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Bibliotecas particulares: o antes e o depois da morte de quem as criou

Texto por Gaspar Micolo

Amam os livros ou, antes, a leitura. Levam anos a acumulá-los, décadas a vê-los crescer em prateleiras cada vez maiores. E quando o fim lhes parece cada vez mais próximo, há que pensar na vida dos livros após a dos donos. “Como todas as coisas que vamos acumulando na vida, por muito que gostemos delas, não as podemos levar connosco”, diz o jurista e escritor Onofre dos Santos.

Os povos civilizados e desenvolvidos produzem livros
Fotografia: DR

A biblioteca ideal, construída em décadas, não tarda a clamar por um novo dono, exactamente por não a “podermos levar connosco”. Um novo proprietário que não a deixe morta, porque, para continuar viva, uma biblioteca tem que ser alimentada com livros novos. Por isso, há quem pense em doar à Biblioteca Nacional, a iniciativas particulares de espaços de leitura nas comunidades ou iniciar o seu próprio centro de investigação.

Quase todos se recusam a vender, evitando que o esforço de uma vida, como se a biblioteca se constituísse num corpo, se desfizesse com a partida, perdendo a alma.

A directora da Biblioteca Nacional, Diana Afonso, revela que há cada vez mais individualidades que fazem chegar à instituição as suas colecções privadas, antes mesmo da morte. “Temos recebido doações”, confirma, esclarecendo que quem tiver essa pretensão deve ter um inventário e garantir que os livros estejam em bom estado, além de facilitar a visita dos técnicos para uma vistoria.

Considerada como uma das mais ricas doações, Diana Afonso revela que a esposa de um falecido embaixador está a doar a biblioteca da família, desde 2019, restando até agora livros por avaliar e entregar à instituição pública.

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Leia a matéria completa publicada no site Jornal de Angola.

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