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39% das escolas municipais de ensino fundamental têm bibliotecas; nas particulares, índice é de 82%, diz Censo

Censo Escolar 2017 aponta diferenças nas estruturas das escolas públicas e privadas.

Biblioteca em escola de Vitória (Foto: Leonardo Silveira/ PMV)

O Censo Escolar apresenta dados sobre a estrutura das escolas de educação básica. Ter bibliotecas ou salas de leitura, por exemplo, é algo raro nas regiões Norte e Nordeste – há municípios em que menos de 20% dos colégios possuem um espaço com livros. No Sul e no Sudeste, a situação é bem diferente: 72% das escolas do Distrito Federal, do Rio de Janeiro e do Rio Grande do Sul têm essa estrutura para os alunos.

Veja, a seguir, as diferenças entre a rede pública e a privada em cada etapa de ensino:

Censo Escolar aponta diferenças na estrutura das escolas de educação básica. (Foto: Infográfico: Juliane Monteiro e Karina Almeida/G1)

“(A estrutura) é desigual sim, e não obrigatoriamente está relacionado a recursos, tem municipios que recebem o mesmo montante de recursos um funciona melhor e o outro não. Essa é uma missão a ser alcançada pelas prefeituras.” – Maria Helena Guimarães de Castro, secretária-executiva do MEC

Na educação infantil

Os números mostram também uma grande diferença entre os recursos das escolas de educação infantil geridas pelos municípios e pelas redes privadas. Um parquinho, por exemplo, só existe em 30,3% das públicas, versus 81,7% das particulares. Ter um banheiro com estrutura para crianças é algo que só é oferecido por 34,3% das instituições municipais nessa etapa de ensino, enquanto, nas escolas privadas, a porcentagem é de 81,7%.

Outros recursos são escassos tanto na rede pública quanto na particular: dependências e vias adequadas para alunos com deficiência ou mobilidade reduzida existem em apenas em 26,1% das creches e em 25,1% das pré-escolas do Brasil.

As escolas rurais de educação infantil apresentam problemas que estão praticamente resolvidos na área urbana: 9,4% das creches e 12,6% das pré-escolas dessas regiões não dispõem de sistema de esgotamento sanitário.

No ensino fundamental

Recursos tecnológicos, como laboratórios de informática e acesso à internet, estão disponíveis em menos da metade das escolas de ensino fundamental do Brasil: em 46,8% delas.

Assim como na educação infantil, essa etapa de ensino evidencia uma diferença grande de estrutura entre escolas públicas e privadas. Considerando as municipais, que concentram a maior parcela das matrículas, apenas 38,2% têm sala de leitura ou biblioteca, 3,3% possuem laboratórios de ciência, 14,3% têm parque infantil, 59,5%, parque coberto ou descoberto, e 28,6%, quadra de esportes. Nas particulares, os números são bem diferentes: 82,2% possuem espaços com livros, 26,6% têm salas com computadores, 77,2% apresentam parques, 87% têm pátios e 59,4%, quadras de esporte.

No ensino médio

Nas escolas de ensino médio, a rede pública de abastecimento de água é frequente nas regiões Sul, Sudeste, Centro-Oeste e Nordeste. Mas, no Norte, há municípios com menos de 20% das escolas com essa estrutura de saneamento básico.

As diferenças são acentuadas entre os colégios estaduais, que concentram a maior parte das matrículas do setor público, e os privados. Laboratório de ciências, por exemplo, existe em 39,2% dessas instituições públicas, enquanto 58,3% das particulares apresentam esse espaço. A internet banda larga é oferecida em 76,8% das estaduais e em 86,7% das privadas.

Em outros critérios, a diferença é menor: 85,9% das escolas estaduais têm bibliotecas ou espaços de leitura, versus 92,5% das particulares.

Biblioteca da Escola Estadual Dom Aquino, em Juruena (MT) (Foto: Arquivo pessoal/ Edilso Bratkoski)

Fonte: G1

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