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Biblioteca Mário de Andrade expõe cordéis históricos

Estadão Conteúdo

Depois de apresentar obras raras escritas por mulheres e livros para crianças também raros, de seu acervo, a Biblioteca Mário de Andrade se volta, agora, à literatura de cordel e exibe, pela primeira vez, parte da coleção de seis mil folhetos de cordel adquirida em 2015 do embaixador Rubem Amaral Jr. Até essa aquisição, a biblioteca contava com 330 folhetos.

Cordel – A História dos Folhetos Nordestinos no Acervo da Mário será aberta no dia 6, às 19h, com uma conversa entre os cordelistas cearenses Jarid Arraes e Moreira de Acopiara com mediação de Rita Palmeira, e poderá ser visitada até o dia 30 de agosto na Sala do Pátio.

Reconhecido em 2018 como patrimônio cultural imaterial brasileiro pelo Iphan, o cordel feito aqui é diferente daquele que surgiu na Europa no século 15 e continuou popular em Portugal e na Espanha nos séculos seguintes, embora seja influenciado por ele. Lá, eles são escritos em prosa. Aqui, quase sempre em verso – isso porque ele se desenvolveu com os cantadores de viola e repentistas no Nordeste.

Essas diferenças, curiosidades com relação à sua origem, a chegada ao Brasil, seus momentos mais emblemáticos no País, os temas e os principais nomes do gênero o visitante conhece no texto dos curadores Joana Morena de Andrade e Rizio Bruno Sant’Ana, que acompanha as três vitrines com as publicações históricas.

Na primeira delas, estarão folhetos portugueses e espanhóis – e brasileiros que adaptaram algumas dessas histórias. Um exemplo. Veremos História do Imperador Carlos Magno e dos Doze Pares de França, impresso no Porto em 1881; A Batalha de Oliveiros com Ferrabraz (parte da história do primeiro), impresso em Juazeiro do Norte em 1951; e de novo A História de Carlos Magno e os Doze Pares da França, feito no Rio provavelmente em 1980.

O folheto mais antigo da exposição, que é também o mais antigo do acervo da Biblioteca Mário de Andrade, é de 1692: Marquez de Mantua – Tragédia do Marquez de Mantua, & do Emperador Carlos Magno.

A segunda vitrine será dedicada à editora Guajarina, do Pará, que publicou cordéis primeiro como suplemento de sua revista e, depois do sucesso deles, como edições avulsas, entre o início e meados dos anos 1900. Lampião aparece em vários deles – e abre caminho para a terceira vitrine, com obras sobre o cangaço e questões sociais.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Fonte: ISTOÉ

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