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Autores indígenas refletem sobre literatura

Texto por Estadão Conteúdo

Essa é uma história nova e, ao mesmo tempo, muito antiga. Nova porque começou a ser escrita, literalmente, há cerca de 30 anos, depois da Constituição de 1988, depois do início das políticas públicas para a alfabetização dos povos indígenas e da promulgação da Lei n.º 11.645, que, em 2008, incluiu a temática História e Cultura Afro-brasileira e Indígena no currículo das escolas, abrindo caminho para a publicação de obras literárias. E antiga porque é milenar, remete a conhecimentos e tradições de muito antes de Cabral e foi passada oralmente de geração em geração.

Uma história que começou a ser contada em livro por nomes como Eliane Potiguara, Kaká Werá e Daniel Munduruku, e que hoje encontra novas vozes, linguagens e temas – sempre com o mesmo respeito pela ancestralidade e pela terra.

Julie Dorrico tem 30 anos. Mora em Porto Velho, é macuxi, escritora, poeta e faz doutorado em literatura indígena na Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande de Sul. Pelas suas contas, existem hoje, no Brasil, 57 autores indígenas. Ainda é pouco, mas é um começo – e Julie ajuda a divulgar o trabalho deles em seu canal no YouTube, o Literatura Indígena Brasileira.

Se antes o espaço era ocupado pelos autores de livros para crianças – e Julie diz que essa foi uma estratégia dos próprios escritores que, ao iniciar o diálogo com a sociedade dominante, optaram por começar a falar com educadores e crianças -, hoje vemos pensadores como Ailton Krenak e Davi Kopenawa despertando o interesse do grande público.

Leia a matéria completa publicada pelo site ISTOÉ.

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