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Bibliotecas públicas poderão utilizar principal banco de dados de livros do Brasil

  
16:08 h
O Ministério da Cultura (MinC) e a Metabooks Brasil assinaram na noite dessa quinta-feira (2), durante a abertura da XXV Bienal Internacional do Livro de São Paulo, termo de cooperação técnica para cessão gratuita da plataforma Metabooks às mais de 6 mil bibliotecas do Sistema Nacional de Bibliotecas Públicas (SNBP).
Com a ferramenta, as bibliotecas do SNBP, coordenado pelo MinC, terão acesso ao principal banco de dados sobre os títulos ativos no mercado editorial brasileiro. As informações podem ser utilizadas tanto para pesquisas sobre especificações técnicas, disponibilidade ou lançamentos de títulos como para consultas segmentadas sobre a produção editorial brasileira para subsidiar decisões de compra de acervo.
“Acreditamos que esta plataforma vai facilitar muito o funcionamento das bibliotecas públicas, que poderão ter acesso a toda a base de livros editados em Língua Portuguesa. Nossa meta é que, até o fim do ano, a Metabooks já esteja sendo utilizada por todas as bibliotecas do SNBP”, destacou o ministro da Cultura, Sérgio Sá Leitão.
A Metabooks permite, por exemplo, que as editoras agreguem arquivos de mídia para aumentar a visibilidade do título e melhorar a experiência de compra do leitor, tais como trechos do livro, filmes e book trailers, entrevistas com o autor, premiações, resenhas e reportagens e arquivos promocionais. A ferramenta também possibilita criar diversas referências a cada título: edições anteriores, diferentes formatos, indicar se o título pertence a alguma coleção ou série, indicar produtos ou edições similares, entre outros.
Em funcionamento no Brasil desde o início de 2017, após parceria com a Câmara Brasileira do Livro (CBL), a plataforma Metabooks foi desenvolvida pela empresa alemã MVB, coligada à Feira do Livro de Frankfurt. No país europeu, segundo maior mercado editorial do mundo, a plataforma opera há mais de 15 anos, gerenciando 2,1 milhões de títulos.
Estímulo ao mercado editorial
O fomento ao mercado editorial brasileiro é uma das prioridades do Ministério da Cultura. No último dia 26 de julho, a Pasta criou um Grupo de Trabalho, em parceria com instituições do setor, para elaborar um diagnóstico do mercado editorial no Brasil e propor medidas legislativas e ações de financiamento para o setor. A criação do GT foi motivada pela atual crise deste mercado, que tem levado ao fechamento de livrarias.
No dia 12 de julho, foi sancionada a Lei nº 13.696/2018, que instituiu a Política Nacional de Leitura e Escrita (PNLE), que visa “promover o livro, a leitura, a escrita, a literatura e as bibliotecas de acesso público no Brasil”. A política será implementada de forma conjunta pelos ministérios da Cultura e da Educação.
Outra ação realizada pelo MinC é o apoio à participação brasileira em feiras internacionais de literatura. No primeiro semestre deste ano, foram selecionadas as feiras de Paris (França), Bolonha (Itália), Londres (Inglaterra), Bogotá (Colômbia) e Buenos Aires (Argentina). Para o segundo semestres, a Pasta dará suporte a empresas do País nas feiras de Xangai (China). Frankfurt (Alemanha), Guadalajara (México) e Sharjah (Emirados Árabes Unidos).
O MinC também apoiou a realização do V Fórum Brasileiro de Bibliotecas Públicas, realizado em outubro de 2017, em Fortaleza (CE), e do Seminário Ibero-americano de Bibliotecas Públicas, ocorrido em junho deste ano, em Brasília, no âmbito do Programa Ibero-Americano de Bibliotecas Públicas (Iberbibliotecas). O Brasil participa desde 2012 do Iberbibliotecas e investe US$ 90 mil anuais para a participação de bibliotecas públicas brasileiras em todas as iniciativas propostas pelo programa, que inclui também Chile, Colômbia, Costa Rica, Espanha, México, Paraguai, Peru e as cidades de Buenos Aires (Argentina) e Medellín (Colômbia).
Editais
Em 2018, o MinC prevê investimentos de R$ 6,75 milhões em três editais voltados ao setor editorial, todos com inscrições abertas. Serão R$ 2 milhões para o edital Bibliotecas Digitais 2018, que vai premiar, com R$ 100 mil cada, 20 projetos (inscrições até 20 de agosto); R$ 1 milhão para o Prêmio de Incentivo à Publicação Literária, 200 Anos de Independência, que vai repassar R$ 40 mil a 25 obras literárias inéditas (inscrições até 1º de setembro); e R$ 3,75 milhões para o edital Feiras Literárias 2018, que vai selecionar 17 projetos, que receberão valores entre R$ 125 mil e R$ 500 mil (inscrições até 11 de setembro).

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Um comentário

  1. Estas iniciativas merecem o nosso respeito e são um raio de.luz neste país tão escuro e ignorante . O nosso Conselho tem sido participativo e moderno nas suas parcerias trazendo para nos profissionais de biblioteca uma luz no fim do túnel. O que precisam também é valorizar os profissionais que estão no momento sem colocação no mercado e aproveira-los em eventos e feiras de livros.

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