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Bibliotecários, eis a era da transformação

Por Lucimara Soriano

Vivendo na era digital com acesso a tantas informações diárias, o bibliotecário necessita sair da sua zona de conforto e passar a vivenciar outras experiências e contatos para que a biblioteca seja um lugar de trocas, de pesquisas e de atendimento a necessidades coletivas.

Para isso, é preciso saber utilizar a tecnologia a favor da biblioteca para o fortalecimento e crescimento da sua demanda. Se as redes sociais, como Facebook e Instagram, são a “bola da vez”, por que não utilizá-las? Por meio das redes, o bibliotecário pode fazer propaganda de livros, da biblioteca, de ações temporárias, além de promover clubes de livros e disseminar a informação.

A razão de ser de uma biblioteca é facilitar o acesso aos livros e ao conhecimento. Mas se ninguém souber o que existe lá dentro, ela morre! Nos tempos modernos, o bibliotecário tem à sua disposição vários canais de divulgação que não existiam no passado. O YouTube, por exemplo. Por que não o bibliotecário atuar como um Youtuber, apresentando uma sinopse de livro, um autor, ou até mesmo lendo o trecho de uma obra para que os leitores tenham curiosidade de ver como a história continua? É preciso lembrar que a propaganda “é a alma do negócio”, e esse slogan não serve apenas para a área de marketing.

O bibliotecário do futuro precisa ser atuante, pensar o presente e, principalmente, fazer ouvir a sua voz. Não basta fazer uma bela catalogação, esmiuçar sua indexação, se ninguém procurar por ela. A biblioteca precisa ter vida e o bibliotecário precisa criar diferentes estratégias para tornar seu acervo cada vez mais visível e acessível.

Em uma biblioteca escolar, esse universo do livro e da cultura pode ser ainda mais rico e convidativo e a leitura é a chave para isso, pois ela funciona como um fator de transformação. Podemos criar um mundo de sonhos para as crianças, deixando as bibliotecas atraentes, alegres, criando espaços divertidos, propiciando momentos de descontração e de lazer. E entrando no mundo dos adolescentes pelos canais que lhes são mais familiares e caros, usando a tecnologia como aliada a nosso favor.

Nesse sentido, vale mostrar como algumas atividades de incentivo à leitura têm dado certo.

Escolher alguns livros e divulgar uma pequena sinopse por meio das redes sociais e por e-mail aos professores. Assim, é possível que muito mais pessoas procurem pelos livros e pela biblioteca. Quanto mais divulgação, melhor.

Inteirar o público do que está acontecendo ou virá a acontecer na biblioteca. As práticas precisam ser mostradas. Vivemos constantemente a era da comunicação, em especial, por imagens.

Promover concursos e atividades que envolvam os alunos ativamente na biblioteca. Por exemplo, desde 2005, desenvolvemos no Colégio Presbiteriano Mackenzie Tamboré o Projeto: “Amigo Livro e Saiba Como Pesquisar”, uma atividade com alunos do 6º ano que trata de maneira lúdica e criativa o processo de aprender brincando.

Estes são apenas alguns exemplos do que é possível fazer com ideias inovadoras que incentivam os usuários a frequentarem cada vez mais a biblioteca da escola e a utilizarem os vários suportes como ferramentas de consulta e de pesquisa.

É muito importante, nos dias atuais, que a biblioteca se mantenha conectada com esta nova geração, e saiba interagir cada vez mais com eles. Afinal, ela também faz parte da Educação, razão de ser de uma escola.

*  Bibliotecária do Colégio Presbiteriano Mackenzie Tamboré, São Paulo.

Fonte: blogs.uai.com.br

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