP ficou como fiel depositária de 18 mil objetos daquele acervo, que foram distribuídos entre o MAC, o MAE, o MP e o IEB. Agora, com o leilão, essas peças estão prestes a deixar os museus da Universidade e se transferir para o setor privado. Só na primeira noite de leilão, no dia 21 passado, foram arrematadas obras como a tela The Founding #6m, do artista plástico norte-americano Frank Stella, e um esboço do quadro Operários, de Tarsila do Amaral – até então em posse do MAC -, entre outras.

Confira os múltiplos usos sociais dos acervos da USP acessando a matéria completa publicada pelo Jornal da USP

Covas assina protocolo para reabertura de museus, teatros e eventos na cidade de SP

Prefeitura só vai liberar retorno, no entanto, quando município avançar para a fase verde do plano estadual de flexibilização. Expectativa é que avanço aconteça na próxima reclassificação, marcada para 9 de outubro.

Texto por Marina Pinhoni e Vivian Souza

O prefeito de São Paulo, Bruno Covas (PSDB), assinou no início da tarde desta quinta-feira (24) os protocolos de reabertura dos setores de cultura na cidade. As atividades incluem eventos, teatro, museus, exposições, circo e bibliotecas. O protocolo para abertura de cinemas já havia sido assinado.

Embora algumas atividades nesses setores já sejam autorizadas pelo governo estadual para regiões que estão há mais de 28 dias na fase amarela do Plano SP de flexibilização econômica, Covas afirmou que só vai liberar a reabertura quando o município avançar para a fase verde.

A expectativa da gestão municipal é de que a mudança para a fase mais permissiva aconteça na próxima reclassificação estadual, prevista para o dia 9 de outubro. Atualmente, todas as regiões de São Paulo estão na fase amarela.

As regras assinadas nesta quinta autorizam eventos para até 600 pessoas como convenções, seminários, workshops, palestras e feiras, mas as festas continuam temporariamente proibidas. Eventos para mais 600 pessoas precisarão de uma autorização especial da gestão municipal, mas o limite é para até 2 mil pessoas.

“Muito mais do que ter a prefeitura falando o que deve e o que não deve ser feito num momento de retomada, parte do segredo tem sido ouvir cada setor que a gente tem autorizado a reabertura pra dizer de que forma as regras de isolamento, de proteção as pessoas, aos clientes, aos funcionários devem ser observadas”, disse o prefeito.

Leia a matéria completa publicada pelo G1

Biblioteca Municipal reabre para empréstimos e devoluções de livros

Após seis meses com atendimento ao público suspenso devido à pandemia do novo coronavírus (Sars-CoV-2), causador da covid-19, a Biblioteca Municipal Martinico Prado está reaberta para empréstimos e devoluções de livros.

O funcionamento do espaço público é das 8h às 17h, de segunda a sexta-feira, respeitando todos os protocolos de higiene e distanciamento social para o combate à covid-19. Os serviços internos, como ajustes do acervo e catalogação de materiais, estavam ocorrendo normalmente no local.

Os usuários não têm acesso ao interior da Biblioteca. Eles são atendidos pelos funcionários na porta do local, que fica do lado da Rua América, respeitando o distanciamento social e a obrigatoriedade de utilização de máscaras, tanto para os funcionários quanto para os leitores.

Segundo a direção, os livros devolvidos pelos usuários serão higienizados e ficarão em quarentena por 14 dias. Após esse prazo, eles estarão disponíveis para empréstimo novamente. No período de paralisação, 568 livros estavam em posse dos leitores da Biblioteca. Ao longo da quarentena, todos os exemplares foram renovados automaticamente, sem a cobrança de multas aos usuários.

Leia a matéria completa publicada pelo Notícias de Araras

Com livros digitais, bibliotecária leva a experiência de clube de leitura para aulas remotas

Educadora relata como o uso de tecnologia facilita encontros virtuais e permite que alunos adotem trilhas de acordo com seu interesse e ritmo de leitura

Texto por Amélia Cristina Ferreira

Desde 2009, desenvolvo o Clube de Leitores, um trabalho que consiste em interagir com os alunos a respeito de livros, filmes e cultura geral. É como uma gincana: no início do ano, as crianças se reúnem em equipes, escolhem cor e grito de guerra e ao longo do ano desenvolvemos desafios e atividades. Com a pandemia, tudo isso ficou restrito porque o colégio ficou fechado.

É claro que, nas aulas remotas, os professores incentivam a leitura, mas como não poderíamos ficar parados esperando tudo voltar ao normal, pensei em promover encontros virtuais com a biblioteca no sentido mais amplo dessa palavra, que é o encontro com o aluno de uma forma mais prazerosa, na qual ele vai buscar o que realmente quer ler.

Como mediadora da leitura, promovo reuniões voluntárias de estudantes do primeiro ao quinto ano do ensino fundamental, que são realizadas no contraturno das aulas. Começamos com um bate-papo em que pergunto o que eles estão fazendo, o que gostam de ler, quais filmes e séries assistem e, assim, eles se soltam. É uma conversa em que dou voz ao leitor, e isso acaba instigando ele a querer saber mais. Muitas vezes, eles não sabem que uma série ou um filme que gostam foram inspirados em um livro, e dessa forma começo a apresentar a literatura de forma geral.

Também realizo brincadeiras e dinâmicas, como jogos de perguntas sobre uma obra específica, ou sobre um tema ou gênero. Em seguida, vem a hora da história, onde leio uma obra e depois discutimos sobre ela. Reservo o momento final para indicar outros livros com temas parecidos ao do encontro.

Tanto os livros que eu leio e indico, assim como os paradidáticos que os professores das disciplinam sugerem, estão na plataforma de leitura digital Árvore. Presencialmente, não tínhamos tanto tempo para explorar a ferramenta, mas agora durante a pandemia surgiu essa necessidade de buscar livros digitais. Com um vasto acervo, a ferramenta trabalha com editoras renomadas, livros de qualidade que tocam o imaginário infantil e criatividade e autores que dialogam muito bem com a área de educação.

Além disso, também conhecemos a ferramenta Conquistas dentro da Árvore, que é como se fosse um joguinho que, quanto mais obras os alunos leem, mais ganham recursos para plantar árvores na brincadeira. O aluno entende essa dinâmica, mas não faz apenas por conta do jogo. Ele desenvolve prazer em ler. Ainda é um pouco cedo para afirmar, mas percebo que as crianças estão explorando mais a ferramenta.

Quando o professor não tem tempo de planejar uma sequência didática, os alunos podem acessar trilhas de leitura disponíveis na plataforma e selecionadas pelo professor.

Com essa prática, percebi que os alunos estavam buscando um espaço como esse dos encontros, onde poderiam interagir com os colegas e com uma pessoa além do conteúdo das aulas e tivessem mais liberdade para falar. As famílias também notaram que o momento é uma chance de discutir e incentivar leituras que proporcionam novas aprendizagens.

Eu já trabalho há 17 anos nessa área e acabamos conhecendo os gostos das crianças de cada faixa etária. Mas fica claro que, para ser um bom motivador de leitura, você também deve ler. Não adianta apenas falarmos que é importante. Se não demonstrarmos que nos encantamos e maravilhamos com livros e suas histórias, não adianta. O seu filho ou aluno vai perceber que a importância da leitura é só um discurso se você não aplicar isso em seu cotidiano.

Fonte: Porvir – Inovações em Educação

As Bibliotecas públicas face à pandemia da COVID-19

Com a inviabilização de eventos presenciais, de forma a manter o distanciamento social, as bibliotecas adaptaram-se a novas realidades e reinventaram a disponibilização de eventos culturais

Texto por Anabela Anjos

Num contexto atípico e ectópico, em fase de pandemia, as bibliotecas públicas/municipais viram inicialmente os seus espaços encerrados.

Findo o estado de emergência, determinou o calendário do desconfinamento que as bibliotecas abrissem as suas portas, logo na primeira fase do plano nacional objetivando reinstituir alguma normalidade a estes tempos insólitos.

Enquanto organizações dinâmicas, as bibliotecas procuraram adaptar-se a esta nova conjuntura e paulatinamente implementaram medidas suplementares de higienização dos espaços, iniciaram a oferta de serviços mínimos, entregaram livros de forma inovadora, através de empréstimos domiciliários, em regime de take away, e aplicaram políticas de quarentena aos livros devolvidos.

Com a inviabilização de eventos presenciais, de forma a manter o distanciamento social, as bibliotecas adaptaram-se a novas realidades e reinventaram a disponibilização de eventos culturais. Investindo em novos conteúdos e serviços online, com a ajuda de plataformas digitais, as bibliotecas, em tempo de isolamento social, continuaram a cumprir a sua missão, mantiveram o contacto com os seus leitores, conquistaram novos públicos e possibilitaram o usufruto de algumas iniciativas a partir de casa.

Leia a matéria completa publicada pelo Postal

Sistemas prisional e socioeducativo de Minas recebem doações de 2 mil livros

Texto por Sérgio Gonçalves

Bibliotecas de unidades prisionais e socioeducativas estão recebendo um reforço nos seus acervos. A iniciativa está sendo possível com doações de pessoas que acreditam na capacidade da leitura em transformar tanto a vida de adolescentes, quanto a de homens e mulheres presos em alguma das 194 unidades administradas pela Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp).

O Departamento Penitenciário de Minas Gerais (Depen-MG) recebeu cerca de 1,5 mil livros, arrecadados em uma campanha promovida em redes sociais pela jornalista e escritora Paula Emmanuella Fernandes. Ela criou o projeto Biblioteca Solidária, que tem como objetivo conseguir obras, especialmente literárias, para instituições como hospitais, casa de recuperação de dependentes químicos e presídios. “Acredito no poder dos livros em tocar as pessoas, abrir os horizontes e trazer novos sentidos para a vida”, afirma.

Clássicos de autores da literatura nacional e internacional, como Machado de Assis, Cecília Meireles, Graciliano Ramos, Gustave Flaubert e Dostoiévski, estão chegando às mãos de detentos e detentas, de unidades prisionais espalhadas pelas mais diversas regiões de Minas Gerais: Sul, Central Jequitinhonha, Zona da Mata, dentre outras.

Leia a matéria completa em Portal Onda Sul

Bibliotecárias negras brasileira e colombiana produzem livro sobre epistemologias latino-americanas no campo biblioteconômico-informacional

Texto por Priscila Fevrier

Qual a incidência de estudos de mulheres negras em Biblioteconomia e Ciência da Informação? Quantas epistemólogas negras conhecemos e referenciamos no campo? Quais as reflexões epistêmicas que mulheres negras latino-americanas têm realizado para pensar bibliotecas, ensino e prática em bibliotecas?

Natália Duque Cardona, bibliotecária e docente da Universidade de Antioquia, e Franciéle Garcês, bibliotecária e pesquisadora de doutorado na Universidade Federal de Minas Gerais, acabam de lançar a pré-encomenda do livro “Epistemologias Latino-americanas na Biblioteconomia e Ciência da Informação: contribuições da Colômbia e do Brasil”, publicado pelo Selo Nyota. O propósito da obra é apresentar discussões a respeito do significado da Biblioteconomia e Ciência da Informação na América Latina, a partir de reflexões e questões que incitem ao desenvolvimento epistemológico insurgente no campo, dando origem a uma “’epistemologia do sul’ que dê credibilidade às novas experiências sociais e contra-hegemônicas e aos pressupostos epistemológicos alternativos que estas experiências constroem e marcam.

O prefácio foi escrito pela Diretora da Escola Interamericana de Biblioteconomia da Universidade de Antioquia, Dorys Liliana Henao, e o livro foi elaborado com quatro capítulos, nos quais são abordadas reflexões críticas sobre interculturalidade no campo biblioteconômico-informacional, a dependência epistêmica e a colonialidade do saber na Biblioteconomia, os movimentos críticos contra-hegemônicos dentro da área, entre outros enfoques.

O lançamento está previsto para o início de novembro de 2020, a pré-encomenda do livro impresso (edição de impressão limitada) pode ser realizada até dia 10 de outubro de 2020. O sumário está disponível aqui: https://cutt.ly/tfIaf80 e o formulário de encomenda aqui: https://cutt.ly/dfFKitK

Instagram:@selonyota  site: https://www.nyota.com.br/

Lançado o Grupo de Trabalho Relações Étnico-raciais e Decolonialidades (RERAD-FEBAB): um marco para a Biblioteconomia Negra Brasileira

No dia 31 de julho aconteceu um momento histórico para a Biblioteconomia Negra Brasileira: o lançamento do Grupo de Trabalho Relações Étnico-raciais e Decolonialidades, vinculado à FEBAB. Fruto da luta do movimento de bibliotecárias e bibliotecários negros brasileiros e da inclusão da Agenda 2030 pela FEBAB, o GT tem como objetivo “discutir e realizar ações em prol da promoção da diversidade étnico-racial, emancipação de povos em vulnerabilidade econômica, social e educacional por intermédio do acesso à informação e às bibliotecas, bem como refletir sobre a decolonização do ensino e prática em Biblioteconomia em solo brasileiro” (RERAD, 2020). Sua contribuição irá refletir na aplicação das Leis Federais 10.639/2003 e 11.645/2008, assim como as Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação das Relações Étnico-raciais e para o Ensino de História e Cultura Afro-brasileira e Africana. Além disso, as ações do GT atendem aos Objetivos 3, 4, 5 e 10 da Agenda 2030, da Organização das Nações Unidas; abre espaço para discussões da Década Internacional de Afrodescendentes (2015-2024), também da ONU; está em consonância com as preocupações da International Federation of Library Associations and Institutions (IFLA), em especial, da Seção Serviços de biblioteca para populações multiculturais; além de pautar ações e estratégicas passíveis de parcerias com outros Grupos de Trabalhos e Comissões Brasileiras da própria Febab, em temáticas como Bibliotecas Prisionais, Diversidade e Enfoque de Gênero, Serviços para Pessoas Vulneráveis, Competência em Informação e Acessibilidade.

Estruturado por meio de um planejamento estratégico, o GT divide-se em cinco dimensões de trabalho: trabalhar com elaboração de materiais didáticos, formação para bibliotecárias e bibliotecários (e demais profissionais) sobre as relações étnico-raciais e decolonialidade, aplicação de estudos e ações regionais, criação de redes de profissionais e intervenção social. O Grupo está sob coordenação da Professora Ana Paula Meneses Alves e conta com os seguintes integrantes: Ana Claudia Borges Campos (Espírito Santo), Ana Cristina Xavier de França (Rio Grande do Sul), Angelita Garcia (São Paulo), Cledenice Blackman (Rondônia), Dávila Feitosa (Ceará), Edilson Targino de Melo Filho (Paraíba), Franciéle Carneiro Garcês da Silva (Santa Catarina), Jocélia Martins de Oliveira (Goiás), Leyde Klebia Rodrigues da Silva (Bahia), Marcio Ferreira da Silva (Maranhão), Priscila Rufino Fevrier (Rio de Janeiro) e Roberta Kelly Amorim de França (São Paulo).

As ações do GT podem ser acompanhadas pelas mídias sociais Instagram (https://www.instagram.com/gtrerad.febab/), twitter (https://twitter.com/RFebab) e no site da FEBAB para os GTs ( https://www.acoesfebab.com/etnico).

SP Leituras faz campanha para receber máscaras descartáveis

Doação será destinada a visitantes das bibliotecas São Paulo e Villa-Lobos, em especial pessoas em situação de rua

A SP Leituras, organização social que gere a Biblioteca de São Paulo (BSP) e a Biblioteca Parque Villa-Lobos (BVL) iniciou uma campanha para receber doações de máscaras descartáveis.

Em breve, as bibliotecas de São Paulo e Parque Villa-Lobos reabrirão para o público e muitos usuários e visitantes são de grupos em situação de vulnerabilidade social, como pessoas em situação de rua e moradores de albergues do entorno. A campanha é para assegurar a essas pessoas o acesso à leitura e à cultura.

O uso das máscaras, além de obrigatório em todo o estado, é fundamental neste momento de enfrentamento da pandemia. O uso da peça visa garantir que todos possam usufruir com segurança dos serviços oferecidos nas unidades.

Os doadores são convidados a doar máscaras ou fazer depósitos em dinheiro.

Doações em dinheiro:
1) Efetue um depósito bancário na conta:
SP Leituras – Associação Paulista de Bibliotecas e Leitura
CNPJ 12.480.948/0001-70
Banco do Brasil
Agência 6998-1
Conta corrente 13895-9

2) Envie o comprovante para o e-mail: financeiro@spleituras.org.

Entrega de máscaras (sempre às terças-feiras, das 10h às 14h):
1) Modelo adequado: máscara descartável dupla com elástico, tamanho único, com clipe nasal, fabricada em não tecido com duas camadas sobrepostas, sendo de “S” (spumbonded).

2) Endereço de entrega: Rua Faustolo, 576, Água Branca, São Paulo (SP).

Fonte: SP Notícias

Machine Learning e Marketplaces: onde o Bibliotecário se encaixa

[su_youtube url=”https://youtu.be/gKSRUVtW1OE”]

Neste meetup online, falaremos sobre a atuação do profissional bibliotecário em outros ambientes menos convencionais, como a execução de um trabalho bibliotecônomo no âmbito de e-commerces e marketplaces. Vamos ilustrar, com o exemplo de um case, como se dá a classificação da informação por trás da Inteligência Artificial e como os bibliotecários podem contribuir com suas habilidades e expertises para o desenvolvimento e humanização das tecnologias.

Este evento é gratuito, aberto e todas as pessoas são bem-vindas!

Agenda

  • Início da transmissão
  • Abertura
  • Apresentação do conteúdo
  • Perguntas e respostas
  • Encerramento

Convidada

Thaianne Vieira (https://www.linkedin.com/in/thaianne/)

Thaianne Vieira é bacharela em Biblioteconomia com ênfase em Sistemas de Informação pela Universidade Federal de Minas Gerais (2018) e mestranda em Engenharia do Conhecimento pela Universidade Federal de Santa Catarina (desde 2019). Possui 4 anos de experiência em inteligência da informação para e-commerces e marketplaces.

Biblioteca não é lixeira, mas usuários continuam a despejar suas quinquilharias

Apesar de toda a literatura especializada ressaltar que uma doação só deve ser recebida por uma biblioteca levando-se em consideração a sua política de desenvolvimento de coleções, na maioria dos casos não é isso que ocorre

 Tatyana Marques de Macedo Cardoso

Atenção! Você bibliotecário(a) já passou por situações inusitadas quando recebe um acervo de um doador, acervo esse que dizem ser de suma importância para a instituição? Em doze anos de profissão, já fui testemunha ocular de muitas quinquilharias que as famílias do doador, na maioria dos casos, recém falecido, querem se desfazer imediatamente. Normalmente, costumam entrar em contato com alguém da instituição, aquele(a) pessoa considerado(a) amigo(a) da família de longa data e sem que o(a) bibliotecário(a) seja comunicado(a), orquestram toda a doação, desde o transporte até a chegada ao setor.

E você, meu ou minha caro(a) bibliotecário(a), é o último a saber. Na verdade, só sabe quando todo aquele material, multiplicado em inúmeras caixas de papelão, repletos de traças e outros bichinhos que adoram umidade, adentram a biblioteca. Você, que é todo(a) organizado(a), que aprendeu ao longo de seus quatro anos de formação, sobre a importância da política de formação e desenvolvimento de coleções, se vê em uma situação inusitada, sem saber o que fazer e como agir.

Nessas circunstâncias, apesar de toda a literatura especializada ressaltar que uma doação só deve ser recebida por uma biblioteca levando-se em consideração a sua política de desenvolvimento de coleções, na maioria dos casos não é isso que ocorre. Um dos pontos dessa política aponta que o doador deve relacionar todo o conteúdo a ser doado para que o bibliotecário(a) confira se é pertinente ou não o recebimento do material. Porém, na prática, isto não ocorre.

Assim, infinitas caixas não param de chegar à biblioteca, sem que você conheça o conteúdo das mesmas. Quando você, caro(a) bibliotecário(a), se vê diante dessa situação, o desespero e a angústia tomam conta, num primeiro momento. Vontade de chorar e sair correndo não falta, mas, como somos fortes e resilientes, o jeito é encarar…

Você começa a abrir as caixas, na esperança de encontrar grandes tesouros, afinal, “a esperança é a última que morre”. De fato, você até encontra livros muito bacanas e que contemplam a missão da biblioteca, porém, numa percentagem abaixo do esperado. Objetos muito inusitados são encontrados. E dentre as quinquilharias e bugigangas, destacamos:

  • kits de aquarelas cujas tintas encontram-se totalmente ressecadas;
  • Talões de cheques sem validade;
  • Passaportes;
  • Livros/revistas com folhas recortadas;
  • Mobiliário despencado;
  • Por fim, os campeões das quinquilharias – os exames médicos, como raios-X, tomografias, exames de sangue.

Precisamos deixar e tornar claros que as bibliotecas não são depósitos de bens inservíveis de casas particulares. Elas são espaços de guarda da memória de uma instituição e/ou personalidade, sendo o seu acervo devidamente construído de acordo com a missão daquela instituição, com os objetivos e a política de formação e desenvolvimento de coleções de cada biblioteca.

Todo o acervo é devidamente organizado, ou seja, catalogado, classificado e preservado, servindo de legado para as futuras gerações. As bibliotecas não são lixeiras! E você, caro(a) leitor(a), já passou por alguma situação semelhante? Que itens do “arco da velha” já chegaram em suas bibliotecas, sem que houvesse algum tipo de serventia?

Fonte: Revista Biblioo

Parceria Comissão de Bibliotecas Escolares e Comissão de Patrimônio Bibliográfico e Documental

Com a publicação dos protocolos para as Bibliotecas Escolares em razão da Covid-19, pela Comissão de Patrimônio Bibliográfico e Documental em junho/2020, nasceu uma parceria com a Comissão de Bibliotecas Escolares, para orientar as escolas na reabertura das Bibliotecas Escolares que estava previsto, a princípio, para agosto de 2020.

A ideia inicial foi a criação de uma live, repassando os cuidados com o atendimento, com os livros e o acolhimento dos alunos nas Bibliotecas, para que fosse feito um atendimento seguro para as crianças e adolescentes. Porém, com o adiamento do retorno às aulas e a não abertura das Bibliotecas Escolares, as duas comissões voltaram seus cuidados para as crianças e seus responsáveis, em suas casas, e suas relações com os livros, em tempo de Covid-19.

Assim nasceu a Webserie Helena contra o Covid-19, que nessa primeira live irá ensinar Cuidados com os livros.

Perspectivas e possibilidades para a atuação profissional do bibliotecário em instituições do ensino superior privado como Procurador Institucional

Texto por Marcos Paulo de Passos*

O domínio ou expertise técnica do bibliotecário com relação à organização e à gestão de documentos é um dos fatores que contribuem para sua inserção profissional em diferentes mercados de trabalho.

Hoje em dia é possível falarmos de bibliotecários que atuam fora das bibliotecas sem que o fato cause estranhamento entre os pares, pelo contrário, é provável que desperte curiosidade e inaugure tendências para que outros bacharéis possam, também, adentrarem a novas possibilidades de atuação profissional. Nessa perspectiva, podemos citar casos de bibliotecários que atuam com a Gestão da Informação, Curadoria Digital, UX Researcher, dentre outras profissões do século XXI.

Nessa comunicação destaco o “Procurador Educacional Institucional”, conhecido nas instituições de ensino superior pela sigla de P.I, função que tenho exercido de forma articulada, e remunerada, com a profissão de bibliotecário. Cabe destacar que o PI pode exercer diferentes cargos numa mesma instituição, ou realizá-lo como prestador de serviços, como por exemplo, numa consultoria de regulação dos processos da IES junto ao MEC.

Nos anos 2000, no bojo das muitas mudanças ocorridas no Ensino Superior do Brasil, principalmente relacionadas à forma e aos instrumentos utilizados para realização do censo da educação superior, e aos processos de avaliação, regulação e supervisão das IES, o Ministério da Educação adotou algumas medidas rumo à informatização de suas atividades. Dentre estas, podem ser citadas a criação do Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior (SINAES) em 2004 [1], a institucionalização do cargo de Procurador Educacional Institucional e a implementação do sistema e-MEC – Fluxo de Processos de regulação das IES em 2007 [2], descritos adiante e resumidamente.

O SINAES trouxe um caráter sistemático ao processo de avaliação institucional da Educação Superior. Constituído por três componentes principais (avaliação das IES e avaliação dos cursos e do desempenho dos estudantes) possui instrumentos complementares como a autoavaliação, realizada pela comissão própria de avaliação (CPA), a avaliação externa, como as visitas in loco realizadas por comissão designada pelo MEC para avaliação dos cursos de graduação, dentre outros instrumentos, como por exemplo, o Censo da Educação Superior e o ENADE.

Com a sistematização da avaliação, novas demandas foram criadas como alicerces que contribuíssem com o aumento dos índices de qualidade na educação. A utilização de um sistema eletrônico – e-MEC – para organizar, acompanhar e dar encaminhamentos aos processos que garantissem a qualidade da oferta da educação em nível superior impulsionaram a presença de um profissional que fosse o interlocutor entre as IES e o MEC: o Procurador Educacional Institucional (PI).

O PI é um profissional que atua como interlocutor nos processos de avaliação, regulação e supervisão do ensino superior das Instituições de Ensino Superior (IES) através da tramitação de documentos institucionais, de natureza acadêmica e administrativa tais como o Plano de Desenvolvimento Institucional (PDI), os Projetos Pedagógicos de Cursos (PPC), Regimento/Estatuto, Situação Legal, Balanço Financeiro, dentre outros. Tais processos são realizados via plataforma e-MEC, sistema eletrônico de fluxo de trabalho e gerenciamento de informações criado para dinamizar os atos regulatórios das instituições do nível superior.

Assim, o e-MEC permite ao procurador institucional o acompanhamento das documentações protocoladas no sistema tais como as portarias e os processos de credenciamento ou recredenciamento institucional, as portarias e os pedidos de autorização para abetura de cursos e ofertas de vagas para graduação e pós-graduação, de reconhecimento de cursos e de renovação de reconhecimento de cursos. Também, permite acompanhar processos de aplicação e/ou revogação de medidas cautelares impostas pelo MEC no percurso de avaliação dos cursos em andamento, bem como diligências instauradas com relação aos processos encaminhados e o envio de documentações relacionadas aos processos tramitados que permaneçam em análise para fins de regulação, que possuem prazos específicos para tramitações complementares.

Estudos de Arantes (2013), Medeiros (2015) e Sousa et al (2015) destacam aptidões, habilidades e/ou conhecimentos fundamentais ao PI que podem ser compreendidos no escopo das qualificações presentes na formação dos bibliotecários e na sua atuação em contextos universitários. Os autores indicam, por exemplo, os seguintes aspectos: aptidão para analisar dados e indicadores qualitativos e quantitativos; aptidão para lidar com sistemas especialistas de informática e discernimento para identificar problemas que são oriundos do sistema eletrônico e-MEC, da Internet ou do seu próprio sistema interno da IES; conhecimento sobre os instrumentos utilizados nas avaliações de cursos e de instituições pelo MEC; habilidades para produção de textos técnicos, material didático e trabalhos de pesquisa com objetivo de orientar pessoas de diferentes graus na  instituição para coleta de dados que são analisados nos processos avaliativos.

Com relação aos processos avaliativos das bibliotecas universitárias, os instrumentos utilizados pelo INEP/MEC dão ênfase para a apresentação de indicadores sobre a presença nos acervos físicos ou digitais de bibliografia básica e complementar indicadas nos planos de ensino das disciplinas, bem como o acesso; relatórios de gerenciamento e listagens de circulação de materiais em empréstimo e número de consulentes; produtos e serviços variados, infraestrutura adequada para acomodações e ambientes para funcionários e usuários da biblioteca [3].

Diante do exposto, minimamente, podem ser formuladas algumas ponderações: perante as diretrizes que regem a profissão [4] não seria o caso dos bibliotecários terem reconhecidas entre suas qualificações/habilidades administrativas e procedimentais, também, as funções realizadas pelo PI, uma vez que caracterizaria oportunidade para uma maior participação deste profissional nos processos de regulação institucional?

Para além disso, compreendido que as noções concernentes à gestão e o armazenamento documentais, de recuperação da informação e de transmissão de documentos em formato digital, bem como a sistematização de processos organizacionais de diferentes naturezas mantém proximidade e correlação com as atribuições e domínios técnico-administrativos realizados pelos procuradores institucionais, não seriam estes aspectos condicionantes para que bibliotecários atuem, também, nesse segmento de mercado?

No contexto das instituições de ensino superior privadas, a função de bibliotecário articulada a do procurador institucional permite uma visão ampla dos aspectos presentes nos processos de regulação, bem como articulação das demandas da biblioteca com o departamento acadêmico (direção geral, coordenação de cursos e secretaria acadêmica). Muitas vezes, essa relação é marcada por uma “certa” dificuldade de diálogo sobre a natureza das prioridades institucionais. A melhoria desse diálogo pode se tornar um processo de facilitação tanto para a visibilidade dos profissionais bibliotecários na instituição, quanto para possibilidade de melhorar a posição de prioridade da biblioteca no conjunto de ações previstas, por exemplo, no Plano de Desenvolvimento Institucional (PDI) e nos Projetos Pedagógicos dos Cursos (PPC).

Por fim, vale ressaltar que muitas vezes o profissional que realiza o trabalho como PI nas instituições privadas é egresso de áreas de natureza administrativa ou tecnológica, sendo os administradores, pedagogos e gerentes de tecnologia da informação os mais recorrentes. Longe de incutir problematizações acerca da qualificação técnica de outros profissionais que exercem a função de procurador educacional institucional nas e para as IES, nem abandonar nichos tradicionais nos quais atuamos, esta reflexão inicial, que advém de uma experiência particular, pretende ampliar possibilidades de percepção de mercado e de atuação do profissional bibliotecário no contexto das instituições de ensino superior privado.

Notas

[1] BRASIL. Lei nº 10.861, de 14 de abril de 2004. Institui o Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior – SINAES e dá outras providências. Brasília, DF. 2004.

[2] BRASIL. Ministério da Educação. Portaria normativa MEC nº 40, de 12 de dezembro de 2007. Diário Oficial da União, Brasília, DF, 29 de dezembro de 2010. Seção 1. p. 23-31. Disponível em: http://download.inep.gov.br/educacao_superior/censo_superior/legislacao/2007/portaria_40_12122007.pdf . Acesso em: 01 setembro 2020.

[3] Conforme indicam os instrumentos de avaliação, por exemplo: INSTITUTO NACIONAL DE ESTUDOS E PESQUISAS EDUCACIONAIS ANÍSIO TEIXEIRA (INEP). Avaliação in loco e novos instrumentos de avaliação de instituições de educação e cursos de graduação: subsídios para a atuação de procuradores institucionais (PI). Brasília, DF: INEP/MEC, 2018.

[4] Podemos citar como exemplo os Artigos 6º, alínea d) a organização e direção dos serviços de documentação; e 7º, alínea c) inspeção, sob o ponto de vista de incentivar e orientar os trabalhos de recenseamento, estatística e cadastro das bibliotecas; da LEI Nº 4.084, DE 30 DE JUNHO DE 1962, que dispõe sôbre a profissão de bibliotecário e regula seu exercício. Também, alguns pontos constantes na descrição sumária de atividades especificadas no sistema de Classificação Brasileira de Ocupações (CBO): disponibilização da informação em qualquer suporte; gerenciamento de unidades informacionais como bibliotecas, centros de documentação, centros de informação e correlatos, além de redes e sistemas de informação. Tratamento técnico e desenvolvimento de recursos informacionais; disseminação da informação com o objetivo de facilitar o acesso e a geração do conhecimento; desenvolvimento de estudos e pesquisas; prestação de serviços de assessoria e consultoria.

Referências

ARANTES, Magda Patrícia Caldeira. In: Workshop ABMES – Treinamento do Procurador Institucional. Procurador Institucional: perfil, papel e atuação nas IES. 2013.

MEDEIROS, Iraneide. Procurador Institucional: um papel estratégico para instituições de ensino superior. Periódico Científico Projeção e Docência, v.6, n.2, p.38-46, 2015.

SOUSA, Douglas Balbino; SOUSA, Messias Kilder; SOUSA, Micheline da Penhas; MENEZES, Lídia Azevedo. Dilemas e Desafios da Função do Procurador Educacional Institucional. In: ENCONTRO DE PESQUISA E EXTENSÃO DA FACULDADE LUCIANO FEIJÃO, 8, 2015, Sobral. Anais […]. Sobral, 2015.

* Procurador Institucional da Fundação Karnig Bazarian, Bibliotecário das Faculdades Integradas de Itapetininga/SP, Doutor em Ciência da Informação pela Universidade de São Paulo. Contatos: mppassos@usp.br ; marcos.passos@fkb.br

A Cinemateca Brasileira na visão do bibliotecário Renato Noviello e da Comissão de Fiscalização do CRB-8

Texto da Comissão de Fiscalização do CRB-8

A Comissão de Fiscalização do CRB-8 reuniu-se por videoconferência com Renato Noviello, bibliotecário responsável pela biblioteca da instituição até a entrega das chaves no início de agosto, para inteirar-se da situação da instituição, em especial da situação da biblioteca e do bibliotecário, e definir ações que fossem as mais eficazes.

Nas reuniões o bibliotecário esclareceu vários detalhes da situação e contextualizou os últimos eventos. Fundada em 1956, um dos equipamentos de memória do país, detentora de acervos que registram e preservam a produção audiovisual brasileira, a Cinemateca Brasileira, vive seu momento mais crítico em 2020. Conheça um pouco dessa história na Linha do Tempo da Cinemateca, elaborada pelo bibliotecário.

É bastante comum os bibliotecários tornarem-se grandes conhecedores da memória institucional pelo trabalho de registro e suporte à pesquisa, constituindo ricas fontes de informação e potencialmente produtores de informação da própria instituição e da área de conhecimento em que atuam. Veja os exemplos nos depoimentos a seguir.

A Bibliotecária Fiscal Ruth Nunes, resgatou ações da fiscalização anteriores junto à Cinemateca desde 2013:

“Em 21/08/2013 a fiscalização do CRB-8 realizou visita de rotina junto à Biblioteca ‘Paulo Emílio Salles Gomes’ da Cinemateca Brasileira, constatando no Auto de visita que a mesma contava com Profissional habilitado Bacharel em Biblioteconomia, conforme exigência da legislação.

Entre outros pontos observados, a Comissão de Fiscalização encaminhou ofício em 23-/08/2013, considerando importante a realização de concurso público, devido a aposentadoria do bibliotecário concursado junto ao Ministério da Cultura em 2011 sendo e que não ocorreu a substituição efetiva (por concurso) da vaga deixada pelo profissional. Dessa forma, foram solicitados os préstimos da diretoria da Cinemateca, à época, para a realização de Concurso Público para provimento do cargo vago, bem como para ampliação do quadro de bibliotecários visando à manutenção da qualidade dos serviços prestados.

Devido a problemática envolvendo a instituição, a solicitação não foi atendida, sendo, porém, mantida a presença de profissional habilitado frente à Biblioteca durante todo esse período, conforme constatamos em 2016 e 2019 até o momento.” Ruth Nunes, Bibliotecária Fiscal, CRB-8/5308.

Atendendo ao convite da Comissão, o bibliotecário compartilhou um pouco da sua experiência junto à biblioteca da Cinemateca:

Renato Noviello, CRB-8 SP-010426/O

“A Cinemateca Brasileira abriga o maior acervo audiovisual da América do Sul e conta com uma das maiores equipes especializadas do mundo em seu corpo técnico. A infraestrutura de primeira linha, fruto de grandes investimentos ao longo de décadas e muita disposição política, além de abrigar laboratórios, depósitos, câmaras especiais e salas de cinema, conta também com um espaço pouco conhecido: a Biblioteca Paulo Emílio Sales Gomes. Parte do Centro de Documentação e Pesquisa, o local reúne um acervo bibliográfico especializado sobre o audiovisual brasileiro e assuntos relacionados, como cinema mundial, televisão, vídeo, fotografia, políticas culturais, entre outros. São aproximadamente 70 mil itens, entre livros, periódicos, recortes de jornais, catálogos, produção acadêmica, folhetos, roteiros, storyboards, argumentos e filmes em DVD, VHS e Blu-ray para livre acesso.

Seus profissionais executam um trabalho permanente de desenvolvimento de coleções e incorporam ao acervo quase 700 itens de diversas espécies a cada ano, sob técnicas de catalogação, descrição e indexação, além de realizarem uma constante conservação preventiva e corretiva do catálogo.

Anualmente, a Biblioteca recebe cerca de 900 usuários, além de visitas monitoradas de estudantes de todos os níveis e demais interessados. O atendimento a esses consulentes não só oferece um serviço de referência a todo o universo bibliográfico e audiovisual presente na Biblioteca, como também o uso computadores com acesso à internet e conexão wi-fi. Os trabalhadores seguem o código de ética profissional do bibliotecário, contribuindo para o incessante desenvolvimento da sociedade e executando uma constante atuação para que o local permaneça aberto a todos, não restrito a profissionais do cinema e pesquisadores.

O acervo da Biblioteca Paulo Emílio Sales Gomes é um bem público que complementa a formação do indivíduo como cidadão, promove e estimula o pensamento crítico no que tange a arte cinematográfica, democratiza o acesso à cinematografia nacional e estimula toda uma produção acadêmica e audiovisual não só brasileira, como do mundo inteiro. A preservação e organização desse bem público, como também o acesso a ele, só existem mediante o trabalho de bibliotecários, historiadores, arquivistas, documentalistas e demais profissionais da informação e da memória.

As bases da biblioteca podem ser consultadas através do link: http://bases.cinemateca.gov.br/cgi-bin/wxis.exe/iah/?IsisScript=iah/iah.xis&base=CATALOGO&lang=p ” Renato Noviello, CRB-8 SP-010426/O

Veja também

Cinemateca Brasileira, linha do tempo da sua fundação até agosto de 2020

Nota do CRB-8 sobre a Cinemateca

Abaixo-assinado Cinemateca Brasileira pede socorro

Em situação de abandono, Cinemateca espera atitude da União (Debate CEDEM UNESP)

Memória audiovisual em risco

Notas sobre uma demolição. O caso da Cinemateca Brasileira. Associação Brasileira de Documentaristas e Curta-Metragistas – São Paulo (ABD-SP)

Relatório de Gestão Roquette Pinto 2019 

O sequestro da nossa memória audiovisual 

Sobre a Fiscalização do CRB-8

Para saber mais sobre a Fiscalização

Para denúncias

Outros artigos da Comissão de Fiscalização:

Casos resolvidos com sucesso na 18ª Gestão: a atuação da Fiscal Ruth Nunes, 28/07/2020

Conselhos discutem os dez anos da Lei 12.244/10 em série de lives, 11/06/2020

Mostre seu trabalho no Mural de Serviços, 12/05/2020

Sistema de Bibliotecas Públicas do Município de Sertãozinho: um caso de sucesso de fiscalização de concursos, 12/05/2020

Fiscalização do CRB-8 em ritmo acelerado de teletrabalho, 25/04/2020

Cinemateca Brasileira, linha do tempo da sua fundação até agosto de 2020

Texto por Renato Noviello, bibliotecário, CRB-8 SP-010426/O

Anos 1940    

São criados os clubes de cinema de São Paulo que dariam origem à Cinemateca Brasileira. Paulo Emílio Sales Gomes liderava um grupo de intelectuais ligado à causa.

Anos 1950

Em 1956, ocorre a oficialização da instituição como Cinemateca.

Anos 1960    

Em 1962, surge a Sociedade Amigos da Cinemateca (SAC), associação civil sem fins lucrativos, que prevê em seus estatutos “apoiar e fomentar o funcionamento da Cinemateca de forma a contribuir para a defesa, conservação e promoção de seu acervo cinematográfico e audiovisual”.

Anos 1980    

Em 1984, a Cinemateca Brasileira renunciou à sua condição de fundação privada para ser incorporada ao governo federal, com encargos que diziam respeito à manutenção da autonomia administrativa da instituição e sua permanência em São Paulo.

Anos 1990    

Em 1995, a Cinemateca fixa-se no bairro da Vila Clementino, em imóvel cedido pela prefeitura de São Paulo, local que antigamente funcionou como matadouro da cidade. Ao longo das décadas seguintes, foram realizados grandes investimentos públicos e privados para a instalação de uma estrutura de primeira linha. Os três principais eixos da instituição (preservação, difusão e documentação e pesquisa) passam a se concentrar ali, e a Cinemateca começa então a operar sob um conceito moderno.

2008 a 2013 

A Cinemateca Brasileira vive o seu melhor período: graças a recursos investidos pelo antigo Ministério da Cultura, em parceria com a SAC (que passou à condição de OSCIP – Organização da Sociedade Civil de Interesse Público), a instituição abriga, em 2012, o terceiro laboratório mais produtivo do mundo. O dado vem da Fiaf (Federação Internacional de Arquivos de Filmes). O feito colocou a Cinemateca Brasileira atrás apenas da Biblioteca do Congresso de Washington e da Universidade da Califórnia, nos EUA. Nesse período, o corpo técnico da Cinemateca chegou a contar com cerca de 130 trabalhadores.

2013

A então ministra da Cultura, Marta Suplicy, exonera Carlos Magalhães, que dirigia a Cinemateca. Uma auditoria interrompeu os repasses financeiros à SAC. A instituição foi sendo enfraquecida: com quadro técnico reduzido, teve laboratórios de preservação e restauração paralisados, entre outros problemas. A SAC passou três anos justificando despesas, nenhum desvio foi apurado e apenas irregularidades administrativas foram apontadas.

2016

Em fevereiro, ocorre o quarto incêndio da história da Cinemateca, resultando na perda de 1.003 rolos de filmes, referentes a 731 títulos, dos quais 270 eram originais sem cópias. O episódio, que aconteceu pouco antes da chegada de técnicos recém-contratados para analisar as condições desses materiais, deixou claro que o patrimônio audiovisual é incapaz de sobreviver à falta de cuidados constantes.

2016 a 2017 

O antigo Minc, através da Secretaria do Audiovisual, assina contrato com Associação de Comunicação Educativa Roquette Pinto (Acerp), organização social qualificada pelo Ministério da Educação, para execução de um projeto para a Cinemateca.

2018

Em março, a Acerp passa a gerir integralmente a Cinemateca Brasileira após a assinatura do Contrato de Gestão, com validade de três anos. É o final do processo que transferia a administração da Cinemateca do modelo direto (governo federal) para o indireto (organização social).

2019

Em dezembro, o Ministério da Educação, então sob o comando de Abraham Weintraub, encerra o contrato do governo federal com a Acerp, empresa que também é responsável pela TV Escola. Tem início a pior crise da história da Cinemateca Brasileira.

2020

Janeiro

A Acerp continua administrando a Cinemateca na expectativa de celebração de novo contrato de gestão, que nunca viria a ser formalizado.

Março

No início da pandemia de covid-19, a Cinemateca Brasileira fecha seu espaço público    conforme as determinações das autoridades sanitárias.

Abril

A Acerp, sem dinheiro, começa a enfrentar dificuldades para pagar por serviços essenciais para a Cinemateca, como contas de energia elétrica e serviços de refrigeração. Os 62 funcionários e prestadores de serviços diretos deixam de receber seus vencimentos.

Maio

Diante da crise tornada pública, entidades nacionais e internacionais, intelectuais, artistas e a sociedade civil se mobilizam em defesa da Cinemateca Brasileira.

Junho

A maioria dos funcionários da Cinemateca inicia greve. Paralisações parciais foram feitas, e, depois, por tempo indeterminado.

O ministro do turismo, Álvaro Antônio, e secretário Especial da Cultura, Mário Frias, visitam a instituição e se reúnem com representantes da Acerp. Há expectativa de restabelecimento de contrato e de novos repasses financeiros à Acerp, que nunca aconteceram.

Julho

O Ministério Público Federal de São Paulo (MPF-SP) entra com uma Ação Civil Pública contra a União após o abandono da Cinemateca. A Justiça Federal negou liminar a favor da instituição.

Agosto

A Secretaria da Cultura de Mário Frias exige que a Acerp “entregue as chaves” da Cinemateca Brasileira ao governo federal. No dia 07, o governo vai até a instituição para receber as chaves e realizar uma vistoria técnica. A ação acontece sob escolta da Polícia Federal.

A visita, acompanhada por funcionários, técnicos federais, representantes da Associação Brasileira de Preservação Audiovisual e da Associação Paulista de Cineastas, entre outras autoridades, resulta na informação de que contratos emergenciais estão sendo executados para preservação do espaço e do acervo, e na promessa de que haverá a abertura um edital para que uma nova OS passe a administrar a Cinemateca Brasileira, processo que deve durar no mínimo três ou quatro meses.

A Acerp anuncia a demissão dos 41 celetistas que ainda estavam ligados à organização. Eles perdem qualquer acesso à instituição.

O acervo, por sua vez, segue sem os devidos cuidados. A SAC se coloca à disposição para executar trabalhos emergenciais e espera resposta.

Até o final de agosto, contudo, nenhum edital para a escolha da nova OS foi publicado, e apenas os seguintes serviços tiveram processos de contratação iniciados: luz, água, controle de pragas, manutenção predial, manutenção de elevadores, climatização, brigadistas e vigilância. A Cinemateca Brasileira segue com serviços paralisados, sem funcionários e com seu acervo em risco.

Referências

A CINEMATECA – História. Disponível em: http://cinemateca.org.br/historia/. Acesso em:  28 ago. 2020

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE CINEMATOGRAFIA. Nota Sobre A Sociedade Amigos Da Cinemateca (SAC). Disponível em: https://abcine.org.br/site/nota-sobre-a-sociedade-amigos-da-cinemateca-sac/. Acesso em:  28 ago. 2020

BRASIL. Ministério do Turismo. Coordenação-Geral de Gestão e Articulação. Despacho nº 0615394/2020/CGGA/DPA/SAV/SECULT. Sistema Eletrônico e Informações – SEI!: Ministério do Turismo. Disponível em: https://sei.turismo.gov.br/sei/modulos/pesquisa/md_pesq_documento_consulta_externa.php?PnRYD2dDR6z5PpZNBS_aIGlfb-IjcvUww5WNEWhfDEoLApmYoPJ45a5N6dFsLfphLOBExiLmKt6gvWRaFq7xqSaEomrUdxU3gCYDj-NulUY9EPxZX3vqwvZjkWE-xwIt. Acesso em:  28 ago. 2020

BRASIL. Ministério do Turismo. SEI Pesquisa processual : processo: 72031.008398/2020-28. Sistema Eletrônico e Informações – SEI!: Ministério do Turismo. Disponível em: https://sei.turismo.gov.br/sei/modulos/pesquisa/md_pesq_processo_exibir.php?yJ9R6PdrO1QJ7gQX3nV2TPZLy3vcKTG1G1jHT1QoD8vD35Llwj8n1TTG944PJjG_peeKfZA4PJ-QHZdsUkIb5dzMY8Thoslj-4kzZhrGbANWuv7NxivU8W1kLGMuK2st . Acesso em:  28 ago. 2020. Página de visualização e de acesso dos documentos integrantes do processo.

GRAGNANI, Juliana. Cinemateca, para onde Bolsonaro quer enviar Regina Duarte, teve 113 mil DVDs danificados em enchente neste ano. BBC News Brasil, 21 maio 2020. Disponível em: https://www.bbc.com/portuguese/brasil-52762444. Acesso em:  28 ago. 2020

PRADO, Luiz. Cinemateca precisa ter autonomia política e ser gerida por técnicos: É o que defendem professores da USP que foram ouvidos pelo “Jornal da USP” sobre a crise na instituição. Jornal da USP, São Paulo, 28 ago. 2020. Disponível em:https://jornal.usp.br/cultura/cinemateca-precisa-ter-autonomia-politica-e-ser-gerida-por-tecnicos/. Acesso em:  28 ago. 2020

Veja também

A Cinemateca Brasileira na visão do bibliotecário Renato Noviello e da Comissão de Fiscalização do CRB-8

As competências de Bibliotecários Universitários na Gestão de Dados Científicos na Ciência Aberta

[su_youtube url=”https://youtu.be/KjLeun44xoc”]

Esta live trará alguns conceitos baseados na experiência e pesquisas recentes sobre a Ciência Aberta e o bibliotecário de dados. Abordando as competências e habilidades necessárias para o Bibliotecário de Dados atuar em um novo perfil profissional. A palestrante também fará relatos de sua experiência como estudante de doutorado no Projeto DataONE.

Bibliotecário midiático apoia professor a navegar por plataformas e fontes de informação

Crédito: sorbetto/iStockPhoto

Seja em aulas remotas ou no dia a dia de uma biblioteca, atuação conjunta garante diversidade de olhares e amplia meios para acompanhar a aprendizagem. Novos cursos buscam trazer esse olhar

Texto por Maria Victória Oliveira

Se, para você, a palavra biblioteca é sinônimo de estantes enormes, carregadas com os mais diversos livros, e permeada por sinais de “não faça barulho”, está na hora de rever seus conceitos. Que tal pensar nesses lugares como centros de recursos, com mesas equipadas com computadores, laboratórios de pesquisa e espaços dedicados à construção conjunta do conhecimento? Parece impossível? Isso porque os espaços equipados são apenas parte da equação, que também é composta por profissionais formados e com o conhecimento necessário para guiar professores e alunos nessa nova experiência de biblioteca.

Os bibliotecários, profissionais especialistas em gerenciar informação e conhecimento, estão passando por uma verdadeira mudança do exercício da profissão. Agora, mais do que nunca, eles precisam ampliar essa curadoria que já realizam e incluir em seu trabalho a compreensão, entendimento e conhecimento de ferramentas digitais, para que sua atuação seja possível em um mundo onde o digital está sempre presente.

“Eu diria que muitos bibliotecários ainda estão ‘fossilizados’ em sua zona de conforto, no formato antigo de bibliotecas. É verdade que, no contexto brasileiro de bibliotecas públicas e escolares, há muita limitação ou, às vezes, até mesmo inexistência de recursos tecnológicos. Mas hoje, quando grande parte dos alunos têm um ‘smartphone’ na mão, a falta de recursos na biblioteca não pode mais ser usada como justificativa”, afirma Soraya Lacerda, facilitadora do EducaMídia e coordenadora do Makerspace na Casa Thomas Jefferson, em Brasília (DF).

Crédito: Arquivo Pessoal
Soraya Lacerda: O bibliotecário é um facilitador, que dá ideias, leva soluções, ajuda o professor a desenhar suas atividades

Para Soraya, a mudança do modelo mental que precisa acontecer nesses profissionais é grande, mas encará-la como possibilidade de trazerem elementos diferentes, inovadores, inusitados e relevantes para professores, alunos e demais frequentadores desses espaços pode ser uma forma de tornar o processo mais suave. A especialista já coloca essa visão em prática na espaço educacional Casa Thomas Jefferson, juntamente com Wander Martins Filho, bibliotecário coordenador e educador maker na Casa e facilitador do EducaMídia.

Segundo ele, no contexto de sociedade da informação hiperconectada, um bibliotecário midiático precisa não apenas ter ciência sobre a quantidade e variedade de fontes e suportes de informação que existem, mas ter a fluência necessária para navegar por essas múltiplas plataformas, seja no meio tradicional, o livro, ou no ambiente digital. “O bibliotecário precisa estar alfabetizado em relação à informação, ou seja, ter esse letramento, senso crítico e fluência digital. Ele deve ser uma pessoa conectada, capaz de construir conteúdos, de participar do que está acontecendo no mundo e de entender como intervir para contribuir com a produção e com curadoria de informação.”

O conhecimento digital enquanto letramento

Mas, afinal, o que significa ter essa fluência no meio digital e esse letramento que Soraya e Wander mencionam? A compreensão fica mais fácil ao levar em consideração que bibliotecários podem atuar em um verdadeiro leque de posições: em escolas, bibliotecas públicas ou em instituições que demandam informações especializadas.

Crédito: Arquivo Pessoal
Wander Martins: Bibliotecário deve ter familiaridade para descobrir novas ferramentas digitais e se adaptar às novidades

“Na biblioteca escolar, ele pode fazer a curadoria para formação de professores ou contribuir para educação midiática e fluência digital dos alunos, entendendo e criando ambientes digitais seguros, mecanismos e técnicas de busca. Em uma biblioteca pública, há pessoas que precisam das informações mais diversas, então ele deve saber diferenciar dados relevantes sobre saúde para pessoas da terceira idade, por exemplo, ou de classificados para quem procura emprego, ou sobre direitos trabalhistas. Existe uma diversidade de serviços que esse bibliotecário pode oferecer, mas ele precisa ter fluência, repertório, flexibilidade e capacidade de navegar e fazer curadoria, para que consiga contribuir de forma significativa”, explica o coordenador.

Existe uma diversidade de serviços que esse bibliotecário pode oferecer, mas ele precisa ter fluência, repertório, flexibilidade e capacidade de navegar e fazer curadoria, para que consiga contribuir de forma significativa

Nesse conjunto de habilidades, além do conhecimento sobre diversos temas, o bibliotecário midiático também deve ter uma fluência digital, ou seja, familiaridade suficiente para descobrir novas ferramentas digitais e capacidade de se adaptar às novidades, considerando que a curva de inovação tecnológica está cada vez menor, com o lançamento de novos equipamentos e tecnologias a cada ano.

Bibliotecários e professores: trabalho conjunto

Soraya usa a experiência da Casa Thomas Jefferson para exemplificar a potência do trabalho conjunto entre esse “novo” bibliotecário e o corpo docente nas escolas. Na Casa, o Centro de Recursos, como é chamada a biblioteca, é visto como uma extensão da sala de aula, frequentado diariamente por professores que procuram ajuda dos bibliotecários para pensar em formas mais dinâmicas e ativas de ensinar conteúdos, seja usando os recursos disponíveis na biblioteca ou os próprios celulares dos estudantes. “Nessa relação, enxergamos o bibliotecário como um facilitador, que dá ideias, leva soluções, ajuda o professor a desenhar suas atividades e apresenta recursos”, comenta a coordenadora.

Essa parceria também pode ser ampliada para o momento posterior, de avaliação e registro da aprendizagem. “O bibliotecário pode apresentar ideias de como os resultados e produtos finais das atividades de sala de aula ficam melhor visíveis. Nós trabalhamos com o aprendizado centrado no fazer e temos muito forte a questão de tornar o aprendizado do aluno visível para o mundo real, que é uma possibilidade de o professor trabalhar melhor a motivação e significação daquele aprendizado para o próprio estudante, para os pais, para a comunidade e para outros colegas professores.”

Importância da formação adequada

Apesar de estarem muito familiarizados com esse conceito e atuação de bibliotecário contemporâneo e midiático, Soraya e Wander reconhecem que não se trata de algo intuitivo. Ela conta que, nas conversas em universidades para as quais são convidados, a dupla nota uma mistura de estranheza e encantamento dos estudantes universitários de cursos como biblioteconomia, por exemplo, diante de suas atuações profissionais, como se isso fosse algo muito distante da profissão para a qual estão sendo formados.

Inspirada nessas conversas, Soraya começou a montar um curso para melhorar a formação acadêmica desses profissionais e trazer um olhar mais aberto ao novo contexto. A ideia foi lapidada durante um curso na Universidade de Rhode Island, nos Estados Unidos, do qual Soraya participou.

A proposta divide-se em quatro blocos: promoção e defesa da equidade informacional, para preparar o bibliotecário a atuar em qualquer contexto com mais ou menos recursos; coleta e avaliação da informação nos novos ambientes, combinado ao trabalho já realizado no mundo físico; curadoria de conteúdo a partir de diversas ferramentas midiáticas e digitais e, por fim, o módulo criar para aprender reforça o uso prático das ferramentas e conhecimentos adquiridos anteriormente.

A ideia é que esses conteúdos formem uma disciplina optativa para o curso de biblioteconomia, da Faculdade de Ciência da Informação da UnB (Universidade de Brasília), em 2021.

Crédito: Divulgação. Biblioteca da Casa Thomas Jefferson, em Brasília (DF)

O que pode ser feito agora?

Segundo Soraya, escolas que desejam mudar suas bibliotecas devem envolver toda a comunidade que utiliza o espaço (bibliotecários, professores, alunos e demais pessoas) para ouvir seus desejos, demandas e percepções. Para a coordenadora, o movimento facilita que as pessoas se reconheçam no espaço e façam melhor uso do mesmo.

No contexto da pandemia, é preciso considerar o que pode ser feito à distância. Confira algumas considerações e dicas para bibliotecários estarem ao lado de professores também durante aulas online:

– Montar painéis com recurso pedagógicos e culturais que professores podem utilizar;

– Mapear ferramentas digitais e gratuitas para facilitar o aprendizado online;

– Aprender a usar ferramentas para poder ensinar aos professores;

– Montar um serviço de disseminação para famílias e comunidade escolar;

– Direcionar a curadoria a nichos específicos: pesquisar, sugerir e indicar como famílias podem promover atividades às crianças fora das telas;

– Fazer curadoria de recursos digitais para que professores possam trabalhar uma camada de educação midiática em suas aulas e em qualquer tipo de disciplina.

Além disso, interessados no tema e, principalmente, bibliotecários e estudantes da área, podem participar do curso “Educação Midiática para Bibliotecários: conceitos e práticas”, que será realizado de forma online e gratuita nos dias 8, 15, 22 e 29 de setembro (inscreva-se até 31 de agosto). A iniciativa é do EducaMídia, em parceria com a Casa Thomas Jefferson e a Embaixada Americana, dentro do programa FuturED.

Para Mariana Ochs, coordenadora do programa EducaMídia, com o novo papel da biblioteca – que deixou de ser um repositório fechado de conteúdo para ser um portal de acesso ao conhecimento em diversas formas –, é importante reconhecer que o bibliotecário, enquanto profissional da informação, pode estar no centro das discussões sobre como identificar e encontrar uma fonte confiável, quais ambientes podem ser usados para fazer curadoria e como publicar as descobertas.

A reconfiguração do espaço da biblioteca para se transformar em um espaço de descoberta, investigação, exploração e criação, a questão da equidade da informação – que extrapola o acesso a equipamentos e a internet, mas envolve também possuir as habilidades necessárias para fazer uso adequado, construtivo e fortalecedor das ferramentas no mundo digital –, e a multiplicidade de papéis que o bibliotecário pode desempenhar são alguns temas que serão abordados na formação.

Saiba mais

Soraya, Wander e Mariana participaram de uma transmissão, realizada pelo EducaMídia, que debate o tema das bibliotecas e o novo papel dos profissionais que trabalham nesses espaços. Confira neste link.

Fonte: PORVIR Inovações em Educação

Profissionais da informação: conheça o mercado de trabalho para os formados em Biblioteconomia

Texto por Patrícia Carvalho

A palavra biblioteconomia nos remete ao termo biblioteca que, de acordo com o Dicionário Rideel da Língua Portuguesa, é definido como um local de coleção de livros. Mas engana-se quem pensa que esse é a única área do profissional formado.

A organização e conservação de livros são apenas algumas das funções exercidas pelo bibliotecário. “Uma bibliotecária ou um bibliotecário processa dados de diferentes naturezas e preserva informações, simplificando os processos e democratizando o acesso ao conhecimento por meio do mercado informacional”, explica Valéria Valls,  coordenadora do curso de Biblioteconomia na Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo (FESPSP).

Por esse motivo, há oportunidades de trabalho para esse profissional nos cargos de gestão e gerência de informações e acervos em museus, organizações não-governamentais, provedores de internet, órgãos públicos ou privados que lidam com grandes quantidades de informações ou necessitam de organização de documentos.

Além disso, com o avanço das tecnologias, há espaço para o bibliotecário atuar na alimentação de banco de dados, arquitetura de informação, gestão de portais de conteúdo e portais de acesso, assim como curadoria digital.

Leia a matéria completa publicada no site Quero Bolsa.

Biblioteca Municipal de Mogi das Cruzes retoma serviços de atendimento ao público

Prefeitura de Mogi das Cruzes

Texto por Leandro Cesaroni

A Biblioteca Municipal Benedicto Sérvulo de Sant’Anna, em Mogi das Cruzes, retomou o atendimento aos munícipes, com serviços de entrega e recebimento de livros emprestados, mediante prévio agendamento.

Outra novidade é que também já está no ar o sistema de acervo online, que permite a pesquisadores, educadores e comunidade em geral a realização de pesquisas simples ou avançadas por assunto, título da obra ou nome do autor.

Quem já é cadastrado e deseja retirar alguma obra, deve fazer contato prévio, pelos telefones 4798-6986 ou 4798-6987. Já quem deseja se associar à Biblioteca também deve fazer contato telefônico e, no momento da inscrição, é necessário apresentar duas fotos 3 x 4, um documento de identidade e comprovante de residência atual.

O acervo online está disponível para consulta de todos os interessados. Além de pesquisar os livros disponíveis, também é possível aos associados consultar reservas antigas ou ainda fazer a renovação de empréstimos, mediante inserção de código e senha.

Leia a matéria completa publicada pelo site Notícias de Mogi.

As histórias do continente africano em destaque

Texto por Marco Antônio Reis

As histórias do continente africano em destaque

1ª parte

2ª parte

Autores e Livros tem edição especial abordando a literatura produzida por escritores negros. Um dos assuntos é o acervo da Biblioteca do Senado dedicado a autores que discutem a inserção dos negros na sociedade, mas também há espaço para obras de valor literário, como os livros de Maria Firmina dos Reis e de Conceição Evaristo.

Na entrevista da semana, a conversa é com Avani Souza, que lançou ‘A África recontada para crianças’, uma verdadeira viagem pela cultura dos países africanos de língua portuguesa. E no Encantos de Versos, Marluci Ribeiro apresenta quatro poetas negros que precisam ter a obra lida sempre.

Autores no programa

Achille Mbembe, Angela Davis, Maria Firmina dos Reis, Conceição Evaristo, Machado de Assis, Avani Souza, Adão Ventura, Oliveira Silveira, José Alberto e Carlos de Assumpção.

Fonte: Senado Federal

Bibliotecas Públicas e equipamentos culturais de SMC na quarentena da Covid-19

As Bibliotecas Públicas e outros equipamentos culturais de SMC estão fechados. Veja informações dos trabalhos online e de informações de combate à pandemia do Covid-19.

As Bibliotecas Públicas, Pontos de Leitura, Bosques de Leitura e o Ônibus da Cultura do Sistema Municipal permanecerão fechadas por tempo indeterminado durante a pandemia.

A Prefeitura de São Paulo adotou medidas para evitar a proliferação do coronavírus (Covid-19) na cidade, e desde março anuncia informações sobre as medidas tomadas.

Entres essas medidas, estão o cancelamento de eventos do poder público, alvarás e autorizações emitidas para eventos privados que gerem qualquer tipo de aglomeração, além do fechamento de todos os equipamentos culturais municipais como Casas de Cultura, Teatros, Centros Culturais, Bibliotecas e as Salas de Cinema do Circuito SP Cine por tempo indeterminado.

Os equipamentos culturais se adequaram ao momento e muitos passaram a oferecer serviços online, por meio dos sites do Portal da Prefeitura e suas mídias sociais.

O site do Sistema Municipal de Bibliotecas divulga as programações online que ocorrem durante este período e direciona, por meio de link, para a mídia social – Facebook, Instagram, Youtube – onde acontecem as lives ou a gravação dos eventos.  Veja aqui a lista das midias sociais das bibliotecas de bairro, BibliotecasSP no Facebook, Instagram, Biblioteca Mário de Andrade Facebook, Youtube e Instagram, e do Centro Cultural São Paulo #ccspdecasa.

O novo coronavírus causa a doença respiratória denominada de COVID-19, responsável pela morte de milhares de pessoas em cinco continentes. A COVID-19 chegou ao Brasil no dia 26 de fevereiro.

Consulte o site da Secretaria de Saúde – Coronavirus para obter informações sobre a doença e das ações de SMS.

 A Secretaria de Relações Internacionais faz um levantamento internacional de recomendações e medidas adotadas para o enfrentamento da Covid-19 com a finalidade de contribuir para a formulação de projetos e ações de contenção que estão sendo aplicadas na cidade de São Paulo. O documento é atualizado semanalmente, acesse todas as edições do mapeamento de ações internacionais de enfrentamento ao coronavírus.

Controladoria Geral – Transparência COVID-19 – sados, legislação e informações específicas a respeito das medidas tomadas para o combate ao coronavirus.

Fonte: Prefeitura Municipal de São Paulo

Memorial da América Latina lança clube de leitura online sobre literatura latino-americana

Com quatro encontros, projeto Ler a América Latina tem início no dia 19 de setembro, com o conto “A chinela turca”, de Machado de Assis

O Memorial da América Latina lança, no dia 19 de setembro, uma nova atividade online: o clube de leitura Ler a América Latina. Neste primeiro módulo estão previstos debates sobre Machado de Assis, Julio Cortázar, João Rio e Horacio Quiroga.

Com o objetivo de fomentar a leitura e a discussão sobre a literatura latino-americana, o clube terá quatro encontros, aos sábados, com curadoria da equipe da Biblioteca Latino-Americana, todos realizados por meio da plataforma Google Meet, sempre das 10h  às 11h30. Todos os contos selecionados para o projeto estarão disponíveis para download.

O tema do primeiro encontro é Literatura Fantástica, em que será discutido o conto “A chinela turca”, de Machado de Assis. Publicado pela primeira vez no jornal A Época, em 1875, foi incluído na coletânea Papéis Avulsos, em 1882. O conto apresenta a história do bacharel Duarte que, ao se preparar para ir a um baile com Cecília, recebe a visita do major Lopo Alves, disposto a ler para ele um livro de 180 páginas.

A mediação do debate fica por conta do colaborador da Biblioteca Latino-americana, Eduardo Martins de Azevedo Vilalon.

O link para acessar a plataforma será enviado por e-mail 15 minutos antes do encontro. Haverá emissão de certificado (frequência mínima de 75%). As inscrições devem ser feitas por formulário online, no link https://forms.gle/VeyAdBnNQ61bfXjP6

A atividade também está comprometida com a Agenda 2030 da Organização das Nações Unidas (ONU), que prevê 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), estando relacionada ao Objetivo 4: ““Assegurar a educação inclusiva, equitativa e de qualidade, e promover oportunidades de aprendizagem ao longo da vida para todos” (https://nacoesunidas.org/pos2015/agenda2030/).

Confira a programação completa

19 de setembro

“A chinela turca”, Machado de Assis

17 de outubro

“A casa tomada”, Julio Cortázar

 14 de novembro

“O bebê de tarlatana rosa”, João do Rio

12 de dezembro

“O travesseiro de pena”, Horacio Quiroga

Serviço:

Clube de Leitura Ler a América Latina

Dias 19/09, 17/10, 14/11 e 12/12

Das 10h às 11h30

Plataforma: Google Meet (o link será enviado 15 minutos antes do encontro)

Inscrições: https://forms.gle/VeyAdBnNQ61bfXjP6

Certificados: frequência mínima de 75% do total de encontros do ciclo

Fonte: Memorial da América Latina

Combate à desinformação pelas bibliotecas no cenário da pandemia do novo coronavírus

Por Marta Leandro da Mata

A biblioteca pode ser caracterizada como um centro de recursos e de aprendizagem, com a disponibilização de diversos tipos de materiais (impresso, eletrônico e virtuais) e oferecimento de variados serviços, que estarão em consonância com o tipo de biblioteca e a comunidade em que faz parte, visando a sanar as necessidades informacionais de seus usuários. Acrescenta-se que alguns produtos estão condicionados aos recursos destinados às bibliotecas.

Esses serviços compreendem ações de âmbito educacional, informacional e cultural, como, por exemplo, visita guiada, empréstimo entre bibliotecas, salas de leitura, apoio à normalização, empréstimo domiciliar, levantamento bibliográfico, empréstimo de equipamentos eletrônicos, treinamento de bases de dados, Rede Wireless, orientação na ficha catalográfica, hora do conto, clube de leitura, exposições artísticas e/ou de temáticas emergentes, café literário, serviço de referência, ações de competência em informação, entre outros.

É importante salientar que com a pandemia do novo coronavírus (COVID-19), as bibliotecas tiveram que se reinventar, isto é, criar novas abordagens no que diz respeito aos produtos, recursos e serviços fornecidos tradicionalmente, fazendo uso principalmente das Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC), com ênfase nas mídias sociais e até mesmo nos recursos analógicos.

Neste sentido, destacam-se os serviços relacionados à competência em informação, mais especificamente, aos processos de avaliação de informação e de notícias falsas e/ou distorcidas, visando o combate à desinformação no que diz respeito ao novo coronavírus. Enfatiza-se que estes serviços podem contribuir para as questões no âmbito sanitário no Brasil, observando-se a difusão massiva de informações falsas e/ou distorcidas a este respeito, que têm provocado grande impacto por meio da manipulação da opinião da população, culminando com a ampliação de casos de contaminação do vírus no país.

Lei a matéria completa publicada no site InfoHome.

Biblioteca de Manguinhos completa 120 anos buscando novas estratégias em prol do conhecimento

Texto por Assessoria de Comunicação do Icict/Fiocruz

Fachada do prédio atual da biblioteca (Foto: Raul Santana/Banco de Imagens Fiocruz)

A biblioteca mais antiga da Fundação Oswaldo Cruz nasceu quase que concomitantemente à própria instituição: os primeiros livros chegaram ao espaço da antiga Fazenda Manguinhos em agosto de 1900. Nos 120 anos seguintes, a Biblioteca de Manguinhos cresceu e tornou-se referência como acervo em ciências biomédicas. Passou por inúmeros desafios e transformações – como, por exemplo, as mudanças nas formas de divulgação científica. Ou o impacto das tecnologias digitais. E, agora, a epidemia do novo coronavírus.

Hoje, ocupa grande parte do Pavilhão Haity Moussatché, no campus central da Fiocruz, onde também funciona o Instituto de Comunicação e Informação em Saúde (Icict), responsável por sua coordenação. Ao mesmo tempo, sua Seção de Obras Raras prossegue instalada no Castelo Mourisco, resguardando milhares de volumes que ajudam a contar a história da saúde e da ciência no Brasil. A biblioteca completa seus 120 anos de vida em meio à pandemia, o que fez com que seu espaço físico tenha permanecido fechado ao público nos últimos meses. Apesar disso, não parou de funcionar. Sua equipe prossegue fazendo atendimentos online. Orientando usuários: pesquisadores, estudantes, cientistas. Oferecendo treinamentos a distância. E, claro, preservando seus acervos. Além disso, tem buscado formas de garantir o acesso à ciência em tempos de crise sanitária.

A história e os desafios da biblioteca mais antiga da Fiocruz foram lembradas no seminário online Biblioteca de Manguinhos – 120 anos: o papel da biblioteca especializada na comunicação e divulgação científica, realizado no dia 7 de agosto. Na abertura, a presidente da Fiocruz, Nísia Trindade Lima, anunciou em primeira mão que a insituição receberá financiamento para a digitalização de seu acervo raro e especial. “Os pesquisadores desde o início do século passado sabiam que o conhecimento não podia se restringir aos laboratórios. A memória e o acesso são fundamentais. Por isso apresentamos um projeto e o Ministério da Saúde irá apoiar a digitalização do acervo de obras raras. Um trabalho que será fundamental para que possamos cada vez mais oferecer condições de consulta aos pesquisadores e à população, não só do Brasil, mas de todo o mundo”, comemorou.

Desafios

Também participaram a vice-presidente de Educação, Informação e Comunicação da Fiocruz, Cristiani Machado, e o diretor do Icict, Rodrigo Murtinho. Nas palavras da vice-presidente, a maior riqueza da biblioteca está na integração entre seu acervo e sua equipe de profissionais. “São várias áreas dentro do campo da saúde, biologia, psicologia, medicina tropical, entre outras, servindo a pesquisadores e docentes de todo o país. Há grande preocupação [da equipe] com a conservação cuidadosa do acervo e com a ampliação do acesso”, observa. Já Murtinho ressaltou que o dia de celebração acontece em um momento complexo para o país. “Estamos diante do maior desafio sanitário da nossa geração, e a Fiocruz vem batalhando dia a dia, apoiando a sociedade no enfrentamento à pandemia. A Biblioteca de Maguinhos tem, desde os tempos de Oswaldo Cruz, uma trajetória marcada pelo desenvolvimento tecnológico e pelo domínio das tecnologias de informação e comunicação, sempre dando grande importância à produção, à comunicação e à divulgação do conhecimento. Nesses 120 anos, ela vem se reinventando, adaptando-se às diferentes fases e desafios, com um trabalho dedicado que envolve a construção das bibliotecas virtuais em saúde, a alimentação cotidiana do repositório Arca, a montagem e o apoio às estratégias de busca para pesquisadores e estudantes, além do desafio de construir uma Ciência Aberta”, declarou.

Detalhe do salão de leitura do Setor de Obras Raras A. Overmeer (Foto: arquivo/Banco de Imagens Fiocruz)

“É uma história que se inicia junto com a da própria instituição. Ouso dizer que somos um dos primeiros embriões da Fiocruz. A biblioteca, aliás, não surgiu como uma estrutura arquitetônica, com livros organizados nas estantes, como é tradicional”, narrou Igor Falce, coordenador da biblioteca. “Nossa história começa quando os primeiros livros foram trazidos da Europa, em 1900, e armazenados ainda em barracões. Nossa memória está na própria gênese e constituição do patrimônio bibliográfico da Fiocruz. Isso se reflete no desenvolvimento científico da instituição. A Biblioteca de Manguinhos sempre foi muito valiosa como fonte de informação para os pesquisadores. E por trás de tudo isso, estão profissionais que se dedicaram e se dedicam a esse trabalho de promover o acesso à informação.” Igor moderou o debateao lado da bibliotecária Tarcila Peruzzo, da Seção de Obras Raras. O evento online teve a participação de Rita de Cássia do Vale Caribé, professora da Universidade de Brasília, que falou sobre o conceito de comunicação científica e o papel das bibliotecas especializadas.

Diante da pandemia, a biblioteca não está fazendo atendimentos presenciais. “Tivemos que nos reinventar e nos adaptar. Peço a vocês, que nos ouvem, que sigam nossos perfis nas redes sociais. Temos buscado aproveitar as potencialidades dessas formas de comunicação, desenvolvendo o atendimento virtual e remoto. Também disponibilizamos recentemente treinamentos online em base científica, abertos ao público, e tivemos uma grande procura”, acrescentou Igor, citando os perfis no Facebook e no Instagram.

Atualmente, a Biblioteca de Manguinhos reúne um acervo de cerca de 1 milhão de volumes, incluindo 7.725 títulos de periódicos científicos da área biomédica, dos quais 887 títulos são correntes, 156 mil volumes de monografias, entre livros científicos, dissertações e teses, anais de congressos etc. Possui ainda acesso às principais bases de dados na área de Ciências da Saúde, uma videoteca com cerca de 1.425 títulos e obras raras, estas com cerca de 70 mil volumes. Aos 120 anos, alia o olhar para o futuro e o passado, aliando a utilização das mais avançadas tecnologias e a democratização do acesso ao usuário com as condições necessárias de preservação e divulgação do acervo das obras raras da Fiocruz.

Fonte: Instituto de Comunicação e Informação Científica e Tecnológica em Saúde (Icict/Fiocruz)

Livro ilustrado é tema de oficina online da Biblioteca Parque Villa-Lobos

A Oficina Online Uma Introdução à Linguagem e História do Livro Ilustrado começa em 25 de agosto, é gratuita e está com inscrições abertas (vagas limitadas). A atividade faz parte da programação da Biblioteca Parque Villa-Lobos, instituição da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Governo do Estado de São Paulo, gerida pela Organização Social SP Leituras, eleita pelo segundo ano consecutivo como uma das 100 Melhores ONGs do Brasil.

Os encontros virtuais vão até 28 de agosto, sempre das 10h às 12h, e serão comandados pelo ilustrador e autor premiado Odilon Moraes. As atividades abordarão o conceito de livro ilustrado e dos principais fundamentos da conexão entre a escrita e a imagem na narrativa. O artista também vai conversar com os alunos sobre o processo de produção dessas obras, mesclando teoria e propondo também a prática dos ensinamentos, com exercícios. Formado em arquitetura pela USP, Moraes ganhou vários prêmios Jabuti de ilustração e também foi agraciado três vezes com “o melhor livro para crianças do ano” pela FNLIJ. Foi professor convidado do Instituto de Estudos da Linguagem da Unicamp.

A oficina faz parte da programação online e gratuita da BVL e vai de encontro às atividades que podem ser realizadas sem sair de casa, neste momento de enfrentamento da pandemia. Com a necessidade de estimular o distanciamento social e outras medidas de proteção contra o contágio pelo novo coronavírus, a Secretaria de Cultura e Economia do Governo do Estado de São Paulo criou o #Culturaemcasa, que amplia a oferta de conteúdos virtuais dos equipamentos. Importante acrescentar que as atividades presenciais na biblioteca continuam suspensas e, para mais informações, acesse as nossas redes sociais e site.

Oficina Online Uma Introdução à Linguagem e História do Livro Ilustrado

Com Odilon Moraes.

Dias 25, 26, 27 e 28 de agosto, das 10h às 12h.

Carga horária: 8 horas.

Indicado para maiores de 16 anos.

Inscrições abertas.

Para participar, acesse www.bvl.org.br/inscricao.

Vagas limitadas.

Bicentenário da Independência: Senado assinará acordo com Biblioteca Oliveira Lima

Texto por Comunicação Interna

O senador Randolfe Rodrigues participará da cerimônia, que está marcada para as 19h de segunda-feira
Leopoldo Silva/Agência Senado

O Senado assinará nesta segunda-feira (17) um protocolo de cooperação entre a Comissão Especial Curadora do Bicentenário, responsável por organizar as comemorações dos 200 anos da Independência do Brasil, e a Biblioteca Oliveira Lima, da Universidade Católica da América, situada em Washington. A cerimônia, que será on-line, está marcada para as 19h e será transmitido pelo canal da TV Senado no YouTube.

Já confirmaram presença o senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), que é o coordenador da Comissão Curadora; Ilana Trombka, diretora-geral do Senado; Aaron Dominguez, da Universidade Católica da América; Nathalia Henrich, diretora da Biblioteca Oliveira Lima; e Esther Bemerguy, vice-presidente do Conselho Editorial do Senado (Cedit) e secretária da Comissão Especial Curadora do Bicentenário.

A Biblioteca Oliveira Lima contém um conjunto de livros, manuscritos, brochuras, mapas, fotografias e obras de arte sobre a história e a cultura de Portugal e do Brasil. A coleção original era a biblioteca pessoal do diplomata, historiador e jornalista brasileiro Manoel de Oliveira Lima (1867–1928).

Instituída em 2019 por iniciativa do senador Randolfe Rodrigues, a Comissão Especial Curadora do Bicentenário tem por objetivo viabilizar as comemorações em torno do tema “O Senado Federal e os 200 anos da Independência do Brasil”. Estão previstas, entre outras atividades, a edição de livros e a realização de seminários e exposições.

Fonte: Agência Senado

Ministério Público recomenda que bibliotecas escolares devem ser reestruturadas em Bayeux

cidade de Bayeux Foto: reprodução

O Ministério Público da Paraíba recomendou que a Prefeitura, Secretaria de Educação e direções das escolas de Bayeux criem ou reestruturem bibliotecas em cada unidade escolar do sistema municipal de ensino. O objetivo da recomendação expedida pela 2ª promotora de Justiça de Bayeux, Ana Caroline Almeida, é garantir a efetivação da Lei de Universalização das Bibliotecas (Lei n° 12.244/10).

De acordo com a promotora, foram constatados problemas estruturais e funcionais em todas as bibliotecas ou salas de leitura das escolas da rede municipal, além da biblioteca municipal, através de vistorias realizadas pelo Conselho Regional de Biblioteconomia, após requisição a Promotoria de Justiça.

Na Biblioteca Pública Central do Município Virginius da Gama e Melo, foram detectadas irregularidades como falta de autonomia do bibliotecário, ausência de climatização, poucas cadeiras e mesas para os usuários, ausência de catálogo, metade do acervo sem ser classificado ou catalogado física ou eletronicamente, com o agravante de que os alunos da rede pública municipal não tem livre acesso ao acervo, seja para consultas ou empréstimos.

Leia a matéria publicada pelo site Portal Paraíba.