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‘A sociedade quer novas histórias’, diz escritor negro finalista do prêmio Jabuti

Alê Santos concorre na categoria ensaio com obra que traz histórias de personagens da história afro falando sobre lutas. Escritor de Guaratinguetá (SP) fala sobre reconhecimento em mercado editorial, predominantemente branco.

Texto por Poliana Casemiro

Alê Santos concorre ao prêmio Jabuti — Foto: Divulgação

O publicitário e escritor Alê Santos, de Guaratinguetá (SP), foi indicado ao prêmio Jabuti, um dos mais importantes da literatura do país. Negro, do interior e de periferia, Alê recebeu destaque, que rendeu a indicação, pelo livro “Rastros de Resistência” que traz histórias de personagens da história afro falando sobre as lutas deles.

“Essa indicação representa uma quebra do paradigma. Uma sociedade que não se assumia racista e que passou a tomar posição. As pessoas estão se tocado que não é normal viver em um país em que você entra em um estabelecimento e todos são brancos. E que a maioria dos pobres são pretos”, disse.

Alê concorre na categoria ensaios na 62ª edição do prêmio. O autor comenta que a atual edição ouviu uma luta das minorias, que tenta extrapolar as barreiras majoritárias brancas do mercado editorial. Com ele, Djamila Ribeiro, Petrônio Domingues, ambos negros e com obras sobre o racismo, além do líder indígena, Ailton Krenak.

Alê Santos trabalha há dez anos com literatura, mas ganhou voz no mercado com a internet. O autor viralizou no twitter com as “threads” — como são chamadas as publicações em série — contando a saga de líderes negros e explicações sobre a origem do racismo. Depois do viral, recebeu convite de editoras para transformar as postagens em obras.

Leia a matéria completa publicada pelo G1

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