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Biblioteca Nacional renovará seu sistema de prevenção contra incêndios

Responsável por abrigar documentos e livros históricos do Brasil, instituição está sem alvará de funcionamento do Corpo de Bombeiros há dois anos

FACHADA DA BIBLIOTECA NACIONAL (FOTO: WIKIMEDIA COMMONS)

A tragédia que destruiu o Museu Nacional fez despertar a urgência das instituições culturais brasileiras a preservar seu patrimônio. Nesta semana, a Biblioteca Nacional afirmou que iniciará o processo para abrir uma licitação de R$ 6 milhões para renovar suas instalações elétricas. Os responsáveis por administrar a instituição também afirmam que realizarão investimentos de R$ 400 mil para atualizar o sistema de prevenção contra incêndios e regularizar sua situação diante do Corpo de Bombeiros: a biblioteca está sem um alvará definitivo há pelo menos dois anos.

Localizado na Avenida Rio Branco, no centro do Rio de Janeiro, a Biblioteca Nacional é responsável por guardar tesouros da História. No seu acervo há cerca de 25 mil fotografias que pertenciam à coleção do imperador D. Pedro II, além de manuscritos gregos do século 9,  livros europeus dos séculos 15 e 16 e o primeiro jornal impresso do planeta, de 1601. 

Após o incêndio do Museu Nacional, circularam notícias nas redes sociais de que livros raros e documentos históricos, como a Lei Áurea, foram destruídos. As informações, entretanto, são falsas: impressa em 1462, a Bíblia de Mogúncia faz parte do acervo da Biblioteca Nacional e foi produzida por ex-sócios de Johanes Gutenberg, o inventor da prensa mecânica que deu início à publicação em massa de livros. Já o pergaminho original da Lei Áurea, assinado pela princesa Isabel em 13 de maio de 1888 e que extinguiu a escravidão no Brasil, está guardado no Arquivo Nacional.

Tanto a Biblioteca Nacional quanto o Arquivo Nacional, no entanto, apresentam problemas decorrentes das restrições no orçamento. Um sistema de climatização da biblioteca que deveria ter sua instalação iniciada em 2013 não foi concluído. A falta de recursos efetivos para o combate de incêndios preocupa, já que a infraestrutura do prédio data do início do século 20 e as instalações elétricas ainda não foram devidamente atualizadas. Em junho deste ano, uma nova fachada da Biblioteca Nacional foi inaugurada após 18 meses de obras: durante quatro anos, a frente do prédio ficou coberta por tapumes.

SEDE DO ARQUIVO NACIONAL (FOTO: WIKIMEDIA COMMONS )

Localizada na Praça da República, no centro do Rio de Janeiro, a sede do Arquivo Nacional também enfrenta dificuldades estruturais por conta do corte de investimentos. Após o incêndio que destruiu o Museu Nacional, a Associação dos Servidores do Arquivo Nacional emitiu uma nota afirmando que a instituição possui sistema de combate de incêndio ineficiente. “Durante o Carnaval de 2017, a Equipe de Engenharia do Arquivo Nacional detectou a falência do sistema de hidrantes do ‘Bloco F’ que abriga quase toda a documentação da instituição — apontando ‘ELEVADÍSSIMO GRAU DE RISCO QUE PESSOAS (funcionários e terceirizados) E ACERVO ESTÃO EXPOSTOS'”, afirmou a nota.

Fonte: Revista Galileu

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