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Biblioteconomia

Conheça a pesquisa sobre bibliotecas prisionais vencedora de prêmio nacional

Dissertação de mestranda da UFS abordou estímulo à leitura em bibliotecas prisionais

Trabalho foi desenvolvido no Prefem. Fotos: Divulgação/Paulo Fernades Júnior

Texto por Abel Victor

Até janeiro de 2018, tudo levava a crer que Raquel Gonçalves iria enveredar pelo tema da biblioteca escolar no mestrado. Ela, além de se interessar pelo assunto, já atuava na área. Mas um convite da orientadora Germana Araujo mudou o curso da pesquisa realizada no Programa de Pós-Graduação em Ciências da Informação da Universidade Federal de Sergipe (PPGCI/UFS).

Germana perguntou o que a então orientanda achava de realizar um trabalho no Presídio Feminino de Sergipe (Prefem), localizado em Nossa Senhora do Socorro, onde a docente colabora com o projeto Odara, que oferece capacitações às internas. Foi uma surpresa para Raquel que nunca tinha entrado em um presídio e cogitado o tema. Isso até a primeira visita, quando “se apaixonou pela causa” e observou que a biblioteca da unidade “ precisava ser utilizada, ser explorada”.

Foi, a partir daí, que surgiu a ideia de criar um projeto de intervenção para ampliar o uso da biblioteca do Prefem através de dinâmicas culturais, como clubes de leitura e exibição de curtas-metragens. Para isso, Gonçalves analisou o espaço e mapeou os temas que interessavam as internas.

“A gente via que tinha uma utilização da biblioteca, mas sempre com os mesmos livros. Lá, o empréstimo funciona da seguinte forma: você solicita o livro através de uma folha que vai passando de cela em cela e uma responsável pela biblioteca pega esses livros e leva até a essas internas. Então, assim, havia uma repetição de livros, sempre pedindo os mesmos livros, porque era por recomendação”, explica.

“Então, o nosso trabalho tinha o intuito de dinamizar o uso, que elas pudessem utilizar livros que nunca foram emprestados, sobre assuntos de temáticas sobre o feminismo, maternidade, violência doméstica, direito da mulher e vários outros assim que não eram explorados. Aí, através das dinâmicas culturais, a gente conseguiu fazer uma ponte entre curtas-metragens e os livros”, complementa.

Leia a matéria completa publicada pela Universidade Federal de Sergipe

Biblioteca Apostólica do Vaticano dedica ‘Agenda de 2021’ à ‘mulher e os livros’

Agenda enfatiza a mulher como construtora e guardiã das bibliotecas no tempo

Maria com o livro no colo no quadro ‘Anunciação’, de Fra Angelico (Wikimedia/ Web Gallery of Art)

“Não é possível fazer a história da Biblioteca dos Papas sem iluminar o contributo das mulheres”, escreve o cardeal português José Tolentino Mendonça, bibliotecário da Santa Sé, na apresentação da nova Agenda 2021 da Biblioteca Apostólica Vaticana, dedicada ao tema “A mulher e os livros. A mulher como construtora e guardiã das bibliotecas no tempo”.

“Mulheres escritoras, mulheres artistas, mulheres teólogas, mulheres protagonistas da vida da Igreja, mulheres mecenas, mulheres criadoras, mulheres de ciência e de cultura. E tudo é hoje assim. Basta pensar que mais da metade da comunidade de trabalho que faz funcionar a Biblioteca Apostólica do Vaticano é constituída por mulheres”, acrescenta o primeiro diretor do Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura, em Portugal.

A agenda desvela ainda a “presença da mulher nos tesouros literários e iconográficos da Biblioteca Apostólica do Vaticano”, escreve o cardeal num texto de apresentação da nova edição publicado no jornal L’Osservatore Romano.

No artigo, aponta a página do Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura, o biblista recorda o comentário de Santo Ambrósio à narrativa bíblica da anunciação: “resultou útil a Maria, no seu colóquio com o arcanjo, ter lido antecipadamente o profeta Isaías, em particular o passo em que se diz que uma virgem dará à luz um filho”. Estas palavras, acrescenta, ofereceram “ao imaginário artístico ocidental aquele que se tornaria depois um dos elementos mais curiosos e constantes na representação do mistério da encarnação: a presença de um livro entre as mãos da Mãe de Cristo”.

Leia a matéria completa publicada pelo Dom Total

A saga das bibliotecas brasileiras

Dênio SImões/Agência Brasília

Texto por Iriam Starling

Em 29 de outubro se comemora o Dia Nacional do Livro, data da inauguração da Biblioteca Nacional, que já foi muito maltratada, relegada a depósitos úmidos e inadequados, o que causou uma grande perda do seu acervo ao longo do tempo.

As bibliotecas só começaram a surgir no Brasil a partir da segunda metade do século XVI, em Salvador, com a instalação do Governo Geral. Graças às companhias religiosas, principalmente à Companhia de Jesus, surgiram os primeiros acervos no país, que se tornaram centros de cultura e formação intelectual. De lá para cá, as bibliotecas brasileiras vêm sofrendo altos e baixos e só não sucumbiram completamente devido à luta de bibliotecários e aficionados por livros.

Com a expulsão dos Jesuítas do Brasil pelo Marquês de Pombal, em 1773, e o consequente confisco de seus bens, as Bibliotecas se tornaram amontoados de livros que se deterioraram com o tempo. Somente depois da vinda da família real portuguesa para o Brasil, em 1807, a Biblioteca Nacional foi inaugurada, graças ao encarregado da biblioteca real, Alexandre Antônio das Neves, que sugeriu ao príncipe Dom João que despachasse os caixotes de livros para o Brasil. Porém, somente em março de 2011os primeiros 230 caixotes foram embarcados para a colônia e a biblioteca foi efetivamente aberta ao público em 1814, ou seja, 7 anos após a chegada da família real.

A primeira biblioteca de caráter genuinamente público, no Brasil, foi a Biblioteca Pública da Bahia, fundada no dia 13 de maio de 1811, por iniciativa de um rico senhor de engenho, Pedro Gomes Ferrão Castelo Branco e de um grupo de homens inteligentes e cultos que, às escondidas, liam em clubes maçônicos livros franceses com ideais iluministas. Apesar da louvável iniciativa, a biblioteca ficou abandonada até 1820. Em 17 de novembro de 1900 ela foi transferida para o Palácio Rio Branco e, em 1911, no seu centenário, já contava com 42 mil volumes, mas apenas 300 deles sobreviveram ao incêndio ocorrido em janeiro de 1912. Ela só renasceu em 1939, sob a administração de Jorge Calmon, que se dedicou à sua modernização durante três anos.

É importante que se faça um movimento consistente e duradouro no sentido de incentivar e fortalecer o trabalho das bibliotecas públicas. Mais que uma mera fonte de informação, a biblioteca pública democratiza a leitura e o conhecimento. Sua atuação deve integrar a sociedade e as informações por ela disponibilizadas, promovendo inclusão social e despertar em cada um o prazer da leitura. O mais importante, no entanto, é que as bibliotecas são guardiãs da nossa cultura, nossa identidade, nossa ciência e nossa evolução. Sonho com o dia em que os brasileiros valorizarão os livros como devem ser valorizados, mas temo que não vou viver o suficiente para ver isso.

Até hoje o Brasil não tem bibliotecas públicas em quantidade adequada à sua população e muitas não oferecem serviços de qualidade. Segundo dados do Library Map of The World, uma iniciativa da Federação Internacional de Associações e Instituições Bibliotecárias (IFLA, na sigla em inglês), o Brasil possui apenas 6057 bibliotecas públicas, cerca de uma para cada 34 mil habitantes. Para piorar, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), esse número sofreu uma queda de quase 10% em quatro anos (de 2014, a 2018).

Infelizmente, também não há uma legislação específica que garanta a existência e o bom funcionamento de bibliotecas públicas em território nacional, coerente com a realidade. A ausência ou mesmo a descontinuidade dos investimentos em políticas públicas para o setor foram ainda mais impactados com e a realocação do Sistema Nacional de Bibliotecas Públicas (SNBP) para a Secretaria da Economia Criativa, dentro do Ministério da Cidadania, dificultando o diálogo e as articulações com esse órgão, no Governo Bolsonaro.

Para agravar a situação, em setembro de 2019, com menos de uma semana para a realização do VI Fórum Brasileiro de Bibliotecas Públicas, que estava programado para acontecer durante o XXVIII Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e Documentação, nos dias 03 e 04 de outubro, o SNBP comunicou o cancelamento justificando restrições orçamentárias impostas para o presente exercício aos Ministérios.

As pessoas de baixo poder aquisitivo, que já não têm exercício de leitura, também não têm acesso ao livro nem em escolas, nem em bibliotecas, agravando ainda mais o afastamento da leitura. Monteiro Lobato foi certeiro quando disse que “Um país se faz com homens e livros”, mas se esqueceu de um importante fator: homens temos bastante, livros também, no entanto, nada disso adianta se os homens não têm acesso aos livros.

Referências

SANTOS, Josiel, MachadoBibliotecas no Brasil: um olhar histórico. In: Revista Brasileira de Biblioteconomia e Documentação, Nova Série, São Paulo, v.6, n.1, p. 50-61, jan./jun. 2010.

RIBEIRO, Alexsander Borges. Bibliotecas públicas do Brasil: passado presente e futuro. Porto Alegre, 2008, Universidade Federal do Rio Grande do Sul.

FREITAS, Marilia Augusta; SILVA, Vanessa. Bibliotecas públicas brasileiras: panorama e perspectivas. In: Rev. digit. bibliotecon. cienc. inf. Campinas, SP v.12 n.1 p.123-146 jan/abr. 2014 ISSN 1678-765X

Brasil possiu apenas uma blbioteca pública para cada 30 mil habitantes. Edição Brasil

Fonte: Pensar a Educação em Pauta

As várias facetas e competências de um bibliotecário

Com o acontecimento da pandemia do Covid19, muitas áreas precisaram se reinventar. Nesse contexto, faz-se necessário pensar em como a biblioteconomia sofreu os impactos dessa crise e de que forma as várias facetas e competências dos profissionais da área podem contribuir para se adaptar aos novos cenários.

Para o vice-presidente do Conselho Regional de Biblioteconomia de São Paulo, João de Pontes Junior, desde sempre, a biblioteconomia passou por fases em que se temia que algo inovador fosse extinguir a área. “Primeiro foi o computador, depois o CD-ROM, com suas bases de dados. Então veio a internet, com seus portais de busca e, depois, os E-books. Agora existem as famigeradas bibliotecas digitais. Mas o que o bibliotecário precisa sempre se lembrar é que para a informação estar em qualquer lugar, ela precisa estar bem estruturada e ser feita por um profissional de biblioteconomia, que vai organizar, classificar, catalogar e indexar a informação”, diz.

De acordo com o Gerente Bibliotecário do Portal de Periódicos Eletrônicos Científicos da UNICAMP, Gildenir Carolino dos Santos, os bibliotecários possuem habilidades únicas para organizar informações com a finalidade de encontrar fontes de informações. “Isso pode ajudar os editores e pesquisadores a compreender melhor as ferramentas que podem ser úteis para o contexto das solicitações de indexações em grandes agências nacionais e internacionais, no contexto necessário para garantir com exatidão e veracidade as informações para a indexação dos dados”, afirma.

Gildernir faz palestras sobre o assunto e destrincha todas as facetas e opções profissionais dentro da biblioteconomia, citando dez possibilidades. São elas: bibliotecário de unidade de informação, bibliotecário de base de dados, bibliotecário de bibliotecas digitais, bibliotecário de normas técnicas, editor, bibliotecário de indexação, bibliotecário de curadoria e preservação digital, bibliotecário de metadados, gestor de portais periódicos e bibliotecário de editoração científica.

Para ele, o profissional bibliotecário tem que investir em si mesmo ao longo do seu aprendizado e fazer vários papéis ao mesmo tempo, especialmente agora que estamos na era digital e na sociedade da informação e do conhecimento e, nesse exato momento, isso é ainda mais necessário com o marco da pandemia. “É preciso apostar no seu potencial para se tornar um editor bem sucedido, capaz de administrar, criar e inovar em publicações científicas eletrônicas para uma sociedade interessada na informação”, conclui.

Quem quiser saber mais sobre o tema, poderá acessar o canal do Youtube do CRB-8 SP e conferir a live realizada no dia 20 de outubro, ou clicar neste link:

Sobre o Conselho Federal de Biblioteconomia.

O Sistema CFB/CRB é composto pelo Conselho Federal de Biblioteconomia e pelos Conselhos Regionais de Biblioteconomia. O objetivo do Sistema CFB/CRB é atuar em prol da sociedade brasileira por meio da sua principal missão: fiscalizar o exercício profissional do bibliotecário, cuja operacionalização é feita pelos Conselhos Regionais. Para o Sistema CFB/CRB um país aparelhado com bibliotecas contribuirá na formação de cidadãos esclarecidos, críticos e participativos, condição sine qua non para o progresso de uma nação.

Fonte: SEGS

Biblioteca oferece bibliografia antirracista para celebrar Dia da Consciência Negra

A Biblioteca do Senado lançou um boletim de bibliografias selecionadas em comemoração ao Dia da Consciência Negra. Chamado de “Branquitude e Antirracismo: Alianças Possíveis”, a lista traz diversos títulos que incentivam a reflexão sobre o racismo no Brasil e promovem o debate sobre as relações raciais e o papel dos indivíduos na luta antirracista. Entre os livros selecionados estão: Não basta não ser racista, sejamos antirracistas, de Robin Diangelo; Tecendo redes antirracistas: Áfricas, Brasis, Portugal, de Anderson Ribeiro Oliva e O povo brasileiro, de Darcy Ribeiro. As obras selecionadas estão disponíveis no site da Rede Virtual de Bibliotecas (RVBI). A reportagem é de Lara Kinue.

Fonte: Agência Senado

Biblioteca Mário Quintana, em Santos, comemora Dia da Consciência Negra

Sarau será realizado remotamente via Google Meet

Empréstimo de livros, por enquanto, não está sendo feito
Foto: Divulgação/PMS

Para comemorar o Dia da Consciência Negra (20 de novembro), a Biblioteca Mário Quintana, da Secretaria de Educação (Seduc), realizará nesta quinta-feira (19), às 19h, o Sarau na Quinta, com o tema Mama África, no modo remoto, via Google Meet (meet.google.com/zrn-aayg-axd).

“A proposta do Sarau deste mês é dar relevância às escritoras negras brasileiras que nos brindam com seu talento em maravilhosas obras.  Ao ler essas mulheres negras que furaram o cerco, encontramos espelhos que permitem reconhecimento pelas histórias, pelos escritos e pelas vivências. E nos traz esperança de um futuro mais igualitário, pois essa perspectiva é vislumbrada e atestada nos poemas e prosas dessas brilhantes autoras”, explicou a chefe da seção de biblioteconomia da Seduc, Cristina Zinezi.

O encontro contemplará as obras das escritoras Conceição Evaristo, Miriam Alves, Esmeralda Ribeiro, Geni Guimarães, Carolina Maria de Jesus, Jarid Arraes, Mel Duarte, Kiussan de Oliveira e Michelle Souza. A última é ex-aluna da rede municipal e escreveu o livro ‘Avoa’, publicação que contou com o apoio da Prefeitura, investimento da iniciativa privada e edição da Realejo Livros.

O Sarau de dezembro será no dia 17, com o tema ‘Da minha janela vejo o futuro’ e em breve será divulgado o endereço de acesso.

Biblioteca Mário Quintana – Situado no Centro Darcy Ribeiro (Rua São Paulo, 40A), o espaço, sede da Seção de Biblioteconomia da Seduc, é especializado na área da Educação e ainda concentra diversificado acervo literário. Neste período de pandemia, não estão sendo feitos empréstimos.

Fonte: Diário do Litoral

‘Sempre fui em busca dos meus sonhos, como ela’, diz bibliotecária sobre escritora Carolina Maria de Jesus

Izabel Monteiro, de 33 anos, trabalha na Biblioteca Carolina Maria de Jesus, do Museu Afro Brasil, em SP, e vê similaridades entre sua vida e a da escritora negra autora de ‘Quarto de Despejo’. Série especial do G1 ‘O que nos une’ marca semana da Consciência Negra.

Texto por Fábio Tito

Antes de entrar na faculdade para cursar biblioteconomia, Izabel Monteiro, de 33 anos, fez um preparatório no Cursinho Popular Carolina de Jesus, no Capão Redondo, Zona Sul de São Paulo. Saiu de lá, como diversos outros estudantes, sem saber sequer que era uma importante escritora negra quem dava nome ao local.

Também mal sabia que essa coincidência faria tanto sentido poucos anos depois, quando conseguiu um estágio na Biblioteca Carolina Maria de Jesus, que faz parte do Museu Afro Brasil, no Parque Ibirapuera.

Na semana da Consciência Negra, o G1 publica a série especial “O que nos une”. As reportagens lembram personagens negros e negras importantes na história do Brasil, através do olhar de pessoas inspiradas por eles ou que têm trajetórias similares.

Izabel Monteiro, responsável pela Biblioteca Carolina Maria de Jesus, em São Paulo, exalta a memória da escritora e seu ‘diário de uma favelada’. Ela posou para fotos no amanhecer diante do museu onde trabalha, no Parque Ibirapuera — Foto: Fábio Tito/G1

“Até então eu não sabia a importância dessa mulher negra na literatura brasileira. E aí eu vim trabalhar no museu, onde tive o contato com as obras da Carolina. Inclusive, eu li todos os livros da Carolina, sou fã da escrita dela. Preservar essa memória é uma responsabilidade muito grande, um desafio que eu faço com o maior orgulho”, afirma Izabel.

Não por acaso, os olhos da bibliotecária brilham quando alguém pergunta sobre Carolina. Depois de estudar sobre a vida da escritora, Izabel viu familiaridades entre a história delas duas.

Carolina Maria de Jesus saiu de Sacramento, no interior de MG, para tentar a vida em São Paulo, onde se instalou na favela do Canindé, na Zona Central. Os pais de Izabel também haviam deixado o Nordeste em busca de oportunidades na cidade grande do Sudeste.

Leia a matéria completa publicada pelo G1

Assistência de bibliotecários poderá ser obrigatória em bibliotecas escolares

Projeto é do senador Jorge Kajuru (Cidadania-GO). Fonte: Agência Senado

As bibliotecas das instituições de ensino deverão contar com a assistência de bibliotecários, conforme o projeto apresentado pelo senador Jorge Kajuru (Cidadania-GO) no início deste ano. A proposta (PL 226/2020) se soma ao programa de universalização de bibliotecas escolares, tornando obrigatório o apoio de bibliotecários “segundo a dimensão dos respectivos acervos e quantitativo de usuários” em termos a serem determinados em regulamento.

Na justificação do projeto, Kajuru sugere preferencialmente a presença do bibliotecário nas escolas, ou pelo menos a assistências de profissionais capacitados nas bibliotecas. Ele associou a medida à “efetiva democratização do acesso à informação e à leitura”, dinamizando as bibliotecas e contribuindo para a formação de cidadãos cientes de seus direitos e deveres.

“Há de se ter em mente, contudo, que a biblioteca, escolar ou não, precisa ser vista em sua missão de estímulo à leitura, de criação de estratégias para a frequência bem-sucedida às suas instalações, e de oportunização do contato do leitor com o que existe de melhor e mais adequado na literatura que disponibiliza ao seu público”, argumenta Kajuru.

A universalização das bibliotecas nas instituições de ensino públicas e privadas do país, mediante “esforços progressivos” dos sistemas de ensino do país no prazo de dez anos, é estabelecida pela Lei 12.244/2010. Além de obrigar as escolas a manter bibliotecas com acervo de, no mínimo, um título para cada aluno matriculado, a lei impõe aos sistemas de ensino a adoção de medidas para gradual ampliação dos acervos “conforme sua realidade”.

Apresentado em 11 de fevereiro, o projeto foi encaminhado para a apreciação da Comissão de Educação, Cultura e Esporte (CE), onde aguarda designação do relator. O senador Zequinha Marinho (PSC-PA), originalmente designado para a relatoria, devolveu o projeto para redistribuição.

Fonte: Agência Senado

“Bibliotecário lê livros por telefone a idosos em casas de repouso de cidade da Espanha”

“O projeto “Contos por telefone” foi idealizado por Juan Sobrino para que idosos continuassem ouvindo histórias mesmo à distância.| Foto: Reprodução/Facebook Ayuntamento Soto del Real”

“Juan Sobrino é bibliotecário na Biblioteca Municipal Pedro Lorenzo, em Soto del Real, Madri. Ele, juntamente com outros funcionários da instituição e voluntários, costuma ir a casas de repouso para ler aos idosos que nelas vivem. O programa de leitura nas casas existe desde 2015 e a rotina sempre foi selecionar um título interessante aos ouvintes e sentar-se ao lado deles para ler. Mas, com a pandemia, isso não foi mais possível.”

“Então, o que fazer para manter os idosos de Soto del Real entretidos nas casas de repouso, se não era mais possível ter contato físico com eles por conta das restrições? Foi aí que Juan teve a ideia de ler os livros por telefone e criou o Cuentos por teléfono. “Pensei nos idosos, que são os mais vulneráveis ​​à Covid-19 e que não podem sair de casa com frequência, e também naqueles que estão em lares de cuidado especial e não podem receber visitas de familiares ou amigos”, contou Juan em entrevista à prefeitura de Soto del Real.”

“E apesar de o momento não ser dos melhores, a pandemia trouxe um progresso: levar o programa de leituras para o telefone, melhorou a frequência com que ele acontece. Ao El País Juan contou que agora os idosos podem ouvir novas histórias uma vez por semana e não precisam mais esperar um mês. Além disso, foi feito um reforço para que cada voluntário fale sempre com a mesma pessoa. A intenção é criar um vínculo afetivo para que cada vez mais os voluntários saibam o que aquele idoso gosta de ouvir, acertando em cheio seus corações.”

Leia a matéria completa publicada pelo Sempre Família

Qual o mercado da biblioteconomia?

Qual o mercado da Biblioteconomia?

Segundo Rossetti (2000) mercado é determinado local onde os agentes econômicos realizam as suas transações.

Na teoria vemos diversas publicações dizendo que o bibliotecário pode atuar em qualquer tipo de empresa pois a sua atuação não está presa ao suporte físico, mas sim ao gerenciamento da informação, esta premissa pode ser verdadeira, mas não se reflete na oferta de vagas de emprego e trabalhos.

Empresas e empregadores não veem o Bibliotecário como um profissional que possa ser útil na empresa, se isto fosse verdade não teríamos tantos colegas desempregados.

A maioria das vagas onde aparece o termo “bibliotecário” ainda está no segmento biblioteca escolar/universitária, temos muita dificuldade de ampliar o “mercado” de atuação, umas das causas acredito ser que a maioria da produção de conteúdo dos eventos, publicações e postagens nas redes sociais da nossa área são voltadas para a biblioteca tradicional.

As empresas não percebem que o bibliotecário pode atuar em outras áreas pois não veem eles falando sobre outras áreas.

Para fugir da nossa “bolha” é preciso entender a necessidade dos outros “mercados”, para isto é preciso participar de eventos na área jurídica, engenharia, médica, etc. Entender quais são as necessidades informacionais e como podemos desenvolver produtos e serviços que resolvam os problemas.

Quem contrata ou emprega quer uma solução eficiente e rápida, não importa tanto o que está escrito no diploma do profissional, mas que ele demonstre experiência e conhecimento na área.

Em breve teremos um aumento de profissionais pela oferta do curso de Biblioteconomia EAD nas instituições federais, é preciso repensar que tipo de profissional será formado, pois a oferta de vagas atual é limitada e se não conseguirmos ampliar o mercado de atuação a situação será cada vez mais crítica.

Espero que cada vez mais os eventos da Biblioteconomia sejam voltados para outros segmentos, deixando de falar apenas para nós mesmos, entendendo os problemas de outras áreas.

ROSSETTI, José R. Introdução à economia. 18.ed. São Paulo: Atlas, 2000.

Fonte: Bibliovagas

OS BIBLIOTECÁRIOS E A RESPONSABILIDADE TÉCNICA PELA GESTÃO DO PNLD – 1º ENCONTRO

Fernanda Frambach (mestre em Educação) e Marília Paiva (presdenta do CRB6) debatem essa questão ao vivo nos canais da Biblioo

O Ministério da Educação (MEC) e o Fundo Nacional da Educação Básica (FNDE) publicaram no último dia 07 de outubro a Resolução 12/2020 que dispõe sobre o Programa Nacional do Livro e do Material Didático (PNLD), responsável por prover as escolas públicas de educação básica com obras didáticas, pedagógicas e literárias, entre outros materiais de apoio à prática educativa.

Por essa Resolução, as redes de ensino participantes que tenham 2 mil estudantes matriculados ou mais, deverão disponibilizar bibliotecários com o devido registro no Conselho Federal de Biblioteconomia (CFB), que assumirão a responsabilidade técnica pela gestão do PNLD em seu âmbito de atuação, gerindo o conhecimento, as bibliotecas previstas na Lei nº 12.244/2010 e os materiais disponibilizados no âmbito desta Resolução.

Ainda de acordo com essa Reolução, a quantidade de bibliotecários a serem disponibilizados por rede de ensino e os prazos para o atendimento dessa exigência serão definidos em resolução específica. Segundo a Resolução, as atribuições e vedações dos profissionais de biblioteconomia serão regulamentadas pelo CFB, que será responsável pela realização, atualização e acompanhamento do cadastro nacional de bibliotecários responsáveis pelo PNLD, devendo informar ao FNDE os casos de descumprimento do estabelecido nesse artigo.

Várias questão nesta Reolução não ficaram claras. Por exemplo: Como o Conselho Federal de Biblioteconomia e/ou os Conselhos Regionais de Biblioteconomia devem atuar para garantir a previsão estabelecida nesta Resolução? A referida Resolução fala que os bibliotecários “assumirão a responsabilidade técnica pela gestão do PNLD em seu âmbito de atuação”, mas não explica o que seria essa “responsabilidade técnica”. E mais: o que seria o “cadastro nacional de bibliotecários responsáveis pelo PNLD” a que se refere a Resolução?

Em função disso, a Biblioo contactou o Conselho Federal de Biblioteconomia que respondeu informando que o CFB entrou em contato com o FNDE a fim de solicitar uma reunião para discutir e esclarecer os pontos da Resolução MEC/FNDE nº 12. Segundo o Conselho, após a realização dessa reunião, ainda sem data definida, a entidade dará os esclarecimentos devidos.

Para entender essa questão, a #Biblioo, em parceria com o Conselho Regional de Biblioteconomia da 7ª Região (CRB7), realiza uma série debates ao vivo pela internet com profissionais e pesquisadores. Nesse primeiro encontro, vamos falar com Fernanda Frambach (mestre em Educação) e Marília Paiva (presdenta do CRB6) nesta quarta-feira, 04/11, às 18h. A transmissão ocorre simultâneamente no Facebook e YouTube da Biblioo, além do site. Não perca!

Marília de A. M. de Paiva, além de presidenta do CRB6, é doutora (2016) e mestre (2008) em Ciência da Informação pela Escola de Ciência da Informação da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), onde cursou a graduação em biblioteconomia (2004). Atualmente é professora adjunta da Escola de Ciência da Informação da UFMG, atuando no Departamento de Organização e Tratamento da Informação, ministrando disciplinas do curso de graduação em biblioteconomia.

Fernanda de Araújo Frambach é doutoranda em Educação e mestre em Educação pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Especialista em Literatura Infanto-juvenil pela Universidade Federal Fluminense (UFF) e graduada em Letras, com licenciatura em Português e Literaturas, pela mesma instituição. É Professora da Fundação Municipal de Educação de Niterói. Trabalha atualmente na Diretoria de 1º e 2º ciclos da Superintendência de Desenvolvimento de Ensino desta Rede Municipal, compondo o Núcleo de Alfabetização da Rede Municipal de Niterói.

Fonte: Biblioo

Suécia abre primeira biblioteca de livros censurados do mundo, inclusive os de Paulo Coelho

O acervo inclui os livros do autor brasileiro Paulo Coelho, que em 2011 saíram de circulação no Irã quando o regime cassou a licença da editora iraniana que detinha os direitos das obras.

Nas prateleiras da biblioteca Dawit.Isaak, estão exemplares de obras que são ou já foram censuradas ou queimadas em diferentes países, escritas por autores que enfrentaram a prisão, a censura ou o exílio — Foto: Divulgação

A nova Biblioteca Dawitt Isaak, especializada em livros censurados no mundo, foi inaugurada no complexo do Arquivo Geral da cidade de Malmö, no sul da Suécia. O nome é uma homenagem ao jornalista e autor Dawit Isaak, que desde 2001 é mantido preso sem julgamento na Eritréia por ter publicado críticas ao regime. Nascido no país africano, Isaak tem cidadania sueca e em 2003 foi homenageado com o Prêmio Liberdade de Expressão, concedido pela organização Repórteres Sem Fronteiras na Suécia.

Nas prateleiras da biblioteca, estão exemplares de obras que são ou já foram censuradas ou queimadas em diferentes países, escritas por autores que enfrentaram a prisão, a censura ou o exílio. O acervo reúne ainda músicas e peças teatrais proibidas, e ampla literatura sobre liberdade de expressão, censura e democracia.

“A censura não é algo que pertence à história. Autores ainda são ameaçados, ainda que as razões para tal variem de país para país em diferentes períodos. E ainda é difícil ter acesso a literatura contemporânea proibida ou censurada em diversos países. Nesse sentido, a biblioteca cumpre um importante papel”, disse à RFI Emelie Wieslander, diretora da biblioteca e chefe do departamento de Documentação e Liberdade de Expressão do Arquivo Geral de Malmö.

A nova biblioteca abriga tanto obras antigas como contemporâneas. Algumas são famosas pelo fato de seus autores terem sido ameaçados ou perseguidos – um exemplo é o livro Versos Satânicos, do anglo-indiano Salman Rushdie. A obra foi considerada ofensiva ao profeta Maomé por lideranças islâmicas, e em 1989 Rushdie foi condenado à morte pelo então líder religioso do Irã, o aiatolá Khomeini.

Outros exemplos são menos conhecidos: O Touro Ferdinando, do americano Munro Leaf, foi proibido pelo regime de Franco na Espanha por ter sido considerado “propaganda pacifista”, e na Alemanha de Adolf Hitler todos os exemplares foram queimados. “A cidade de Malmö tem forte tradição de trabalhar pela liberdade artística, e oferece por exemplo refúgio para autores e artistas em situação de risco”, destaca a diretora da biblioteca.

Lei o texto completo publicado pelo G1

Mentalidade Digital Para Serviços Bibliotecários: Algumas Divagações

Texto por Fernando Modesto

Décadas atrás, o sucesso para adentrar no mercado de trabalho era possuir um diploma, mas não um diploma qualquer; tinha que ser um diploma de datilografia.

Requisito essencial para ocupar funções, ainda que gerais, em qualquer escritório, departamento de empresa ou repartição pública. Recordo-me que em Campinas, SP, existiam várias escolas de datilografia, e as indicadas eram as patrocinadas pela marca “Olivetti”. Possuo até hoje meu diploma de datilógrafo, obtido em um curso então localizado em prédio existente na Av. Francisco Glicério, ao lado do Largo da Catedral (ou Praça José Bonifácio).

À época (década de 1970), reinava uma mentalidade eletroeletrônica, em um mundo físico e extremamente analógico. Para um bibliotecário do período, o diploma de datilografia era muito útil. Catálogos eram impressos e os processos de disseminação seletiva da informação realizados em máquina de escrever.

Porém, com os anos chegaram os microcomputadores, as impressoras, os softwares de editoração, a internet – e da noite para o dia as escolas de datilografia sumiram do mapa, como também sumiram os catálogos em ficha e o prazer de exibir o diploma de datilografia. A mentalidade também mudou ou segue em mudança.

Na atualidade, neste cenário de pandemia, evidencia-se um mundo altamente interconectado, mas ainda sem alcançar o seu potencial máximo. Há uma variedade de inovações e saberes tecnológicos disponíveis, ao mesmo tempo em que se convive com uma lacuna geracional no domínio de competências e de aproveitamento desta variedade.

Embora o ambiente digital se envolva na vida cotidiana das pessoas, em um processo contínuo; há os que se sentem confortáveis no uso de recursos tecnológicos e, assim, detêm uma maior vantagem em relação aos que se sentem pouco ou nada confortáveis.

Estudos destacam a necessidade de se desenvolver uma mentalidade “digital” (ou mindset digital), para minimizar as lacunas de domínio e uso tecnológico. Para tentar compreender o significado de mentalidade digital, é preciso compreender que o “digital” se refere tanto às pessoas como as tecnologias, em uma integração de ambos visando resultados em benefício humano.

Leia o texto completo publicado pelo INFOhome

Livros e Bibliotecas empoderam mentes para transformações

Texto por Carlos Magno Corrêa Dias

Foto: Biblioteca Nacional.

Em 29 de outubro de 2020, a Biblioteca Nacional do Brasil (BNBR), oficialmente denominada Fundação Biblioteca Nacional (FBN), completa seus 210 anos de fundação.

Fundada em 29 de outubro de 1810 a FBN originou-se com a transferência da Real Biblioteca Portuguesa para o Brasil. Registros dão conta que o acervo inicial chegou ao Rio de Janeiro em 1808 sendo constituído além de livros de um grande conjunto de manuscritos, mapas, estampas, moedas e medalhas.

A Biblioteca Nacional do Brasil é a depositária do patrimônio bibliográfico e documental do Brasil. Ao salvaguardar a bibliografia brasileira corrente a FBN assegura o registro e a guarda da produção intelectual nacional e defende e preserva a língua e a cultura nacionais.

A UNESCO (Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura) considera a FBN uma das dez maiores Bibliotecas Nacionais do mundo e a maior da América Latina.

Hoje o acervo da FBN é formado por mais de dez milhões de itens. Por ano o acervo é acrescido de cerca de 24 mil volumes de livros e de 60 mil fascículos de periódicos. O acervo é composto de muitas raridades tais como a primeira edição de Os Lusíadas (de 1572), o primeiro jornal impresso do mundo (de 1601), a Bíblia de Mogúncia (de 1462), a Bíblia Poliglota de Antuérpia (de 1569), a primeira edição da Arte da gramática da língua portuguesa (1595), dentre outras.

Cabe observar que a Biblioteca Nacional, mantida pelo governo, é uma Biblioteca que tem a função de ser o repositório do patrimônio bibliográfico nacional. Assim, a Biblioteca Nacional reúne coleções únicas e históricas de acesso restrito os quais, na maioria das vezes, não podem ser emprestados pelo público em geral. Diferente do Arquivo Nacional a Biblioteca Nacional não guarda documentos administrativos ou legais, mas é responsável pelo controle bibliográfico “mediante registro, coleta e guarda das obras bibliográficas publicadas no país seguindo a Lei Federal de Depósito Legal (Lei Número 10.994, de 14 de dezembro de 2004).

Em homenagem à Biblioteca Nacional foi criado o Dia Nacional do Livro a ser celebrado a cada dia 29 de outubro. O Dia Nacional do Livro foi oficializado pela Lei número 5.191 2, de 18 de dezembro de 1966.

Saliente-se, também, que pelo Decreto número 84.631, de 9 de abril de 1980, foi instituída no Brasil a Semana Nacional do Livro e da Biblioteca (SNLB) a ser celebrada de 23 de outubro a 29 de outubro para “incentivar a leitura e a construção do conhecimento através da difusão do livro, da informação e do acesso a diversas formas de manifestações artísticas e culturais”.

Leia o texto completo publicado pela Federação Nacional do Engenheiros

Protocolos de Segurança Pós COVID-19 nas Bibliotecas – TOI 2020 Online

Este painel será apresentado no canal SophiA do YouTube, e fará parte da programação do TOI 2020, Congresso Internacional em Tecnologia e Organização da Informação, organizado pelo Prof. Francisco Carlos Paletta, da ECA/USP, em parceria com o SophiA Biblioteca.

O painel reunirá quatro renomadas instituições brasileiras que desenvolveram protocolos relativos aos cuidados com os usuários, colaboradores e acervos e como está a aplicação destes protocolos.

Os painelistas falarão sobre como as decisões foram tomadas em relação a quarentena do acervo, ajustes no espaço físico das bibliotecas, proteção definida aos funcionários, as principais fontes de referência consultadas e qual a resposta da instituição e dos usuários. Também será abordado como as bibliotecas mantiveram suas atividades durante a pandemia e quais serviços foram desenvolvidos em decorrência desta situação ímpar.

Atenção: emitiremos certificados para os inscritos que estiverem assistindo à transmissão ao vivo. Um link para solicitar seu certificado será disponibilizado durante a live, então fique atento!

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Data: 24/11/20, terça-feira

Horário: 10h00

Canal: do software SophiA, no Youtube

Mais informações e  inscrições: https://www.sophia.com.br/feiras-e-eventos/protocolos-de-seguranca-em-bibliotecas

Biblioteca Municipal de Avaré aceita doações de livros

Segundo a prefeitura, apenas títulos de literatura infantojuvenil, biografias, gibis e livros técnicos atualizados serão aceitos.

Biblioteca municipal de Avaré está aceitando doações de livros — Foto: Divulgação

A Biblioteca Municipal “Professor Francisco Rodrigues dos Santos” de Avaré (SP) está aceitando doações de livros para compor o acervo.

Segundo a prefeitura, apenas títulos de literatura infantojuvenil, biografias, gibis e livros técnicos atualizados serão aceitos. Enciclopédias, coleções, livros didáticos e revistas não podem ser doados.

Ainda de acordo com a prefeitura, os livros doados devem estar embalados em plástico ou sacolas bem fechadas.

Leia a matéria completa publicada pelo site G1

Biblioteca pública retoma empréstimo de livros em Itapetininga:

Segundo a prefeitura, após a devolução, os livros são higienizados e passam por um período de quarentena de sete dias, evitando assim, possíveis contaminações pela Covid-19.

Biblioteca pública retoma empréstimo de livros em Itapetininga — Foto: Mike Adas/TV TEM

 

A biblioteca municipal Dr. Júlio Prestes de Albuquerque, em Itapetininga (SP), voltou a liberar empréstimos de livros. Não é necessário agendar horário para o atendimento.

Segundo a prefeitura, após a devolução, os livros são higienizados e passam por um período de quarentena de sete dias, evitando assim, possíveis contaminações pela Covid-19.

A biblioteca também oferece a possibilidade de acessar o acervo virtual, que tem mais de 30 mil exemplares de diversos gêneros literários.

Outras atividades da biblioteca, como troca de livros, Clube de Poesia e Lê no Ninho, oficinas e demais encontros serão retomadas posteriormente para oferecer mais segurança aos participantes.

O espaço funciona das 10h às 16h e fica na Rua Campos Salles, número 175 – Centro. Mais informações também podem ser obtidas pelo telefone (15) 3272-3265 ou pelo Whatsapp (15) 99825-6949, entre 8h e 14h, de segunda a sexta-feira.

Leia a matéria completa publicada pelo site G1

Bibliotecas escolares – livros nas estantes, ou leituras que promovem aprendizagem?

A partir dos resultados da pesquisa Retratos da Leitura, a bibliotecária Maria das Graças Monteiro Castro analisa o papel das bibliotecas escolares na formação de leitores

Parte-se do pressuposto que todo trabalho pedagógico de qualidade a ser oferecido aos estudantes deve proporcionar o acesso aos bens culturais produzidos socialmente e garantir as condições concretas para a construção das estruturas que os capacitem a um processo de educação permanente. Para que isso ocorra entendemos que a biblioteca da escola é o elemento fundamental para que o indivíduo construa o primeiro elo com o capital do conhecimento acumulado ao longo da história, cujo registro tenha-se dado sob a forma do texto escrito.

© Monkey Business / Shutterstock

É na escola que a maioria das crianças brasileiras têm contato com a formalização do texto escrito, por meio do livro didático e a literatura. Cabe à biblioteca garantir e ampliar esse acesso por meio de outros suportes informacionais necessários à formação leitora. É necessário que se valorizem as escolas e suas bibliotecas como espaços de leitura e formação contínua de uma comunidade leitora, mediante a observação de dois aspectos: o fluxo real de informação, ou seja, aquele que alimenta as ações; e as demandas da biblioteca, bem como as possibilidades pedagógicas que devem ser definidas por intermédio da construção de um planejamento conjunto entre a biblioteca e a escola.

As bibliotecas escolares devem ser constituídas considerando o segmento educacional em que estão inseridas: Educação Infantil, Ensino Fundamental, Ensino Médio e Educação de Jovens e Adultos.

Assim, para que a biblioteca da escola passe a promover processos de aprendizagem valendo-se de seus acervos, muito há a ser revisto, uma vez que as condições concretas para que essa premissa se cumpra não estão postas.

A leitura e a análise inicial da 5ª. Edição da Retratos da Leitura no Brasil, pesquisa realizada em todo o Brasil e coordenada pelo Instituto Pró-Livro em parceria com o Itaú Cultural, apontam-nos aspectos e indicadores que sustentam a percepção de que a biblioteca tem atuado pouco, para além das atividades obrigatórias do sistema de ensino.

A pesquisa Retratos da Leitura definiu como eixo estratégico os estudos sobre o comportamento leitor do brasileiro, especificamente em relação à literatura. E uma das categorias pesquisadas foi sobre o acesso aos livros, o consumo e a percepção e uso das bibliotecas, sejam elas públicas, escolares ou universitárias, como equipamento social que promove a disseminação desse suporte.

A pesquisa buscou traçar o comportamento do leitor mediante as seguintes categorias de análise: intensidade, forma, limitações, motivações, representações e as condições de leitura e acesso ao livro – impresso e digital – pela população brasileira com cinco anos ou mais, alfabetizada ou não.

A pesquisa considerou como leitor aquele sujeito que leu um livro inteiro ou em partes nos últimos três meses, bem como dois blocos de perguntas que abordaram a percepção que o entrevistado tem de biblioteca e do uso que faz desse equipamento social. Foram levantadas as seguintes questões: o que a biblioteca representa; a frequência e o tipo de biblioteca que frequenta; as motivações que o levam à biblioteca; o perfil do usuário: escolaridade, idade e motivações; a avaliação dos serviços da biblioteca que frequentam: atendimento, existência dos livros procurados e por que procuram esses livros.

Para que possamos avaliar os resultados da pesquisa, retomo à pesquisa realizada em 2019 – Retratos da Leitura – Bibliotecas Escolares -, que buscou identificar o impacto das bibliotecas na aprendizagem dos alunos. E os resultados que se aproximam são:

• Existe uma relação direta entre escolaridade e uso da biblioteca;

• Quanto maior a escolaridade e renda, maior é a relação com a leitura;

• A participação do professor é determinante na busca e leitura de um livro;

• A frequência e a motivação para usar a biblioteca são determinadas pelas necessidades escolares: tarefas; trabalhos e indicações de livros literários;

• A predominância do usuário da biblioteca é de estudantes de todos os segmentos de ensino: Fundamental I e II, Ensino Médio e Ensino Superior;

• O índice de pessoas que não frequentam a biblioteca é muito alto, em torno de 68%, determinado pela falta de tempo, gosto e proximidade;

• A biblioteca escolar aparece como a terceira possibilidade de acesso ao livro e, quanto maior a estrutura, melhor a relação do usuário com a biblioteca;

• Quanto ao acervo, os entrevistados manifestaram que gostariam de ler livros mais novos, atuais e mais interessantes; no entanto, como a biblioteca não era foco do estudo, não conseguimos dimensionar a natureza do acervo que possuem.

• Mesmo com as diferenças regionais, esses resultados pouco se alteram.

Para que possamos considerar a biblioteca da escola como um espaço vivo e em construção permanente, formando leitores e cidadãos críticos e autônomos, mediante a promoção de encontros, conhecimento, investigação e leituras sustentados pela natureza do nível de ensino e das suas propostas pedagógicas, teremos de passar a considerar:

1. A necessidade de integrar biblioteca às ações pedagógicas do processo de educação formal;

2. A orientação na formação do acervo, no planejamento de suas ações e serviços para que atenda às especificidades do contexto pedagógico em que está inserida;

3. A compreensão das necessidades de cada segmento de ensino, para que possa atuar na formação do leitor de diferentes estruturas textuais. Nesse sentido, as pesquisas Retratos da Leitura no Brasil e Retratos da Leitura – Bibliotecas Escolares reúnem elementos e indicadores fundamentais, que precisam ser estudados, para que possamos constituir um sistema de bibliotecas escolares concebido considerando as necessidades específicas dos diferentes segmentos da educação formal. As bibliotecas da escola precisam ser concebidas como um equipamento social indispensável e responsável pela qualidade formativa do cidadão brasileiro, nos processos formais de ensino.

Fonte: PublishNews

Dia Nacional do Livro tem como referência fundação da Biblioteca Nacional

Nesta quinta-feira, dia 29 de outubro, comemora-se no Brasil o Dia Nacional do Livro. A data é regulamentada pela Lei Federal 5.191, de 13 de dezembro de 1966, que obriga as escolas públicas e particulares de ensino fundamental e médio a comemorarem-na sem interrupção dos trabalhos escolares. Coincide, não por acaso, com a fundação da Biblioteca Nacional, no Rio.

Nascida a 29 de outubro de 1810, no Rio de Janeiro, a Biblioteca Nacional foi criada inicialmente para abrigar o acervo da Real Biblioteca Portuguesa. A coleção chegara ao país em 1808, quando Dom João VI transferiu a Coroa para sua maior e mais importante colônia, o Brasil – logo depois o país abandonaria essa condição e entraria para o Reino Unido. Além de livros, havia manuscritos, mapas, estampas, moedas e medalhas.

Biblioteca Nacional, no Rio de Janeiro. Foto: Creative Commons/Halleypo

A Real Biblioteca era composta pela Biblioteca do Rei e pela Biblioteca da Casa do Infantado, esta destinada aos príncipes. Após a independência, passou a se chamar Biblioteca Imperial e Pública. Na República, foi rebatizada Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro. E, em 1948, adotou o nome pelo qual é conhecida até hoje: Biblioteca Nacional

Em 1821, D. João e sua Corte voltaram para Portugal e levaram parte dos documentos e livros da Biblioteca. Entretanto, muitos itens ficaram no acervo da biblioteca no Rio. Hoje, a Biblioteca Nacional é considerada a maior da América Latina e está entre as dez maiores do mundo.

Fonte: Biblioteca Parque Villa Lobos

BIBLIOTECAS DA PUC-CAMPINAS RETOMAM ATENDIMENTO PRESENCIAL VIA AGENDAMENTO ON-LINE

Além do catálogo LVMEN, a plataforma Teams auxilia no processo, concedendo também esclarecimentos aos estudantes

O Sistema de Bibliotecas e Informação da PUC-Campinas restabeleceu o atendimento para retirada e devoluções de materiais físicos, por meio de agendamento e consulta on-line. O serviço, paralisado desde a suspensão das atividades presenciais na Universidade, por conta da pandemia, utiliza o catálogo LVMEN para consulta e reserva das obras, além do chat do Teams para solução de eventuais dúvidas. Os atendimentos são feitos de segunda a sexta-feira, das 8h às 18h.

Para usufruir do serviço, o estudante deve acessar o catálogo LVMEN, pesquisando o título e conferindo a disponibilidade dos exemplares. Em seguida, deve clicar em solicitação de empréstimo. A plataforma pede alguns dados do usuário, tais como RA, unidade de ensino, e-mail e número de contato. Os horários de retirada podem variar de acordo com a demanda de cada biblioteca. Um tutorial com o passo a passo pode ser encontrado no QR code presente no banner, ou por meio do link http://bit.ly/se-sbi.

Segundo a coordenadora do SBI, Mirian Bezerra de Sousa, a plataforma Teams vem para reforçar o contato entre as bibliotecas e a Universidade. Será possível solicitar serviços como orientação à pesquisa, normas para trabalhos acadêmicos (ABNT, APA e Vancouver) e acesso às fontes de informação. “O chat do Teams é uma alternativa dinâmica ao tradicional e-mail, garantindo uma resposta imediata e a solução de qualquer dúvida”, explica a coordenadora.]

Leia a notícia completa publicada pela PUC Campinas

Senadores destacam Dia Nacional do Livro e defendem projetos de incentivo ao setor

Senadores destacaram a passagem do Dia Nacional do Livro, celebrado nesta quinta-feira (29). A data foi criada em 1810 em comemoração à fundação da primeira biblioteca brasileira, a Real Biblioteca, no Rio de Janeiro.

O senador Paulo Rocha (PT-PA) observou que ler é importante para a ampliação do conhecimento e para a saúde mental. “Leia. Leia sempre. Leia muito”, sugeriu em postagem no Twitter. O senador Confúcio Moura (MDB-RO) reforçou a mensagem. Para ele, o livro é uma fonte de conhecimento, por meio do qual somos transportados a “lugares fantásticos”. “Basta ter interesse e coragem de embarcar em diferentes histórias”, tuitou.

Já o senador Romário (Podemos-RJ) citou o poeta Mario Quintana (1906-1994) para exaltar a importância da leitura: “O livro traz a vantagem de a gente poder estar só e ao mesmo tempo acompanhado”. Quintana também foi escolhido pelo senador Cid Gomes (PDT-CE) para fazer sua homenagem. “Livros não mudam o mundo, quem muda o mundo são as pessoas. Os livros só mudam as pessoas”, citou o senador em sua postagem.

A venda de livros cresceu durante a pandemia. Pesquisa da Nielsen Book, coordenada pela Câmara Brasileira do Livro (CBL) e pelo Sindicato Nacional dos Editores de Livros (SNEL) mostrou que a receita do mercado editorial digital teve um crescimento de 140% em três anos. Balanço de setembro da Associação Nacional de Livrarias (ANL) revelou uma recuperação do mercado com crescimento de 8,1% em unidades e 10,6% em faturamento contra o mesmo período do ano passado, principalmente em função das vendas online.

O crescimento, porém, não recuperou a perda de 20% no faturamento total do setor de 2006 a 2019, de acordo com dados do SNEL. Por isso, o senador Jean Paul Prates (PT-RN) apresentou o PL 2.148/2020, que estabelece medidas para ajudar as micros, pequenas e médias empresas do setor editorial no período de calamidade pública.

Fomento 

O projeto acrescenta dispositivo na Política Nacional do Livro no Brasil (Lei 10.753, de 2003) para que instituições financeiras e agências de fomento públicas realizem abertura de linhas de crédito para empresas do setor editorial e livreiro, como refinanciamento de empréstimos existentes com instituições públicas ou privadas, flexibilização dos requisitos de análise de crédito e período de carência equivalente ao da duração do estado de calamidade. A matéria aguarda designação de relator.

Jean Paul Prates observa que a crise alcança o setor editorial em um momento delicado, sobretudo para pequenas e médias editoras e livrarias. Ele ressalta que o setor editorial e livreiro faz muito pela cultura e contribui para o debate intelectual, mesmo dispondo de poucos recursos.

“São essas editoras, por exemplo, que mais lançam e divulgam os novos autores brasileiros e obras estrangeiras de alto valor literário e pouco apelo de mercado. São essas livrarias que disseminam esse conhecimento na sociedade, apresentando e fazendo o livro chegar na casa de milhões de brasileiros”, sublinha.

Incentivo à leitura

Também tramitam no Senado projetos de lei com objetivo de facilitar e incentivar o hábito da leitura na população. Uma das propostas garante um acervo mínimo de livros às famílias de estudantes da educação básica. O PL 3.471/2019, do senador Jorge Kajuru (Cidadania-GO), assegura às famílias com filhos de até 17 anos matriculados em instituição pública de ensino o recebimento de dois livros, independentemente do número de filhos, a cada bimestre letivo, de conteúdo artístico ou científico. A distribuição do material será de responsabilidade da instituição de ensino em que o aluno estiver matriculado.

O projeto estabelece que a doação dos livros será financiada com recursos da União, não contabilizando a aplicação mínima de 18%, prevista no art. 212 da Constituição Federal, da receita resultante de impostos, para a manutenção e desenvolvimento do ensino.

“A ideia central dessa proposição é demonstrar que a cesta básica não se compõe somente de produtos alimentares. É preciso que os livros passem a fazer parte dela e do cotidiano de aquisição patrimonial das famílias brasileiras. Estudos têm mostrado a diferença positiva de desempenho na alfabetização de crianças, quando elas dispõem em casa de livros, jornais e revistas”, destaca o senador. O projeto ainda não tem relator.

Kajuru também é autor do PL 4.681/2019, que prevê que cada moradia do Programa Minha Casa Minha Vida seja entregue com um computador com aplicativos básicos e apto ao uso de internet, e ao menos 20 livros de humanidades, especialmente de literatura e obras de referência.

“A custos relativamente reduzidos, dada a crescente ampliação da escala na oferta de produtos e serviços de informática, o Estado pode induzir, sem controlar, o desenvolvimento espiritual da cidadania. E não há meio melhor para isso do que a leitura”, diz o senador ao justificar a proposta, que será relatada pelo senador Luiz Carlos Heinze (PP-RS).

Doação

Outra forma de facilitar o acesso da população aos livros é enriquecer o acervo das bibliotecas públicas. Para isso, o PL 4.657/2019, do senador licenciado Veneziano Vital do Rêgo (PSB-PB), oferece isenção da taxa de inscrição em concursos públicos para os candidatos que comprovarem a doação de livro novo a biblioteca pública. Quem comprovar a doação de livro usado em bom estado terá direito à redução da taxa em 50%.

“Grande parte das bibliotecas públicas nacionais encontra-se desprovida de acervo bibliográfico adequado para pleno atendimento da população. Este projeto de lei, portanto, visa corrigir essas duas dificuldades enfrentadas atualmente pelos estudantes, especialmente por aqueles que se dedicam a concursos públicos e demais processos seletivos: de um lado, oferece-se a isenção ou redução da taxa de inscrição e, de outro, guarnece-se as bibliotecas públicas nacionais de maior quantidade de obras”, diz Veneziano na proposta.

Há em análise no Senado ainda projeto para tornar lei federal a Recomendação 44, de 2013, do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) de que a cada livro lido pelo preso ele pode ter remição de quatro dias de pena. O PL 4.988/2019 também é de Kajuru, para quem o incentivo à leitura é estratégia importante para a pessoa para o retorno ao mercado e ajudar a reduzir a reincidência criminosa. Ambos os projetos aguardam a escolha de seus relatores.

Proposições legislativas

Fonte: Agência Senado

Clube de leitura do Memorial da América Latina discute obra de João do Rio

Terceiro encontro do Ler a América Latina acontece dia 14 de novembro

Terceiro encontro do Ler a América Latina acontece dia 14 de novembro (Foto: Divulgação)

O Memorial da América Latina promove, no dia 14 de novembro, o terceiro encontro do clube de leitura Ler a América Latina, iniciativa de fomento e valorização da literatura latino-americana do Cbeal (Centro Brasileiro de Estudos da América Latina).

O próximo encontro será sobre o conto “O bebê de tarlatana rosa”, do escritor brasileiro João do Rio, pseudônimo literário de Paulo Barreto. Publicada na coletânea Dentro da Noite, em 1910, a história narra o encontro entre Heitor e uma misteriosa figura mascarada durante o carnaval carioca.

Com o objetivo de fomentar a leitura e a discussão sobre a literatura latino-americana, o clube acontece uma vez por mês, aos sábados, com curadoria da equipe da Biblioteca Latino-Americana, todos realizados por meio da plataforma Zoom, sempre das 10h às 11h30.

Os contos selecionados para o projeto ficam disponíveis gratuitamente para download. Neste ciclo de 2020, com o tema Literatura Fantástica, já foram realizados encontros sobre “A chinela turca”, de Machado de Assis, e “A casa tomada”, de Julio Cortázer. Em dezembro, a atividade será sobre Horacio Quiroga.

Leia a matéria completa publicada pelo A Cidade ON Campinas

80 anos do Curso de Biblioteconomia da Escola de Sociologia e Política de São Paulo

Em comemoração aos 80 anos do curso de Biblioteconomia e Ciência da Informação, a Sociologia e Política – Escola de Humanidades está lançando o livro “Biblioteconomia: passado e futuro de uma profissão”.

Na próxima quarta-feira, dia 28, às 19h,  nossa comunidade (docentes, discentes e funcionários) se reunirá nesta comemoração online e convida você a participar desse evento que será muito especial para o curso de Biblioteconomia e Ciência da Informação, que faz parte da história da profissão no Brasil.

Confira a programação da live:

19h | Abertura (Prof. Dr. Angelo Del Vecchio – Diretor Geral)

19h15 | Apresentação do evento (Livro comemorativo e Website Biblio 80 anos) – (Profa. Dra. Valéria Valls – coordenadora do curso de Biblioteconomia)

19h30 | “Biblioteconomia: Passado e futuro de uma profissão” (Profa. Maria das Mercês Apóstolo e Profa. Adriana Souza)

20h | “Desafios da leitura em um mundo digital” (Prof. Dr. José Castilho Marques Neto)

Para assistir ao lançamento, acesse aqui!

Lançamento de livro

Biblioteconomia: passado e futuro de uma profissão

Editora Sociologia e Política

Quando: 28 de outubro de 2020, às 19h

Onde: canal no Youtube da FESPSP

Ebook: disponível para download aqui em formato e-pub e pdf

O papel dos bibliotecários no Dia Internacional da Biblioteca

Texto por Francisco Javier Leon Alvarez

Biblioteca Pública Municipal de La Orotava (Tenerife). (Fotografía: Francisco Javier León Álvarez)

Hoy escribo con sentimiento de causa desde mi puesto en la Biblioteca Pública Municipal de La Orotava (Tenerife, Canarias) y en relación al Día Internacional de la Biblioteca (24 de octubre). Probablemente, sé que habrá compañeros de profesión y ciudadanos que no compartan mi punto de vista por mi actitud crítica, pero, ahora mismo, expreso lo que siento y con lo que me identifico.

Aunque no lo parezca, dentro de algo más de tres meses se cumplirá el aniversario del primer caso de la COVID-19 en España. Por eso, mi intención es utilizar esta efeméride para lanzar un mensaje positivo, basado en la experiencia de quienes trabajamos en este sector profesional, aunque con realidades distintas, en función de cómo ha golpeado ese virus a cada municipio del país. Evidentemente, también se basa en la convivencia diaria con los usuarios y en sus demandas y planteamientos, que hacen más llevadera esta situación con el fin de avanzar y disfrutar de los servicios bibliotecarios.

En primer lugar, quiero agradecer a todos los que, durante estos últimos meses, han seguido confiando en el trabajo que hacemos en las bibliotecas públicas, a pesar de que muchas veces estamos limitados dentro de la heterogeneidad del sistema bibliotecario español, pero seguimos con el mismo espíritu de cumplir los principios básicos de acceso a la cultura en todas ellas.

A título personal, me reincorporé a mi puesto de trabajo tras el obligado confinamiento, utilizando guantes y mascarilla como medio de protección porque yo también era otro de los millones de españoles que, por primera vez, convivía con una pandemia de estas características y sin saber cómo evolucionaría, pese a que en Canarias no había golpeado tan duramente como en la Península.

Leia a matéria completa publicada pelo el.Diario.es

STF E CNJ FIRMAM ACORDO PARA COMPARTILHAMENTO DE INFORMAÇÕES BIBLIOGRÁFICAS

STF e CNJ firmam acordo para compartilhamento de informações bibliográficas

Supremo Tribunal Federal (STF) e o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) firmaram, nesta segunda-feira (19), um termo de cooperação técnica para o intercâmbio de informações, conhecimentos específicos e base de dados com o objetivo de estruturar a biblioteca digital do CNJ. A cooperação técnico-científica entre as instituições possibilitará, também, o acesso dos servidores do Conselho ao acervo físico da biblioteca do Supremo e ao empréstimo de obras.

O secretário-geral do Tribunal, Pedro Felipe de Oliveira Santos, afirmou que, como funcionam sob a mesma gestão do ministro Luiz Fux, o Supremo e o CNJ precisam atuar em colaboração, unir esforços, economizar custos e atuar em sinergia em todos os aspectos possíveis. Ele anunciou que este é o primeiro de diversos termos de cooperação que serão assinados entre Supremo e CNJ para compartilhar recursos materiais, conhecimento e informações.

O secretário-geral do STF informou que, com a criação da Secretaria de Altos Estudos, Pesquisa e Gestão da Informação o Supremo tem desenvolvido um conjunto de ações e iniciativas para compartilhar e difundir conhecimento e informações da instituição. “Vamos sempre trabalhar de forma sinérgica, compartilhada, para que possamos potencializar essa difusão”, disse Pedro Santos.

Leia a matéria completa publicada pelo Jusdecisum

Com mais de 100 livros lidos, socioeducanda é destaque durante a inauguração de biblioteca da Unidade de Internação

Na manhã de quarta-feira (14), aconteceu a solenidade de inauguração da Biblioteca da Unidade de Internação Provisória e Sentenciada Feminina

Texto por Aparecida Sousa

A formatação final da biblioteca é a realização de um sonho, com doações de livros e dedicação de todos os envolvidos

Na manhã de quarta-feira (14), aconteceu a solenidade de inauguração da Biblioteca da Unidade de Internação Provisória e Sentenciada Feminina (Unif), da Fundação Estadual de Atendimento Socioeducativo (Fease), destacando uma socioeducanda que, internada desde dezembro de 2019, até o momento já leu 132 livros.

Quando Maria (nome fictício), de Porto Velho, foi indagada sobre o que havia despertado o seu desejo pela leitura, respondeu: “o meu gosto de leitura começou quando minha mãe comprou uma máquina de lavar roupa e eu li o papelzinho que estava escrito as instruções, foi quando comecei”, disse sorrindo.

“A educação não transforma o mundo, educação muda pessoas e pessoas mudam o mundo”, disse o presidente da Fease, Antônio Francisco Gomes Silva, citando Paulo Freire.

Maria acredita que a leitura dos livros pode melhorar a sua vida e seu interior, e conclui dizendo: “espero poder levar essa leitura adiante, para que eu tenha uma vida melhor do que eu tinha antes e que eu possa refletir e isso me leve a muitos lugares melhores”.

Leia a matéria completa publicada pelo Tudo Rondônia

Busca por livros aumenta nos presídios do estado de São Paulo

Crescimento no empréstimo de obras literárias demonstra interesse de reeducandos por conhecimento e remição de pena durante pandemia

Durante a pandemia de COVID-19, diversos reeducandos da Secretaria da Administração Penitenciária (SAP) têm apostado na leitura. Com um acervo de mais de 120 mil livros disponíveis nos estabelecimentos penais da Coordenadoria de Unidades Prisionais da Região Metropolitana de São Paulo (Coremetro), a procura por obras literárias apresentou aumento nos últimos meses.

O crescimento ocorreu após a interrupção de atividades rotineiras nas unidades penais, visando evitar a disseminação da enfermidade no sistema prisional paulista. Na Penitenciária Feminina Sant’Ana (PFS), entre os meses de março e setembro deste ano, houve aumento na média de empréstimos de obras de 419 para 2.011 exemplares.

Protocolos

Vale lembrar que os protocolos sanitários da COVID-19 também são necessários para o empréstimo dos livros. As salas de leitura são frequentadas apenas pelos monitores reeducandos, as obras são escolhidas a partir de catálogo e, após a devolução, os livros são mantidos em “quarentena” por 72h antes de serem emprestados novamente.

Entre os reeducandos da Penitenciária I “José Parada Neto” e do Centro de Detenção Provisória (CDP) II de Guarulhos, os títulos mais procurados estão “O Código Da Vinci”, de Dan Brown, “Juízo Final”, de Sidney Sheldon, “Eu Receberia as Piores Notícias dos Seus Lindos Lábios”, de Marçal Aquino, “O Processo”, de Franz Kafka, entre outros.

Leia a matéria publicada pelo Governo do Estado de São Paulo

Biblioteca de São Paulo e Biblioteca Parque Villa-Lobos reabrem

Texto por Estadão Conteúdo

A Biblioteca de São Paulo e a Biblioteca Parque Villa-Lobos estão voltando aos poucos à rotina. Nesta sexta-feira, 16, às 11h, elas abrem suas portas para o público depois de mais de sete meses fechadas como medida para conter o avanço do coronavírus.

O horário de funcionamento, por enquanto, é reduzido: de segunda a sexta, das 11h às 15h. Quando os parques (a Biblioteca de São Paulo fica no da Juventude) reabrirem nos finais de semana, elas voltarão ao esquema de funcionamento de antes – de terça a domingo. A capacidade de atendimento será de 25%, com as instalações sendo higienizadas com frequência, segundo a Poisis, que administra as duas bibliotecas da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Estado de São Paulo.

O público não poderá fazer duas coisas que eram permitidas antes: manusear o acervo e doar livros. Mas os usuários poderão consultar o catálogo de acervo; emprestar, devolver, renovar e reservar livros; fazer a carteirinha de sócio ou renovar o cadastro; usar os computadores por uma hora; usar a sala de games e a área de tecnologias assistivas; agendar um espaço mais reservado para ler ou estudar e inscrever-se para participar das sessões de acolhimento.

As atividades culturais, como os clubes de leitura, continuam sendo realizados online.

“Nesses sete meses em que ficamos com as portas fechadas, aprendemos muito sobre atendimento remoto. Mas também constatamos que há coisas que precisamos fazer presencialmente e que muitas pessoas, e muitos dos nossos usuários, não têm acesso à internet ou têm acesso a uma internet de baixa qualidade. Mesmo o que pode ser feito remotamente não é acessível para parte da população. A importância de abrir a biblioteca neste momento é poder atender esses públicos – pessoas carentes de bibliotecas, para quem os serviços presenciais oferecidos são importantes. A prioridade na nossa volta é atender esse público: estudantes que precisam de espaço para estudar, pessoas que precisam de acesso à internet, pessoas que precisam de livro”, diz Pierre Ruprecht, diretor executivo da SP Leituras.

Quanto à segurança, ele reafirma que essa volta se dá com muitas restrições por causa da pandemia. “Preparamos nossas equipes e espaços para que as todos possam ter uma experiência segura dentro das bibliotecas, mas dependemos também de que as pessoas compreendam e respeitem os protocolos. Precisamos da cooperação de todos.”

Biblioteca de São Paulo

Av. Cruzeiro do Sul, 2630 – Santana

São Paulo

Tel. 2089-0800

Fonte: IstoÉ

Área de humanidades vai ganhar “escritório de pesquisa”

É o que planeja o novo diretor da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da USP, Paulo Martins

Texto por Claudia Costa

Prédio que abriga os cursos de Letras da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da USP – Foto: Cecília Bastos/USP Imagens

Com cerca de 14 mil estudantes (incluindo os cursos de extensão universitária), 429 docentes e 295 funcionários, a Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) é uma das maiores unidades da USP. E, se esses números já impressionam, há ainda a estrutura física composta de seis prédios: Casa de Cultura Japonesa, Edifício Professor Eurípedes Simões de Paula (Geografia e História), Edifício de Filosofia e Ciências Sociais, Edifício Professor Antonio Candido (Letras), Biblioteca Florestan Fernandes e o Prédio da Administração. Além disso, abriga os únicos dois Centros de Pesquisa, Inovação e Difusão (Cepids) de humanidades no Estado de São Paulo, financiados pela Fapesp (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo).

Desde o dia 26 de setembro passado, a FFLCH tem um novo diretor, o professor Paulo Martins, do Departamento de Letras Clássicas e Vernáculas, que já traçou um planejamento para os próximos cem dias de sua gestão. Segundo ele, o projeto prevê ações fundamentais. “A primeira delas é a constituição de um escritório de pesquisa, que irá atender não só os projetos ligados à Fapesp, mas também os diversos laboratórios e projetos individuais”, afirma Martins, acrescentando que esse escritório vai funcionar como um apoio de base aos pesquisadores. Ainda no âmbito da pesquisa, o diretor diz que foi constituída uma Comissão de Ética em Pesquisa, “algo inovador na área de humanidades dentro de uma universidade, e regulamentada pelo Conselho Nacional que trata da questão”.

O professor Paulo Martins, novo diretor da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da USP – Foto: Cicero Wandemberg

Uma segunda ação, gerada pela pandemia de covid-19, é a adequação dos espaços físicos visando a uma possível volta gradual dos estudantes à Universidade, como aponta Martins. “Talvez isso demore um pouco ainda. Mesmo entrando na fase azul, há ainda um prazo para começar a voltar”, informa. Além disso, Martins lembra a questão da segurança: “É preciso elaborar um plano de retorno que seja acolhido por todos e efetivamente seguro”. Segundo ele, “nesses próximos meses e no início do ano que vem, os esforços serão centrados na adaptação e na formulação de protocolos específicos que atendam ao protocolo da Universidade, mas com adaptações às características desta faculdade gigante”.

Em terceiro lugar, Martins pretende dinamizar a participação dos colegiados do Conselho Técnico-Administrativo (CTA) e da Congregação – tema tratado durante sua campanha eleitoral. “Nossa Congregação tem um número significativo de membros, que atualmente chega a cem integrantes, mas gostaríamos que a participação fosse mais efetiva”, espera Martins, citando um fato curioso: a pandemia já ocasionou uma melhora nessa dinâmica.

Outro ponto fundamental para Martins é estreitar as relações com funcionários e alunos. “Temos um histórico complexo dentro da faculdade, com uma comunidade acadêmica que se diferencia muito de outras unidades ligadas às exatas, biológicas e saúde, porque é muito questionadora e combativa. Precisamos construir um diálogo que seja efetivamente representativo e democrático”, afirma Martins, informando ainda que, na gestão anterior, da professora Maria Arminda do Nascimento Arruda, em que o hoje diretor ocupou a vice-diretoria, esse era um trabalho que exercia cotidianamente, principalmente através do contato entre as entidades representativas como sindicatos e centros acadêmicos. “Todos devem estar do mesmo lado, enfrentando de forma igual os problemas que surgem na atualidade, indistintamente.”

“Um ponto fundamental é a constituição de cursos interdisciplinares e transdisciplinares, em que os alunos percorreriam todas as estruturas didáticas da faculdade.

Segundo Martins, a manutenção dos seis prédios que compõem a FFLCH, incluindo a Biblioteca Florestan Fernandes e a Casa de Cultura Japonesa, é algo “impressionante”. Ele afirma que já houve um grande avanço nessa questão na gestão da professora Maria Arminda, que segundo ele, era muito firme na manutenção e principalmente na conservação desses espaços. “Porém, há dois prédios que ainda merecem atenção, o prédio de Filosofia e Ciências Sociais e a própria Administração, que estão com planos de reformas das estruturas”, relata.

No aspecto acadêmico, “ponto nevrálgico e fundamental”, nas palavras de Martins, é a constituição de cursos interdisciplinares e transdisciplinares, em que os alunos percorreriam todas as estruturas didáticas da FFLCH. Alguns já estão em estudos, diz, citando três: Estudos Clássicos (que perpassaria as áreas de grego, latim, filosofia antiga, ciência ou pensamento político antigo, antropologia e história), Estudos Ibero-Americanos (literatura espanhola, filosofia, ciência política, antropologia e outras) e Estudo do Oriente Médio (árabe, hebraico, geopolítica e história). “Possivelmente, teremos um curso relacionado à questão da Inteligência Artificial. Esse curso seria uma forma de mostrar que a FFLCH, muito além de aspectos específicos das humanidades, tem também essa interface com a tecnologia”, informa.

Vista interna do prédio dos Departamentos de Geografia e História da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da USP – Foto: Marcos Santos/USP Imagens

O “cuidado e o trato” com a Biblioteca Florestan Fernandes também estão entre as prioridades do atual diretor. “A Biblioteca Florestan Fernandes é a maior biblioteca de humanidades da América Latina”, afirma Martins. A primeira ação, além da manutenção do prédio, que inclui pintura e troca de telhado, é colocar a biblioteca em um patamar internacional. Segundo Martins, para isso ele conta com a colaboração da coordenadora da biblioteca, Adriana Ferrari, que possui uma larga experiência na área. Ela foi diretora do Sibi (Sistema Integrado de Bibliotecas) da USP e atuou na Secretaria da Cultura do Estado, em iniciativas como a construção das bibliotecas do Carandiru e do Parque Villa-Lobos. “Adaptação de espaços, reorganização de acervos, atenção com a digitalização de teses e a própria digitalização do acervo, fundamental nas atuais circunstâncias, são os pontos principais”, afirma Martins.

Em relação à sociabilização, Martins cita a Comissão de Direitos Humanos da FFLCH. “Temos uma comissão muito ativa, e vamos contratar uma psicóloga, já que enfrentamos com tristeza alguns suicídios nos últimos quatro anos, e precisamos pensar mais seriamente nisso.” Outro objetivo de Martins é atingir as metas do Projeto Acadêmico, de cuja elaboração fez parte e com o qual tem grande afinidade. “Agora estamos em uma etapa de checagem das metas qualitativas e quantitativas que atingimos nesse primeiro ano de vigência do Projeto Acadêmico”, informa.

“Estamos absolutamente qualificados a participar ativamente do debate políticoNão para fazer política, mas para uma interferência política no mundo atual.”

“Queremos mostrar para a sociedade o que estamos fazendo em termos de pesquisa e divulgação científica”, diz Martins. Para ele, neste momento de “política obscurantista”, em que o governo “não ataca só as humanidades, mas a ciência de modo geral”, ninguém está imune ao seu negacionismo. “Haja vista a questão ambiental, a questão da educação, da saúde, ou seja, ele está aí para negar tudo aquilo que a população brasileira construiu de positivo”, afirma, e continua: “Nós tínhamos uma educação em ritmo ascendente, mas vemos que o governo federal leva ao sucateamento visível com o esvaziamento das agências de pesquisa Capes e CNPq”. Quando se trata das humanidades especificamente, segundo Martins, “há um total descontrole, desde que o ex-ministro da Educação Abraham Weintraub lançou um movimento absolutamente desqualificado sobre as ciências humanas, em que refutava a filosofia e sociologia”. Para ele, “se não conseguimos valorizar aquilo que trata do humano, daquilo que é produção do intelecto humano, estamos diante do total caos”.

O diretor reitera que é preciso mostrar o que a FFLCH faz, e cita como exemplo o Centro de Estudos da Metrópole (CEM) – um dos Cepids financiados pela Fapesp -, que depois de 11 anos de existência acaba de ser aprovado para uma segunda fase. “É a maior base de dados do Brasil, que atende a todos os municípios e Estados, com mais de 600 aspectos estudados, envolvendo questões populacionais, ambientais e socioeconômicas para o estudo de políticas públicas.” Martins destaca ainda a participação da FFLCH no cenário político, algo tradicional da instituição, citando docentes dos seus departamentos que exerceram elevados cargos públicos – como o ex-presidente da República Fernando Henrique Cardoso e o ex-secretário de Imprensa do governo federal André Singer. “Estamos absolutamente qualificados a participar ativamente do debate público. Não para fazer política, mas para uma interferência política no mundo atual.”

Fonte: Jornal da USP

Lives da BN | “Personagens da BN: Ramiz Galvão, o Bibliotecário Perfeito”

“Amai sempre a Bibliotheca Nacional; alimentai sempre o fogo sagrado do patriotismo mais decidido, e eu, levita arrastado d’estes altares, applaudirei com effusão os vossos triumphos, porque serão sempre os meus”. Carta de despedida de Ramiz Galvão aos funcionários da Biblioteca Nacional. Rio, 24 de julho de 1882 (dois dias depois de ter sido exonerado do cargo).

Quem já visitou o belo prédio em que atualmente está situada a Biblioteca Nacional talvez tenha reparado que na entrada de uma de suas principais salas, conhecida por todos como “Obras Gerais”, há uma placa informando que aquele espaço tem outro nome: chama-se Sala Ramiz Galvão.

Mas quem foi Ramiz Galvão? Por que este homem foi objeto desta homenagem? A placa se refere a um enérgico diretor que presidiu a instituição entre 1870 e 1882 e tem como um de seus principais méritos ter lançado as bases para se definir o que deveria ser uma biblioteca nacional.

Leia a matéria completa publicada pela Biblioteca Nacional

Em livro, servidor da UFJF-GV fala sobre os desafios na gestão das bibliotecas dos campi avançados

Servidor da biblioteca da UFJF-GV, Allan Julio Santos assina capítulo que trata dos desafios em atuar e gerenciar essas unidades. (Imagem: Divulgação)

Quer conhecer um pouco a realidade das bibliotecas universitárias dos campi avançados? Então vale a pena dar uma conferida no livro “Leitura, acessibilidade e atuação d@s Bibliotecári@s”. A obra conta com a participação do servidor da Universidade Federal de Juiz de Fora em Governador Valadares (UFJF-GV), Allan Júlio Santos, que assina um capítulo que trata dos desafios em atuar e gerenciar essas unidades.

De acordo com Santos, o principal objetivo da obra é “a disseminação de ideias e ações no campo científico e acadêmico que fogem do lugar comum, com ideias inovadoras e apresentação de cenários factíveis de implementação” e fomentar discussões na área da biblioteconomia.

Na avaliação do servidor, o livro é relevante para a comunidade acadêmica porque destaca as soluções adotadas pela Biblioteca da UFJF-GV, onde ele atua, para superar dificuldades como o compartilhamento do espaço com outra instituição de ensino e a necessidade de adaptação dos produtos e serviços oferecidos às especificidades do campus.

Outra contribuição da obra é “apresentar temas correlatos que acrescentam na formação universitária, ao discutir a organização e disseminação da informação científica de forma acessível, utilizando para isso os canais das tecnologias da informação de modo prático e crítico”, frisa Santos.

Além do servidor da UFJF-GV, outros profissionais ligados à área contribuem com a publicação abordando temas como a atuação do bibliotecário escolar em rede, informática para pessoas com deficiência intelectual e informações acessíveis para usuários surdos em repositórios digitais.

Fonte: Universidade Federal de Juiz de Fora

“Revista BBM” faz o elogio dos preservadores de tesouros públicos

Publicação mostra a importância de colecionadores e restauradores de livros antigos para a cultura do Brasil

Texto por Roberto C. G. Castro

O amor aos livros é a primeira etapa do processo de produção da memória, destaca o Editorial da nova edição da Revista BBM – Foto: Cecília Bastos/USP Imagem

As pessoas que se dedicam a colecionar, preservar e restaurar livros antigos exercem uma função social da mais alta relevância. Com seu trabalho, elas evitam a perda, recuperam e colocam à disposição da sociedade valiosos patrimônios culturais, que dizem respeito à memória, à identidade e às aspirações de povos inteiros. É o caso dos bibliófilos brasileiros Rubens Borba de Moraes e José Mindlin, que transformaram as suas coleções particulares em verdadeiros tesouros públicos.

Esse elogio aos preservadores de livros antigos é o que se depreende da leitura da recém-lançada edição número 2 da Revista BBM, editada pela BBM Publicações, o braço editorial da Biblioteca Brasiliana Guita e José Mindlin (BBM) da USP. Com 312 páginas, a revista traz um dossiê sobre bibliofilia, ensaios sobre conservação no Brasil e artigos que abordam obras raras da BBM, além de resenhas de livros. Ela tem como editor o professor Plinio Martins Filho, da Escola de Comunicações e Artes (ECA) da USP. “Intrínseco à jornada do colecionador, o afeto pode ser entendido como a primeira etapa do processo de produção da memória”, destaca o Editorial da nova edição da Revista BBM, citando as razões mais remotas da formação de acervos bibliográficos – o entusiasmo e o respeito ao livro.

A edição número 2 da Revista BBM, que acaba de ser lançada pelas Publicações BBM – Foto: Reprodução

Amor aos livros é o que mais transparece nos seis textos da seção da Revista BBM intitulada Rumos Atuais e Futuro da Conservação no Brasil. Os artigos reproduzem palestras proferidas durante seminário de mesmo nome realizado em 2017, na BBM, em homenagem a Guita Mindin, a esposa de José Mindlin, que era restauradora profissional e morreu em junho de 2006.

Num desses textos, o professor aposentado da Universidade de Brasília (UnB) Antonio Agenor Briquet de Lemos, ex-diretor do Centro de Documentação do Ministério da Saúde e da Editora da UnB, dá uma boa ideia do que representa o descaso com os livros. Através de pesquisas em jornais, ele constatou que, entre 1880 e 2017, houve notícia no Brasil de 77 incêndios e 21 alagamentos em bibliotecas, em que os acervos foram total ou parcialmente destruídos. No dia 14 de setembro de 1958, por exemplo, a biblioteca do Convento do Carmo, no Largo da Lapa, no Rio de Janeiro, foi tomada pelo fogo. Ela reunia cerca de 15 mil volumes, incluindo pergaminhos e originais raros sobre teologia, história da Igreja e coleções sobre as Cruzadas, todos perdidos. Décadas antes, em 1911, um incêndio destruiu o prédio da Imprensa Nacional, também no Rio de Janeiro, fazendo desaparecer documentos referentes à produção bibliográfica da Impressão Régia. Em agosto de 1945, os 45 mil volumes da Biblioteca Pública do Amazonas, com rica documentação sobre a região amazônica, também foram transformados em cinzas em razão de um incêndio. O mesmo aconteceu em 1968 com cerca de 35 mil obras da biblioteca do Colégio do Caraça, no município de Catas Altas (MG), entre elas edições dos séculos 16, 17 e 18. “Talvez não seja exagero supor que mais de 1 milhão de livros foram destruídos nos diversos desastres e sinistros que ocorreram e ocorrem em nossas bibliotecas”, escreve Lemos.

Mais do que elencar as perdas de patrimônios inestimáveis, no seu artigo Lemos faz propostas para a preservação de bibliotecas e arquivos. “Os casos de sinistros e desastres aqui arrolados devem ser analisados da perspectiva contemporânea, para que deles possam ser obtidas informações que contribuam para que se evite sua repetição”, destaca. “Os manuais, normas e planos de salvaguarda do patrimônio serão inúteis se não forem acompanhados da alocação de recursos financeiros suficientes e compatíveis com a escala e a complexidade da preservação de bens dos quais, em muitos casos, somente temos um parco conhecimento. E, desnecessário dizer, de recursos humanos qualificados.”

Os bibliófilos

Amor e profundo respeito aos livros são sentimentos que transbordam nos bibliófilos, como mostra o dossiê publicado na nova edição da Revista BBM, intitulado “Bibliofilia – Circuitos e Memórias”. Ele também reproduz palestras proferidas num evento de mesmo nome realizado na BBM em novembro de 2018.

Com cinco artigos, o dossiê pode ser visto como uma declaração de gratidão e admiração por aqueles que se entregam a juntar livros antigos. Nele, destaca-se a figura de José Mindlin (1914-2010), a quem a escritora e tradutora Elisa Nazarian dedica o artigo O Amável Senhor dos Livros, incluído no dossiê. Ao longo de mais de 80 anos, Mindlin formou sua coleção de livros – cerca de 60 mil volumes -, que doou à USP em 2005 e hoje forma o acervo da BBM, inaugurada em 2013.

O bibliófilo José Mindlin (1914-2010), que formou a coleção hoje conservada pela Biblioteca Brasiliana Guita e José Mindlin (BBM) da USP – Foto: Cecilia Bastos / USP Imagens

Elisa traça um perfil de Mindlin marcado pela generosidade, pelo afeto e pelo respeito a livros, à arte e a pessoas. “Fui com ele a algumas bienais de artes plásticas e a peças de teatro. Era sempre com paixão que ele se propunha a ir a esses lugares”, escreve Elisa, que trabalhou durante oito anos como funcionária da biblioteca de Mindlin, ainda quando a coleção estava instalada na sua residência, no bairro do Brooklin, na zona sul de São Paulo. “Quando passei a conviver com os Mindlin, ele já tinha 85 anos, mas mantinha a capacidade de se deslumbrar e de se encantar também com pequenas coisas, como quando nos chamava para ver uma orquídea que tinha acabado de desabrochar em seu jardim, ou quando chegava à biblioteca trazendo barras de chocolate para ‘suas meninas’.”

“Mindlin vinha à biblioteca quase diariamente. Tinha grande prazer em receber os pesquisadores e em sugerir obras para consulta. Seu imenso amor por livros incluía a possibilidade de compartilhá-los”, continua Elisa. Ela cita os critérios do bibliófilo ao adquirir acervos que se somariam à sua coleção: “Não comprava nada em língua estrangeira, livros técnicos nem volumes muito danificados. Quando lhe pediam estimativa sobre o valor de um livro, costumava dizer que um livro vale, acima de tudo, o quanto quiserem pagar por ele, não importando que seja o único exemplar publicado, a data de publicação, etc.”.

Outros artigos do dossiê relatam o empenho dos bibliófilos – nem sempre bem-sucedido – na busca por um livro, como é o caso de Descaminhos do Colecionismo, assinado pelo jornalista Ubiratan Machado. No artigo, Machado lembra alguns episódios da sua trajetória como colecionador de obras raras. Ele cita o “fenômeno curioso” causado pelo fato de, em certas ocasiões, as livrarias estarem sob a direção de pessoas que não sabiam avaliar o real valor de um livro. “Ou cobravam um preço excessivo por livros que julgavam raros e que nada valiam ou vendiam obras realmente raras por preço irrisório.” Numa dessas livrarias, contou, ele viu, no fundo da loja, numa prateleira junto ao chão, na seção de “Pássaros”, a coleção completa, com 52 números, do raríssimo jornal O Beija-Flor, editado por Joaquim Norberto entre 1849 e 1852. “Quase dei um pulo de alegria, e aquele beija-flor, vendido a preço de canário da terra, foi piar na minha biblioteca.”

Em outras ocasiões – continua Ubiratan Machado -, o bibliófilo parece receber um presente dos céus. Como ele exemplifica: “A Livraria Brasileira havia comprado uma grande biblioteca. Muitos livros estavam em condição lastimável, mas havia preciosidades bem conservadas. Comprei uns cinco ou seis volumes”. Ao abrir os livros, em casa, ele teve uma agradável surpresa: dentro de um deles, havia um original de Di Cavalcanti, um desenho a nanquim no verso do convite de sua última exposição em Paris. “Raras vezes paguei preço extorsivo por um livro. Raras, pois fui vencido algumas vezes. Mas nunca me arrependi de comprar. Arrependimento só de não comprar”, confessa Machado. “Como a primeira edição de Galinha Cega, de João Alphonsus, que encontrei numa feira do livro e esnobei. Quando me afastei, vi a imbecilidade que estava cometendo. Voltei à barraca, mas o livro já tinha sido vendido. Muitos anos depois, tentei cercar essa galinha, num leilão, mas ela fugiu para outras mãos.”

Santa Wilborada, a “padroeira” dos bibliófilos, segundo o jornalista e bibliófilo Ubiratan Machado – Foto: Reprodução/Revista BBM

Por ser uma atividade nobre, a bibliofilia tem uma padroeira, considera Machado. É Santa Wilborada, freira beneditina que viveu no século 10 na Suábia, onde hoje é a Suíça. Machado dá as razões desse título. “No ano de 925, a Abadia de Saint Gall estava cercada por invasores bárbaros que, como era seu costume, ameaçavam queimar tudo. Seria o fim da riquíssima biblioteca, formada por milhares de volumes. Contam as crônicas da época que Wilborada, uma espécie de bibliotecária da casa, enterrou os livros após uma visão. Os bárbaros foram repelidos, mas o mosteiro ardeu como o pavio de uma vela. O corpo da monja, mutilado e desfigurado, foi abandonado em uma pequena elevação, onde mais tarde encontraram os livros intactos”, escreve. “Outra versão, menos romântica, diz que os livros foram transferidos para um mosteiro próximo e que Wilborada morreu com um machado cravado na cabeça, sendo por isso representada pela Igreja com um livro na mão direita e um machado na esquerda. Seja como for, pelo seu heroísmo ela ascendeu à santidade. Como padroeira dos bibliófilos, possivelmente protege-os dos amigos do alheio, do olho gordo dos colegas e, sobretudo, dos chatos que insistem em pedir livros emprestados.”

Tanto quanto os bibliófilos, Cristina Antunes  – curadora da biblioteca Mindlin durante 34 anos, primeiro na residência dos Mindlin, depois, a partir de 2013, na Cidade Universitária – foi “uma extraordinária leitora e guardiã dos livros”, como destaca o título do artigo escrito pela historiadora portuguesa Débora Dias e publicado na seção Memória da nova edição da Revista BBM. O texto foi composto com base em entrevistas e conversas informais entre a historiadora e Cristina, feitas em 2017. Nessas conversas, Cristina – que morreu em março de 2019, aos 68 anos – relembra a sua trajetória, desde os anos de formação, em Recife (PE), e a vinda para São Paulo até o trabalho com Mindlin. “Ser uma grande leitora foi também a porta de entrada para o que Cristina considerou a sua experiência profissional decisiva: os mais de 30 anos de trabalho na biblioteca de José Mindlin. Apesar de não ser bibliotecária de formação, ela tinha o requisito principal exigido, lia por prazer”, escreve Débora.

Cristina Antunes: curadora dos livros de Guita e José Mindlin durante 34 anos – Foto: Reprodução/Revista BBM

Descrevendo a rotina de trabalho na biblioteca de Mindlin, a historiadora cita que entre as tarefas de Cristina estava receber os pesquisadores que solicitavam acesso à coleção, visitas autorizadas somente depois que ela reunia informações sobre quem pedia para frequentar a casa. “O seu lazer não raro prolongava-se na biblioteca, quando participava dos convívios sociais em torno dos livros, por vezes aos fins de semana”, destaca Débora. “Entre os seus episódios favoritos, o encontro com o escritor português José Saramago, a surpresa de receber o peruano Mario Vargas Llosa ou a correspondência, que perdurou por anos, com o poeta mato-grossense João de Barros.”

Raros e Raríssimos

A nova edição da Revista BBM oferece exemplos práticos da importância, para a cultura, da preservação de livros antigos, que poderiam estar perdidos para sempre. Trata-se de dois artigos publicados na seção Raros e Raríssimos. Um deles se refere a uma raridade poética do século 17: o manuscrito de um poema atribuído a Bernardo Vieira Ravasco, irmão do padre Antônio Vieira, intitulado Saudades de Lídia e Armido, pertencente à BBM. Segundo o autor do artigo, o professor da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) Marcelo Lachat, esse poema teve considerável recepção nas letras portuguesas e luso-brasileiras. Dada a dificuldade de localizar originais de Ravasco – poeta quase nunca citado nos compêndios de literatura -, o manuscrito depositado na BBM é “essencial para um melhor conhecimento e uma mais fundamentada discussão das letras (particularmente da poesia) na América Portuguesa dos anos seiscentos”, escreve Lachat. “Preserva-se nesse códice da Biblioteca Brasiliana, e comprova-se com ele, a auctoritas poética que Bernardo Vieira Ravasco tinha no século 17 e que se perdeu nos séculos seguintes entre papéis mal conservados ou mal compulsados. Historicamente apagado sob a sombra do seu ilustre irmão Antônio, reluz, enfim, o poeta Bernardo nessas manuscritas Saudades seiscentistas.”

O outro artigo da seção Raros e Raríssimos é de autoria do escritor e bibliófilo Ésio Macedo Ribeiro, que nele conta como conseguiu comprar, num leilão, um exemplar da primeira edição de A Cinza das Horas, de Manuel Bandeira. Como Ribeiro explica no início do artigo, a possibilidade de encontrar primeiras edições de escritores modernistas brasileiros é especialmente árdua, uma vez que essas edições foram bancadas pelos próprios autores e por isso tiveram tiragens reduzidas. A Cinza das Horas é um caso típico: foi lançado em 1917 às próprias custas de Bandeira, em papel de baixa qualidade e em tiragem pequena. Primeiro livro do poeta, que reúne poemas escritos na sua juventude, ainda influenciado pelo Simbolismo e pelo Parnasianismo, A Cinza das Horas “revela um Bandeira já dono de linguagem própria, expressando as agruras da condição humana, em versos que exprimem as dores do amor e da morte, do desamparo e da solidão”, explica Ribeiro. “Nunca vi esse livro em nenhuma das bibliotecas que frequentei, públicas ou privadas.”

A primeira edição de A Cinza das Horas, de Manuel Bandeira, lançada em 1917 – Foto: Reprodução/ Revista BBM

Exemplos da importância de preservar livros antigos encontram-se também em outra seção da Revista BBM, intitulada Estudos BBM. Ela contém três artigos de pesquisadores sobre obras do acervo da BBM. Um dos textos é de João Marcos Cardoso, curador da BBM. Ele discorre sobre um livro publicado em Rouen, na França, em 1551, rico em ilustrações, que relata a recepção pública, no ano anterior, naquela cidade da Normandia, dos soberanos franceses Henrique II e Catarina de Médici – cerimônia que teve a presença de 50 índios levados das terras brasileiras. A primeira edição no Brasil de Prosopopeia, de Bento Teixeira, lançada em 1873, e documentos religiosos do século 18 são temas dos outros dois artigos da seção.

Exemplar da primeira edição no Brasil de Prosopopeia, de Bento Teixeira, datada de 1873, pertencente ao acervo da Biblioteca Brasiliana Guita e José Mindlin da USP – Foto: Reprodução/Revista BBM

Rubens Borba de Moraes

A última seção da Revista BBM, a que se dá o nome de Publicações BBM, traz duas resenhas de livros lançados pela Editora Publicações BBM. Uma delas, assinada pelo artista gráfico Gustavo Piqueira, destaca o livro As Bibliotecas de Maria Bonomi, de 2017. A obra reproduz 23 xilogravuras que expressam a visão da artista sobre bibliotecas localizadas em várias partes do mundo, como a Ambrosiana, em Milão, na Itália, a Joanina, em Coimbra, Portugal, e a Biblioteca do Museu Britânico, em Londres, na Inglaterra. “Mais do que descrever visualmente edifício a edifício, Maria Bonomi pinça particularidades formais únicas de cada espaço e as utiliza como ponto de partida para a execução de suas xilogravuras”, analisa Piqueira.

O bibliófilo Rubens Borba de Moraes – Foto: Reprodução

Simplicidade Alegre de um Bibliófilo é o título da outra resenha publicada na Revista BBM. Ela é de autoria do editor Claudio Giordano e trata da edição de 2018 de O Bibliófilo Aprendiz, de Rubens Borba de Moraes (1899-1986), o bibliófilo que, após sua morte, deixou os mais de 2.300 raros volumes de sua coleção para os Mindlin. Na resenha, Giordano expõe aspectos da bibliofilia discutidos por Moraes na sua obra. Com isso, traça um perfil do bibliófilo, que se mostra semelhante àquele de José Mindlin. Além do amor aos livros, da gentileza e do respeito no trato com os outros, o autor de O Bibliófilo Aprendiz revela também tolerância com relação aos conceitos de Coleção Brasiliana e Coleção Brasiliense, motivo de disputa entre especialistas. Para ele, Coleção Brasiliana se refere a todos os livros sobre o Brasil impressos desde o século 16 até fins do século 19 e os livros de autores brasileiros impressos no estrangeiro até 1808, enquanto Coleção Brasiliense diz respeito a livros impressos no Brasil de 1808 até hoje. Só que Moraes não tem uma posição radical a esse respeito, e diz: “Mas se um bibliófilo quiser colecionar a torto e a direito Brasiliana e Brasiliense, e formar um verdadeiro coquetel de livros, meu Deus, deixem-no juntar seus livrinhos em paz”.

Revista BBM, número 2, lançada pelas Publicações BBM, está disponível na íntegra, gratuitamente, neste link. Clique aqui.

A edição impressa custa R$ 52,00 e estará à venda na Livraria João Alexandre Barbosa, da Editora da USP (Edusp), na Cidade Universitária, em São Paulo, após o fim das restrições impostas pela pandemia de covid-19.

Mais informações podem ser obtidas pelos e-mails bbm@usp.br e publicacoesbbm@usp.br e pelo telefone (11) 2648-0320.

Fonte: Jornal da USP

Proposta determina que bibliotecas públicas tenham acervo de literatura infantil

O Projeto de Lei 621/20 determina que as bibliotecas públicas ou aquelas pertencentes a instituições federais – como museus, centros de documentação e memória, fundações ou órgãos similares – deverão organizar acervos de literatura infantil e infantojuvenil.

Daniela do Waguinho, autora da proposta
Cleia Viana/Câmara dos Deputados

O texto em tramitação na Câmara dos Deputados determina ainda que, apenas mediante o cumprimento dessa condição, as bibliotecas pertencentes a instituições privadas poderão receber apoio financeiro ou doações de acervo pelo poder público.

“Desenvolver nas crianças o gosto pela leitura é uma estratégia para melhorarmos os níveis de aprendizagem escolar e para nos contrapormos à tendência de crescimento do analfabetismo funcional”, afirmou a autora, deputada Daniela do Waguinho (MDB-RJ).

Tramitação
A proposta tramita em caráter conclusivo e será analisada pelas comissões de Cultura; de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Reportagem – Ralph Machado

Fonte: Agência Câmara de Notícias

Como usar a pandemia em favor da biblioteca

Texto por Liliana Giusti Serra

A pandemia do coronavírus (COVID-19) veio para transformar a vida de todo mundo. Nada e nem ninguém passou ileso, em escalas diversas. Ainda sem previsão do término da situação de pandemia, embora com a retomada de algumas atividades, pessoas e instituições estão se adaptando à nova realidade. Com as bibliotecas não é diferente.

No início da decretação da quarentena muitas atividades foram suspensas. Aos poucos, algumas ações foram voltando adaptadas. Mais de seis meses após o início deste período, é possível identificar se os ajustes feitos deram os resultados esperados e como voltar à normalidade adaptada daqui em diante.

Se por um lado o fechamento de bibliotecas diminuiu a oferta de serviços aos usuários, por outro, podemos encarar este período como uma oportunidade para realizar ações que nem sempre conseguimos fazer em tempos normais. Essa pausa do público presencial pode e deve ser aproveitada para realizar rotinas nos metadados da coleção, inventário e ações de preservação.

Grandes bibliotecas possuem equipes que podem se dedicar exclusivamente para o tratamento e manutenção do catálogo de autoridades e do bibliográfico. Em instituições menores, com equipe reduzida, normalmente todos fazem de tudo um pouco. Padronizar nomes de pessoas, entidades, eventos, títulos uniformes e assuntos é uma ação delicada e precisa ser feita com muito cuidado, principalmente quando as autoridades são trabalhadas, visto que as mudanças afetam diretamente o catálogo bibliográfico.

Leia a matéria completa publicada pela SophiA

Biblioteca mais antiga do Brasil tem acervo on-line

O Mosteiro de São Bento, em Salvador, é também conhecido como Arquiabadia de São Sebastião da Bahia. Fundado no século XVII em cima da aldeia indígena do Cacique Ipuru, aldeia que sofreu uma invasão dos padres jesuítas que chegaram à Bahia em 29 de Março de 1559. Com eles veio também Tomé de Souza, o primeiro governador-geral.

Assim, anos mais tarde, em 1575, desembarca na cidade o frei beneditino Pedro de São Bento Ferraz, com o objetivo de fundar o Mosteiro. Desse modo, atualmente, lá se encontra a biblioteca mais antiga do Brasil.

Acervo do Mosteiro

Inaugurada em 1582, a Biblioteca do Mosteiro de São Bento da Bahia, reúne uma enorme coleção de obras e registros raros dos séculos XVI, XVII, XVIII e XIX. Nesse sentido, entre as peças há livros, partituras, testamentos e documentos como os escritos completos de Luiz de Camões e o compêndio de cartas do Padre Antônio Vieira.

Além disso, os volumes contêm também registros em variadas línguas e áreas de conhecimento. Assim, a biblioteca é uma uma das mais antigas e importantes do país.

O acervo passou por ampliação e atualização durante todo século XX, com pesquisas e periódicos importantes. Por isso, hoje a biblioteca é especializada em Filosofia, Teologia e História. Além do trabalho dos monges, o Mosteiro conta com a ajuda de voluntários e doadores de obras e equipamentos técnicos.

Leia a matéria completa publicada pelo Notícias Concursos

Bibliotecas públicas recebem mais de 4 mil livros doados durante a quarentena

Texto por Joyce Souza da Conceição 

Quem voltar a frequentar a Biblioteca Municipal “Jorge Guilherme Senger” e a Biblioteca Infantil Municipal “Renato Sêneca de Sá Fleury”, após a reabertura ao público, que ocorre nesta segunda-feira (5), será surpreendido com cerca de 4.300 novos volumes que agora ocupam as prateleiras dos espaços de leitura. Esses livros foram frutos de doações realizadas pelos munícipes durante a quarentena. Dentre eles estão romances, autoajuda, literatura infantil e juvenil e HQ’s.

As doações aconteceram de acordo com as normas de saúde pública adotadas no combate ao coronavírus. “Foi tudo tranquilo. As pessoas colaboraram trazendo em caixas e colocando no espaço destinado, com toda segurança”, comenta a bibliotecária da Biblioteca Municipal, Viviana Gomes dos Santos.

O projeto de arrecadação de livros, lançado em agosto, foi um sucesso segundo a bibliotecária. “Foi além das nossas expectativas, pois recebemos muitos livros novos que não tínhamos no acervo e que é de grande interesse do público”, completa Viviana.

Após o recebimento das doações, são separadas as obras que ficarão no acervo de cada uma das bibliotecas. As que ficarem, são higienizadas, recebem um carimbo, o número do tombo e uma classificação de acordo com o gênero literário dela, para só depois serem disponibilizadas para empréstimo. Os livros que não forem considerados aptos a integram o acervo, são oferecidos às bibliotecas escolares ou universitárias ou às entidades interessadas.

Quem tiver interesse em contribuir com o projeto, as doações devem ser feitas das 9h às 16h, de segunda a sexta-feira. A Biblioteca Municipal conta com uma caixa branca em seu exterior, perto da área infantil e do parquinho, para que as doações de exemplares sejam feitas sem contato físico. O telefone da BMS estará disponível em caso de dúvidas: (15) 3228.1955. Já para doar livros na Biblioteca Infantil é necessário ligar no local e agendar um horário. O número é: (15) 3231-5723.

Fonte: Prefeitura de Sorocaba

¿Qué hay de los bibliotecarios en tiempos de pandemia?

En un entorno educativo crecientemente digital, los bibliotecarios necesitan reevaluar el criterio de habilidades necesarias para seguir ejerciendo.

Texto por Sofía García-Bullé

En 2016, Meredith Schwartz, editora en jefe del Library Journal, escribió un artículo sobre las habilidades que necesitarían los bibliotecarios para adaptarse a las necesidades del siglo XXI, entre ellas, colaboración, comunicación, buen trato con la gente, creatividad, innovación, pensamiento crítico, análisis de datos, flexibilidad, liderazgo, dominio de la mercadotecnia, administración de proyectos y manejo de tecnología. 

Esto fue mucho antes de que el surgimiento del COVID-19 instalara al mundo entero en una situación de aislamiento y medidas preventivas, además de plantear las preguntas, ¿esta lista de habilidades aún es relevante? ¿Cuántas de estas han aplicado las y los bibliotecarios? ¿Han tenido un impacto positivo en la comunidad educativa?

La biblioteca y la comunidad

Las bibliotecas estuvieron entre los espacios más impactados por el aislamiento mandatorio. Hoy en día, no sirven únicamente al propósito de prestar libros, se han vuelto espacios de desarrollo integral y aprendizaje alternativo.

Ahora, en tiempos de pandemia, las bibliotecas han tenido que dejar en segundo plano la función de ser meros repositorios de libros en favor de ofrecer espacios públicos que sirvan como refugio y cubran las necesidades básicas para los miembros de su comunidad. 

Lei a matéria completa publicada pelo Observatorio de Innovación Educativa

Adolescente baianas criam cabine para desinfectar livros e recebem prêmio em competição nacional de robótica

Estudantes criaram a proposta depois de perceberam que livros de bibliotecas deveriam ficar em ‘quarentena’ por 14 dias para novo empréstimo, por causa da Covid-19.

Cabine para desinfecção de livros — Foto: Arquivo Pessoal

Um grupo de estudantes de Candeias, região metropolitana de Salvador, foi uma das equipes premiadas no Desafio SESI de Robótica Covid-19. O objetivo era apresentar propostas inovadoras para o combate à doença e as jovens desenvolveram uma cabine de desinfecção de livros para bibliotecas.

O projeto de Ana Clara Freitas (13 anos), Jade Santos (13 anos), Natália Jesus (14 anos) e Wililane Barbosa (15 anos), que formaram a equipe “Robolife”, ficou entre os 39 melhores, dentre mais de 400 projetos enviados para o concurso. A proposta delas foi eleita a melhor na categoria “Pesquisa”. Elas são estudantes do 9º ano do ensino fundamental.

A ideia das jovens surgiu ao perceberem que livros de bibliotecas tem de passar por uma “quarentena” de catorze dias antes de ser emprestado novamente para outra pessoa. A medida adotada é para evitar a propagação do novo coronavírus.

No entanto, este procedimento atrasa a circulação dos livros. Por isso, as meninas idealizaram uma cabine que utiliza o ozônio como agente desinfetante. A invenção permite que os livros sejam disponibilizados, depois de apenas alguns minutos, sem colocar em risco os profissionais das bibliotecas e os leitores.

Leia a matéria completa publicada pelo G1

Biblioteca Municipal tem nova área de leitura e acesso digital

Localizada na Casa da Cultura de Ribeirão Preto, espaço recebeu a intervenção da Fundação do Livro, através do ProAC

Biblioteca Municipal teve espaço modernizado (Foto: Divulgação)

A Fundação do Livro e Leitura de Ribeirão Preto finalizou o projeto de implementação de área de leitura e acesso digital na Biblioteca Municipal Guilherme de Almeida, no Morro do São Bento. A conclusão do projeto foi anunciada durante o evento “20 horas de Literatura”.

A Fundação planejou e executou ações para organizar, adequar e equipar o espaço; bem como criou um ambiente de convivência, leitura e acesso a conteúdos digitais. O projeto foi possível através do Programa de Ação Cultural (ProAC).

Pouca gente sabe, mas a Biblioteca Municipal foi criada através da Lei Municipal nº 741, em 11 de setembro de 1958 e está localizada no prédio da Casa da Cultura Juscelino Kubitschek (Praça Alto de São Bento, s/nº), desde 1981.

Leia a matéria completa publicada pelo A Cidade ON/Ribeirao

Morre Jurema Gomes Moreira Citeli, da Biblioteca Municipal de Adamantina

Texto por SPLeituras

A SP Leituras e o Sistema Estadual de Bibliotecas Públicas de São Paulo (SisEB) comunicam o falecimento de Jurema Gomes Moreira Citeli, bibliotecária da Biblioteca Pública Municipal de Adamantina (SP), nesta sexta-feira, 25 de setembro.

Profissional parceira, ativa e atuante pelas bibliotecas vivas, Jurema era graduada em Biblioteconomia pela Unesp e trabalhou por mais de 35 anos na Biblioteca Municipal de Adamantina.

Expressamos nossos sentimentos aos familiares, colegas e amigos de Jurema, que deixará muitas saudades. Um abraço sincero e apertado de toda a equipe da SP Leituras.

“Todos nascemos filhos de mil pais e de mais mil mães, e a solidão é sobretudo a incapacidade de ver qualquer pessoa como nos pertencendo, para que nos pertença de verdade e se gere um cuidado mútuo. Como se os nossos mil pais e mais as nossas mil mães coincidissem em parte, como se fôssemos por aí irmãos, irmãos uns dos outros. Somos o resultado de tanta gente, de tanta história, tão grandes sonhos que vão passando de pessoa a pessoa, que nunca estaremos sós.”
Valter Hugo Mãe

Fonte: SP Leituras

Os múltiplos usos sociais dos acervos da USP

Fotomontagem: Moisés Dorado

Exemplos do empenho da Universidade em preservar, restaurar, divulgar e gerar conhecimentos com as coleções sob sua guarda

Textos por Claudia Costa, Leila Kiyomura e Luiz Prado

Eles poderiam estar perdidos para sempre: obras de arte, cerâmicas amazônicas milenares, fotografias antigas, os primeiros mapas a descrever o Brasil, ainda no século 16, manuscritos originais de grandes escritores, exemplares de animais extintos. Ao longo das últimas oito décadas, acervos de valor inestimável foram entregues aos cuidados da USP, que, através de seus pesquisadores, tratou, recuperou, preservou, exibiu em público e estudou esses tesouros. O resultado – também inestimável – pode ser parcialmente verificado na forma de ensino consistente, formulação de teorias que explicam com mais exatidão o mundo natural e as sociedades humanas, produção de pesquisas de impacto internacional e a possibilidade de contemplar peças que enriquecem, inspiram, emocionam e deslumbram o coração e a mente.

Na reportagem a seguir, o Jornal da USP apresenta seis acervos da Universidade, abrigados no Museu de Arte Contemporânea (MAC), no Museu de Arqueologia e Etnologia (MAE), no Museu Paulista (MP), no Museu de Zoologia (MZ), no Instituto de Estudos Brasileiros (IEB) e na Biblioteca Brasiliana Guita e José Mindlin (BBM). Pequena parcela das centenas de coleções mantidas pela USP, eles são exemplos do empenho com que a Universidade acolhe patrimônios públicos, evita sua perda e dá a eles um uso social, beneficiando toda a sociedade.

Abertura da Exposição no saguão da Reitoria “Museus e Acervos da USP” com o reitor e vice reitor Vahan Agopyan e Antonio Carlos Hernandes. Fotos: Cecília Bastos/USP Imagem

Parte dessas riquezas foi atingida nesta semana, quando teve início o leilão do acervo oriundo do falido Banco Santos, previsto para se estender até 2 de outubro. Em 2005, por decisão judicial, a USP ficou como fiel depositária de 18 mil objetos daquele acervo, que foram distribuídos entre o MAC, o MAE, o MP e o IEB. Agora, com o leilão, essas peças estão prestes a deixar os museus da Universidade e se transferir para o setor privado. Só na primeira noite de leilão, no dia 21 passado, foram arrematadas obras como a tela The Founding #6m, do artista plástico norte-americano Frank Stella, e um esboço do quadro Operários, de Tarsila do Amaral – até então em posse do MAC -, entre outras.

Confira os múltiplos usos sociais dos acervos da USP acessando a matéria completa publicada pelo Jornal da USP

Covas assina protocolo para reabertura de museus, teatros e eventos na cidade de SP

Prefeitura só vai liberar retorno, no entanto, quando município avançar para a fase verde do plano estadual de flexibilização. Expectativa é que avanço aconteça na próxima reclassificação, marcada para 9 de outubro.

Texto por Marina Pinhoni e Vivian Souza

O prefeito de São Paulo, Bruno Covas (PSDB), assinou no início da tarde desta quinta-feira (24) os protocolos de reabertura dos setores de cultura na cidade. As atividades incluem eventos, teatro, museus, exposições, circo e bibliotecas. O protocolo para abertura de cinemas já havia sido assinado.

Embora algumas atividades nesses setores já sejam autorizadas pelo governo estadual para regiões que estão há mais de 28 dias na fase amarela do Plano SP de flexibilização econômica, Covas afirmou que só vai liberar a reabertura quando o município avançar para a fase verde.

A expectativa da gestão municipal é de que a mudança para a fase mais permissiva aconteça na próxima reclassificação estadual, prevista para o dia 9 de outubro. Atualmente, todas as regiões de São Paulo estão na fase amarela.

As regras assinadas nesta quinta autorizam eventos para até 600 pessoas como convenções, seminários, workshops, palestras e feiras, mas as festas continuam temporariamente proibidas. Eventos para mais 600 pessoas precisarão de uma autorização especial da gestão municipal, mas o limite é para até 2 mil pessoas.

“Muito mais do que ter a prefeitura falando o que deve e o que não deve ser feito num momento de retomada, parte do segredo tem sido ouvir cada setor que a gente tem autorizado a reabertura pra dizer de que forma as regras de isolamento, de proteção as pessoas, aos clientes, aos funcionários devem ser observadas”, disse o prefeito.

Leia a matéria completa publicada pelo G1

Biblioteca Municipal reabre para empréstimos e devoluções de livros

Após seis meses com atendimento ao público suspenso devido à pandemia do novo coronavírus (Sars-CoV-2), causador da covid-19, a Biblioteca Municipal Martinico Prado está reaberta para empréstimos e devoluções de livros.

O funcionamento do espaço público é das 8h às 17h, de segunda a sexta-feira, respeitando todos os protocolos de higiene e distanciamento social para o combate à covid-19. Os serviços internos, como ajustes do acervo e catalogação de materiais, estavam ocorrendo normalmente no local.

Os usuários não têm acesso ao interior da Biblioteca. Eles são atendidos pelos funcionários na porta do local, que fica do lado da Rua América, respeitando o distanciamento social e a obrigatoriedade de utilização de máscaras, tanto para os funcionários quanto para os leitores.

Segundo a direção, os livros devolvidos pelos usuários serão higienizados e ficarão em quarentena por 14 dias. Após esse prazo, eles estarão disponíveis para empréstimo novamente. No período de paralisação, 568 livros estavam em posse dos leitores da Biblioteca. Ao longo da quarentena, todos os exemplares foram renovados automaticamente, sem a cobrança de multas aos usuários.

Leia a matéria completa publicada pelo Notícias de Araras

Com livros digitais, bibliotecária leva a experiência de clube de leitura para aulas remotas

Educadora relata como o uso de tecnologia facilita encontros virtuais e permite que alunos adotem trilhas de acordo com seu interesse e ritmo de leitura

Texto por Amélia Cristina Ferreira

Desde 2009, desenvolvo o Clube de Leitores, um trabalho que consiste em interagir com os alunos a respeito de livros, filmes e cultura geral. É como uma gincana: no início do ano, as crianças se reúnem em equipes, escolhem cor e grito de guerra e ao longo do ano desenvolvemos desafios e atividades. Com a pandemia, tudo isso ficou restrito porque o colégio ficou fechado.

É claro que, nas aulas remotas, os professores incentivam a leitura, mas como não poderíamos ficar parados esperando tudo voltar ao normal, pensei em promover encontros virtuais com a biblioteca no sentido mais amplo dessa palavra, que é o encontro com o aluno de uma forma mais prazerosa, na qual ele vai buscar o que realmente quer ler.

Como mediadora da leitura, promovo reuniões voluntárias de estudantes do primeiro ao quinto ano do ensino fundamental, que são realizadas no contraturno das aulas. Começamos com um bate-papo em que pergunto o que eles estão fazendo, o que gostam de ler, quais filmes e séries assistem e, assim, eles se soltam. É uma conversa em que dou voz ao leitor, e isso acaba instigando ele a querer saber mais. Muitas vezes, eles não sabem que uma série ou um filme que gostam foram inspirados em um livro, e dessa forma começo a apresentar a literatura de forma geral.

Também realizo brincadeiras e dinâmicas, como jogos de perguntas sobre uma obra específica, ou sobre um tema ou gênero. Em seguida, vem a hora da história, onde leio uma obra e depois discutimos sobre ela. Reservo o momento final para indicar outros livros com temas parecidos ao do encontro.

Tanto os livros que eu leio e indico, assim como os paradidáticos que os professores das disciplinam sugerem, estão na plataforma de leitura digital Árvore. Presencialmente, não tínhamos tanto tempo para explorar a ferramenta, mas agora durante a pandemia surgiu essa necessidade de buscar livros digitais. Com um vasto acervo, a ferramenta trabalha com editoras renomadas, livros de qualidade que tocam o imaginário infantil e criatividade e autores que dialogam muito bem com a área de educação.

Além disso, também conhecemos a ferramenta Conquistas dentro da Árvore, que é como se fosse um joguinho que, quanto mais obras os alunos leem, mais ganham recursos para plantar árvores na brincadeira. O aluno entende essa dinâmica, mas não faz apenas por conta do jogo. Ele desenvolve prazer em ler. Ainda é um pouco cedo para afirmar, mas percebo que as crianças estão explorando mais a ferramenta.

Quando o professor não tem tempo de planejar uma sequência didática, os alunos podem acessar trilhas de leitura disponíveis na plataforma e selecionadas pelo professor.

Com essa prática, percebi que os alunos estavam buscando um espaço como esse dos encontros, onde poderiam interagir com os colegas e com uma pessoa além do conteúdo das aulas e tivessem mais liberdade para falar. As famílias também notaram que o momento é uma chance de discutir e incentivar leituras que proporcionam novas aprendizagens.

Eu já trabalho há 17 anos nessa área e acabamos conhecendo os gostos das crianças de cada faixa etária. Mas fica claro que, para ser um bom motivador de leitura, você também deve ler. Não adianta apenas falarmos que é importante. Se não demonstrarmos que nos encantamos e maravilhamos com livros e suas histórias, não adianta. O seu filho ou aluno vai perceber que a importância da leitura é só um discurso se você não aplicar isso em seu cotidiano.

Fonte: Porvir – Inovações em Educação

As Bibliotecas públicas face à pandemia da COVID-19

Com a inviabilização de eventos presenciais, de forma a manter o distanciamento social, as bibliotecas adaptaram-se a novas realidades e reinventaram a disponibilização de eventos culturais

Texto por Anabela Anjos

Num contexto atípico e ectópico, em fase de pandemia, as bibliotecas públicas/municipais viram inicialmente os seus espaços encerrados.

Findo o estado de emergência, determinou o calendário do desconfinamento que as bibliotecas abrissem as suas portas, logo na primeira fase do plano nacional objetivando reinstituir alguma normalidade a estes tempos insólitos.

Enquanto organizações dinâmicas, as bibliotecas procuraram adaptar-se a esta nova conjuntura e paulatinamente implementaram medidas suplementares de higienização dos espaços, iniciaram a oferta de serviços mínimos, entregaram livros de forma inovadora, através de empréstimos domiciliários, em regime de take away, e aplicaram políticas de quarentena aos livros devolvidos.

Com a inviabilização de eventos presenciais, de forma a manter o distanciamento social, as bibliotecas adaptaram-se a novas realidades e reinventaram a disponibilização de eventos culturais. Investindo em novos conteúdos e serviços online, com a ajuda de plataformas digitais, as bibliotecas, em tempo de isolamento social, continuaram a cumprir a sua missão, mantiveram o contacto com os seus leitores, conquistaram novos públicos e possibilitaram o usufruto de algumas iniciativas a partir de casa.

Leia a matéria completa publicada pelo Postal

Sistemas prisional e socioeducativo de Minas recebem doações de 2 mil livros

Texto por Sérgio Gonçalves

Bibliotecas de unidades prisionais e socioeducativas estão recebendo um reforço nos seus acervos. A iniciativa está sendo possível com doações de pessoas que acreditam na capacidade da leitura em transformar tanto a vida de adolescentes, quanto a de homens e mulheres presos em alguma das 194 unidades administradas pela Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp).

O Departamento Penitenciário de Minas Gerais (Depen-MG) recebeu cerca de 1,5 mil livros, arrecadados em uma campanha promovida em redes sociais pela jornalista e escritora Paula Emmanuella Fernandes. Ela criou o projeto Biblioteca Solidária, que tem como objetivo conseguir obras, especialmente literárias, para instituições como hospitais, casa de recuperação de dependentes químicos e presídios. “Acredito no poder dos livros em tocar as pessoas, abrir os horizontes e trazer novos sentidos para a vida”, afirma.

Clássicos de autores da literatura nacional e internacional, como Machado de Assis, Cecília Meireles, Graciliano Ramos, Gustave Flaubert e Dostoiévski, estão chegando às mãos de detentos e detentas, de unidades prisionais espalhadas pelas mais diversas regiões de Minas Gerais: Sul, Central Jequitinhonha, Zona da Mata, dentre outras.

Leia a matéria completa em Portal Onda Sul

Bibliotecárias negras brasileira e colombiana produzem livro sobre epistemologias latino-americanas no campo biblioteconômico-informacional

Texto por Priscila Fevrier

Qual a incidência de estudos de mulheres negras em Biblioteconomia e Ciência da Informação? Quantas epistemólogas negras conhecemos e referenciamos no campo? Quais as reflexões epistêmicas que mulheres negras latino-americanas têm realizado para pensar bibliotecas, ensino e prática em bibliotecas?

Natália Duque Cardona, bibliotecária e docente da Universidade de Antioquia, e Franciéle Garcês, bibliotecária e pesquisadora de doutorado na Universidade Federal de Minas Gerais, acabam de lançar a pré-encomenda do livro “Epistemologias Latino-americanas na Biblioteconomia e Ciência da Informação: contribuições da Colômbia e do Brasil”, publicado pelo Selo Nyota. O propósito da obra é apresentar discussões a respeito do significado da Biblioteconomia e Ciência da Informação na América Latina, a partir de reflexões e questões que incitem ao desenvolvimento epistemológico insurgente no campo, dando origem a uma “’epistemologia do sul’ que dê credibilidade às novas experiências sociais e contra-hegemônicas e aos pressupostos epistemológicos alternativos que estas experiências constroem e marcam.

O prefácio foi escrito pela Diretora da Escola Interamericana de Biblioteconomia da Universidade de Antioquia, Dorys Liliana Henao, e o livro foi elaborado com quatro capítulos, nos quais são abordadas reflexões críticas sobre interculturalidade no campo biblioteconômico-informacional, a dependência epistêmica e a colonialidade do saber na Biblioteconomia, os movimentos críticos contra-hegemônicos dentro da área, entre outros enfoques.

O lançamento está previsto para o início de novembro de 2020, a pré-encomenda do livro impresso (edição de impressão limitada) pode ser realizada até dia 10 de outubro de 2020. O sumário está disponível aqui: https://cutt.ly/tfIaf80 e o formulário de encomenda aqui: https://cutt.ly/dfFKitK

Instagram:@selonyota  site: https://www.nyota.com.br/

Lançado o Grupo de Trabalho Relações Étnico-raciais e Decolonialidades (RERAD-FEBAB): um marco para a Biblioteconomia Negra Brasileira

No dia 31 de julho aconteceu um momento histórico para a Biblioteconomia Negra Brasileira: o lançamento do Grupo de Trabalho Relações Étnico-raciais e Decolonialidades, vinculado à FEBAB. Fruto da luta do movimento de bibliotecárias e bibliotecários negros brasileiros e da inclusão da Agenda 2030 pela FEBAB, o GT tem como objetivo “discutir e realizar ações em prol da promoção da diversidade étnico-racial, emancipação de povos em vulnerabilidade econômica, social e educacional por intermédio do acesso à informação e às bibliotecas, bem como refletir sobre a decolonização do ensino e prática em Biblioteconomia em solo brasileiro” (RERAD, 2020). Sua contribuição irá refletir na aplicação das Leis Federais 10.639/2003 e 11.645/2008, assim como as Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação das Relações Étnico-raciais e para o Ensino de História e Cultura Afro-brasileira e Africana. Além disso, as ações do GT atendem aos Objetivos 3, 4, 5 e 10 da Agenda 2030, da Organização das Nações Unidas; abre espaço para discussões da Década Internacional de Afrodescendentes (2015-2024), também da ONU; está em consonância com as preocupações da International Federation of Library Associations and Institutions (IFLA), em especial, da Seção Serviços de biblioteca para populações multiculturais; além de pautar ações e estratégicas passíveis de parcerias com outros Grupos de Trabalhos e Comissões Brasileiras da própria Febab, em temáticas como Bibliotecas Prisionais, Diversidade e Enfoque de Gênero, Serviços para Pessoas Vulneráveis, Competência em Informação e Acessibilidade.

Estruturado por meio de um planejamento estratégico, o GT divide-se em cinco dimensões de trabalho: trabalhar com elaboração de materiais didáticos, formação para bibliotecárias e bibliotecários (e demais profissionais) sobre as relações étnico-raciais e decolonialidade, aplicação de estudos e ações regionais, criação de redes de profissionais e intervenção social. O Grupo está sob coordenação da Professora Ana Paula Meneses Alves e conta com os seguintes integrantes: Ana Claudia Borges Campos (Espírito Santo), Ana Cristina Xavier de França (Rio Grande do Sul), Angelita Garcia (São Paulo), Cledenice Blackman (Rondônia), Dávila Feitosa (Ceará), Edilson Targino de Melo Filho (Paraíba), Franciéle Carneiro Garcês da Silva (Santa Catarina), Jocélia Martins de Oliveira (Goiás), Leyde Klebia Rodrigues da Silva (Bahia), Marcio Ferreira da Silva (Maranhão), Priscila Rufino Fevrier (Rio de Janeiro) e Roberta Kelly Amorim de França (São Paulo).

As ações do GT podem ser acompanhadas pelas mídias sociais Instagram (https://www.instagram.com/gtrerad.febab/), twitter (https://twitter.com/RFebab) e no site da FEBAB para os GTs ( https://www.acoesfebab.com/etnico).

SP Leituras faz campanha para receber máscaras descartáveis

Doação será destinada a visitantes das bibliotecas São Paulo e Villa-Lobos, em especial pessoas em situação de rua

A SP Leituras, organização social que gere a Biblioteca de São Paulo (BSP) e a Biblioteca Parque Villa-Lobos (BVL) iniciou uma campanha para receber doações de máscaras descartáveis.

Em breve, as bibliotecas de São Paulo e Parque Villa-Lobos reabrirão para o público e muitos usuários e visitantes são de grupos em situação de vulnerabilidade social, como pessoas em situação de rua e moradores de albergues do entorno. A campanha é para assegurar a essas pessoas o acesso à leitura e à cultura.

O uso das máscaras, além de obrigatório em todo o estado, é fundamental neste momento de enfrentamento da pandemia. O uso da peça visa garantir que todos possam usufruir com segurança dos serviços oferecidos nas unidades.

Os doadores são convidados a doar máscaras ou fazer depósitos em dinheiro.

Doações em dinheiro:
1) Efetue um depósito bancário na conta:
SP Leituras – Associação Paulista de Bibliotecas e Leitura
CNPJ 12.480.948/0001-70
Banco do Brasil
Agência 6998-1
Conta corrente 13895-9

2) Envie o comprovante para o e-mail: financeiro@spleituras.org.

Entrega de máscaras (sempre às terças-feiras, das 10h às 14h):
1) Modelo adequado: máscara descartável dupla com elástico, tamanho único, com clipe nasal, fabricada em não tecido com duas camadas sobrepostas, sendo de “S” (spumbonded).

2) Endereço de entrega: Rua Faustolo, 576, Água Branca, São Paulo (SP).

Fonte: SP Notícias

Machine Learning e Marketplaces: onde o Bibliotecário se encaixa

Neste meetup online, falaremos sobre a atuação do profissional bibliotecário em outros ambientes menos convencionais, como a execução de um trabalho bibliotecônomo no âmbito de e-commerces e marketplaces. Vamos ilustrar, com o exemplo de um case, como se dá a classificação da informação por trás da Inteligência Artificial e como os bibliotecários podem contribuir com suas habilidades e expertises para o desenvolvimento e humanização das tecnologias.

Este evento é gratuito, aberto e todas as pessoas são bem-vindas!

Agenda

  • Início da transmissão
  • Abertura
  • Apresentação do conteúdo
  • Perguntas e respostas
  • Encerramento

Convidada

Thaianne Vieira (https://www.linkedin.com/in/thaianne/)

Thaianne Vieira é bacharela em Biblioteconomia com ênfase em Sistemas de Informação pela Universidade Federal de Minas Gerais (2018) e mestranda em Engenharia do Conhecimento pela Universidade Federal de Santa Catarina (desde 2019). Possui 4 anos de experiência em inteligência da informação para e-commerces e marketplaces.

Biblioteca não é lixeira, mas usuários continuam a despejar suas quinquilharias

Apesar de toda a literatura especializada ressaltar que uma doação só deve ser recebida por uma biblioteca levando-se em consideração a sua política de desenvolvimento de coleções, na maioria dos casos não é isso que ocorre

 Tatyana Marques de Macedo Cardoso

Atenção! Você bibliotecário(a) já passou por situações inusitadas quando recebe um acervo de um doador, acervo esse que dizem ser de suma importância para a instituição? Em doze anos de profissão, já fui testemunha ocular de muitas quinquilharias que as famílias do doador, na maioria dos casos, recém falecido, querem se desfazer imediatamente. Normalmente, costumam entrar em contato com alguém da instituição, aquele(a) pessoa considerado(a) amigo(a) da família de longa data e sem que o(a) bibliotecário(a) seja comunicado(a), orquestram toda a doação, desde o transporte até a chegada ao setor.

E você, meu ou minha caro(a) bibliotecário(a), é o último a saber. Na verdade, só sabe quando todo aquele material, multiplicado em inúmeras caixas de papelão, repletos de traças e outros bichinhos que adoram umidade, adentram a biblioteca. Você, que é todo(a) organizado(a), que aprendeu ao longo de seus quatro anos de formação, sobre a importância da política de formação e desenvolvimento de coleções, se vê em uma situação inusitada, sem saber o que fazer e como agir.

Nessas circunstâncias, apesar de toda a literatura especializada ressaltar que uma doação só deve ser recebida por uma biblioteca levando-se em consideração a sua política de desenvolvimento de coleções, na maioria dos casos não é isso que ocorre. Um dos pontos dessa política aponta que o doador deve relacionar todo o conteúdo a ser doado para que o bibliotecário(a) confira se é pertinente ou não o recebimento do material. Porém, na prática, isto não ocorre.

Assim, infinitas caixas não param de chegar à biblioteca, sem que você conheça o conteúdo das mesmas. Quando você, caro(a) bibliotecário(a), se vê diante dessa situação, o desespero e a angústia tomam conta, num primeiro momento. Vontade de chorar e sair correndo não falta, mas, como somos fortes e resilientes, o jeito é encarar…

Você começa a abrir as caixas, na esperança de encontrar grandes tesouros, afinal, “a esperança é a última que morre”. De fato, você até encontra livros muito bacanas e que contemplam a missão da biblioteca, porém, numa percentagem abaixo do esperado. Objetos muito inusitados são encontrados. E dentre as quinquilharias e bugigangas, destacamos:

  • kits de aquarelas cujas tintas encontram-se totalmente ressecadas;
  • Talões de cheques sem validade;
  • Passaportes;
  • Livros/revistas com folhas recortadas;
  • Mobiliário despencado;
  • Por fim, os campeões das quinquilharias – os exames médicos, como raios-X, tomografias, exames de sangue.

Precisamos deixar e tornar claros que as bibliotecas não são depósitos de bens inservíveis de casas particulares. Elas são espaços de guarda da memória de uma instituição e/ou personalidade, sendo o seu acervo devidamente construído de acordo com a missão daquela instituição, com os objetivos e a política de formação e desenvolvimento de coleções de cada biblioteca.

Todo o acervo é devidamente organizado, ou seja, catalogado, classificado e preservado, servindo de legado para as futuras gerações. As bibliotecas não são lixeiras! E você, caro(a) leitor(a), já passou por alguma situação semelhante? Que itens do “arco da velha” já chegaram em suas bibliotecas, sem que houvesse algum tipo de serventia?

Fonte: Revista Biblioo

Parceria Comissão de Bibliotecas Escolares e Comissão de Patrimônio Bibliográfico e Documental

Com a publicação dos protocolos para as Bibliotecas Escolares em razão da Covid-19, pela Comissão de Patrimônio Bibliográfico e Documental em junho/2020, nasceu uma parceria com a Comissão de Bibliotecas Escolares, para orientar as escolas na reabertura das Bibliotecas Escolares que estava previsto, a princípio, para agosto de 2020.

A ideia inicial foi a criação de uma live, repassando os cuidados com o atendimento, com os livros e o acolhimento dos alunos nas Bibliotecas, para que fosse feito um atendimento seguro para as crianças e adolescentes. Porém, com o adiamento do retorno às aulas e a não abertura das Bibliotecas Escolares, as duas comissões voltaram seus cuidados para as crianças e seus responsáveis, em suas casas, e suas relações com os livros, em tempo de Covid-19.

Assim nasceu a Webserie Helena contra o Covid-19, que nessa primeira live irá ensinar Cuidados com os livros.

Perspectivas e possibilidades para a atuação profissional do bibliotecário em instituições do ensino superior privado como Procurador Institucional

Texto por Marcos Paulo de Passos*

O domínio ou expertise técnica do bibliotecário com relação à organização e à gestão de documentos é um dos fatores que contribuem para sua inserção profissional em diferentes mercados de trabalho.

Hoje em dia é possível falarmos de bibliotecários que atuam fora das bibliotecas sem que o fato cause estranhamento entre os pares, pelo contrário, é provável que desperte curiosidade e inaugure tendências para que outros bacharéis possam, também, adentrarem a novas possibilidades de atuação profissional. Nessa perspectiva, podemos citar casos de bibliotecários que atuam com a Gestão da Informação, Curadoria Digital, UX Researcher, dentre outras profissões do século XXI.

Nessa comunicação destaco o “Procurador Educacional Institucional”, conhecido nas instituições de ensino superior pela sigla de P.I, função que tenho exercido de forma articulada, e remunerada, com a profissão de bibliotecário. Cabe destacar que o PI pode exercer diferentes cargos numa mesma instituição, ou realizá-lo como prestador de serviços, como por exemplo, numa consultoria de regulação dos processos da IES junto ao MEC.

Nos anos 2000, no bojo das muitas mudanças ocorridas no Ensino Superior do Brasil, principalmente relacionadas à forma e aos instrumentos utilizados para realização do censo da educação superior, e aos processos de avaliação, regulação e supervisão das IES, o Ministério da Educação adotou algumas medidas rumo à informatização de suas atividades. Dentre estas, podem ser citadas a criação do Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior (SINAES) em 2004 [1], a institucionalização do cargo de Procurador Educacional Institucional e a implementação do sistema e-MEC – Fluxo de Processos de regulação das IES em 2007 [2], descritos adiante e resumidamente.

O SINAES trouxe um caráter sistemático ao processo de avaliação institucional da Educação Superior. Constituído por três componentes principais (avaliação das IES e avaliação dos cursos e do desempenho dos estudantes) possui instrumentos complementares como a autoavaliação, realizada pela comissão própria de avaliação (CPA), a avaliação externa, como as visitas in loco realizadas por comissão designada pelo MEC para avaliação dos cursos de graduação, dentre outros instrumentos, como por exemplo, o Censo da Educação Superior e o ENADE.

Com a sistematização da avaliação, novas demandas foram criadas como alicerces que contribuíssem com o aumento dos índices de qualidade na educação. A utilização de um sistema eletrônico – e-MEC – para organizar, acompanhar e dar encaminhamentos aos processos que garantissem a qualidade da oferta da educação em nível superior impulsionaram a presença de um profissional que fosse o interlocutor entre as IES e o MEC: o Procurador Educacional Institucional (PI).

O PI é um profissional que atua como interlocutor nos processos de avaliação, regulação e supervisão do ensino superior das Instituições de Ensino Superior (IES) através da tramitação de documentos institucionais, de natureza acadêmica e administrativa tais como o Plano de Desenvolvimento Institucional (PDI), os Projetos Pedagógicos de Cursos (PPC), Regimento/Estatuto, Situação Legal, Balanço Financeiro, dentre outros. Tais processos são realizados via plataforma e-MEC, sistema eletrônico de fluxo de trabalho e gerenciamento de informações criado para dinamizar os atos regulatórios das instituições do nível superior.

Assim, o e-MEC permite ao procurador institucional o acompanhamento das documentações protocoladas no sistema tais como as portarias e os processos de credenciamento ou recredenciamento institucional, as portarias e os pedidos de autorização para abetura de cursos e ofertas de vagas para graduação e pós-graduação, de reconhecimento de cursos e de renovação de reconhecimento de cursos. Também, permite acompanhar processos de aplicação e/ou revogação de medidas cautelares impostas pelo MEC no percurso de avaliação dos cursos em andamento, bem como diligências instauradas com relação aos processos encaminhados e o envio de documentações relacionadas aos processos tramitados que permaneçam em análise para fins de regulação, que possuem prazos específicos para tramitações complementares.

Estudos de Arantes (2013), Medeiros (2015) e Sousa et al (2015) destacam aptidões, habilidades e/ou conhecimentos fundamentais ao PI que podem ser compreendidos no escopo das qualificações presentes na formação dos bibliotecários e na sua atuação em contextos universitários. Os autores indicam, por exemplo, os seguintes aspectos: aptidão para analisar dados e indicadores qualitativos e quantitativos; aptidão para lidar com sistemas especialistas de informática e discernimento para identificar problemas que são oriundos do sistema eletrônico e-MEC, da Internet ou do seu próprio sistema interno da IES; conhecimento sobre os instrumentos utilizados nas avaliações de cursos e de instituições pelo MEC; habilidades para produção de textos técnicos, material didático e trabalhos de pesquisa com objetivo de orientar pessoas de diferentes graus na  instituição para coleta de dados que são analisados nos processos avaliativos.

Com relação aos processos avaliativos das bibliotecas universitárias, os instrumentos utilizados pelo INEP/MEC dão ênfase para a apresentação de indicadores sobre a presença nos acervos físicos ou digitais de bibliografia básica e complementar indicadas nos planos de ensino das disciplinas, bem como o acesso; relatórios de gerenciamento e listagens de circulação de materiais em empréstimo e número de consulentes; produtos e serviços variados, infraestrutura adequada para acomodações e ambientes para funcionários e usuários da biblioteca [3].

Diante do exposto, minimamente, podem ser formuladas algumas ponderações: perante as diretrizes que regem a profissão [4] não seria o caso dos bibliotecários terem reconhecidas entre suas qualificações/habilidades administrativas e procedimentais, também, as funções realizadas pelo PI, uma vez que caracterizaria oportunidade para uma maior participação deste profissional nos processos de regulação institucional?

Para além disso, compreendido que as noções concernentes à gestão e o armazenamento documentais, de recuperação da informação e de transmissão de documentos em formato digital, bem como a sistematização de processos organizacionais de diferentes naturezas mantém proximidade e correlação com as atribuições e domínios técnico-administrativos realizados pelos procuradores institucionais, não seriam estes aspectos condicionantes para que bibliotecários atuem, também, nesse segmento de mercado?

No contexto das instituições de ensino superior privadas, a função de bibliotecário articulada a do procurador institucional permite uma visão ampla dos aspectos presentes nos processos de regulação, bem como articulação das demandas da biblioteca com o departamento acadêmico (direção geral, coordenação de cursos e secretaria acadêmica). Muitas vezes, essa relação é marcada por uma “certa” dificuldade de diálogo sobre a natureza das prioridades institucionais. A melhoria desse diálogo pode se tornar um processo de facilitação tanto para a visibilidade dos profissionais bibliotecários na instituição, quanto para possibilidade de melhorar a posição de prioridade da biblioteca no conjunto de ações previstas, por exemplo, no Plano de Desenvolvimento Institucional (PDI) e nos Projetos Pedagógicos dos Cursos (PPC).

Por fim, vale ressaltar que muitas vezes o profissional que realiza o trabalho como PI nas instituições privadas é egresso de áreas de natureza administrativa ou tecnológica, sendo os administradores, pedagogos e gerentes de tecnologia da informação os mais recorrentes. Longe de incutir problematizações acerca da qualificação técnica de outros profissionais que exercem a função de procurador educacional institucional nas e para as IES, nem abandonar nichos tradicionais nos quais atuamos, esta reflexão inicial, que advém de uma experiência particular, pretende ampliar possibilidades de percepção de mercado e de atuação do profissional bibliotecário no contexto das instituições de ensino superior privado.

Notas

[1] BRASIL. Lei nº 10.861, de 14 de abril de 2004. Institui o Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior – SINAES e dá outras providências. Brasília, DF. 2004.

[2] BRASIL. Ministério da Educação. Portaria normativa MEC nº 40, de 12 de dezembro de 2007. Diário Oficial da União, Brasília, DF, 29 de dezembro de 2010. Seção 1. p. 23-31. Disponível em: http://download.inep.gov.br/educacao_superior/censo_superior/legislacao/2007/portaria_40_12122007.pdf . Acesso em: 01 setembro 2020.

[3] Conforme indicam os instrumentos de avaliação, por exemplo: INSTITUTO NACIONAL DE ESTUDOS E PESQUISAS EDUCACIONAIS ANÍSIO TEIXEIRA (INEP). Avaliação in loco e novos instrumentos de avaliação de instituições de educação e cursos de graduação: subsídios para a atuação de procuradores institucionais (PI). Brasília, DF: INEP/MEC, 2018.

[4] Podemos citar como exemplo os Artigos 6º, alínea d) a organização e direção dos serviços de documentação; e 7º, alínea c) inspeção, sob o ponto de vista de incentivar e orientar os trabalhos de recenseamento, estatística e cadastro das bibliotecas; da LEI Nº 4.084, DE 30 DE JUNHO DE 1962, que dispõe sôbre a profissão de bibliotecário e regula seu exercício. Também, alguns pontos constantes na descrição sumária de atividades especificadas no sistema de Classificação Brasileira de Ocupações (CBO): disponibilização da informação em qualquer suporte; gerenciamento de unidades informacionais como bibliotecas, centros de documentação, centros de informação e correlatos, além de redes e sistemas de informação. Tratamento técnico e desenvolvimento de recursos informacionais; disseminação da informação com o objetivo de facilitar o acesso e a geração do conhecimento; desenvolvimento de estudos e pesquisas; prestação de serviços de assessoria e consultoria.

Referências

ARANTES, Magda Patrícia Caldeira. In: Workshop ABMES – Treinamento do Procurador Institucional. Procurador Institucional: perfil, papel e atuação nas IES. 2013.

MEDEIROS, Iraneide. Procurador Institucional: um papel estratégico para instituições de ensino superior. Periódico Científico Projeção e Docência, v.6, n.2, p.38-46, 2015.

SOUSA, Douglas Balbino; SOUSA, Messias Kilder; SOUSA, Micheline da Penhas; MENEZES, Lídia Azevedo. Dilemas e Desafios da Função do Procurador Educacional Institucional. In: ENCONTRO DE PESQUISA E EXTENSÃO DA FACULDADE LUCIANO FEIJÃO, 8, 2015, Sobral. Anais […]. Sobral, 2015.

* Procurador Institucional da Fundação Karnig Bazarian, Bibliotecário das Faculdades Integradas de Itapetininga/SP, Doutor em Ciência da Informação pela Universidade de São Paulo. Contatos: mppassos@usp.br ; marcos.passos@fkb.br

A Cinemateca Brasileira na visão do bibliotecário Renato Noviello e da Comissão de Fiscalização do CRB-8

Texto da Comissão de Fiscalização do CRB-8

A Comissão de Fiscalização do CRB-8 reuniu-se por videoconferência com Renato Noviello, bibliotecário responsável pela biblioteca da instituição até a entrega das chaves no início de agosto, para inteirar-se da situação da instituição, em especial da situação da biblioteca e do bibliotecário, e definir ações que fossem as mais eficazes.

Nas reuniões o bibliotecário esclareceu vários detalhes da situação e contextualizou os últimos eventos. Fundada em 1956, um dos equipamentos de memória do país, detentora de acervos que registram e preservam a produção audiovisual brasileira, a Cinemateca Brasileira, vive seu momento mais crítico em 2020. Conheça um pouco dessa história na Linha do Tempo da Cinemateca, elaborada pelo bibliotecário.

É bastante comum os bibliotecários tornarem-se grandes conhecedores da memória institucional pelo trabalho de registro e suporte à pesquisa, constituindo ricas fontes de informação e potencialmente produtores de informação da própria instituição e da área de conhecimento em que atuam. Veja os exemplos nos depoimentos a seguir.

A Bibliotecária Fiscal Ruth Nunes, resgatou ações da fiscalização anteriores junto à Cinemateca desde 2013:

“Em 21/08/2013 a fiscalização do CRB-8 realizou visita de rotina junto à Biblioteca ‘Paulo Emílio Salles Gomes’ da Cinemateca Brasileira, constatando no Auto de visita que a mesma contava com Profissional habilitado Bacharel em Biblioteconomia, conforme exigência da legislação.

Entre outros pontos observados, a Comissão de Fiscalização encaminhou ofício em 23-/08/2013, considerando importante a realização de concurso público, devido a aposentadoria do bibliotecário concursado junto ao Ministério da Cultura em 2011 sendo e que não ocorreu a substituição efetiva (por concurso) da vaga deixada pelo profissional. Dessa forma, foram solicitados os préstimos da diretoria da Cinemateca, à época, para a realização de Concurso Público para provimento do cargo vago, bem como para ampliação do quadro de bibliotecários visando à manutenção da qualidade dos serviços prestados.

Devido a problemática envolvendo a instituição, a solicitação não foi atendida, sendo, porém, mantida a presença de profissional habilitado frente à Biblioteca durante todo esse período, conforme constatamos em 2016 e 2019 até o momento.” Ruth Nunes, Bibliotecária Fiscal, CRB-8/5308.

Atendendo ao convite da Comissão, o bibliotecário compartilhou um pouco da sua experiência junto à biblioteca da Cinemateca:

Renato Noviello, CRB-8 SP-010426/O

“A Cinemateca Brasileira abriga o maior acervo audiovisual da América do Sul e conta com uma das maiores equipes especializadas do mundo em seu corpo técnico. A infraestrutura de primeira linha, fruto de grandes investimentos ao longo de décadas e muita disposição política, além de abrigar laboratórios, depósitos, câmaras especiais e salas de cinema, conta também com um espaço pouco conhecido: a Biblioteca Paulo Emílio Sales Gomes. Parte do Centro de Documentação e Pesquisa, o local reúne um acervo bibliográfico especializado sobre o audiovisual brasileiro e assuntos relacionados, como cinema mundial, televisão, vídeo, fotografia, políticas culturais, entre outros. São aproximadamente 70 mil itens, entre livros, periódicos, recortes de jornais, catálogos, produção acadêmica, folhetos, roteiros, storyboards, argumentos e filmes em DVD, VHS e Blu-ray para livre acesso.

Seus profissionais executam um trabalho permanente de desenvolvimento de coleções e incorporam ao acervo quase 700 itens de diversas espécies a cada ano, sob técnicas de catalogação, descrição e indexação, além de realizarem uma constante conservação preventiva e corretiva do catálogo.

Anualmente, a Biblioteca recebe cerca de 900 usuários, além de visitas monitoradas de estudantes de todos os níveis e demais interessados. O atendimento a esses consulentes não só oferece um serviço de referência a todo o universo bibliográfico e audiovisual presente na Biblioteca, como também o uso computadores com acesso à internet e conexão wi-fi. Os trabalhadores seguem o código de ética profissional do bibliotecário, contribuindo para o incessante desenvolvimento da sociedade e executando uma constante atuação para que o local permaneça aberto a todos, não restrito a profissionais do cinema e pesquisadores.

O acervo da Biblioteca Paulo Emílio Sales Gomes é um bem público que complementa a formação do indivíduo como cidadão, promove e estimula o pensamento crítico no que tange a arte cinematográfica, democratiza o acesso à cinematografia nacional e estimula toda uma produção acadêmica e audiovisual não só brasileira, como do mundo inteiro. A preservação e organização desse bem público, como também o acesso a ele, só existem mediante o trabalho de bibliotecários, historiadores, arquivistas, documentalistas e demais profissionais da informação e da memória.

As bases da biblioteca podem ser consultadas através do link: http://bases.cinemateca.gov.br/cgi-bin/wxis.exe/iah/?IsisScript=iah/iah.xis&base=CATALOGO&lang=p ” Renato Noviello, CRB-8 SP-010426/O

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Cinemateca Brasileira, linha do tempo da sua fundação até agosto de 2020

Nota do CRB-8 sobre a Cinemateca

Abaixo-assinado Cinemateca Brasileira pede socorro

Em situação de abandono, Cinemateca espera atitude da União (Debate CEDEM UNESP)

Memória audiovisual em risco

Notas sobre uma demolição. O caso da Cinemateca Brasileira. Associação Brasileira de Documentaristas e Curta-Metragistas – São Paulo (ABD-SP)

Relatório de Gestão Roquette Pinto 2019 

O sequestro da nossa memória audiovisual 

Sobre a Fiscalização do CRB-8

Para saber mais sobre a Fiscalização

Para denúncias

Outros artigos da Comissão de Fiscalização:

Casos resolvidos com sucesso na 18ª Gestão: a atuação da Fiscal Ruth Nunes, 28/07/2020

Conselhos discutem os dez anos da Lei 12.244/10 em série de lives, 11/06/2020

Mostre seu trabalho no Mural de Serviços, 12/05/2020

Sistema de Bibliotecas Públicas do Município de Sertãozinho: um caso de sucesso de fiscalização de concursos, 12/05/2020

Fiscalização do CRB-8 em ritmo acelerado de teletrabalho, 25/04/2020

Cinemateca Brasileira, linha do tempo da sua fundação até agosto de 2020

Texto por Renato Noviello, bibliotecário, CRB-8 SP-010426/O

Anos 1940    

São criados os clubes de cinema de São Paulo que dariam origem à Cinemateca Brasileira. Paulo Emílio Sales Gomes liderava um grupo de intelectuais ligado à causa.

Anos 1950

Em 1956, ocorre a oficialização da instituição como Cinemateca.

Anos 1960    

Em 1962, surge a Sociedade Amigos da Cinemateca (SAC), associação civil sem fins lucrativos, que prevê em seus estatutos “apoiar e fomentar o funcionamento da Cinemateca de forma a contribuir para a defesa, conservação e promoção de seu acervo cinematográfico e audiovisual”.

Anos 1980    

Em 1984, a Cinemateca Brasileira renunciou à sua condição de fundação privada para ser incorporada ao governo federal, com encargos que diziam respeito à manutenção da autonomia administrativa da instituição e sua permanência em São Paulo.

Anos 1990    

Em 1995, a Cinemateca fixa-se no bairro da Vila Clementino, em imóvel cedido pela prefeitura de São Paulo, local que antigamente funcionou como matadouro da cidade. Ao longo das décadas seguintes, foram realizados grandes investimentos públicos e privados para a instalação de uma estrutura de primeira linha. Os três principais eixos da instituição (preservação, difusão e documentação e pesquisa) passam a se concentrar ali, e a Cinemateca começa então a operar sob um conceito moderno.

2008 a 2013 

A Cinemateca Brasileira vive o seu melhor período: graças a recursos investidos pelo antigo Ministério da Cultura, em parceria com a SAC (que passou à condição de OSCIP – Organização da Sociedade Civil de Interesse Público), a instituição abriga, em 2012, o terceiro laboratório mais produtivo do mundo. O dado vem da Fiaf (Federação Internacional de Arquivos de Filmes). O feito colocou a Cinemateca Brasileira atrás apenas da Biblioteca do Congresso de Washington e da Universidade da Califórnia, nos EUA. Nesse período, o corpo técnico da Cinemateca chegou a contar com cerca de 130 trabalhadores.

2013

A então ministra da Cultura, Marta Suplicy, exonera Carlos Magalhães, que dirigia a Cinemateca. Uma auditoria interrompeu os repasses financeiros à SAC. A instituição foi sendo enfraquecida: com quadro técnico reduzido, teve laboratórios de preservação e restauração paralisados, entre outros problemas. A SAC passou três anos justificando despesas, nenhum desvio foi apurado e apenas irregularidades administrativas foram apontadas.

2016

Em fevereiro, ocorre o quarto incêndio da história da Cinemateca, resultando na perda de 1.003 rolos de filmes, referentes a 731 títulos, dos quais 270 eram originais sem cópias. O episódio, que aconteceu pouco antes da chegada de técnicos recém-contratados para analisar as condições desses materiais, deixou claro que o patrimônio audiovisual é incapaz de sobreviver à falta de cuidados constantes.

2016 a 2017 

O antigo Minc, através da Secretaria do Audiovisual, assina contrato com Associação de Comunicação Educativa Roquette Pinto (Acerp), organização social qualificada pelo Ministério da Educação, para execução de um projeto para a Cinemateca.

2018

Em março, a Acerp passa a gerir integralmente a Cinemateca Brasileira após a assinatura do Contrato de Gestão, com validade de três anos. É o final do processo que transferia a administração da Cinemateca do modelo direto (governo federal) para o indireto (organização social).

2019

Em dezembro, o Ministério da Educação, então sob o comando de Abraham Weintraub, encerra o contrato do governo federal com a Acerp, empresa que também é responsável pela TV Escola. Tem início a pior crise da história da Cinemateca Brasileira.

2020

Janeiro

A Acerp continua administrando a Cinemateca na expectativa de celebração de novo contrato de gestão, que nunca viria a ser formalizado.

Março

No início da pandemia de covid-19, a Cinemateca Brasileira fecha seu espaço público    conforme as determinações das autoridades sanitárias.

Abril

A Acerp, sem dinheiro, começa a enfrentar dificuldades para pagar por serviços essenciais para a Cinemateca, como contas de energia elétrica e serviços de refrigeração. Os 62 funcionários e prestadores de serviços diretos deixam de receber seus vencimentos.

Maio

Diante da crise tornada pública, entidades nacionais e internacionais, intelectuais, artistas e a sociedade civil se mobilizam em defesa da Cinemateca Brasileira.

Junho

A maioria dos funcionários da Cinemateca inicia greve. Paralisações parciais foram feitas, e, depois, por tempo indeterminado.

O ministro do turismo, Álvaro Antônio, e secretário Especial da Cultura, Mário Frias, visitam a instituição e se reúnem com representantes da Acerp. Há expectativa de restabelecimento de contrato e de novos repasses financeiros à Acerp, que nunca aconteceram.

Julho

O Ministério Público Federal de São Paulo (MPF-SP) entra com uma Ação Civil Pública contra a União após o abandono da Cinemateca. A Justiça Federal negou liminar a favor da instituição.

Agosto

A Secretaria da Cultura de Mário Frias exige que a Acerp “entregue as chaves” da Cinemateca Brasileira ao governo federal. No dia 07, o governo vai até a instituição para receber as chaves e realizar uma vistoria técnica. A ação acontece sob escolta da Polícia Federal.

A visita, acompanhada por funcionários, técnicos federais, representantes da Associação Brasileira de Preservação Audiovisual e da Associação Paulista de Cineastas, entre outras autoridades, resulta na informação de que contratos emergenciais estão sendo executados para preservação do espaço e do acervo, e na promessa de que haverá a abertura um edital para que uma nova OS passe a administrar a Cinemateca Brasileira, processo que deve durar no mínimo três ou quatro meses.

A Acerp anuncia a demissão dos 41 celetistas que ainda estavam ligados à organização. Eles perdem qualquer acesso à instituição.

O acervo, por sua vez, segue sem os devidos cuidados. A SAC se coloca à disposição para executar trabalhos emergenciais e espera resposta.

Até o final de agosto, contudo, nenhum edital para a escolha da nova OS foi publicado, e apenas os seguintes serviços tiveram processos de contratação iniciados: luz, água, controle de pragas, manutenção predial, manutenção de elevadores, climatização, brigadistas e vigilância. A Cinemateca Brasileira segue com serviços paralisados, sem funcionários e com seu acervo em risco.

Referências

A CINEMATECA – História. Disponível em: http://cinemateca.org.br/historia/. Acesso em:  28 ago. 2020

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE CINEMATOGRAFIA. Nota Sobre A Sociedade Amigos Da Cinemateca (SAC). Disponível em: https://abcine.org.br/site/nota-sobre-a-sociedade-amigos-da-cinemateca-sac/. Acesso em:  28 ago. 2020

BRASIL. Ministério do Turismo. Coordenação-Geral de Gestão e Articulação. Despacho nº 0615394/2020/CGGA/DPA/SAV/SECULT. Sistema Eletrônico e Informações – SEI!: Ministério do Turismo. Disponível em: https://sei.turismo.gov.br/sei/modulos/pesquisa/md_pesq_documento_consulta_externa.php?PnRYD2dDR6z5PpZNBS_aIGlfb-IjcvUww5WNEWhfDEoLApmYoPJ45a5N6dFsLfphLOBExiLmKt6gvWRaFq7xqSaEomrUdxU3gCYDj-NulUY9EPxZX3vqwvZjkWE-xwIt. Acesso em:  28 ago. 2020

BRASIL. Ministério do Turismo. SEI Pesquisa processual : processo: 72031.008398/2020-28. Sistema Eletrônico e Informações – SEI!: Ministério do Turismo. Disponível em: https://sei.turismo.gov.br/sei/modulos/pesquisa/md_pesq_processo_exibir.php?yJ9R6PdrO1QJ7gQX3nV2TPZLy3vcKTG1G1jHT1QoD8vD35Llwj8n1TTG944PJjG_peeKfZA4PJ-QHZdsUkIb5dzMY8Thoslj-4kzZhrGbANWuv7NxivU8W1kLGMuK2st . Acesso em:  28 ago. 2020. Página de visualização e de acesso dos documentos integrantes do processo.

GRAGNANI, Juliana. Cinemateca, para onde Bolsonaro quer enviar Regina Duarte, teve 113 mil DVDs danificados em enchente neste ano. BBC News Brasil, 21 maio 2020. Disponível em: https://www.bbc.com/portuguese/brasil-52762444. Acesso em:  28 ago. 2020

PRADO, Luiz. Cinemateca precisa ter autonomia política e ser gerida por técnicos: É o que defendem professores da USP que foram ouvidos pelo “Jornal da USP” sobre a crise na instituição. Jornal da USP, São Paulo, 28 ago. 2020. Disponível em:https://jornal.usp.br/cultura/cinemateca-precisa-ter-autonomia-politica-e-ser-gerida-por-tecnicos/. Acesso em:  28 ago. 2020

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As competências de Bibliotecários Universitários na Gestão de Dados Científicos na Ciência Aberta

Esta live trará alguns conceitos baseados na experiência e pesquisas recentes sobre a Ciência Aberta e o bibliotecário de dados. Abordando as competências e habilidades necessárias para o Bibliotecário de Dados atuar em um novo perfil profissional. A palestrante também fará relatos de sua experiência como estudante de doutorado no Projeto DataONE.

Bibliotecário midiático apoia professor a navegar por plataformas e fontes de informação

Crédito: sorbetto/iStockPhoto

Seja em aulas remotas ou no dia a dia de uma biblioteca, atuação conjunta garante diversidade de olhares e amplia meios para acompanhar a aprendizagem. Novos cursos buscam trazer esse olhar

Texto por Maria Victória Oliveira

Se, para você, a palavra biblioteca é sinônimo de estantes enormes, carregadas com os mais diversos livros, e permeada por sinais de “não faça barulho”, está na hora de rever seus conceitos. Que tal pensar nesses lugares como centros de recursos, com mesas equipadas com computadores, laboratórios de pesquisa e espaços dedicados à construção conjunta do conhecimento? Parece impossível? Isso porque os espaços equipados são apenas parte da equação, que também é composta por profissionais formados e com o conhecimento necessário para guiar professores e alunos nessa nova experiência de biblioteca.

Os bibliotecários, profissionais especialistas em gerenciar informação e conhecimento, estão passando por uma verdadeira mudança do exercício da profissão. Agora, mais do que nunca, eles precisam ampliar essa curadoria que já realizam e incluir em seu trabalho a compreensão, entendimento e conhecimento de ferramentas digitais, para que sua atuação seja possível em um mundo onde o digital está sempre presente.

“Eu diria que muitos bibliotecários ainda estão ‘fossilizados’ em sua zona de conforto, no formato antigo de bibliotecas. É verdade que, no contexto brasileiro de bibliotecas públicas e escolares, há muita limitação ou, às vezes, até mesmo inexistência de recursos tecnológicos. Mas hoje, quando grande parte dos alunos têm um ‘smartphone’ na mão, a falta de recursos na biblioteca não pode mais ser usada como justificativa”, afirma Soraya Lacerda, facilitadora do EducaMídia e coordenadora do Makerspace na Casa Thomas Jefferson, em Brasília (DF).

Crédito: Arquivo Pessoal
Soraya Lacerda: O bibliotecário é um facilitador, que dá ideias, leva soluções, ajuda o professor a desenhar suas atividades

Para Soraya, a mudança do modelo mental que precisa acontecer nesses profissionais é grande, mas encará-la como possibilidade de trazerem elementos diferentes, inovadores, inusitados e relevantes para professores, alunos e demais frequentadores desses espaços pode ser uma forma de tornar o processo mais suave. A especialista já coloca essa visão em prática na espaço educacional Casa Thomas Jefferson, juntamente com Wander Martins Filho, bibliotecário coordenador e educador maker na Casa e facilitador do EducaMídia.

Segundo ele, no contexto de sociedade da informação hiperconectada, um bibliotecário midiático precisa não apenas ter ciência sobre a quantidade e variedade de fontes e suportes de informação que existem, mas ter a fluência necessária para navegar por essas múltiplas plataformas, seja no meio tradicional, o livro, ou no ambiente digital. “O bibliotecário precisa estar alfabetizado em relação à informação, ou seja, ter esse letramento, senso crítico e fluência digital. Ele deve ser uma pessoa conectada, capaz de construir conteúdos, de participar do que está acontecendo no mundo e de entender como intervir para contribuir com a produção e com curadoria de informação.”

O conhecimento digital enquanto letramento

Mas, afinal, o que significa ter essa fluência no meio digital e esse letramento que Soraya e Wander mencionam? A compreensão fica mais fácil ao levar em consideração que bibliotecários podem atuar em um verdadeiro leque de posições: em escolas, bibliotecas públicas ou em instituições que demandam informações especializadas.

Crédito: Arquivo Pessoal
Wander Martins: Bibliotecário deve ter familiaridade para descobrir novas ferramentas digitais e se adaptar às novidades

“Na biblioteca escolar, ele pode fazer a curadoria para formação de professores ou contribuir para educação midiática e fluência digital dos alunos, entendendo e criando ambientes digitais seguros, mecanismos e técnicas de busca. Em uma biblioteca pública, há pessoas que precisam das informações mais diversas, então ele deve saber diferenciar dados relevantes sobre saúde para pessoas da terceira idade, por exemplo, ou de classificados para quem procura emprego, ou sobre direitos trabalhistas. Existe uma diversidade de serviços que esse bibliotecário pode oferecer, mas ele precisa ter fluência, repertório, flexibilidade e capacidade de navegar e fazer curadoria, para que consiga contribuir de forma significativa”, explica o coordenador.

Existe uma diversidade de serviços que esse bibliotecário pode oferecer, mas ele precisa ter fluência, repertório, flexibilidade e capacidade de navegar e fazer curadoria, para que consiga contribuir de forma significativa

Nesse conjunto de habilidades, além do conhecimento sobre diversos temas, o bibliotecário midiático também deve ter uma fluência digital, ou seja, familiaridade suficiente para descobrir novas ferramentas digitais e capacidade de se adaptar às novidades, considerando que a curva de inovação tecnológica está cada vez menor, com o lançamento de novos equipamentos e tecnologias a cada ano.

Bibliotecários e professores: trabalho conjunto

Soraya usa a experiência da Casa Thomas Jefferson para exemplificar a potência do trabalho conjunto entre esse “novo” bibliotecário e o corpo docente nas escolas. Na Casa, o Centro de Recursos, como é chamada a biblioteca, é visto como uma extensão da sala de aula, frequentado diariamente por professores que procuram ajuda dos bibliotecários para pensar em formas mais dinâmicas e ativas de ensinar conteúdos, seja usando os recursos disponíveis na biblioteca ou os próprios celulares dos estudantes. “Nessa relação, enxergamos o bibliotecário como um facilitador, que dá ideias, leva soluções, ajuda o professor a desenhar suas atividades e apresenta recursos”, comenta a coordenadora.

Essa parceria também pode ser ampliada para o momento posterior, de avaliação e registro da aprendizagem. “O bibliotecário pode apresentar ideias de como os resultados e produtos finais das atividades de sala de aula ficam melhor visíveis. Nós trabalhamos com o aprendizado centrado no fazer e temos muito forte a questão de tornar o aprendizado do aluno visível para o mundo real, que é uma possibilidade de o professor trabalhar melhor a motivação e significação daquele aprendizado para o próprio estudante, para os pais, para a comunidade e para outros colegas professores.”

Importância da formação adequada

Apesar de estarem muito familiarizados com esse conceito e atuação de bibliotecário contemporâneo e midiático, Soraya e Wander reconhecem que não se trata de algo intuitivo. Ela conta que, nas conversas em universidades para as quais são convidados, a dupla nota uma mistura de estranheza e encantamento dos estudantes universitários de cursos como biblioteconomia, por exemplo, diante de suas atuações profissionais, como se isso fosse algo muito distante da profissão para a qual estão sendo formados.

Inspirada nessas conversas, Soraya começou a montar um curso para melhorar a formação acadêmica desses profissionais e trazer um olhar mais aberto ao novo contexto. A ideia foi lapidada durante um curso na Universidade de Rhode Island, nos Estados Unidos, do qual Soraya participou.

A proposta divide-se em quatro blocos: promoção e defesa da equidade informacional, para preparar o bibliotecário a atuar em qualquer contexto com mais ou menos recursos; coleta e avaliação da informação nos novos ambientes, combinado ao trabalho já realizado no mundo físico; curadoria de conteúdo a partir de diversas ferramentas midiáticas e digitais e, por fim, o módulo criar para aprender reforça o uso prático das ferramentas e conhecimentos adquiridos anteriormente.

A ideia é que esses conteúdos formem uma disciplina optativa para o curso de biblioteconomia, da Faculdade de Ciência da Informação da UnB (Universidade de Brasília), em 2021.

Crédito: Divulgação. Biblioteca da Casa Thomas Jefferson, em Brasília (DF)

O que pode ser feito agora?

Segundo Soraya, escolas que desejam mudar suas bibliotecas devem envolver toda a comunidade que utiliza o espaço (bibliotecários, professores, alunos e demais pessoas) para ouvir seus desejos, demandas e percepções. Para a coordenadora, o movimento facilita que as pessoas se reconheçam no espaço e façam melhor uso do mesmo.

No contexto da pandemia, é preciso considerar o que pode ser feito à distância. Confira algumas considerações e dicas para bibliotecários estarem ao lado de professores também durante aulas online:

– Montar painéis com recurso pedagógicos e culturais que professores podem utilizar;

– Mapear ferramentas digitais e gratuitas para facilitar o aprendizado online;

– Aprender a usar ferramentas para poder ensinar aos professores;

– Montar um serviço de disseminação para famílias e comunidade escolar;

– Direcionar a curadoria a nichos específicos: pesquisar, sugerir e indicar como famílias podem promover atividades às crianças fora das telas;

– Fazer curadoria de recursos digitais para que professores possam trabalhar uma camada de educação midiática em suas aulas e em qualquer tipo de disciplina.

Além disso, interessados no tema e, principalmente, bibliotecários e estudantes da área, podem participar do curso “Educação Midiática para Bibliotecários: conceitos e práticas”, que será realizado de forma online e gratuita nos dias 8, 15, 22 e 29 de setembro (inscreva-se até 31 de agosto). A iniciativa é do EducaMídia, em parceria com a Casa Thomas Jefferson e a Embaixada Americana, dentro do programa FuturED.

Para Mariana Ochs, coordenadora do programa EducaMídia, com o novo papel da biblioteca – que deixou de ser um repositório fechado de conteúdo para ser um portal de acesso ao conhecimento em diversas formas –, é importante reconhecer que o bibliotecário, enquanto profissional da informação, pode estar no centro das discussões sobre como identificar e encontrar uma fonte confiável, quais ambientes podem ser usados para fazer curadoria e como publicar as descobertas.

A reconfiguração do espaço da biblioteca para se transformar em um espaço de descoberta, investigação, exploração e criação, a questão da equidade da informação – que extrapola o acesso a equipamentos e a internet, mas envolve também possuir as habilidades necessárias para fazer uso adequado, construtivo e fortalecedor das ferramentas no mundo digital –, e a multiplicidade de papéis que o bibliotecário pode desempenhar são alguns temas que serão abordados na formação.

Saiba mais

Soraya, Wander e Mariana participaram de uma transmissão, realizada pelo EducaMídia, que debate o tema das bibliotecas e o novo papel dos profissionais que trabalham nesses espaços. Confira neste link.

Fonte: PORVIR Inovações em Educação

Profissionais da informação: conheça o mercado de trabalho para os formados em Biblioteconomia

Texto por Patrícia Carvalho

A palavra biblioteconomia nos remete ao termo biblioteca que, de acordo com o Dicionário Rideel da Língua Portuguesa, é definido como um local de coleção de livros. Mas engana-se quem pensa que esse é a única área do profissional formado.

A organização e conservação de livros são apenas algumas das funções exercidas pelo bibliotecário. “Uma bibliotecária ou um bibliotecário processa dados de diferentes naturezas e preserva informações, simplificando os processos e democratizando o acesso ao conhecimento por meio do mercado informacional”, explica Valéria Valls,  coordenadora do curso de Biblioteconomia na Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo (FESPSP).

Por esse motivo, há oportunidades de trabalho para esse profissional nos cargos de gestão e gerência de informações e acervos em museus, organizações não-governamentais, provedores de internet, órgãos públicos ou privados que lidam com grandes quantidades de informações ou necessitam de organização de documentos.

Além disso, com o avanço das tecnologias, há espaço para o bibliotecário atuar na alimentação de banco de dados, arquitetura de informação, gestão de portais de conteúdo e portais de acesso, assim como curadoria digital.

Leia a matéria completa publicada no site Quero Bolsa.

Biblioteca Municipal de Mogi das Cruzes retoma serviços de atendimento ao público

Prefeitura de Mogi das Cruzes

Texto por Leandro Cesaroni

A Biblioteca Municipal Benedicto Sérvulo de Sant’Anna, em Mogi das Cruzes, retomou o atendimento aos munícipes, com serviços de entrega e recebimento de livros emprestados, mediante prévio agendamento.

Outra novidade é que também já está no ar o sistema de acervo online, que permite a pesquisadores, educadores e comunidade em geral a realização de pesquisas simples ou avançadas por assunto, título da obra ou nome do autor.

Quem já é cadastrado e deseja retirar alguma obra, deve fazer contato prévio, pelos telefones 4798-6986 ou 4798-6987. Já quem deseja se associar à Biblioteca também deve fazer contato telefônico e, no momento da inscrição, é necessário apresentar duas fotos 3 x 4, um documento de identidade e comprovante de residência atual.

O acervo online está disponível para consulta de todos os interessados. Além de pesquisar os livros disponíveis, também é possível aos associados consultar reservas antigas ou ainda fazer a renovação de empréstimos, mediante inserção de código e senha.

Leia a matéria completa publicada pelo site Notícias de Mogi.

As histórias do continente africano em destaque

Texto por Marco Antônio Reis

As histórias do continente africano em destaque

1ª parte

2ª parte

Autores e Livros tem edição especial abordando a literatura produzida por escritores negros. Um dos assuntos é o acervo da Biblioteca do Senado dedicado a autores que discutem a inserção dos negros na sociedade, mas também há espaço para obras de valor literário, como os livros de Maria Firmina dos Reis e de Conceição Evaristo.

Na entrevista da semana, a conversa é com Avani Souza, que lançou ‘A África recontada para crianças’, uma verdadeira viagem pela cultura dos países africanos de língua portuguesa. E no Encantos de Versos, Marluci Ribeiro apresenta quatro poetas negros que precisam ter a obra lida sempre.

Autores no programa

Achille Mbembe, Angela Davis, Maria Firmina dos Reis, Conceição Evaristo, Machado de Assis, Avani Souza, Adão Ventura, Oliveira Silveira, José Alberto e Carlos de Assumpção.

Fonte: Senado Federal

Bibliotecas Públicas e equipamentos culturais de SMC na quarentena da Covid-19

As Bibliotecas Públicas e outros equipamentos culturais de SMC estão fechados. Veja informações dos trabalhos online e de informações de combate à pandemia do Covid-19.

As Bibliotecas Públicas, Pontos de Leitura, Bosques de Leitura e o Ônibus da Cultura do Sistema Municipal permanecerão fechadas por tempo indeterminado durante a pandemia.

A Prefeitura de São Paulo adotou medidas para evitar a proliferação do coronavírus (Covid-19) na cidade, e desde março anuncia informações sobre as medidas tomadas.

Entres essas medidas, estão o cancelamento de eventos do poder público, alvarás e autorizações emitidas para eventos privados que gerem qualquer tipo de aglomeração, além do fechamento de todos os equipamentos culturais municipais como Casas de Cultura, Teatros, Centros Culturais, Bibliotecas e as Salas de Cinema do Circuito SP Cine por tempo indeterminado.

Os equipamentos culturais se adequaram ao momento e muitos passaram a oferecer serviços online, por meio dos sites do Portal da Prefeitura e suas mídias sociais.

O site do Sistema Municipal de Bibliotecas divulga as programações online que ocorrem durante este período e direciona, por meio de link, para a mídia social – Facebook, Instagram, Youtube – onde acontecem as lives ou a gravação dos eventos.  Veja aqui a lista das midias sociais das bibliotecas de bairro, BibliotecasSP no Facebook, Instagram, Biblioteca Mário de Andrade Facebook, Youtube e Instagram, e do Centro Cultural São Paulo #ccspdecasa.

O novo coronavírus causa a doença respiratória denominada de COVID-19, responsável pela morte de milhares de pessoas em cinco continentes. A COVID-19 chegou ao Brasil no dia 26 de fevereiro.

Consulte o site da Secretaria de Saúde – Coronavirus para obter informações sobre a doença e das ações de SMS.

 A Secretaria de Relações Internacionais faz um levantamento internacional de recomendações e medidas adotadas para o enfrentamento da Covid-19 com a finalidade de contribuir para a formulação de projetos e ações de contenção que estão sendo aplicadas na cidade de São Paulo. O documento é atualizado semanalmente, acesse todas as edições do mapeamento de ações internacionais de enfrentamento ao coronavírus.

Controladoria Geral – Transparência COVID-19 – sados, legislação e informações específicas a respeito das medidas tomadas para o combate ao coronavirus.

Fonte: Prefeitura Municipal de São Paulo

Memorial da América Latina lança clube de leitura online sobre literatura latino-americana

Com quatro encontros, projeto Ler a América Latina tem início no dia 19 de setembro, com o conto “A chinela turca”, de Machado de Assis

O Memorial da América Latina lança, no dia 19 de setembro, uma nova atividade online: o clube de leitura Ler a América Latina. Neste primeiro módulo estão previstos debates sobre Machado de Assis, Julio Cortázar, João Rio e Horacio Quiroga.

Com o objetivo de fomentar a leitura e a discussão sobre a literatura latino-americana, o clube terá quatro encontros, aos sábados, com curadoria da equipe da Biblioteca Latino-Americana, todos realizados por meio da plataforma Google Meet, sempre das 10h  às 11h30. Todos os contos selecionados para o projeto estarão disponíveis para download.

O tema do primeiro encontro é Literatura Fantástica, em que será discutido o conto “A chinela turca”, de Machado de Assis. Publicado pela primeira vez no jornal A Época, em 1875, foi incluído na coletânea Papéis Avulsos, em 1882. O conto apresenta a história do bacharel Duarte que, ao se preparar para ir a um baile com Cecília, recebe a visita do major Lopo Alves, disposto a ler para ele um livro de 180 páginas.

A mediação do debate fica por conta do colaborador da Biblioteca Latino-americana, Eduardo Martins de Azevedo Vilalon.

O link para acessar a plataforma será enviado por e-mail 15 minutos antes do encontro. Haverá emissão de certificado (frequência mínima de 75%). As inscrições devem ser feitas por formulário online, no link https://forms.gle/VeyAdBnNQ61bfXjP6

A atividade também está comprometida com a Agenda 2030 da Organização das Nações Unidas (ONU), que prevê 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), estando relacionada ao Objetivo 4: ““Assegurar a educação inclusiva, equitativa e de qualidade, e promover oportunidades de aprendizagem ao longo da vida para todos” (https://nacoesunidas.org/pos2015/agenda2030/).

Confira a programação completa

19 de setembro

“A chinela turca”, Machado de Assis

17 de outubro

“A casa tomada”, Julio Cortázar

 14 de novembro

“O bebê de tarlatana rosa”, João do Rio

12 de dezembro

“O travesseiro de pena”, Horacio Quiroga

Serviço:

Clube de Leitura Ler a América Latina

Dias 19/09, 17/10, 14/11 e 12/12

Das 10h às 11h30

Plataforma: Google Meet (o link será enviado 15 minutos antes do encontro)

Inscrições: https://forms.gle/VeyAdBnNQ61bfXjP6

Certificados: frequência mínima de 75% do total de encontros do ciclo

Fonte: Memorial da América Latina

Combate à desinformação pelas bibliotecas no cenário da pandemia do novo coronavírus

Por Marta Leandro da Mata

A biblioteca pode ser caracterizada como um centro de recursos e de aprendizagem, com a disponibilização de diversos tipos de materiais (impresso, eletrônico e virtuais) e oferecimento de variados serviços, que estarão em consonância com o tipo de biblioteca e a comunidade em que faz parte, visando a sanar as necessidades informacionais de seus usuários. Acrescenta-se que alguns produtos estão condicionados aos recursos destinados às bibliotecas.

Esses serviços compreendem ações de âmbito educacional, informacional e cultural, como, por exemplo, visita guiada, empréstimo entre bibliotecas, salas de leitura, apoio à normalização, empréstimo domiciliar, levantamento bibliográfico, empréstimo de equipamentos eletrônicos, treinamento de bases de dados, Rede Wireless, orientação na ficha catalográfica, hora do conto, clube de leitura, exposições artísticas e/ou de temáticas emergentes, café literário, serviço de referência, ações de competência em informação, entre outros.

É importante salientar que com a pandemia do novo coronavírus (COVID-19), as bibliotecas tiveram que se reinventar, isto é, criar novas abordagens no que diz respeito aos produtos, recursos e serviços fornecidos tradicionalmente, fazendo uso principalmente das Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC), com ênfase nas mídias sociais e até mesmo nos recursos analógicos.

Neste sentido, destacam-se os serviços relacionados à competência em informação, mais especificamente, aos processos de avaliação de informação e de notícias falsas e/ou distorcidas, visando o combate à desinformação no que diz respeito ao novo coronavírus. Enfatiza-se que estes serviços podem contribuir para as questões no âmbito sanitário no Brasil, observando-se a difusão massiva de informações falsas e/ou distorcidas a este respeito, que têm provocado grande impacto por meio da manipulação da opinião da população, culminando com a ampliação de casos de contaminação do vírus no país.

Lei a matéria completa publicada no site InfoHome.

Biblioteca de Manguinhos completa 120 anos buscando novas estratégias em prol do conhecimento

Texto por Assessoria de Comunicação do Icict/Fiocruz

Fachada do prédio atual da biblioteca (Foto: Raul Santana/Banco de Imagens Fiocruz)

A biblioteca mais antiga da Fundação Oswaldo Cruz nasceu quase que concomitantemente à própria instituição: os primeiros livros chegaram ao espaço da antiga Fazenda Manguinhos em agosto de 1900. Nos 120 anos seguintes, a Biblioteca de Manguinhos cresceu e tornou-se referência como acervo em ciências biomédicas. Passou por inúmeros desafios e transformações – como, por exemplo, as mudanças nas formas de divulgação científica. Ou o impacto das tecnologias digitais. E, agora, a epidemia do novo coronavírus.

Hoje, ocupa grande parte do Pavilhão Haity Moussatché, no campus central da Fiocruz, onde também funciona o Instituto de Comunicação e Informação em Saúde (Icict), responsável por sua coordenação. Ao mesmo tempo, sua Seção de Obras Raras prossegue instalada no Castelo Mourisco, resguardando milhares de volumes que ajudam a contar a história da saúde e da ciência no Brasil. A biblioteca completa seus 120 anos de vida em meio à pandemia, o que fez com que seu espaço físico tenha permanecido fechado ao público nos últimos meses. Apesar disso, não parou de funcionar. Sua equipe prossegue fazendo atendimentos online. Orientando usuários: pesquisadores, estudantes, cientistas. Oferecendo treinamentos a distância. E, claro, preservando seus acervos. Além disso, tem buscado formas de garantir o acesso à ciência em tempos de crise sanitária.

A história e os desafios da biblioteca mais antiga da Fiocruz foram lembradas no seminário online Biblioteca de Manguinhos – 120 anos: o papel da biblioteca especializada na comunicação e divulgação científica, realizado no dia 7 de agosto. Na abertura, a presidente da Fiocruz, Nísia Trindade Lima, anunciou em primeira mão que a insituição receberá financiamento para a digitalização de seu acervo raro e especial. “Os pesquisadores desde o início do século passado sabiam que o conhecimento não podia se restringir aos laboratórios. A memória e o acesso são fundamentais. Por isso apresentamos um projeto e o Ministério da Saúde irá apoiar a digitalização do acervo de obras raras. Um trabalho que será fundamental para que possamos cada vez mais oferecer condições de consulta aos pesquisadores e à população, não só do Brasil, mas de todo o mundo”, comemorou.

Desafios

Também participaram a vice-presidente de Educação, Informação e Comunicação da Fiocruz, Cristiani Machado, e o diretor do Icict, Rodrigo Murtinho. Nas palavras da vice-presidente, a maior riqueza da biblioteca está na integração entre seu acervo e sua equipe de profissionais. “São várias áreas dentro do campo da saúde, biologia, psicologia, medicina tropical, entre outras, servindo a pesquisadores e docentes de todo o país. Há grande preocupação [da equipe] com a conservação cuidadosa do acervo e com a ampliação do acesso”, observa. Já Murtinho ressaltou que o dia de celebração acontece em um momento complexo para o país. “Estamos diante do maior desafio sanitário da nossa geração, e a Fiocruz vem batalhando dia a dia, apoiando a sociedade no enfrentamento à pandemia. A Biblioteca de Maguinhos tem, desde os tempos de Oswaldo Cruz, uma trajetória marcada pelo desenvolvimento tecnológico e pelo domínio das tecnologias de informação e comunicação, sempre dando grande importância à produção, à comunicação e à divulgação do conhecimento. Nesses 120 anos, ela vem se reinventando, adaptando-se às diferentes fases e desafios, com um trabalho dedicado que envolve a construção das bibliotecas virtuais em saúde, a alimentação cotidiana do repositório Arca, a montagem e o apoio às estratégias de busca para pesquisadores e estudantes, além do desafio de construir uma Ciência Aberta”, declarou.

Detalhe do salão de leitura do Setor de Obras Raras A. Overmeer (Foto: arquivo/Banco de Imagens Fiocruz)

“É uma história que se inicia junto com a da própria instituição. Ouso dizer que somos um dos primeiros embriões da Fiocruz. A biblioteca, aliás, não surgiu como uma estrutura arquitetônica, com livros organizados nas estantes, como é tradicional”, narrou Igor Falce, coordenador da biblioteca. “Nossa história começa quando os primeiros livros foram trazidos da Europa, em 1900, e armazenados ainda em barracões. Nossa memória está na própria gênese e constituição do patrimônio bibliográfico da Fiocruz. Isso se reflete no desenvolvimento científico da instituição. A Biblioteca de Manguinhos sempre foi muito valiosa como fonte de informação para os pesquisadores. E por trás de tudo isso, estão profissionais que se dedicaram e se dedicam a esse trabalho de promover o acesso à informação.” Igor moderou o debateao lado da bibliotecária Tarcila Peruzzo, da Seção de Obras Raras. O evento online teve a participação de Rita de Cássia do Vale Caribé, professora da Universidade de Brasília, que falou sobre o conceito de comunicação científica e o papel das bibliotecas especializadas.

Diante da pandemia, a biblioteca não está fazendo atendimentos presenciais. “Tivemos que nos reinventar e nos adaptar. Peço a vocês, que nos ouvem, que sigam nossos perfis nas redes sociais. Temos buscado aproveitar as potencialidades dessas formas de comunicação, desenvolvendo o atendimento virtual e remoto. Também disponibilizamos recentemente treinamentos online em base científica, abertos ao público, e tivemos uma grande procura”, acrescentou Igor, citando os perfis no Facebook e no Instagram.

Atualmente, a Biblioteca de Manguinhos reúne um acervo de cerca de 1 milhão de volumes, incluindo 7.725 títulos de periódicos científicos da área biomédica, dos quais 887 títulos são correntes, 156 mil volumes de monografias, entre livros científicos, dissertações e teses, anais de congressos etc. Possui ainda acesso às principais bases de dados na área de Ciências da Saúde, uma videoteca com cerca de 1.425 títulos e obras raras, estas com cerca de 70 mil volumes. Aos 120 anos, alia o olhar para o futuro e o passado, aliando a utilização das mais avançadas tecnologias e a democratização do acesso ao usuário com as condições necessárias de preservação e divulgação do acervo das obras raras da Fiocruz.

Fonte: Instituto de Comunicação e Informação Científica e Tecnológica em Saúde (Icict/Fiocruz)

Livro ilustrado é tema de oficina online da Biblioteca Parque Villa-Lobos

A Oficina Online Uma Introdução à Linguagem e História do Livro Ilustrado começa em 25 de agosto, é gratuita e está com inscrições abertas (vagas limitadas). A atividade faz parte da programação da Biblioteca Parque Villa-Lobos, instituição da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Governo do Estado de São Paulo, gerida pela Organização Social SP Leituras, eleita pelo segundo ano consecutivo como uma das 100 Melhores ONGs do Brasil.

Os encontros virtuais vão até 28 de agosto, sempre das 10h às 12h, e serão comandados pelo ilustrador e autor premiado Odilon Moraes. As atividades abordarão o conceito de livro ilustrado e dos principais fundamentos da conexão entre a escrita e a imagem na narrativa. O artista também vai conversar com os alunos sobre o processo de produção dessas obras, mesclando teoria e propondo também a prática dos ensinamentos, com exercícios. Formado em arquitetura pela USP, Moraes ganhou vários prêmios Jabuti de ilustração e também foi agraciado três vezes com “o melhor livro para crianças do ano” pela FNLIJ. Foi professor convidado do Instituto de Estudos da Linguagem da Unicamp.

A oficina faz parte da programação online e gratuita da BVL e vai de encontro às atividades que podem ser realizadas sem sair de casa, neste momento de enfrentamento da pandemia. Com a necessidade de estimular o distanciamento social e outras medidas de proteção contra o contágio pelo novo coronavírus, a Secretaria de Cultura e Economia do Governo do Estado de São Paulo criou o #Culturaemcasa, que amplia a oferta de conteúdos virtuais dos equipamentos. Importante acrescentar que as atividades presenciais na biblioteca continuam suspensas e, para mais informações, acesse as nossas redes sociais e site.

Oficina Online Uma Introdução à Linguagem e História do Livro Ilustrado

Com Odilon Moraes.

Dias 25, 26, 27 e 28 de agosto, das 10h às 12h.

Carga horária: 8 horas.

Indicado para maiores de 16 anos.

Inscrições abertas.

Para participar, acesse www.bvl.org.br/inscricao.

Vagas limitadas.

Bicentenário da Independência: Senado assinará acordo com Biblioteca Oliveira Lima

Texto por Comunicação Interna

O senador Randolfe Rodrigues participará da cerimônia, que está marcada para as 19h de segunda-feira
Leopoldo Silva/Agência Senado

O Senado assinará nesta segunda-feira (17) um protocolo de cooperação entre a Comissão Especial Curadora do Bicentenário, responsável por organizar as comemorações dos 200 anos da Independência do Brasil, e a Biblioteca Oliveira Lima, da Universidade Católica da América, situada em Washington. A cerimônia, que será on-line, está marcada para as 19h e será transmitido pelo canal da TV Senado no YouTube.

Já confirmaram presença o senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), que é o coordenador da Comissão Curadora; Ilana Trombka, diretora-geral do Senado; Aaron Dominguez, da Universidade Católica da América; Nathalia Henrich, diretora da Biblioteca Oliveira Lima; e Esther Bemerguy, vice-presidente do Conselho Editorial do Senado (Cedit) e secretária da Comissão Especial Curadora do Bicentenário.

A Biblioteca Oliveira Lima contém um conjunto de livros, manuscritos, brochuras, mapas, fotografias e obras de arte sobre a história e a cultura de Portugal e do Brasil. A coleção original era a biblioteca pessoal do diplomata, historiador e jornalista brasileiro Manoel de Oliveira Lima (1867–1928).

Instituída em 2019 por iniciativa do senador Randolfe Rodrigues, a Comissão Especial Curadora do Bicentenário tem por objetivo viabilizar as comemorações em torno do tema “O Senado Federal e os 200 anos da Independência do Brasil”. Estão previstas, entre outras atividades, a edição de livros e a realização de seminários e exposições.

Fonte: Agência Senado

Ministério Público recomenda que bibliotecas escolares devem ser reestruturadas em Bayeux

cidade de Bayeux Foto: reprodução

O Ministério Público da Paraíba recomendou que a Prefeitura, Secretaria de Educação e direções das escolas de Bayeux criem ou reestruturem bibliotecas em cada unidade escolar do sistema municipal de ensino. O objetivo da recomendação expedida pela 2ª promotora de Justiça de Bayeux, Ana Caroline Almeida, é garantir a efetivação da Lei de Universalização das Bibliotecas (Lei n° 12.244/10).

De acordo com a promotora, foram constatados problemas estruturais e funcionais em todas as bibliotecas ou salas de leitura das escolas da rede municipal, além da biblioteca municipal, através de vistorias realizadas pelo Conselho Regional de Biblioteconomia, após requisição a Promotoria de Justiça.

Na Biblioteca Pública Central do Município Virginius da Gama e Melo, foram detectadas irregularidades como falta de autonomia do bibliotecário, ausência de climatização, poucas cadeiras e mesas para os usuários, ausência de catálogo, metade do acervo sem ser classificado ou catalogado física ou eletronicamente, com o agravante de que os alunos da rede pública municipal não tem livre acesso ao acervo, seja para consultas ou empréstimos.

Leia a matéria publicada pelo site Portal Paraíba.

Unesp implanta sistema ‘de Havard’ na biblioteca em Rio Preto

Objetivo é melhorar o gerenciamento dos serviços online

Texto por Redação

Unesp inicia o uso da plataforma Alma, que gerencia os serviços das bibliotecas – Divulgaçção/Unesp Ibilce

A Universidade Estadual Paulista (Unesp) iniciou nesta quarta-feira, 5, a utilização de uma plataforma para gerenciar os serviços das bibliotecas de todas as unidades – incluindo a do campus rio-pretense, o ibilce. O sistema, chamado Alma, é o mesmo utilizado em Havard, uma das universidades mais renomadas dos Estados Unidos e do mundo.

O objetivo da iniciativa é melhorar o gerenciamento dos serviços das bibliotecas, permitindo o armazenamento em nuvem, ou seja, os arquivos ficarão salvos em um servidor online que concede acesso tanto ao acervo bibliográfico, impresso e eltrônico, quanto ao digital. Com a plataforma, os processos de aquisição, catalogação e circulação dos livros físicos, digitais e outros tipos de conteúdo ficam mais fáceis de serem controlados.

Segundo a bibliotecária da Unesp de Rio Preto, Luciane Antônia Passoni, isso também simplifica o fluxo de trabalho dos bibliotecários e assistentes de bibliotecas. Além disso, ela afirma que o sistema é multiplataforma e atende a alta demanda pelos e-books: os livros digitais. “O nosso trabalho vai mudar bastante agora. A plataforma Alma facilita ainda mais a organização de todos os processos que acontecem nas bibliotecas”.

O sistema é constituído de uma nova geração de sistemas para bibliotecas conhecida por Library Service Plataform (LSP), desenvolvida para trabalhar com os conteúdos digitais, como e-books e videoaulas.

Leia a matéria completa publicada no site do Diário da Região.

Os livros de Philip Roth voltam para ‘casa’

Biblioteca de Newark onde o escritor se formou como leitor recebeu, após a morte dele, um legado de 7.000 volumes e dois milhões de dólares. Apesar da pandemia, uma equipe trabalha para catalogar esse tesouro

O escritor Philip Roth, diante de uma de suas lanchonetes favoritas de Newark, em dezembro de 1968.THE LIFE IMAGES COLLECTION VIA GETTY IMAGES BOB PETERSON

Texto por Pablo Guimón

Do fundo de uma caixa de papelão emerge o álbum de graduação de Philip Roth, guardado desde 1946, depois de sua passagem pela escola da Chancellor Avenue, em Newark, Nova Jersey. Lema: “Não pise no desvalido”. Canção: It Might As Well B Spring, da comédia musical A Feira da Vida, que tinha obtido o Oscar de melhor canção original em 1945. Embora suas colegas de classe lhe deixassem mensagens românticas e beijos de batom nas folhas, seu interesse então parecia residir principalmente no beisebol, seu esporte preferido. Escritor favorito: o autor de romances juvenis de beisebol John Tunis. Herói: o jornalista radiofônico Norman Corwin. Philip Roth queria ser jornalista. “Tenho toda a confiança em você”, escreveu-lhe seu pai, com aquele clássico carinho carregado de exigência.

A caixa é uma das que estão distribuídas pelas humildes estantes metálicas de uma recôndita sala, à qual se chega por um labirinto de corredores cheios de livros, no andar térreo da biblioteca pública de Newark. O álbum é um caderno pequeno, com páginas do tamanho de cartões-postais e capas duras azuis, metido em um estojo de cartolina já quebrado. Nas primeiras folhas, o aluno, prestes a se formar, preenche um questionário com essas pinceladas pessoais. As páginas seguintes estão cheias de dedicatórias, de seus pais, de seus colegas.

Uma relíquia simpática, que permite saber o que se passava na cabeça de um menino de 13 anos que se transformaria em um dos grandes romancistas norte-americanos. Descobrir, por exemplo, como esses livros juvenis de Tunis contribuíram para o imaginário do autor, a ponto de, em Pastoral Americana, seu alter ego Nathan Zuckerman recorrer a um dos personagens de Tunis para descrever o Sueco, seu ídolo de juventude, através do que Roth mostra o lado sombrio do sonho americano.

O pequeno álbum abre uma porta pela qual transparece o mundo do escritor adulto. Permite compreender um pouco mais como se entrelaçam em sua obra a realidade e a ficção. Há passagens mais indeléveis na impudica O Complexo de Portnoy, mas naquele romance de 1969, que lançou Roth ao estrelato, Alexander Portnoy conta como preencheu o questionário pessoal de seu álbum de graduação na escola primária. O lema que escolheu é o mesmo que o próprio Roth havia escrito no seu. Mas Portnoy quer ser advogado, não jornalista. E seus heróis são Thomas Paine e Abraham Lincoln, não Norman Corwin. Tanto se debateu sobre o que é fictício e o que autobiográfico em O Complexo de Portnoy que, em Zuckerman Libertado (1981), o autor zomba dessas especulações. Naquele livro, o protagonista Nathan Zuckerman é atacado por leitores incapazes de acreditarem que as cenas de sexo de Carnovsky, o romance dentro do romance de O Lamento de Portnoy, fossem apenas um produto da sua imaginação.

Lei a matéria completa publicada no site do EL PÁIS.

DO BALCÃO DA BIBLIOTECA À BANCADA DO PARLAMENTO

A participação de profissionais da biblioteconomia na política partidária no Brasil

Texto por Carlos Wellington Martins

Mais uma vez vivemos um período eleitoral o que nos enseja, ou pelo menos atiça nossa curiosidade, de vislumbrar como está à presença da/os bibliotecária/os na política partidária brasileira disputando mandatos eletivos e quais os determinantes que as/os impulsionam na participação deste processo, sendo que a apatia política e a pseudoneutralidade são apontadas como características ainda presentes nos discursos e práticas da área.

“Odeio política”, “quem se envolve com política não presta”, “política é uma coisa suja”! Com certeza você já ouviu uma ou todas destas máximas que permeiam o imaginário popular do povo brasileiro, em nossas casas, nas esquinas, barzinhos, ônibus, metrô etc.. É muito comum perceber que um sentimento de “antipolítica”, que sempre existiu, mas têm se agudizado na contemporaneidade, apresentar-se como uma estratégia política ideológica.

A política na compreensão da grande maioria ainda é atrelada a uma política partidária e sempre relacionada aos maus exemplos, e a dimensão mais ampliada acerca da categoria política é esvaziada e perde-se o entendimento de que, historicamente, somos sujeitos políticos.

Trazendo esta discussão para o campo da biblioteconomia, percebe-se que uma pseudo e pretensa neutralidade fizeram parte da construção dessa área do conhecimento, seja pelo viés epistemológico ou prático e há ainda hoje quem defenda esta postura embasada num discurso conservador. Esta postura desvela uma apatia política e uma sub-representação de bibliotecária/os nos espaços decisórios, seja nos movimentos estudantis, associativos e, matéria deste texto, os partidos políticos.

A perspectiva apresentada aqui é do entendimento de que nossas eleições são burguesas, atendendo mais aos interesses da classe detentora dos meios de produção do que da classe trabalhadora. No entanto, se a correlação de forças e a disputa de poder não contar com sujeitos políticos que possam vir a empreender uma ação em favor dos sulbaternizados e dar voz a segmentos que foram historicamente negados a serem vistos e ouvidos em locais como câmaras municipais e assembleias estaduais, a opressão e exploração na sociedade tende a aumentar.

Mas como tem sido este enfrentamento por parte da categoria profissional da biblioteconomia? É comum vermos colegas lançando seus nomes nas disputas eleitorais em seus municípios e estados? Para tentar apreender a essência deste fenômeno e apresentar algumas possíveis respostas, mesmo que não definitivas, desenvolvi, junto com a professora Mary Ferreira, um mapeamento da participação de bibliotecária/os nas eleições municipais de 2016 e, depois de repostas obtidas mediante questionário, chegamos a alguns resultados interessantes que me impulsionaram a relatar, resumidamente, neste espaço algumas impressões, haja vista este ano (2020) estarmos novamente no período eleitoral.

O título do artigo é “Bibliotecária(o)s na política: perfil da(o)s profissionais bibliotecária(os) nas eleições municipais brasileiras de 2016” e foi mapeado a inscrição na Justiça Eleitoral um quantitativo de quarenta e uma (41) pessoas que informaram que sua ocupação seria a de bibliotecária/o. Destes, trinta e seis (36) concorreram a ocupação de uma vaga como vereadora/os, quatro (4) para prefeituras e uma (1) como vice prefeita.

Oito (8) tiveram sucesso no pleito de 2016, ou seja, pode ser que em sua cidade conte com colegas da biblioteconomia como vereadora/es ou como prefeita. Dito isto, seria interessante o exercício da prática de expertise em pesquisa na web para localizar esta/es mandatária/os e diagnosticar sua atuação no que tange a questões relativas a nossa área e outras demandas.

O estado do Maranhão conta com uma bibliotecária eleita como prefeita em um de seus municípios e um vereador na Câmara Municipal da capital, São Luís, uma vice prefeita eleita em um município da Bahia e vereadoras eleitas em municípios dos estados de Tocantins, Goiás, Rio Grande do Norte, Paraná, Amapá e Piauí.

Algumas questões são interessantes de pontuar: grande parte das candidaturas foi por partidos considerados de centro e direita, o que aponta que a política partidária reflete um conservadorismo também presente na área. Mas alguns pontos positivos foram levantados como quando a/os então candidata/os, que a participação no movimento estudantil, associativo contribuíram para a escolha de encarar uma disputa eleitoral.

É óbvio que não podemos perder de vista que a representatividade, por si só, não vai garantir uma atuação profícua com pautas progressistas e ligadas a área, pois sabemos que existem partidos que não tem pudor algum em rifar temas das discussões, caso sejam considerados polêmicos ou estejam em uma posição subalterna na lista de prioridades, onde alguns parlamentares abrem mão de suas convicções éticas e políticas por acordos que não contribuem em nada para a sociedade.

Mas a presença de bibliotecária/os nos parlamentos podem ser salutares, a exemplo da deputada federal Fernanda Melchionna, do Partido Socialismo e Liberdade (PSOL/RS), que têm tido uma participação ativa e alinhada aos interesses da classe trabalhadora e pautas de interesse da biblioteconomia, inclusive se destacando como um dos possíveis nomes a ganhar o prêmio Congresso em Foco, que agracia as melhores atuações de parlamentares por voto popular e se destacando nas pesquisas em uma pré-candidatura a prefeitura de Porto Alegre.

E como estão as candidaturas de colegas bibliotecária/os para o pleito deste ano? Como ainda estamos no período de pré-campanhas por conta do adiamento das eleições para novembro, em razão da pandemia, podem ser que mais nomes surjam, mas as redes sociais já apontam para pré-candidaturas de bibliotecária/os nos estados do Rio Grande do Sul, Minas Gerais e Maranhão (este, só na sua capital, conta com três pré-candidaturas já declaradas), mas com certeza devem existir outras que já se organizam, no entanto não foram noticiadas ou divulgadas.

Acredito que delegar o poder decisório já tem demonstrado não ser a estratégia mais adequada, portanto é o momento do exercício da cidadania em seu aspecto político como principio de liberdade, na perspectiva de Hannah Arendt, ocupando conselhos de cultura e educação, como representação da sociedade civil organizada, e também ocupando os espaços legislativos por meio de mandatos oportunizados pela participação na política partidária e também por meio de coletivos que possam fazer pressão e garantir conquistas como à mobilização para a aprovação do FUNDEB.

Desta forma, porque não conseguimos uma mobilização a nível nacional para, por exemplo, garantir a efetivação da Lei 12.244/10? Nos falta força política, mobilização ou visibilidade enquanto categoria profissional? Panacéias para os males não existem, por isso conclamo que saiamos do lugar confortável da crítica vazia e escondida, ou da pseudoneutralidade, e assumamos o front de guerra para exercitarmos a boa política. Ou vamos reproduzir chavões do senso comum? Por isso conclamo novamente: “BIBLIOTECARIA/OS DO MUNDO: UNI-VOS”

Fonte: REVISTA BIBLIOO

Memória audiovisual em risco

Crise na Cinemateca Brasileira ameaça o maior acervo da América Latina

Fachada da Cinemateca, na Vila Clementino, em São Paulo
Léo Ramos Chaves

Texto por Rubem Barros

O filme Cabra marcado para morrer, lançado em 1984 por Eduardo Coutinho (1933-2014), quase não foi concluído. Interrompida pelo golpe militar de 1964, a produção original sobreviveu graças à engenhosidade do diretor que, entre outros estratagemas, conseguiu manter latas com rolos do filme escondidas sob a cama de um general, o pai do cineasta David Neves (1938-1994), seu amigo, e alterou o nome da produção para não levantar suspeitas ao depositá-la no Museu de Arte Moderna (MAM) do Rio de Janeiro. Retomado na virada dos anos 1980, recebeu mais de uma dezena de prêmios, entre eles o de melhor documentário no Festival de Havana, em Cuba, e o Golfinho de Ouro, na primeira edição do Festival Internacional de Cinema de Tróia, em Setúbal, Portugal. Em 2011, a restauração da película desafiou os técnicos da Cinemateca Brasileira por sua complexidade: parte do material tinha sido produzida em 16 mm (milímetros), parte em 35 mm, alguns trechos eram coloridos e outros em preto e branco. Depois de pronta, um maravilhado Coutinho brincou que nunca havia visto aquele filme antes.

Assim como Cabra, a Cinemateca recuperou A hora e a vez de Augusto Matraga (1966), de Roberto Santos (1928-1987), e filmes de Glauber Rocha (1939-1981). Limite (1931), o clássico de Mário Peixoto (1908-1992), foi restaurado pela segunda vez em 2000, sob a supervisão de Saulo Pereira de Melo, e permanece guardado nos galpões da Vila Clementino, em São Paulo. Essas obras e o acervo de 30 mil títulos, 245 mil rolos de filmes e 1 milhão de documentos estão sob risco, em razão da crise institucional provocada pela interrupção dos repasses do governo federal à Associação de Comunicação Educativa Roquette Pinto (Acerp), organização social encarregada da gestão da Cinemateca. Também estão guardadas ali as fitas e os filmes remanescentes dos arquivos da TV Tupi (1950-1980).

Formalmente sob a responsabilidade da Secretaria do Audiovisual, vinculada ao Ministério do Turismo, em 2018 a gestão da Cinemateca foi entregue à Acerp em aditivo contratual a compromisso original da associação, de realização da programação do canal TV Escola, do Ministério da Educação (MEC), mas no final de 2019 o contrato terminou e não foi renovado. Sem o compromisso original, o aditivo perdeu seu valor, entendeu o governo federal, que já devia metade da verba a ser destinada à Cinemateca, além do orçamento para o ano de 2020. Resultado: desde abril, os funcionários da instituição estão sem receber salários e cresce o risco de corte de energia elétrica, o que pode acarretar a interrupção do sistema de ar condicionado, provocando a deterioração dos filmes em acetato. Sem a inspeção e o monitoramento realizados por técnicos, os materiais em nitrato de celulose podem entrar em autocombustão. Para continuar existindo, a Cinemateca precisa de, no mínimo, R$ 13 milhões anuais. Para o cumprimento de sua missão institucional são necessários entre R$ 25 milhões e 30 milhões por ano.

“A pesquisa cinematográfica e o avanço do conhecimento nessa área não são possíveis sem uma cinemateca”, alerta Ismail Xavier, professor do Programa de Pós-graduação de Meios e Processos Audiovisuais, da Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo (ECA-USP). “No mundo inteiro, são as cinematecas que viabilizam as pesquisas sobre a história do cinema”, diz ele, que em seu mestrado e doutorado trabalhou arquivos fílmicos e bibliográficos da instituição. O ministro do Turismo, Marcelo Álvaro Antônio, reuniu-se com representantes da Acerp na Cinemateca em 23 de junho. Depois do encontro, Antônio defendeu vida nova para a instituição: “Podem ter certeza de que, com o novo secretário de Cultura, faremos de tudo para resgatar e resolver o impasse dessa instituição tão importante para o Brasil e para o mundo”.

Leia a matéria completa publicada no site Revista Pesquisa FAPESP.

Bibliotecas particulares: o antes e o depois da morte de quem as criou

Texto por Gaspar Micolo

Amam os livros ou, antes, a leitura. Levam anos a acumulá-los, décadas a vê-los crescer em prateleiras cada vez maiores. E quando o fim lhes parece cada vez mais próximo, há que pensar na vida dos livros após a dos donos. “Como todas as coisas que vamos acumulando na vida, por muito que gostemos delas, não as podemos levar connosco”, diz o jurista e escritor Onofre dos Santos.

Os povos civilizados e desenvolvidos produzem livros
Fotografia: DR

A biblioteca ideal, construída em décadas, não tarda a clamar por um novo dono, exactamente por não a “podermos levar connosco”. Um novo proprietário que não a deixe morta, porque, para continuar viva, uma biblioteca tem que ser alimentada com livros novos. Por isso, há quem pense em doar à Biblioteca Nacional, a iniciativas particulares de espaços de leitura nas comunidades ou iniciar o seu próprio centro de investigação.

Quase todos se recusam a vender, evitando que o esforço de uma vida, como se a biblioteca se constituísse num corpo, se desfizesse com a partida, perdendo a alma.

A directora da Biblioteca Nacional, Diana Afonso, revela que há cada vez mais individualidades que fazem chegar à instituição as suas colecções privadas, antes mesmo da morte. “Temos recebido doações”, confirma, esclarecendo que quem tiver essa pretensão deve ter um inventário e garantir que os livros estejam em bom estado, além de facilitar a visita dos técnicos para uma vistoria.

Considerada como uma das mais ricas doações, Diana Afonso revela que a esposa de um falecido embaixador está a doar a biblioteca da família, desde 2019, restando até agora livros por avaliar e entregar à instituição pública.

O desejo de um filho do Namibe em Portugal

Leia a matéria completa publicada no site Jornal de Angola.

Mesmo usado em Harvard, sistema Alma permitirá elo mais forte de bibliotecas com o ensino

Texto por Fabio Mazzitelli, da ACI Unesp

A Unesp é a primeira universidade do Brasil a implantar a plataforma Alma, uma nova geração de sistemas para bibliotecas, já desenvolvida para trabalhar com os conteúdos digitais, como e-books e videoaulas
Imagem: Divulgação

No caminho das tendências contemporâneas de revitalização dos espaços das bibliotecas, a Unesp põe em funcionamento nesta semana, a partir do dia 5, um novo sistema de gerenciamento dos serviços das 34 bibliotecas da Universidade, que permitirá o armazenamento em nuvem dos metadados de todo o acervo bibliográfico (impresso e eletrônico) e o acesso ao acervo digital.

Além de unificar o gerenciamento do acervo, a recém-adquirida plataforma Alma permite um controle maior sobre os processos de aquisição, catalogação e circulação (empréstimos) de livros físicos, digitais e outros tipos de conteúdo, simplifica o fluxo de trabalho dos bibliotecários e dos assistentes de bibliotecas e também abre caminho para uma aproximação mais forte das bibliotecas com o ensino e a pesquisa.

A plataforma Alma é a mesma utilizada pela Universidade de Harvard (EUA), uma das mais conceituadas do mundo, e constitui uma nova geração de sistemas para bibliotecas conhecida por Library Service Plataform (LSP), já desenvolvida para trabalhar com os conteúdos digitais, como e-books e videoaulas. O sistema anterior, Aleph, estava em uso na Unesp desde 1997.

“A biblioteca do Século 21 deixa de ser somente um espaço para abrigar prateleiras com materiais físicos para tornar-se um centro de recursos de aprendizagem e pesquisa. É uma reconceituação do espaço”, afirma Flávia Maria Bastos, coordenadora da Coordenadoria Geral de Bibliotecas da Unesp. “O sistema anterior, com o surgimento de muitos conteúdos digitais, dependia constantemente de atualizações e, em muitos casos, trabalhávamos com sistemas externos, como planilhas eletrônicas, para controlar assinaturas das bases de dados de e-books e periódicos em formato eletrônico. O (sistema) Alma permitirá fazer o gerenciamento dentro dele e, como simplifica o fluxo de trabalho, possibilitará que os bibliotecários se voltem para outros serviços, apoiando as novas demandas de ensino e de pesquisa”, diz Flávia Bastos.

Leia a matéria completa publicada pelo site da Unesp e saiba mais sobre esse serviço.

Projeto de leitura para pessoas acima de 60 anos está com inscrições abertas em Itapetininga

Segundo a prefeitura, a iniciativa é totalmente digital e segura. Acervo virtual possui mais de 30 mil títulos de diversos gêneros literários.

Texto por G1 Itapetininga e Região

Biblioteca Municipal de Itapetininga — Foto: Reprodução/Street View

A Biblioteca Municipal “Dr. Júlio Prestes de Albuquerque”, em Itapetininga (SP), criou um novo projeto de leitura voltado para pessoas acima de 60 anos.

O projeto “Clube de Leitura 6.0” surge como opção de lazer ao público por meio de leituras digitais e intervenção virtual com debates.

Segundo a prefeitura, a iniciativa é totalmente digital e segura, possibilitando que os membros do clube tenham acesso gratuito ao acervo virtual, que possui mais de 30 mil títulos de diversos gêneros literários.

Os participantes do projeto serão autorizados a ler um livro a cada 15 dias e participarão de encontros virtuais, nos quais mediadores conduzirão debates sobre uma mesma obra.

Leia a matéria completa publicada pelo site do G1 Itapetininga e Região e saiba mais sobre o projeto de leitura.

Conheça a Biblioteca Comunitária Assata Shakur, citada por Emicida no Roda Viva da última segunda (27)

Em entrevista à TV Cultura, Tatiana Nefertari, que esteve à frente na formação da Biblioteca, conta sobre a história e a importância do projeto

Texto por Redação

Em entrevista ao Roda Viva da última segunda-feira (27), o rapper Emicida citou a Biblioteca Comunitária Assata Shakur, criada pela Org Ujima Povo Preto, como exemplo de projeto social que tem sua origem ligada ao movimento do rap. O momento foi comemorado nas redes sociais por membros da Org Ujima Povo Preto.

A Biblioteca, localizada na periferia da zona leste de São Paulo, disponibiliza livros escritos por pessoas pretas e literatura sobre a cultura e história do povo preto-africano. “A importância da biblioteca pra gente, é porque ela é uma biblioteca antirracista, e isso é importante pra formação da identidade negra e também pra formação política das pessoas. Além dos livros, a gente realiza atividades mensais, cursos, festas, cine debates, tudo com a temática racial e social. Nos preocupamos muito também com as crianças, então temos um espaço de livros infantis com personagens negros, realizamos atividades com elas também”, explicou Tatiana Nefertari, integrante da Org Ujima Povo Preto, em entrevista à TV Cultura.

A ideia de construir a biblioteca começou em 2018, mas só foi concretizado em 2019. “Os livros foram adquiridos por pessoas que compõe o coletivo, é uma construção autônoma e agora temos conseguido algumas doações”, complementou Tatiana Nefertari. “Assata Shakur”, que denomina a Biblioteca, é uma homenagem à ativista social Assata Shakur, que fez parte do antigo Partido Pantera Negra e Black Liberation Army, lutando pela liberdade dos negros norte-americanos. Shakur permanece exilada em Cuba e até hoje está na lista de uma das pessoas mais procuradas pelo FBI.

Leia a matéria completa publicada pelo site da Cultura e saiba mais sobre a biblioteca e seu projeto social.

As Instituições da Biblioteconomia Brasileira: atitude, engajamento e compartilhamento do conhecimento

Texto por Sidnei Rodrigues de Andrade*

Saudações, Profissionais da Informação!

Num cenário sociopolítico e econômico mundial e brasileiro que todos estamos em período de isolamento social devido a pandemia global. Percebei que duas instituições da Biblioteconomia Brasileira estão empenhadas em prol do desenvolvimento do conhecimento, educação e a biblioteconomia.

A primeira que chamou a minha atenção bem inicio do isolamento social foi Conselho Regional de Biblioteconomia Região-8 São Paulo que abriu uma página no YouTube convidando os profissionais da informação de todo Estado de São Paulo, a compartilhar os livros de suas unidades de informação para público infantil e adolescente.

Destaque para uma grande parceira formada pela FaBCi FESPSP e bibliocolega: Roselene Medeiros que está fazendo uma enorme diferença em nossa área de atuação:

Fonte: CRB-8 SP do You Tube.

Em seguida, a instituição da Biblioteconomia Brasileira que está localizada na região do nordeste: Conselho Regional de Biblioteconomia Região-3 Ceara-Piaui que fez uma bela campanha de conscientização sobre Universalização das Bibliotecas Escolares da legislação: 12.244/2010.

Fonte: CRB-3 Ceara-Piaui no You Tube.

A partir deste evento percebei o envolvimento de todos os conselhos regionais de biblioteconomia do 1 ao 13 e inclusive o Conselho Federal de Biblioteconomia  abraçado a causa em prol da biblioteca escolar.

Sinceramente, me senti representado por todos esses profissionais da informação (Bibliotecários, Arquivistas e Museólogos) que estão aplicando três conceitos simples da política e a cidadania neste contexto contemporâneo: atitude, engajamento e compartilhar conhecimento humano.

Os instrumentos das mídias sociais foi uma ótima oportunidade de aproximação com os profissionais da informação em outros municípios, estados e regiões do Brasil. As instituições de ensino superior de Biblioteconomia e Ciência da Informação, representada pelos nossos maravilhosos e espetaculares docentes e os discentes empenhada nas aulas online.

Minha enorme vontade dar um abraço de gratidão em todos os profissionais da informação, docentes e discentes de Biblioteconomia e Ciência da Informação do Brasil em serem dedicados, determinados e engajados por lutar e continuar em prol da nossa Democracia e a Educação.

Para finalizar esse simples artigo de gratidão de todos vocês, vou compartilhar duas reflexões da Escola da Vida:

“Todos os seres humanos, causa impacto uns aos outros”. – Patch Adams – Robin Williams.

“O Tesouro do humilde, é a gratidão”. – William Shakespeare

Abraços e Muito Obrigado.

*Sidnei Rodrigues de Andrade – Bibliotecário, Co-autor do Livro Despertar do Mestre. Colunistas: do Blog Monitoria Cientifica FaBCi – FESPSP (Admiráveis Bibliotecas Comunitárias: senso-crítico dos lideres comunitários), Site Sala Secreta 3s sobre Diversidade Cultural Humana e Cultura Afro-Brasileira e site Bibliothinking (Sapência Literária: uma percepção através dos livros). Trabalho no Grupo Universidade Brasil – Faculdade Centro Paulistano Interlagos.

Bibliotecas e Bibliotecários na pauta política das eleições 2020

Texto da Comissão Temporária de Políticas Públicas para Bibliotecas e Bibliotecários

Ao longo das gestões, o CRB-8 vem realizando ações para evidenciar as políticas públicas na área do livro, leitura, biblioteca e literatura e para despertar a reflexão de bibliotecários e políticos.  Em 1998 e em 2001, o CRB-8 elaborou um material de divulgação para as eleições da época à luz da Constituição de 1988.

Após mais de 20 anos, as eleições de 2020 serão momento estratégico para colocar em pauta as demandas de bibliotecas e bibliotecários. Num cenário complexo e cheio de incertezas que aponta para a retomada gradativa de atividades e perspectiva de reabertura de bibliotecas decorrente da pandemia de COVID-19, muito dependerá de prefeitos e vereadores que tenham a biblioteca como instrumento educativo, cultural e social em suas cidades e da exigência de profissional bibliotecário habilitado em todas as bibliotecas do seu município. Dentre as demandas prementes estão a implementação da Lei de Universalização de Bibliotecas Escolares, Lei 12.244, de 2010, cujo prazo para adequação de escolas terminou em maio último; o alinhamento com a Agenda 2030 e os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável; e a observação da Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais- LGPD, Lei 13.709, de 2018.

Revisitando as iniciativas anteriores, o CRB-8 lançará um documento com as necessidades de bibliotecas e bibliotecários aos candidatos a prefeito e vereador. Esse documento prevê a colaboração dos bibliotecários paulistas. Assim será disponibilizado um formulário para envio de sugestões que ficará disponível durante o mês de agosto.

Simultaneamente os ofícios a partidos e pré-candidatos também serão enviados.

Compile suas ideias e compartilhe conosco.

Colocar bibliotecas e bibliotecários na agenda política é papel de todos.

Envie suas contribuições e sugestões pare o e-mail crb8@crb8.org.br

Confira as ações do Conselho em eleições anteriores:

Envio de ofícios aos candidatos aos diversos cargos – Presidência da República, Governo do Estado de São Paulo, Senadores, Deputados Federais e Deputados Estaduais – foram divulgados no site do Conselho

Bob News Especial Eleições 2018

Proposta do CRB-8 para Planos de Governo 2001

Proposta do CRB-8 para Planos de Governo 1998

Inspire-se nas lives e notícias sobre o assunto:

A classe bibliotecária e as eleições de 2020, com Jailton Lira, Carlos Wellington, Kelly Alves e Karina Pereira, ODB – Observatório das Bibliotecas, 24/04/2020

Movimento associativo, conselhos de cultura e bibliotecas publicas, Kátia Costa, 23/07/2020

Instituição realiza mapeamento dos Planos de Livro e Leitura no Brasil: Iniciativa visa incentivar e apoiar o desenvolvimento das ações voltadas para a consolidação dos planos de leitura no país , 23/07/2020

Câmara dos Deputados aprova PEC do Novo Fundeb em 2º turno: O agora texto segue para apreciação do Senado, onde também deve ser analisado em dois turnos e depende da aprovação de, pelo menos, 49 senadores, 22/07/2020,

A participação d@ bibliotecári@ na política partidária por meio das eleições municipais, Carlos Wellington 19/07/2020

Quais oportunidades a Lei Aldir Blanc pode trazer para as bibliotecas? Além de conhecer os termos da lei, os profissionais precisam se preparar fazer o advocacy das causas relacionadas ao tema, 01/07/2020

Livro, Leitura, Literatura e Bibliotecas: é possível pensar em políticas públicas em tempos de crise? Gilvanedja Mendes, 11/06/2020

Direito à Biblioteca, ao Livro, à Leitura, à Literatura e à Escrita, Silvia Castrillón,  07/06/2020.

Por que estes bibliotecários resolveram aderir à política partidária: concorrendo a vagas no legislativo, os projetos nas áreas de livro, leitura e bibliotecas são coisas em comum entre eles, 02/10/2018

Biblioteca Pública de Itapetininga adere ao Lê no Ninho com sucesso

Programa Lê no Ninho chegou com sucesso a Itapetininga. Foto: Sec. Municipal de Cultura de Itapetininga

Programa de incentivo à leitura para crianças entre 6 meses e 4 anos, o Lê no Ninho foi desenvolvido a partir do Bebelê, que até 2016 fazia parte da programação das bibliotecas de São Paulo e Parque Villa-Lobos. A SP Leituras e o Instituto Tellus foram responsáveis pelo desenvolvimento do projeto, que acrescentou à metodologia o uso de dispositivos tecnológicos. Além da BSP e da BVL, na capital, bibliotecas públicas de dez outros municípios paulistas aderiram à atividade, com resultados muito positivos.

A Biblioteca Dr. Júlio Prestes de Albuquerque, em Itapetininga, na região Sudeste do Estado, está entre os equipamentos que aderiram ao Lê no Ninho e viram as famílias com crianças pequenas da municipalidade adotarem-no. Segundo a bibliotecária Talita Floriano, os primeiros encontros aconteceram em dezembro de 2016. “Desde o início tivemos uma boa repercussão, pois foi o primeiro projeto desenvolvido para essa faixa etária, que até aquele momento não era somado como leitor”, diz ela.

No início, a Biblioteca de Itapetininga programou o Lê no Ninho duas vezes por semana: no primeiro sábado do mês, às 10h, e na terceira quarta-feira, às 18h. Com o tempo, o encontro de sábado acabou se revelando o mais adequado, com um público bastante assíduo. Ao longo do período, os mediadores foram funcionários e estagiários da biblioteca, além de voluntários.

Leia a matéria completa em Biblioteca de São Paulo

Instituição realiza mapeamento dos planos de livro e leitura no Brasil

Iniciativa visa incentivar e apoiar o desenvolvimento das ações voltadas para a consolidação dos planos de leitura no país

As políticas públicas do livro, leitura, literatura e bibliotecas são de suma importância para a democratização do acesso aos livros, do fortalecimento das bibliotecas, da economia do livro, formação de leitores, entre outros. É notório o quanto essas políticas estão sofrendo ataques na atual conjuntura brasileira, tanto na cultura como na educação.

Tendo esses desafios em vista, a “Rede Leitura e Escrita de Qualidade para Todos” (LEQT) está desenvolvendo um mapeamento das iniciativas dos grupos que lutam pela construção dos Planos Estaduais e Municipais do Livro e Leitura (PELLLBs e PMLLLBs). Hoje estados como o do Rio de Janeiro e municípios como o de São Paulo já contam com seus planos, mas a maioria das regiões ainda não têm seus Planos.

José Castilhos Marques Neto e Renata Costa, ex-secretários Executivos do Plano Nacional do Livro e Leitura conduzirão esse mapeamento e pesquisa juntamente com o apoio dos integrantes da Rede. A LEQT vai atuar por meio de seus grupos de trabalho (GTs), em especial o GT territórios para incentivar e apoiar o desenvolvimento das ações voltadas para a consolidação dos planos de leitura no maior número possível de estados e municípios brasileiros.

Acesse a matéria completa publicada pela Biblioo e saiba como participar do levantamento das políticas públicas locais do livro, leitura, literatura e bibliotecas

Vivências Pedagógicas Entre Serras

Texto por Luciane Mietto e Nancy Bonnanome

“Vivências Pedagógicas Entre Serras “… este é o nome de uma proposta educacional, um nome  auto-explicativo que visa atender as necessidades culturais e educacionais de crianças, adolescentes; bem como de professores e gestores, que buscam inovação e parceria para seus projetos.

Oferecendo como cenário uma peculiar parte da Serra da Mantiqueira na cidade de São João da Boa Vista e Águas da Prata-SP, onde se localiza um pedaço da borda de um vulcão, a noroeste do estado de São Paulo e próximo ao sul de Minas; como espaço de enriquecimento de aprendizados e sociabilidade.

A equipe de “Vivências Pedagógicas Entre Serras” estabelece três frentes de ações: Feira de Livros nas Escolas, Passeios nas serras com lazer e conteúdo lúdico- didático e Serviços de organização de acervos e atendimento pertinentes em Biblioteca Escolares.

No âmbito dos recursos humanos nosso time foi inicialmente formado pelo encontro de experiências de três mulheres que atuaram em áreas diversas e convergentes: uma coordenadora de ensino e professora universitária com passagem pelo Rio de Janeiro, São Paulo e Campo Grande; uma representante de livros infantojuvenis em distribuidora para as melhores escolas da capital paulista e uma arte-educadora e bibliotecária que também mudou-se de São Paulo para a região de São João da Boa Vista.

Dessa forma, procuramos oferecer com esmero, carinho e propriedade os serviços os acima citados, os quais dedicamos não apenas às escolas da cidades de São João da Boa Vista e Águas da Prata, cidades vizinhas, mas para todas cidades dessa região como Vargem Grande do Sul, Espírito Santo do Pinhal, São Sebastião da Grama, Divinolândia, São José do Rio Pardo, Mococa, Itobi, Casa Branca dentre outras, bem como temos a pretensão de atender demandas de escolas de Campinas e São Paulo ao procurarem refúgios de natureza exuberante e peculiar como estes.

Por meio do “Projeto Café: do plantio à xicara” os alunos embarcam numa viagem no tempo em uma fazenda que iniciou nos anos de 1930 em diante, uma grande plantação e exportação de seu produto: o café. Nessa época, hospedou cinquenta famílias italianas e a memória desse tempo faz a história atraente por meio de uma casinha conservada daquele passado, o que torna a aquisição do aprendizado lúdico, brincante e saboroso…

Com o “Projeto Água: se é dela que precisamos, é dela que devemos cuidar” elaboramos visitação a uma estação hidromineral e um dia inteiro de atividades para ampliar a consciência em relação aos problemas do homem com a água, resgatando os conteúdos já vistos em sala de aula e proporcionando experiências para despertar valores no uso adequado desse precioso recurso nas sociedades humanas.

Outros projetos poderão nascer a partir do desejo ou necessidade de um estudo do meio, na ampliação de conteúdos de fora das paredes da escola, afinal a região é rica em locais de produção dos mais variados produtos como a plantação de uvas, oliveiras, criação de búfalos com a produção de leite e seus derivados, criação de caprinos; interessantes pousadas temáticas, além de sítios históricos.

FEIRA DO LIVRO E PROMOÇÃO A LEITURA- Nessa frente a nossa experiência se fez com uma feira que acontecia mensalmente na praça central da cidade de São João da Boa Vista ( pode se colocar o nome da praça) com a venda de livros infantis. Durante o ano de 2020 a Feira do Livro agendada para o mês de abril num dos maiores colégios de São João da Boa Vista obviamente foi frustrada pela pandemia mundial.

Promover a leitura e entusiasmar nosso público com livros de boa qualidade, na tentativa de levar a cada leitor infanto juvenil o “seu livro” e assim ganhar um leitor é uma de nossas missões, e para isso, permeamos nossos encontros com a oferta de leitura e o momento da história. Quando utilizamos o Espaço Cultural Boca do Leão em Águas da Prata, por exemplo temos uma aliada “sui generis” – a Vaca Literária que nessas ocasiões é alimentada com uma coleção muito atraente que encanta nossos leitores mirins.

Com a crise no mercado editorial, a qual muito nos entristece, nossa cidade perdeu duas importantes livrarias onde ofereciam livros de alta qualidade para o público de todas as idades. Assim a “livreira” de nossa equipe investiu recursos e tempo para atender o público  infantojuvenil criando um espaço próprio para oferecer aos professores, pais e educadores em geral uma possibilidade de contato com o livro e a leitura num espaço muito acolhedor e com atendimento VIP a todos que agendam seu horário.

BIBLIOTECA ESCOLAR- Alguns esforços e visitações foram realizados no ano de 2016 em várias cidades acima citadas que fazem parte da região. A maioria delas sem biblioteca exclusiva, a maioria com salas de leitura e outras apenas um pequeno local para guarda de poucos e empoeirados livros. Sobre o lado humano, para não dizer ausência total de um profissional bibliotecário, em apenas uma escola foi encontrada uma freira bacharel em biblioteconomia formada pela FESP-SP nos anos 80. Um triste cenário para um país com a Lei da Universalização das Bibliotecas Escolares que estava batendo às portas. Muitos diretores e gestores nessa época não sabiam da existência da Lei 12.244/2010, outros tentaram combatê-la por achar que não teriam verbas para sua implementação, outros sentiram não poder adequar suas escolas pela difícil situação que se encontravam, alguns nem quiseram ouvir falar, por isso não receberam… houve ainda outros que precisavam muito do serviço de organização do acervo e parcialmente aderiram. Agora, já em 2020 e vivendo um outro momento junto à “Vivências Pedagógicas Entre Livros” um desdobramento de “Vivencias Pedagógicas Entre Serras” quando nos voltamos para as atividades dos livros como as feiras e bibliotecas; nossa proposta segue na esperança de contribuir com escolas públicas e privadas para que possam ter o equipamento “Biblioteca Escolar” de uma forma viva e pulsante para toda a comunidade escolar.

Um acervo atualizado e pertinente com material multimídia organizados dentro de um sistema para ser acessado de maneira prática pelos alunos; atuar com os serviços de ação cultural; oferecer orientações para pesquisas escolares que leve o aluno a tecer textos autorais em vez das cópias que ainda são largamente utilizadas; estabelecer parceria junto aos professores em seus projetos e oferecer apoio aos colaboradores para prestação de um bom atendimento a todos os usuários são alguns dos diferenciais que pretendemos oferecer para o avanço didático-pedagógico nessa região. Afinal, estamos recebendo aprendizes do século XXI em que a abordagem tecnológica pode ser amplamente aplicada por meio da Biblioteca Escolar reconhecida por seu caráter de aprendizagem democrática, com vistas a colher muitos frutos na formação de uma cidadania criativa, crítica, e ética.

                                                        Contatos: (19) 99380-7205 Nancy Bonnanome
                                                                           (19) 98174-9510 LucianeMietto

                                                              vivenciaspedagogicas2019@gmail.com  

                                                              v.pedagogicas.entreserras (Instagram) 

Ana Carolina Carvalho de Almeida Nascimento desenvolve o projeto de pesquisa “Uma história da literatura de cordel no Rio de Janeiro contada pelos periódicos guardados na Biblioteca Nacional”

A pesquisa “Uma história da literatura de cordel no Rio de Janeiro contada pelos periódicos guardados na Biblioteca Nacional”, em desenvolvimento pela bolsista Ana Carolina Carvalho de Almeida Nascimento, explora um conjunto de artigos publicados em jornais do Rio de Janeiro que tratam da presença da literatura de cordel na cidade.

Ana Carolina Carvalho de Almeida Nascimento, pesquisadora e bolsista do Programa de Apoio à Pesquisa da Biblioteca Nacional.

No final do ano de 2018, a Literatura de Cordel foi reconhecida pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) como Patrimônio Cultural Brasileiro. O reconhecimento é resultado de um longo processo de articulação, que envolveu poetas de cordel e suas entidades representativas, pesquisadores acadêmicos e instituições de guarda de acervos.

A Fundação Biblioteca Nacional guarda em seu acervo folhetos de cordel que começaram a ser organizados como uma coleção no ano de 1985, a partir da atuação do pesquisador Bráulio do Nascimento, especialista em romances e contos populares, e então assessor da Diretoria da Biblioteca. No ano de 2012, a seção de Depósito Legal da Biblioteca realizou uma campanha de captação de folhetos para a atualização do acervo, que segue em curso. Para os poetas de cordel, a Biblioteca Nacional, a partir do registro de autoria, é um importante espaço de referência para a construção das suas identidades como autores.

Mas além dos folhetos, a instituição guarda na seção de Publicações Seriadas um acervo precioso para a história e documentação da literatura de cordel, e que não foi devidamente explorado e divulgado: os artigos publicados nos mais diversos jornais e revistas do país que trataram, ao longo das décadas, desta forma expressiva sob múltiplas interpretações.

Acesse a matéria completa publicada pela Biblioteca Nacional e saiba mais sobre o novo site da Biblioteca Apostólica Vaticana

Biblioteca Vaticana com novo site: mais ágil e intuitivo

Biblioteca Vaticana

“Somos os bibliotecários do Papa porque a biblioteca é sua e foi aberta por sua vontade há muitos séculos. Queremos estar ao serviço de nossos visitantes com um instrumento moderno e atualizado. O objetivo do novo site é ser um lugar de acolhida, colaboração e abertura”. Palavras do Prefeito da Biblioteca Apostólica Vaticana Cesare Pasini

Texto por Fabio Colagrande – Vatican News

No endereço vaticanlibrary.va está on-line o novo site da Biblioteca do Vaticano, uma renovação visível aos leitores desde 16 de julho passado, mas em preparação há algum tempo, e caracterizado por um novo layout e um acesso mais fácil a todos os conteúdos e serviços que o enriquecem. Os procedimentos para solicitar reproduções de manuscritos e outros materiais armazenados na Biblioteca foram simplificados e tornaram-se mais intuitivos. Como pode ser visto nos sites mais recentes, a técnica de criação de conteúdo on-line é estática (textos, links de hipertexto, imagens), mas acima de tudo dinâmica: o site permite interagir com outros sistemas de informação conectados. Como os motores de busca de catálogos e biblioteca digital, consulta do catálogo editorial, gerenciamento do twitter visto da web, e-commerce. A operação de restyling é particularmente apropriada neste período pandêmico, quando as regras de segurança sanitária dificultam o acesso físico dos estudiosos. O Prefeito da Biblioteca do Vaticano, Monsenhor Cesare Pasini, confirma isso em nossa entrevista:

Ouça e compartilhe!

Mons. Pasini: A gráfica evolui rapidamente neste tipo de comunicação digital, por isso já há algum tempo estávamos conscientes de que precisávamos atualizá-la com algo mais ágil e mais intuitivo. Também havia novas modalidades, novas ferramentas que deviam que ser inseridas e o site renovado oferece estes novos serviços muito dinâmicos. Por um lado, é um site estático – há textos para ler e imagens para ver – mas há pesquisas que podem ser feitas e tudo isso exigia uma inovação como a que fizemos.

Em primeiro plano, na home-page, pode-se explorar os catálogos e a biblioteca digital. Não é uma escolha aleatória…

Mons. Pasini: Os que entram no site por este caminho, querem também conhecer, ver e consultar, assim como fazer anotações. Portanto este deve ser o primeiro serviço que encontram, devem ser as primeiras coisas belas que veem, para despertar curiosidade sobre o tema e fazer pesquisas. Podem ser vistas medalhas, moedas, gravuras, manuscritos. Assim poderá saber o que se encontra na Biblioteca ou talvez encontre algo que procurava para um estudo particular, assim como pode se interessar com essas mil culturas, mil idiomas que temos na biblioteca em nossos tesouros, idiomas da história mundial.

Acesse a matéria completa publicada pelo Vatican News e saiba mais sobre o novo site da Biblioteca Apostólica Vaticana

Estão abertas as inscrições para o Prêmio Literário Biblioteca Nacional 2020

No dia 22 de julho, a Fundação Biblioteca Nacional abriu inscrições para o seu Prêmio Literário, edição 2020. As inscrições permanecem abertas até 04 de setembro e devem ser feitas exclusivamente no endereço http://premioliterario.bn.gov.br/

Prêmio Literário 2020

Concedido anualmente, desde 1995, o Prêmio Literário da Fundação Biblioteca Nacional tem por objetivo reconhecer a qualidade intelectual das obras publicadas no período de 1º de maio de 2019 a 30 de abril de 2020, no Brasil, em língua portuguesa. Em 2020, o Prêmio prevê oito categorias distintas: poesia, romance, conto, ensaio literário, ensaio social, tradução, literatura infantil e literatura juvenil. Cada um dos premiados recebe quantia de R$ 30.000,00 (trinta mil reais).

Acesse a matéria completa publicada pela Biblioteca Nacional e saiba mais Prêmio Literário da Fundação Biblioteca Nacional

Diálogos com o SEBP-MG: bibliotecas que fortalecem suas comunidades

Data: 28 de julho de 2020, terça-feira
Horário: de 10h30min às 11h30min
Acesso via plataforma de videoconferência (o link com as instruções será enviado por email, até 30 minutos antes do início da atividade)

Vagas limitadas.

A fim de discutir o papel das bibliotecas públicas na construção de comunidades resilientes, o Sistema Estadual de Bibliotecas Públicas de Minas Gerais promove edição virtual do “Diálogos com o SEBP-MG”, com a participação de Sueli Motta, da SP Leituras. A bibliotecária discorrerá sobre as atividades desenvolvidas pela Biblioteca de São Paulo e Biblioteca Parque Villa-Lobos que buscam fortalecer os laços dessas bibliotecas com suas comunidades, principalmente para atendimento a pessoas em situação de vulnerabilidade social. Formada em Biblioteconomia pela Fundação Escola de Sociologia Política de São Paulo, com curso de extensão em Qualidade de Vida no Trabalho pela PUC São Paulo, e pós-graduada em Gestão Empresarial, Sueli atuou em biblioteca escolar, foi responsável pela implantação de bibliotecas técnicas em conglomerados nacional e multinacional. Atualmente é superintendente de Biblioteca da SP Leituras, gerenciando dois equipamentos estaduais indicados a prêmios nacionais e internacionais: a Biblioteca de São Paulo e a Biblioteca Parque Villa-Lobos, espaços que recebem mensalmente mais de 40 mil visitantes.

Inscrições GRATUITAS abertas até meio-dia de 27/07/2020. Após este horário o formulário será bloqueado.

Formulário: https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLScy34STQWev78bGU525qKVOkWY9iAQ666p-AQTW5w8KLljA5Q/viewform

Regras para o encontro:
– deixar microfone e câmera desligados, só acionando quando for falar.
– perguntas podem ser feitas pelo chat ou quando a mediadora sinalizar que a palavra está aberta.
– a sala será aberta com antecedência de 30 minutos para que se evite sobrecarga da rede no inicío da palestra. Se possível, conecte-se antes de 10h30min.

Informações: sistemadebibliotecas@secult.mg.gov.br

Normalização Bibliográfica: um Campo Promissor para o Bibliotecário

O mercado de trabalho, nos dias atuais, tem se caracterizado por constantes mudanças e instabilidades, sobretudo com as transformações sociais oriundas do uso das tecnologias digitais. Embora essas transformações, em muitos casos, têm promovido a diminuição da empregabilidade e até mesmo o desaparecimento de muitas ocupações, evidencia-se a redefinição de novas formas de trabalho, de modo que, a cada momento, expande-se a atuação profissional para além dos fazeres e espaços tidos como tradicionais.

Formação profissional

A formação profissional interdisciplinar adquirida ao longo da trajetória

acadêmica tem proporcionado a definição de profissionais com múltiplas competências, de modo que a atuação no mercado de trabalho desses profissionais, em muitos casos, tende a extravasar os fazeres e os espaços de ocupação tidos como tradicionais. Está inserido nesse contexto, o bibliotecário, para quem, sua prática tem se estendido a diversos campos de atuação, não se limitando, tão somente, à prática de organização de acervos, comumente realizada em bibliotecas e centros de documentação.

Mercado de trabalho

O mercado de trabalho da atualidade tem viabilizado novas oportunidades de trabalho, pois o bibliotecário além de atuar nas unidades de informação “[..] pode também atuar em outros campos, como no ramo cultural, como na gestão da informação em organizações e ainda, pode atuar em ambiente web […]” (SANTAANNA, PEREIRA, 2014, p. 163). Dentre os inúmeros segmentos de mercado, destaca-se a atividade de normalização, em que o bibliotecário constitui um profissional competente para realização da normalização bibliográfica (SANTA ANNA, 2017), podendo atuar de forma independente, por meio da parceria com outros profissionais, formando grupos de normalizadores. (SANTOS; SAMPAIO, 2014).

Acesse a matéria completa publicada pelo Portal do Bibliotecário e saiba mais sobre esse campo promissor para o Bibliotecário.

Biblioteca de São Paulo recebe o músico Tony Belloto do Titãs para um bate-papo

Texto por Jornal SP Norte

O  escritor  e compositor e guitarrista da banda Titãs, Tony Bellotto, participa do bate-papo ‘Segundas Intenções Online’  da Biblioteca de São Paulo. A ação acontece no dia 3 de agosto, segunda-feira, às 19h e será transmitido ao vivo na página no Facebook (@BSPbiblioteca).

O bate-papo com Belloto mostrará sobre as técnicas de escrita criativa para os amantes da literatura, além disso, o músico também falará um pouco de sua consagrada carreira de artista.

Bellotto estreou na literatura em 1995, com “Bellini e a Esfinge”, primeiro romance policial da série protagonizada pelo investigador Remo Bellini. Também se lançou em outros gêneros, com “Lô” (2018), “Machu Picchu” (2013) e “No Buraco” (2010).

Acesse a matéria completa publicada pelo Jornal SP Norte e saiba mais sobre Bate-papo com Tony Bellotto.

Biblioteca de São Paulo realiza contações de histórias interativas e online

Inscrições estão abertas; Vagas são limitadas

Kiara Terra é escritora, contadora de histórias e criadora do método “A história aberta”
Crédito: Paulo Savala

Dentro da programação online da Biblioteca de São Paulo (BSP), a Hora do Conto Interativa promete surpreender a família toda. Com Kiara Terra, a atividade – intitulada “Histórias para sonhar no dia de hoje” – será composta por quatro encontros (independentes), marcados para os dias 25 de julho, 1º, 8 e 15 de agosto, sempre às 16h (com 45 minutos de duração). A BSP é uma instituição da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Governo do Estado de São Paulo, gerida pela Organização Social SP Leituras, eleita pelo segundo ano consecutivo como uma das 100 Melhores ONGs do Brasil.

Acesse a matéria completa publicada pelo Portal ABCdoABC e saiba mais sobre a Hora do Conto Interativa.

«El bibliotecario en muchas ocasiones se convierte en un auténtico detective»: Entrevista a Beatriz Belinda Yúfera, jefa de sección de materiales especiales de la Biblioteca Regional Joaquín Leguina

Texto por Beatriz Belinda Yúfera Rodríguez

Entrevistamos a Belinda Yúfera Rodríguez, jefa de la Sección de Materiales Especiales de la Biblioteca Regional Joaquín Leguina de Madrid, con motivo de la exposición “Carteles Vinfer: colección Fernández Ardavín” que nos muestra un recorrido por la cartelería de la primera mitad del siglo XX.

(Archivoz) Estimada Belinda, muchas gracias por dedicarnos este tiempo para hablarnos de la exposición y de tu experiencia profesional en el sector. ¿Cómo llegaste a la Biblioteca Regional? ¿Cómo ha evolucionado durante los últimos años?

(BYR) Después de más de diez años en Bibliotecas Públicas, la decisión de incorporarme al equipo de la Biblioteca Regional de Madrid (BRM), cambió mi trayectoria profesional en cuanto objetivos, ya que llevar la sección de Materiales Especiales implicó el priorizar el trabajo técnico y la especialización frente a las líneas prioritarias de una biblioteca pública.  Indudablemente, mis inicios en la Biblioteca Nacional de España me permitieron hacer frente a la amplitud de documentos y su variedad. He aprendido mucho desde luego y sigo aprendiendo ya que desde el principio quise afrontar todos los materiales que tenía a mi cargo. La variedad de conocimientos es indudable, el material patrimonial con el fondo moderno comparten nuestro trabajo.  Así, por ejemplo, tenemos documentos sonoros y audiovisuales que entran por Depósito Legal, frente a una compra patrimonial gráfica y cartográfica de siglos pasados. Sin olvidar, las donaciones que cada vez están adquiriendo mucho significado. Gracias al personal que componemos la sección podemos hacer el esfuerzo de conseguir ofrecer al público un extenso conjunto, permitiendo su consulta presencial y digital.   La evolución es indudable y creo que hemos conseguido dar a la sección una entidad propia que la caracteriza.

(Archivoz) Tras 13 años en la Biblioteca Joaquín Leguina, sería interesante que nos cuentes, brevemente, qué tipo de fondos se engloban bajo el concepto “materiales especiales” y cómo son los usuarios que se acercan a investigar sobre la cultura madrileña.

(BYR) Como indicaba anteriormente, la sección cuenta con material sonoro y audiovisual, así como música impresa y manuscrita.  También con cartografía y documentos gráficos que se pueden dividir en grabados, dibujos, cartelería, fotografía, tarjetas postales, ephemera que abarca multitud de documentación, por ejemplo, facturas, pequeñas estampas, cromos, programas de todo tipo de actividades culturales, entre otros ejemplos.  Hay que destacar, la inclusión documental de colecciones personales.  He hablado del Depósito Legal, la BRM recibe todo lo editado en la Comunidad Autónoma, esto significa recibir los materiales descritos no solo a través de compra y donación, sino mediante lo que se publica en nuestra región.  El incremento documental constante en nuestra sección es muy significativo.

Leia a íntegra da notícia no site da Archivoz

Diretório Brasileiro de Bibliotecas Acessíveis

O GT Acessibilidade (GT-Acess), da Federação Brasileira das Associações de Bibliotecários (FEBAB), está organizando o Diretório Brasileiro de Bibliotecas Acessíveis de instituições públicas e privadas, municipais, estaduais ou federais.

Este Diretório visa oferecer informações e servir de fonte de referência sobre as bibliotecas brasileiras que disponibilizam: (a) acervos em formato acessível; (b) equipamentos de tecnologia assistiva; (c) produzem conteúdo acessível sob demanda; (d) capacitação para usuários com deficiência. 

Deste modo, se sua Biblioteca se encaixa em uma ou mais alternativas acima, por favor, participe do Diretório preenchendo as informações em: https://bit.ly/DiretórioAcessibilidade

Enviar as respostas até dia: ** 17 de setembro de 2020 **

Maiores informações: gtacess.febab@gmail.com

Bibliotecários transformam Google Forms em escape rooms virtuais

Jogos ajudam a manter a comunidade entretida durante a quarentena

Texto por Vinicius Szafran

No dia em que a Biblioteca Pública de Peters Township, em McMurray, no estado norte-americano da Pensilvânia, pretendia revelar um escape room com temática de super-heróis, a pandemia obrigou a biblioteca a fechar suas portas. Sem local físico, a bibliotecária Sydney Krawiec criou uma alternativa: uma sala de fuga digital, criada no Google Forms.

Em apenas quatro horas, ela fez um jogo baseado no universo de “Harry Potter”, colocando os participantes em uma série de quebra-cabeças que precisavam ser respondidos para progredir no game. Em pouco tempo, o formulário viralizou. Isso motivou outros bibliotecários a fazerem o mesmo.

Com esses “escape rooms” virtuais, os bibliotecários puderam servir sua comunidade e também aqueles de muito longe, dando às pessoas presas em casa algo de diferente para fazer. Segundo os bibliotecários, esses desafios se tornaram uma ferramenta para o ensino remoto, bem como um dispositivo para a formação e desenvolvimento de equipes.

“Eu sei que muitos pais, especialmente quando todos começamos a trabalhar em casa, que estavam sobrecarregados com a tentativa de encontrar coisas para manter as crianças ocupadas durante o dia ou para impedir que os adolescentes jogassem videogames o dia inteiro”, diz Morgan Lockard, bibliotecário da Biblioteca Pública do Condado de Campbell, no Kentucky, que já criou cinco salas de fuga.

Acesse a matéria completa publicada pelo Olhar Digital e compreenda a aplicação do escape rooms virtuais pelas bibliotecas.

Live QuartaàsQuatro vai debater papel das bibliotecas, leitura e gestão da informação na pós-pandemia

A próxima QuartaàsQuatro, live promovida semanalmente pelo Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (Ibict), unidade de pesquisa do MCTI, acontece no dia 22/07, com transmissão ao vivo pelo YouTube.

O tema desta edição é “Informação e Infodemia na Pós-Pandemia: Biblioteca, Leitura e Gestão”, com a participação de Glòria Pérez-Salmerón (IFLA), Emir Suaiden (Unb) e Cecília Leite (Ibict).

A epidemia do novo coronavírus trouxe novos desafios informacionais. Durante o bate-papo, os participantes abordarão diversos temas como o problema das informações falsas e o papel das bibliotecas e da leitura no mundo pós-pandemia. “Acreditamos que a biblioteca, a leitura e a gestão são três pontos que a Ciência da Informação precisa estar atenta nesse contexto”, diz Cecília Leite, diretora do Ibict.

Acesse a matéria completa publicada pelo Ibict e conheça mais sobre a live e dos pesquisadores que participaram da mesma

Consórcio BDJur oferece tutorial para tour virtual no portal de bibliotecas

O Consórcio BDJur – rede de bibliotecas digitais jurídicas – ganhou um novo recurso para facilitar as pesquisas na plataforma. Fruto de parceria entre a Biblioteca do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Ministro Oscar Saraiva e a Coordenadoria de TV e Rádio do tribunal, o tutorial do consórcio permite um tour virtual no portal, apresentando as bibliotecas digitais participantes, os tipos de conteúdos disponíveis e as opções de pesquisa e acesso aos documentos.

Gerenciado pela Biblioteca do STJ, o Consórcio BDJur reúne, além da biblioteca digital do próprio órgão, acervos de outros órgãos do Poder Judiciário, das esferas federal e estadual – com destaque para a participação do Tribunal Superior Eleitoral e do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios –, e os acervos da Câmara dos Deputados e do Senado Federal.

Veja a matéria completa publicada pelo Superior Tribunal de Justiça e acesse o tutorial

A leitura e o leitor integral: lendo na biblioteca da escola

Para quê mais um trabalho sobre leitura na escola fundamental da rede pública no Brasil, tendo por centro de interesse a camada da população cuja preocupação primeira é com a sobrevivência diária, em condições precárias de vida? Quem conhece o poder da leitura sabe que ela nos permite ler mais do que palavras. Através dela podemos ler o mundo. Desenvolver a prática literária em escolas públicas significa reconstruir a história junto a uma nova geração de alunos, oriundos de diferentes estratos sociais. O exercício da leitura é uma ferramenta de transformação e socialização, especialmente para crianças e pré-adolescentes. Neste livro, a autora aposta, ainda, na necessidade dos educadores se enxergarem como uma ponte entre o livro e o aluno. Conscientes, devem rever a importância do ato de ler nas escolas, bem como o papel dessa prática na constituição de cidadãos.

Fonte: Editora Autêntica

Moradores de Dracena podem solicitar empréstimo de livros pelo ‘Biblio Delivery’

Serviço foi criado pela Secretaria Municipal de Cultura e Turismo e os exemplares serão levados na casa das pessoas. Atendimento ocorre de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h.

Por G1 Presidente Prudente

Moradores de Dracena podem solicitar o empréstimo de livros por telefone — Foto: Secretaria de Cultura de Dracena

Os moradores de Dracena vão poder manter o hábito de leitura mesmo durante a pandemia da Covid-19. O empréstimo de livros pode ser feito por meio do programa “Biblio Delivery”. O serviço foi criado pela Secretaria Municipal de Cultura e Turismo.

De acordo com a bibliotecária, Lauriele Martins Lopes, o objetivo do projeto é suprir a demanda de empréstimo de livros aos moradores. Ainda conforme o município, a Biblioteca Municipal levará os livros até a casa das pessoas, principalmente para quem for do grupo de risco.

Acesse a matéria publicada pelo G1 e conheça mais sobre o Programa “Biblio Delivery”

Biblioteca do Parque Villa Lobos abre curso de literatura

Texto por Isadora Bispo

A Biblioteca do Parque Villa Lobos abriu inscrições para um curso online pré-vestibular de Teoria Literária. Lecionado pela professora Naiara Costa, formada em Letras pela Universidade de São Paulo e especializada em Cinema e Literatura pela Universidade de Buenos Aires, as aulas acontecerão nos dias 20, 22, 24, 27, 29 e 31 de julho, das 10h às 12h30. Para participar é necessário preencher o formulário de inscrição no site da biblioteca e aguardar a confirmação por e-mail. As vagas são limitadas.

Veja os conteúdos que serão abordados e realizar a inscrição no curso acesse a matéria publicada no site Canal de São Paulo.

Arquitetura do leste europeu: o simbolismo das bibliotecas modernistas soviéticas

Texto por Lucía de la Torre

Este artigo faz parte da série colaborativa “Arquitetura do Leste Europeu: 50 Edifícios que Definiram uma Era”, desenvolvida em parceria entre o The Calvert Journal e o ArchDaily. Celebrando alguns dos principais ícones da arquitetura do leste europeu, publicaremos periodicamente uma lista com cinco projetos construídos no então Bloco de Leste.

Biblioteca Nacional de Kosovo / Andrija Mutnjaković

Pristina, Kosovo

1982

National Library of Kosovo. © Marco Fieber under a CC license

A Biblioteca Nacional de Kosovo é tão icônica quanto controversa. Projetado pelo arquiteto croata Andrija Mutnjaković em 1982, formalmente, o edifício da biblioteca é composto por massivos volumes de concreto aparente, coroados por um total de 99 cúpulas brancas de diversos tamanhos. Adicione a este já excêntrico conjunto uma envoltória em treliça metálica e pronto: eis à jóia da arquitetura de um país com uma história tão diversa quanto. Enquanto alguns críticos e historiadores afirmam que Mutnjaković buscou inspiração nas formas da arquitetura bizantina e islâmica, o que se sabe é que as autoridades sérvias não ficaram nem um pouco contentes com o resultado formal do projeto, pois popularmente, acredita-se que as cúpulas brancas são uma menção ao qeleshe ou plis, um chapéu que faz parte do traje tradicional dos albaneses.

Logo após sua inauguração em 1986, a Biblioteca Nacional de Kosovo cumpriu inicialmente outras funções — principalmente durante a turbulenta Guerra dos Balcãs. No início do conflito, a biblioteca operou como um abrigo de refugiados croatas e bósnios, sendo mais tarde foi ocupada pelo exército sérvio, que utilizou suas instalações como alojamento e quartel general, período durante o qual, muitos livros históricos de relevância nacional foram destruídos. Hoje, a biblioteca opera normalmente, aberta e acessível à todos os moradores e visitantes de Pristina, acolhendo uma coleção de mais de 2 milhões de volumes.

Acesse a matéria completa publicada no Archdaily e conheça as bibliotecas nacionais da Ucrânia, Estônia, Bielorrússia, e da biblioteca pública Alvar Aalto.

Mapeamento de Atuação nas Bibliotecas Prisionais Brasileiras

A comissão Brasileira de Bibliotecas Prisionais (CBBP) tem como objetivo promover as bibliotecas e a presença do bibliotecário nas unidades penais, a fim de assegurar o direito à educação e ao desenvolvimento humano dos apenados, respeitando e fazendo cumprir a legislação vigente no país. Definiu-se como um dos seus objetivos  específicos para o ano de 2020, o mapeamento dos profissionais que desenvolvem ações nesse espaço e suas respectivas experiências realizadas nos estabelecimentos penais brasileiros. Desse modo, pedimos a colaboração de todos que desenvolvem alguma atividade em BIBLIOTECAS ou SALAS DE LEITURA PRISIONAIS, que compartilhem conosco sua experiência, por meio do preenchimento deste questionário.

Observações:

1 – O questionário são para todos os profissionais, independente de ser Bibliotecários ou não.

2 – Os relatos aqui expostos não serão compartilhados sem previa autorização.

3 – Não economizem nas palavras.

Agradecemos sua colaboração,

Comissão Brasileira de Bibliotecas Prisionais (2020)

Preencha o questionário em:

https://docs.google.com/forms/d/1MbD1Z8hhxu60sf12ZiUtlNH6GxEogNZcSnQCY2XGQKw/viewform?ts=5f08b35e&fbclid=IwAR13f2frx-mI59jDldwInSc3yBuVTeIgbRAMc4kCkIOMIfrgdjgisCSgZrw&edit_requested=true

Raffaella Vincenti, la primera mujer de la historia en dirigir la Biblioteca Apostólica Vaticana

Francisco, el actual Papa de la Iglesia católica, ha nombrado como Jefa de Oficina de la Biblioteca Apostólica Vaticana a la Ilma. Sra. Raffaella Vincenti, la cual ocupaba el cargo Secretaria de dicha biblioteca. Este nombramiento convierte a la experta en Biblioteconomía en la primera mujer de la historia en dirigir la Biblioteca Apostólica Vaticana desde su creación en 1448.

El Santo Padre ha nombrado Jefa de Oficina de la Biblioteca Apostólica Vaticana a la Ilma. Sra. Raffaella Vincenti, Secretaria de dicha Biblioteca Apostólica Vaticana [Oficina de Prensa de la Santa Sede: Renuncias y nombramientos, 12.06.2020].

Raffaella Vincenti, la cual sustituye al anterior archivero y bibliotecario José Tolentino Cardinal de Mendonça, obtuvo el título postdoctoral en informática para archivos y bibliotecas en la Escuela Especial para Archivistas y Bibliotecarios de la Universidad de Roma «La Sapienza» con la tesis La web de la biblioteca, de sitio de consulta a portal de servicios: una propuesta para la red URBS. Es profesora en la Escuela Vaticana de Biblioteconomía dependiente de la Biblioteca Vaticana, estando a cargo de la asignatura Bibliografía y referencia.

Conheça mais sobre a Biblioteca Apostólica Vaticana lendo a matéria completa feita pelo Julian Marquina

Livros de ativistas pró-democracia desaparecem de bibliotecas em Hong Kong

Títulos são retirados do catálogo de bibliotecas públicas após entrada em vigor de nova lei de segurança imposta pela China. “Hong Kong vive, agora, numa sociedade orwelliana do século 21”, denuncia ativista.

O ativista Joshua Wong apontou que dois de seus livros foram retirados do catálogo das bibliotecas do território

Livros de autoria de ativistas pró-democracia de Hong Kong têm sido retirados do catálogo das bibliotecas públicas do território, mostram sistemas de consultas online, dias após a entrada em vigor de uma rígida lei de segurança nacional imposta pelo governo chinês.

Entre os livros que foram retirados estão títulos escritos por Joshua Wong, um dos ativistas pró-democracia mais conhecidos da cidade, e Tanya Chan, uma parlamentar filiado ao Partido Cívico, uma legenda liberal e pró-democrática. Ambos ganharam proeminência em 2014 durante a Revolução dos Guarda-chuvas, como ficou conhecida a série de protestos para pedir eleições livres no território.

De acordo com o jornal South China Morning Post, pelo menos nove títulos sumiram das bibliotecas. Entre eles estão títulos do acadêmico Chin Wan, considerado o ideólogo do movimento para a autonomia de Hong Kong.

Joshua Wong foi o primeiro ativista a chamar a atenção para a remoção dos seus livros neste domingo (05/07). “Menos de uma semana após a implementação da Lei de Segurança Nacional, as bibliotecas públicas de Hong Kong começaram a colocar os livros em revisão e a suspender os empréstimos, incluindo dois dos meus livros, publicados em 2013 e 2015”, escreveu Wong no Twitter, ilustrando a mensagem com a foto da pesquisa no site rede de bibliotecas do território. “Hong Kong vive, agora, numa sociedade orwelliana do século 21”, completou.

Acesse a matéria completa em Deutsche Welle

Bibliotecas públicas abrem inscrições para Clubes de Leitura online

A Biblioteca de São Paulo e a Biblioteca Parque Villa-Lobos abrem inscrições para Clubes de Leitura online em julho.

Os livros “A Obscena Senhora D” e “Marrom e Amarelo” estarão no centro do debate dos Clubes de Leitura Online da Biblioteca de São Paulo (BSP) e da Biblioteca Parque Villa-Lobos (BVL), respectivamente, nos dias 24 e 31 de julho. Para participar das atividades, realizadas em parceria com a editora Companhia das Letras, é necessário fazer inscrição (vagas limitadas).

A BSP e a BVL são instituições da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Governo do Estado de São Paulo, geridas pela Organização Social SP Leituras, eleita, pelo segundo ano consecutivo, uma das 100 Melhores ONGs do Brasil.

Em “A Obscena Senhora D”, de Hilda Hilst, a protagonista, uma mulher de 60 anos, fica viúva e se refugia no vão da escada da casa que dividia com o marido. Sozinha e em luto, ela refaz a trajetória de sua vida e se questiona sobre sua própria existência. Já em “Marrom e Amarelo”, de Paulo Scott, o mais velho de dois irmãos negros, Federico, é chamado em Brasília para discutir cotas raciais nas universidades. Em meio aos debates, ele se recorda da infância e da adolescência, em Porto Alegre, ao lado do irmão Lourenço, e dos episódios de discriminação que ambos sofreram.

Em ambos os casos, a editora parceira do programa dará gratuitamente aos primeiros inscritos em cada um dos eventos uma cópia eletrônica dos livros. Os encontros serão realizados por meio da plataforma Zoom, através de link que será enviado aos participantes por e-mail.

Acesse a matéria completa em Resenhando

Biblioteca Municipal de Lençóis Paulista possui mais de 1500 arquivos no acervo digital

Texto por Pamela Neri

O distanciamento social necessário durante a pandemia da COVID- 19 nos afastou das pessoas e também, de alguns bons hábitos. Com museus e bibliotecas fechados, o acesso à cultura e leitura se tornou inviável para parte da população.

Conhecida nacionalmente como a Cidade dos Livros, Lençóis Paulista tem mais livros do que habitantes e a Biblioteca Municipal Orígenes Lessa é referência em todo o estado com um acervo riquíssimo.

Biblioteca Municipal Orígenes Lessa – Foto: Prefeitura Municipal

O que muitos não sabem, porém, é que, apesar de fechada, nossa biblioteca tem parte do seu acervo disponível digitalmente.

Acesse a matéria completa em Solutudo